terça-feira, março 24, 2026

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espécie só dá flores uma vez na vida e então morre


Nativas do sul da Índia e do Sri Lanka, com nome científico de Corypha umbraculifera, as palmeiras talipot enfeitam no momento o Parque do Flamengo, no Rio de Janeiro, com flores que encantam cariocas e turistas do Brasil e do mundo. A espécie produz uma das maiores inflorescências conhecidas, só dá flores uma vez na vida e morre cerca de um ano depois.

A inflorescência das talipot, no Aterro do Flamengo, parece comemorar os 60 anos do parque, inaugurado em outubro de 1965. As talipot foram trazidas do exterior e introduzidas no projeto pelo paisagista Roberto Burle Marx. Sua altura pode chegar a até 30 metros e elas costumam viver cerca de 60 anos antes de produzir flores, frutos e chegar ao fim de sua vida.

Burle Marx projetou o Parque do Flamengo com mais de 350 espécies de árvores e plantas para criar um tipo de “laboratório botânico” com uma biodiversidade brasileira e tropical. O parque tem cerca de 17 mil árvores no total, plantadas em 11 setores, com 40 espécies de palmeiras e outras variedades ornamentais e nativas.

Com 120 hectares, o Aterro do Flamengo é considerado uma das obras paisagísticas mais emblemáticas do século 20. Recentemente, o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), Sydnei Menezes, afirmou à TV Rio Câmara, na solenidade de aniversário do Aterro, que “sem Burle Marx, não teria o Parque do Flamengo”.

Burle Marx

Artista plástico e paisagista brasileiro, Roberto Burle Marx era também pintor, desenhista, designer, escultor e cantor. Ele introduziu o paisagismo modernista no Brasil e foi um dos primeiros a utilizar plantas nativas brasileiras em seus projetos.

Burle Marx Influenciou mundialmente o design de jardins tropicais no século 20. Jardins aquáticos foram um tema popular em suas obras. Ele foi um dos pioneiros a reivindicar a conservação das florestas tropicais no Brasil, tendo organizado inúmeras expedições e excursões pelos biomas brasileiros, durante as quais descobriu novas espécies. Mais de 30 plantas levam seu nome.

Sua obra é encontrada em todo o mundo. Ele morou grande parte de sua vida no Rio de Janeiro, onde estão localizados seus principais trabalhos. Foi na capital fluminense que adquiriu o Sítio Santo Antônio da Bica, em Guaratiba, zona sudoeste do Rio, hoje conhecido como Sítio Roberto Burle Marx, sob direção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O Sítio era usado como espaço de aclimatação de plantas e hoje possui mais de 3.500 espécies de plantas diferentes.

O gestor da Coleção Botânica e Paisagística do Sítio Roberto Burle Marx (SRBM), Marlon Souza, em entrevista à Agência Brasil, informou que as flores da primeira talipot do sítio começaram a despontar na semana seguinte à morte de Burle Marx, ocorrida em 4 de junho de 1994.

“Essa espécie é uma planta que a gente chama monocárpica, porque floresce somente uma vez”. A duração da vida desse tipo de palmeira vai depender de uma série de fatores, que incluem questões climáticas, questões de adaptação e de solo.”

“Mas é uma planta que, ao atingir uma determinada idade, ela já está apta a florescer. Ou seja, ela pode florescer a qualquer momento, a partir de 40 anos, em média”, explicou o paisagista. O processo é lento quando ela começa a florescer, apontando primeiro a inflorescência, que é uma estrutura contendo as flores.

“Até apontar a inflorescência, crescer, abrirem as flores, elas amadurecerem e se transformam em sementes que vão se desenvolver em frutos, é um processo que leva mais de um ano. ”

As sementes vão caindo aos poucos da palmeira e as que ficarem podem germinar. O correto será levar essas sementes para um local adequado para que elas possam germinar, indicou Marlon Souza. Revelou que essa não é a primeira vez que as talipot florescem no Aterro do Flamengo. Foram registradas florações da planta no local no início dos anos 2000 e em 2019. “Já existem muitos filhotes de palmeira que floresceram ali”.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Fenômeno raro

A chefe do Setor de Curadoria da Coleção Viva do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Thaís Hidalgo, afirmou que como as talipot florescem entre 30 e 80 anos, é “um espetáculo que muita gente vê uma vez na vida. E só e a gente nunca sabe quando vai acontecer. Pode ser em 30 anos ou pode demorar 80 anos. É um fenômeno raro e interessante”.

