domingo, maio 17, 2026

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Feno com braquiária e panicum? Dá certo e pode turbinar sua fazenda!


Produzir feno com braquiária e panicum é não só possível como estratégico. A afirmação é do zootecnista Mauricio Scoton, professor da Universidade do Agro de Uberaba (Uniube), em mais uma participação no quadro “Dicas do Scoton” do programa Giro do Boi. Quer saber como implementar essa técnica na sua propriedade e garantir comida para o gado na seca? Assista ao vídeo abaixo e veja as dicas.

Ele apresentou o exemplo da Fazenda Santa Rita, do grupo Agrossol, em Parnaguá (PI), onde o capim Zuri, um tipo de Panicum, vem sendo usado com sucesso para fenação, mesmo em região com menos de 1.200 mm de chuva ao ano.

A propriedade planeja expandir a área de feno em mais 50 hectares, tanto para garantir alimentação no período seco quanto como fonte de renda extra, com a venda do material.

Manejo e adubação: a inteligência por trás do feno

Rolos de feno pela pastagem. Foto: Canva
Rolos de feno pela pastagem. Foto: Canva

Além da colheita do feno, Scoton ressalta a importância de planejar a adubação da área para garantir recuperação rápida.

O ideal, segundo ele, é adubar em setembro ou outubro, logo no início das chuvas. Isso permite usar a área de feno como primeira a receber o rebanho, garantindo descanso para outros piquetes.

Essa estratégia é chamada de “sequestro de pasto” — um manejo altamente eficaz que contribui para reduzir a pressão sobre áreas tradicionais e pode permitir, inclusive, uma segunda colheita de feno.

Feno é solução para alta lotação e mais bezerros

Trator com rolo de feno pela pastagem. Foto: Canva

Scoton explica que, especialmente em fazendas de cria, o feno tem papel central para manter alta lotação e aumentar a produção de bezerros.

“Mais comida estocada significa mais vacas, mais bezerros, mais faturamento”, resume o especialista.

Em locais com chuvas escassas, como o semiárido do Piauí, o feno é uma alternativa viável à silagem, por exigir menos estrutura para produção e armazenamento. Mesmo com custos variáveis mais altos, o investimento se paga pela produtividade extra que gera.

Aprenda a calcular a quantidade de feno ideal

Rolos de feno pela pastagem. Foto: Canva
Rolos de feno pela pastagem. Foto: Canva

Para saber quanto feno produzir, Scoton ensina um cálculo prático baseado no número de animais que ficarão sem pasto na seca:

  1. Quantos animais? (ex: 200 vacas)
  2. Quantos dias de seca? (ex: 120 dias)
  3. Multiplique: 200 x 120 = 24.000 diárias
  4. Consumo diário por animal: (ex: 10 kg/dia)
  5. Total necessário: 24.000 x 10 kg = 240.000 kg de feno
  6. Produtividade da área: (ex: 6.000 kg/ha)
  7. Área necessária: 240.000 ÷ 6.000 = 40 hectares

Esse cálculo ajuda a evitar surpresas no período seco e permite ao produtor se planejar com precisão.

Planejamento e inovação fazem a diferença no campo

Produzir feno com braquiárias e panicuns, como o capim Zuri, é uma alternativa viável e rentável até em regiões com menos chuvas.

O segredo está no manejo estratégico, adubação eficiente e planejamento antecipado. Como reforça Scoton, “o pasto conservado é o que garante o desempenho da fazenda na seca — não dá pra contar só com o tempo”.

Quer tirar dúvidas ou fazer seu cálculo de área? O especialista está disponível no Instagram para orientar produtores de todo o país. A tecnologia e o conhecimento estão aí: cabe ao pecuarista usar a seu favor e produzir mais com o que tem.



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Mapa apreende mais de 28 mil produtos veterinários irregulares



No início deste mês, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou a Operação Ronda Pet III, que resultou na apreensão de mais de 28 mil produtos veterinários irregulares nos municípios de Tocantins e Piraúba, em Minas Gerais. A fiscalização identificou medicamentos, alimentos, suplementos e até fertilizantes sendo comercializados de forma clandestina, com indícios de falsificação e risco à saúde animal e pública.

