segunda-feira, março 23, 2026

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Caso estados não zerem ICMS, governo tomará novas medidas para conter alta do diesel


diesel combustivel - icms
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

No primeiro pronunciamento como ministro da Fazenda, Dario Durigan, que assumiu o cargo na última sexta-feira (20), disse que o governo federal prepara medidas alternativas para conter a alta do diesel, caso os estados não aceitem a proposta de desoneração do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação do combustível.

Durigan ressaltou que a equipe econômica não ficará inerte diante da crise provocada pela guerra no Oriente Médio e seus impactos nos preços.

“Não deixaremos de apresentar outras medidas assim que necessário”, afirmou

Estados

O Ministério da Fazenda propôs nesta semana a isenção do ICMS sobre o diesel importado até o fim de maio, com compensação de 50% das perdas de arrecadação por parte da União.

O custo estimado da medida é de cerca de R$ 3 bilhões por mês. Segundo o ministro, apenas um governador respondeu formalmente até o momento.

“Somente o governador do Piauí deu retorno, concordando com a desoneração”, disse.

Durigan classificou a proposta como “generosa”, destacando o esforço do governo federal em dividir o impacto fiscal com os estados.

Medidas

O ministro afirmou que outras ações já estão em curso para conter os efeitos da alta dos combustíveis. Entre elas, citou o reforço na fiscalização, ajustes na tabela de frete e a desoneração de tributos federais como PIS/Cofins sobre o diesel.

Também mencionou a possibilidade de novas intervenções, dependendo da evolução do cenário internacional.

“Temos uma série de medidas que podem ser adotadas a depender de para onde for essa guerra e o preço dos combustíveis”, afirmou.

Durigan avaliou que houve uma redução da tensão com caminhoneiros após o anúncio das medidas iniciais, em meio a rumores de paralisação da categoria.

“Vimos um distensionamento, pelo menos em primeira aproximação”, disse.

Continuidade

O novo ministro também ressaltou que sua gestão dará continuidade ao trabalho de Fernando Haddad, de quem foi secretário-executivo.

“O trabalho sob a minha condução será de continuidade da gestão do ministro Fernando Haddad, com projetos aprovados e distorções corrigidas”, afirmou.

Prioridades

Entre as prioridades, Durigan destacou o avanço do ajuste fiscal, a revisão de benefícios tributários e a melhoria da eficiência do gasto público.

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Caruru-gigante: SP publica regras para trânsito de máquinas; confira


Foto: Gilberto Marques.
Foto: Gilberto Marques.

Em continuação aos trabalhos de prevenção, controle e erradicação do Amaranthus palmeri, conhecido como caruru-gigante, a Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo publicou nessa semana uma portaria que estabelece regras para o trânsito de máquinas, implementos agrícolas e veículos transportadores.

Segundo a norma, a limpeza técnica passa a ser obrigatória após o uso em campo e antes de qualquer deslocamento entre propriedades, municípios ou estados. Ela envolve, também, a remoção de solo, restos vegetais e sementes que possam estar aderidos aos equipamentos.

O responsável pela limpeza será o proprietário, arrendatário ou responsável legal pelo equipamento. Caso não seja possível identificar o responsável, a obrigação passa ao condutor do veículo transportador.

Fiscalização será ampliada

A Defesa Agropecuária informou que as ações de fiscalização serão direcionadas principalmente a áreas de produção de soja, milho e algodão. Em caso de irregularidades, poderão ser aplicadas autuações, além da determinação de retorno do equipamento à origem.

“A partir de agora daremos início aos trabalhos de operação das ações de fiscalização com o intuito de prevenir que novos focos surjam no Estado de São Paulo. Também estão previstas reuniões técnicas com o setor produtivo, com o objetivo de apresentar e discutir a Portaria”, afirmou Marileia Ferreira, chefe do Programa Estadual de Pragas Quarentenárias Presentes, em comunicado.

Regras também valem para transporte de grãos

A norma também estabelece medidas para o transporte de grãos e produtos agrícolas a granel provenientes de áreas com ocorrência da praga. Entre elas estão a limpeza externa dos veículos e a cobertura adequada da carga.

As medidas entram em vigor 15 dias após a publicação da portaria.

Praga considerada quarentenária

O Amaranthus palmeri é classificado como praga quarentenária e possui capacidade de competição com culturas agrícolas. Segundo a Defesa Agropecuária, o plano estadual inclui ações para reduzir a disseminação por meio do trânsito de máquinas, movimentação de solo e transporte de cargas.

