quarta-feira, março 25, 2026

Agro

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veja o que o Brasil continua exportando com tarifa de 50% nos EUA



Na última quinta-feira (20), a Casa Branca retirou 238 itens do chamado tarifaço, favorecendo principalmente os setor de carne, café e frutas. No entano, há ainda centenas de produtos brasileiros que continuam sendo atingidos pela taxa de 50% imposta pelo governo Trump desde o mês de agosto. Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, 22% das exportações do Brasil ao mercado norte-americano continuam submetidas às sobretaxas.

A ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump zerou a tarifa adicional de 40% para dezenas de produtos agrícolas. A medida vale de forma retroativa desde 13 de novembro de 2025, permitindo reembolso sobre embarques já feitos no período.

Mesmo assim, setores que dependem do mercado americano relatam perda de competitividade e queda nas vendas. No café, o recuo é sentido de forma diferente dentro da própria cadeia. Enquanto o café verde saiu da taxação, o café solúvel seguiu na lista de tarifa total de 50%. A Abics estima que os embarques para os EUA caíram mais de 52% desde agosto, quando o tarifaço entrou em vigor. A entidade teme substituição do produto brasileiro nas gôndolas americanas por concorrentes de outras origens.

Outro segmento que continua fora do alívio é o de máquinas e equipamentos agrícolas. A Abimaq afirma que o setor não foi citado na nova lista de isenção e segue pagando a sobretaxa. Para a indústria, a permanência da barreira trava contratos e dificulta planejamento de exportação.

A lista remanescente também inclui produtos do agro que tinham peso nas vendas para os EUA, pescados e mel seguem taxados em 50%.

Impactos

Na madeira, o efeito já aparece nos números. As exportações brasileiras ao mercado americano despencaram 55% depois do tarifaço, segundo levantamento setorial. Indústrias relatam redução de ritmo e maior dificuldade para manter contratos em um mercado sensível a preço.

A retirada anunciada em 20 de novembro abrangeu, principalmente, produtos agrícolas. Entre os destaques:

  • Café verde (grão)
  • Carnes bovinas (diversos cortes e miúdos)
  • Banana
  • Tomate
  • Açaí
  • Castanha de caju
  • Chá
  • Frutas

Com a exclusão, esses produtos voltam a entrar nos EUA com tarifa igual ou próxima à que vigorava antes do conflito. Apesar do recuo parcial, a lista de itens ainda gravados segue relevante para o Brasil. Entre os mais citados por governo e entidades:

  • Café solúvel
  • Pescados (peixes e derivados)
  • Mel
  • Máquinas agrícolas e equipamentos
  • Motores e maquinário industrial específico
  • Calçados
  • Móveis

Nos cálculos oficiais do MDIC, o valor exportado que ainda sofre tarifa adicional soma US$ 8,9 bilhões dentro do fluxo Brasil-EUA. A avaliação do governo é que a indústria continua sendo o ponto mais sensível, porque tem mais dificuldade de redirecionar vendas para outros mercados.

Alckmin afirma que as tratativas seguem abertas e que o Brasil busca novas exclusões. O Planalto trata o recuo dos EUA como o maior avanço desde agosto, quando o tarifaço começou a valer, mas reconhece que o impacto ainda é significativo sobre cadeias estratégicas.



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Fertilizantes recuam e melhoram relação de troca



O efeito dessa mudança já aparece na balança comercial


Um fenômeno marcante de 2025 é a migração crescente para fertilizantes de menor concentração de macronutrientes
Um fenômeno marcante de 2025 é a migração crescente para fertilizantes de menor concentração de macronutrientes – Foto: Divulgação

Depois da forte volatilidade causada pelo conflito entre Israel e Irã, que elevou rapidamente os preços dos fertilizantes, especialmente da Ureia, o mercado voltou a algum equilíbrio em 2025. Segundo o Itaú BBA, as cotações dos principais nutrientes recuaram parcialmente e todos os produtos registraram queda em relação às máximas de julho, tanto em dólares quanto em reais. Em moeda local, o map atingiu as mínimas do ano, enquanto a Ureia já opera próxima aos níveis observados no mesmo período de 2024.