A ação foi coordenada pelo Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras) e pelo Serviço de Fiscalização de Insumos e Saúde Animal da Superintendência de Agricultura e Pecuária em Minas Gerais. Também contou com apoio da Polícia Civil de Ubá/MG e do Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental (CISPPA), vinculado ao Ministério da Justiça.

Entre as irregularidades encontradas estavam: produtos sem registro no Mapa, embalagens com informações falsas como números inexistentes de registro e declarações de importação, além de empresas com CNPJs fictícios. O prejuízo estimado aos responsáveis pelas fraudes ultrapassa R$ 500 mil.

Segundo o Mapa, o uso de produtos veterinários não autorizados representa grave ameaça à saúde dos animais, o que pode causar reações adversas, como alergias, intoxicações e até morte. A ausência de controle de qualidade impede a verificação dos insumos utilizados, o que torna impossível garantir a segurança do que é oferecido aos animais de estimação.

A operação também chamou atenção para os riscos à saúde pública, especialmente no caso de antiparasitários ilegais, que podem ser ineficazes e permitir a propagação de parasitas com potencial zoonótico, ou seja, transmissíveis aos seres humanos.

Todo o material apreendido permanecerá retido até a conclusão do processo administrativo. A legislação prevê que os produtos sejam destruídos, e os responsáveis poderão ser punidos por infrações administrativas e criminais, incluindo falsificação de produtos e crimes contra as relações de consumo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Silvicultura gaúcha mantém ritmo com foco no eucalipto


A atividade florestal no Rio Grande do Sul segue impulsionada pela produção de eucalipto, mesmo diante de entraves causados pelas condições climáticas. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (3), a silvicultura continua sendo um setor relevante em várias regiões do estado, com destaque para o uso de cultivares clonais e crescente interesse no reflorestamento.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, produtores realizaram tratos culturais como plantio de mudas, adubação e controle de formigas cortadeiras. Em áreas mais jovens, com até três anos de idade, a principal prática é a poda de formação, enquanto os povoamentos com seis a sete anos passam por desbaste para melhorar a qualidade da madeira. “Essas práticas são fundamentais para garantir o aproveitamento comercial do cultivo”, aponta o boletim.

Em Lajeado, o cultivo de eucalipto se consolida como a principal atividade agropecuária em municípios como Taquari e Tabaí. A produtividade varia entre 350 e 450 m³/ha, em ciclos de seis anos. Entretanto, o excesso de chuvas comprometeu o preparo do solo e pode atrasar os plantios previstos para a primavera. “Mesmo com viveiros protegidos, o desenvolvimento das mudas tem sido limitado”, informa a publicação.

Apesar das dificuldades logísticas, como o escoamento da produção em estradas danificadas, a colheita e a comercialização seguem ativas. O boletim também destaca o aumento da procura por reflorestamento, inclusive por produtores de grãos afetados por perdas climáticas. A produção de carvão vegetal, voltada principalmente à Região Metropolitana e aos vales do Taquari, Caí e Rio Pardo, permanece estável. Um exemplo da diversificação do setor é a fábrica de cavacos em Paverama, que amplia a demanda regional por madeira.

Em Passo Fundo, a silvicultura é limitada e baseada em bosques antigos, com colheita em fase final. “A baixa renovação de áreas florestais pode provocar escassez de matéria-prima nos próximos anos”, adverte o informe. A região já importa madeira para suprir sua demanda energética. Os preços médios apontados são de R$ 300,00 por metro cúbico para madeira em pé voltada à serraria e R$ 120,00/m³ estéreo para lenha entregue na indústria.

Quanto ao Pinus spp., os preços variam conforme o diâmetro das toras. Já o cultivo de acácia-negra segue em queda na região de Lajeado, com produtores optando por substituí-la pelo eucalipto, em razão da maior rentabilidade e da demanda crescente.

 





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Chuvas extremas e doenças no rebanho: ameaça crescente à pecuária


Chuvas extremas e doenças no rebanho
Foto: Divulgação l Fazenda Pantanal

Entre 2020 e 2023, o Brasil registrou 7.539 desastres relacionados a chuvas intensas, como enxurradas, inundações e deslizamentos, segundo o relatório Temporadas das Águas, da Unifesp. O número representa um aumento de 223% em relação à década de 1990 e deve seguir crescendo, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, onde se projeta aumento de até 30% no volume de chuvas até 2100.

