segunda-feira, março 23, 2026

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Feicorte 2026 aposta em expansão internacional e novo modelo de negócio



A Feicorte 2026 foi lançada nesta quinta-feira (27), em São Paulo, com foco em ampliar a presença internacional do evento e reforçar a integração da cadeia da carne. A feira será realizada de 23 a 26 de junho, em Presidente Prudente (SP), e terá formato redesenhado para estimular conexões e negócios.

O anúncio marca a nova fase da Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, retomada em 2024. Desde então, o evento voltou a atrair público e empresas do setor, com 16 mil visitantes na edição de 2025.

Expansão internacional e mudanças na estrutura

Entre as novidades está a realização da primeira Feicorte no Paraguai, prevista para março de 2026. A ação amplia o alcance do evento e reforça o foco na pecuária dos países vizinhos.

O secretário executivo da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA), Alberto Amorim, destacou que a feira tem papel estratégico para mostrar a evolução tecnológica da produção brasileira. Ele citou o trabalho dos institutos de pesquisa ligados à pasta e a contribuição deles para genética, nutrição e exportações.

A planta da edição 2026 foi redesenhada para facilitar o fluxo de visitantes e integrar áreas de demonstração, painéis técnicos e negócios. A presidente da Feicorte, Carla Tuccilio, afirmou que a feira será guiada por três eixos: força produtiva, identidade da pecuária nacional e inovação.

Novos leilões, corrida e programação técnica

A feira terá duas novas atrações comerciais: o Primeiro Leilão Multiraças Estrelas da Feicorte, marcado para o dia de abertura, e o Shopping Seleção Feicorte, ambos organizados em parceria com a Erural. As iniciativas atendem à demanda crescente por ambientes de compra e venda durante o evento.

Outra novidade é a Feicorte Run, marcada para 21 de junho, com participação do atleta Alessandro Medeiros. A proposta amplia o relacionamento com o público e aproxima a feira do consumidor final.

O Fórum Feicorte seguirá como eixo técnico da programação, reunindo especialistas nacionais e estrangeiros para discutir genética, sustentabilidade, sanidade e tecnologias de precisão. O primeiro palestrante internacional confirmado é Luís Silva, da Thellus Agriculture, convidado pela Semex. A organização já contabiliza cinco caravanas internacionais inscritas para a edição em Presidente Prudente.

Retomada e crescimento recente

Após voltar ao calendário em 2024, com 8 mil visitantes, a Feicorte registrou aumento expressivo em 2025, quando alcançou 16 mil participantes. A feira tem se consolidado como ponto de encontro da cadeia da carne e vitrine para discussões técnicas, negócios e ações de promoção do consumo.



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Frango, suíno ou ovos? Nutricionista mostra como montar refeições rápidas e nutritivas



A busca por refeições rápidas, nutritivas e acessíveis é um desafio diário para quem vive na correria. Para mostrar que é possível manter uma alimentação equilibrada mesmo com pouco tempo, a nutricionista Fabiana Borrego apresentou quatro composições de pratos no programa Interligados, do Canal Rural. As opções usam proteínas de consumo frequente no Brasil — frango, carne suína e ovos — e combinam praticidade, variedade e equilíbrio nutricional.

Segundo Fabiana, proteínas acessíveis e de alto valor biológico podem ser a base de refeições completas quando acompanhadas de carboidratos de boa qualidade, legumes, verduras e saladas. “É possível comer bem, com praticidade e sem gastar muito”, afirmou durante a entrevista.

Clássico brasileiro segue como prato completo

Entre as sugestões, Fabiana destacou o prato composto por arroz, feijão, filé de frango grelhado, abobrinha e salada de tomate. Segundo ela, a combinação de arroz e feijão oferece aminoácidos essenciais, enquanto o frango complementa com proteína de alto valor biológico, formando um conjunto altamente nutritivo.

A nutricionista reforçou ainda a importância do prato colorido. Legumes e verduras acrescentam fibras, vitaminas e minerais importantes para a saúde intestinal e para a sensação de saciedade. “Quanto mais colorido o prato, maior a variedade de nutrientes”, explicou.

