segunda-feira, maio 18, 2026

Agro

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veja os preços da arroba e do atacado hoje



O mercado físico do boi gordo volta a apresentar tentativas de compra em patamares mais baixos.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias conta que, além do adicional de oferta de animais terminados em regime extensivo, a frente fria da semana passada reduziu drasticamente a capacidade de retenção do pecuarista.

“A entrada de animais confinados no mercado é outro elemento que precisa ser mencionado, considerando a presença de animais de parceria (contratos a termo), além da utilização de confinamentos próprios por parte da indústria frigorífica para atender suas necessidades”, diz.

Segundo ele, exportações em altíssimo nível ainda são o contraponto, com expectativa de novos recordes em volume e, principalmente, em arrecadação.

Nos primeiros 14 dias úteis de junho, a quantidade total embarcada pelo país chegou a 168,838 mil toneladas, com faturamento de US$ 917,053 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Preço médio da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 315,08 — ontem: R$ 315,75
  • Goiás: R$ 294,64 — R$ 296,43
  • Minas Gerais: R$ 299,71 — R$ 300,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 313,52 — R$ 314,09
  • Mato Grosso: R$ 318,11 — R$ 319,19

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços inalterados para a carne bovina. Contudo, para Iglesias, a expectativa é de algum espaço para recuperação dos preços no decorrer da primeira quinzena do mês, mesmo que o movimento seja limitado pelo padrão de consumo delimitado no Brasil.

“A prioridade é o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, ovos e embutidos”, ressaltou.

O quarto traseiro permanece precificado a R$ 23 por quilo, o quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 19 por quilo e a ponta de agulha permanece a R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,48%, sendo negociado a R$ 5,4600 para venda e a R$ 5,4580 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4183 e a máxima de R$ 5,4698.



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Geada e muito frio atingem Sul nesta quarta; veja previsão da Climatempo


O ar frio polar continua intenso no Sul do Brasil nesta quarta-feira (2), de acordo com previsão da Climatempo. As temperaturas abaixo de 0 °C poderão ocorrer novamente nos três estados. Com temperaturas muito baixas, há risco de geada generalizada no Rio Grande do Sul, na maioria das áreas de Santa Catarina, incluindo a Grande Florianópolis, assim como no extremo sul e no sudoeste do Paraná.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

A forte onda de frio que entrou no Sul do Brasil atua até o fim da semana, informa a Climatempo. Nesta quarta e na madrugada e manhã da quinta-feira (3), as temperaturas ainda estarão muito baixas, especialmente no Rio Grande do Sul, pois o centro da massa de ar frio, que é a região de frio mais intenso, estará passando sobre o território gaúcho.

O frio diminui no decorrer da tarde de quinta e na sexta-feira (4) quando o centro da massa de ar frio já estará sobre o oceano afastando-se da região Sul.

Possível recorde de frio em Curitiba

Com predomínio de céu nublado e o ar frio de origem polar atuando com muita força no Sul, esta quarta-feira deve ser um dia gelado para a população da grande Curitiba.

Na capital paranaense, a Climatempo prevê uma temperatura máxima de apenas 9 °C. Se isso se confirmar, a tarde de 2 de julho será a mais fria de 2025 até agora.

A onda de frio que avançou sobre o Centro-Sul causou uma queda de temperatura muito acentuada na região Sul do país no primeiro dia de julho de 2025. Os três estados voltaram a registrar temperaturas negativas.

Temperaturas abaixo de zero

Pela medição do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS), do governo do Rio Grande do Sul, a menor temperatura no estado nesta terça-feira (1°) foi de -7,3°C em Santana do Livramento, no extremo sul gaúcho.

Essa foi a menor temperatura no Brasil no dia. Em Santa Catarina, a menor temperatura foi de -5,9 °C, registrada na parte mais elevada da serra catarinense, no Morro de Urupema. No Paraná, a menor temperatura foi de -0,9 °C, em Palmas, cidade tradicionalmente bastante fria no sul do estado.