Nos últimos três meses, a relação de troca entre fertilizantes e os principais produtos agrícolas brasileiros melhorou de forma consistente. Nitrogenados e potássicos retornaram à média histórica, embora os fosfatados sigam acima. A exceção é o café, cujas relações estão nas mínimas históricas devido ao preço elevado do grão. Esse ambiente abre espaço para acelerar compras atrasadas para a safrinha de 2026 ou até antecipar negociações do pacote tecnológico da safra de verão de 2027.

Um fenômeno marcante de 2025 é a migração crescente para fertilizantes de menor concentração de macronutrientes. No mercado de nitrogenados, o sulfato de amônio (SAM) vem apresentando custo por ponto percentual de N mais atrativo do que a ureia. Entre os fosfatados, o preço nominal mais baixo tem impulsionado a demanda por supersimples (SSP) e, em menor escala, por supertriplo (TSP), deslocando parte do consumo do tradicional MAP.

O efeito dessa mudança já aparece na balança comercial. Entre janeiro e outubro de 2025, as importações de SAM superaram as do mesmo período de 2024, e o mesmo ocorreu com o SSP em relação ao MAP — algo inédito nos dois mercados. Esse movimento reforça a busca do produtor por alternativas mais competitivas em um cenário de custos ainda sensíveis e planejamento apertado para as próximas safras.

 





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Dados sobre emprego e inflação estão no radar do mercado no começo desta semana


No morning call de desta segunda-feira (24), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que, apesar do fim oficial do shutdown nos EUA, a agenda de indicadores segue incompleta, mantendo incertezas sobre a decisão do Fed em dezembro. Rendimentos dos Treasuries recuaram e dólar permaneceu forte.

No Brasil, dólar ultrapassou R$ 5,40 e Ibovespa caiu cerca de 2%. Nesta semana, destaque para IPCA-15, Caged, PNAD e dados de atividade nos EUA, Europa e China.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Mercado de feijão mantém firmeza apesar de poucos negócios



Os dados também mostram variações distintas entre as principais praças


Os dados também mostram variações distintas entre as principais praças
Os dados também mostram variações distintas entre as principais praças – Foto: Canva

O mercado de feijão registrou início de quarta-feira marcado por baixa movimentação, mas sem perda de firmeza nos preços. Em diferentes regiões acompanhadas pelo Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), as referências do feijão-carioca continuam mostrando oscilações pontuais, enquanto Minas Gerais segue como um dos focos de maior seletividade por parte do produtor. Consultorias apontam que, no estado, o feijão-carioca nota 8 permanece em torno de R$ 215 por saca, e o 8,5 segue estável na casa dos R$ 230, com compradores cedendo quando buscam lotes de melhor qualidade.

Os dados também mostram variações distintas entre as principais praças. No feijão-carioca de notas 9 a 10, regiões como Itapeva e Leste Goiano registraram quedas diárias moderadas, enquanto Barreiras teve leve alta. Para as notas entre 8 e 8,5, houve avanços em áreas como Leste Goiano e recuos em outras, caso de Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. No feijão-preto, as referências apresentaram ajustes discretos entre Curitiba, Metade Sul do Paraná e São Paulo.

Em São Paulo, o avanço da colheita nas áreas mais adiantadas ganhou ritmo na terça-feira, o que deve ampliar a oferta de feijão novo nos próximos dias. Ainda assim, não há sinal claro de pressão baixista imediata, segundo análises do setor. A postura do produtor continua restritiva, especialmente em Minas, enquanto empacotadores que precisam compor escala testam até onde os preços encontram resistência. Com a virada do mês se aproximando, o tempo reduzido para compras acrescenta tensão ao mercado.