Para refeições rápidas, Fabiana apontou o ovo como uma das opções mais práticas. Ela sugeriu um prato com omelete temperado com ervas, batata-doce assada com casca e salada de pepino com rabanete. A casca da batata-doce, segundo ela, é rica em fibras e antioxidantes, especialmente quando se trata da variedade roxa.

A nutricionista lembrou que a refeição é menos calórica que a combinação com arroz e feijão, mas igualmente completa. “É um prato leve, nutritivo e muito prático para quem está em alguma restrição ou busca reduzir calorias”, comentou.

Fabiana também comentou sobre o macarrão, tradicionalmente visto como vilão por quem faz dieta. Ela afirmou que o carboidrato não deve ser excluído e que existem opções nutritivas de massas integrais ou preparadas com legumes.

No exemplo apresentado, o macarrão é servido com molho bolonhesa preparado com carne bovina e carne suína, proteína magra que vem ganhando espaço na mesa do brasileiro. A refeição é acompanhada por salada de chuchu, fonte de fibras e baixa caloria.

Frango empanado na aveia e acompanhamentos ricos em fibra

Para quem gosta de empanados, a nutricionista sugeriu substituir a farinha tradicional por aveia, assando o frango no forno ou air fryer. A aveia aumenta a saciedade e auxilia no funcionamento intestinal. O prato acompanha mandioca e lentilha, que pode ser consumida quente ou em salada.

Fabiana reforçou que a combinação de proteínas acessíveis com ingredientes frescos pode transformar a rotina alimentar, sem complicação e sem custos elevados.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços dos ovos branco e vermelho se aproximam



Terceira menor diferença mensal de toda a série histórica do Cepea


Foto: Divulgação

O menor ritmo de vendas, que vem sendo observado desde o encerramento da primeira quinzena de novembro, tem pressionado as cotações dos ovos. E, em diversas regiões acompanhadas pelo Cepea, observa-se redução na diferença entres os valores dos ovos brancos e vermelhos. Em Santa Maria de Jetibá (ES), principal polo produtor nacional, a diferença entre os valores diminuiu quase 30% de outubro para novembro.

Considerando-se a parcial deste mês (até o dia 26), levantamento do Cepea mostra que os preços dos ovos brancos a retirar na praça capixaba registram média de R$ 138,11/caixa com 30 dúzias, queda de 4% frente à de outubro. Para os ovos vermelhos, a média da parcial de novembro está em R$ 147,31/cx, mas a baixa foi um pouco mais intensa, de 5,8% em relação ao mês anterior.

Assim, dados do Cepea mostram que a diferença entre os ovos extra branco e vermelho, em Santa Maria de Jetibá, está em 9,2 Reais/cx nesta parcial de novembro, expressivos 27% a menos que a observada em outubro e 14,4% abaixo da registrada em novembro/24, em termos reais (dados deflacionados pelo IGP-DI de out/25). Trata-se, também, da terceira menor diferença mensal de toda a série histórica do Cepea, iniciada em 2019 nesta região. 





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Brasil amplia acesso a mercados e garante novas exportações em três países



O Brasil conquistou novas autorizações sanitárias e fitossanitárias nas Filipinas, na Guatemala e na Nicarágua. As negociações permitem ampliar as exportações agropecuárias e reforçam a estratégia de diversificação de destinos. As aberturas representam avanços em três frentes: produtos de origem animal, grãos beneficiados e sementes utilizadas na agricultura tropical.

Com as novas autorizações, o agronegócio brasileiro chega a 496 aberturas de mercado desde o início de 2023. O resultado é fruto da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que trabalham para ampliar destinos, diversificar produtos e fortalecer a competitividade do setor no comércio global.

Exportação de gordura bovina para as Filipinas

As autoridades sanitárias das Filipinas aprovaram a importação de gordura bovina brasileira. O insumo é usado pela indústria de alimentos e também na produção de biocombustíveis, como o diesel verde e combustíveis sustentáveis de aviação.

Com população superior a 100 milhões de pessoas, o país é um dos principais mercados consumidores do Sudeste Asiático. Entre janeiro e outubro de 2025, as Filipinas compraram quase US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para itens de proteína animal.

