quarta-feira, março 11, 2026

Agro

News

Termômetro bate 1,8°C em SC; outros dois estados terão 100 mm de chuva em 24h


frente fria - frio intenso - inmet, baixas temperaturas
Foto: Agência Brasil

Enquanto metade do Brasil começou 2026 sofrendo com o calorão, outra parte tem convivido com o frio em pleno verão. Isso porque as serras gaúcha e catarinense foram impactadas com a primeira geada do ano. São Joaquim, em Santa Catarina, por exemplo, amanheceu com 1,8°C nesta segunda-feira (5).

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, a baixa temperatura no município foi recorde histórico para um mês de janeiro desde o início das medições, em 1955. Contudo, a partir desta próxima terça-feira (6), quem mora por lá verá os termômetros subirem gradualmente, com mínima de 11°C. Na quarta (7) e quinta (8), as mínimas serão de 14°C e 16°C, respectivamente.

“Durante praticamente esta semana inteira, a previsão é de tempo firme na Região Sul. O frio perde intensidade também no Paraná e em São Paulo, onde as mínimas já voltam a ficar entre 15°C e 18°C”, detalha.

Quanto à chuva, Müller ressalta que a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) forma um corredor de umidade que se estende do Acre ao Espírito Santo, cortando o país, o que traz alerta para níveis elevados de precipitação nos territórios mineiro e capixaba.

Assim, o centro-norte de Minas e o Espírito Santo podem receber acumulado de cerca de 100 mm nas próximas 24 horas.

O post Termômetro bate 1,8°C em SC; outros dois estados terão 100 mm de chuva em 24h apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

FPA defende reação rápida à salvaguarda chinesa sobre carne bovina brasileira


carne bovina, preços, alimentos
Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defendeu celeridade nas ações para evitar impacto elevado da salvaguarda chinesa sobre a carne bovina no mercado brasileiro.

“A FPA acompanha com preocupação a medida anunciada pela China sobre as importações de carne do Brasil. O tema já estava no radar e, agora, exige reação rápida para evitar instabilidade no mercado e efeitos no abate e na renda do produtor no início de 2026”, afirmou a bancada em nota.

A manifestação da bancada ocorre após o anúncio, na última quarta-feira (31), pelo governo chinês de que vai impor cotas específicas por país para importação de carne bovina com a aplicação de uma tarifa adicional de 55% para volumes que excederem a quantidade. A decisão foi comunicada pelo Ministério do Comércio (Mofcom) do país.

As medidas entraram em vigor na última quinta-feira( 1º) e serão implementadas por três anos até 31 de dezembro de 2028, atingindo os principais exportadores da carne bovina. O Brasil, principal fornecedor da proteína vermelha ao mercado chinês, terá uma cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas adicionais em 2026.

Na nota, a bancada agropecuária afirmou, ainda, que vai atuar “imediatamente” junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ao Itamaraty e à área de comércio exterior do governo para “abrir um canal de negociação com as autoridades chinesas e buscar soluções que preservem previsibilidade ao setor”.

A FPA disse também que solicitará um levantamento técnico sobre o fluxo recente das exportações para “embasar a estratégia brasileira e reduzir riscos de redução e desorganização de mercado”.

O post FPA defende reação rápida à salvaguarda chinesa sobre carne bovina brasileira apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Governo de MT é comunicado pela Abiove sobre fim da Moratória da Soja


Foto: Aprosoja MT

O governo de Mato Grosso foi comunicado oficialmente, nesta segunda-feira (5), sobre a decisão da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) de se desfiliar do acordo da Moratória da Soja. A medida ocorre após a regulamentação da Lei Estadual nº 12.709/2024, que entrou em vigor no dia 1º de janeiro e estabelece novos critérios para a concessão de incentivos fiscais no estado.

* Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

O governador Mauro Mendes destacou que a decisão representa uma vitória para Mato Grosso e assegura segurança jurídica aos produtores rurais. Segundo ele, a partir de agora, as empresas do setor deverão cumprir exclusivamente a legislação ambiental brasileira, tendo o Código Florestal como principal parâmetro para exigências ambientais.

“A partir de agora, essas empresas, como qualquer brasileiro, deverão cumprir a legislação ambiental do nosso país. O Código Florestal Brasileiro será a baliza para que façam exigências ambientais. Essa é uma conquista de Mato Grosso, pois havia regras que iam muito além do que determina a lei brasileira e que vinham causando prejuízos aos nossos produtores”, afirmou o governador.

Mauro Mendes ressaltou ainda que a legislação ambiental brasileira já é rigorosa, especialmente no bioma amazônico, onde os proprietários de terras podem utilizar apenas 20% da área, sendo obrigatória a preservação dos 80% restantes. Para o governador, a maioria dos produtores apoia o cumprimento da lei e reconhece que o desmatamento ilegal prejudica o meio ambiente, a imagem do país e do estado, além de impactar negativamente o agronegócio.

Sobre a Moratória da Soja

Criada em 2006, a Moratória da Soja é um acordo firmado entre empresas exportadoras que veta a compra de soja produzida em áreas desmatadas do bioma amazônico, mesmo quando o desmate ocorreu dentro da legalidade. Na prática, a Lei Estadual nº 12.709/2024 impede a concessão de incentivos fiscais a empresas que permaneçam vinculadas ao pacto.

Declaração da Abiove

Em nota, a Abiove informou que iniciou as tratativas para a desfiliação do Termo de Compromisso da Moratória da Soja, ressaltando que o acordo cumpriu um papel histórico ao longo de quase duas décadas e deixou um legado relevante para a produção sustentável no país. A entidade destacou ainda que o Supremo Tribunal Federal reconheceu a legalidade do pacto e que ele foi amplamente incorporado às políticas públicas de preservação ambiental.

A associação afirmou confiar que a legislação brasileira, aliada ao Código Florestal e à Resolução Conama nº 510/2025, continuará assegurando altos padrões socioambientais à soja brasileira. Segundo a Abiove, a segurança jurídica é um pilar essencial para o desenvolvimento econômico e para a manutenção do acesso da soja e de seus derivados aos mercados internacionais.

O post Governo de MT é comunicado pela Abiove sobre fim da Moratória da Soja apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Janeiro terá chuva acima da média e sobe e desce de temperaturas


O mês de janeiro segue avançando com um padrão atmosférico cada vez mais característico do verão brasileiro. De acordo com a Climatempo, o cenário é marcado por períodos de calor mais intenso, intercalados por quedas pontuais de temperatura e pela ocorrência de chuvas convectivas fortes e irregulares, comuns nesta época do ano.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Esse tipo de precipitação se forma, principalmente, nas áreas onde o aquecimento da superfície é mais intenso. Por isso, enquanto algumas regiões registram chuva concentrada em curtos intervalos, outras acumulam volumes frequentes e elevados, reforçando a variabilidade típica do mês.

Sul tem calor intercalado com temporais isolados

Na região Sul, que engloba Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, a chuva ocorre de forma irregular e localizada. Mesmo assim, os episódios podem ser intensos em curto espaço de tempo, favorecidos pelo calor, pela umidade disponível e pela passagem de frentes frias.

A tendência é de uma sequência de dias com picos de calor, alternados por quedas temporárias de temperatura. No geral, os volumes de chuva devem ficar dentro da média climatológica para janeiro, mas com distribuição bastante irregular. Em áreas do Paraná, há indicativo de chuva um pouco acima da média ao longo do mês.

Sudeste alterna calor intenso e períodos de instabilidade

No Sudeste, que inclui São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, a chuva segue com comportamento irregular no tempo, apesar da expectativa de volumes próximos ou acima da média mensal.

