sábado, março 21, 2026

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Safra de guaraná no Amazonas indica crescimento entre 20% e 30% em 2025



A colheita do guaraná no Amazonas, realizada entre novembro e janeiro, segue em andamento e apresenta crescimento em relação ao ano anterior.

Dados preliminares observados pelo pesquisador André Atroch, da Embrapa Amazônia Ocidental, indicam aumento de 20% a 30% na produção de 2025. Grandes empresas do setor relatam incrementos próximos de 50%.

Segundo Atroch, as visitas de campo, o acompanhamento em áreas experimentais e as informações repassadas por produtores mostram que o volume colhido supera o da safra de 2024.

“Os produtores comentam que estão colhendo bem mais guaraná do que no ano passado. Esse aumento é perceptível nas áreas que temos acompanhado. O que tem se observado nas áreas é as plantas muito carregadas, muito cheias de guaraná”, afirmou.

O Amazonas produz, em média, entre 600 e 700 toneladas por ano. Para 2025, a estimativa é de que o volume alcance de 700 a 800 toneladas de guaraná em rama — semente seca a 13%.

Condições climáticas não afetaram a cultura

O período de floração, em setembro, não sofreu impactos de secas prolongadas ou chuvas intensas, fatores que podem comprometer a formação dos frutos. Houve registro de dias mais quentes, considerados os mais intensos em cerca de duas décadas, mas sem reflexos significativos no desenvolvimento da lavoura.

“Para o guaraná, o tempo foi normal. Mesmo com alguns dias de calor extremo, isso não chegou a comprometer a safra”, disse o pesquisador.

Com o início das chuvas de novembro na região de Manaus, produtores avaliam possíveis efeitos na colheita. Precipitações mais fortes podem provocar queda de frutos maduros ou o apodrecimento de cachos. Ainda assim, a expectativa é de que o resultado final confirme avanço na produção e sinalize recuperação da cultura em relação ao ciclo anterior.

A Embrapa Amazônia Ocidental mantém estudos voltados ao melhoramento genético, conservação de variedades e aumento da produtividade. As pesquisas buscam fortalecer a cultura do guaraná, ampliar o retorno econômico aos produtores e preservar a importância social do cultivo no Amazonas.



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Embrapa cria sachês biodegradáveis que reduzem perdas de fertilizante



Uma nova pesquisa da Embrapa Instrumentação em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFScar) tem como proposta substituir polímeros utilizados em fertilizantes para o solo. O produto consiste em sachês de amido que armazenam fertilizantes em pó ou granulados. Dessa forma, pela propriedade biodegradável do amido, os sachês podem ser preenchidos com uma mistura variada de nutrientes essenciais para os cultivos.

“Há nutrientes essenciais e insubstituíveis para a planta, como o trio nitrogênio, fósforo e potássio (NPK), usualmente aplicado no solo na forma de um composto altamente solúvel, o sal cloreto de potássio. O agricultor geralmente aplica no campo uma quantidade elevada a fim de garantir a absorção. Entretanto, a planta cultivada não consegue absorver de imediato todo esse fertilizante. Esse excesso torna-se uma perda econômica e pode contaminar o ambiente adjacente.” Destaca o químico João Otávio Donizette Malafatti.

Assim, os sachês visam atuar no controle da liberação de forma que a planta se alimente gradualmente. Nesse sentido, foram criados diferentes tipos de sachês para os diferentes tipos de nutrientes que serão adicionados em seu interior, conforme explicou o químico.

Sob supervisão da pesquisadora da Embrapa Instrumentação Elaine Cristina Paris Malafatti publicou o primeiro artigo sobre o trabalho no Journal of Inorganic and Organometallic Polymers and Materials. A pesquisadora faz parte do programa de Pós-graduação em Química (PPGQ) da UFSCar. Malafatti desenvolveu os sachês através do processamento com ureia, ácido cítrico e reforçados em zeólita rica em íons de cobre. O uso da zeólita se deu frente à alta capacidade de absorção de íons do mineral.

“O amido é um material suscetível à degradação. Assim, é necessária uma formulação para que os sachês preservem suas características até o destino, no solo. Nesse processo, os íons de cobre presentes na zeólita têm dupla função: apresentam grande propriedade antimicrobiana, tanto para fungos quanto bactérias, controlando o crescimento de microrganismos e, além disso, são fontes de micronutriente mineral, posteriormente absorvido pelas raízes”, explicou o químico. Assim, o resultado buscado é um balanço da preservação dos sachês na aplicação e a posterior disponibilização do seu conteúdo no meio externo.

