segunda-feira, maio 11, 2026

Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi gordo inicia agosto com cotações estáveis



Preço das fêmeas registram quedas no Acre




Foto: Canva

O primeiro dia de agosto foi marcado por estabilidade nas cotações do boi gordo em diversas regiões do país, conforme análise publicada nesta sexta-feira (1) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. O levantamento apontou que tanto compradores quanto vendedores mantiveram postura retraída no início do mês, o que contribuiu para a manutenção dos preços.

Em São Paulo, os valores permaneceram inalterados em todas as categorias de bovinos. A consultoria informou que “as escalas de abate atendiam, em média, a sete dias”.

No Acre, o mercado apresentou queda de R$ 5,00 por arroba nas cotações das fêmeas. Para o boi gordo, entretanto, os preços seguiram estáveis. Não houve referência de negociação para o chamado “boi China” no estado.

Na região Noroeste do Paraná, também foi observada estabilidade nos preços. As escalas de abate, segundo a consultoria, “atendiam, em média, a sete dias”. Situação semelhante foi registrada em Alagoas, onde as cotações se mantiveram sem alterações. Assim como no Acre, não houve referência para o “boi China”.

A Scot Consultoria também destacou os dados da liquidação do contrato futuro do boi gordo com vencimento em julho de 2025 (código BGIN25), encerrado no último dia útil de julho (31/7). Segundo o indicador da B3, a cotação da arroba ficou em R$ 293,54. O indicador do Cepea apontou o valor de R$ 293,50 por arroba, enquanto o da própria Scot Consultoria foi de R$ 294,45.





Source link

News

como será o clima em agosto


O mês de agosto começa com uma de suas principais características climáticas: o ar extremamente seco em grande parte do Brasil. Esse padrão aumenta o risco de focos de queimadas, especialmente no Centro-Oeste, no interior do Nordeste e em partes da região Norte.

Ao mesmo tempo, o calor será intenso. De acordo com a Climatempo, temperaturas entre 38 °C e 40 °C são esperadas no Tocantins, Pará, Maranhão, norte de Mato Grosso e interior da Bahia. Em estados como Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo, as tardes também devem ficar mais quentes.

    Frentes frias trarão chuvas localizadas e queda de temperatura

    Apesar do predomínio do tempo seco, frentes frias devem passar pelo país, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. A primeira delas, informa a Climatempo, chega na primeira semana do mês e poderá causar temporais no Sul e chuva moderada a forte em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

    Outra frente fria está prevista para o fim do mês, podendo derrubar as temperaturas novamente. Há possibilidade de friagem no sul da região Norte, além de geadas e até ocorrência de neve em pontos elevados da região Sul.

    O tempo deve continuar seco em grande parte da região Norte, especialmente no norte do Amazonas, Roraima, Amapá e norte do Pará. Nessas áreas, o volume de chuva será inferior ao normal.

    Em contrapartida, estados como Acre, Rondônia e sul do Amazonas devem receber volumes acima da média, o que pode ajudar a conter o avanço de queimadas.

    Nordeste: chuvas na costa leste e calor no interior

    A circulação dos ventos e a passagem de frentes frias pela costa baiana favorecem a formação de áreas de instabilidade na faixa leste do Nordeste. Estados como Pernambuco e Rio Grande do Norte podem registrar episódios de chuva moderada a forte.

    No entanto, o interior nordestino terá clima mais quente e seco. Cidades como Teresina, Juazeiro e Barreiras devem registrar temperaturas acima da média, com baixa umidade relativa do ar.

    Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul terão temperaturas acima da média durante boa parte do mês. O risco de onda de calor é elevado, especialmente na segunda quinzena.

    As chuvas, quando ocorrerem, serão pontuais e associadas à passagem de frentes frias continentais. Mesmo chuvas fracas, entre 10 mm e 20 mm, já serão suficientes para atingir ou superar a média histórica de agosto na região.

Sudeste: calor, tempo seco e chuva localizada

Agosto terá temperaturas acima da média no Sudeste, com destaque para o interior de Minas Gerais e São Paulo. A chuva será irregular, mas algumas frentes frias poderão provocar instabilidades em áreas do estado paulista, sul de Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Há risco de episódios de chuva moderada, especialmente nas duas primeiras semanas do mês. Mesmo assim, o tempo seco e o calor devem predominar.

Sul: maior chance de chuva e variações bruscas de temperatura

A região Sul será a mais impactada pelas frentes frias. Agosto terá chuvas dentro ou um pouco acima da média em Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba.

O clima será instável, com possibilidade de temporais, geadas e quedas bruscas de temperatura. Eventos de neve em áreas serranas não estão descartados.