Segundo Thaís, a floração da talipot é um misto de alegria e tristeza, “porque a gente fica feliz de ver o espetáculo, mas triste porque sabe que ela vai morrer depois”.

Atualmente, o parque tem duas palmeiras da espécie adultas florescendo e uma mais jovem, plantada no lugar da que floriu há dez anos.

“Mas temos outras mudas e a ideia é substituir as que forem morrendo e colocar novo exemplar dessa espécie lá. A talipot possui a maior florescência ramificada, que atinge de cinco a sete metros de altura. Parecem fogos de artifício no topo da palmeira. É um episódio que encanta ver”.

Essa palmeira ornamental tem um crescimento lento porque, em si, a palmeira é muito grande. Suas folhas em leque podem atingir até cinco metros de diâmetro. Para atingir seu porte completo, ela demora mais de 20 anos, disse Thaís. A talipot é típica de locais tropicais úmidos.

“As condições climáticas influenciam o desenvolvimento da palmeira. A gente imaginava que demoraria 70 anos para florescer, mas as do Aterro do Flamengo começaram aos 40 anos. O fato de florescer mais rápido no Brasil talvez tenha a ver com o ambiente onde a planta se encontra.”



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Com feriado nos EUA, soja registra estabilidade e avanço no plantio no Nordeste



O mercado brasileiro de soja registrou uma quinta-feira (27) de estabilidade, em uma sessão marcada por poucas negociações no interior e fluxo moderado voltado aos portos. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, apenas alguns lotes foram direcionados ao embarque, com pagamentos entre dezembro e janeiro. O mercado portuário operou entre R$ 142 e R$ 145, enquanto no interior praticamente não houve ofertas.

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Com a bolsa fechada, as tradings permaneceram fora do mercado, sem formação de novas indicações de compra. O produtor segue concentrado no avanço do plantio no Nordeste, agora favorecido pela regularização das chuvas. Os prêmios não se alteraram e as referências do dia foram consideradas nominais.

Preços de soja por região brasileira

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 136,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 137,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 124,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 126,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 128,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 142,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 141,00 para R$ 143,00

Câmbio

O câmbio também influenciou o ambiente de negócios. O dólar comercial encerrou o dia com alta de 0,34%, negociado a R$ 5,3513 para venda e R$ 5,3493 para compra, após oscilar entre R$ 5,3290 e R$ 5,3585 ao longo da sessão.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtividade maior com manejo de sementes no milho



“A semeadura é um dos momentos-chave no início da safra”


“A semeadura é um dos momentos-chave no início da safra"
“A semeadura é um dos momentos-chave no início da safra” – Foto: USDA

A safra de milho verão apresenta cenário favorável para 2025/26, com estimativa de 25,6 milhões de toneladas semeadas, segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Nesse contexto, iniciativas voltadas ao uso eficiente de insumos têm impulsionado ganhos de produtividade em áreas selecionadas, com resultados que chegam a 10%.

Entre essas ações está o projeto P de Produtividade, desenvolvido pela Pioneer, marca da Corteva Agriscience. A proposta recomenda populações de híbridos de forma personalizada, considerando as particularidades de cada talhão. A estratégia utiliza tecnologias para mapear zonas de manejo e orientar a taxa variável de sementes, ajustando a distribuição conforme a variabilidade do solo e do ambiente. 

“A semeadura é um dos momentos-chave no início da safra e demanda atenção especial do produtor. Para o bom desenvolvimento do milho, é importante que ele tenha o mapeamento e o histórico da área onde fará o plantio, etapa essencial para a distribuição adequada das sementes”, ressalta Geliandro Rigo, Líder de Marketing de Campo da Pioneer®. “Com foco em aliar produtividade com rentabilidade, otimizando os recursos, oferecemos uma recomendação personalizada de taxa variável de sementes para que o milhocultor possa utilizar o híbrido mais indicado, de acordo com as zonas de manejo pré-definidas, de forma a distribuir melhor a quantidade de sementes a partir do perfil de cada talhão”, explica.