Arroz beneficiado autorizado na Guatemala

A Guatemala autorizou o Brasil a exportar arroz beneficiado, sem casca. O país centro-americano tem forte demanda por cereais e adquiriu mais de US$ 190 milhões em produtos do agronegócio brasileiro nos dez primeiros meses de 2025.

O arroz se soma à lista de itens já comercializados pelo Brasil na região e reforça a participação do setor na pauta de exportações do país.

Sementes para agricultura tropical seguem para a Nicarágua

A Nicarágua aprovou a entrada de sementes de milheto, crotalária e nabo produzidas no Brasil. Esses materiais são usados em sistemas de rotação e cobertura do solo, práticas que ajudam a elevar a produtividade e reduzir a dependência de fertilizantes minerais.

Entre janeiro e outubro de 2025, o país importou aproximadamente US$ 55 milhões em produtos agropecuários brasileiros, principalmente insumos e alimentos processados.



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Embrapa lança curso gratuito para identificar pragas e doenças na bananeira



A Embrapa Amazônia Ocidental lançou um novo curso online voltado para auxiliar produtores na identificação correta de sintomas causados por pragas, doenças bióticas, abióticas e deficiências nutricionais na bananeira. A formação integra a plataforma e-Campo, ambiente digital da instituição dedicado à capacitação no setor primário.

Gratuito e disponível para qualquer interessado, o curso Doenças da Bananeira e Formas de Controle já conta com cerca de 500 inscritos no Brasil e no exterior, incluindo participantes de países como Paraguai, Suíça e Angola. A iniciativa surgiu de uma demanda recorrente dos produtores, que muitas vezes não conseguem diferenciar problemas nutricionais de ataques de pragas ou doenças no campo.

“Se o produtor não sabe qual é o problema, como ele vai tomar uma decisão para fazer o controle desse problema”, explica o pesquisador, Luadir Gaparotto. O curso apresenta, de forma detalhada, como reconhecer cada tipo de sintoma e aplicar medidas de manejo adequadas.

Ampliação do acesso

A plataforma e-Campo reúne atualmente 214 cursos ativos, 11 trilhas de aprendizagem e já ultrapassa 689 mil inscritos e 400 mil certificados emitidos. A proposta é democratizar o conhecimento técnico, especialmente em regiões remotas, como comunidades rurais da Amazônia, onde treinamentos presenciais são limitados.

O acesso pode ser feito por computador ou celular, permitindo que produtores estudem no próprio ritmo. Entre os inscritos no curso da bananeira, os estados com maior participação são Minas Gerais, Amazonas e Bahia, e 150 pessoas já concluíram a formação, distribuídas por 17 estados brasileiros.

Conteúdo e certificação

O curso tem carga horária de 10 horas, divididas em módulos com videoaulas, infográficos, podcasts e textos explicativos. Ao final, o participante realiza avaliações e, ao atingir 70% de acertos, recebe certificado de conclusão.

Embora o acesso ao conteúdo seja por período indeterminado, a Embrapa recomenda que o curso seja finalizado em até 60 dias para melhor aproveitamento. Para saber mais detalhes sobre o curso, acesse o site.



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Bolsa bate novo recorde e fecha novembro com maior avanço em 15 meses



A Bolsa brasileira encerrou novembro em alta e renovou o recorde histórico do Ibovespa, que se aproximou dos 160 mil pontos. O dólar também recuou no mês, refletindo maior entrada de capital estrangeiro.

O movimento ocorreu em um cenário de otimismo no mercado financeiro, impulsionado por dados positivos da economia brasileira e por um pregão mais curto nos Estados Unidos.

Ibovespa renova máximas e fecha mês em forte alta

O Ibovespa subiu 0,45% nesta sexta-feira (28) e terminou o dia aos 159.072 pontos, repetindo a marca recorde alcançada na semana. No acumulado de novembro, o índice avançou 6,37%, melhor desempenho mensal desde agosto de 2024. No ano, a alta chega a 32,25%.