 





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Na COP30, agricultura familiar alimenta o mundo e simboliza o elo vital entre clima, terra e gente


O investimento de R$ 1,3 milhão garantiu a compra de 146 toneladas de alimentos da agricultura familiar através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo brasileiro. Unidade Armazenadora de Ananindeua recebeu dois contêineres e está estocando os produtos sem cobrar taxa

Na COP30, em Belém, enquanto líderes globais discutem o futuro do planeta, uma outra conferência — silenciosa, cotidiana e essencial — acontece no coração do evento: a que garante alimento fresco, barato e saudável a milhares de pessoas que circulam diariamente pelo Parque da Cidade. É ali que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do governo brasileiro, desempenha um papel decisivo, assegurando o abastecimento de delegações, trabalhadores, voluntários e movimentos populares que integram a Cúpula dos Povos e a COP Indígena. Pela primeira vez na história, das conferências climáticas, a agricultura familiar entrou no orçamento da ONU como fornecedora oficial de alimentos.

A operação montada para a COP30 mobilizou agricultores de todas as regiões do país, com destaque para os produtores amazônidas. A Conab investiu R$ 1,3 milhão na compra de 146 toneladas de alimentos via Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), tornando-se responsável por 100% da alimentação da Cúpula dos Povos e coordenando, ainda, a indicação de cooperativas para garantir ao menos 30% da alimentação das áreas oficiais da COP — a Blue Zone e a Green Zone.

No centro logístico da operação está a Unidade Armazenadora de Ananindeua, aberta especialmente para receber, refrigerar e distribuir os produtos, sem cobrança de taxas. Com capacidade para até 500 toneladas, o armazém se tornou o pulmão da alimentação da COP30, recebendo desde hortaliças colhidas no dia até pescados e frangos congelados. Dois contêineres instalados pela Conab ampliaram o suporte para produtos que exigem resfriamento.

Nas cozinhas da Cúpula dos Povos foram servidas 21 mil refeições diárias. Voluntárias como a gaúcha Eliane de Araújo sentem, na prática, a diferença que a política pública faz: “Tudo que eu peço chega às minhas mãos. É maravilhoso ver comida farta e saudável para tanta gente neste evento internacional”, conta.

Na Blue Zone, o restaurante SocioBio, administrado pela Cooperativa Central do Cerrado e parceiros, preparou cerca de 100 mil refeições em 30 dias. O cardápio reúne ingredientes de biomas brasileiros e garante renda superior a R$ 1 milhão às cooperativas. “É uma alimentação coerente com os propósitos de um encontro global como este”, afirma o secretário executivo Luiz Carrazza.

Para agricultoras como Ana Cláudia Souza, da Cooperativa Agropecuária de Produtores de Belém do Pará (Copabel), ver seus produtos na COP30 é a realização de um sonho plantado ainda na infância. “A gente nunca imaginou que nossos alimentos chegariam tão longe. Dá alegria saber que nosso trabalho faz parte de algo tão grande”, diz.

Na quinta-feira (20), a Conab ainda fez a doação de 18 toneladas de alimentos não utilizados pela Cúpula dos Povos para cozinhas solidárias de Belém e região metropolitana, reforçando o compromisso com a segurança alimentar.

Segundo o presidente da estatal, Edegar Pretto, a missão recebida do governo federal simboliza o que o Brasil quer mostrar ao mundo: “Estamos garantindo o abastecimento de pessoas de todo o planeta, como já fazemos no país, inclusive ajudando a retirar o Brasil do Mapa da Fome”, destaca.

Na COP30, o Brasil mostra que enfrentar a crise climática também passa por valorizar quem produz comida de verdade — gente que depende do clima, da terra e das políticas públicas para seguir alimentando o país e o mundo.





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Retirada de tarifaço traz expectativa de melhora no preço da arroba do boi gordo


O mercado de boi gordo registrava uma semana de preços mais baixos para a arroba até o meio da semana.

Em meio ao feriado da Consciência Negra no Brasil, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a retirada das tarifas adicionais de 40% sobre a carne bovina exportada pelo Brasil, que volta a trabalhar com uma taxa de 26,4%.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, essa notícia animou um pouco o mercado na volta do feriado, com os preços futuros do boi subindo mais de 2% na B3.

Já no mercado físico, começaram a aparecer alguns negócios a R$ 330 em São Paulo. “No entanto, de modo geral, as movimentações de preço ainda estão tímidas, uma vez que os frigoríficos estão temerosos com relação à demanda por parte da China“, diz Iglesias.