A iniciativa identifica diferenças produtivas com apoio de imagens de satélite e consolida as recomendações em uma plataforma própria, que gera prescrições carregadas diretamente na plantadeira. O processo inclui acompanhamento dos representantes comerciais, responsáveis por auxiliar na interpretação dos mapas e na definição técnica das áreas.

Em sua terceira safra, o projeto já mapeou 40 mil hectares, principalmente no Cerrado. Produtores relatam ganhos consistentes, como no Grupo Tamburi, em Nova Crixás, onde a ferramenta trouxe melhor uniformidade ao talhão e eficiência agronômica de até 10%. Além do desempenho no campo, a solução reforça a proximidade entre a marca e os agricultores ao oferecer recomendações individualizadas.

 





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Maior parte da Lei Geral do Licenciamento Ambiental é derrubada pelo Congresso



O Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (27), 52 itens vetados pelo Executivo na Lei Geral do Licenciamento Ambiental. A decisão restabelece trechos que tratam da dispensa e da simplificação do licenciamento e da divisão de competências entre União, estados e municípios. Os dispositivos seguem agora para promulgação.

A votação foi marcada por acordo entre governo e oposição para adiar a análise dos pontos referentes à Licença Ambiental Especial. Esse tema será tratado em medida provisória que revê etapas do processo de licenciamento, garantindo a manutenção do estudo e do relatório de impacto ambiental.

Debate político e jurídico

Ao conduzir a sessão, o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, afirmou que a apreciação dos vetos é “essencial para dar continuidade ao debate sobre o licenciamento”. Ele também pediu que a discussão não fosse tratada como disputa política, destacando o papel constitucional do Parlamento.

Representantes do governo defenderam a manutenção dos vetos por razões ambientais e constitucionais. O senador Randolfe Rodrigues lembrou que alguns itens vetados envolvem proteção da Mata Atlântica. Parlamentares de partidos ambientalistas reforçaram críticas, afirmando que trechos da lei podem contrariar compromissos assumidos em conferências internacionais.

A oposição, por outro lado, argumentou que o modelo atual de licenciamento não acompanha as demandas do país. O senador Rogério Marinho afirmou que regras desatualizadas dificultam obras e investimentos. Já Marcos Rogério defendeu que a nova lei busca equilibrar preservação e desenvolvimento, ao simplificar processos sem eliminar exigências ambientais.

Dispensa e simplificação

Com a derrubada dos vetos, voltam a valer pontos que autorizam:

  • Dispensa de licenciamento para manutenção de infraestrutura existente e atividades rurais com CAR pendente de homologação;
  • Flexibilização para obras de saneamento básico até o cumprimento das metas de universalização;
  • Simplificação do licenciamento para atividades de baixo ou médio impacto, por meio da Licença por Adesão e Compromisso;
  • Regularização de empreendimentos já em operação sem licença, via Licença de Operação Corretiva.

Competências dos entes federativos

Também retorna ao texto a possibilidade de que estados e municípios definam critérios como porte da atividade, potencial poluidor e tipologias sujeitas ao licenciamento. Órgãos locais ganham autonomia para organizar procedimentos e estudos necessários, enquanto manifestações de órgãos federais passam a ter caráter opinativo em determinadas situações.

A decisão encerra uma das etapas mais aguardadas do processo legislativo da Lei do Licenciamento Ambiental, que desde 2021 estava em debate no Congresso.



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Brasil registra criação de 85 mil empregos formais em outubro



O Brasil fechou o mês de outubro com saldo positivo de 85.147 empregos com carteira assinada. O balanço é do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado de outubro decorreu de 2.271.460 admissões e de 2.186.313 desligamentos no período.

O saldo de empregos formais no mês passado foi menor que o registrado em setembro, que ficou em 213.002. Em outubro de 2024, o saldo de empregos formais foi de 131.603, segundo o Caged. 

