A Bunge concluiu sua fusão de US$ 8 bilhões com a Viterra, após uma espera de dois anos, marcando a criação de uma nova gigante na comercialização e no processamento de grãos.
O acordo ajuda a combinar as enormes operações de processamento de soja e comercialização de grãos da Bunge na América do Sul com as instalações de compra e transporte de grãos da Viterra na América do Norte.
Com a transação, a Bunge se posicionará ao lado de seus maiores rivais, ADM e Cargill, em termos de tamanho, com cerca de US$ 100 bilhões em receita anual combinada.
A proposta de fusão foi aprovada por órgãos regulatórios do Canadá e da China neste ano.
“Hoje é um momento marcante para nossa empresa e para nossa equipe global”, disse o CEO da Bunge, Greg Heckman, em comunicado.
O movimento de pequenas, mas sucessivas altas de preços da arroba de boi deu espaço a certa estabilidade, com ligeiras quedas. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
No estado de São Paulo, os negócios têm saído principalmente entre R$ 310,00 e R$ 315,00, com alguns em até R$ 305,00.
Segundo o Centro de Pesquisas, esse comportamento se deu pelo início das ofertas de confinamento que estão tornando as escalas de abate mais longas. Permitindo, assim, que compradores testem valores menores.
Pecuaristas, em geral, negociam no mercado spot apenas pequenos lotes, o que tem tornado a liquidez relativamente baixa. As vendas de carne no atacado se enfraqueceram no final do mês, e os preços vêm caindo ligeiramente.
A carcaça casada bovina voltou a ser negociada abaixo de R$ 22,10, à vista, o que não acontecia desde o final da primeira quinzena de junho.
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No mercado do trigo, os contratos futuros em Chicago buscam recuperação – Foto: Agrolink
Os mercados agrícolas iniciam esta quarta-feira (02) com movimentos variados para os principais grãos negociados internacionalmente. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo apresenta leve alta nos Estados Unidos, a soja segue em alta em Chicago, enquanto o milho sofre pressão e registra queda nos preços.
No mercado do trigo, os contratos futuros em Chicago buscam recuperação após quedas recentes, sustentados pela falta de umidade nas Grandes Planícies do Norte, área essencial para o trigo de primavera. Entretanto, o avanço da colheita de trigo de inverno no sul dos EUA e o início da colheita em fornecedores do Hemisfério Norte mantêm a pressão. No Brasil, os preços continuam pressionados devido à redução da moagem e margens apertadas.
Já a soja tem seus preços impulsionados em Chicago, principalmente pelo fortalecimento dos valores do óleo de soja e pela aprovação de um projeto de lei nos EUA que amplia créditos tributários para biocombustíveis de baixo carbono, favorecendo o biodiesel e estimulando o uso de matérias-primas americanas. No entanto, a alta é limitada pela ausência de compras chinesas e pelas boas condições gerais das lavouras. No mercado brasileiro, os preços da soja iniciam o mês com leve baixa, influenciados pela forte safra.
O milho registra queda nos preços em Chicago, afetado pelas boas condições das lavouras que indicam uma safra recorde nos EUA e pela falta de acordos comerciais entre o governo Trump e importadores. No Brasil, a pressão negativa se acentua pela entrada da safrinha no mercado, concorrência acirrada nas exportações, queda do dólar e margens reduzidas, resultando em preços domésticos em baixa.
O Banco do Brasil anunciou nesta quinta-feira (3), que destinará R$ 230 bilhões para o financiamento da safra 2025/26. O valor representa um crescimento de 2% em relação ao desembolsado na safra anterior.
Serão destinados R$ 54 bilhões para pequenos e médios produtores. Já para a agricultura empresarial, abrangendo grandes produtores, cooperativas e agroindústria, estão destacados R$ 106 bilhões de recursos.
Quanto às finalidades, sob a ótica do crédito rural, o volume será distribuído nas modalidades de custeio (R$ 97 bilhões), investimento (R$ 44 bilhões), comercialização e industrialização (R$ 19 bilhões).