Ele ressalta que há uma incerteza no mercado a respeito do posicionamento do principal importador de proteína bovina brasileira em relação às investigações que vem sendo conduzidas desde o final do ano passado, levando em conta possíveis prejuízos aos produtores daquele país diante das fortes importações de carne nos últimos anos junto a mercados como o Brasil.

O analista destaca que no cenário doméstico, a demanda permanece aquecida, considerando a incidência do 13º salário, a criação dos postos temporários de emprego e as confraternizações inerentes ao período.

O balanço da semana apontou para preços mais baixos para a arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil, que estavam assim no dia 19 de novembro:

  • São Paulo (Capital): R$ 325, queda de 1,52% frente aos R$ 330 da semana passada;
  • Goiás (Goiânia): R$ 320, baixa de 1,54% ante os R$ 325 do fechamento do período anterior;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 320, avanço de 1,59% frente aos R$ 315 da última semana;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320, recuo de 3,03% ante os R$ 330 da semana anterior;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 305, valor 1,61% inferior ante os R$ 310 praticados no fechamento da semana passada;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 280, retração de 5,08% perante os R$ 295 registrados na semana anterior.

Mercado atacadista

Iglesias comenta que o mercado atacadista se deparou com preços firmes no decorrer da semana. O ambiente de negócios sugere pela continuidade do movimento de alta no curtíssimo prazo por conta das festas, postos de trabalho temporários e do 13º salário.

  • Quarto traseiro: R$ 26,00 o quilo, inalterado ante o final da última semana;
  • Quarto dianteiro: R$ 19,50 o quilo, sem mudanças frente ao valor registrado no final da semana passada

Exportações de carne bovina

carne bovina exportações China
Foto: Pixabay

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 905,060 milhões em novembro até o momento (10 dias úteis), com média diária de US$ 90,506 milhões, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 163,699 mil toneladas, com média diária de 16,370 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.528,80.

Em relação a novembro de 2024, houve alta de 54,7% no valor médio diário da exportação, ganho de 36,3% na quantidade média diária exportada e avanço de 13,5% no preço médio. 



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Semana começa com chuva forte e temporais em algumas regiões do país; veja a previsão do tempo



A segunda-feira (24) será marcada pelo avanço de áreas de instabilidade sobre o Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste, impulsionadas pelo deslocamento de um cavado em níveis médios da atmosfera, pelo transporte de umidade da Amazônia e pela atuação de uma frente fria no oceano. No Norte do país, o calor combinado à alta umidade mantém as condições para pancadas de chuva. As temperaturas ficam mais amenas em áreas do Sudeste e do Sul.

Sul tem temporais em SC e PR e chuva forte no norte do RS

No Sul, o dia começa com chuva moderada a forte no norte, Serra e litoral norte do Rio Grande do Sul, embora grande parte do estado tenha períodos de tempo firme. Em Santa Catarina e no Paraná, as pancadas de chuva se intensificam ao longo do dia e ganham força especialmente à tarde, com risco de temporais acompanhados de trovoadas. As temperaturas sobem no Rio Grande do Sul, enquanto SC e leste do Paraná permanecem com sensação mais amena.

Litoral de SP entra em situação de perigo; Sudeste tem risco de temporais

O tempo fica instável desde cedo em todo o Sudeste. À tarde, os temporais se fortalecem principalmente no sul e no leste de São Paulo. O litoral paulista entra em situação de perigo, com previsão de chuva forte e rajadas de vento que podem chegar a 70 km/h. O sul de Minas também segue em alerta. Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo têm risco de temporais ao longo do dia. As temperaturas ficam mais baixas em grande parte da região, exceto no noroeste e oeste de SP e no Triângulo Mineiro, onde seguem elevadas.

Centro-Oeste tem pancadas desde cedo e risco de temporais à tarde

No Centro-Oeste, calor e umidade mantêm as instabilidades ativas. Em Mato Grosso e Goiás, as pancadas começam ainda pela manhã e se intensificam à tarde, com risco de temporais no leste de MT e em grande parte de GO.
Em Mato Grosso do Sul, apenas o leste do estado tem formação de novas nuvens de chuva; o oeste segue com tempo mais aberto. As temperaturas continuam altas em toda a região.

