domingo, maio 17, 2026

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São Paulo amplia produção de biogás com resíduos da cana-de-açúcar


A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo informou sobre iniciativas voltadas à transição energética e ao fortalecimento do setor sucroenergético. Dentre os destaques está a instalação do primeiro gasoduto destinado exclusivamente ao transporte de biometano, em Presidente Prudente. O projeto, conduzido pela empresa Nécta Gás Natural, envolve investimento de R$ 12 milhões e prevê a implantação de uma rede de 40 quilômetros, com expectativa de atender 5 mil pessoas e 58 estabelecimentos. O fornecimento do gás será feito pela Usina Cocal, localizada no município de Narandiba, próximo à região.

A iniciativa integra um conjunto de medidas voltadas à transição energética no estado de São Paulo. Entre elas, está o licenciamento ambiental das plantas de produção de biocombustíveis do setor sucroenergético, apresentado em 2024 pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, por meio da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB).

O estado conta com cerca de 5,5 milhões de hectares cultivados com cana-de-açúcar e mantém-se como principal produtor nacional. Resíduos da cultura, como bagaço, vinhaça, palha e torta de filtro, são utilizados na geração de biogás. Após purificação, esse biogás se transforma em biometano, combustível com composição semelhante à do gás natural.

Parte desse avanço se deve ao trabalho desenvolvido pelo Instituto Agronômico (IAC-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O Programa Cana IAC, que completa 30 anos em 2024, promoveu o desenvolvimento de variedades mais produtivas e resistentes, além de tecnologias de manejo e ações em melhoramento genético, impulsionando o setor sucroenergético paulista.

Estudo conjunto da Fiesp e do Governo do Estado aponta que a produção de biometano pode alcançar 6,4 milhões de metros cúbicos por dia, frente aos atuais 0,4 milhão, o que representa o potencial de suprir até 40% da demanda de gás natural em São Paulo. O estudo estima ainda a criação de até 20 mil empregos diretos e indiretos, com redução de 16% nas emissões previstas nas metas climáticas estaduais.





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Dia do Chocolate reforça valor da produção artesanal



Gramado tem chocolate com Indicação Geográfica




Foto: Pixabay

Nesta segunda-feira (7), data em que se celebra o Dia Mundial do Chocolate, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) destacou a importância do reconhecimento da origem geográfica do produto como forma de valorização da cadeia produtiva cacaueira no Brasil. A pasta tem incentivado o registro de Indicação Geográfica (IG) para produções de chocolate que se destacam por suas características específicas de solo, clima, relevo e práticas culturais.

Segundo a Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI/Mapa), o registro de IG pode assumir duas modalidades: Indicação de Procedência (IP) e Denominação de Origem (DO). A IP refere-se a regiões que se tornaram conhecidas por determinada produção ou extração. Já a DO exige que as qualidades do produto estejam diretamente ligadas ao meio geográfico e aos fatores naturais e humanos locais.

O Brasil já conta com reconhecimentos relevantes no setor. A Associação de Indústria e Comércio de Chocolates Caseiros de Gramado, no Rio Grande do Sul, obteve o selo de IP em 2021, por sua tradição na produção artesanal. No segmento de cacau, duas associações receberam o reconhecimento: a Associação dos Produtores de Cacau do Sul da Bahia e a Associação dos Cacauicultores de Linhares, no Espírito Santo, ambas pela produção de amêndoas com potencial de transformação em chocolate.

Para conquistar o selo, é necessário que a região comprove uma origem geográfica específica, características distintas do produto, métodos de produção tradicionais e um sistema de controle e registro. A certificação é concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), com o Mapa atuando como fomentador dos processos e da qualificação das cadeias produtivas.

O Mapa avalia que o reconhecimento fortalece a produção rural, valoriza o produto artesanal e promove o desenvolvimento das economias locais. Além disso, o selo assegura autenticidade e reforça a confiança do consumidor em relação à procedência e qualidade do chocolate brasileiro.





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Frio e férias influenciam preços de frutas em Minas Gerais


A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) divulgou, com apoio da Emater-MG, Epamig e IMA, a mais recente análise dos preços das frutas comercializadas na unidade da Ceasa Minas em Contagem. O levantamento, referente ao período de 23 de junho a 4 de julho de 2025, aponta variações nos preços influenciadas principalmente por fatores climáticos e pela demanda atípica durante o recesso escolar.

