domingo, maio 17, 2026

Agro

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Criação de abelhas sem ferrão gera renda sustentável para famílias no Amazonas



A criação orgânica de abelhas sem ferrão tem se consolidado como alternativa de renda sustentável para cerca de 120 famílias no Amazonas. A atividade, chamada de meliponicultura, valoriza espécies nativas do Brasil e fortalece a conservação ambiental e a economia de base comunitária, especialmente em áreas rurais.

As abelhas sem ferrão, conhecidas como melíponas, habitavam o território brasileiro antes da introdução das abelhas europeias e africanas, estas últimas responsáveis pelas chamadas abelhas africanizadas. Diferentemente das abelhas com ferrão, as nativas possuem um ferrão atrofiado e não o utilizam para defesa, agindo de forma menos agressiva e sendo ideais para manejo em áreas residenciais ou de preservação ambiental. Entre as espécies mais comuns estão a Jataí, a Uruçu, a Mandaçaia e a Iraí.

O meliponicultor João Fernandes, meliponicultor há mais de 20 anos, lidera uma iniciativa que conecta conservação e geração de renda no quilômetro 5 da rodovia AM-070, no meliponário. A história começou a partir do contato com colmeias encontradas na lenha utilizada na olaria do pai. Com formação técnica e dedicação à causa, João passou a coletar e cuidar dessas abelhas, transformando o que era apenas um resgate em um projeto estruturado.

Famílias da região

Atualmente, o meliponário atua com um banco de matrizes, onde são mantidas e reproduzidas colônias de mais de 20 espécies de abelhas. O foco principal está na multiplicação dos enxames, que são repassados a moradores da região interessados na atividade. Esses criadores ficam responsáveis pela produção de mel, própolis e pólen, enquanto João realiza a compra dos produtos durante a safra. O modelo garante autonomia aos parceiros locais e um mercado estável para o escoamento da produção.

Entre as espécies mais produtivas da região estão a Jandaíra e as uruçus, como a Melipona interrupta e a Melipona seminigra. Essas abelhas respondem por grande parte do mel comercializado, enquanto outras espécies são direcionadas à produção de própolis e pólen. A estrutura do meliponário inclui ainda experimentos com suplementação alimentar para acelerar o desenvolvimento das colônias, permitindo até quatro reproduções por ano, número significativamente superior ao ciclo natural.



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Adab e PM apreendem 1,5 t de carne clandestina na Bahia


A Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), com apoio da Polícia Militar, apreendeu 1,5 tonelada de carnes e miúdos bovinos provenientes de abate clandestino, durante operação deflagrada na última semana em diversos municípios do sul do estado.

A ação de combate a práticas ilegais, que colocam em risco a saúde pública e o meio ambiente, foi realizada após denúncias anônimas que indicavam a realização de abates irregulares em propriedades não autorizadas.

Na ação, os agentes percorreram localidades nos municípios de Aurelino Leal, Itapitanga, Canavieiras e Una, onde identificaram pontos de abate clandestino e armazenamentos inadequados de produtos de origem animal.

Segundo a médica veterinária da Adab, Lorena Silva, que participou das inspeções, foram encontrados cerca de 1.500 quilos de carnes e vísceras de bovinos em condições impróprias para o consumo humano.

“Os produtos estavam sendo manipulados e armazenados sem qualquer controle sanitário, em ambientes insalubres e sem refrigeração adequada, o que representa grave ameaça à saúde da população”, informa.

Além das irregularidades sanitárias, a equipe de fiscalização flagrou o descarte inadequado de resíduos provenientes dos abates às margens de um curso d’água.

apreesão de carne clandestina; adabapreesão de carne clandestina; adab
Foto: Divulgação/Adab

Vale ressaltar que a prática configura crime ambiental, e o responsável foi detido em flagrante pelas autoridades, sendo conduzido à delegacia para os devidos procedimentos legais.

Contudo, segundo o órgão, operações como essa são fundamentais para coibir atividades ilícitas que comprometem a segurança alimentar e o equilíbrio ambiental.

Denúncia

A agência reforça a importância da denúncia por parte da população e alerta sobre os riscos do consumo de carnes adquiridas em estabelecimentos irregulares e sem o selo de inspeção municipal, estadual ou federal.

Além disso, a carne apreendida foi destruída nas graxarias de dois matadouros do Serviço de Inspeção Estadual (SIE), conforme os protocolos sanitários vigentes.

Por fim, a Adab também informou que segue intensificando as ações de fiscalização em toda a região, com o objetivo de garantir alimentos seguros e preservar a saúde pública.