Esse novo cenário climático não afeta apenas estradas, lavouras e estruturas. Ele representa também uma ameaça silenciosa à sanidade dos rebanhos, com impactos diretos na produtividade, bem-estar e rentabilidade das fazendas.

A combinação entre solo encharcado, barro acumulado e matéria orgânica em decomposição forma o ambiente ideal para a proliferação de bactérias, fungos e vermes. Conheça as principais doenças que tendem a crescer com as chuvas intensas:

Mastite

O contato constante dos tetos com lama e sujeira eleva o risco de infecção nas vacas leiteiras. A doença compromete a qualidade e o volume do leite, além de demandar tratamentos prolongados e custo adicional com medicamentos.

Pododermatite

Áreas alagadas favorecem lesões nos cascos, causando dor, claudicação e perda de desempenho. O animal reduz o consumo de alimentos e o ganho de peso, afetando diretamente os índices zootécnicos.

Verminoses gastrointestinais

A umidade constante nas pastagens acelera o ciclo de vida de parasitas internos. Os bovinos infectados apresentam perda de apetite, fraqueza e maior suscetibilidade a outras doenças.

Além da saúde, o estresse provocado por ambientes úmidos e insalubres também afeta a imunidade dos animais, dificultando a recuperação e aumentando os riscos de novos surtos.

A ameaça invisível das doenças no rebanho
Foto: Divulgação l Fazenda Pantanal

Impactos econômicos vão além da sanidade animal

As consequências das doenças causadas por chuvas extremas não param nos diagnósticos clínicos. Há elevação nos custos com tratamento veterinário, perdas de produção, aumento da mortalidade em rebanhos jovens e queda na fertilidade de matrizes.

Em propriedades com produção intensiva ou genética de alto valor, qualquer prejuízo sanitário representa perdas expressivas. O manejo diário também se torna mais difícil em áreas com lama excessiva, atrasando manejos como apartação, vacinação e alimentação.

Boas práticas ajudam a prevenir prejuízos sanitários

Diante do aumento da frequência de eventos extremos, o pecuarista deve adotar estratégias estruturais e sanitárias adaptadas ao novo clima. Confira as principais recomendações:

1. Reavalie áreas de manejo

  • Evite deixar os animais em locais alagadiços.
  • Mapeie áreas de drenagem deficiente.

2. Melhore a infraestrutura

  • Use pisos drenantes em currais e áreas de ordenha.
  • Proteja cochos e bebedouros com coberturas.
  • Mantenha locais de descanso secos e limpos.

3. Refine o controle sanitário

  • Faça vermifugação estratégica com base em exames.
  • Atualize o calendário vacinal.
  • Reforce a limpeza de piquetes e descarte de matéria orgânica.

4. Conte com assistência técnica

  • A atuação de um médico-veterinário é essencial para prevenir surtos, adaptar protocolos e responder com agilidade a qualquer sinal clínico.

O avanço das chuvas intensas como padrão climático exige uma mudança de mentalidade na pecuária nacional. A adoção de medidas preventivas, o fortalecimento da estrutura sanitária das fazendas e a atenção constante ao bem-estar animal são caminhos sem volta para garantir produtividade com sustentabilidade.



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Lula cresce com os pobres e reage a Trump para unir o país


O Brasil caminha para integrar a metade mais pobre do mundo em renda per capita, uma estatística que, em tese, deveria gerar indignação nacional. No entanto, em um ambiente de alta polarização, esse dado ganha contornos estratégicos para o governo Lula, que tem nas camadas mais pobres da população seu principal reduto eleitoral. O que é ruim para a nação pode ser funcional para o projeto de poder.

Segundo estimativas recentes, a renda per capita brasileira está estagnada e o país perde posições no ranking global, apesar de ainda figurar entre as maiores economias em termos absolutos de PIB. Na prática, isso significa que o brasileiro médio está mais pobre que a média mundial, mesmo em um país com potencial agrícola, industrial e energético expressivo. Essa distorção é o reflexo de uma economia desequilibrada, concentrada e dependente de políticas de transferência.

É nesse cenário que Lula prepara seu discurso de reeleição: o de protetor dos pobres frente a uma elite vista como insensível e contrária às conquistas sociais. Programas como o Bolsa Família, que hoje atende mais de 21 milhões de famílias com benefícios de no mínimo R$ 600 mensais, serão o eixo central da narrativa governista. O recado é direto: “se Lula cair, os benefícios caem juntos”.