Bahia segue em alerta para temporais; Norte mantém chuva e abafamento

Na Bahia, especialmente na metade sul e oeste, há risco de temporais, com pancadas moderadas a fortes. Maranhão e Piauí também permanecem instáveis, enquanto no Ceará há chance de chuva isolada no interior. No restante do Nordeste, o tempo firme predomina e a umidade relativa do ar pode cair abaixo de 30% em trechos do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e extremo norte da Bahia.

No Norte, as chuvas continuam no Amazonas, Acre e Roraima, com intensidade moderada a forte e risco de temporais. Em Rondônia e no centro-sul e oeste do Pará, as pancadas ganham força ao longo do dia. O Tocantins também tem risco de temporais. Já o Amapá e o nordeste do Pará seguem com tempo mais firme. O calor e a sensação de abafamento predominam em toda a região.

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Consumo de peru ganha espaço além das festas e se firma como opção saudável o ano inteiro



O consumo de peru aumenta com a chegada das festas de fim de ano, mas especialistas afirmam que essa carne pode ser uma opção saudável durante todo o ano. A nutricionista Fabiana Borrego destaca que o peru possui alta qualidade nutricional, com menor teor de gordura, tornando-se uma alternativa interessante para quem busca refeições mais leves.

Fabiana informa que o peru apresenta digestão mais rápida e combina bem com diversos acompanhamentos, o que o torna versátil tanto em períodos festivos quanto no dia a dia. Ela também aponta que muitas pessoas confundem peru e frango, além de aves especiais como fiesta e chester. A nutricionista esclarece que o peru é mais magro, o que contribui para uma refeição equilibrada.

Vantagens nutricionais

“O peru possui menor teor de gordura e apresenta composição naturalmente mais magra”, afirma Fabiana. Já as aves especiais costumam ser maiores e se aproximam mais do frango no sabor. Essa comparação é útil para ajudar o consumidor a escolher o produto ideal para cada ocasião.

A segurança alimentar é outro ponto importante, especialmente em aves de grande porte. Segundo Fabiana, o termômetro presente em muitos produtos industrializados indica que o calor atingiu o centro da carne, eliminando bactérias como a salmonela durante o cozimento adequado.

Benefícios nutricionais do peru

Fabiana apresenta dados que mostram que 100 gramas de frango contêm mais calorias e gordura do que a mesma porção de peru. Essa redução é benéfica para pessoas com colesterol elevado, triglicerídeos altos ou diabetes. “O teor de gordura influencia diretamente na glicemia e na saúde cardiovascular”, acrescenta.

Além disso, o peru é rico em proteínas de alto valor biológico, vitaminas do complexo B e minerais essenciais, fortalecendo a imunidade e contribuindo para uma alimentação nutritiva. A nutricionista destaca que essas características fazem da ave uma opção ideal para quem busca refeições leves e saborosas.

Mitos sobre o consumo de peru

Outro mito comum é que o consumo de peru “dá sono”. Fabiana explica que a carne contém triptofano, que participa da produção de serotonina e melatonina, mas o sono após a ceia é mais relacionado à quantidade de alimentos consumidos. “Uma ceia leve e equilibrada evita esse desconforto”, diz.

Ela também salienta a importância do selo de inspeção nos alimentos de origem animal, que assegura que o peru passou por processos seguros. O cozimento adequado, atingindo temperatura acima de 75 ºC, é fundamental para garantir a segurança do produto.

Acompanhamentos saudáveis

Fabiana sugere acompanhamentos que harmonizam bem com o peru, como saladas de grãos, frutas secas e vegetais assados. Para quem prefere carboidratos, batata inglesa e batata-doce são boas opções. Essas combinações permitem montar pratos equilibrados sem perder o sabor típico das celebrações.

A digestão rápida da carne de peru também é vantajosa para quem costuma jantar tarde nas festas de fim de ano. “Escolher uma proteína magra evita desconfortos durante o sono”, afirma. Essa característica reforça a ideia de que o peru é uma escolha inteligente para o ano inteiro.