A queda das ações da Petrobras limitou parte do avanço do índice. Os papéis recuaram após a estatal revisar para baixo o plano de investimentos até 2030. As ações ordinárias caíram 2,45%, enquanto as preferenciais perderam 1,88%. Mesmo assim, setores como bancos, mineração e exportação de commodities garantiram sustentação ao Ibovespa.

Para analistas do mercado, o índice encontrou suporte no fluxo de recursos internacionais para economias emergentes e na leitura mais favorável sobre o cenário doméstico. A queda da taxa de desemprego para 5,4% no trimestre encerrado em outubro reforçou o ambiente positivo. O indicador está no menor nível desde o início da série, em 2012.

Dólar recua no mês e fecha sessão pressionado pela Ptax

O dólar comercial terminou a sexta-feira vendido a R$ 5,335, queda de 0,31% no dia. A cotação oscilou pouco ao longo da manhã, mas perdeu força nas últimas horas do pregão. Em novembro, a moeda recuou 0,82% e acumula baixa de 13,67% em 2025.

O pregão reduzido nos Estados Unidos, em razão do feriado de Ação de Graças, aumentou a sensibilidade do mercado ao fluxo estrangeiro, favorecendo o real. A entrada de investidores internacionais em busca de ativos de países emergentes também contribuiu para a queda da moeda.

Fatores internos ajudaram a intensificar o movimento. A disputa pela formação da Ptax, taxa média usada para corrigir parte da dívida pública atrelada ao câmbio, trouxe volatilidade ao mercado e pressionou o dólar para baixo no fim das negociações.

O resultado encerra o mês com uma combinação de bolsa forte e dólar mais baixo, em um ambiente ainda dependente do comportamento dos fluxos externos e dos próximos dados da economia brasileira.



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Ciclone pode levar chuva para áreas de soja que precisam de umidade; saiba onde



O mês de novembro foi marcado pela irregularidade das chuvas, causando atraso no plantio da soja. A perspectiva para os próximos dias, no entanto, é mais animadora. Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, a formação de um ciclone entre o Sul e o Sudeste deve levar chuva para as áreas que mais precisam de umidade.

“Há risco de temporais, mas esse sistema deve auxiliar no avanço de um bom volume de chuva para o Centro-Sul e também parte do Matopiba. Nessas áreas, teremos condições melhores para o avanço do plantio”, diz.

Por outro lado, em áreas como o Centro-Sul do Rio Grande do Sul, é preciso ter cautela. O meteorologista explica que, apesar de ter chuvas previstas para as próximas semanas, os volumes não serão expressivos por causa dos efeitos do El Niño. Esse cenário deve melhorar a partir de janeiro, mas até lá a janela para o milho segunda safra pode atrasar.

Efeito dominó: atraso na soja impactará milho 2ª safra

De acordo com o relatório mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), 78% da área de soja foi plantada. Os números mostram avanço na média dos últimos cinco anos, mas em relação ao mesmo período do ano passado, a semeadura está atrasada. Para Müller, o ritmo mais lento caracteriza um efeito dominó nas lavouras.

“Esse atraso no plantio terá impacto. É um efeito dominó: planta-se mais tarde, colhe-se mais tarde. E, colhendo mais tarde, atrasa também o plantio do milho segunda safra”, alerta.

Outro ponto de atenção é as lavouras de soja que tiveram que ser replantadas, seja pela falta de umidade ou pelo excesso de chuva. O meteorologista explica que, além dos gastos com adubação e demais insumos, o replantio também impacta a janela ideal da safra de milho do ano que vem.

Chuva se espalha por diversas regiões

A formação do ciclone extratropical citada pelo meteorologista do Canal Rural deve fazer a chuva se espalhar por São Paulo e Minas Gerais. “A umidade retorna em bons volumes, principalmente para o Triângulo Mineiro”, afirma. Na semana que vem, as precipitações devem ficar entre 100 a 150 mm, revertendo o quadro de déficit hídrico na região.

Em Mato Grosso do Sul também deve chover bem com o avanço do ciclone, com acumulados mais expressivos em Goiás e Mato Grosso. Ao longo da semana, Müller destaca que os estados podem registrar chuva de 100 a 150 mm. O cenário no Matopiba também é favorável, e a região deve ter umidade suficiente para que o produtor avance com o plantio de soja.

