terça-feira, maio 12, 2026

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Haddad entrega plano de contigência sobre tarifaço para Lula



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu na segunda-feira (28) o plano de contingenciamento para ajudar empresas afetadas pela tarifa de 50% aos produtos brasileiros impostas pelos EUA, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele reiterou que o Brasil não pretende sair da mesa de negociações e continuará a dar prioridade ao diálogo para tentar reverter a medida.

Formulado pelos Ministérios da Fazenda; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; das Relações Exteriores; e pela Casa Civil, o plano de contingência agora está sob análise de Lula, que tomará uma decisão, caso os Estados Unidos não adiem a entrada em vigor da tarifa, prevista para a próxima sexta-feira (1º).

“Nós nos debruçamos sobre isso hoje. Os cenários possíveis já são de conhecimento do presidente [Lula]. Ainda não tomamos nenhuma decisão, porque nem sabemos qual será a decisão dos Estados Unidos no dia 1º. O importante é que o presidente tem na mão os cenários todos que foram definidos pelos quatro ministérios”, declarou Haddad, que não adiantou detalhes sobre o plano de socorro.

Apesar da apresentação do plano de contingência, Haddad informou que a prioridade do governo brasileiro continua a ser o diálogo com os Estados Unidos. Mais cedo, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, informou que o governo brasileiro está tendo diálogos “com reserva” com o governo estadunidense.

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“Combinamos de apresentar para ele [Lula] o plano de contingência com todas as possibilidades que estão à disposição do Brasil e dele à frente da Presidência da República. O foco continua sendo as negociações”, afirmou Haddad, em entrevista a jornalistas ao deixar o ministério na noite desta segunda.

O ministro da Fazenda afirmou que Alckmin está em “contato permanente e à disposição permanentemente” das autoridades estadunidenses. “O foco, por determinação do presidente, é negociar, tentar evitar medidas unilaterais, mas, independentemente da decisão que o governo dos Estados Unidos vai tomar, nós vamos continuar abertos à negociação”, reiterou Haddad.



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Geada e volta do frio em algumas regiões do país; veja a previsão do tempo para hoje



O avanço da frente fria do Sul para o Sudeste provoca melhora gradual no Rio Grande do Sul, com diminuição das instabilidades nesta terça-feira (29). Apesar disso, ainda há previsão de chuvas fracas a moderadas na faixa leste do estado, especialmente entre a Serra e o Litoral Norte. As temperaturas ficam baixas devido ao avanço da massa de ar polar sobre a região, com previsão de geada na faixa centro-oeste do Rio Grande do Sul e no sul do Paraná. Há também possibilidade de neve nos pontos mais altos da Serra de Santa Catarina durante a madrugada. Outro destaque é o nevoeiro previsto para a região central catarinense. O vento segue intenso no litoral dos três estados do Sul, com rajadas entre 40 e 50 km/h, e pode chegar aos 70 km/h no litoral norte gaúcho. Com os ventos fortes, há previsão de ressaca entre Mostardas (RS) e Florianópolis (SC), com ondas entre 2,5 m e 3,5 m.

No Sudeste, a frente fria começa a se afastar, mas a circulação dos ventos úmidos vindos do oceano mantém a instabilidade no litoral, principalmente entre o Rio de Janeiro, o leste de Minas Gerais e o Espírito Santo, com previsão de chuvas fracas a moderadas. Nas demais áreas, o tempo permanece firme, com umidade relativa do ar abaixo de 30% no interior de São Paulo e no interior mineiro. As rajadas de vento continuam intensas, variando entre 40 e 50 km/h na maior parte do litoral. No litoral do Rio de Janeiro, o vento se intensifica ainda mais, soprando entre 51 e 70 km/h.

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Já no Centro-Oeste, ainda há possibilidade de pancadas isoladas no centro-norte do Mato Grosso do Sul, mas sem grandes acumulados. As temperaturas ficam mais amenas no estado, enquanto em Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal o tempo permanece quente e seco, com destaque para os baixos índices de umidade, próximos de 20% durante a tarde.

Enquanto no Nordeste, a frente fria avança até o sul da Bahia, favorecendo a ocorrência de chuva. Ao longo do litoral, a circulação dos ventos do oceano mantém o tempo instável, com previsão de chuva mais intensa entre Maceió e Recife, onde há alerta para temporais. Entre Sergipe e o Ceará, a chuva ocorre na forma de pancadas com intensidade moderada a forte. O interior nordestino segue firme e seco, com temperaturas elevadas e umidade baixa, ficando abaixo de 30% nos períodos mais quentes do dia.