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Brasil reforça papel global no Dia da Agricultura


O Brasil celebra nesta sexta-feira (20) o Dia Mundial da Agricultura consolidado como um dos principais produtores e exportadores de alimentos do mundo. O setor é responsável por abastecer o mercado interno e contribuir para a segurança alimentar global, com atuação coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais indicam que, em 2025, o agronegócio brasileiro somou US$ 169,2 bilhões em exportações, respondendo por 48,5% das vendas externas do país. Produtos como soja, milho, açúcar, algodão e suco de laranja figuram entre os principais itens comercializados, com o Brasil ocupando posição de destaque em diversas cadeias produtivas.

A Secretaria de Política Agrícola projeta que a safra 2025/26 alcance 353,4 milhões de toneladas de grãos, o que representa um recorde. Segundo a pasta, o país atende cerca de 10% da população mundial, reforçando seu papel no abastecimento global. No caso do café, o Brasil mantém a liderança na produção e exportação, com cerca de 40 milhões de sacas embarcadas anualmente, volume equivalente a aproximadamente 35% do consumo mundial.

O desenvolvimento da agricultura tropical brasileira tem como base estudos conduzidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, que contribuíram para ganhos de produtividade e competitividade no setor.

O Mapa destaca que atua na formulação e execução de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção, com foco em regulação, inovação e acesso a mercados. Entre os instrumentos estão as ações de defesa agropecuária e programas de apoio à comercialização, como a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), além de mecanismos de financiamento, estímulo à armazenagem e equalização de preços.

No Plano Safra 2025/2026, foram destinados R$ 516 bilhões ao setor agropecuário. As ações também incluem incentivo a práticas sustentáveis, ampliação de mercados internacionais e oferta de crédito rural.

Segundo o ministério, o sistema de defesa agropecuária atua na prevenção e no controle de pragas e doenças, além da fiscalização de resíduos, garantindo a qualidade dos alimentos. As políticas coordenadas pela Secretaria de Defesa Agropecuária estabelecem padrões e monitoramento contínuo, com foco na rastreabilidade e na segurança dos produtos ao longo da cadeia produtiva.





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O plano que pode mudar o café no Espírito Santo já está em campo


café no Espírito Santo
Foto: Incaper

O Espírito Santo vem ampliando os esforços para consolidar uma cafeicultura mais produtiva, sustentável e competitiva por meio do Projeto de Cafeicultura Sustentável. A iniciativa reúne produtividade, qualidade e responsabilidade socioambiental em uma proposta que busca fortalecer o campo, ampliar a presença dos cafés especiais e estimular práticas mais eficientes nas propriedades rurais.

Coordenado pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), o projeto foi estruturado para posicionar a cafeicultura capixaba em um patamar cada vez mais elevado de sustentabilidade, inovação tecnológica e agregação de valor.

A proposta oferece assistência técnica e extensão rural a produtores de café arábica e conilon, com atendimento voltado à realidade de cada propriedade. A partir do ingresso no programa, as áreas passam por um diagnóstico técnico baseado em indicadores de sustentabilidade alinhados a protocolos internacionais, o que permite identificar desafios, oportunidades e caminhos para aperfeiçoar o sistema produtivo.

Plano de ação individual para produtores de café

Com base nessa avaliação, é elaborado um plano de ação individualizado, com orientações que envolvem os aspectos ambiental, econômico e social da atividade.

A intenção é promover avanços no manejo da lavoura, elevar os níveis de adequação das propriedades e qualificar etapas decisivas da produção, como a colheita e o pós-colheita.

Outro eixo importante do projeto está na transferência de tecnologias para o campo. Entre as ações desenvolvidas estão unidades demonstrativas voltadas a manejo de irrigação, microterraceamento, jardins clonais, secagem de grãos e processamento de cafés especiais.

A iniciativa também estimula a capacitação contínua dos produtores por meio de dias de campo, cursos, excursões técnicas e eventos voltados à troca de experiências e à disseminação de boas práticas.

Ao unir diagnóstico técnico, acompanhamento em campo e difusão de tecnologias, o projeto reforça o papel estratégico da cafeicultura para a economia rural capixaba.

Presente em grande parte dos municípios do estado, a atividade segue como uma das bases da geração de renda, emprego e desenvolvimento no interior, agora com um olhar ainda mais atento à sustentabilidade e à competitividade.

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Clima afeta rendimento do feijão gaúcho


A colheita do feijão da primeira safra no Rio Grande do Sul entra na fase final ou já foi concluída em parte das áreas, com produtividade influenciada pelas condições climáticas registradas ao longo do ciclo. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (19) pela Emater/RS-Ascar.