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Geada e muito frio atingem Sul nesta quarta; veja previsão da Climatempo


O ar frio polar continua intenso no Sul do Brasil nesta quarta-feira (2), de acordo com previsão da Climatempo. As temperaturas abaixo de 0 °C poderão ocorrer novamente nos três estados. Com temperaturas muito baixas, há risco de geada generalizada no Rio Grande do Sul, na maioria das áreas de Santa Catarina, incluindo a Grande Florianópolis, assim como no extremo sul e no sudoeste do Paraná.

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A forte onda de frio que entrou no Sul do Brasil atua até o fim da semana, informa a Climatempo. Nesta quarta e na madrugada e manhã da quinta-feira (3), as temperaturas ainda estarão muito baixas, especialmente no Rio Grande do Sul, pois o centro da massa de ar frio, que é a região de frio mais intenso, estará passando sobre o território gaúcho.

O frio diminui no decorrer da tarde de quinta e na sexta-feira (4) quando o centro da massa de ar frio já estará sobre o oceano afastando-se da região Sul.

Possível recorde de frio em Curitiba

Com predomínio de céu nublado e o ar frio de origem polar atuando com muita força no Sul, esta quarta-feira deve ser um dia gelado para a população da grande Curitiba.

Na capital paranaense, a Climatempo prevê uma temperatura máxima de apenas 9 °C. Se isso se confirmar, a tarde de 2 de julho será a mais fria de 2025 até agora.

A onda de frio que avançou sobre o Centro-Sul causou uma queda de temperatura muito acentuada na região Sul do país no primeiro dia de julho de 2025. Os três estados voltaram a registrar temperaturas negativas.

Temperaturas abaixo de zero

Pela medição do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS), do governo do Rio Grande do Sul, a menor temperatura no estado nesta terça-feira (1°) foi de -7,3°C em Santana do Livramento, no extremo sul gaúcho.

Essa foi a menor temperatura no Brasil no dia. Em Santa Catarina, a menor temperatura foi de -5,9 °C, registrada na parte mais elevada da serra catarinense, no Morro de Urupema. No Paraná, a menor temperatura foi de -0,9 °C, em Palmas, cidade tradicionalmente bastante fria no sul do estado.



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AgroNewsPolítica & Agro

preços de itens básicos caem no Sul


Os consumidores brasileiros tiveram um alívio no orçamento em maio com a queda nos preços de alimentos básicos para o almoço, segundo levantamento da Neogrid, referência em tecnologia e inteligência de dados para a cadeia de consumo. Produtos como ovos, arroz e feijão ficaram mais baratos em todas as regiões do país, inclusive no Sul.

Os ovos apresentaram a maior queda, com redução de 11,8%, passando de R$ 1,15 para R$ 1,02 o dúzia. O arroz caiu 5,7%, de R$ 5,82 para R$ 5,49, enquanto o feijão recuou 2,7%, com o preço médio de R$ 6,86 para R$ 6,68. No Sul, essa tendência se repetiu, com destaque para os ovos (-7,7%), arroz (-6,6%) e feijão (-5,9%).

Por outro lado, itens como café em pó e em grãos registraram alta de 3,7% no mês, devido à quebra da safra de 2024 causada pelo clima adverso e à valorização das exportações. Margarina, legumes, carne suína e água sanitária também tiveram aumento de preços em maio.

Segundo Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos da Neogrid, a expectativa é que os preços dos ovos se mantenham estáveis nos próximos meses, desde que não ocorram novos impactos climáticos ou econômicos, enquanto a pressão sobre o preço do café deve persistir. “A combinação entre a crescente demanda global e a desvalorização do real tem incentivado a priorização das exportações. Com isso, a pressão sobre os preços no mercado nacional deve se manter nos próximos meses”, indica.

