segunda-feira, maio 18, 2026

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Triagem de tomates com IA revoluciona agricultura



Esses sistemas inovadores utilizam câmeras de alta velocidade



Esses sistemas inovadores utilizam câmeras de alta velocidade
Esses sistemas inovadores utilizam câmeras de alta velocidade – Foto: Divulgação

A inovação tecnológica tem sido cada vez mais decisiva para transformar o agronegócio brasileiro, especialmente no combate ao desperdício de alimentos. Entre as soluções que vêm ganhando destaque está a triagem inteligente de tomates, que utiliza inteligência artificial para aprimorar a qualidade e a eficiência no processo de classificação. Essa tecnologia promete não só aumentar a produtividade, mas também contribuir para uma produção mais sustentável e segura.

Lenon Dias Barth, Gestor de Operações e Automação Industrial, destaca que a tecnologia está revolucionando a triagem de tomates, etapa fundamental para reduzir o desperdício de alimentos. Todos os anos, toneladas de tomates são descartadas por falhas na classificação manual, mas as máquinas de triagem óptica com visão artificial e inteligência artificial prometem mudar esse cenário.

Esses sistemas inovadores utilizam câmeras de alta velocidade e algoritmos inteligentes para detectar e classificar tomates verdes, maduros e defeituosos em questão de milissegundos, superando a precisão do olho humano. Além de identificar cor, forma e tamanho em tempo real, a inteligência artificial se adapta e aprende com cada escaneamento, ajustando-se a diferentes tipos de cultivo.

A agilidade e a alta precisão dessas máquinas trazem mais eficiência à produção, diminuindo perdas e elevando a qualidade dos produtos. Essa inovação é um marco para a agricultura inteligente, unindo tecnologia e sustentabilidade para garantir maior segurança alimentar. Assim, a inteligência artificial se mostra não só uma ferramenta tecnológica, mas um elemento-chave para produzir de forma mais rápida, eficiente e sustentável, abrindo caminho para o futuro do agronegócio.





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Ele construiu um império na pecuária, aprenda com José Humberto



5 conselhos de José Humberto, da Fazenda Camparino, para quem quer crescer na pecuária

Referência nacional em genética Nelore, o pecuarista José Humberto Vilela, da Fazenda Camparino, foi o convidado de um dos episódios mais aguardados do podcast LanceCast, apresentado por Plínio Queiroz. Na conversa, o criador compartilhou aprendizados construídos ao longo de décadas de atuação na pecuária. A seguir, listamos cinco conselhos que servem de norte para produtores de diferentes perfis — do pequeno ao grande investidor.

1. Não se acomode: “o tempo ensina, mas também cobra”

Para José Humberto, estar sempre atento ao que está acontecendo no setor é uma questão de sobrevivência. Ele alerta que, mesmo com experiência, o pecuarista precisa manter a humildade para aprender continuamente e se adaptar:

“Quem para no tempo, não acompanha o mercado. O campo exige atualização constante”, afirma.

2. Genética é meio caminho andado, mas manejo é tudo

Apesar de investir pesado em melhoramento genético, o criador reforça que sem um bom manejo nada funciona. Alimentação, sanidade, observação dos animais e cuidado com o bem-estar são fatores que garantem desempenho real na fazenda.

“Genética é um diferencial, mas o gado tem que estar bem para mostrar seu potencial”, resume José Humberto.

Leia também: Clone: ficção científica ou o futuro real da pecuária?

3. Escute mais do que fala — e com as pessoas certas

Um dos pontos mais repetidos por José Humberto é a importância de escutar pessoas que sabem mais. Para ele, buscar conhecimento com técnicos, mentores e outros criadores experientes faz toda a diferença.

“Quando você encontra alguém que sabe mais do que você, gruda nele. Pergunta tudo. Escutar é aprender sem errar tanto”, aconselha.

4. Trabalhe com quem veste a camisa

O sucesso da Fazenda Camparino, segundo o próprio criador, passa pela valorização das pessoas. Ele destaca a importância de montar uma equipe comprometida, que entenda os valores da propriedade.

“A fazenda cresce quando quem tá nela trabalha como dono”, diz. E completa: “Eu não sei fazer tudo, mas sei reconhecer quem faz melhor que eu”.

5. Não existe milagre: sucesso é construção diária

José Humberto é categórico ao dizer que a pecuária não é lugar para pressa. Para ele, construir um plantel de referência leva tempo, esforço e muitos ajustes.

“Tem hora que a gente erra feio, mas não pode desistir. A constância vence”, diz.

