segunda-feira, maio 11, 2026

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Trump confirma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros



Medida entra em vigor nesta sexta-feira (01.08)




Foto: Pixabay

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) uma ordem executiva que eleva para 50% as tarifas sobre uma série de produtos brasileiros. A medida representa um aumento de 40 pontos percentuais nas taxas anteriores e entra em vigor já na próxima sexta-feira, 1º de agosto, conforme anunciado pelo próprio republicano em sua rede social, a Truth Social.

De acordo com a Casa Branca, o tarifaço foi uma resposta direta a ações recentes do governo brasileiro, classificadas pelos norte-americanos como uma “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA”. O decreto formaliza o percentual que havia sido antecipado em carta enviada por Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início deste mês.

Apesar do endurecimento das taxas, alguns setores estratégicos ficaram de fora da medida, como aeronaves civis (de interesse direto da Embraer), suco e derivados de laranja, minério de ferro, aço e combustíveis. Até o momento, não há confirmação se produtos como carne bovina e café — duas das principais exportações do agronegócio brasileiro — também serão isentos.

Trump enfatizou que não haverá qualquer prorrogação do prazo para a entrada em vigor das tarifas. “O prazo de 1º de agosto é o prazo de 1º de agosto. Ele continua firme e não será prorrogado. Um grande dia para a América!”, publicou o presidente norte-americano.





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Precipitação regular beneficia cultura da canola


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (24), o cultivo de canola no Rio Grande do Sul avança com boas condições de desenvolvimento, após a conclusão da semeadura. As precipitações moderadas e bem distribuídas favoreceram o crescimento das lavouras, permitindo a emissão de novas folhas e a expansão foliar, principalmente nas áreas semeadas no final da janela de plantio. Também foi registrada emissão da haste principal, indicando vigor vegetativo.

Ainda estão em avaliação os impactos das geadas ocorridas no fim de junho e início de julho, que, segundo o boletim, “pontualmente podem superar as estimativas iniciais”. Apesar disso, não há registro de infestações significativas por pragas, e o monitoramento segue com atenção à traça-das-crucíferas (Plutella xylostella). A entidade afirma que, na safra anterior, a combinação de inseticidas químicos e biológicos foi eficiente no controle desse inseto. A estimativa da Emater/RS-Ascar é de cultivo em 203.206 hectares e produtividade média de 1.737 kg/ha.

Na região administrativa de Ijuí, 16% das lavouras estão em fase de floração, com avanço na emissão de flores nos ramos laterais. Cerca de 5% já ingressaram na formação de síliquas. As folhas que foram afetadas pelas geadas demonstraram recuperação, sem sinais visuais de danos, o que indica preservação da função metabólica das plantas.

Em Santa Maria, aproximadamente 15% das lavouras encontram-se em floração. O boletim destaca que as chuvas recentes beneficiaram essa fase, considerada crítica para o potencial produtivo. Em Tupanciretã, áreas com baixa germinação foram substituídas por trigo, após decisão dos produtores de não realizar novo plantio.

Na regional de Santa Rosa, 61% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 33% em floração e 6% em enchimento de grãos. As lavouras em crescimento vêm apresentando expansão lateral das folhas, sinalizando aproximação da floração. Em cultivos mais tardios, ainda foram aplicados fertilizantes nitrogenados, embora a maioria das áreas já tenha ultrapassado o período ideal para esse manejo. Em Giruá, principal município produtor da oleaginosa, com 8 mil hectares, geadas severas provocaram perdas nas lavouras em formação de grãos. Nos cultivos mais avançados, os danos chegaram a 40%, mas os impactos foram limitados, já que o atraso fenológico reduziu a exposição das lavouras aos eventos climáticos.

Na regional de São Luiz Gonzaga, houve redução da área cultivada de 9.000 para 7.200 hectares. O recuo foi atribuído ao atraso na semeadura, emergência irregular das lavouras e substituição por outras culturas após a dessecação.

Na região de Soledade, 20% das áreas encontram-se em floração e 80% na fase vegetativa. As lavouras apresentam estande e sanidade adequados, conforme avaliação da Emater/RS-Ascar.





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Produção dos EUA não supre consumo de carne



Estados Unidos apresentam um déficit de 996 mil toneladas entre a produção




Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), os Estados Unidos apresentam um déficit de 996 mil toneladas entre a produção e o consumo de carne bovina, o que torna o país dependente de importações para atender à demanda interna.