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Sorgo ganha ‘protagonismo’ na Bahia com alta de 40% na safra



A safra 2024/25 de sorgo na Bahia registra um crescimento de quase 40% em relação ao ciclo anterior, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A produção estimada é de 728 mil toneladas, com aumento de 5% na área plantada, que chega a 206 mil hectares. O avanço da cultura, historicamente usada na rotação com a soja e na alimentação animal, agora ganha força com a crescente demanda por biocombustíveis.

No oeste baiano, o sorgo começou como uma alternativa para preservar o solo na entressafra, sem foco direto no lucro. Com o passar dos anos, os produtores perceberam o potencial da cultura e aprimoraram o manejo. Técnicas e ferramentas usadas na soja passaram a ser aplicadas também ao sorgo, que hoje já contribui para o custeio da oleaginosa em diversas propriedades da região.

O interesse pela cultura tem aumentado especialmente diante da possibilidade de uso do grão como matéria-prima para a indústria de etanol. Além do valor na ração de aves e bovinos, o sorgo tem recebido investimentos em novas tecnologias, como híbridos mais produtivos e tolerantes a herbicidas. Em áreas irrigadas, a expectativa de produtividade chega a 160 sacas por hectare. No sequeiro, mesmo com menos chuva, a projeção é de cerca de 70 sacas.

A instalação de uma biorrefinaria em Luís Eduardo Magalhães fortalece ainda mais esse cenário. A planta industrial deve processar até 1 milhão de toneladas de grãos, entre sorgo e milho, com uma produção estimada de até 460 milhões de litros de etanol. A expectativa é de que a estrutura traga mais segurança ao produtor e contribua para a formação de preços e incentivando novos investimentos.



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Georreferenciamento rural: o “RG” que sua fazenda precisa ter


Com o prazo final se aproximando para a regularização de imóveis com até 25 hectares, o georreferenciamento se consolida como uma exigência indispensável para a gestão moderna da propriedade rural. Quer saber se seu imóvel precisa ser georreferenciado e evitar dores de cabeça futuras? Assista ao vídeo e entenda todos os detalhes!

Apelidado de “RG da fazenda”, esse processo técnico confere identidade oficial ao imóvel ao mapear, com precisão, seus limites e localização.

Segundo o advogado Pedro Puttini Mendes, especialista em direito agrário e ambiental, o georreferenciamento não é exigido de forma automática para todos os imóveis.

Ele se torna obrigatório somente quando o produtor realiza alterações na matrícula do imóvel, como em casos de venda, doação, inventário, desmembramento, correção de área ou busca por financiamento. No entanto, se antecipar pode evitar dor de cabeça e custos extras no futuro.

O que é o georreferenciamento e como funciona

Satelite. Foto: Canva
Satelite. Foto: Canva

O processo substitui as antigas descrições imprecisas — como “da pedra até o córrego” — por coordenadas exatas de latitude e longitude, seguindo normas do Incra.

O trabalho é feito por engenheiros agrimensores e técnicos habilitados que usam GPS de alta precisão para realizar o levantamento.

Com os dados em mãos, são elaborados a planta e o memorial descritivo da propriedade, que passam por validação no Sistema de Gestão Fundiária (Sigef) do Incra.

Após a aprovação, o produtor recebe o certificado, que deverá ser apresentado ao cartório sempre que houver movimentação documental.

Entenda os prazos e quando o georreferenciamento é obrigatório

Propriedade rural. Foto: Canva
Propriedade rural. Foto: Canva

O cronograma para obrigatoriedade foi estabelecido pelo Decreto 4.449/2002. Para propriedades menores de 25 hectares, o prazo limite é 20 de novembro de 2025. No entanto, a exigência vale somente se houver necessidade de atualizar a matrícula no cartório.

Ou seja, se o produtor não for realizar venda, herança ou qualquer alteração, não há necessidade imediata. No entanto, deixar para depois pode gerar entraves, já que a alta demanda perto do prazo pode encarecer e atrasar o processo.

Por que vale a pena antecipar o processo?

Produtor rural. Foto: Canva
Produtor rural. Foto: Canva

Mesmo que o georreferenciamento não seja obrigatório neste momento, ele oferece vantagens estratégicas:

  • Valorização do imóvel: Propriedades com certificado tendem a valer mais.
  • Prevenção de conflitos: Evita disputas com vizinhos por divisas mal definidas.
  • Facilidade no crédito rural: Bancos exigem a documentação para liberar recursos.
  • Segurança jurídica: Garante proteção patrimonial ao produtor e à família.

Além disso, imóveis com matrícula regularizada ganham credibilidade no mercado e são vistos como ativos sólidos por compradores e instituições financeiras.