Resistência, estabilidade e versatilidade

De acordo com João Malafatti, ainda é necessário superar certos desafios com os polímeros biodegradáveis e matrizes de amido, uma vez que os polímeros a base de derivados do petróleo ainda apresentam melhor resistência mecânica e à estabilidade ao longo do tempo. Com isso a pesquisa busca desenvolver formulações que aprimores estas propriedades.

No estudo, o grupo avaliou várias concentrações de zeólita e alcançou um valor máximo de 3% em relação ao amido, obtendo um ganho significativo de resistência mecânica. Acima desse limite, as partículas tendem a se aglomerar, fragilizando o filme. A zeólita, além de liberar nutrientes, também pode armazenar água em períodos de seca, explicou Paris. A pesquisadora compara o sachê a um saquinho de chá, no qual se adiciona o fertilizante granulado.

Segundo os cientistas, os sachês são um sistema versátil, pois tanto podem contribuir para aumentar a solubilidade dos fertilizantes armazenados, como auxiliar no controle da liberação de fontes altamente solúveis. Assim, podem diminuir a perda de fertilizante por dispersão aérea e por lixiviação proveniente das chuvas.

Em trabalho anterior, também supervisionado por Paris, a estudante de doutorado da UFSCar Camila Rodrigues Sciena usou um candidato a fertilizante, a hidroxiapatita, fonte de fósforo, com o objetivo de aumentar sua solubilidade. Os cientistas conseguiram um caminho: a acidificação do meio, com o uso de pectina na composição dos sachês de amido que, associada à hidroxiapatita nanoparticulada, promoveu o aumento da solubilidade.

“Com a água, o amido torna-se gelatinoso e segura o fertilizante no solo disponível para a planta, de modo que pode minimizar futuras perdas com chuva ou vento. O objetivo é reduzir a percolação [passagem da água pelo material poroso, gerando a extração dos compostos] e o arraste do fertilizante particulado dentro do sachê”, diz Sciena.

No caso do trabalho de Malafatti, o grupo está lidando com um fertilizante altamente solúvel que, em contato com água se solubiliza rápidamente. “Neste caso, a intenção é que o fertilizante seja disponibilizado de modo gradual, evitando perdas por lixiviação ou dispersão aérea. É uma liberação sustentada, que dependerá da formulação dos sachês”, diz Paris.

Resultados dos testes

Para testar a capacidade de liberação dos nutrientes, os sachês foram mantidos em meio aquoso por 30 dias. Os resultados do experimento demonstraram liberação parcial de íons de cobre (7 mg L-1) e ureia (300 mg L-1). As propriedades hidrofílicas dos sachês favoreceram o contato com o meio externo, ajudando a permeação da água e a liberação do cloreto de potássio. “Os sachês obtidos poderiam minimizar as perdas na aplicação de fertilizantes, além de controlar a quantidade do nutriente que estaria em contato com o solo”, afirmam os autores.

Também houveram testes de solubilidade e citotoxicidade da zeólita de cobre, para determinar as propriedades e sua potencial interação com o ambiente após a liberação dos sachês. Os resultados dos testes de citotoxicidade, realizados no crescimento de raízes de agrião, sugerem 92% de viabilidade de germinação no desenvolvimento da planta após uma hora de exposição à zeólita, indicando que ela a possibilidade de uso para a agricultura.

Para verificar a disponibilidade do cobre, foram realizados testes de solubilidade em água (pH neutro) e em ácido cítrico. A eficácia de dessorção (processo de liberação de uma substância da massa ou da superfície de outra substância) do cobre aumenta em meio ácido, sendo observado uma elevação de 5% para 45% do total esperado.

Custos e customização

Segundo Paris, as pesquisas no momento buscam alternativas de baratear processos e materiais para a liberação prolongada de fertilizantes. “O amido é uma matéria-prima promissora, embora a adição de componentes extras possa influenciar no custo final do material. No trabalho de Malafatti, não usamos o amido proveniente de outras fontes, como de resíduos, por exemplo. É um amido comercial”, diz a pesquisadora. “Mas para a fertilização do solo não é necessário ser um amido de alta pureza, como aquele usado na indústria alimentícia. Então, o objetivo é tentar baratear o máximo possível para que a agroindústria consiga incorporar. Assim, os sachês têm um maior potencial de inserção no mercado, contribuindo para o avanço de tecnologias na agricultura.”