No acumulado dos últimos 12 meses (novembro de 2024 a outubro de 2025) o saldo chega a 1.351.832, menor que o saldo observado no período de novembro de 2023 a outubro de 2024, quando foram gerados 1.796.543 postos de trabalho. Com o resultado o estoque de empregos, no país chega a 48.995.950 vínculos celetistas.

Setores

Dois dos cinco agrupamentos apresentaram resultado positivo, os demais ficaram praticamente em estabilidade. O setor de serviços fechou o mês com 82.436 e o comércio com 25.592.

A indústria ficou com decréscimo de 10.092 (-0,1%); construção civil ficou com decréscimo de 2.875 (-0,1%) e agropecuária registrou saldo negativo de 9.917 vagas (-0,5%).

Estados

No mês passado foi registrado saldo positivo em 21 dos 27 estados da federação. Em números absolutos, o destaque ficou com São Paulo, com 18.456; o Distrito Federal, com 15.467 e Pernambuco, com 10.596

Proporcionalmente, o destaque também ficou para o Distrito Federal que cresceu 1,5%, Alagoas, com 1% e Amapá, com 0,7%. Do total de postos gerados no mês, 67,7% foram considerados típicos e 32,3% não típicos, com destaque para trabalhadores com jornada de trabalho intermitente que somaram 15.056 e trabalhadores com jornada de 30 horas ou menos, que ficaram com 10.693 vagas.

Salário

O salário médio real de admissão em outubro foi de R$ 2.304,31, um aumento de R$17,28 (0,8%) em comparação com o valor de setembro que foi de R$ 2.287,02.

“Para os trabalhadores considerados típicos o salário real de admissão foi de R$ 2.348,20 (1,9% mais elevado que o valor médio), enquanto para os trabalhadores não típicos foi de R$ 1.974,07 (14,3% menor que o valor médio)”, informou o ministério.

As mulheres conquistaram a maioria das vagas, com 65.913. Já os homens somaram 19.234 novos empregos. Elas apresentaram maior número de contratos nos setores de serviços (52.003, ante 30.433 dos homens).

Já os jovens de 18 a 24 anos representaram 80.365 das contratações e os adolescentes até 17 anos 23.586. Esses dois grupos foram mais contratados no setor de Serviço, com 54.528 vagas; Comércio, com 32.203 e na Indústria de Transformação, com 10.051.

Queda nos empregos

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, creditou a queda no número de vagas à política de juros do Banco Central (BC), que manteve a taxa de juros básica da economia, a Selic. A taxa, que estava em 10,5% ao ano até setembro do ano passado, foi elevada para 15% ao ano.

“Venho chamando atenção desde maio ou junho da necessidade de o Banco Central, que tem a necessidade de monitoramento e as decisões de aumento, manutenção ou decréscimo da taxa Selic, olhar com atenção, pois a economia entraria num processo de desaceleração. O problema é que se você vai desacelerando, uma hora o carro vai parar”, pontuou.

Segundo ele, é momento de o Banco Central tomar medidas em relação ao monitoramento das taxas de juros. 

“Há um grande entendimento de que isso está inibindo o ritmo dos investimentos. Tem investimentos comprometidos por parte das empresas que desaceleram por conta dos juros. É hora mais que urgente o Banco Central ter a sensibilidade de entender ser necessário esse processo [de diminuição dos juros]”, concluiu.



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MP destina recursos para reposição de estoques públicos de milho



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) diz que a Medida Provisória nº 1.325/2025, publicada nesta semana no Diário Oficial da União, assegura os recursos necessários para as próximas operações de compra de milho realizadas por meio da Aquisição do Governo Federal (AGF), com previsão de execução ainda em 2025.

“A liberação de cerca de R$ 160 milhões para recompor os estoques públicos de milho vai fortalecer o atendimento aos pequenos criadores diante dos efeitos da estiagem no semiárido”, disse a estatal, em nota.

A medida prevê a recomposição de aproximadamente 83 mil toneladas de milho, destinadas a atender, prioritariamente no primeiro semestre do próximo ano, pequenos criadores da agricultura familiar do semiárido nordestino.