Fonte: Entrevista com José Humberto no podcast LanceCast, apresentado por Plínio Queiroz, diretor de Pecuária do Canal Rural.



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‘Crédito rural é inacessível para os produtores de soja’, aponta Aprosoja MT em nota



A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) manifestou preocupação com o Plano Safra 2025/26, anunciado nesta terça-feira (1º) pelo governo federal. Com juros próximos à taxa Selic atual, o crédito rural torna-se praticamente inacessível para a maioria dos produtores de soja, especialmente em um cenário de endividamento no campo.

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Embora o Plano Safra 2025/26 tenha anunciado R$ 516,2 bilhões, cerca de R$ 185 bilhões dependem de captação via CPRs lastreadas em LCAs, instrumentos privados sem taxas controladas. Desconsiderando essa parcela, há uma redução nominal de 17,3% nos recursos efetivamente disponíveis aos produtores. Os valores com juros prefixados cresceram apenas 5% em relação ao plano anterior, o que representa queda real de 0,32% quando ajustado à inflação. Parte desse montante já está comprometida com dívidas da safra passada. Os R$ 69,1 bilhões do Pronamp mantêm taxas diferenciadas, mas insuficientes para compensar as perdas. Recursos livres caíram 31% e seguem atrelados a garantias mais onerosas.

“Na prática, temos menos dinheiro disponível para contratar”, resume Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja MT. A entidade critica o aumento dos juros para o custeio empresarial, que subiram de 12% para 14%, e destaca que apenas 70% dos recursos do plano anterior chegaram de fato ao campo. Com taxas variando entre 8,5% e 14%, o acesso ao crédito se torna inviável para muitos pequenos e médios produtores, especialmente os já endividados. A exigência de cumprimento do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), considerado defasado, também é vista como um entrave adicional.

A Aprosoja MT havia proposto ampliar o orçamento do Programa de Construção de Armazéns (PCA) para R$ 9 bilhões, mas o governo destinou apenas R$ 3,7 bilhões para estruturas menores e R$ 4,5 bilhões para as maiores, com taxas de 8,5% e 10%, respectivamente. No campo da sustentabilidade, a proposta de redução de 1 ponto percentual nos juros para produtores que aderem a programas de melhoria contínua foi parcialmente atendida, o governo concedeu apenas 0,5%. “Alguns parâmetros anunciados são inexequíveis diante da atual conjuntura econômica”, afirma Beber. Para a entidade, o Plano Safra traz avanços tímidos e excesso de exigências, dificultando sua efetividade.



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Nova regra que amplia uso do Zarc trará crédito facilitado aos produtores, diz FGV Agro



O Plano Safra 2025/26 da Agricultura Empresarial anunciado nesta terça-feira (1) trouxe, entre as novidades, o fato de o atendimento às recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) ser obrigatório aos produtores que buscam crédito rural de custeio agrícola.

Anteriormente, a medida era restrita a operações de até R$ 200 mil contratadas por agricultores familiares do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Porém, a exigência agora se estende a financiamentos acima desse valor e a contratos em que o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) não é exigido.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o objetivo é evitar a liberação de crédito fora dos períodos indicados ou em áreas com restrições. A única exceção se dá em casos em que não houver zoneamento disponível para o município ou para a cultura financiada.

Para o coordenador do Observatório de Seguro Rural da FGV Agro, Pedro Loyola, a medida é positiva. “Agora, o produtor também será avaliado, por meio do Zarc, pelo manejo que ele faz da cultura, a forma como combate doenças e pragas, o uso de sementes certificadas, o tipo de solo em que cultuva e também a tecnologia que emprega.”

Segundo ele, a nova abordagem tende a trazer eficiência ao ecossistema do seguro rural, beneficiando quem adota boas práticas. “Hoje, o seguro se baseia muito em dados do IBGE, de produtividade do município, mas muitos produtores têm níveis tecnológicos maiores e, no futuro, vão ser beneficiados com seguro mais barato, acesso a crédito facilitado e com taxas diferenciadas”, contextualiza.

“O Zoneamento Agrícola de Risco Climático, de nível de manejo, é o futuro da gestão de riscos porque facilita a vida do banco, das seguradoras e daquele produtor que tem um alto nível de tecnologia”, completa.

Perda de crédito

Para Loyola, o produtor terá de redobrar a atenção na hora de semear no período adequado a sua região e cultura. “O produtor que não cumprir com essa normativa poderá até perder o acesso ao crédito.”