“O declínio no preço dos ovos já era esperado após o pico de consumo durante a Quaresma. Apesar disso, o produto ainda acumula alta desde dezembro – reflexo do aumento no custo do milho, das ondas de calor que afetaram a produção e do avanço nas exportações por conta da gripe aviária nos Estados Unidos. A tendência é de estabilidade nos próximos meses, desde que não haja novos impactos climáticos ou econômicos”, conclui.


 





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Brasil cria grupo de trabalho para ampliar investimentos agropecuários com Angola



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) instituíram, nesta terça-feira (1º), o Grupo de Trabalho Interministerial Brasil-Angola (GTI BR-AO). A portaria interministerial nº 23, publicada no Diário Oficial da União, cria o grupo com o objetivo de elaborar um Programa de Investimento Produtivo Agropecuário entre os dois países.

Segundo o governo, o GTI BR-AO terá como foco fortalecer a cooperação técnica, comercial e institucional no setor agrícola, além de propor soluções para desafios estruturais em Angola.

Entre os temas a serem abordados estão os altos custos de produção, a carência de unidades de armazenagem, a falta de infraestrutura básica no meio rural, a demanda por assistência técnica permanente aos produtores e a necessidade de linhas de financiamento agropecuário de médio e grande porte.

O grupo será composto por representantes do Mapa, MRE, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Embrapa, Programa de Financiamento às Exportações do Banco do Brasil, além de entidades do setor produtivo agropecuário brasileiro.

A coordenação do GTI BR-AO será feita conjuntamente pelos representantes do Mapa e do MRE, enquanto a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI/Mapa) exercerá a secretaria-executiva. De acordo com a Portaria, o grupo se reunirá ordinariamente uma vez por semana, podendo convocar reuniões extraordinárias quando necessário.

A proposta de Programa de Investimento Produtivo Agropecuário a ser encaminhada ao governo angolano deverá conter, no mínimo, o diagnóstico da realidade dos dois países em relação a recursos territoriais, capital e finanças, infraestrutura, qualificação de pessoal, legislação sobre terras rurais e políticas públicas de apoio à agricultura.

A criação do GTI BR-AO reforça o posicionamento do Brasil em ampliar a presença internacional do agronegócio, impulsionando exportações, tecnologia, capacitação e investimentos conjuntos no setor agropecuário.



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FPA critica governo por controlar só 22% do Plano Safra e vender como apoio ao agro


O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR), teceu duras críticas ao Plano Safra 2025/26, anunciado nesta terça-feira (1) pelo governo federal.

Na opinião do parlamentar, o valor anunciado de R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial contém distorções e omissões que comprometem a transparência do programa e impõem custos sem precedentes ao setor produtivo.

“O governo anuncia um plano de R$ 516 bilhões, mas só tem controle real sobre 22% disso. O restante é dinheiro dos bancos, a juros de mercado, muitas vezes acima de 2% ao mês. Não se pode vender isso como apoio estatal ao agro”, disse Lupion.

De acordo com o deputado, no ano passado o governo havia prometido R$ 138 bilhões em recursos com juros controlados, mas contingenciamentos reduziram a execução a R$ 92,8 bilhões. Neste ano, o governo anunciou R$ 113,8 bilhões nessa mesma categoria, o que representa aumento frente ao que foi efetivamente executado, mas queda em relação ao valor prometido no ano anterior.

“Quando comparo o que foi anunciado em 2023 com o que está sendo prometido agora, houve recuo. Estão vendendo crescimento onde há perda de ambição”, afirmou.

Equalização de juros do Plano Safra

Lupion também criticou o volume de recursos da União destinados diretamente à agricultura empresarial. Dos R$ 13,5 bilhões previstos para equalização de juros na safra 2025/26, R$ 9,5 bilhões serão para a agricultura familiar e somente R$ 3,9 bilhões para a empresarial.

“Esse é o gasto real do governo com o agro empresarial. Todo o resto é dinheiro de banco, do mercado, emprestado a taxas muitas vezes impagáveis. No fim, o governo gasta pouco e transfere o custo ao produtor”, criticou.