Somam-se ainda outros R$ 70 bilhões a serem direcionados para títulos, como CPRs, e negócios da cadeia de valor do agro.
Na safra 2024/25, o Banco do Brasil desembolsou R$ 225 bilhões, valor em linha com o observado no ciclo anterior, abrangendo 600 mil operações e mais de 200 atividades agropecuárias financiadas, fazendo o crédito chegar a mais de 5,1 mil municípios, contribuindo para fomentar a economia e o desenvolvimento social e ambiental do país.
“O Banco manteve a liderança nos financiamentos para a agricultura familiar e empresarial, registrando crescimento em todos os programas do plano safra do governo federal e executando o melhor desempenho entre as instituições financeiras, tendo distribuído 100% dos R$ 63 bilhões recebidos de recursos equalizáveis, incluídos os volumes remanejados”, destaca Tarciana Medeiros, presidenta do BB.
“O Banco do Brasil tem orgulho de atuar lado a lado dos produtores rurais, das cooperativas e da agroindústria, oferecendo, para além do crédito, soluções financeiras completas, assessoria especializada e capacitação para apoiar a cadeia de valor do agro, levando mais modernização, inovação e sustentabilidade para o campo. O BB reforça sua atuação para tornar o agro cada vez mais resiliente, competitivo e relevante para o Brasil, e reafirma seu compromisso de parceria com os clientes e o campo”, complementa o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do banco, Luiz Gustavo Braz Lage.
Na região de Registro, interior de São Paulo, uma planta originária do Japão se transformou em motor econômico para pequenos produtores. O junco, trazido por imigrantes em 1933, encontrou solo fértil na região e enraizou mais do que uma tradição: virou sustento, identidade e agora, uma vitrine para o turismo.
“Meu pai viu no junco uma possibilidade de negócio e estamos aqui até hoje”, conta Douglas Massayuki Naoi, empreendedor rural. À frente da fábrica ‘Dai Artefatos’, Naoi lidera a produção de esteiras e acessórios artesanais.
Os produtos, feitos com matéria-prima local, chamam a atenção pela beleza e sustentabilidade. “Aqui na nossa fábrica a gente faz a esteiras, chinelos, esteira de praia, jogo americano, bolsas.”
Com o passar dos anos, a cultura de consumo dos produtos feitos com junco foi sendo substituída por novos hábitos.
“Na época eu lembro que você ia à praia e só via esteira. Depois, surgiram as cangas, cadeira de praia, etc. Então não foi uma substituição direta, foi uma mudança de mentalidade”, explica Naoi.
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Douglas Massayuki Naoi e Regiane Macedo, consultora do Sebrae/SP, observam a secagem do junco. Foto: Divulgação | Canal Rural
Tradição que virou destino turístico
A força da tradição e a originalidade do artesanato abriram espaço para algo novo: o turismo rural. “O turismo rural agrega valor, não só ao produto, mas também a história, tradição e a cultura da imigração japonesa”, explica o empreendedor, que entrou para o Rota da Imigração Japonesa, projeto desenvolvido com o apoio do Sebrae e de outras entidades como o Senar.
“A propriedade do Naoi, foi inserida dentro do roteiro da imigração japonesa pela importância e riqueza desse trabalho. Não tem como falar dos japoneses, da colonização e não falar do junco que é tão nosso aqui”, esclarece Regiane Macedo, consultora do Sebrae/SP.
O junco, uma planta simples, segue tecendo histórias, fortalecendo famílias e inspirando quem acredita no poder do empreendedorismo. Por trás de cada peça vendida, há um processo artesanal que exige dedicação e tempo e, claro, há um elo entre passado e presente, tradição e inovação que você pode conhecer.
Porteira Aberta Empreender
Quer saber mais sobre a Rota da Imigração Japonesa no Vale do Ribeira? Então assista ao programa Porteira Aberta Empreender, nesta quinta-feira (3), às 17h45.