Entre os principais países produtores, o Brasil aparece com o maior excedente entre produção e consumo, somando 3,69 milhões de toneladas. Em seguida, figura a Austrália, com um saldo de 1,94 milhão de toneladas.

Países como Paraguai e Uruguai também aparecem como potenciais fornecedores ao mercado norte-americano. O saldo entre produção e consumo nesses países é de 480 mil e 425 mil toneladas, respectivamente. Contudo, a análise ressalta que esses mercados já possuem destinos consolidados para parte de seu excedente produtivo.

O Imea destaca ainda que a carne bovina brasileira permanece com o preço mais competitivo entre os países avaliados.





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Setor cafeeiro pode ser forçado a redirecionar produção, diz Cepea



A partir de 6 de agosto, a exportação do café brasileiro para os Estados Unidos passará a ser taxada em 50%.

Enquanto permanece batalhando para ficar de fora da lista de produtos brasileiros que vão ser taxados pelo governo norte-americano, o setor cafeeiro nacional segue marcado por incertezas, informou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo pesquisadores do Cepea, por causa dessa alta taxa, os produtores brasileiros poderão ser forçados a redirecionar parte de sua produção para outros mercados, o que deverá exigir “agilidade logística e estratégia comercial para mitigar os prejuízos à cadeia produtiva nacional”.

Principal destino do café

Os Estados Unidos são o principal destino das exportações de café do Brasil. Em 2024, eles importaram cerca de 23% do grão nacional, especialmente da variedade arábica, insumo essencial para a indústria local de torrefação.

A Colômbia representou cerca de 17% do total das importações norte-americanas, enquanto o Vietnã contribuiu com aproximadamente 4%.

Para o Cepea, como os Estados Unidos não produzem café, a elevação do custo de importação deve comprometer a viabilidade de toda a cadeia interna, que envolve torrefadoras, cafeterias, indústrias de bebidas e redes de varejo.

“O Cepea avalia que a eventual entrada em vigor da tarifa tende a impactar não apenas a competitividade do café nacional, mas também os preços ao consumidor norte-americano e a formulação dos blends tradicionais, que utilizam os grãos brasileiros como base sensorial e de equilíbrio”, diz o comunicado.

Exceções às tarifas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou, na última quarta (30), a proposta de taxação de produtos brasileiros comercializados com os EUA.

Contudo, a Ordem Executiva trouxe cerca de 700 exceções, como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis.

O café não entrou nessa lista de exceções. Com isso, logo após o anúncio de Trump, o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé) disse que vai seguir em tratativas para que o café seja incluído na lista de produtos brasileiros que vão ficar de fora da taxação.



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Arroba do boi gordo continua movimento de recuperação; veja as cotações



O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar recuperação em seus preços nesta quinta-feira (31).

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios sugere a continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com o atual posicionamento das escalas de abate, apresentando encurtamento, em especial para os frigoríficos de menor porte.

“Já os frigoríficos de maior porte ainda sinalizam para um posicionamento mais confortável de suas escalas de abate, ainda contando com boa disponibilidade de animais de parceria (contratos a termo)”, reforça.

Segundo ele, o mercado pecuário nacional parece já ter assimilado a questão do tarifaço. “O Brasil encontra boas possibilidades no mercado internacional, em especial na Ásia”, considera.

  • São Paulo: R$ 299,75 — ontem: R$ 296,92
  • Goiás: R$ 281,43 — R$ 278,04
  • Minas Gerais: R$ 288,53 — R$ 287,06
  • Mato Grosso do Sul: R$ 299,66 — R$ 297,16
  • Mato Grosso: R$ 291,82 — R$ 290,61

Mercado atacadista

O mercado atacadista volta a se deparar com acomodação em seus preços ao longo do dia. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma recuperação no decorrer da primeira quinzena de agosto, período pautado por maior apelo ao consumo.

Contudo, mesmo com a iminência do Dia dos Pais, que costuma elevar a demanda pela proteína bovina, o movimento será limitado por conta da maior competitividade das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 21,40 por quilo, o dianteiro a R$ 17,50, por quilo e a ponta de agulha segue cotada a R$ 17 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,21%, sendo negociado a R$ 5,6001 para venda e a R$ 5,5981 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5668 e a máxima de R$ 5,6243. No mês, a valorização foi de 3,07%.