De acordo com o relatório, “a cultura está em fase final de colheita ou já concluída, com desempenho produtivo condicionado, sobretudo, pelas condições climáticas registradas durante o período reprodutivo”. A restrição hídrica a partir da segunda quinzena de janeiro, associada a temperaturas elevadas, afetou principalmente as lavouras tardias localizadas no Nordeste do estado.

Apesar da redução no volume produzido, a qualidade dos grãos colhidos é considerada adequada. A entidade projeta área de 23.029 hectares e produtividade média de 1.781 quilos por hectare.

Na região administrativa de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, a colheita segue em andamento, mas com perdas associadas à menor disponibilidade de chuvas nas fases de floração e enchimento de grãos. A produtividade, inicialmente estimada em 2.400 quilos por hectare, deve ficar abaixo de 1.800 quilos por hectare.

Para o feijão da segunda safra, o desenvolvimento das lavouras varia conforme a umidade do solo e a ocorrência de chuvas. Segundo o informativo, “a segunda safra está predominantemente em estádios vegetativos e reprodutivos”, com desempenho considerado adequado em áreas com irrigação ou com precipitações mais regulares.

Em regiões onde a semeadura ocorreu sob baixa umidade, há dificuldades no estabelecimento das plantas e maior incidência de pragas favorecidas pelo clima seco. A projeção da Emater/RS-Ascar é de área de 7.774 hectares e produtividade média de 1.504 quilos por hectare.

Na regional de Ijuí, as lavouras estão majoritariamente em fase reprodutiva, com 20% em floração e 44% em formação de vagens. As condições são consideradas satisfatórias, sem sinais de déficit hídrico, devido ao uso de irrigação.

Na região de Santa Maria, as lavouras apresentam desenvolvimento favorecido pela regularidade das chuvas em fevereiro, com produtividade estimada em 1.347 quilos por hectare.

Já em Soledade, a área plantada foi reduzida para 1.101 hectares, abaixo da estimativa inicial de 1.756 hectares, em função da dificuldade de semeadura em solo seco. O relatório aponta que “a falta de chuvas tem limitado o crescimento das plantas”, além do registro de pragas como ácaros e tripes. A produtividade estimada gira em torno de 1.600 quilos por hectare, condicionada às condições hídricas nas próximas fases do ciclo.





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Citros têm safra menor no Rio Grande do Sul



Produtores intensificam manejo nos citros



Foto: Seane Lennon

Os pomares de citros no Rio Grande do Sul apresentam desenvolvimento dentro do esperado, apesar de a safra atual ser menor que a anterior. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (19) pela Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Caxias do Sul, no município de Veranópolis, os pomares mantêm capacidade produtiva satisfatória. Segundo o relatório, “os pomares estão em bom estado, com satisfatória capacidade produtiva, apesar de a safra estar menor do que a anterior”. As lavouras seguem em manejo com tratamentos fitossanitários, adubação de cobertura e roçadas. As plantas de laranja estão em fase de frutificação, com frutos medindo entre 8 e 10 centímetros de diâmetro.

Na regional de Lajeado, os produtores intensificam os tratos culturais, com foco no controle preventivo de doenças como a pinta-preta, além de roçadas e podas. O raleio de bergamota verde destinada à indústria avança, com preços em torno de R$ 14 por caixa de 25 quilos em São José do Sul e entre R$ 10 e R$ 13 em Tupandi, variando conforme o frete. De acordo com o informativo, “de modo geral, os pomares apresentam boa carga de frutos, com perspectiva favorável para a safra de laranja e bergamota”. Em São José do Sul, também avança a colheita da bergamota precoce sem sementes da variedade Okitsu, cultivada em cerca de 15 hectares, com preço médio de R$ 30 por caixa de 25 quilos.

Na região de Santa Rosa, teve início a colheita de laranja do céu e da bergamota Okitsu. As demais variedades seguem em fase de crescimento dos frutos, mas o boletim aponta que “o estresse hídrico nas áreas de solo mais raso ocasionou queda de frutos”. Também há registros de pragas e doenças, como cancro-cítrico, além da presença de cochonilhas e pulgões.

Já na regional de Soledade, foi observada ocorrência pontual de pulgões, favorecida pelo tempo seco.





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Exportação de carne de coelho cresce no país


A criação de coelhos, conhecida como cunicultura, tem ganhado espaço como atividade produtiva no Paraná, embora ainda opere em escala limitada diante do potencial de mercado. As informações constam no Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (19) pelo Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

Segundo o levantamento, o coelho, classificado como mamífero da ordem Lagomorpha, é um animal de rápido crescimento e alta capacidade reprodutiva, o que permite ciclos produtivos mais curtos. O boletim destaca que “é um animal prolífero e de rápido crescimento, o que gera um rápido ciclo produtivo”.