Essa estratégia tem precedente. Em 2006, 2010 e 2014, o PT conseguiu ampliar sua base política nas regiões mais pobres do país, associando sua permanência no poder à continuidade dos programas sociais. Agora, com a volta de Lula, esse modelo ganha nova roupagem, mais agressiva: com um discurso polarizado que confronta diretamente “ricos contra pobres” e responsabiliza a oposição por tentar impedir que o governo “cuidasse dos mais necessitados”.

A retórica é simples, porém potente: “eles querem cortar, nós queremos cuidar”. E ganha força em um contexto de impasse fiscal, onde qualquer proposta de contenção de gastos é facilmente interpretada como ataque aos mais vulneráveis.

Contudo, a oposição também contribui, mesmo que involuntariamente, para esse quadro. Sem apresentar um projeto claro de superação da pobreza, desenvolvimento produtivo e mobilidade social, seus parlamentares — muitas vezes divididos — acabam cedendo à pressão popular e votando a favor da ampliação de benefícios sociais, com receio do custo político de se opor. O resultado é um ciclo em que, na prática, a oposição alimenta o mesmo cenário que fortalece eleitoralmente Lula no Congresso Nacional.

Além disso, Lula encontrou uma nova oportunidade de agregar o povo em torno de si diante das críticas recentes de Donald Trump ao Brasil e aos Brics, uma postura que desperta o sentimento de união patriótica e reforça sua liderança diante de ataques externos.

Enquanto isso, o Brasil empobrece. A dívida pública se aproxima de 80% do PIB, os juros continuam altos para conter a inflação alimentada pelo gasto público, e a produtividade segue em baixa. Benefícios como o Bolsa Família aliviam a miséria, mas não resolvem suas causas. Pior: sua expansão contínua sem contrapartida produtiva gera dependência estrutural.

A verdade incômoda é que o país está diante de um dilema: transformar a proteção social em ponte para a autonomia produtiva ou manter-se preso ao ciclo da pobreza financiada pelo Estado. Lula escolheu a segunda via, ao menos enquanto durar sua aposta eleitoral.

Se vencer, terá capital político para seguir nesse modelo. Mas, se perder, deixará ao próximo governo uma bomba fiscal e social de efeitos imprevisíveis, e uma população ainda mais cética em relação a qualquer promessa de futuro que não passe pela dependência do Estado.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Do campo às gôndolas: o caminho sustentável do mel amapaense


Edicleuma Santana é apicultora e empresária em Macapá (AP). À frente da ‘Colmeiamazon’, ela encontrou na apicultura uma forma de gerar renda enquanto preserva o meio ambiente.

“Na apicultura, você trabalha em cima da preservação, é obrigatória a preservação do ambiente para você tirar o néctar do mel”, explica Santana, que também valoriza o potencial funcional do produto.

“A gente trabalha com produtos naturais, eficientes e funcionais, que entram no organismo, promovem saúde, fortalecem o corpo e reduzem a necessidade de remédios artificiais.”

Com isso, todos os produtos são sem conservantes. O portfólio inclui o tradicional mel com própolis, um antepasto de mel com mostarda e condimentos, além de versões com pimenta e uma compota de abacaxi com gengibre, cúrcuma e mel. Assim, valoriza ingredientes regionais e os sabores amapaenses.

Além disso, Santana estuda fortalecer a cadeia produtiva no estado. “A apicultura pode se integrar em várias culturas como na produção do açaí, na produção das frutas e junto com a agricultura familiar também ela entra para fortalecer.”

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Edicleuma Santana, apicultora e empresária amapaense. Foto: Divulgação | Canal Rural

Superando desafios

Com o crescimento da produção, veio a dificuldade de escoar o mel.

“Trabalha comigo meu marido e o meu irmão. Quando a nossa produção aumentou, nós tivemos dificuldade em escoar. Foi então que procuramos o Sebrae/AP, que por meio do conhecimento, conseguimos avançar na evolução dos produtos, nas embalagens e na questão organizacional e empresarial”, conta.

Atualmente, Santana participa de feiras e eventos, muitas vezes, com o apoio do Sebrae/AP para apresentar seus produtos, e o retorno, tem sido positivo.