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Renda com preservação: novo PSA pagará até R$ 100 mil para produtores do Pantanal


Pecuaristas do Pantanal sul-mato-grossense, esta é uma excelente notícia para quem trabalha na conservação ambiental. O governo do estado de Mato Grosso do Sul lançou um novo programa de pagamento por serviços ambientais (PSA) para o bioma. Assista ao vídeo abaixo e entenda melhor do que se trata este novo programa.

Nesta quinta-feira (31), o advogado Pedro Puttini Mendes, especialista em legislação rural e ambiental, detalhou a novidade no quadro “Direito Agrário” do programa Giro do Boi.

Ele explicou que o edital (nº 6 de 2025) já está aberto para inscrições até 20 de agosto, e é uma oportunidade de gerar renda a partir da conservação.

Histórico de políticas públicas de sucesso em MS

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Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

O estado de Mato Grosso do Sul já possui um histórico positivo de políticas de PSA. Em 2020, o programa PSA Uso Múltiplo Rios Cênicos remunerou produtores das bacias hidrográficas do Rio da Prata e do Rio Formoso.

Em 2021, o governo investiu mais de R$ 940 mil no projeto e o ampliou em 2023 para outras microbacias, disponibilizando mais R$ 1 milhão aos produtores. A lógica é clara: valorizar a conservação ambiental com dinheiro no bolso do produtor rural.

Detalhes do novo edital PSA Bioma Pantanal

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O novo edital vai além e se concentra especificamente no Pantanal sul-mato-grossense. O objetivo é remunerar quem conserva a vegetação nativa além do que a lei exige, incentivando a preservação voluntária.

As remunerações são bastante atrativas para o produtor:

  • Valor por hectare: O produtor poderá receber até R$ 55 por hectare por ano.
  • Valor máximo por propriedade: O pagamento pode chegar a R$ 100 mil por propriedade, ou até R$ 300 mil para um grupo de até três imóveis rurais que se unirem para o projeto.
  • Bônus por conservação voluntária: Se o produtor cancelar uma autorização de desmate para manter a área preservada, ele pode receber um valor extra na metodologia de cálculo.

O contrato com o governo é válido até 2026, com pagamentos em duas parcelas, em 2025 e 2026, provenientes do Fundo Clima Pantanal. O PSA não tem incidências tributárias, o que representa uma grande vantagem financeira para o produtor.

Critérios de elegibilidade e priorização

Para receber os recursos, o produtor precisa atender a uma série de critérios e apresentar a documentação necessária. Entre os principais requisitos, o produtor deve ter:

  • Cadastro Ambiental Rural (CAR) válido.
  • Ausência de embargos ambientais, infrações ou multas.
  • Histórico sem incêndios em um determinado período de tempo no imóvel.

O edital também estabelece critérios de priorização para as áreas inscritas.

Serão priorizadas, por exemplo, áreas em regiões estratégicas para a conservação da biodiversidade, propriedades que já possuem ações de prevenção contra incêndios e aquelas que permitem o acesso de instituições de pesquisa para estudos e monitoramento.

Vantagens e futuro da política de PSA

O PSA Pantanal é uma política pública séria que não afeta o direito de propriedade e consolida um modelo de incentivos ambientais no Brasil. Ele prova que produzir e preservar ao mesmo tempo é possível.

Para o produtor do Pantanal, essa é uma excelente oportunidade para:

  • Diversificar a renda e agregar valor ao imóvel rural.
  • Participar ativamente da construção de uma agenda rural mais sustentável e financeiramente compensatória.

O edital está disponível no site da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Estado do Mato Grosso do Sul (Semadesc) e na plataforma Prosas. É fundamental que o produtor leia o edital com atenção e busque apoio técnico e jurídico para atender a todos os critérios.

O futuro do mundo rural passa por políticas públicas ambientais que colocam o produtor como protagonista da conservação, e quem protege o Pantanal poderá ser recompensado financeiramente por isso.



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Encolhimento do rebanho norte-americano deve forçar EUA a comprar carne do Brasil



As exportações de carne bovina brasileira aos Estados Unidos tiveram um crescimento exponencial no primeiro semestre de 2025, com 157 mil toneladas e uma receita de US$ 791 milhões, conforme dados do Comex/Stat.

A quantidade embarcada de janeiro a junho representa, assim, 83% de todo o volume vendido aos norte-americanos no ano passado, quando 189 mil toneladas foram embarcadas, rendendo US$ 945 milhões ao Brasil.

Por conta da representatividade desse mercado, o fato de a proteína animal nacional estar de fora dos produtos isentos da tarifa de 50% imposta por Donald Trump surpreendeu o mercado.