Outra vantagem é que o fertilizante adicionado não afeta o processamento do sachê em sua formulação ou formato. “Qualquer fertilizante granulado ou particulado pode ser inserido no sachê, outro ponto positivo para a incorporação pela indústria”, ressalta Malafatti. Além disso, o sachê evita a manipulação direta dos fertilizantes na forma de partículas por trabalhadores do setor agrícola.

Segundo Paris, a tecnologia ainda está em escala laboratorial. A aplicação imediata se daria em paisagismo, jardinagem, hidroponia ou casas de vegetação (estufas). Para grandes produções agrícolas são necessárias otimizações de escalonamento e viabilidade econômica, que são as próximas etapas planejadas pelo grupo.

Sciena lembra que há possibilidade de utilizar o invólucro para diferentes culturas. “A uva tem necessidades diferentes do tomate, por exemplo. É uma espécie de fertilização customizada, em que se pode adequar uma mistura de nutrientes desejáveis e também do tipo de sachê, um mais ácido, para potencializar a solubilização de fertilizante pouco solúvel, e outro menos ácido, para solubilizar lentamente o fertilizante que já é solúvel”, resume.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.



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Vietnã revisa demanda por ração, mas setor segue em expansão



Outras informações também foram divulgadas


Outras informações também foram divulgadas
Outras informações também foram divulgadas – Foto: Canva

A demanda vietnamita por ração em 2026 foi revisada para baixo pelo Serviço Agrícola Estrangeiro do USDA, refletindo a redução das populações de suínos e bovinos e o aumento das exportações locais de ingredientes. Mesmo com o ajuste, o setor segue em expansão, projetado para crescer de 28,3 milhões de toneladas em 2025 para 29,2 milhões em 2026, impulsionado pela aquicultura. As importações de farelo de soja, milho, DDGS e trigo devem somar 23,9 milhões de toneladas no próximo ano, enquanto a produção doméstica deve alcançar 5,3 milhões.

A população suína caiu 0,6% devido aos danos provocados pela peste suína africana, que afetou principalmente pequenas propriedades. O plantel de aves cresceu 3,7% e os bovinos continuaram em queda. As exportações de ração avançaram 29% nos primeiros oito meses de 2025, com a China mantendo-se como principal mercado e reforçando o papel do Vietnã no comércio regional.

A previsão para o milho 2025-26 foi levemente ajustada para cima, com produção estimada em 4,1 milhões de toneladas e área de 810 mil hectares. O clima favorável e o uso crescente de sementes híbridas ajudaram a elevar a produtividade. Empresas como a De Heus ampliaram parcerias com produtores das Terras Altas Centrais, oferecendo treinamento técnico para reduzir perdas e aumentar o uso de matérias-primas nacionais. O consumo de milho foi revisado para 16,05 milhões de toneladas e as importações devem chegar a 12,5 milhões, com Argentina e Brasil entre os principais fornecedores.

Na rizicultura, a área prevista para 2025-26 subiu para 6,85 milhões de hectares e a produção deve atingir 41,6 milhões de toneladas. A queda nos preços do arroz reduziu a renda dos produtores e incentivou a migração para culturas mais rentáveis. O setor investe em variedades de maior rendimento para competir com Índia e Tailândia. As exportações foram revisadas para 8 milhões de toneladas, em meio à intensificação da concorrência global.

 





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Plantio de soja avança 60% no RS; arroz e milho registram bom ritmo de semeadura



A semeadura de soja no Rio Grande do Sul segue em ritmo acelerado, beneficiada pelo tempo seco e chuvas pontuais que mantêm a umidade do solo adequada. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, até a última quinta-feira (27) foram plantados 60% dos 6,74 milhões de hectares previstos para a safra 2025/2026.

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As lavouras apresentam boa germinação e desenvolvimento vegetativo, com quadro fitossanitário estável. A ferrugem ainda registra baixa incidência e não foram observadas pragas relevantes, apesar de ventos fortes terem atrapalhado algumas pulverizações e causado deriva de herbicidas.

Regionalmente, a semeadura varia de 80% em Erechim a 85% em Soledade, com algumas áreas afetadas por granizo ou baixa umidade superficial. O plantio tem sido escalonado até o fim da janela recomendada, buscando uniformidade no estabelecimento das lavouras.