Planeje agora e evite correrias em 2025

A recomendação do especialista é simples: não deixe para a última hora. Procure um profissional habilitado, avalie a situação da sua matrícula e providencie os documentos necessários.

O planejamento antecipado é o caminho mais seguro para preservar o valor e a legalidade do seu patrimônio rural.



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Governo do RS promove encontro para debater inovação no agro



O governo do estado do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), promoverá o encontro do Centro de Inteligência do Agronegócio (Centro Agro) no próximo dia 24 de julho. O evento está com as inscrições abertas e será realizado no auditório do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

A iniciativa é desenvolvida em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e com a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), e integra a agenda de entregas prioritárias do governo estadual para o setor.

Objetivo do evento

Segundo o secretário-adjunto da Sict, Mário Augusto Gonçalves, o objetivo é transformar o Centro Agro em uma referência regional. “É fundamental desenvolvermos políticas públicas inovadoras para o agronegócio, e o Centro Agro está inserido nesse contexto. O agro está na vida dos gaúchos e vamos trabalhar para que essa iniciativa se torne referência não só no Brasil, mas na América Latina”, afirma.

Para o chefe de gabinete da Seapi, Joel Maraschin, o centro deve ser uma ferramenta estratégica para pensar o futuro da produção agropecuária gaúcha. “É o uso da ciência e da tecnologia para o melhoramento da produtividade do Estado, com base de dados e avaliações científicas para que possamos melhorar, ainda mais, a qualidade dos nossos produtos, aumentar a área de produção e a produtividade, revertendo em bons resultados na economia e no PIB”, destaca.

O diretor-geral da SDR, Romano Scapin, também celebrou a retomada do projeto. “Estamos entusiasmados com a retomada do projeto Centro Agro, uma iniciativa estratégica que tem como objetivo mapear, valorizar e impulsionar as ações inovadoras que nascem no campo e fazem do agronegócio uma das principais forças do desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Trata-se de reunir, em um só espaço, as diversas iniciativas de inovação no setor, fortalecendo a conexão entre tecnologia, produção e sustentabilidade”, pontua.



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AgroNewsPolítica & Agro

Cacau baiano movimenta US$ 254 milhões no semestre



Exportações de chocolate da Bahia crescem 41%




Foto: Canva

No Dia Mundial do Chocolate, comemorado no dia 7 de julho, a Bahia celebra avanços significativos na produção e exportação de cacau e seus derivados. Segundo dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri-BA), o estado lidera a produção nacional e registrou crescimento de 41,32% nas exportações no primeiro semestre de 2025, somando US$ 254 milhões em receita.

A secretária da pasta, em nota divulgada nesta segunda-feira, afirmou que “a Bahia reafirma sua posição estratégica no mercado global de chocolate, combinando tradição e inovação na produção de derivados do cacau”. O estado tem como principais destinos de exportação países como Argentina, Estados Unidos, Chile e Holanda.

A qualidade do chocolate baiano tem ganhado destaque internacional. Em 2024, marcas vinculadas ao Consórcio Cabruca, que reúne produtores do Sul da Bahia, conquistaram 15 medalhas na Academy of Chocolate, em Londres, uma das premiações mais prestigiadas do setor.

A combinação entre técnicas tradicionais de cultivo e práticas modernas de produção tem garantido reconhecimento crescente para os produtos baianos. Segundo a Seagri, o desempenho nas exportações reflete esse esforço conjunto de produtores, cooperativas e instituições de apoio técnico.

 





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Comer ovo pode reduzir risco de Alzheimer



Comer ovo com frequência pode trazer benefícios surpreendentes para o cérebro. Um estudo publicado no The Journal of Nutrition revelou que idosos que consumiam mais de um ovo por semana apresentaram 47% menos risco de desenvolver Alzheimer durante quase sete anos de acompanhamento.

A pesquisa analisou mais de mil participantes com idade avançada e identificou uma correlação relevante entre o consumo regular de ovos e a redução de alterações cerebrais associadas à doença. O destaque vai para a colina, um nutriente presente em abundância na gema do ovo e fundamental para a função cognitiva.

Colina: o nutriente que protege o cérebro

A colina é um composto essencial na formação da acetilcolina, um neurotransmissor responsável pela memória e aprendizado. Segundo os pesquisadores, 39% do efeito protetor observado contra o Alzheimer foi diretamente atribuído à ingestão desse nutriente.

Além disso, exames de imagem realizados em parte dos participantes mostraram menor presença de placas beta-amiloides e emaranhados neurofibrilares – alterações típicas do Alzheimer – entre os consumidores frequentes de ovos.