“A seca severa registrada na região eleva o risco de desabastecimento para produtores de caprinos, ovinos, frangos, suínos e demais atividades que dependem do insumo para a manutenção dos rebanhos.”



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Estado brasileiro deve registrar crescimento de 4% na safra de soja 25/26; saiba qual



O estado do Paraná deve colher 21,96 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, volume cerca de 4% superior ao registrado no ciclo 2024/25, quando a produção atingiu 21,19 milhões de toneladas.

A área plantada permanece praticamente estável, passando de 5,771 milhões para 5,777 milhões de hectares, segundo o relatório do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (27).

O plantio da oleaginosa está em fase final no estado, com 97% da área total prevista. Das lavouras já instaladas, 92% apresentam boas condições de desenvolvimento, 7% estão em situação média e apenas 1% é classificado como ruim.

Milho e trigo

Em relação ao milho primeira safra (verão), a estimativa aponta para uma produção de 3,48 milhões de toneladas em 2025/26, um crescimento de 14% frente às 3,05 milhões de toneladas colhidas na safra anterior.

A área cultivada também aumentou, passando de 281 mil hectares para 339,8 mil hectares, alta de 21%. O plantio está concluído em todo o estado, com 74% das lavouras em boas condições e 24% em situação média.

Já a safra de trigo 2024/25 está praticamente encerrada, com 99% da área colhida, que totaliza 816,6 mil hectares. A produção estimada chega a 2,77 milhões de toneladas, com produtividade média de 3.405 kg/ha nas áreas já colhidas.



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Com letalidade acima de 70%, encefalomielite equina volta a preocupar após mortes no RS



A Zoetis, líder global em saúde animal, alerta para a importância da prevenção da encefalomielite equina, uma doença viral grave que compromete o sistema nervoso central dos cavalos e pode provocar sequelas irreversíveis ou até levar à morte.

A doença tende a apresentar maior incidência no período de chuvas, quando a proliferação de mosquitos aumenta e intensifica o risco de transmissão.

Causas

Causada pelos vírus dos tipos Leste (EEE), Oeste (WEE) e Venezuela (VEE), a infecção ocorre principalmente pela picada de mosquitos contaminados, que podem representar risco à saúde humana.

Nos últimos anos, surtos foram registrados em países da América do Sul, segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), reforçando o alerta para a vigilância sanitária e a imunização preventiva. No Brasil, recentemente foram confirmados casos fatais em cavalos no Rio Grande do Sul, o que acende o sinal de atenção para a adoção de medidas de controle e prevenção. 

Sintomas

Os sinais sintomas incluem febre alta, apatia, tremores, dificuldade de locomoção, falta de coordenação motora, e, em quadros avançados, convulsões e paralisia. A taxa de mortalidade pode ultrapassar 70% nos casos de encefalomielite equina do tipo Leste (EEE)³, podendo chegar a 90% em animais não vacinados.

“O período de chuvas cria condições ideais para a multiplicação de mosquitos, que são os principais vetores da doença. Quando a população desses insetos cresce, aumenta também o risco de transmissão viral”, explica o gerente técnico de equinos da Zoetis Brasil, Chester Batista.

Prevenção

Além da vacinação, medidas de manejo ambiental também são essenciais para reduzir o contato dos animais com mosquitos. Práticas como eliminar locais com água parada, higienizar baias e bebedouros com frequência, utilizar telas e repelentes apropriados e garantir boa ventilação nas instalações ajudam a minimizar os riscos de transmissão. 



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‘COP30 foi melhor que o esperado’, diz ex-ministro Roberto Rodrigues



O ex-ministro da Agricultura e coordenador-geral do FGVAgro, Roberto Rodrigues, afirmou durante sua palestra de abertura no Summit Agro Estadão 2025, em São Paulo, que a participação brasileira na COP30, encerrada na semana passada em Belém (PA), marcou um salto histórico na projeção internacional da agricultura tropical do país. “A COP30 foi muito melhor do que esperávamos”, assegurou.