E na região Norte, a instabilidade se concentra no Acre e no oeste do Amazonas, onde as pancadas de chuva podem ocorrer com moderada a forte intensidade. No norte de Roraima, a previsão é de chuva fraca e isolada, enquanto nas demais áreas da região o tempo segue firme e ensolarado. Em Manaus, a máxima pode chegar a 35 °C, reforçando o desconforto térmico. No extremo oeste, as temperaturas ficam mais amenas devido à maior cobertura de nuvens.

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Horta escolar fortalece educação empreendedora em escola quilombola em MG



Na Comunidade Quilombola da Mata dos Crioulos, localizada a 47 quilômetros de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, aproximadamente, 200 pessoas vivem e mantêm as práticas culturais e saberes passados por gerações. 

Com apoio do Programa Nacional de Educação Empreendedora (PNEE), do Sebrae, alunos da Escola Municipal de Algodoeiro passaram a cultivar hortaliças e a montar kits de verduras e hortaliças frescas.

O projeto nasceu da necessidade de ensinar práticas de cultivo e meio ambiente, porém ganhou novos rumos com a introdução da educação empreendedora.

Além disso, os alunos aprenderam a divulgar os produtos nas redes sociais, com orientação dos professores.

“Não só geramos renda, conseguimos mostrar aos alunos que eles integram um projeto maior, e que é possível viver no campo de forma digna”, diz Jeferson Lopes, professor.

Com o valor arrecadado nas vendas, os estudantes realizaram uma viagem ao zoológico de Belo Horizonte.

A experiência reforçou o vínculo entre esforço e recompensa, além de ampliar a visão de mundo das crianças.

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Horta que ensina e transforma

No ‘Seminário de Educação Empreendedora e Inclusiva’, realizado pelo Sebrae/MG, em Diamantina, a escola Escola Municipal de Algodoeiro apresentou os resultados da educação empreendedora para mais de mil professores da rede pública.

Criado em 2013, o Programa Nacional de Educação Empreendedora (PNEE) já capacitou mais de 65 mil professores e impactou mais de 627 mil estudantes apenas em Minas Gerais.

A metodologia incentiva que crianças e jovens sejam protagonistas do próprio futuro — com criatividade, cooperação e autonomia.

O projeto da horta mostra que, mesmo em áreas rurais, é possível ensinar mais que conteúdos: é possível ensinar propósito.



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AgroNewsPolítica & Agro

Convocação de novos auditores fiscais é insuficiente



O déficit do setor se torna evidente




Foto: Mapa

A nomeação de 200 novos auditores fiscais federais agropecuários aprovados no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) foi recebida como um avanço, mas está longe de atender às reais necessidades do setor, segundo o Anffa Sindical. Atualmente, há cerca de 2.300 auditores em atividade no Brasil, dos quais 20% já estão aptos a se aposentar. Além disso, permanecem abertas 1.350 vagas, resultado de aposentadorias não repostas nos últimos anos.

O déficit se torna ainda mais preocupante quando se observa que, no início dos anos 2000, o quadro superava os 4 mil profissionais, em um cenário de menor demanda do agronegócio brasileiro. A convocação dos 600 candidatos que permanecem no cadastro de reserva é vista como essencial para recompor a força de trabalho e manter a segurança sanitária do país.

As dificuldades são especialmente visíveis em estados como Rio Grande do Norte, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Maranhão, Piauí e diversas áreas do Norte, onde há postos com apenas um servidor responsável por todas as atividades de fiscalização e defesa agropecuária. A recomposição atual representa apenas um alívio pontual diante da fragilidade estrutural desses serviços.

Além do reforço no quadro de pessoal, são necessários investimentos em infraestrutura, capacitação técnica específica para os novos servidores, modernização tecnológica e renovação de veículos. Também se destaca a necessidade de fortalecer o Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteira), que hoje opera de forma improvisada, sem equipe dedicada e com atuação voluntária.

 





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ouça os destaques do dia


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta o aumento da aversão ao risco após o novo acordo comercial entre EUA e União Europeia, que isolou o Brasil nas negociações globais.

O dólar subiu a R$ 5,58 e o Ibovespa caiu 1,04%, com investidores temendo o tarifaço de Trump a partir de 1º de agosto. A curva de juros recuou levemente, com expectativa de efeitos desinflacionários. Hoje, atenção aos dados de confiança do consumidor e mercado de trabalho nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Geração Z quer propósito: o feijão tem



Alimento tradicional pode se aproveitar da modernidade



Alimento tradicional pode se aproveitar da modernidade
Alimento tradicional pode se aproveitar da modernidade – Foto: Divulgação

Enquanto marcas investem milhões para entender a Geração Z, o feijão, que é simples, nutritivo e ancestral e já oferece tudo o que esse público exige: autenticidade, origem respeitável e comida de verdade. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), o grão símbolo da mesa brasileira não precisa de caixinha gourmet nem de dancinha no TikTok para ser relevante. Ele é cultura, é propósito, é resistência.