Após a entrada de massas de ar mais frio, a chuva tende a perder força por alguns dias. No entanto, o retorno do calor favorece novamente o aumento da instabilidade e das pancadas, que em alguns momentos podem ser reforçadas pelo avanço de sistemas frontais.

Em São Paulo, a chuva convectiva diminui temporariamente após incursões de ar mais frio, voltando a ganhar intensidade com o reaquecimento. No Rio de Janeiro, o mês será marcado por vários episódios de calor intenso, intercalados por períodos mais amenos e sensação de tempo abafado. Já em Belo Horizonte, a previsão aponta para dias consecutivos de chuva volumosa, com pequenas pausas que podem caracterizar veranicos ou até ondas de calor pontuais.

Centro-Oeste segue com chuva frequente e tempo abafado

No Centro-Oeste, janeiro mantém o padrão de chuva frequente, especialmente em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal. A nebulosidade persistente ajuda a conter as temperaturas máximas, enquanto as mínimas ficam próximas ou até abaixo da média climatológica.

Em Cuiabá, o tempo segue abafado, com sensação constante de calor e chuva recorrente. Em Campo Grande, a precipitação ocorre de forma mais irregular, alternando eventos intensos com períodos de calor elevado.

Nordeste tem calor persistente e chuva no interior

No Nordeste, o calor aumenta gradualmente ao longo de janeiro. Capitais como Salvador, Recife e Aracaju seguem com chuva mais ocasional, já que este não é o período mais chuvoso do ano nessas áreas.

A precipitação tende a se intensificar principalmente no interior da região e no norte do Nordeste, especialmente com a chegada de frentes frias mais organizadas, que ajudam a espalhar a instabilidade.

Norte registra chuva frequente e temperaturas amenas

Na região Norte, a chuva segue frequente, muitas vezes diária, o que mantém as temperaturas próximas da média histórica. Cidades como Manaus e Porto Velho continuam sob influência de instabilidade persistente.

Há áreas com volumes acima da média no Pará, no Amapá e no norte do Maranhão. Em contrapartida, o extremo oeste da Amazônia apresenta maior irregularidade na distribuição das chuvas ao longo do mês.

Tendência para o mês

A tendência geral para janeiro indica chuva acima da média em áreas do Centro-Oeste, Sudeste e parte da Região Norte, o que ajuda a conter as temperaturas máximas nessas regiões. Já o Sul do Brasil deve enfrentar chuva mal distribuída e períodos prolongados de calor, com temperaturas acima da média em vários momentos do mês.

O cenário reforça a necessidade de atenção para temporais localizados, alagamentos pontuais e variações rápidas no tempo, típicos do verão brasileiro.

O post Janeiro terá chuva acima da média e sobe e desce de temperaturas apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Manejo integrado transforma controle de pragas na soja



“Na prática, o MIP envolve acompanhar a lavoura de perto”


“Na prática, o MIP envolve acompanhar a lavoura de perto"
“Na prática, o MIP envolve acompanhar a lavoura de perto” – Foto: Arquivo Agrolink

O controle de insetos na lavoura de soja passa por mudanças importantes com a adoção do Manejo Integrado de Pragas, modelo que prioriza decisões técnicas e uso racional de insumos. A estratégia busca equilibrar produtividade e sustentabilidade ao orientar o agricultor a intervir apenas quando o nível de infestação representa risco econômico à cultura.

O sistema se baseia no acompanhamento constante da lavoura, identificação correta das pragas e definição do momento adequado para o controle. Lagartas e percevejos estão entre os principais insetos que afetam a soja desde a fase inicial até a colheita. Para isso, o uso de armadilhas e amostragens permite avaliar a necessidade real de aplicação, a escolha do produto mais eficiente e a dose correta indicada em bula, evitando excessos e falhas no manejo.