“A colina é um nutriente essencial para o funcionamento dos neurônios. Ela atua na estrutura das células cerebrais e na comunicação entre elas”, destaca o estudo.

Ovo é acessível, funcional e aliado da longevidade

Embora o estudo seja observacional, ou seja, sem comprovação de causa e efeito, ele reforça evidências anteriores que já apontavam o ovo como um alimento funcional. Além de acessível e versátil, o ovo tem ganhado espaço em pesquisas científicas sobre nutrição e saúde mental.

O que dizem os especialistas? Assista no Interligados

No quadro Criar é Ciência, do Interligados, os detalhes desse estudo foram explicados de forma clara e acessível.

🎥 Assista ao vídeo completo:
🔗 Clique para ver no YouTube

5 motivos para manter o ovo no cardápio

  1. Rico em colina, essencial para memória e cognição
  2. Fonte de proteína de alta qualidade
  3. Acessível para todas as faixas de renda
  4. Versátil e fácil de preparar
  5. Alimento funcional reconhecido por estudos científicos

Referências:

The Journal of Nutrition, 2024.

Quadro Criar é Ciência – Interligados (Canal Rural).



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Feriado com instabilidade e chuva no Norte do país; confira a previsão para esta quarta-feira



A quarta-feira (9) será marcada pela continuidade da chuva em áreas do Norte e da faixa leste do Nordeste. Os maiores volumes são esperados no norte de Roraima, Amapá e também no norte do Amazonas, com pancadas que podem ocorrer a qualquer momento do dia. Saiba tudo sobre a previsão do tempo:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

O tempo no Brasil

Por outro lado, o tempo firme predomina em praticamente o restante do país. As regiões em que o sol aparece com mais força são aquelas em tons de amarelo e laranja nos mapas meteorológicos, o que inclui grande parte do Centro-Oeste, Sudeste e interior do Nordeste. Nessas áreas, a temperatura deve subir bastante ao longo da tarde.

Em cidades como Cuiabá, os termômetros devem chegar aos 31 °C. Em Palmas, a máxima pode alcançar os 33 °C. Já em Dourados e no sul de Mato Grosso do Sul, a previsão indica cerca de 25 °C, com uma elevação discreta nas temperaturas em relação aos últimos dias.

No Sul do Brasil e no sul do estado de São Paulo, o tempo também segue estável, mas as máximas ainda são mais amenas. Apesar de uma leve elevação, o calor ainda não se instala nessas regiões, que continuam sob influência de massas de ar mais frio.

Durante a semana

Ao longo da semana, o padrão de distribuição da chuva deve continuar semelhante, com instabilidades concentradas principalmente no Norte e na faixa leste nordestina. As demais regiões seguem com tempo seco, o que favorece o andamento da colheita do milho segunda safra e também do algodão.

A previsão ainda alerta para a queda acentuada da umidade relativa do ar em diversas áreas do interior do país, exigindo atenção com a saúde e o bem-estar de pessoas e animais, além de cuidados especiais com a produtividade na pecuária, especialmente em relação ao ganho de peso dos animais.



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Casos de raiva em morcegos ‘acendem’ alerta no DF



Dois morcegos encontrados no Distrito Federal testaram positivo para a raiva, segundo informações divulgadas pela Secretaria de Saúde. Os animais foram recolhidos nas regiões de Planaltina e Sobradinho, nos dias 2 e 5 de julho. Ambos pertencem à espécie Artibeus lituratus, conhecida como morcego-da-cara-branca, que se alimenta de frutas.

De acordo com a Agência Brasil, não houve registro de exposição humana. Os morcegos tiveram contato apenas com cães, mas as autoridades seguem em estado de alerta. A raiva é uma doença extremamente letal, com quase 100% de taxa de mortalidade. Por isso, o governo do Distrito Federal vai reforçar ações de vigilância, prevenção e controle. Entre as medidas está a instalação de armadilhas para captura e monitoramento de morcegos nas áreas afetadas.

População também em alerta

A população também deve redobrar os cuidados. A recomendação é que qualquer contato com morcegos, vivos ou mortos, seja comunicado imediatamente à equipe de zoonoses, pelos telefones (61) 3449-4432 ou 3449-4434, ou ainda pelo Disque Saúde no número 160. Não se deve, em hipótese alguma, tocar ou tentar recolher os animais.