O alerta para o Sul do país, entretanto, é para os temporais. “Um cavado pode trazer rajadas de vento acima de 70 km/h para a região, além de queda de granizo”, diz o meteorologista. Segundo ele, o alerta vale para domingo (30) e segunda-feira (1).



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja recua no Brasil apesar de alta em Chicago


Mesmo com a soja mantendo cotações superiores a US$ 11,00 por bushel na Bolsa de Chicago durante todo o mês de novembro, o mercado brasileiro segue pressionado por fatores internos, como a valorização do real frente ao dólar e a queda dos prêmios nos portos. Os preços pagos ao produtor recuaram em diversas praças.

Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o saco de 60 kg de soja foi comercializado entre R$ 118,00 e R$ 128,00 nas principais regiões produtoras, enquanto no mesmo período de 2024 os valores variavam entre R$ 120,00 e R$ 148,00.

Apesar da alta em Chicago — que fechou a última quarta-feira (26/11) em US$ 11,31 por bushel, contra US$ 11,22 na semana anterior —, os prêmios nos portos brasileiros caíram significativamente. Esse movimento, somado ao recuo cambial (com o dólar cotado a R$ 5,35, frente aos R$ 5,80 de um ano antes), reduziu a competitividade da soja brasileira no mercado externo.

No campo, o plantio avança em ritmo ligeiramente acima da média. Segundo a Conab, até o dia 22 de novembro, 78% da área esperada no país estava semeada. O Mato Grosso já alcançava 99,1% da área, enquanto o Rio Grande do Sul, com clima mais instável, chegava a 47%.

A questão ambiental também pautou o setor nesta semana. Durante a COP30, dados da Serasa Experian indicaram que 90,7% das áreas de soja monitoradas na Amazônia Legal e no Cerrado estão em conformidade socioambiental, sem sobreposição com desmatamentos recentes. A combinação entre câmbio, prêmios e incertezas climáticas deve manter o mercado volátil nas próximas semanas.

 





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Consumo de carne vermelha é essencial para mulheres acima dos 40 anos, indica nutricionista



O consumo de carne vermelha tem sido alvo de debates, dúvidas e polêmicas nos últimos anos. De um lado, cresce a defesa de dietas que excluem completamente proteínas de origem animal. De outro, profissionais da saúde e estudos atuais reforçam que a carne, quando consumida com equilíbrio, tem papel essencial no funcionamento do corpo humano.

Para entender tratar melhor o tema, A Protagonista conversou com a nutricionista Gabriela Pereira, especialista com mais de 18 anos de carreira e criadora do conceito “dieta feliz”. Com linguagem simples e objetiva, ela explica por que a proteína animal permanece fundamental para a saúde, desmonta mitos sobre carne vermelha e aborda ainda consumo consciente, saúde da mulher e sustentabilidade.

Proteína é indispensável

Gabriela afirma que a proteína animal tem papel único na nutrição humana. “A proteína é essencial para todas as funções vitais do nosso corpo. É responsável pela reparação de tecidos, pele, cabelo, unha, massa muscular, produção de enzimas, neurotransmissores, hormônios e pelo sistema imunológico.”

A nutricionista destaca também a diferença entre proteínas animais e vegetais. Segundo ela, a proteína animal é completa por conter todos os aminoácidos essenciais, nutrientes que o corpo não produz e precisa obter pela alimentação.

Já proteína vegetal, por outro lado, exige combinações alimentares específicas (como arroz + feijão) e pode ter menor absorção devido à presença de taninos e fitatos.

Quando a carne passou a ser “vilã”?

Gabriela explica que a demonização da carne vermelha nasceu de estudos antigos, que não diferenciavam tipos de carne nem avaliavam populações saudáveis.

“Esses estudos não dividiam bem o tipo de carne estudada. Muitas vezes avaliavam ultraprocessados ou populações sedentárias, fumantes, acima do peso. Isso comprometia os resultados.”