“Na prática, o MIP envolve acompanhar a lavoura de perto, identificar corretamente as pragas e definir o momento certo para agir. Entre os principais insetos que atacam a soja estão lagartas e percevejos, que podem causar prejuízos desde a germinação até a colheita. O uso de armadilhas e coletas de amostras são passos importantes que orientam o agricultor a usar produtos eficazes, na dose certa (conforme a recomendação da bula) e somente quando necessário. Essa combinação de métodos aumenta a eficiência do manejo e ajuda a evitar falhas no controle”, destaca Hudslon Huben, gerente de efetividade e acesso ao mercado da ORÍGEO.

De acordo com a Embrapa, o Manejo Integrado de Pragas reduz o número de pulverizações ao longo da safra, diminui custos e contribui para retardar o desenvolvimento de resistência dos insetos. O modelo também amplia a proteção de polinizadores e de organismos benéficos, preservando recursos naturais e a biodiversidade no entorno das áreas cultivadas.

“Como cada produto age de um jeito diferente, eles são importantes para variar o uso de inseticidas do MIP, evitando que as pragas criem resistência e garantindo controle mais eficiente ao longo da safra. Por isso, incluir insumos eficazes no manejo ajuda o produtor a combater as principais pragas da soja com mais segurança e bons resultados”, comenta o especialista.

 





Source link

News

Tarifas do México e o impacto na competitividade das carnes brasileiras


carnes, frango, pecuária, Brasil
Foto: Governo do Estado de Mato Grosso do Sul

A renovação do PACIC, programa do governo do México para conter a inflação de alimentos, altera o ambiente comercial para as carnes brasileiras. Conforme análise do setor produtivo, as novas tarifas reduzem a competitividade do Brasil, especialmente na carne suína e bovina, mas não interrompem o fluxo comercial.

A decisão mexicana mantém a isenção tarifária para alguns produtos, como a carne de frango, e retira o benefício da carne suína e bovina. Com isso, o Brasil passa a enfrentar alíquotas que encarecem o produto no mercado mexicano, hoje um destino relevante das exportações.

Impacto sobre a carne suína

No caso da carne suína, o México passou a aplicar uma tarifa entre 16% e 20%, dependendo da classificação do produto. Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a medida tende a limitar o avanço dos embarques brasileiros.

O México vinha ampliando as compras nos últimos meses, com volumes mensais entre cinco mil e dez mil toneladas. A nova tarifa reduz a competitividade do produto brasileiro frente à carne suína dos Estados Unidos, principal fornecedor do mercado mexicano, favorecido pela proximidade geográfica.

Mesmo com a perda de competitividade, o analista avalia que a manutenção de volumes próximos a cinco mil toneladas mensais ainda seria um resultado positivo. Entre janeiro e novembro do ano passado, o México importou setenta e 4 mil toneladas de carne suína do Brasil, volume inexistente em 2024.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirma que a alíquota não inviabiliza o comércio. A entidade destaca que o crescimento dos embarques em 2025 superou 71% e que existem regras de transição no decreto mexicano, preservando contratos firmados anteriormente.

Efeito limitado na carne de frango

A carne de frango permanece isenta de tarifa dentro do PACIC. O México é o quinto maior destino do produto brasileiro. Entre janeiro e novembro do ano passado, as importações somaram 238 mil toneladas, com crescimento de 16% na comparação anual.

Segundo a ABPA, a manutenção do benefício reforça a previsibilidade do comércio e garante a continuidade dos embarques ao mercado mexicano.

Perda de espaço na carne bovina

Para a carne bovina, a tarifa definida é de 25% por cento. O analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, avalia que a medida reduz de forma significativa a competitividade do Brasil.

Em 2025, o México importou cerca 166 mil toneladas em equivalente carcaça, volume bem acima do registrado no ano anterior. Com a nova tarifa, a expectativa é de redução desses embarques, com maior espaço para fornecedores como os Estados Unidos.