Segundo Lupion, o impacto da alta da Selic — atualmente em 15% ao ano — vai impor um peso inédito à produção. Ele estima que, mesmo com parte do crédito rural operando com equalização, o custo adicional só com juros será de pelo menos R$ 54 bilhões em 2025/26, podendo ultrapassar R$ 58 bilhões se considerados também os efeitos da tributação sobre instrumentos como as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs).

“Esse é o verdadeiro recorde que o governo está entregando: R$ 58 bilhões a mais em juros para o produtor pagar. O plano é recorde no custo, não no apoio”, disse o presidente da FPA.

Tributação das LCAs

Pedro Lupion fala sobre o Plano Safra na FPAPedro Lupion fala sobre o Plano Safra na FPA
Deputado Pedro Lupion. Foto: FPA/divulgação

O deputado também voltou a criticar a MP 1303/2025, que prevê a taxação das LCAs, responsáveis por financiar até 43% da produção rural na última safra.

“Mexer nas LCAs é atacar o coração do crédito rural. A insegurança jurídica afasta investidores e tira liquidez do sistema. É um risco enorme para quem produz e para quem financia”, afirmou.

Segundo ele, os próprios bancos poderiam ampliar o volume de recursos destinados ao setor agropecuário se elevassem de 50% para 60% a exigência de aplicação das LCAs.

Outro ponto de preocupação destacado por Lupion é o silêncio do governo sobre o seguro rural. De acordo com ele, essa é a principal política de proteção da agricultura, e sua ausência compromete a segurança da produção.

Segundo dados do Portal da Transparência, dos R$ 1 bilhão previstos no orçamento para o seguro rural em 2025, apenas R$ 67 milhões foram executados até o momento — pouco mais de 6% do total.

Por fim, Lupion reconheceu aspectos positivos do anúncio, como o discurso do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que destacou a importância estratégica do agro e demonstrou sensibilidade com o Rio Grande do Sul. Ele também elogiou o aumento do teto do Pronamp de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões, vem como a elevação do limite do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para 12 mil toneladas.

Diminuição de recurosos para investimento

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) também demonstrou insatisfação com o novo Plano Safra. Em nota, a entidade diz reconhecer o esforço do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na busca de recursos para o programa, mas considera os volumes insuficientes e as taxas
de juros inadequadas.

“O Plano Safra não atendeu o setor, aumentou muito pouco o volume total e diminuiu o volume de recursos para investimentos. As taxas de juros são elevadas ainda e o tema do seguro agrícola nem foi tocado pelo governo, o que é negativo para nós”, avaliou o presidente da SRB, Sérgio Bortolozzo.

Além disso, a entidade entende que o corte de 5,4% nos programas de máquinas, irrigação e armazenagem limita o avanço tecnológico e a produtividade futura, comprometendo a competitividade do setor no médio e longo prazo.

De acordo com Bortolozzo, é fato que houve aumento no volume de recursos anunciado, totalizando um valor recorde de R$ 594 bilhões, somando-se agricultura familiar e empresarial. “Porém, o crescimento nominal do crédito (1,5% para empresarial e 3% para
familiar) fica abaixo da inflação acumulada (IPCA de 5,2%), reduzindo o poder real de compra e o impacto efetivo do financiamento. A SRB gostaria de um plano safra mais abrangente, que acompanhasse o crescimento vigoroso do agro brasileiro.”

Pontos positivos

Apesar das críticas, a SRB avalia alguns pontos positivos no Plano Safra 25/26. “Destacamos, por exemplo, a prioridade para linhas empresariais de custeio, o que ajuda a manter a liquidez dos produtores diante da compressão das margens, reduzindo o risco de inadimplência”, diz o presidente da entidade.