Às quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural. Foto: Arte Divulgação | Canal Rural
Os preços do café registraram forte retração ao longo de junho, tanto para o arábica quanto para o robusta. A desvalorização acentuada nas principais regiões produtoras brasileiras tem preocupado o setor, especialmente diante das recentes condições climáticas adversas que ameaçam a próxima safra.
Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, teve média mensal de R$ 2.126,10 por saca de 60 kg — queda real de 14,4% em relação a maio e o menor valor registrado desde novembro de 2024. Desde o dia 18, a cotação se mantém abaixo dos R$ 2.000, encerrando junho a R$ 1.834,36, com recuo acumulado de 21,5%.
No caso do robusta tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, a média mensal foi de R$ 1.256,71/saca, com retração de 18,4% sobre o mês anterior. No fechamento de junho, o preço do robusta chegou a R$ 1.105,07, marcando uma expressiva queda de 20,75% no acumulado do mês. Essa combinação de preços mais baixos e incertezas climáticas acende o alerta para produtores e agentes de mercado.
Além da pressão sobre os preços, o clima também gerou preocupação. A semana passada foi marcada por frio intenso e registro de geadas em importantes regiões produtoras. O Norte do Paraná foi a área mais afetada, com relatos de danos significativos às lavouras. Os impactos ainda estão sendo avaliados, mas há produtores apontando perdas expressivas para a safra de 2026/27.
As lavouras que estão em colheita atualmente — da safra 2025/26 — não apresentaram danos relevantes, mas o risco climático segue no radar. O cenário reforça a volatilidade do setor cafeeiro, que depende diretamente das condições climáticas para garantir produtividade e qualidade.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a valorização do real, com o dólar recuando 0,75% e fechando a R$ 5,42, influenciado pela alta das commodities e pelo enfraquecimento do dólar global.
O Ibovespa caiu 0,36%, pressionado por bancos e varejo, enquanto Vale e Petrobras subiram com o petróleo e minério.
Lá fora, o S&P 500 e o Nasdaq renovaram recordes, e o mercado aguarda o payroll dos EUA, antecipado para hoje por conta do feriado.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.
O mercado do arroz em casca registrou uma leve recuperação nos preços na última semana, após um período prolongado de desvalorização. Desde o final de janeiro, os valores vinham em queda contínua, pressionando produtores e impactando a rentabilidade da cadeia produtiva. Apesar da recente alta, as cotações ainda se mantêm próximas do valor mínimo de garantia estabelecido pelo governo federal no Plano Safra 2024.
Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o Indicador CEPEA/IRGA-RS encerrou o mês de junho com média inferior a R$ 63,64 por saca de 50 kg, valor de referência para a região Sul (exceto Paraná). Essa foi a quinta retração mensal consecutiva, levando a média ao menor patamar desde janeiro de 2020. A expectativa de crescimento nas exportações, no entanto, sustentou os preços na última semana, influenciando a dinâmica do mercado.
Com a possibilidade de maior demanda externa, muitos vendedores adotaram uma postura mais cautelosa e reduziram a oferta no mercado doméstico. Essa retração nas negociações gerou um movimento de alta nos preços, principalmente por parte das indústrias, que precisavam recompor seus estoques. O cenário de oferta limitada contribuiu para o reajuste de valores por parte dos compradores.
As condições climáticas também têm afetado diretamente o escoamento do arroz no Rio Grande do Sul. Conforme relatos de agentes consultados pelo Cepea, as fortes chuvas que atingiram o estado dificultam o carregamento e o transporte das cargas, interferindo na logística de distribuição. O impacto do clima sobre a cadeia produtiva reforça ainda mais a instabilidade do mercado.
Diante dessas dificuldades, algumas indústrias passaram a buscar alternativas no mercado internacional, intensificando a importação de arroz do Paraguai. A medida tem sido uma forma de garantir o abastecimento e minimizar os efeitos da oferta interna restrita. Essa movimentação também pode influenciar as próximas semanas de negociação, especialmente se as exportações se confirmarem em alta.