O post Tarifas do México e o impacto na competitividade das carnes brasileiras apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Situação das lavouras é ‘muito boa’ em município de MS; saiba qual


campo de soja, biológicos
Foto: Pixabay

A situação das lavouras de soja no sul de Mato Grosso do Sul segue muito favorável até o momento. A avaliação é do departamento técnico da NovaConsult – Serviços em Agronomia, que acompanha de perto o desenvolvimento das áreas cultivadas no município e na região.

Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

De acordo com o engenheiro agrônomo, Raul Campos, as chuvas têm ocorrido de forma praticamente diária, o que contribui para um bom padrão de crescimento das plantas. Atualmente, a soja encontra-se majoritariamente na fase de enchimento de grãos, etapa considerada decisiva para a definição da produtividade.

Com informações da Safras & Mercado, a expectativa é de que a colheita tenha início dentro de aproximadamente um mês, com leve atraso em relação ao calendário habitual. Ainda assim, a projeção é positiva, com bom rendimento médio previsto para a área cultivada no município, estimada em 223 mil hectares.

No cenário estadual, levantamento da consultoria Safras & Mercado indica que a área plantada com soja em Mato Grosso do Sul deve alcançar 4,650 milhões de hectares na temporada 2025/26. O número representa um crescimento de 3,3% em comparação à safra anterior.

A produção esperada no estado é de 16,749 milhões de toneladas, volume 14,7% superior ao registrado em 2024/25. O rendimento médio das lavouras também deve avançar, com estimativa de 3.620 quilos por hectare, frente aos 3.260 quilos por hectare colhidos no ciclo passado, reforçando o cenário otimista para a sojicultura sul-mato-grossense.

O post Situação das lavouras é ‘muito boa’ em município de MS; saiba qual apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Nova técnica propõe produção de frutos sem plantas



Um exemplo citado é a produção de algodão em biorreatores


Um exemplo citado é a produção de algodão em biorreatores
Um exemplo citado é a produção de algodão em biorreatores – Foto: Canva

A possibilidade de produzir frutos sem a formação completa de uma planta inteira desponta como uma nova fronteira da agricultura celular e provoca debates sobre eficiência produtiva, impactos ambientais e organização econômica do setor. O tema é analisado por Leandro Simões Azevedo Gonçalves, professor da Universidade Estadual de Londrina, ao discutir o conceito de “fruto cultivado” e suas implicações científicas e sociais.

A proposta parte da ideia de que frutos botânicos podem ser gerados quase sem órgãos vegetativos, a partir de tecidos cultivados em laboratório. Experimentos desse tipo não são recentes e já vinham sendo observados desde a década de 1940, quando flores destacadas conseguiam se desenvolver em frutos em meios nutritivos. Hoje, o avanço tecnológico permite pensar em sistemas controlados capazes de induzir floração, garantir o desenvolvimento do fruto e conduzir seu crescimento até a maturação, ainda que persistam desafios técnicos relevantes ao longo do processo.

Entre os principais pontos em aberto estão os efeitos da floração artificial sobre a qualidade final do fruto, a eficiência da polinização em ambiente in vitro, a real necessidade de luz e os limites de tamanho e enchimento. Apesar disso, o modelo apresenta ganhos ambientais importantes, como a eliminação do uso direto do solo, a redução do escorrimento de nutrientes e pesticidas e a possibilidade de produção contínua próxima aos centros urbanos, com menor consumo de água e insumos.

A discussão extrapola os alimentos e alcança as fibras. Um exemplo citado é a produção de algodão em biorreatores a partir de células de algodoeiro, demonstrando que materiais agrícolas podem ser obtidos sem lavoura em escala industrial. Ao mesmo tempo, o debate levanta riscos de concentração de poder, exclusão de agricultores e lacunas regulatórias. Assim, os frutos cultivados se colocam como um teste decisivo sobre como a biotecnologia será incorporada ao futuro da produção agrícola.