Em relação ao seguro, o descumprimento dessa nova exigência para obtenção de créditos acima de R$ 200 mil leva à perda de subvenção, com o produtor perdendo o direito à indenização. “É algo que se precisa ficar atento, mas é uma medida muito positiva do plano agrícola na área de gestão de riscos”, considera.



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Bebedouro no centro do pasto garante mais peso no gado e menor custo


Saber onde instalar o bebedouro no pasto pode parecer um detalhe, mas é uma decisão que influencia diretamente a produtividade do rebanho. Assista ao vídeo abaixo e confira as recomendações na íntegra.

No programa Giro do Boi, o médico-veterinário Fernando Loureiro, especialista em sistemas de água para bovinos, explicou que o melhor posicionamento do bebedouro é no centro do piquete.

Segundo Loureiro, quanto menor a distância até o ponto de água, menor o esforço dos animais para se hidratar, o que preserva energia e favorece o ganho de peso.

“Se o bebedouro estiver a mais de 750 ou 800 metros, muitos animais deixam de ir até ele. Isso desuniformiza o pastejo e gera perda de desempenho”, alerta.

Centralizar o bebedouro melhora o pastejo e o bem-estar do rebanho

Detalhe de bebedouro de pneu em área de pasto. Foto: DivulgaçãoDetalhe de bebedouro de pneu em área de pasto. Foto: Divulgação
Detalhe de bebedouro de pneu em área de pasto. Foto: Divulgação

Quando o bebedouro é instalado no centro do piquete, o rebanho tende a se manter em um raio de 300 a 400 metros, o que ajuda a manter o pastejo uniforme.

Esse comportamento evita áreas “rapadas” próximas da água e pastos mal aproveitados nas bordas.

Além disso, quanto mais distante o ponto de água, mais o animal caminha ao longo do dia — o que representa gasto de energia que poderia ir para a produção de carne.

O problema se agrava em sistemas intensivos, nos quais o gado pode beber água até 8 vezes por dia.

Detalhe de água límpida caindo em bebedouro de bovinos de corte. Foto: Divulgação/Agropecuária MaragogipeDetalhe de água límpida caindo em bebedouro de bovinos de corte. Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe
Detalhe de água límpida caindo em bebedouro de bovinos de corte. Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe

Em áreas de manejo extensivo, os bovinos costumam beber de 3 a 4 vezes ao dia. Já nos piquetes menores e mais intensivos, o consumo de água aumenta e, por isso, é ainda mais importante manter o bebedouro acessível e bem posicionado.

O veterinário reforça que formato e simetria do piquete também influenciam. Pastos mais regulares facilitam a centralização da aguada, evitando que o gado pasteje excessivamente perto do bebedouro e negligencie outras áreas.

Redução de custos e mais facilidade no manejo diário

Detalhe de bovinos em bebedouro de pneu em área de pasto. Foto: DivulgaçãoDetalhe de bovinos em bebedouro de pneu em área de pasto. Foto: Divulgação
Detalhe de bovinos em bebedouro de pneu em área de pasto. Foto: Divulgação

O posicionamento correto do bebedouro não só impacta o ganho de peso, como também pode reduzir os gastos com suplementação.

Isso porque o gado aproveita melhor os nutrientes quando caminha menos e consome mais água de forma equilibrada.

Além disso, centralizar o ponto de água facilita o manejo diário e a observação dos animais, contribuindo para um controle sanitário mais eficiente e uma rotina mais prática no campo.

Água bem posicionada, lucro garantido

Bovino em bebedouro em área de pasto. Foto: DivulgaçãoBovino em bebedouro em área de pasto. Foto: Divulgação
Bovino em bebedouro em área de pasto. Foto: Divulgação

Loureiro deixa o recado: improvisar no local do bebedouro é erro comum e caro.

A água é o nutriente mais importante da dieta bovina, e garantir seu acesso de forma fácil e constante é uma estratégia simples que dá resultado.

Pequenas decisões no manejo podem ter grande impacto no bolso do pecuarista.



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Carvão vegetal: Fertilidade e sustentabilidade



As TPI possuem teores de matéria orgânica até 70 vezes maiores que os solos vizinhos



As TPI possuem teores de matéria orgânica até 70 vezes maiores que os solos vizinhos
As TPI possuem teores de matéria orgânica até 70 vezes maiores que os solos vizinhos – Foto: Katya Ershova

A busca por solos mais férteis e produtivos tem levado agricultores e pesquisadores a resgatar práticas antigas, como o uso do carvão vegetal, que pode transformar a agricultura moderna com base em sabedoria ancestral.