Segundo a análise, entre as dez frutas mais comercializadas no entreposto — como banana, limão, mamão, maçã, manga, melancia e uva — apenas algumas mantiveram os preços estáveis, como o abacaxi, o coco verde, a laranja pera, a melancia e a uva Itália. Já produtos como banana, limão Tahiti e mamão apresentaram elevação nas cotações.

O mamão, por exemplo, teve alta mesmo com a demanda moderada. A Seapa destacou que as temperaturas mais baixas reduziram a oferta nacional, resultando em frutos menores e menos maduros. “A menor disponibilidade nas lavouras e nos centros de distribuição sustenta os preços em patamar elevado”, avaliou a pasta.

No sentido oposto, maçã e manga registraram queda de preços. A redução no valor da maçã foi atribuída ao impacto das ondas de frio e ao recesso escolar, que retraíram o consumo. A manga Tommy também apresentou leve recuo, refletindo a menor procura durante o inverno nas regiões Sul e Sudeste, além da redução na demanda provocada pelas férias.

O levantamento, realizado semanalmente pela Seapa, integra uma estratégia de monitoramento do abastecimento e formação de preços baseada em custos, concorrência, oferta e demanda. O objetivo é antecipar impactos no mercado hortifrutigranjeiro e orientar os agentes da cadeia produtiva sobre os movimentos comerciais.

 





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Safra global de arroz 2025/26 deve atingir recorde



No Brasil, a conjuntura é desafiadora



No Brasil, a conjuntura é desafiadora
No Brasil, a conjuntura é desafiadora – Foto: Pixabay

A produção mundial de arroz na safra 2025/26 deve atingir um volume recorde de 542 milhões de toneladas, superando em 1% a colheita de 2024/25. Os estoques finais globais também devem alcançar patamar histórico, com 185,1 milhões de toneladas. As informações são da analista Marina Marangon Moreira, do Itaú BBA.

A Índia se destaca ao projetar sua décima safra recorde consecutiva, estimada em 151 milhões de toneladas, impulsionada pela ampliação da área plantada e pelo início precoce das monções. Com estoques iniciais elevados e a retomada das exportações após restrições na temporada 2023/24, os preços do arroz indiano devem se manter bastante competitivos no cenário internacional.

Nos Estados Unidos, as áreas de arroz estão em fase de desenvolvimento, com a maioria das lavouras em boas condições, contribuindo para o cenário global de ampla oferta. Esse ambiente de abundância tende a exercer pressão sobre os preços no mercado internacional.

No Brasil, a conjuntura é desafiadora. A forte oferta, aliada à competitividade externa, continua restringindo a liquidez do mercado interno. A tendência é de que esse quadro persista, a menos que haja ajustes na demanda ou redução dos estoques. Além disso, os preços deprimidos devem dificultar os investimentos na safra 2025/26. O USDA já projeta uma queda na produção brasileira para 7,6 milhões de toneladas, inferior à registrada em 2024/25.

“Do lado do varejo, uma retomada nos estoques deve ocorrer apenas quando os preços do arroz se estabilizarem. Porém, as aquisições vêm mostrando níveis fracos por um longo período, o que significa que o reabastecimento não deve demorar muito a acontecer”, conclui.

 





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Brasil e Índia assinam parcerias na produção de alimentos e etanol



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta terça-feira (8), em Brasília, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, após reuniões do encontro dos Brics.

Durante a visita de Estado, quatro acordos comerciais foram assinados em temas que envolvem parcerias em energia renovável, combate ao terrorismo e ao crime organizado, troca de informações confidenciais e pesquisa agrícola.

No que compete ao agro, ficou estabelecido uma cooperação entre a Embrapa e o Conselho Indiano de Pesquisa Agrícola para estimular projetos de inovação na produção de alimentos.

“Nossa pecuária deve muito à Índia. 90% do rebanho zebuíno brasileiro é resultado de 60 anos de intensa cooperação bilateral em melhoramento genético”, disse o presidente Lula na ocasião.

Ficou decidido, também, que os dois países avançarão em parcerias que envolvam biocombustíveis. Isso porque a Índia tem a meta de ampliar para 20% a mistura de etanol na gasolina que circula em seu território e para 5% a proporção de biodiesel no óleo diesel.

Comércio bilateral

O comércio entre os dois países somou US$ 12 bilhões em 2024, mas já mostra sinais de crescimento em 2025, com 24% de alta nos primeiros cinco deste ano.