A geração que cancela marcas em dois stories e organiza protestos no Reels quer mais do que slogans e efeitos especiais. Quer alma no prato, contexto no discurso e verdade nos ingredientes. E o feijão entrega tudo isso. Basta parar de vendê-lo como figurante nas gôndolas e dar a ele o lugar de destaque que merece — como protagonista de uma alimentação consciente, saudável e conectada com as raízes do Brasil.

O Ibrafe reforça: para dialogar com a Geração Z, é preciso contar histórias. Mostrar de onde vem, dar nome e sobrenome, identidade e, sim, escrever Feijão com F maiúsculo. Essa geração não quer marketing enfeitado com bacon artificial e glitter; quer saber o que está comendo e por que aquilo importa. Produto de verdade não precisa de firula — precisa de contexto.

Num tempo em que o superficial perde espaço, o feijão ressurge como símbolo de um novo consumo: com propósito, história e alma. Ele está pronto para conquistar prateleiras e corações. Falta apenas o mercado enxergar seu verdadeiro valor. “Quer alcançar a Gen Z? Conta a história. Mostra de onde veio. Dá nome, identidade e, por favor, coloca esse F maiúsculo. Porque produto de verdade não precisa de firula — só de contexto”, conclui.

 





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Biotecnologia reduz perdas por nematoides no algodão



O cuidado com as sementes é muito importante



O cuidado com as sementes é fundamental para colher uma boa pluma
O cuidado com as sementes é fundamental para colher uma boa pluma – Foto: Gilbert Kuhnert

Os nematoides representam uma das principais ameaças à cultura do algodão, podendo causar prejuízos expressivos. Em publicação no LinkedIn, Daiane Klabunde, assistente técnica de vendas na Unicampo, destacou um exemplo de área altamente infestada pelo Rotylenchulus reniformis, onde as perdas chegaram a quase 100 arrobas por hectare. A situação envolveu um material com alto potencial produtivo, mas suscetível à praga, posicionado de forma inadequada em uma região com alta pressão de infestação.

No mesmo ambiente, foi utilizado o cultivar FM 945 STP, que possui resistência moderada ao nematoide. Os resultados foram significativamente melhores, evidenciando como o uso estratégico de materiais geneticamente adaptados pode minimizar os danos causados por essas pragas. A escolha correta da cultivar, aliada ao monitoramento das áreas, é essencial para preservar a produtividade da lavoura.

A BASF tem investido em soluções integradas para auxiliar o produtor no manejo de nematoides. Essas soluções envolvem desde a disponibilização de sementes com traits que oferecem resistência genética, até o tratamento de sementes com produtos que garantem proteção desde o início do ciclo. A combinação entre biotecnologia, qualidade genética e controle químico tem se mostrado eficaz para assegurar a sanidade da cultura do algodão.

Com planejamento, tecnologia e conhecimento técnico, é possível reduzir as perdas provocadas por nematoides e garantir uma colheita mais rentável e sustentável, mesmo em áreas com histórico de alta infestação. As informações foram divulgadas no seu perfil na rede social LinkedIn.

 





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Podridão de carvão desafia sojicultores



É preciso fazer um manejo adequado



É preciso fazer um manejo adequado
É preciso fazer um manejo adequado – Foto: Showtec

A podridão de carvão, causada pelo fungo Macrophomina phaseolina, representa uma ameaça crescente à produtividade da soja em regiões com altas temperaturas e períodos de seca. Segundo Pablo Augusto Cavalcante Coimbra, assistente de pesquisa na Corteva Agriscience, que compartilhou informações sobre o tema em seu perfil no LinkedIn, a doença também é conhecida como podridão cinzenta ou negra da raiz, e seu impacto pode levar à morte prematura das plantas, afetando severamente os rendimentos.

Os sintomas incluem murchamento das plantas, necrose e descoloração marrom-escura nas raízes e na base do caule. Em casos mais avançados, há formação de estruturas de resistência (escleródios) com aparência enegrecida. Entre os fatores que favorecem o desenvolvimento da doença estão o estresse hídrico, altas temperaturas, compactação e baixa fertilidade do solo — condições que dificultam o crescimento das raízes e tornam o ambiente ideal para o patógeno.

O manejo da Macrophomina exige uma abordagem integrada, que combine práticas químicas, biológicas e culturais. Entre as soluções disponíveis, destaca-se o biofungicida GRAP BeesTRIC, à base do fungo Trichoderma harzianum. Essa tecnologia atua diretamente sobre o patógeno, promovendo uma alternativa eficaz e sustentável ao controle convencional. O uso de Trichoderma tem se mostrado promissor na recuperação da saúde do solo e no estímulo ao crescimento das plantas.