Semeadura de outras culturas no RS

Outras culturas também avançam: o milho alcança 85% de semeadura, o arroz 94% e o feijão de primeira safra 60%. Os cultivos apresentam boa condição vegetativa, com algumas áreas de milho e olerícolas sofrendo leve estresse hídrico devido ao déficit de chuvas em algumas regiões.

As informações são da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do governo do Rio Grande do Sul.



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Livro traz registros históricos do Circuito das Frutas



A região conhecida como Circuito das Frutas, que compreende as cidades de Atibaia, Indaiatuba, Itatiba, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira, Morungaba, Valinhos e Vinhedo ganhará um registro visual histórico e inédito. O lançamento do livro “Circuito das Frutas: História, Cultura e Turismo”, ocorrerá no dia 1º de dezembro. O projeto é uma obra de fotografia fine art produzida pela KM Cultural em parceria com a concessionária Rota das Bandeiras.

A publicação documenta, por meio de fotografia autoral, pesquisa histórica e linguagem editorial contemporânea, a identidade territorial dos dez municípios oficialmente integrantes do Circuito das Frutas. O livro percorre a formação econômica e social da região, marcada pela imigração, tradição agrícola e festas que movimentam o turismo e a economia local. A obra reúne elementos como patrimônio ferroviário, antigas fazendas de café, produção de frutas de excelência e novos roteiros ligados ao turismo de experiência.

O fotógrafo e documentarista Márcio Masulino, responsável pelo projeto, destaca que a iniciativa busca criar um material de referência para pesquisadores, gestores públicos e profissionais das áreas de cultura e turismo. “Produzimos uma obra que articula história, agricultura, gastronomia e economia criativa. O Circuito das Frutas é um dos exemplos mais completos de desenvolvimento regional integrado”, afirma.

Além do livro físico, o projeto inclui um portal digital gratuito com informações históricas, turísticas e culturais reunidas ao longo da pesquisa. A distribuição dos exemplares impressos ocorrerá gratuitamente para bibliotecas públicas, museus, centros de pesquisa e Secretarias de Cultura e Turismo.



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Reestruturação cria gigante focada em inovação agrícola



“Estamos construindo um negócio agrícola global com alcance comercia”


“Estamos construindo um negócio agrícola global com alcance comercia"
“Estamos construindo um negócio agrícola global com alcance comercia” – Foto: Pixabay

A PI Industries oficializou a integração da Plant Health Care, adquirida em agosto de 2024, que passa a operar como PI AgSciences, o braço agrícola global da companhia. A mudança reforça a estratégia da empresa em ampliar soluções sustentáveis e acelerar seu avanço no mercado de biológicos.

Com receita próxima de US$ 1 bilhão e mais de 80 anos de história, a PI é uma referência mundial em ciências da vida, atuando em proteção de cultivos, biológicos, síntese personalizada e produtos de marca. Presente em mais de 40 países, a companhia reúne mais de 4.000 colaboradores, sete unidades de produção e um ecossistema de P&D com mais de 700 cientistas. “

“Fizemos investimentos significativos em nossa plataforma de tecnologia de biológicos e continuamos a observar uma forte tração no mercado. Essas soluções complementam o portfólio diferenciado da PI para oferecer soluções agrícolas abrangentes aos produtores em todo o mundo, em linha com nosso objetivo de reimaginar um planeta mais saudável”, disse Mayank Singhal, vice-presidente e diretor administrativo da PI Industries Ltd.

A incorporação fortalece o portfólio tecnológico da PI, que é destaque pelo segundo ano consecutivo no S&P Global Sustainability Yearbook 2025. A PI AgSciences terá sede global em St. Louis, nos Estados Unidos, com operações no Brasil, México, Reino Unido e Espanha, além de um centro de P&D em Seattle focado em biológicos.

“Estamos construindo um negócio agrícola global com alcance comercial e profundidade científica para competir em escala, oferecendo soluções inovadoras que geram valor real para os produtores”, disse Jagresh Rana, CEO da PI AgSciences.

 





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Faltam dois meses para a Abertura Nacional da Colheita da Soja 25/26!


Faltam exatos 60 dias para a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26, evento que marca oficialmente o início simbólico da colheita da safra de soja 2025. O evento será realizado no dia 30 de janeiro de 2026, às 8h, na Fazenda Alto da Serra, em Porto Nacional (TO), reforçando o papel estratégico do Tocantins como uma das regiões mais promissoras para o avanço da produção brasileira do grão.