Entre as principais orientações da Secretaria de Saúde estão as seguintes:

  • Manter a vacinação anual de cães e gatos em dia, participando das campanhas promovidas pela secretaria;
  • Evitar alimentar, tocar ou abrigar animais silvestres, já que não é possível saber se estão saudáveis ou infectados;
  • Em caso de mordida ou arranhão causado por morcegos, animais silvestres ou desconhecidos, lavar o ferimento com água e sabão imediatamente e procurar a unidade de saúde mais próxima.

A Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural também realiza o acompanhamento da vacinação de rebanhos, especialmente em áreas rurais.

A doença

A raiva é causada por um vírus do gênero Lyssavirus que afeta o sistema nervoso central de mamíferos, inclusive seres humanos. A infecção ocorre por meio do contato com saliva contaminada, geralmente por mordidas, arranhões ou lambidas de animais doentes.

Quando o vírus atinge o sistema nervoso, ele se multiplica de forma rápida e causa uma encefalite grave e fatal. Não há tratamento eficaz comprovado. Existem apenas alguns casos raríssimos de cura em todo o mundo, todos com sequelas neurológicas permanentes.



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Feno com braquiária e panicum? Dá certo e pode turbinar sua fazenda!


Produzir feno com braquiária e panicum é não só possível como estratégico. A afirmação é do zootecnista Mauricio Scoton, professor da Universidade do Agro de Uberaba (Uniube), em mais uma participação no quadro “Dicas do Scoton” do programa Giro do Boi. Quer saber como implementar essa técnica na sua propriedade e garantir comida para o gado na seca? Assista ao vídeo abaixo e veja as dicas.

Ele apresentou o exemplo da Fazenda Santa Rita, do grupo Agrossol, em Parnaguá (PI), onde o capim Zuri, um tipo de Panicum, vem sendo usado com sucesso para fenação, mesmo em região com menos de 1.200 mm de chuva ao ano.

A propriedade planeja expandir a área de feno em mais 50 hectares, tanto para garantir alimentação no período seco quanto como fonte de renda extra, com a venda do material.

Manejo e adubação: a inteligência por trás do feno

Rolos de feno pela pastagem. Foto: Canva
Rolos de feno pela pastagem. Foto: Canva

Além da colheita do feno, Scoton ressalta a importância de planejar a adubação da área para garantir recuperação rápida.

O ideal, segundo ele, é adubar em setembro ou outubro, logo no início das chuvas. Isso permite usar a área de feno como primeira a receber o rebanho, garantindo descanso para outros piquetes.

Essa estratégia é chamada de “sequestro de pasto” — um manejo altamente eficaz que contribui para reduzir a pressão sobre áreas tradicionais e pode permitir, inclusive, uma segunda colheita de feno.

Feno é solução para alta lotação e mais bezerros

Trator com rolo de feno pela pastagem. Foto: Canva

Scoton explica que, especialmente em fazendas de cria, o feno tem papel central para manter alta lotação e aumentar a produção de bezerros.

“Mais comida estocada significa mais vacas, mais bezerros, mais faturamento”, resume o especialista.

Em locais com chuvas escassas, como o semiárido do Piauí, o feno é uma alternativa viável à silagem, por exigir menos estrutura para produção e armazenamento. Mesmo com custos variáveis mais altos, o investimento se paga pela produtividade extra que gera.

Aprenda a calcular a quantidade de feno ideal

Rolos de feno pela pastagem. Foto: Canva
Rolos de feno pela pastagem. Foto: Canva

Para saber quanto feno produzir, Scoton ensina um cálculo prático baseado no número de animais que ficarão sem pasto na seca:

  1. Quantos animais? (ex: 200 vacas)
  2. Quantos dias de seca? (ex: 120 dias)
  3. Multiplique: 200 x 120 = 24.000 diárias
  4. Consumo diário por animal: (ex: 10 kg/dia)
  5. Total necessário: 24.000 x 10 kg = 240.000 kg de feno
  6. Produtividade da área: (ex: 6.000 kg/ha)
  7. Área necessária: 240.000 ÷ 6.000 = 40 hectares

Esse cálculo ajuda a evitar surpresas no período seco e permite ao produtor se planejar com precisão.

Planejamento e inovação fazem a diferença no campo

Produzir feno com braquiárias e panicuns, como o capim Zuri, é uma alternativa viável e rentável até em regiões com menos chuvas.

O segredo está no manejo estratégico, adubação eficiente e planejamento antecipado. Como reforça Scoton, “o pasto conservado é o que garante o desempenho da fazenda na seca — não dá pra contar só com o tempo”.

Quer tirar dúvidas ou fazer seu cálculo de área? O especialista está disponível no Instagram para orientar produtores de todo o país. A tecnologia e o conhecimento estão aí: cabe ao pecuarista usar a seu favor e produzir mais com o que tem.



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