O setor segue atento à evolução dos preços e ao comportamento dos agentes de mercado, em especial diante da aproximação da colheita da próxima safra. A expectativa é de que a demanda externa possa sustentar os preços, mas o cenário ainda é de incerteza, sobretudo diante do clima adverso e dos desafios logísticos enfrentados no principal estado produtor do país.
As temperaturas se mantém baixas no Sul e Sudeste do país. Em quase todo o país, não chove. A exceção é o Nordeste, onde alguns estados receberão pancadas.
Você quer entender como usar o clima a seu favor?Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.
Sul
O tempo segue predominantemente firme em toda a região. A atuação da massa de ar polar associada à área de alta pressão mantém o predomínio de sol, mas as temperaturas se mantém baixas nos três estados. Excepcionalmente no litoral paranaense, a entrada de ventos úmidos do oceano deve estimular a formação de nuvens de chuva.
Sudeste
A entrada de ventos úmidos do oceano mantém as instabilidades atuando sobre São Paulo e Rio de Janeiro, na medida em que o ar frio também mantém as temperaturas mais baixas durante o dia. Condição para pancadas isoladas de chuva também no litoral do Espírito Santo. Já em Minas Gerais, o predomínio segue sendo de sol entre nebulosidade variável ao longo do dia.
Centro-Oeste
Ainda não chove em nenhum dos estados da região, e o sol vai predominar entre algumas nuvens durante o dia. Temperaturas seguem mais amenas em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, e o calor continua sobre Goiás e o Distrito Federal.
Nordeste
A chuva segue concentrada no litoral da Bahia, em Sergipe e Alagoas. Condições para pancadas irregulares no litoral do Maranhão. Sertão e agreste continuam ainda com tempo firme, bastante sol e alerta de baixa umidade do ar.
Norte
Tempo ainda bastante abafado e instável no Amazonas, em Roraima e no Amapá. No Tocatins, segue o alerta de baixa umidade, com dia ainda bastante quente e sem chuva. A circulação de ventos ainda mantém as temperaturas mais amenas sobre parte de Rondônia e do Acre.
O diesel encerrou o primeiro semestre de 2025 com os menores preços médios do ano, de acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). Em junho, o tipo comum foi comercializado a R$ 6,14 em média, com queda de 1,29% ante maio. Já o diesel S-10 caiu 1,44% e fechou o mês a R$ 6,18. A retração é reflexo do repasse tardio das reduções promovidas pela Petrobras em maio, que ainda impactaram a cadeia de abastecimento em junho.
O levantamento também revelou reduções em todas as regiões do País. O Centro-Oeste apresentou os maiores recuos: o diesel comum caiu 1,92%, a R$ 6,14, e o S-10 recuou 1,58%, a R$ 6,24. No Sul, foram registrados os menores preços médios: R$ 5,94 para o comum e R$ 5,97 para o S-10. Já o Norte teve os maiores valores, mesmo com queda: R$ 6,83 e R$ 6,61, respectivamente.
Entre os estados, o Acre segue com os preços mais altos para ambos os tipos: R$ 7,72 para o diesel comum e R$ 7,63 para o S-10. No Paraná, o diesel comum foi o mais barato, a R$ 5,85, e Pernambuco teve o menor valor para o S-10, a R$ 5,88. O destaque em queda foi o Tocantins, com redução de 3,04% no preço do diesel comum. Já o Amapá foi o único estado a registrar alta nos dois tipos de diesel em junho.
“A queda no preço do diesel em junho ilustra bem o efeito tardio dos reajustes da Petrobras realizados em maio, que continuou a afetar a cadeia de abastecimento, repassando as reduções, o que permitiu que o combustível atingisse seu menor preço de 2025 justamente no fechamento do semestre. Essa dinâmica mostra um mercado competitivo e resulta em um cenário mais favorável para os custos de frete e logística no País”, analisa Renato Mascarenhas, Diretor de Operações e Transformação de Negócios da Edenred Mobilidade.