Divulgação Soja Brasil
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A iniciativa celebra o início da colheita da principal cultura agrícola do país e destaca a importância econômica e social da soja para o Brasil. Segundo a presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Schneider, receber a abertura nacional representa um marco para o estado e para o setor produtivo. ”O estado de Tocantins é, hoje, um exemplo de produtividade, sustentabilidade e integração entre campo e cidade. Sediar o evento reconhece o trabalho dos produtores que impulsionam o desenvolvimento do país”, comenta.

O presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, também enfatiza a relevância do Tocantins na produção de soja e milho. Para ele, cada safra consolida o estado como referência em tecnologia, gestão e sustentabilidade no campo.

Faça parte!

A programação será transmitida ao vivo pelo Canal Rural e pelas redes sociais a partir das 9h, permitindo que produtores e o público de todas as regiões acompanhem o início simbólico da colheita. A realização é do Canal Rural e da Aprosoja Brasil, com apoio da Aprosoja Tocantins e do Grupo Wink.

Com o tema ‘Onde a soja cresce, a transformação acontece’, a abertura reforça o protagonismo da cultura da soja e celebra o início de mais uma safra essencial para o agro brasileiro.



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Primeiro líquen fóssil revela origem de ecossistemas terrestres


Um grupo de pesquisadores apoiado pela Fapesp confirmou, pela primeira vez em alto grau de detalhe, a identidade dos primeiros liquens que habitaram a Terra, o Spongiophyton, cerca de 410 milhões de anos atrás.

Associação entre fungo e alga, hoje bastante comuns em troncos de árvores e telhados, por exemplo, os liquens são apontados como alguns dos responsáveis pela estruturação dos ecossistemas terrestres, uma vez que dissolvem rochas e possivelmente ajudaram a formar os primeiros solos.

O estudo foi publicado na revista Science Advances, por pesquisadores de 19 instituições, incluindo a Universidade de São Paulo (USP) e o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

“Esse organismo é bastante presente no registro fóssil e sempre houve controvérsia se seria um fungo, uma planta ou um líquen.” conta Bruno Becker-Kerber, primeiro autor do estudo.

De acordo com o pesquisador, com tecnologias de última geração aliadas a outras técnicas foi possível visualizar estruturas que confirmam se tratar do primeiro líquen conhecido por habitar a Terra.

Processo de identificação

Imagem na escala de 50 micrômetros para identificar líquen
Foto: Bruno Becker-Kerber

As diferentes linhas de luz utilizadas no estudo permitiram obter imagens em escalas micrométrica e nanométrica, inclusive em três dimensões.

Um nanômetro é equivalente a um milímetro dividido por um milhão de vezes. No trabalho, obteve-se uma resolução de 170 nanômetros.

Dessa forma, foi possível visualizar a presença de possíveis estruturas reprodutivas, redes de hifas (filamentos que compõem o corpo de fungos multicelulares) e células de algas, o que seriam fortes indícios para caracterizar um líquen.

As análises permitiram ainda detectar a presença de cálcio, compostos nitrogenados e lipídios, descartando a possibilidade de se tratar de uma planta.

Segundo o coautor e professor da Universidade Nacional da Austrália, Jochen Brocks, o material mais resistente nas plantas avasculares é a celulose. Por outro lado, os liquens são compostos de quitina, que contém nitrogênio e é o mesmo material que forma a casca dos insetos.

“Quando analisamos o Spongiophyton, detectamos um sinal muito forte de nitrogênio nunca antes visto. Raramente se tem uma evidência tão robusta quanto essa”, comenta o professor em um comunicado à imprensa.

Além disso, os pesquisadores identificaram micropartículas de cálcio compatíveis com minerais produzidos por liquens atuais como forma de proteção solar, uma evidência inédita em fósseis tão antigos.

Para outra coautora, Nathaly Archilha, pesquisadora do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) do CNPEM, o trabalho mostra a importância de combinar métodos tradicionais com técnicas de ponta.

“As medições nos guiaram para regiões-chave dos fósseis e conseguimos obter imagens em escala nanométrica que revelaram as complexas redes de fungos e algas que definem o Spongiophyton como um verdadeiro líquen”, explica.

Paixão compartilhada

Bruno Becker-Kerber obteve o fóssil em 2021 numa pedreira no município de Rio Verde de Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul, seu estado natal.