Para a Sociedade Rural Brasileira, é válida a iniciativa de oferecer desconto de 0,5 ponto percentual na taxa de juros para produtores rurais que adotam práticas sustentáveis. A entidade ressalta que o financiamento de reflorestamento, culturas de cobertura e ações de prevenção a incêndios trazidos pelo Plano ampliam o compromisso com a sustentabilidade.

A SRB entende que entre as medidas que podem beneficiar o setor está ainda a ampliação da exigibilidade das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs). “O aumento de 50% para 60% deve liberar cerca de R$ 64 bilhões adicionais em funding privado para o setor, diversificando as fontes de financiamento e reduzindo a dependência do Tesouro Nacional”, finaliza a nota.



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Preços mistos e pouco alterados no Brasil; saiba como ficaram as cotações de soja



O mercado brasileiro de soja teve uma terça-feira de preços mistos e com poucas alterações, em um cenário de oscilação nos fatores externos e atenção à movimentação cambial. A volatilidade da Bolsa de Chicago e o avanço do dólar influenciaram os negócios, segundo o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira. Ainda assim, o ritmo de comercialização foi pontual e sem grande impacto nos preços médios.

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Confira como ficaram os preços nas principais praças de soja no país:

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 131,00
  • Porto de Rio Grande (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,50
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 130,00 para R$ 129,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 115,00 para R$ 117,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 118,00 para R$ 117,50
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 118,00 para R$ 119,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja encerraram o dia com leve alta, após uma sessão marcada por volatilidade. O mercado começou pressionado por dados do USDA que apontaram estoques maiores do que o esperado e boas condições das lavouras nos Estados Unidos. No entanto, houve recuperação ao longo do dia, com suporte técnico e cobertura de posições vendidas, o que limitou as perdas iniciais.

USDA

O USDA informou que, até 29 de junho, 66% das lavouras estavam em boas ou excelentes condições, 27% em situação regular e 7% entre ruins e muito ruins, números idênticos aos da semana anterior. Já os estoques trimestrais somaram 1,008 bilhão de bushels, 4% acima do volume do mesmo período do ano passado e também acima das expectativas do mercado.

Contratos futuros de soja

O contrato de julho da soja em grão subiu 0,50 centavo (0,04%) e fechou a US$ 10,24 3/4 por bushel. A posição novembro avançou 0,25 centavo (0,02%) e terminou o dia cotada a US$ 10,27 1/2 por bushel.

Nos subprodutos, o farelo com entrega em julho caiu US$ 2,10 (0,77%) e fechou a US$ 269,20 por tonelada. Já o óleo subiu 1,25 centavo (2,38%) e terminou a US$ 53,76 por libra-peso.

Dólar

O dólar comercial fechou em alta de 0,48%, cotado a R$ 5,4600 para venda e R$ 5,4580 para compra. Durante a sessão, a moeda americana oscilou entre R$ 5,4183 na mínima e R$ 5,4698 na máxima, refletindo o movimento global de valorização do dólar e a cautela do mercado doméstico com o cenário fiscal.



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Conheça o Curupira, mascote da COP30 e guardião das florestas



A gestão da COP30 divulgou nesta terça-feira (1º) a imagem do personagem escolhido como símbolo do evento: o curupira, lenda do folclore brasileiro que atua como guardião das florestas. O menino com cabelo de fogo e pés virados para trás compõe a identidade visual do evento, que ocorrerá em Belém (PA), entre 10 e 21 de novembro.

A Conferência das Partes (COP30) marca os dez anos do Acordo de Paris, que determinou metas nacionais e internacionais para limitar o aquecimento da Terra. Para a organização, o curupira “reflete o compromisso da presidência brasileira em solidificar ações de redução das emissões dos gases que provocam o aquecimento da Terra”, afirma nota.

Em carta à comunidade internacional, o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, defende que as florestas serão um “tópico central” nas discussões do evento.