Mais do que oferecer um alimento saudável, Santana mostra que é possível empreender com propósito, cuidando das pessoas e do meio ambiente ao mesmo tempo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Frio, geadas e chuvas afetam rebanhos bovinos


As condições climáticas adversas registradas nas últimas semanas no Rio Grande do Sul, com frio intenso, geadas e excesso de chuvas, têm provocado prejuízos à bovinocultura. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (3), os impactos incluem perda de peso dos animais, piora na condição corporal e até óbitos por desnutrição em regiões mais afetadas.

“Nas áreas mais críticas, os produtores relatam mortes de animais e dificuldades no manejo, o que exigiu a adoção de medidas emergenciais, como suplementação alimentar e adaptação dos sistemas produtivos”, informou a Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Bagé, especialmente em São Gabriel, observou-se grande número de vacas e terneiros com baixa condição corporal. Em alguns casos, já há registros de mortes por desnutrição. Em Itaqui, mesmo nas áreas com pastagens cultivadas de inverno, os produtores não conseguem concluir a terminação dos lotes. Em Manoel Viana, os prejuízos foram ampliados pela destruição de cercas em decorrência das enchentes, comprometendo o manejo dos animais.

Em Caxias do Sul, os rebanhos criados em sistema extensivo sofreram perdas de peso. Já os animais que recebem suplementação mantiveram a condição corporal. A região também enfrenta dificuldades para monitorar vacas gestantes devido ao excesso de chuva. Em Erechim, embora o estado nutricional dos animais esteja, em geral, dentro dos parâmetros técnicos, há perda de peso em sistemas com alta lotação e limitação de pasto. Terneiros desmamados estão sendo direcionados para recria, enquanto novilhas e vacas vazias seguem para terminação.

Em Frederico Westphalen, o frio e a umidade têm comprometido o conforto térmico dos rebanhos, com reflexos no ganho de peso. Em Passo Fundo, a redistribuição dos animais para áreas de campo nativo não foi suficiente para evitar a perda de escore corporal. A baixa disponibilidade de forragem e o manejo dificultado pelas chuvas intensas são apontados como causas principais.

A situação em Pelotas é mais controlada. Apesar do desconforto gerado pelo clima, os animais mantêm boas condições corporais e sanitárias. A suplementação com sal mineral proteinado está sendo usada para preservação nutricional, e as gestações seguem em andamento. O mercado de exportação de terneiros está aquecido, e os remates em Canguçu foram adiados devido ao clima.

Em Santa Rosa, os produtores iniciaram as terminações em confinamento. Nos sistemas a pasto, o peso dos bovinos caiu, embora o escore corporal ainda esteja considerado adequado. Já em Soledade, a escassez de forragem tem levado os animais a se deslocarem mais, intensificando o pisoteio, a compactação do solo e a formação de barro, o que compromete o desenvolvimento do campo.





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AgroNewsPolítica & Agro

Laranja precoce movimenta mercados locais



Colheita de laranjas avança em Passo Fundo com boas perspectivas




Foto: Pixabay

As atividades de colheita das variedades precoces de laranja Rubi e Salustiana seguem em andamento na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo. Já as variedades tardias, como Valência e Folha Murcha, entraram em fase inicial de maturação. A informação consta no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (3).

Segundo o boletim, os citricultores mantêm o manejo fitossanitário com aplicações preventivas contra doenças como pinta-preta e cancro-cítrico, além do controle de pragas como mosca-branca e mosca-das-frutas. Também são realizadas adubações com cloreto de potássio e o plantio de cobertura vegetal no solo. Nos pomares em formação, as práticas incluem poda de formação e remoção de ramos malformados ou doentes.

“A expectativa é de produtividade satisfatória”, informou a Emater/RS-Ascar. A colheita das laranjas precoces é direcionada ao consumo in natura, com comercialização em mercados locais e regionais. A maior parte da produção, no entanto, é destinada à indústria.

Os preços pagos aos produtores variam entre R$ 1,00 e R$ 1,40 por quilo, o que tem estimulado a perspectiva de ampliação da área plantada, impulsionada pelo bom desempenho comercial registrado na safra anterior.