 





Source link

News

Município do sudoeste do Paraná se consolida como principal polo produtor de sementes de soja e batata do estado


vagens de soja no campo
Foto: Pixabay

O município de Palmas, no sudoeste do Paraná, tem se consolidado como um dos principais polos de produção de sementes do estado, com destaque para as culturas da soja e da batata. Os motivos? as condições climáticas favoráveis, a altitude elevada e o acompanhamento técnico especializado transformaram a microrregião em uma das mais procuradas por empresas sementeiras para a instalação de cultivos voltados à produção de sementes certificadas.

Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Segundo dados do governo do estado do Paraná, no caso da soja, os números reforçam a liderança do município. Na safra 2023/2024, Palmas produziu 47,6 mil toneladas de sementes, volume que corresponde a 9,2% de toda a produção estadual, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. Esse total também representou 34,1% da produção da microrregião, que inclui ainda os municípios de Clevelândia, Coronel Domingos Soares, Honório Serpa e Mangueirinha.

A produção de sementes de soja envolve cooperativas, sementeiras e produtores rurais de diferentes portes, que firmam contratos e recebem acompanhamento técnico para garantir os padrões de qualidade e certificação exigidos pelo mercado. Para o extensionista do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) em Palmas, Lucas Fernando Oliveira dos Santos, o crescimento dessa atividade evidencia o potencial da microrregião, que amplia sua relevância no agronegócio estadual.

De acordo com o agrônomo Vilmar Grando, do IDR-Paraná de Pato Branco, o microclima local é um dos principais diferenciais para a produção de sementes. A altitude próxima a mil metros proporciona temperaturas mais amenas no verão e noites mais frias, favorecendo o desenvolvimento da soja, reduzindo o estresse das plantas e elevando a qualidade fisiológica das sementes, além de garantir maior estabilidade produtiva mesmo diante das mudanças climáticas.

Além da soja

Além da soja, a batata também ocupa papel de destaque na produção agrícola de Palmas. Na safra 2023/2024, o município foi responsável por 9,37 mil toneladas de batata-semente, o equivalente a 26% do total produzido no Paraná.

Apesar de Guarapuava e Pinhão liderarem o ranking estadual em volume total de batata, considerando consumo e semente, Palmas ocupa a terceira posição, reforçando sua importância estratégica na cadeia produtiva e consolidando-se como referência estadual na produção de sementes.

O post Município do sudoeste do Paraná se consolida como principal polo produtor de sementes de soja e batata do estado apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Moratória da Soja: ‘É uma vitória aos sojicultores que foram prejudicados’, diz Aprosoja MT


Divulgação Aprosoja MT

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) comemorou a decisão de grandes tradings agrícolas de comunicar formalmente às organizações da sociedade civil sua saída do acordo da Moratória da Soja.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Em nota, a entidade afirmou que a decisão representa “uma vitória dos produtores de soja que, por tantos anos, foram prejudicados por um acordo privado e ilegal, incompatível com a legislação nacional, aplicado de forma assimétrica e injusto para quem cumpre o Código Florestal Brasileiro”.

Segundo a Aprosoja MT, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu a eficácia da Lei nº 12.709/2024 e o consequente restabelecimento da norma estadual, reforça a segurança jurídica, a livre iniciativa e a soberania dos produtores rurais.

A associação também destacou a atuação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que identificou indícios de cartel e possível afronta à ordem econômica no contexto da Moratória da Soja. De acordo com decisão do próprio órgão, a eficácia da Moratória deixou de ter validade a partir de 1º de janeiro de 2026.

O objetivo, desde o começo, foi contestar um acordo considerado incompatível com a legislação brasileira, desigual na aplicação e prejudicial aos produtores que cumprem integralmente o Código Florestal.

O post Moratória da Soja: ‘É uma vitória aos sojicultores que foram prejudicados’, diz Aprosoja MT apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link