segunda-feira, maio 18, 2026

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Paraná desponta como novo polo de etanol de milho no Brasil



Outro diferencial do estado está na infraestrutura



Outro diferencial do estado está na infraestrutura
Outro diferencial do estado está na infraestrutura – Foto: Pixabay

O Paraná tem se consolidado como destaque na produção de etanol de milho, com potencial para alcançar 6,2 milhões de litros, quase o dobro da capacidade estimada em regiões tradicionais como Nova Mutum (MT). Segundo dados da EEmovel Agro, a área de abrangência de 120 km a partir de Campo Mourão concentra mais de 3,1 milhões de hectares de milho na segunda safra, resultando em cerca de 259 milhões de sacas do grão.

A construção da usina da COAMO em Campo Mourão fortalece essa tendência. Com capacidade de processar 1,7 mil toneladas de milho por dia e produzir 765 mil litros de etanol diários, o projeto representa um investimento de R\$ 1,7 bilhão. Apesar da predominância da soja, o milho ganha cada vez mais espaço em municípios como Ubiratã, Mamborê e Campina da Lagoa, consolidando-se como a segunda cultura mais importante da região.

Outro diferencial do estado está na infraestrutura. O Paraná possui 5.182 silos com capacidade total de armazenamento de quase 39 milhões de toneladas, o que garante eficiência logística e maior atratividade para novos empreendimentos voltados ao biocombustível.

Para Luiz Almeida, Diretor de Operações Agro da EEmovel Agro, o estado reúne todas as condições para se tornar um polo nacional do etanol de milho. A combinação entre produção em larga escala, capacidade de armazenagem e investimentos em processamento fortalece a competitividade paranaense e impulsiona o desenvolvimento sustentável no setor.

“A capacidade produtiva da região, aliada à estrutura para armazenamento e processamento, coloca o estado em vantagem competitiva importante, comparado a outras regiões tradicionalmente produtoras, como o Mato Grosso. Isso deve atrair mais investimentos e gerar desenvolvimento econômico local”, explica.

 





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Rafa Kalimann erra animal e web reage: é bode ou carneiro?


O mundo das celebridades e do agro se cruzou em um momento inusitado: Rafa Kalimann recebeu um animal de presente do cantor Nattan após um show. Mas ao compartilhar o acontecimento em suas redes sociais, os fãs do casal levantaram uma questão que deixou a influenciadora sem respostas: será que é um bode ou um carneiro?

O vídeo viralizou nas redes sociais e gerou milhares de reações bem-humoradas. Mas, afinal, como saber a diferença?

A situação, além de divertida, abriu espaço para um debate importante: a maioria das pessoas que vive em áreas urbanas tem pouco ou nenhum contato com animais de produção e, por isso, confusões como essa são mais comuns do que se imagina.

Quais as diferenças entre bode e carneiro?

Apesar de visualmente semelhantes à primeira vista, bode e carneiro pertencem a espécies diferentes. O bode é o macho da cabra (espécie caprina), enquanto o carneiro é o macho da ovelha (espécie ovina).

A principal diferença está na anatomia do animal:

  • Bodes costumam ter barba, rabo para cima e corpo mais esguio.
  • Carneiros têm o corpo mais robusto, rabo para baixo e, em algumas raças, lã cobrindo boa parte do corpo.
  • Orelhas e chifres também variam de acordo com a raça, mas em geral os bodes têm orelhas mais eretas e os carneiros têm orelhas caídas.

A semelhança no porte físico, nas cores da pelagem e nos chifres pode enganar. Em vídeos curtos ou imagens, como no caso de Rafa Kalimann, a distinção fica ainda mais difícil.

Veja também: Cordeiro, borrego ou carneiro: qual é ideal para consumo?

Santa Inês em cena: o possível protagonista da confusão

Ao analisarmos as imagens divulgadas por Rafa Kalimann, identificamos que o animal presenteado parece ser um carneiro da raça Santa Inês, uma das mais criadas no Brasil para produção de carne.