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Frente fria se afasta e deixa rastro de pancadas de chuva



Frente fria se afasta do Sul, mas frio não abandona os estados da Região. No Nordeste, tempo segue instável em toda a costa leste, trazendo pancadas de chuva de moderada intensidade. Confira a previsão para o Brasil inteiro:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A frente fria se afasta do Sul do país, mas o transporte de umidade do oceano para o continente favorece a chuva no litoral do Paraná. As demais áreas da Região têm tempo firme com predomínio de sol. Contudo, as temperaturas ficam baixas, especialmente ao amanhecer, devido à influência do ar frio. Os termômetros seguem em patamares amenos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, enquanto no norte do Paraná se elevam um pouco mais.

Sudeste

Na quarta-feira, uma frente fria de fraca intensidade atua no oceano, favorecendo chuva fraca e isolada no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro. No norte do Espírito Santo a infiltração marítima pode provocar pancadas moderadas, enquanto as demais áreas do estado, bem como Minas Gerais, interior de São Paulo e Rio de Janeiro, tem predomínio de tempo firme. As temperaturas permanecem mais baixas ao amanhecer e esquentam um pouco mais pelo oeste e norte paulista.

Centro-Oeste

Predomínio de tempo firme e sem chuva em Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso. O sol vai aparecer desde as primeiras horas do dia, contribuindo para a elevação das temperaturas durante a tarde. Amanhece com temperaturas mais baixas no sul e sudoeste do território sul-mato-grossense. A umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30% nos três estados.

Nordeste

O tempo segue instável e com pancadas de chuva em toda a costa leste do Nordeste. Pode chover entre moderada a forte intensidade no sul e litoral norte da Bahia, e entre Sergipe, Alagoas e Pernambuco. Na Paraíba e no Rio Grande do Norte a chuva é mais isolada, e no norte do Maranhão e litoral do Piauí pode ocorrer precipitações moderadas. Já no interior, tempo seco e quente com baixa umidade relativa do ar nos horários de maior aquecimento.

Norte

O calor e a alta umidade continuam estimulando a formação de nuvens carregadas e as pancadas de chuva sobre a metade norte do Amazonas, em Roraima, Amapá e norte do Pará, onde pode chover com até forte intensidade. Por outro lado, o ar seco predomina em Rondônia, sul do Pará e no Tocantins, onde a umidade do ar pode atingir níveis de atenção nos horários de maior aquecimento.



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São Paulo amplia produção de biogás com resíduos da cana-de-açúcar


A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo informou sobre iniciativas voltadas à transição energética e ao fortalecimento do setor sucroenergético. Dentre os destaques está a instalação do primeiro gasoduto destinado exclusivamente ao transporte de biometano, em Presidente Prudente. O projeto, conduzido pela empresa Nécta Gás Natural, envolve investimento de R$ 12 milhões e prevê a implantação de uma rede de 40 quilômetros, com expectativa de atender 5 mil pessoas e 58 estabelecimentos. O fornecimento do gás será feito pela Usina Cocal, localizada no município de Narandiba, próximo à região.

A iniciativa integra um conjunto de medidas voltadas à transição energética no estado de São Paulo. Entre elas, está o licenciamento ambiental das plantas de produção de biocombustíveis do setor sucroenergético, apresentado em 2024 pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, por meio da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB).

O estado conta com cerca de 5,5 milhões de hectares cultivados com cana-de-açúcar e mantém-se como principal produtor nacional. Resíduos da cultura, como bagaço, vinhaça, palha e torta de filtro, são utilizados na geração de biogás. Após purificação, esse biogás se transforma em biometano, combustível com composição semelhante à do gás natural.

Parte desse avanço se deve ao trabalho desenvolvido pelo Instituto Agronômico (IAC-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O Programa Cana IAC, que completa 30 anos em 2024, promoveu o desenvolvimento de variedades mais produtivas e resistentes, além de tecnologias de manejo e ações em melhoramento genético, impulsionando o setor sucroenergético paulista.

Estudo conjunto da Fiesp e do Governo do Estado aponta que a produção de biometano pode alcançar 6,4 milhões de metros cúbicos por dia, frente aos atuais 0,4 milhão, o que representa o potencial de suprir até 40% da demanda de gás natural em São Paulo. O estudo estima ainda a criação de até 20 mil empregos diretos e indiretos, com redução de 16% nas emissões previstas nas metas climáticas estaduais.





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