Lula e Modi disseram ver espaço para aumentar exponencialmente este volume de trocas, sendo que o presidente brasileiro disse em triplicar o valor já no curto prazo. O primeiro-ministro indiano, por outro lado, enxerga potencial para chegar em US$ 20 bilhões nos próximos cinco anos.

No saldo da balança comercial, ligeira vantagem aos indianos: as exportações brasileiras chegaram a US$ 5,26 bilhões, com destaque para açúcar, petróleo bruto, óleos e aviões. Já as importações somam US$ 6,8 bilhões. Apesar de ter 1,4 bilhão de habitantes, a Índia é apenas o décimo maior parceiro comercial do Brasil.

No encontro dos chefes de Estado, Lula destacou a afinidade entre Brasil e Índia, ressaltando a importância de uma relação sólida entre nações que compartilham características semelhantes.

“É muito importante que as pessoas compreendam que um país megadiverso como o Brasil tem a obrigação de ter uma relação política, cultural, uma relação econômica e comercial com outro país megadiverso”, afirmou.

Segundo Lula, a riqueza natural, a pluralidade cultural e a diversidade social de ambos os países são bases para uma cooperação ampla.



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Brasil passará a exportar castanha de baru à União Europeia



Os países da União Europeia passarão a comprar castanhas torradas de baru do Brasil, anunciou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta terça-feira (8).

Considerada um “superalimento” por suas propriedades nutricionais, a exportação desse tipo de castanha tem potencial crescente nos mercados de alimentos funcionais e naturais.

“A abertura é marco importante no fortalecimento da bioeconomia brasileira e na valorização de produtos oriundos do cerrado no mercado internacional”, diz a pasta, em nota.

Com mais de 447 milhões de habitantes, a União Europeia é composta de 27 países e é o segundo maior comprador de produtos agropecuários brasileiros. Em 2024, o bloco importou mais de US$ 23 bilhões do Brasil, com destaque para soja, café e produtos florestais.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 389 aberturas de mercado desde o início de 2023.



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Evolução dos EPIs garante mais segurança aos aplicadores


Na ausência inicial de equipamentos específicos para a proteção de trabalhadores rurais, foram adotados itens inadequados, como roupas de PVC e máscaras industriais. Segundo Luiz Carlos Castanheira, engenheiro agrônomo e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), a década de 1980 marcou um avanço, quando a Shell introduziu kits de EPI fabricados em TNT, com proteção direcionada para cada tipo de Aplicação de defensivos. No entanto, materiais como TNT, TYVEK® e PVC mostraram-se pouco eficazes para o campo.

Com o tempo, surgiram vestimentas de algodão tratadas com hidro-repelente, que passaram a garantir mais proteção e conforto térmico aos trabalhadores. A legislação, vale lembrar, exige o uso de EPIs, mas Castanheira destaca que não é possível padronizar a proteção, dada a variedade de culturas e métodos de aplicação existentes.

Cada situação demanda um tipo específico de EPI. Um aplicador de isca peletizada, por exemplo, não enfrenta a mesma exposição de quem opera um pulverizador costal. Da mesma forma, quem pulveriza alface, morango ou café enfrenta riscos distintos de quem trabalha com culturas como cana-de-açúcar, abacate, citrus, abacaxi ou tomate. Além disso, o ambiente — se aberto ou fechado — e o tipo de equipamento (costal, drone, avião agrícola, autopropelido, entre outros) influenciam diretamente na escolha do equipamento de proteção.

Hoje, a indústria já oferece conjuntos específicos de EPI para diferentes culturas e situações, refletindo a evolução no cuidado com a saúde dos trabalhadores. Com produtos menos tóxicos, aplicação mais eficiente e EPIs adequados, é possível alcançar um equilíbrio entre produtividade e segurança no campo.

“Dessa maneira, hoje é possível garantir que, em função do uso de produtos menos tóxicos, o desenvolvimento de equipamentos de aplicação mais eficientes, e a evolução do conceito de proteção do trabalhador, com EPI específicos para cada situação de trabalho, os trabalhadores do campo podem hoje contar com mais segurança e conforto em suas atividades”, conclui.

 





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Produção de sorgo cresce e ganha protagonismo para mercado de biocombustíveis na Bahia


A produção de sorgo na Bahia deve crescer 39,3% na safra 2024/25, em comparação com o ciclo anterior. Segundo dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa é de uma colheita de 728 mil toneladas, com aumento de 5% na área plantada, que deve alcançar 206 mil hectares.