Entre risadas e curiosidade, um final feliz no mundo agro

Independentemente de ser bode ou carneiro, caprino ou ovino, uma coisa é certa, o nome do novo integrante da fazenda já foi escolhido: Joquim. Rafa Kalimann contou que o animal será criado com carinho no campo. No fim das contas, a dúvida virou aprendizado, rendeu boas risadas e aproximou ainda mais o público urbano do universo rural. Porque no agro, até uma confusão pode virar oportunidade de ensinar.

Leia também: Você sabe a diferença entre tempestade, temporal e tempo severo?





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Preço da arroba do boi gordo segue movimento de baixa; confira cotações



O mercado físico do boi gordo volta a apresentar preços mais fracos na maioria das regiões.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o crescimento da oferta é a grande justificativa para o movimento, considerando a chegada da frente fria, que trouxe ao mercado oferta residual de animais terminados a pasto.

“A expectativa é de boa disponibilidade de animais terminados em regime intensivo no decorrer de julho, com boa incidência de animais de parceria (contratos a termo), além da utilização de confinamento próprio”, disse.

De acordo com ele, por outro lado, as exportações agressivas de carne bovina são a grande variável sob o prisma da demanda, reduzindo a intensidade do movimento de queda nos preços da arroba do boi gordo.

  • São Paulo: R$ 311,67 — ontem: R$ 315,08
  • Goiás: R$ 293,75 — R$ 294,64 
  • Minas Gerais: R$ 299,41 — R$ 299,71
  • Mato Grosso do Sul: R$ 312,39 — R$ 313,52
  • Mato Grosso: R$ 317,30 — R$ 318,11

Mercado atacadista

O mercado atacadista volta a se deparar com preços acomodados para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma elevação dos preços no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

“Mas vale destacar que o baixo poder de compra da população brasileira ainda direciona a demanda para proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, ovos e embutidos”, pontuou Iglesias.

O quarto traseiro permanece precificado a R$ 23 por quilo, o dianteiro ainda é cotado a R$ 19 por quilo e a ponta de agulha segue precificada a R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,75%, sendo negociado a R$ 5,4186 para venda e a R$ 5,4166 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4156 e a máxima de R$ 5,4807.



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Silagem ensacada de milho: usar inoculante é investimento certo para pecuaristas


A silagem de milho ensacada tem ganhado espaço entre os pecuaristas pela praticidade, mas ela exige cuidados especiais para garantir a qualidade do alimento fornecido ao gado. Assista ao vídeo abaixo e confira as recomendações na íntegra.

Um deles é o uso do inoculante, tema abordado no quadro Giro do Boi Responde, exibido na quarta-feira (2) no programa Giro do Boi, em resposta à dúvida do produtor Clenilton Brilhante, de Xinguara (PA).

Com mais de 40 anos de experiência, o zootecnista Edson Poppi foi direto: “Indico sim. É muito importante”.

Segundo ele, o inoculante é ainda mais necessário na silagem ensacada por conta do maior risco de entrada de oxigênio, o que pode comprometer a fermentação e aumentar perdas nutricionais.

Riscos do ar e vantagens do inoculante

Processo de colheita para a preparação da silagem. Foto: Reprodução
Processo de colheita para a preparação da silagem. Foto: Reprodução
Processo de colheita para a preparação da silagem. Foto: Reprodução

Poppi explicou que, ao contrário do silo trincheira bem compactado, o sistema ensacado está mais exposto a pequenas falhas na vedação.

Você está ensacando o material e a entrada de ar é praticamente inevitável”, reforçou.

Isso torna o ambiente favorável à proliferação de fungos e bactérias indesejáveis.

O inoculante certo ajuda a acelerar o abaixamento do pH, garantindo uma fermentação eficiente e controlada.