Segundo ela, pesquisas atuais, como revisões sistemáticas e estudos randomizados, mostram que o consumo moderado de carne magra, até 500 g por semana, não apresenta riscos para doenças cardiovasculares, câncer ou inflamações. Ela cita ainda consensos da OMS, American Heart Association e Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Carne vermelha, frango, suíno ou peixe?

Gabriela defende variedade semanal para garantir todos os nutrientes:

  • Carne bovina: rica em ferro heme (alta absorção), creatina e nutrientes ligados à imunidade e energia;
  • Carne suína e frango: cortes mais magros, boa fonte de zinco, importante para pele, unhas, cabelo e produção hormonal;
  • Peixes gordurosos (salmão, sardinha, atum): ricos em ômega-3, fundamentais para funções cognitivas e ação anti-inflamatória.

“Cada tipo de proteína carrega um perfil nutricional diferente. Equilibrar é fundamental.”

Saúde da mulher: por que consumir mais proteína após os 40?

Com o passar dos anos, a mulher perde massa muscular de forma natural (sarcopenia). Por isso, segundo Gabriela, a proteína se torna ainda mais importante.

“A proteína é essencial para construir músculo. A leucina é o ‘gatilho’ da síntese proteica, como se fossem tijolinhos que constroem o músculo.”

Ela recomenda 25 a 35 g de proteína por refeição, o equivalente a 100–150 g de carne, frango ou peixe. A proteína também acelera o metabolismo e aumenta a saciedade, ajudando na manutenção do peso.

Proteína em todas as refeições?

Gabriela explica que a proteína tem efeito termogênico, gasta mais calorias na digestão, e ajuda a controlar glicemia e insulina.

“Inserir proteína em praticamente todas as refeições gera saciedade prolongada e ajuda no emagrecimento e no ganho de massa muscular.”

Isso inclui café da manhã, lanches intermediários e refeições principais.

Carne, sustentabilidade e bem-estar animal: como consumir de forma consciente

Gabriela destaca que sustentabilidade não significa eliminar a carne, mas consumir com ética e sem desperdício. “A melhor alimentação é aquela que vem da natureza.”

Ela reforça práticas como: priorizar carnes de animais criados a pasto, evitar ultraprocessados (salsicha, embutidos) e aproveitar o alimento de forma integral (como o caldo de ossos, rico em colágeno, gelatina, minerais e aminoácidos).

Segundo a nutricionista, esse consumo equilibrado, aliado a vegetais, legumes e grãos, garante uma dieta saudável, completa e sustentável.



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho segue estável no Brasil com plantio adiantado



Mercado segue com viés de estabilidade no curto prazo



Foto: USDA

Os preços do milho no Brasil mantiveram-se praticamente estáveis na semana, variando entre R$ 50,00 e R$ 66,00 por saca nas principais praças. No Rio Grande do Sul, o valor médio pago ao produtor ficou em R$ 62,18. Segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário – CEEMA, o mercado segue com baixa liquidez, com produtores evitando vendas neste momento.

De acordo com levantamento da Conab, o plantio da safra de verão 2025/26 atingiu 59,3% da área prevista até o dia 22 de novembro, ligeiramente acima da média histórica (58,7%). Destaque para estados como Santa Catarina, com 98% da área semeada, e o Paraná, que já concluiu o plantio.

A estabilidade dos preços está relacionada à postura cautelosa dos vendedores, que mantêm as ofertas limitadas, e a uma demanda interna que atua apenas com compras pontuais. Há também suporte por parte da indústria de etanol, que vem mantendo uma demanda constante pelo cereal.

Embora o mercado externo esteja pressionado pela forte concorrência dos EUA, que exportaram 17,5 milhões de toneladas no atual ano comercial (72% a mais que no mesmo período do ano anterior), os embarques brasileiros de milho melhoraram em novembro. A expectativa é de que o mês feche com 5 milhões de toneladas exportadas pelo Brasil.

A preocupação climática já começa a rondar a próxima safrinha, com previsões de clima seco em algumas regiões produtoras. Por ora, o mercado segue com viés de estabilidade no curto prazo.

 





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