Tradicionalmente usado para cobertura do solo durante a entressafra da soja, o sorgo ganha agora novo protagonismo no campo. Além de sua função na manutenção do solo e como ingrediente para ração animal, o grão passa a ser visto como uma das principais apostas para a produção de biocombustíveis, como etanol e biodiesel na região Oeste da Bahia.

Nesse contexto, Carlos Roberto Oizimas, gerente de uma fazenda em Luís Eduardo Magalhães (BA), lembra que o sorgo inicialmente era cultivado apenas para enriquecer o solo, mas que o manejo evoluiu ao longo dos anos.

“Era mais para cobertura de solo, visando aportar matéria orgânica e melhorar a biologia do solo. Com o tempo a gente viu que ele tinha um potencial e fomos evoluindo em manejo. Fomos trazendo as ferramentas da soja também para o sorgo. Hoje ele já ajuda a pagar o custo da soja”, explica.

Plantação de sorgo no Oeste da Bahia
Plantação de sorgo no Oeste da Bahia | Imagem: Agência Script

Com a instalação de uma biorrefinaria da Inpasa em Luís Eduardo Magalhães, produtores esperam mais estabilidade no mercado, especialmente em relação aos preços da cultura.

Do mesmo modo, o produtor rural Greico Henrique destaca o novo cenário: “A expectativa é que o sorgo deixe de ser uma safrinha e passe a ter mais valor. Serve para ração, etanol e biodiesel”.

Pedro Cappelleso, produtor com áreas irrigadas e de sequeiro, também aposta no avanço da cultura. “É um produto que vai bem na ração e está recebendo novas tecnologias. No sequeiro, com menos chuva, estimamos 70 sacas por hectare. No pivô, deve chegar a 150 ou 160 sacas”, relata.

Verticalização da produção

A presença da indústria é vista como um fator estratégico. Para o engenheiro agrônomo Diego Batista Aires, o crescimento do cultivo começa a ter relação com a chegada da Inpasa.

“A gente está vendo o crescimento exponencial no Oeste da Bahia. Produtores que não plantavam sorgo hoje estão vendo a possibilidade de plantar devido a empresa passar essa credibilidade, essa segurança de travar o sorgo (preço)”, disse.

Segundo Irineo Piaia Junior, gerente de originação de grãos da Inpasa, a unidade vai processar cerca de 1 milhão de toneladas de milho e/ou sorgo, gerando em torno de 450 milhões de litros de etanol.

Refinaria da Inpasa em Sinop, Mato Grosso
Refinaria da Inpasa em Sinop (MT) | Foto: Divulgação

Além disso, de acordo com Irineo, a indústria de biocombustíveis deve gerar empregos na região.“Vemos um grande potencial de aumento de área e produtividade no Oeste da Bahia. Agora, no momento da obra, a gente chega a ter 2.000, talvez 2.500 pessoas diretas e indiretas na construção da indústria.”, destaca.

Como resultado, também pontou sobre o quantitativo de colaboradores diretos. “E posteriormente, quando a planta estiver pronta, estimamos em torno de 450 pessoas no quadro”.

Por fim, ainda durante entrevista exclusiva ao repórter Vinicius Ramos, o gerente também detalhou a diferença entre milho e o sorgo na produção do biocombustíveis.

“No processo industrial com o milho eu consigo produzir o etanol, o DDGS (sigla em inglês que significa grãos secos de destilaria com solúveis) e consigo extrair um pouco de óleo. Já com o sorgo a gente só não tem essa extração do óleo”, explica.


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Preços da arroba do boi gordo têm nova queda; confira as cotações



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com pressão baixista. O ambiente de negócios ainda sugere por tentativas de compra em patamares mais baixos de preço.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, isso acontece porque os frigoríficos desfrutam de uma frente confortável em suas escalas de abate, posicionadas entre oito e nove dias úteis na média nacional.

Tal movimento é consequência da entrada de bois terminados em regime intensivo no mercado, com boa incidência de animais de parceria (contratos a termo).

“Por outro lado, as exportações ainda são um elemento importante a ser considerado, com crescimento importante de volume embarcado e principalmente de receita arrecadada”, disse o analista.