O resultado? Menor risco de esquentamento, mofo e deterioração da silagem, o que mantém o valor nutritivo e evita prejuízos.

Mais valor no mercado e confiança no produto

Para quem comercializa silagem, o inoculante também agrega valor. Uma silagem estável, nutritiva e bem conservada se destaca no mercado e transmite mais confiança ao comprador.

“É um diferencial competitivo, principalmente quando falamos de silagem ensacada, que é mais sensível”, afirma Poppi.

Além disso, o custo do inoculante é pequeno diante do ganho em qualidade e da redução nas perdas.

Cuidado na escolha do produto

Nem todo inoculante é igual, alerta Poppi. “Procure sempre por marcas de empresas idôneas e com tradição no mercado”, orienta.

Isso garante um produto confiável e resultados consistentes no campo. Ele também reforça que o uso do aditivo não substitui os cuidados com compactação e vedação, mas sim complementa o processo.

Vedação mal feita, saco furado e higiene precária podem colocar tudo a perder. Por isso, o inoculante atua como uma “segurança extra” no sistema ensacado.

Resultado no cocho: mais produtividade e saúde para o rebanho

Bovinos de corte em área de alimentação no cocho. Foto: ReproduçãoBovinos de corte em área de alimentação no cocho. Foto: Reprodução
Bovinos de corte em área de alimentação no cocho. Foto: Reprodução

Uma silagem com fermentação bem conduzida melhora a eficiência alimentar dos animais, reduz distúrbios digestivos e impacta diretamente na produtividade, tanto na engorda quanto na produção de leite.

Segundo Poppi, o produtor que usa inoculante de forma correta vê o retorno na ponta do lápis — e também no desempenho do gado.

“Com inoculante, você tem um produto que não esquenta, não mofa e mantém seu valor nutritivo. É essencial para quem quer garantir resultado, seja para uso próprio ou para comercialização”, finaliza o zootecnista.



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Preços da soja sobem em parte do país; saiba onde



O mercado brasileiro de soja apresentou preços firmes nesta quarta-feira, com cotações entre estáveis e mais altas na maioria das praças, sustentadas pelos fortes ganhos registrados na Bolsa de Chicago. Apesar do recuo do dólar e da leve queda nos prêmios, houve um leve avanço nos negócios, conforme informou o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira.

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Segundo ele, o produtor segue retraído nas vendas. “No Paraná, por exemplo, o basis está elevado, com valores entre R$ 4 a R$ 5 acima da conta portofrete, o que tem pressionado a indústria. Poucos lotes foram comprados”, explicou. Em outras regiões, o ritmo segue lento, com os portos operando, mas sem grandes volumes reportados. No mercado spot de julho, os negócios seguem escassos, com melhores ofertas direcionadas aos meses de agosto e setembro.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 131,00 para R$ 132,00
  • Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 134,50 para R$ 137,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 129,00
  • Porto de Paranaguá (PR): subiu de R$ 134,00 para R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 117,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 117,50 para R$ 119,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 119,00 para R$ 120,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram o dia em forte alta, com impulso de cobertura de posições vendidas antes do feriado do Dia da Independência dos EUA. O mercado também foi sustentado pelo avanço do óleo de soja, dos preços do petróleo e pela valorização de milho e trigo.

Além disso, um projeto aprovado no Senado norte-americano excluiu produtos importados de subsídios voltados a biocombustíveis, o que valorizou ainda mais o óleo de soja, matéria-prima do biodiesel.

Contratos futuros de soja

O contrato de soja em grão para agosto fechou em US$ 10,53 1/2 por bushel, alta de 23,75 centavos (2,30%). A posição novembro terminou cotada a US$ 10,48, com valorização de 20,75 centavos (2,01%).

Nos subprodutos, o farelo para dezembro subiu US$ 3,2 (1,11%), encerrando a US$ 290,80 por tonelada. Já o óleo com vencimento em dezembro avançou 1,39 centavo (2,58%), fechando em 52,07 centavos de dólar por libra-peso.