A carne de coelho também é apontada como diferencial no mercado. De acordo com o documento, “a carne apresenta um alto valor energético e também baixos teores de colesterol”, com teor de proteína de 28% e gordura de 10,2%, índices superiores aos observados em outras carnes como frango, bovinos e suínos.

Além da carne, a atividade permite o aproveitamento de diferentes produtos. O relatório afirma que “a cunicultura oferece várias vantagens, entre elas o fato de se poder explorar carne, peles, patas, esterco e filhotes (pet shop)”, ampliando as possibilidades de renda ao produtor.

Apesar desse potencial, a atividade ainda é desenvolvida majoritariamente de forma complementar nas propriedades. Segundo o boletim, “a maioria dos criadores de coelhos (granjas) desenvolvem a atividade paralelamente à outra principal, com pequenos plantéis”.

Os dados mais recentes indicam que a produção ainda atende, com dificuldade, o mercado interno. “Sabe-se que a produção atual mal dá para atender o mercado interno, embora se saiba que o mercado externo seja significativo e promissor”, aponta o documento, ao citar países como França, Itália e Espanha, onde o consumo é mais elevado.

No Paraná, não há um mapeamento completo da produção comercial, mas levantamentos do Deral indicam evolução ao longo dos anos. O Censo Agropecuário de 2006 registrou 54.208 coelhos no estado, enquanto o levantamento do IBGE de 2017 apontou 23.625 animais distribuídos em 2.040 estabelecimentos.

Mais recentemente, dados do próprio Deral mostram variação na atividade. Em 2023, a cunicultura gerou renda bruta de R$ 2,241 milhões no estado, com um plantel de 27.181 animais e produção de 183.198 quilos de carne. Já em 2024, a renda recuou para R$ 1,815 milhão, com 24.170 animais e abate de 145.660 quilos.

A produção está concentrada em municípios como Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão e Dois Vizinhos, que lideram tanto em número de animais quanto em volume abatido.

No mercado externo, o Brasil ampliou as exportações de carne de coelho em 2025. Segundo o sistema Agrostat Brasil, foram embarcados 14.892 quilos, com receita de US$ 33.343, crescimento de 145,5% em volume e 157,2% em valor em relação a 2024.

As vendas foram realizadas por empresas da Bahia, Pará e Maranhão, tendo como principais destinos países como Ilhas Marshall, Libéria, Singapura, Panamá e Noruega. O boletim conclui que, apesar da escala ainda limitada, a atividade reúne características que podem favorecer sua expansão, especialmente diante da demanda por proteína e da diversificação de produtos de origem animal.





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Primeiros dias do outono terão calor e chuvas irregulares


Os primeiros dias do outono astronômico no Brasil ainda devem apresentar características típicas do verão, com calor e pancadas de chuva no centro-sul do país. A informação foi divulgada pela Meteored, que aponta uma transição gradual entre as estações.

O início oficial do outono, na sexta-feira (20), será marcado por temperaturas elevadas e chuvas irregulares. Segundo a análise, “o começo oficial do outono astronômico no Brasil […] terá mais cara de verão, com temperaturas elevadas, chuvas irregulares que ocorrem em forma de pancadas e com temporais isolados no centro-sul do país”.

A explicação está na própria dinâmica das estações. “Estamos falando de um começo astronômico e não meteorológico, ou seja, as coisas não mudam rapidamente de uma hora para a outra com a mudança de data”, destaca o levantamento, indicando que as condições do outono tendem a se estabelecer ao longo das próximas semanas.

As temperaturas devem permanecer elevadas, especialmente na Região Sul e em Mato Grosso do Sul, com máximas acima dos 30°C e podendo chegar aos 40°C em áreas do Rio Grande do Sul.

No primeiro dia da estação, a previsão indica instabilidade em diversas regiões. Pela manhã, há possibilidade de chuvas mais intensas entre Minas Gerais, o norte do Rio de Janeiro e o Espírito Santo. À tarde, as pancadas ganham força, com risco de temporais isolados no Sudeste, Centro-Oeste e parte do Norte.

Já na Região Sul e no leste do Nordeste, o tempo tende a permanecer firme, com predomínio de sol e ocorrência de chuviscos apenas em áreas litorâneas.

Durante o primeiro fim de semana do outono, a instabilidade deve continuar em parte do país. O avanço de uma frente fria pelo oceano pode provocar temporais no oeste e na metade norte do Rio Grande do Sul entre sábado (21) e domingo (22). Em Santa Catarina e no sul do Paraná, também há previsão de chuvas moderadas a fortes, com trovoadas.