Capitais: veja a tendência para agosto de 2025

Confira o resumo da previsão do tempo nas capitais brasileiras, de acordo com a Climatempo, comparando com a média histórica:

Sul

  • Porto Alegre: chuva e temperatura dentro da média
  • Florianópolis: chuva um pouco acima da média e temperatura dentro da média
  • Curitiba: chuva um pouco acima da média e temperatura dentro da média

Sudeste

  • São Paulo: chuva e temperatura um pouco acima da média
  • Rio de Janeiro: chuva um pouco acima da média e temperatura perto da média
  • Vitória: chuva um pouco acima da média e temperatura perto da média
  • Belo Horizonte: chuva e temperatura um pouco acima da média

Centro-Oeste

  • Campo Grande: chuva e temperatura um pouco acima da média (risco de onda de calor)
  • Goiânia: chuva dentro da média e temperatura um pouco acima da média (risco de onda de calor)
  • Brasília: chuva dentro da média e temperatura um pouco acima da média (risco de onda de calor)
  • Cuiabá: chuva e temperatura um pouco acima da média (risco de onda de calor)

Nordeste

  • Salvador: chuva um pouco abaixo da média e temperatura perto da média
  • Aracaju:chuva um pouco abaixo da média e temperatura perto da média
  • Maceió: chuva um pouco abaixo da média e temperatura perto da média
  • Recife: chuva e temperatura dentro da média
  • João Pessoa: chuva dentro da média e temperatura um pouco acima da média
  • Natal: chuva dentro da média e temperatura um pouco acima da média
  • Fortaleza: chuva dentro da média e temperatura um pouco acima da média
  • Teresina: chuva e temperatura dentro da média
  • São Luís: chuva um pouco abaixo da média e temperatura um pouco acima da média

Norte

  • Palmas: chuva dentro da média e temperatura um pouco acima da média (risco de onda de calor)
  • Belém: chuva um pouco abaixo da média e temperatura um pouco acima da média
  • Manaus: chuva um pouco abaixo da média e temperatura um pouco acima da média
  • Macapá: chuva um pouco abaixo da média e temperatura um pouco acima da média
  • Boa Vista: chuva um pouco abaixo da média e temperatura um pouco acima da média
  • Porto Velho: chuva e temperatura um pouco acima da média (possibilidade de friagem)
  • Rio Branco: chuva e temperatura um pouco acima da média (possibilidade de friagem).
Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



Source link

News

Governo autorizará estados a comprar alimentos afetados por tarifaço



O governo federal está disposto a alterar a legislação para que governos locais comprem alimentos que deixarem de ser exportados aos Estados Unidos para compor a merenda escolar, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Ele se reuniu nesta sexta-feira (1º) com o governador do Ceará, Elmano de Freitas, que apresentou a sugestão de que o estado nordestino compre peixes e frutas, afetados pela tarifa de 50%.

“O governador [Elmano] apresentou um plano mais amplo, não só para a merenda escolar. Ele apresentou um plano mais amplo. Essas compras seriam feitas pelo Executivo estadual, mas dependem de uma lei federal, de uma autorização federal. Ele está mandando a sugestão de redação, nós vamos processar”, declarou Haddad na saída do Ministério da Fazenda.

Mais cedo, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, disse que o governo está aberto a comprar alimentos de setores afetados pelo tarifaço e distribuí-los às escolas públicas, reforçando a merenda escolar ou o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A medida faria parte do plano de contingência em discussão no governo.

A mudança na legislação, que pode ocorrer por meio de medida provisória ou projeto de lei, é necessária porque exigiria mudanças na regulação de compras governamentais. Em vez de seguir a lógica tradicional, com pregões eletrônicos pelo menor preço, com margem de preferência para produtos nacionais e cota de pelo menos 30% para produtos da agricultura familiar (no caso do PAA), as compras passariam a beneficiar exportadores.



Source link

News

Novo aplicativo facilita consulta técnica sobre integração lavoura-pecuária-floresta



Está disponível para acesso gratuito nas plataformas Apple Store e Google Play o aplicativo móvel Responde ILPF, da Embrapa. A ferramenta foi desenvolvida para facilitar a consulta a informações técnicas sobre os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).

O app apresenta uma interface intuitiva, na forma de perguntas e respostas, e fornece orientações que vão desde os fundamentos e benefícios dos sistemas integrados até instruções práticas para sua implementação no campo, incluindo também recomendações adaptadas a diferentes regiões e tipos de produção.

Oferecido pela Rede ILPF, o aplicativo utiliza como fonte de informações a publicação “Integração lavoura-pecuária-floresta: o produtor pergunta, a Embrapa responde”, da Coleção 500 Perguntas, 500 Respostas.

“Com informações técnicas confiáveis e de fácil acesso, o app vem para auxiliar no planejamento e na gestão sustentável das propriedades agrícolas que já trabalham ou estão dando arranque à estratégia de ILPF. Também auxilia na capacitação de técnicos e produtores rurais, democratizando o conhecimento sobre sistemas integrados”, ressalta Francisco Matturro, presidente-executivo da Rede ILPF.

A novidade é resultado do projeto “Plataforma Web ILPF digital: sistema de informação para o fomento de sistemas ILPF”, coordenado pela Embrapa Meio Ambiente em parceria com a Embrapa Agricultura Digital e apoio da Rede ILPF.

Assim, visa ampliar o acesso qualificado ao conhecimento sobre essa estratégia de uso da terra, considerada essencial para a agricultura sustentável no Brasil. A iniciativa vem sendo estruturada por meio da Câmara Temática de Agricultura Digital, a qual tem induzido a transformação digital da Rede ILPF.