Dólar

O dólar comercial recuou 0,75%, sendo cotado a R$ 5,4186 para venda e R$ 5,4166 para compra. A moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,4156 e R$ 5,4807 ao longo do dia.



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SLC é premiada por transformar resíduos em biofertilizantes



A SLC Agrícola foi reconhecida no maior evento de sustentabilidade corporativa do país, promovido pelo Pacto Global da ONU, pelo seu projeto de economia circular que transforma resíduos orgânicos em biofertilizantes. A iniciativa, chamada “Transformando resíduos em solos vivos”, conquistou destaque ao apresentar resultados concretos em produtividade, gestão ambiental e inovação no campo.

O projeto começou em 2021 com a construção de ecofábricas nas unidades da empresa. O objetivo era reaproveitar os resíduos orgânicos, antes enviados para aterros sanitários, e convertê-los em insumos agrícolas sustentáveis.

“A gente saiu de uma reciclabilidade de 29% para 99,8%”, destacou Álvaro Dilli, diretor de RH e Sustentabilidade da SLC Agrícola, em entrevista ao Planeta Campo.


Como funciona a ecofábrica da SLC Agrícola?

A solução adotada é simples, eficiente e pode servir de modelo para outras propriedades rurais:

Etapas do processo:

  • Coleta de resíduos orgânicos nas unidades operacionais
  • Compostagem controlada dentro das ecofábricas
  • Produção de biofertilizantes a partir do composto gerado
  • Aplicação nas lavouras, fechando o ciclo da produção

Até agora, o projeto já gerou 13 mil toneladas de biofertilizantes, utilizados nas áreas cultivadas da empresa. Mais de 4 mil pessoas foram impactadas direta ou indiretamente pela ação, e 13 colaboradores foram capacitados para atuar na operação das unidades de compostagem.


Sustentabilidade além do resíduo: foco em agricultura regenerativa

A economia circular é apenas uma das frentes da estratégia de sustentabilidade da SLC. A empresa também está investindo fortemente em agricultura regenerativa, com foco na saúde do solo e na redução de insumos sintéticos.

Entre as práticas adotadas, estão:

  • Uso de bioinsumos produzidos nas próprias biofábricas
  • Cobertura permanente do solo com plantas de cobertura
  • Estímulo aos micro-organismos naturais do solo
  • Redução no uso de fertilizantes e defensivos químicos

A empresa também iniciou o processo de certificação pelo programa internacional Regenagri, reforçando seu compromisso com sistemas agrícolas resilientes, biodiversos e de baixo impacto ambiental.


Próximos passos rumo à neutralidade de carbono

Com 11 unidades já integradas ao modelo de zero aterro sanitário, a meta da empresa é que todas as unidades estejam dentro do projeto até 2029. Outro grande compromisso é alcançar a neutralidade de carbono nos escopos 1 e 2 até 2030, por meio da redução de emissões e aumento das remoções.

Dilli destaca que o próximo desafio será engajar toda a cadeia de valor:

“O grande sonho é atingir o net zero, mas para isso precisamos do engajamento total do escopo 3. É preciso colaboração de todos no agronegócio.”

Além da participação no Movimento Circular, a SLC também integra cerca de 10 programas do Pacto Global, contribuindo ativamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030.


Por que esse modelo importa para o produtor rural?

A experiência da SLC Agrícola mostra que é possível:

  • Reduzir custos com fertilizantes
  • Diminuir impactos ambientais
  • Cumprir exigências regulatórias
  • Agregar valor à marca e às práticas de ESG
  • Aumentar a resiliência do sistema produtivo

O exemplo serve como inspiração para produtores de médio e grande porte que buscam se alinhar às exigências do mercado e contribuir com metas globais de sustentabilidade.