Manutenção de hábitos alimentares

Fabiana enfatiza que o equilíbrio é fundamental para manter bons hábitos alimentares. “Não é o consumo entre Natal e Réveillon que prejudica a saúde, mas sim a rotina estabelecida entre janeiro e dezembro.” Incluir o peru nas refeições ao longo do ano traz vantagens nutricionais e ajuda a manter uma alimentação mais saudável.

Com menos gordura, boa digestibilidade e alto teor de proteínas, o consumo de peru se consolida como uma opção acessível, versátil e segura para as famílias brasileiras. A ave oferece sabor, leveza e praticidade, características valorizadas por quem vive no campo e busca escolhas saudáveis.

Com informações de: interligados.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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20 de dezembro pode ser histórico, se a política não atrapalhar


O anúncio de Lula, em Joanesburgo, de que pretende assinar o Acordo Mercosul–União Europeia em 20 de dezembro, recolocou na agenda um tema discutido há mais de 25 anos. Depois de avanços em 2019 e paralisações por pressões ambientais e agrícolas na Europa, o acordo voltou a ganhar força em 2024 e 2025, com o Brasil na presidência rotativa do Mercosul.

O contexto internacional favorece essa retomada: os EUA vivem um ciclo de tarifas imprevisíveis sob Donald Trump; a China amplia influência na região; e a Europa busca parceiros confiáveis para a transição verde. Para o Brasil, o acordo é uma chance de diversificar mercados e ampliar investimentos, especialmente em produtos de maior valor agregado.

O pacto prevê:

  • eliminação de tarifas em mais de 90% do comércio bilateral;
  • quotas para carnes, açúcar e etanol;
  • redução gradual de tarifas industriais europeias;
  • compromissos ambientais vinculados ao Acordo de Paris.

Potenciais ganhos

  • Expansão das exportações de proteína animal, etanol, café, frutas e celulose.
  • Acesso a tecnologias europeias avançadas.
  • Mais segurança para investimentos estrangeiros.
  • Chance de posicionar o Brasil em cadeias globais de valor.

Riscos reais

  • Competição assimétrica com a indústria europeia em setores sensíveis.
  • Forte pressão de agricultores da França, Irlanda, Polônia e Áustria.
  • Receio de movimentos sociais sobre impacto na agricultura familiar.
  • Dependência de monitoramento ambiental consistente, ponto sensível para Bruxelas.

Para o agro brasileiro, o acordo abre portas importantes, mas exige competitividade, rastreabilidade e organização. O mercado europeu paga bem, mas cobra padrão.

A política pode travar o processo

Mesmo com o otimismo de Lula, Mauro Vieira e Ursula von der Leyen, o ambiente continua instável.

Na União Europeia:

  • temores de competição agrícola persistem;
  • ambientalistas consideram o acordo insuficiente;
  • A disputa entre metas climáticas e interesses agrícolas ameaça o cronograma.

No Mercosul:

  • Argentina e Paraguai apoiam, mas exigem salvaguardas;
  • No Brasil, o debate virou arma política, quando deveria ser política de Estado.

Se o tema for capturado pela ideologia, o prejuízo recairá sobre o setor produtivo, que precisa de previsibilidade, não de palanque.

A data coincide com a Cúpula de Líderes do Mercosul e carrega forte peso simbólico. Se o acordo escorregar para 2026, eleições na Europa e no Brasil podem congelar tudo outra vez.

Mas assinar não é implementar: o texto ainda precisará passar pelo Parlamento Europeu, pelo Conselho Europeu e pelos Congressos do Mercosul. A assinatura apenas destrava o caminho final, sem ela, o acordo simplesmente não avança.

A assinatura em 20 de dezembro pode marcar uma virada histórica para o Brasil. Mas nada está garantido. É um processo aberto, sensível e sujeito a pressões políticas dos dois lados do Atlântico.

O país precisa tratar o acordo como um instrumento estratégico, não como troféu partidário. E, para o agro, a lógica é simples: acesso a novos mercados só vale se vier acompanhado de competitividade interna, crédito, logística, tecnologia e sanidade.