  • São Paulo: R$ 308,25 — ontem: R$ 310,33
  • Goiás: R$ 289,64 — R$ 290,89
  • Minas Gerais: R$ 297,65 — R$ 299,12
  • Mato Grosso do Sul: R$ 310,34 — R$ 310,68
  • Mato Grosso: R$ 312,64 — R$ 314,73

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços acomodados para a carne bovina. Para a segunda semana do mês, a expectativa é de maior espaço para reajustes, considerando a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

“Porém, as proteínas concorrentes seguem mais competitivas na comparação com a carne bovina, o que tende a direcionar o consumo para essas proteínas, em especial quando se trata das famílias de menor renda (um a dois salários-mínimos)”, disse Iglesias.

O quarto traseiro permanece precificado a R$ 23,00 por quilo; o dianteiro ainda é cotado a R$
18,50 por quilo; e a ponta de agulha segue precificada a R$ 18,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,61%, sendo negociado a R$ 5,4449 para venda e a R$ 5,4429 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4354 e a máxima de R$ 5,4784.



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Panicum resistente para cavalos: qual a melhor opção além do tifton?


Escolher o pasto certo para cavalos pode fazer toda a diferença, principalmente quando o clima aperta. Quer otimizar a pastagem para seus cavalos e encarar a seca com mais preparo? Assista ao vídeo e confira as orientações.

E foi justamente essa a dúvida do criador Juarez Teixeira, de Jataí (GO), que perguntou ao quadro Giro do Boi Responde qual capim do gênero Panicum seria mais indicado para cavalos que pastam na seca, excluindo o tradicional Tifton.

A resposta veio de Josmar Almeida, zootecnista, mestre em Produção Animal e sócio da consultoria Gerente de Pasto. Segundo ele, algumas cultivares do gênero Panicum podem entregar ótimos resultados no manejo de equinos.

As melhores variedades de Panicum para cavalos

Dossel foliar de capim-Tamani (Panicum maximum cv. BRS Tamani) em pequenas parcelas. Foto: Allan Kardec Braga Ramos/Embrapa Cerrados
Dossel foliar de capim-Tamani (Panicum maximum cv. BRS Tamani) em pequenas parcelas. Foto: Allan Kardec Braga Ramos/Embrapa Cerrados

Segundo Almeida, as cultivares mais indicadas de Panicum para tropa são:

Essas três opções oferecem boa palatabilidade, qualidade nutricional e são adaptadas ao pastejo de cavalos. Elas também têm bom desempenho em diferentes regiões do país, inclusive no Centro-Oeste.

No entanto, é importante entender que mesmo essas cultivares enfrentam limitações durante a seca.

Capim milagroso para a seca? Não existe!

Cultivar Brasilisk, capim brachiaria ou braquiarinha, espécie de gramínea forrageira. Foto: Juliana Sussai/Embrapa Pecuária Sudeste
Cultivar Brasilisk, capim brachiaria ou braquiarinha, espécie de gramínea forrageira. Foto: Juliana Sussai/Embrapa Pecuária Sudeste

Josmar foi direto: não há capim milagroso que sustente bem a pastagem em pleno período de estiagem. E os motivos são conhecidos dos pecuaristas:

  • Menos chuva no período seco;
  • Temperaturas mais baixas, que reduzem o crescimento das plantas;
  • Menos luz solar (fotoperíodo), limitando a fotossíntese.

Esses três fatores reduzem drasticamente a produção de forragem. Uma área que sustenta de 2 a 3 unidades animal por hectare na época das águas pode cair para 1 ou até menos durante a seca.

Como encarar a seca sem prejudicar a tropa?

A solução, segundo o especialista, não está apenas em escolher a cultivar correta, mas em planejar o sistema de produção. Para isso, o criador deve:

  1. Reconhecer a queda na oferta de pasto no período seco;
  2. Avaliar a necessidade de suplementação, com feno ou silagem;
  3. Reduzir a lotação animal temporariamente, vendendo parte da tropa, se necessário.

Esse tipo de planejamento evita perda de escore corporal, mantém a saúde dos cavalos e garante desempenho zootécnico adequado, mesmo nos meses mais secos.

Manejo inteligente garante resultado o ano todo

Ter boas cultivares de Panicum é importante, mas o sucesso do sistema está no conjunto do manejo. Isso inclui planejamento forrageiro, suplementação adequada e controle de lotação. E quando se trata de equinos, o cuidado deve ser ainda mais apurado.

Com as orientações corretas, como as que Josmar Almeida trouxe ao Giro do Boi Responde, é possível garantir desempenho, bem-estar e produtividade da tropa — mesmo nos meses mais difíceis do ano.



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