“Quando nos reunirmos na Amazônia brasileira em novembro, devemos ouvir atentamente a ciência mais avançada e reavaliar o papel extraordinário já desempenhado pelas florestas e pelas pessoas que as preservam e delas dependem. As florestas podem nos fazer ganhar tempo na ação climática durante uma janela de oportunidade que se está fechando rapidamente”, afirma o embaixador.

Personagem

Curupira vem da língua indígena tupi-guarani, em que “curumim” significa menino e “pira” corpo. O personagem é muito presente na tradição amazônica e associado à proteção das matas e dos animais, especialmente contra a caça. Os pés virados ao contrário são uma artimanha usada para confundir aqueles que tentam seguir seus passos.  

Segundo a organização do evento, a primeira referência ao Curupira na história brasileira foi feita pelo padre José de Anchieta, em 1560, em uma carta feita em São Vicente, no litoral da cidade de São Paulo. O jesuíta veio ao Brasil introduzir o catolicismo na cultura indígena e, para isso, escrevia poesias e peças de teatro. Em um desses textos, ele descreveu que os indígenas temiam muito essa figura folclórica e faziam oferendas para não serem atacados. 



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Novilhada angus surpreende em Rondônia com carcaças de 19@ e alta padronização


O programa Giro do Boi, na edição de 1º de julho, trouxe um verdadeiro espetáculo da pecuária brasileira: um lote de 170 novilhas Angus meio-sangue, direto de Vilhena (RO), que impressionou pela precocidade, acabamento e uniformidade. Dê o play no vídeo abaixo e confira esse lote de animais.

A média de carcaça foi de 287 kg, o equivalente a 19,1 arrobas, com destaque absoluto no quadro Giro pelo Brasil.

Quem apresentou os animais foi Franklin Chaves, gerente da unidade da Friboi em Vilhena, ao destacar o trabalho exemplar do pecuarista Orlando Vitorio Bagattoli, da Fazenda Alvorada.

Genética de cruzamento valoriza carne e desempenho a campo

O lote de 170 novilhas Angus meio-sangue atingiu média de 287 kg de carcaça, o equivalente a 19,1 arrobas. Foto: Divulgação/Friboi de Vilhena (RO)
O lote de 170 novilhas Angus meio-sangue atingiu média de 287 kg de carcaça, o equivalente a 19,1 arrobas. Foto: Divulgação/Friboi de Vilhena (RO)

As novilhas são fruto do cruzamento entre Nelore e Angus, combinação que alia rusticidade e adaptação do zebuíno com a qualidade de carne, marmoreio e precocidade da raça taurina.

O lote foi classificado dentro do Protocolo 1953, que reconhece carcaças que atendem aos mais altos padrões do mercado premium, com remuneração diferenciada ao produtor.

Chaves elogiou o lote como uma “safra de pérolas negras”, referência à coloração dos animais e à excelência dos resultados obtidos.

Fazenda Alvorada eleva o nível da pecuária em Rondônia

Detalhe da carcaça de uma das novilhas abatidas. Foto: Divulgação/Friboi de Vilhena (RO)
Detalhe da carcaça de uma das novilhas abatidas. Foto: Divulgação/Friboi de Vilhena (RO)

A Fazenda Alvorada se consolida como referência na pecuária de ciclo completo com foco em qualidade, mesmo em uma região considerada desafiadora como Rondônia.

O segredo está no investimento contínuo em genética, nutrição, manejo e visão de mercado, fatores que permitiram a entrega de animais jovens, bem terminados e altamente padronizados.

Essa performance reforça que a produtividade pode andar lado a lado com a valorização da carne e abre portas para que mais produtores apostem no cruzamento industrial com propósito.

Friboi de Vilhena sediará etapa do Circuito Nelore de Qualidade

Durante a exibição, Franklin Chaves também anunciou que a unidade da Friboi em Vilhena será sede de mais uma etapa do Circuito Nelore de Qualidade, marcada para o dia 25 de setembro.

A iniciativa valoriza boiadas jovens, bem acabadas e com genética superior, sendo uma grande vitrine para os produtores da região mostrarem seu trabalho e conquistarem premiações e reconhecimento técnico.