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Mesmo com todos os problemas, taxas de custeio do Plano Safra ainda valem a pena, diz Cogo



Os recursos do Plano Safra 2025/26 para a agricultura empresarial são 1,5% superiores ao da temporada passada, com um aumento de quase R$ 8 bilhões. Contudo, de acordo com o consultor em agronegócio e sócio-diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, Carlos Cogo, não se trata de um aumento real por conta da inflação acumulada no período, de 5,3%.

O especialista também chamou atenção para a redução de verba para a equalização de juros. O programa atual destina R$ 9,558 bilhões à subvenção das linhas de crédito da Agricultura Familiar, enquanto mira outros R$ 3,942 bilhões para a agricultura empresarial. Na safra anterior, esses recursos eram de R$ 10,43 bilhões e R$ 5,94 bilhões, respectivamente.

Cogo ressalta, também, que os juros atuais estão entre os mais altos da história dos Planos Safras. “Isso é fruto de uma política desajustada de gastos públicos que excedem a arrecadação, embora a arrecadação seja recorde”, reforça.

Plano Safra ainda vale a pena?

O anúncio do novo Plano Safra, feito nesta terça-feira (1), destinou aos médios produtores, por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) R$ 69,18 bilhões, com juros de 10% ao ano, ante 8% na safra anterior.

Enquanto isso, para os demais produtores, as taxas de custeio sobem para 14%, e os juros dos investimentos variam de 8,5% a 13,5%.

“Taxa de custeio de até 14% ao ano é um juro incompatível com a agricultura, incompatível com o agronegócio, mas, tecnicamente falando como analista, ainda é uma taxa de juro abaixo das praticadas pelo mercado. Uma CPR [Cédula de Produto Rural] tem taxas que vão de 22% a 25% ao ano”, ressalta.

Com isso, Cogo destaca que ainda é recomendável ao produtor buscar as linhas de custeio para produzir. “Complemente a compra de insumos que ainda não foi feita porque os recursos, provavelmente, e novamente, como tem acontecido nos últimos anos, não vão ser
totalmente liberados”, alerta.



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Sicoob projeta R$ 60 bilhões em crédito rural para safra 2025/2026



O Sicoob, instituição financeira cooperativa, estima conceder aproximadamente R$ 60 bilhões em crédito rural para a safra 2025/2026. Essa projeção representa um crescimento de 8% em relação ao ciclo anterior, quando foram liberados R$ 55,4 bilhões para o setor. Com esse volume, o Sicoob alcançou um market share estimado de 7,0% no crédito rural e CPRF nacional.

O avanço da instituição no campo acompanha seu ritmo de expansão. Na safra 2023/2024, o volume liberado foi de R$ 48,4 bilhões, um aumento de 29% em comparação com o ciclo anterior, que destinou R$ 37,5 bilhões à atividade rural.

“A produção rural é um dos pilares da economia brasileira, e o Sicoob se orgulha de contribuir ativamente para o seu fortalecimento. Oferecemos crédito com proximidade e conhecimento da realidade do campo, atuando como parceiros estratégicos dos produtores em todas as etapas da jornada”, afima o diretor comercial do Sicoob, Francisco Reposse Junior.

Do total estimado para o ciclo 2025/2026, a expectativa é que R$ 24,6 bilhões sejam destinados ao custeio e industrialização da produção, R$ 9 bilhões a investimentos em modernização e infraestrutura, e R$ 4,2 bilhões à comercialização. O restante dos recursos será liberado via CPRF. Na divisão por porte, cerca de 30% dos recursos devem contemplar pequenos e médios produtores, com destaque para R$ 7,2 bilhões em operações do Pronaf e R$ 10,8 bilhões via Pronamp.

Quanto à distribuição por atividade produtiva, estima-se que 39% do crédito seja aplicado na agricultura, com foco em soja e café; 25% na pecuária, especialmente na bovinocultura; e 36% em operações de CPRF para diversos produtos.