Italo M. R. Guedes, agrônomo, pesquisador e comunicador, destaca o uso do carvão vegetal no solo como uma técnica inspirada nas Terras Pretas de Índio (TPI), solos amazônicos ancestrais conhecidos pela alta fertilidade. Estudos recentes, no Brasil e no mundo, mostram que o carvão vegetal, ou biochar, pode aumentar a matéria orgânica do solo, melhorar a capacidade de troca de cátions (CTC), otimizar o uso de fertilizantes e estimular microrganismos benéficos, tornando os solos mais produtivos.

As TPI possuem teores de matéria orgânica até 70 vezes maiores que os solos vizinhos, graças ao carbono pirogênico presente, que também eleva o pH e concentra nutrientes como nitrogênio, fósforo, cálcio e potássio. Diferente de outros insumos orgânicos, que se decompõem rapidamente, o carvão vegetal é resistente à decomposição devido à sua estrutura química, permanecendo no solo por séculos e mantendo seus efeitos sem necessidade de reaplicações frequentes.

Além de melhorar a fertilidade, a aplicação do biochar no solo funciona como uma ferramenta de sequestro de carbono, contribuindo para mitigar as mudanças climáticas ao fixar carbono de forma estável na terra. Assim, essa prática milenar aliada à ciência moderna pode ser uma solução sustentável para o futuro da agricultura e dos solos.

“A aplicação de carvão ao solo não apenas melhora suas propriedades, mas também representa uma estratégia eficaz de sequestro de carbono. Um caminho para tornar a agricultura parte da solução no enfrentamento das mudanças climáticas”, conclui.

 





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Plantio de trigo no PR registra queda de 25%



O trigo, principal cultura de inverno do Paraná, enfrenta uma temporada desafiadora com uma redução significativa na área plantada, estimada em cerca de 300 mil hectares, o que representa uma queda de 25% em relação à última safra. Os produtores paranaenses estão desestimulados pelos altos custos de produção e, agora, pela diminuição dos recursos destinados ao seguro rural.

Com a semeadura se intensificando e se estendendo por todo o mês de julho, as chuvas recentes no estado têm auxiliado no desenvolvimento das lavouras. No entanto, os custos de produção continuam a ser um grande entrave. De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), os principais adubos registraram um aumento de 22%, contribuindo para um acréscimo de aproximadamente 8% nos custos variáveis, que passaram de R$ 67 para R$ 72 por saca nos últimos 12 meses.

Giovanni Teixeira, produtor de Lapa, a 70 km da capital, exemplifica a situação. Mesmo com as contas no limite, ele decidiu arriscar no cultivo de 150 hectares, ciente de que muitos em sua região não farão o mesmo. “Eu acho que deu uma redução de uns 50%. Todo mundo está com medo de arriscar, porque é uma cultura de risco. Nosso caixa está baixo. A gente ganhava na soja e investia no trigo, e ganhava no trigo e investia na soja. E já faz praticamente dois anos que a gente não está assim”, lamenta Teixeira. Apesar do cenário, ele mantém um otimismo cauteloso: “Acredito numa pequena chance de ganharmos dinheiro nesta próxima safra, no caso da falta do produto”.

Neste ciclo, os produtores paranaenses semearam 850 mil hectares de trigo, contra 1,13 milhão de hectares na temporada anterior. A redução do seguro rural é outro fator que pesa nas decisões dos agricultores. Carlos Hugo Godinho, engenheiro agrônomo do Deral, explica: “Normalmente temos uma situação que permite o produtor arriscar mais porque a parte do seguro é subsidiada e isso acaba refletindo em uma área pelo menos normal aqui no estado e esse ano com algumas mudanças de regra isso acabou inibindo também um pouco o plantio, tirando o apetite do produtor por se arriscar mais, visto que ele vai ter que bancar ainda mais se tiver algum sinistro”.

Em maio, os preços pagos pela saca de trigo registraram uma média de R$ 79, valor próximo ao de abril, mas 15% superior a maio de 2024. Contudo, esse patamar é insuficiente para reverter o desânimo dos produtores, especialmente quando se compara ao aumento dos fertilizantes, que superou a valorização do cereal. “Teria que estar no mínimo uns R$ 85 pra você conseguir fazer uma média bem boa de troca”, finaliza Giovanni Teixeira.



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aeronave cai em área rural de São Paulo e mata duas pessoas


Duas pessoas morreram nesta terça-feira em decorrência da queda de uma aeronave em área rural de São José do Rio Preto, município do noroeste do estado de São Paulo.