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setor vê gargalos na execução e alerta para juros elevados



O governo federal anunciou nesta terça-feira (1°) o Plano Safra 2025/26 voltado à agropecuária empresarial, com volume recorde de R$ 516,2 bilhões. O montante representa alta nominal de 1,5% frente aos R$ 508,6 bilhões do ciclo anterior. No entanto, descontada a inflação acumulada de 5,32% desde o último anúncio, não há ganho real.

“Mesmo com todas as dificuldades, entregamos o maior Plano Safra da história. Fizemos um esforço enorme para preservar o acesso ao crédito, estimular a produção e aquecer a economia. Esse volume de recursos vai impulsionar uma supersafra e garantir o abastecimento de alimentos no mercado interno”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, durante o lançamento do programa, em Brasília.

Os recursos para custeio e comercialização cresceram de R$ 401,3 bilhões para R$ 414,7 bilhões, refletindo o foco em linhas de curto prazo, diante de juros elevados. Já os investimentos recuaram de R$ 107,3 bilhões para R$ 101,5 bilhões, em meio à cautela dos produtores rurais.

As taxas de juros também subiram, acompanhando a alta da Selic de 10,5% no lançamento do Plano Safra passado para os atuais 15% ao ano. Para custeio, médios produtores terão juros de 10%, enquanto demais produtores pagarão 14%. No caso dos investimentos, as taxas variam entre 8,5% e 13,5% ao ano.

Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), avaliou que, mesmo com o esforço para conter aumentos, as condições continuam desafiadoras. “O Plano Safra agora tentou minimizar esse problema. O Moderfrota subiu de 11,5% para 13,5%, um aumento de 2 pontos percentuais. É um juro alto, mas ainda mais barato que os 20% a 22% do mercado. Mesmo assim, muito agricultor vai esperar para comprar máquina ou comprar à vista”, disse.

Para o diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), Glauber Silveira, o aumento de recursos para armazenagem é positivo, mas há gargalos na execução. “Passa para R$ 8,2 bilhões, o que seria bom se fosse empregado na sua totalidade. Mas, muitas vezes, apenas 70% são utilizados, e no caso do PCA [Programa para Construção e Ampliação de Armazéns], apenas 50% foram efetivados no ano passado. Grandes grupos conseguem pegar esse recurso, mas o produtor fica refém dos cerealistas. É importante que o Banco do Brasil e o BNDES efetivem esses recursos para o produtor ter armazenagem na fazenda”, defendeu.

Na área de pesquisa, Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, destacou a evolução das políticas para custeio sustentável. “A Embrapa vem trabalhando junto ao governo na transição ecológica, criando índices e métricas para agricultura tropical que sirvam de parâmetro para políticas públicas como o Plano Safra”, disse. Ela informou que a empresa realiza pilotos de zoneamento agrícola de manejo sustentável no Paraná e Mato Grosso do Sul, com quatro níveis de práticas agrícolas para subsidiar políticas futuras.

O coordenador do Ramo Agropecuário na Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), João Prieto, avaliou que o cenário macroeconômico limitou os recursos. “Houve majoração das principais linhas de 1,5% a 2%, principalmente armazenagem, um gargalo do setor. Esses custos fazem o produtor recalcular investimentos de longo prazo”, disse.

Já Guilherme Coelho, presidente da Abrafrutas, destacou a importância do crédito para a fruticultura. “O custeio é caro para produção de frutas. Estamos lutando para continuar como terceiro maior produtor de frutas do mundo. Ninguém gosta de juro alto, mas temos recurso disponível para trabalhar”, afirmou.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura (Mapa), Luis Rua, ressaltou que o Plano Safra recorde ajudará a gerar excedentes exportáveis. “Com produção recorde e mercados abertos, poderemos apoiar a segurança alimentar mundial e gerar mais emprego e receita no Brasil”, disse.



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