O diretor do Canal Rural Sul, Giovani Ferreira, lembra que os Estados Unidos simboliza cerca de 10% das vendas da carne nacional, sendo a China a principal compradora. De acordo com ele, os norte-americanos vivem um momento de encolhimento do rebanho bovino e, portanto, de redução interna da oferta do produto.

“A série histórica do USDA [Departamento de Agricultura dos Estados Unidos] mostra que os Estados Unidos têm o menor rebanho bovino em meio século. Atualmente, são em torno de 95 milhões de cabeças. A título de comparação, o Brasil possui mais de 220 milhões de cabeças de gado”, detalha.

Segundo ele, a oferta norte-americana encolheu significativamente, visto que o auge do plantel do país foi há 50 anos, em 1975, quando contava com 140 milhões de cabeças. “Mas a demanda continua crescendo, então os Estados Unidos precisa, necessariamente, da carne bovina do Brasil.”

Para Ferreira, a opção de trocar o fornecimento brasileiro pelo australiano não é tão simples quanto parece. “Não se substitui mercados da noite para o dia. Estamos falando de construção [de mercado], de relações e acordos comerciais e, também, de questões sanitárias”, ressalta.



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Como ficaram os preços de soja no último dia de julho?



O mercado brasileiro de soja registrou poucos negócios nesta quinta-feira (31), tanto nos portos quanto no interior do país. Apesar da pressão de baixa vinda de Chicago, os preços apresentaram certa recuperação, sustentados pela alta do dólar e pela firmeza dos prêmios, que seguem dando suporte à oleaginosa nos terminais de exportação.

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De acordo com o analista Rafael Silveira, da consultoria Safras & Mercado, mesmo com esse cenário, o volume de negociações permaneceu limitado. No interior, as ofertas de compra melhoraram, impulsionadas pela demanda da indústria. No entanto, os produtores elevaram suas pedidas, mantendo o spread desfavorável aos compradores neste momento.

Silveira aponta ainda que, para agosto, há poucas indicações de negócios. As melhores ofertas e preços aparecem a partir de setembro, especialmente nos portos. A janela de exportação para agosto já está mais curta devido à antecipação das compras.

Preços no Brasil

  • Passo Fundo (RS) subiu de 131,00 para 132,00
  • Santa Rosa (RS) subiu de 132,00 para 133,00
  • Rio Grande (RS) subiu de 137,00 para 139,00
  • Cascavel (PR) caiu de 131,00 para 130,00
  • Paranaguá (PR) subiu de 136,00 para 138,00
  • Rondonópolis (MT) subiu de 120,00 para 122,00
  • Dourados (MS) subiu de 120,00 para 122,00
  • Rio Verde (GO) subiu de 120,00 para 124,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos, ampliando as perdas acumuladas no mês de julho para cerca de 4%. O cenário fundamental seguiu exercendo pressão, colocando a posição novembro nos menores níveis desde abril, com seis sessões consecutivas de perdas.

Do lado da oferta, a expectativa é favorável em relação à safra norte-americana. O clima permanece favorável à evolução das lavouras e as projeções são de continuidade das condições benéficas.

O mercado também é pressionado no lado da demanda. O interesse de compra por parte da China, principal comprador da oleaginosa, é restrito e deve persistir durante o período de pico da colheita nos Estados Unidos.

O possível acordo entre a União Europeia e a Indonésia sobre a importação de óleo de palma derrubou as cotações do óleo de soja, pois pode reduzir a necessidade pelo produto.

“Pelo acordo ventilado pelo mercado, a taxa de importação de óleo de palma da Indonésia seria zerada pela União Europeia para uma cota pré-definida”, explica o analista e consultor de Safras & Mercado, Gabriel Viana. “E, o que excedesse esse volume, teria uma taxação de 3%”, acrescenta. Atualmente, é de 19%.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 6,25 centavos de dólar ou 0,64%, a US$ 9,69 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 9,891/4 por bushel, perda de 6,50 centavos ou 0,65%.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com alta de US$ 1,10, ou 0,41%, a US$ 265,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 55,27 centavos de dólar, com perda de 1,26 centavo ou 2,22%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,21%, sendo negociado a R$ 5,6001 para venda e a R$ 5,5981 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5668 e a máxima de R$ 5,6243. No mês, a valorização foi de 3,07%.