Outras áreas, como o Norte, o centro do Centro-Oeste, o norte do Nordeste, além de Minas Gerais e Espírito Santo, devem registrar pancadas isoladas de chuva ao longo do fim de semana.

Para o início da próxima semana, a tendência é de maior distribuição das chuvas, com possibilidade de temporais pontuais no Sul, Sudeste e em partes do Centro-Oeste, além das regiões Norte e Nordeste.

O calor segue presente nos primeiros dias da estação. Na sexta-feira (20), as temperaturas superam os 30°C em grande parte das áreas citadas, podendo alcançar 40°C no noroeste do Rio Grande do Sul. No fim de semana, os termômetros continuam elevados, com marcas entre 36°C e 40°C em cidades da região central gaúcha e da Porto Alegre e entorno.

No Nordeste, o Sertão também deve registrar temperaturas altas, com máximas próximas de 38°C. A tendência é de manutenção do calor até o início da próxima semana, com redução mais significativa das temperaturas no Sul a partir de terça-feira (24).





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Valor Bruto da Produção da agropecuária pode cair 4,8% em 2026


O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária brasileira deve alcançar R$ 1,39 trilhão em 2026, o que representa uma queda de 4,8% em relação ao ano anterior. A projeção é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e reflete, principalmente, a redução dos preços reais, além de variações na produção.

Segundo a entidade, o desempenho da agricultura deve puxar o recuo. O faturamento estimado para o segmento é de R$ 903,5 bilhões, redução de 5,9% na comparação com 2025. A soja, principal cultura do VBP agrícola, deve registrar leve queda de 0,5% no faturamento, mesmo com aumento de 3,71% na produção.

No caso do milho, a previsão é de retração mais acentuada. O VBP do grão deve cair 6,9%, influenciado pela redução de 4,9% nos preços e de 2,05% na produção. A cana-de-açúcar também deve apresentar queda no faturamento, de 5,6%, puxada pela diminuição dos preços, apesar de leve alta na produção.

Por outro lado, o café arábica aparece como destaque positivo. A expectativa é de crescimento de 10,4% no VBP, impulsionado pelo aumento de 23,29% na produção, mesmo diante da previsão de queda nos preços.

Na pecuária, o faturamento estimado é de R$ 485,3 bilhões, o que representa redução de 2,6% em relação a 2025. A carne bovina é o único produto com perspectiva de alta, com avanço de 7,6% no VBP.

Para os demais segmentos, a tendência é de recuo. As projeções indicam queda de 19,1% no faturamento do leite, 13,3% para os ovos, 10,2% para a carne suína e 5,8% para a carne de frango, refletindo a redução dos preços recebidos pelos produtores.





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Calor extremo avança e preocupa o campo



As temperaturas máximas devem superar os 35°C


As temperaturas máximas devem superar os 35°C
As temperaturas máximas devem superar os 35°C – Foto: Freepik

A perspectiva agroclimática para o Brasil indica a manutenção de temperaturas elevadas e uma distribuição irregular das chuvas entre os dias 19 e 25 de março de 2026. As informações são da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA). O cenário aponta para a predominância de uma circulação tropical com forte presença de calor e umidade atmosférica limitada em grande parte do território agrícola.

As temperaturas máximas devem superar os 35°C na maior parte das áreas produtivas, com registros acima de 40°C concentrados no sul do Cerrado e regiões adjacentes. Em contraste, o norte da Amazônia, o Nordeste e a Região Sul devem apresentar máximas inferiores a esse patamar, ainda que com presença de calor. As mínimas também seguem elevadas, acima de 20°C em grande parte do país, com quedas pontuais apenas no litoral atlântico e no Sul, especialmente em áreas do sudeste de Minas Gerais, sul do Paraná, centro de Santa Catarina e sul do Rio Grande do Sul.

No campo das precipitações, o padrão segue irregular. A maior parte da área agrícola brasileira deve registrar volumes escassos, com acumulados entre 3 e 10 milímetros. As chuvas se concentram principalmente na Amazônia, no extremo noroeste do Cerrado, no noroeste do Nordeste e em partes da Região Sul, onde os volumes podem variar de 10 a 50 milímetros, com possibilidade de eventos mais intensos no norte amazônico.

A influência de ventos marítimos deve trazer alívio temporário do calor em áreas do litoral e pontos do Sul, enquanto o interior tende a permanecer com pouca variação térmica. O quadro reforça a continuidade de condições desafiadoras para a umidade do solo em importantes regiões produtoras.

 





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