Além disso, estratégias como rotação de culturas com espécies não hospedeiras, manejo da irrigação para evitar estresse hídrico, correção nutricional, uso de cultivares resistentes e monitoramento constante da lavoura são fundamentais. Adotar essas medidas contribui não apenas para a mitigação da doença, mas também para a construção de sistemas agrícolas mais resilientes e produtivos.





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Venda soja antes que o preço caia



É preciso ficar de olho nas tensões geopolíticas



É preciso ficar de olho nas tensões geopolíticas
É preciso ficar de olho nas tensões geopolíticas – Foto: Divulgação

A soja brasileira colhida na safra atual, finalizada em maio, está sendo negociada com prêmios expressivamente acima da média histórica, impulsionados pela forte demanda chinesa. Segundo análise da TF Agroeconômica, isso ocorre em razão do afastamento da China do mercado norte-americano, em meio à disputa tarifária com o ex-presidente Donald Trump. Nos portos brasileiros, as cotações para agosto giram em torno de R$ 142,00 por saca, enquanto para setembro os preços chegam a R$ 145,00. Em contraste, para maio de 2026, as ofertas estão em R$ 136,00 por saca.

Apesar do cenário atual favorável, a TF alerta que esses prêmios elevados são temporários. Caso as tensões comerciais entre EUA e China sejam resolvidas nos bastidores, como já se especula, a tendência é de retração nos prêmios. Por isso, a recomendação é clara: produtores devem aproveitar os preços de agosto e setembro antes que ocorram recuos. A continuidade dos valores atuais depende, sobretudo, do comportamento da demanda chinesa e das condições climáticas no Brasil.

Entre os fatores de alta identificados pela consultoria estão a demanda firme da China pelas exportações brasileiras e os indicadores de elevação nos preços internos, com base nos dados do CEPEA (+1,55% em Paranaguá e +1,60% no interior). Por outro lado, há elementos de baixa como a ausência contínua da China no mercado americano, a fluidez das compras chinesas no Brasil, previsão de boas chuvas no Centro-Oeste e exportações americanas mais fracas. O USDA registrou vendas semanais de soja abaixo do esperado, o que reforça a pressão negativa sobre os preços internacionais.

Diante do cenário volátil e incerto, a recomendação da TF Agroeconômica é de comercialização imediata, aproveitando os patamares atuais antes que fatores externos provoquem desvalorização





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Soja fecha a semana em queda em Chicago


A cotação da soja encerrou a sexta-feira (25/07) e a semana com queda expressiva na Bolsa de Chicago (CBOT), impactada por condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos e sinais de demanda internacional enfraquecida. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de soja para agosto – referência para a safra brasileira – recuou 0,55% no dia, ou US$ 5,50 cents/bushel, sendo negociado a US$ 998,75. Já o contrato de setembro caiu 0,37%, ou US$ 3,75 cents/bushel, para US$ 1.002,00.

Entre os derivados, o farelo de soja para agosto teve desvalorização de 0,70% ou US$ 1,90 por tonelada curta, fechando a US$ 267,80. O óleo de soja também caiu 0,32%, ou US$ 0,18 por libra-peso, cotado a US$ 56,49. No acumulado da semana, a oleaginosa recuou 2,82% (US$ 29,00 cents/bushel), enquanto o farelo caiu 2,30% (US$ 6,20/ton curta). O óleo de soja, por sua vez, foi exceção, subindo 1,20% (US$ 0,67/libra-peso).

A pressão baixista sobre os preços se deve principalmente à expectativa de uma safra americana robusta, em função das condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras dos EUA. Além disso, a fraca demanda global contribui para o movimento de baixa. A ausência da China no mercado americano durante o período de pré-safra levanta preocupações, já que normalmente o país asiático estaria negociando volumes relevantes neste momento.

Outro fator relevante é o comportamento distinto entre os subprodutos da soja. Apesar de a demanda por óleo de soja se manter firme no mercado interno dos Estados Unidos — impulsionada pela indústria de biocombustíveis e alimentos —, o farelo enfrenta dificuldades. A menor demanda internacional reduz o escoamento do produto, pressionando os preços para baixo e gerando desequilíbrio na cadeia de derivados da oleaginosa.

Diante desse cenário, os preços da soja continuam testando os limites da linha de suporte dos US\$ 10 por bushel, um patamar psicológico importante para o mercado. Com a colheita norte-americana se aproximando e as incertezas quanto ao ritmo das exportações, o mercado segue atento às condições climáticas e às sinalizações comerciais entre EUA e China.

 





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