Foto: Acervo Pessoal

“Cada fóssil é uma janela para o passado. Este, em especial, mostrou uma nova visão sobre como a vida conquistou o ambiente terrestre”, diz Kerber, o pai.

De acordo com Bruno Becker-Kerber, ele imediatamente embalou o material em papel-alumínio esterilizado, a fim de reduzir as chances de contaminação com materiais e microrganismos do ambiente.

Esse procedimento possibilita que os pesquisadores façam análises sensíveis, como a identificação de biomarcadores moleculares.

Os primeiros liquens da região

O estudo sugere que os primeiros liquens surgiram naquela região, no que eram partes frias do antigo supercontinente Gondwana, hoje correspondente à América do Sul e à África.

Nesse sentido, os resultados indicam ainda que eles não eram organismos marginais, vivendo apenas em condições muito específicas, como já sugerido, mas pioneiros na transformação da superfície do planeta, atuando na transição da vida da água para a terra.

Ainda hoje é possível observar a atuação dos liquens nos ecossistemas, como na alteração de substratos rochosos, dissolvendo rochas e na produção de biomassa usada por plantas e animais.

“Esse papel seria ainda maior naquele período, tendo possibilitado o surgimento dos ecossistemas complexos que temos hoje, como florestas e campos”, encerra Becker-Kerber.

 



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primeira semana de dezembro promete temporais e calor intenso; saiba onde



A primeira semana de dezembro será marcada por contrastes climáticos em praticamente todas as regiões do Brasil. A presença de um cavado na atmosfera, somada à formação de um ciclone extratropical entre o Sul e o Sudeste, deve provocar mudanças no tempo entre os dias 1º e 5 de dezembro.

Enquanto algumas áreas enfrentarão risco de temporais, rajadas de vento e granizo, outras terão chuvas insuficientes para manter a umidade do solo, exigindo atenção dos produtores quanto ao ritmo das operações de campo, ao manejo das lavouras e à proteção do gado em períodos de calor extremo.

Sul do Brasil

No Sul, instabilidades permanecem espalhadas desde o início da manhã no Rio Grande do Sul, com pancadas moderadas a fortes e possibilidade de temporais. Ao longo do dia, as chuvas avançam para Santa Catarina e Paraná. As temperaturas aumentam gradualmente em território gaúcho e o calor ganha força no Paraná, enquanto parte de Santa Catarina mantém clima mais ameno. Na segunda-feira (1º), há risco de queda de granizo e rajadas de vento no oeste dos três estados devido à presença de um cavado. Na terça-feira, um novo ciclone extratropical mantém o risco de temporais.

Os volumes previstos para a semana variam entre 20 e 30 milímetros, índice baixo para o período e que pode gerar restrição hídrica no sul gaúcho. A partir de quarta-feira, o calor domina e as máximas ultrapassam os 30°C, exigindo cuidados redobrados com hidratação durante o trabalho em campo. O tempo mais firme favorece o avanço da semeadura do arroz, milho da primeira safra, soja e feijão, além da colheita de cultivos de inverno.

O tempo no Sudeste

No Sudeste, há chance de pancadas no oeste e noroeste de Minas Gerais, avançando à tarde para o Triângulo Mineiro e noroeste de São Paulo. No nordeste e sul paulista, a chuva ocorre entre o fim da tarde e à noite. As temperaturas seguem altas em toda a região. Entre terça e quarta-feira, a formação do ciclone extratropical aumenta o risco de temporais generalizados e de queda de granizo nos quatro estados.

A chuva será volumosa no centro-norte de Minas e no Espírito Santo, onde os acumulados podem superar 150 milímetros e prejudicar as operações de campo. Em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas, inclusive Triângulo Mineiro, a chuva deve ficar entre 40 e 60 milímetros, auxiliando na reposição da umidade sem impedir o trabalho das lavouras. Esse retorno da chuva favorece a semeadura da soja, do feijão e do milho da primeira safra.

No Centro-Oeste, instabilidades aparecem desde cedo no norte e noroeste da região, além de pontos isolados em Goiás. Durante o dia, as pancadas ganham força no norte e oeste de Mato Grosso, enquanto em Mato Grosso do Sul uma área de baixa pressão vinda do Paraguai intensifica a formação de temporais com potencial para chuva forte. A segunda-feira (1º) será extremamente quente na região, com temperaturas entre 38°C e 40°C em Mato Grosso do Sul, Goiás e sul de Mato Grosso, o que aumenta o risco de estresse térmico para o gado e exige atenção especial à hidratação das equipes de campo.