Balanço da safra 2024/2025

O Sicoob apresentou os resultados da safra 2024/2025, reforçando sua atuação como um dos principais agentes de crédito ao agronegócio. No período, a instituição liberou mais de R$ 55,4 bilhões em crédito rural, com operações realizadas em todas as regiões do país. O ticket médio foi de R$ 306 mil, contemplando produtores de diferentes perfis e portes.

Do montante total, R$ 6,35 bilhões (11%) foram destinados a operações do Pronaf, R$ 9,98 bilhões (18%) ao Pronamp e R$ 39,08 bilhões (71%) a demais produtores. Em relação às atividades financiadas, 25% dos recursos foram destinados à pecuária, com destaque para a bovinocultura; 39% à agricultura, com foco em soja e café; e 36% a operações de CPRF em diversos produtos.




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Milho mais barato pressiona rentabilidade em Mato Grosso



Safra cheia derruba preço do milho




Foto: Canva

O mercado do milho em Mato Grosso segue sob pressão com a intensificação da colheita da segunda safra. Segundo informações do boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), entre os dias 23 e 27 de junho, o preço médio da saca no estado fechou em R$ 39,84, o que representa uma queda de 0,79% em relação à semana anterior.

Esse valor tem se aproximado perigosamente do preço mínimo estabelecido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para 2025, fixado em R$ 35,91 por saca. O Imea destaca que esse encurtamento entre os dois patamares é reflexo direto da expectativa de maior produção da safra 2024/25 em comparação ao ciclo anterior. Com o aumento da oferta, a pressão sobre os preços tende a se intensificar nas próximas semanas.

Historicamente, quando o valor médio de mercado fica abaixo da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), o governo pode adotar medidas de apoio ao produtor rural, como a realização de leilões para a formação de estoques públicos. Essas ações visam assegurar uma remuneração mínima ao agricultor, como já ocorreu em safras anteriores, como as de 2016/17 e 2022/23.

Entretanto, a efetivação dessas políticas depende de uma série de fatores, como decisão política, disponibilidade orçamentária e uma solicitação formal por parte dos produtores ou entidades representativas. Ainda segundo o Imea, mesmo quando implementadas, essas ações nem sempre conseguem absorver todo o volume excedente do mercado.

 





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Caminhoneiros gaúchos ficam seis dias isolados em nevasca no Atacama



Os irmãos Alexandre e Adriano Rosa Wentz, caminhoneiros de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, viveram momentos dramáticos na região de Paso de Jama, um dos pontos de travessia da Cordilheira dos Andes, entre o Chile e a Argentina.

Eles ficaram seis dias isolados no alto da montanha, em meio a um forte temporal de neve que atingiu a região do deserto do Atacama.

O bloqueio foi causado por uma nevasca intensa que atingiu a cordilheira, deixando dezenas de veículos retidos em diferentes pontos da estrada. Alexandre e Adriano estavam em dois caminhões carregados com geomenbranas, mantas especiais utilizadas na construção de lagoas para irrigação, e conseguiram manter contato com o restante do grupo apenas por meio do rádio PX — único canal de comunicação disponível durante o isolamento.

Segundo Alexandre, mais de 30 caminhões ficaram presos ainda mais adiante do ponto onde eles estavam, completamente cercados pela neve. Na última segunda-feira (30), as máquinas de resgate finalmente conseguiram alcançar os dois no local, abrindo passagem e iniciando o atendimento aos motoristas retidos.

Mesmo com o avanço no resgate, os irmãos ainda não sabem quando conseguirão retornar ao Brasil. A previsão mais recente indica que a abertura completa da cordilheira pode ocorrer apenas na próxima segunda (7), a depender das condições climáticas.

As imagens gravadas por eles mostram o acúmulo de neve, os caminhões encobertos e as dificuldades enfrentadas em um dos pontos mais extremos da travessia andina. Uma realidade frequente nesta época do ano, mas que pegou muitos motoristas de surpresa pela intensidade do fenômeno.





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