Informações preliminares davam conta que quatro pessoas estavam envolvidas no acidente, mas a informação foi corrigida pelo Corpo de Bombeiros. De acordo com informações do portal G1, tratava-se de uma aeronave de instrução. As vítimas eram o aluno, Felipe Coiado, de 24 anos, e o piloto, Abner Oliveira, 39 anos.

Segundo a corporação, acionada às 11h50, os corpos estavam presos nas ferragens e as mortes foram decorrentes de politraumatismo.

De acordo com o registro da ocorrência, o avião caiu em um terreno de área rural e não atingiu estruturas e também não foi registrado fogo ou vazamento de combustível. Nas imagens é possível notar que o modelo é um CAP-4 Paulistinha, prefixo PP-RDJ, fabricado em 1943.

Aeronave de instrução queda SP
Foto: 13º Grupamento do CBPMESP

Segundo informação apurada pelo G1 no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave pertence ao Aeroclube de São José do Rio Preto e estava em situação regular para voo de instrução privada.



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Produtores paranaense de tilápia estruturam frigorífico e conquistam selo estadual


Jenifer e Clécio da Costa transformaram uma produção artesanal de tilápia em um frigorífico estruturado. Em Nova Santa Rosa (PR), eles comandam a Pescados Costa, empresa que emprega mais de 20 pessoas e fortalece a renda de pequenos fornecedores da região. Além disso, conquistaram o selo estadual Susaf-PR, que permite a comercialização em todo o Paraná.

No início, o negócio era informal.”Nosso primeiro negócio começou na informalidade, o que acabou gerando problemas a ponto de precisarmos mudar de cidade”, relembra Jenifer, que antes atuava como auxiliar de dentista. Clécio, por sua vez, já trazia a experiência familiar com piscicultura.

A virada aconteceu em Nova Santa Rosa, cidade com pouco mais de oito mil habitantes. Em 2014, o casal fundou uma nova empresa. O frigorífico foi inaugurado em 2015 e, desde então, buscou a inspeção municipal para regularizar a atividade e romper com o passado informal.

Certificação e expansão

A maior conquista veio em junho de 2025: o selo Susaf-PR. Com a certificação, a empresa ganhou fôlego para crescer.

“Com o Susaf, podemos trabalhar de verdade, sem medo. Emitimos notas fiscais, contribuímos com nosso município e estado. Nosso objetivo é alcançar cada vez mais cidades no Paraná e, futuramente, o Brasil. Sempre quisemos expandir. Agora é hora de trabalhar ainda mais, como fizemos nos últimos 10 anos”, afirma

Emerson Durso, consultor do Sebrae/PR que acompanha o casal nesse processo de crescimento, comemora os resultados alcançados até aqui.

“Com eles [Jenifer e Clécio da Costa], trabalhamos a melhoria dos processos, já pensando na adequação ao Susaf. Agora, com o Susaf em mãos, eles estão aptos para comercialização em todo o Paraná”, explica o consultor.

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Os produtores Jenifer e Clécio da Costa, comemoram a certificação do Susaf. Foto: Arquivo pessoal | ASN/PR

Produção a todo vapor

O volume médio de abate gira entre 6 e 7 toneladas de peixes por dia, o que resulta em aproximadamente 2.500 quilos diários de filés de tilápia. 

Atualmente, a produção própria representa cerca de 10% da matéria-prima utilizada, enquanto os outros 90% vêm de 20 produtores parceiros fixos que também foram orientados sobre boas práticas sanitárias e sustentabilidade. Entre os fornecedores beneficiados está Cleidenilson Campos, produtor de pescados da região.

 “O frigorífico tem sido fundamental. Garante organização nos carregamentos e dá confiança ao produtor. A gente sabe que nossa produção será recebida com qualidade e segurança”, afirma Campos.

Com apoio do Sebrae/PR, dentro do projeto Tilápias do Oeste, a empresa passou por melhorias na gestão e na estrutura física para conquistar o selo.

“Fizemos um trabalho voltado aos fornecedores de peixes da empresa, principalmente, na questão da sanidade, mostrando como isso impacta diretamente na qualidade do produto final”, finaliza Durso.

Atualmente, o reconhecimento da qualidade do peixe produzido e armazenado no ‘Pescados Costa’ é consolidado no momento em que clientes de outros estados procuram a empresa.

“Agora, vamos poder vender para todo o estado do Paraná, recebemos aqui na nossa porta, compradores do Mato Grosso do Sul, São Paulo. Isso é uma espécie de confirmação para gente, saber que todo o esforço ao longo dos últimos anos está valendo a pena”, finaliza a empreendedora Jenifer.



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