A partir de terça-feira (2), o ciclone extratropical contribui para a formação de um corredor de umidade, proporcionando uma semana mais chuvosa. Os acumulados podem chegar a 80 milímetros em Mato Grosso e Goiás. Em Mato Grosso do Sul, há risco de tempestades com chance de granizo e ventos acima de 100 km/h entre segunda e terça-feira. A chuva deve atingir cerca de 40 milímetros, suficiente para melhorar a umidade do solo e beneficiar o avanço da semeadura de soja, milho, feijão e arroz.

Pancadas de chuvas no Nordeste

No Nordeste, há previsão de pancadas fracas no sul, litoral e oeste da Bahia. No sul do Maranhão e do Piauí, a chuva será moderada a forte, especialmente no Maranhão. Nas demais áreas, o tempo firme predomina e a umidade relativa permanece baixa, sobretudo no interior.

No sul do Maranhão, sul do Piauí e Bahia, os acumulados ficam entre 40 e 60 milímetros, mantendo boas condições de umidade no solo por influência do corredor de umidade que se forma a partir do ciclone extratropical no Sudeste.

No restante da região, o tempo será quente e seco, com destaque para o centro-norte do Piauí, onde as máximas podem chegar a 40°C, elevando o risco de incêndios. Em outras áreas, as máximas próximas de 38°C mantêm a umidade abaixo de 30%.

Tempo abafado no Norte

No Norte, as instabilidades diminuem no leste do Amazonas e em Roraima, mas permanecem na metade oeste do Amazonas, além do Acre e Rondônia, com chuva moderada a forte e risco de temporais.

No sul do Pará e no Tocantins, as pancadas seguem ocorrendo, enquanto no Amapá e grande parte do Pará o tempo mais estável predomina. As temperaturas permanecem altas e o tempo abafado em quase toda a região. No norte do Pará e no Amapá, as máximas podem atingir 40°C, aumentando o risco de incêndios.

Já em Rondônia e Tocantins, os acumulados podem superar 100 milímetros em cinco dias. No centro-sul do Pará, Acre, Roraima e Amazonas, a chuva deve ficar entre 40 e 60 milímetros, mantendo a umidade do solo sem prejudicar as operações de campo. Esse período mais úmido contribui para a manutenção das pastagens e reduz o estresse térmico do gado em confinamento.

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AgroNewsPolítica & Agro

Agro amplia presença no mercado de imóveis



A atratividade da capital se apoia em fatores como previsibilidade


A atratividade da capital se apoia em fatores como previsibilidade
A atratividade da capital se apoia em fatores como previsibilidade – Foto: Pixabay

O avanço do agronegócio brasileiro tem impulsionado um fluxo crescente de investidores para o mercado imobiliário de São Paulo. Com o setor registrando forte desempenho nas exportações, parte do capital gerado no campo vem sendo direcionada para ativos urbanos considerados seguros e de alta liquidez.

Incorporadoras identificam aumento consistente na compra de imóveis por empresários de regiões ligadas ao agro em estados como Mato Grosso, Goiás e Paraná. A busca se concentra em proteção patrimonial, renda futura e diversificação fora da atividade rural. Segundo Fabrizio Bevilacqua, da Netcorp, esse movimento reflete uma decisão estratégica de transformar lucros do setor em ativos urbanos capazes de preservar valor e apoiar o planejamento sucessório.

A atratividade da capital se apoia em fatores como previsibilidade, procura por locação e valorização contínua. O interesse crescente levou empresas a realizar roadshows em cidades do interior para apresentar projetos residenciais e comerciais diretamente aos polos do agro, onde investidores avaliam rentabilidade e projeções de desempenho antes de decidir.

“Não estamos falando apenas de compra por conveniência. O investidor do agro tem perfil analítico e busca números concretos. Ele quer saber rentabilidade, projeção de valor e estabilidade. São Paulo entrega exatamente isso”, diz o CEO da Netcorp.

Para o executivo, o fenômeno deve se intensificar nos próximos anos, à medida que a profissionalização do agronegócio avança e o setor consolida grandes fortunas. “O agro deixou de ser apenas produtor de commodities e passou a ser um grande gestor de patrimônio. E São Paulo é onde esse capital ganha forma e permanência.”

 





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