Rodrigues destacou que o Brasil conseguiu mostrar ao mundo, de forma concreta, a dimensão tecnológica e sustentável do seu agronegócio na AgriZone, espaço destinado ao setor agropecuário montado na sede da Embrapa na capital paraense.

Segundo ele, mais de 40 delegações estrangeiras visitaram a vitrine tecnológica – espaço que exibiu sistemas de baixa emissão, integração lavoura-pecuária-floresta e até cultivos inesperados, como trigo plantado na capital paraense. Os visitantes, segundo o ex-ministro, saíram “perplexos” com o nível de inovação. “Não adianta fazer 500 discursos. O estrangeiro só acredita quando vê. E desta vez ele viu”, afirmou, ao destacar que até brasileiros que atuam no setor ficaram impressionados com a demonstração.

Rodrigues avaliou que a COP30 superou expectativas tanto em organização quanto em resultados políticos. Ele elogiou o trabalho do embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30 e responsável por conduzir negociações complexas em meio a divergências internacionais. “Embora temas como biocombustíveis não tenham avançado no texto final, o diplomata conseguiu inserir o assunto como prioridade para o próximo ciclo de negociações, até a COP-31, na Turquia”, disse Rodrigues.

Para o ex-ministro, o resultado final não refletiu toda a ambição desejada globalmente, mas abriu caminho para debates mais profundos no ano seguinte.

Rodrigues também explicou que, como enviado especial para a agricultura na COP30, articulou junto ao Instituto Pensar Agro (IPA) a elaboração de um documento-base para orientar a atuação do Brasil no tema.

Ele solicitou que as 56 entidades representadas pelo IPA enviassem propostas e prioridades para a consolidação de uma agenda brasileira de agricultura sustentável. Recebeu 55 documentos, que estão sendo organizados pela FGV para subsidiar ações de longo prazo. O objetivo, segundo ele, é tornar mais visíveis as tecnologias desenvolvidas no País e acelerar sua adoção global.

Rodrigues reforçou também que o Brasil tem condições de liderar a agenda internacional que conecta agricultura e clima, desde que consiga comunicar melhor seus resultados. Repetiu que o agro brasileiro é competitivo, tropical e sustentável – e que, quando estrangeiros testemunham isso presencialmente, deixam de lado percepções equivocadas. “Se a agricultura for bem feita, ela é solução. O Brasil mostrou isso. Agora o mundo viu”, concluiu.



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Geopolítica vira o jogo no agro brasileiro



No mercado de café, o movimento foi ainda mais brusco


No mercado de café, o movimento foi ainda mais brusco
No mercado de café, o movimento foi ainda mais brusco – Foto: Pixabay

As últimas movimentações do mercado deixaram claro que as cotações do agronegócio estão reagindo muito mais à geopolítica do que a fatores como clima, safra ou logística. De acordo com o estrategista em agronegócio Ale Delara, decisões tomadas nos Estados Unidos e na China estão orientando preços no Brasil com intensidade e velocidade.

A arroba do boi foi um dos primeiros sinais dessa mudança. Os preços recuaram após um ruído diplomático vindo da China, principal compradora da carne brasileira. Logo depois, a direção inverteu quando os Estados Unidos anunciaram a retirada de tarifas, impulsionando novamente o valor da arroba.

No mercado de café, o movimento foi ainda mais brusco. As cotações derreteram na ICE NY diante da expectativa de maior entrada de produto brasileiro no mercado internacional, cenário alimentado pelo contexto político e comercial entre as grandes potências. A soja também reagiu rapidamente. As compras chinesas ultrapassaram três milhões de toneladas, suficiente para mudar o rumo das cotações em Chicago e no Brasil, mostrando o peso das decisões de Pequim no equilíbrio global da oferta.

Para Ale Delara, a simultaneidade desses movimentos revela que fatores externos estão guiando os preços antes mesmo que qualquer alteração física de oferta e demanda ocorra. As relações entre Washington e Pequim estão definindo tendências e exigindo que produtores e agentes do setor acompanhem de perto o ambiente internacional, já que as decisões políticas estão redesenhando, dia após dia, o mercado agrícola brasileiro. As informações foram divulgadas em seu perfil na rede social LinkedIn.

 





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