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Brasil habilita primeiros estabelecimentos para exportar farinhas de aves e suínos à China



Ao todo, foram habilitados 46 estabelecimentos




Foto: Pixabay

O Brasil conquistou a habilitação de 46 estabelecimentos para exportar farinhas de aves e suínos para a China. A autorização marca um avanço concreto na relação comercial com o maior parceiro do agro brasileiro e abre novas oportunidades para o setor de reciclagem animal.

Esta nova etapa só foi possível após a assinatura do Protocolo Sanitário bilateral, em abril de 2023, seguida da realização de auditorias presenciais conduzidas pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), e da conclusão do modelo de certificado sanitário acordado entre as autoridades competentes dos dois países.

Ao todo, foram habilitados 46 estabelecimentos de farinhas de aves e suínos. Além disso, outros quatro estabelecimentos de farinha de pescado também foram habilitados. A autorização contempla unidades com diferentes perfis produtivos, ampliando o escopo de empresas aptas a atender ao mercado chinês.

A habilitação é fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Adidância Agrícola em Pequim, a Embaixada do Brasil em Pequim, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o setor privado nacional, que atuaram de forma coordenada para atender às exigências estabelecidas pelas autoridades chinesas.

A China segue como principal destino das exportações agropecuárias brasileiras. Em 2024, o país asiático importou mais de US$ 49,6 bilhões em produtos do agro nacional. Especificamente no segmento de farinhas de miudezas, que agora passa a incluir as farinhas de aves e suínos, as compras somaram mais de US$ 304 milhões no ano.

Além da importância comercial, a habilitação também reforça o papel do Brasil no avanço de soluções sustentáveis para a agropecuária. A exportação de farinhas de origem animal integra práticas de economia circular, ao transformar resíduos em insumos valorizados pela indústria global.

 





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Pecuária de baixo carbono avança e se torna aliada no combate à crise climática



A pecuária brasileira vive um momento de transformação e busca cada vez mais alinhar produtividade e sustentabilidade. Com novas tecnologias e sistemas integrados, como integração lavoura-pecuária-floresta, manejo rotacionado e recuperação de pastagens, o setor se consolida como parte da solução para a crise climática global.

Essa é a visão defendida por Ana Doralina Menezes, presidente da Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável (MBPS), que há mais de 17 anos atua para difundir práticas que reduzam a pegada de carbono da carne bovina brasileira. “Com conhecimento técnico, políticas públicas bem estruturadas e articulação multissetorial, conseguimos mostrar que a pecuária é parte essencial da solução climática”, afirma ela.

Segundo dados apresentados pela entidade, o uso massivo dessas tecnologias pode reduzir em até 50% as emissões da pecuária de corte brasileira até 2050, conforme estudos da Fundação Getúlio Vargas. Esse cenário projeta um avanço significativo não apenas para o setor, mas para o cumprimento das metas climáticas do país.

Planos e parcerias fortalecem a pecuária sustentável

Um dos marcos para o avanço da pecuária de baixo carbono no Brasil é o Plano ABC+, política pública que apoia práticas como integração de sistemas produtivos, recuperação de áreas degradadas e melhoria genética do rebanho. A MBPS atua em parceria nesse programa, fornecendo dados técnicos e experiências de campo que reforçam a viabilidade dessas práticas no dia a dia das fazendas.

A entidade também colabora com outras iniciativas estratégicas, como o projeto Caminho Verde, voltado para rastreabilidade e metas climáticas, além do Plano Nacional de Rastreabilidade Individual, que busca maior transparência e competitividade para a carne brasileira no mercado internacional.

Para Ana Doralina, o desafio agora é levar essas informações para médios e pequenos produtores, que representam a maior parte da pecuária brasileira. “Assistência técnica e comunicação adaptada são fundamentais para que possamos chegar a todos os perfis de produtores e transformar a realidade do campo de forma inclusiva”, reforça.

Competitividade e imagem da carne brasileira

Nos últimos anos, o Brasil tem se destacado por sistemas de produção majoritariamente a pasto, que possuem baixa pegada de carbono e podem oferecer vantagens competitivas no mercado global. A comunicação desse diferencial, segundo a MBPS, é estratégica para fortalecer a imagem da carne brasileira e abrir novos mercados mais exigentes em critérios socioambientais.

Além de ganhos ambientais, a pecuária de baixo carbono também traz benefícios econômicos. O aumento de produtividade por hectare e o melhor aproveitamento de áreas já abertas reduzem custos de produção e geram novas oportunidades de acesso a financiamentos verdes e programas de incentivo governamentais.



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