O Mercosul–UE não resolve tudo. Mas, assinado com responsabilidade, pode ser uma das maiores portas de entrada do Brasil para o futuro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

“Cacau vai crescer no Brasil e esse cacau será irrigado”, afirma especialista


Déficit global de mais de 1 milhão de toneladas e demanda por tecnologia colocam o país em posição estratégica; irrigação de precisão é apontada como fator determinante para viabilizar novas fronteiras produtivas

O Brasil está prestes a retomar espaço no cenário internacional da cacauicultura, e um dos motores desse movimento será a irrigação de precisão. A análise é de Emerson Silva, gerente de Iniciativas Comerciais da Netafim, que participou do evento Cacauicultura 4.0, realizado nesta semana em Barreiras (BA).

“O mercado está acelerando e vai acelerar mais. Existe um déficit global de mais de um milhão de toneladas de cacau, e o Brasil tem todas as condições para atender essa demanda reprimida, especialmente no Norte de Minas, Oeste da Bahia e MATOPIBA. E esse cacau que está surgindo nessas regiões será, inevitavelmente, irrigado — é a irrigação que dá segurança e reduz o risco climático. Por isso, o nosso papel é fundamental na cadeia”, afirma.

Com cerca de 70% do cacau mundial concentrado na África Ocidental, o Brasil aposta na combinação entre escala e tecnologia para se consolidar como player global. Entre os temas em debate no evento, o uso da irrigação de precisão foi apontado como fator determinante para viabilizar a cultura em regiões de clima desafiador, como o MATOPIBA, que concentra cerca de 2,25 milhões de hectares cultivados por 1.300 produtores.

“A irrigação localizada é a mais vantajosa em regiões como o MATOPIBA, onde a disponibilidade hídrica é menor, pois otimiza o uso da água e permite ao produtor expandir mais área com o mesmo recurso”, explica Emerson Silva.

A Netafim, líder e pioneira em irrigação por gotejamento com presença em mais de 110 países, está presente globalmente há 60 anos e, no Brasil, há três décadas faz parte do dia a dia dos agricultores, levando tecnologia e segurança para a produção no campo. A empresa vem estruturando uma proposta de valor específica para a cacauicultura, com soluções adaptadas tanto às áreas tradicionais quanto às novas fronteiras produtivas.

Estratégias e gargalos do setor

Para o especialista, o crescimento da cacauicultura irrigada no Brasil é uma questão de tempo, mas exige inovação e mecanização.

“Além da irrigação, há gargalos como a mão de obra. O cacau tradicional demanda um homem para cada cinco ou seis hectares, o que é inviável em áreas de mil, dois mil hectares. Por isso, a mecanização, principalmente na poda e na colheita, é essencial. O setor já investe em inovações para reduzir essa dependência, buscando alcançar um cenário de um homem para cada 10 ou 12 hectares”, analisa.

Como parte de sua estratégia para o segmento, a Netafim promoveu, paralelamente ao evento, o primeiro workshop técnico e estratégico com nove dos principais distribuidores que atuam em regiões produtoras de cacau.

“Esse workshop foi o ‘dia zero’ da nossa estratégia para o setor. Trabalhamos com os distribuidores questões técnicas e de posicionamento, analisamos demandas de materiais e processos e traçamos planos específicos para cada perfil de produtor. Eles são peça-chave, porque conectam o produtor à tecnologia e viabilizam a instalação e o suporte dos projetos”, explica Michele Silva, diretora de marketing da Netafim.

A expansão da cacauicultura irrigada também é vista como oportunidade de crescimento econômico e sustentabilidade ambiental, já que o cultivo do cacau pode ser integrado a sistemas agroflorestais e contribuir para a recuperação de áreas degradadas.

“É necessário investir em ciência, inovação e persistência. Não dá para fazer cacau como se fazia no passado. Cada região tem um perfil diferente de clima, solo e produtor, e o desafio é entregar soluções sob medida. Mas o momento é certo, o mercado está comprador e o Brasil tem potencial para ser um dos grandes players globais”, conclui Emerson Silva.





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