Público-alvo do aplicativo

Para o pesquisador Ladislau Skorupa, da Embrapa Meio Ambiente, o aplicativo móvel representa uma alternativa prática para quem busca informações confiáveis.

“Embora haja muitos materiais disponíveis sobre ILPF, o app concentra o que é mais relevante, com acesso direto e gratuito via celular”, afirma. O público-alvo inclui produtores rurais, consultores, técnicos, estudantes e empreendedores do setor agropecuário.

Segundo Maturro, a iniciativa aproxima a pesquisa do campo, fortalecendo a agricultura sustentável no Brasil. “Sua importância se destaca na disseminação de boas práticas, na democratização da inclusão digital, incentivando a adoção da ILPF como modelo de produção eficiente, ecologicamente equilibrado e que gera emprego e renda, e consequentemente desenvolvimento socioeconômico”, completa.

Nova tecnologia

O funcionamento do aplicativo Responde ILPF está baseado numa tecnologia lançada pela Embrapa neste ano: a API Responde Agro. Glauber José Vaz, da Embrapa Agricultura Digital e responsável pela API, explica que ela permite o desenvolvimento de mecanismos de busca personalizados para o conteúdo da Coleção 500 Perguntas 500 Respostas, cujas obras são elaboradas a partir de questões formuladas por produtores e respondidas pelos pesquisadores.

A integração dessas informações com os sistemas web ou aplicativos acontece por meio de uma Interface de Programação de Aplicações, ou API, na sigla em inglês. A Plataforma Ater+ Digital é outro exemplo de ferramenta disponível ao público que também utiliza a API Responde Agro.

Desenvolvedores, empresas de tecnologia, startups, instituições públicas e privadas que queiram utilizar a ferramenta em suas próprias soluções digitais podem acessar a API Responde Agro por meio da Plataforma AgroAPI, que reúne também APIs com dados e modelos diversos gerados pela Embrapa de interesse do mercado de tecnologia voltado à agropecuária.

*Sob supervisão de Victor Faverin



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Ministério da Agricultura e Pecuária publica portaria que define o preço mínimo do algodão


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, na manhã desta quarta-feira, 09/07, no Diário Oficial da União, a portaria que define os preços mínimos do algodão para a safra 2025/2026.

Contrariando as expectativas do setor algodoeiro, os valores divulgados permaneceram inalterados em relação à safra anterior, mantendo-se em R$ 114,58 por arroba da pluma. Também não houve alteração nos preços do algodão em caroço (R$ 45,83 por arroba) e do caroço de algodão (R$ 6,73 por arroba).

Abrapa e Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Algodão e Derivados

Em carta enviada ao ministro Carlos Fávaro, do Mapa, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Algodão e Derivados, Gustavo Piccoli, sugeriu o reajuste do preço mínimo da pluma para R$ 125,00 por arroba, um aumento de apenas 9,1% em relação ao valor atual.

A justificativa apresentada por Piccoli levou em conta, entre outros fatores, o aumento dos custos com insumos agrícolas, como fertilizantes, além do preço dos combustíveis. No entanto, o pleito não foi atendido pela área econômica do governo federal.

Na carta, Piccoli também apontou que a elevação do salário-mínimo, o aumento no custo da energia elétrica e a desvalorização do real contribuíram significativamente para o encarecimento da produção algodoeira.

“A atual conjuntura global levou à queda nos preços do algodão e ao retorno da alta nos preços de matérias-primas essenciais à produção nacional. O reflexo tem sido sentido pelos produtores na elevação dos custos de produção, o que exige mais capital para o financiamento da safra e amplia o risco da atividade”, justificou o presidente.

Cenário econômico para o produtor

No mercado interno, o aumento dos juros nas linhas de crédito do Plano Safra 2025/2026 limita o acesso dos produtores à modernização de equipamentos, à expansão de áreas irrigadas e à adoção de inovações tecnológicas — aspectos fundamentais para o desenvolvimento da cotonicultura.

Outros fatores também contribuem para o cenário de insegurança do setor, como o possível aumento do IOF e a taxação da LCA, o que demanda maior cautela por parte dos produtores na hora de investir.

A dependência da importação de fertilizantes tende a encarecer ainda mais os custos de produção, especialmente em contextos de conflitos geopolíticos que impactam diretamente a cotonicultura brasileira. Atualmente, os fertilizantes representam, em média, 17% do custo operacional efetivo da produção de algodão.

No cenário internacional, a disputa tarifária entre China e Estados Unidos é apontada como o principal fator de instabilidade no mercado algodoeiro. O setor é volátil e altamente sensível a condições climáticas e geopolíticas. Apesar da liderança brasileira nas exportações, as cotações da pluma apresentam viés de queda, o que pode comprometer o ritmo de desenvolvimento da atividade.





Source link

News

O que você considera mais desafiador para investir no agroturismo?


O agroturismo tem se mostrado uma alternativa viável para diversificar a renda no campo. Mas, afinal, o que mais impede os produtores de investir nesse caminho?

Na interatividade da semana, perguntamos: O que você considera mais desafiador para investir no agroturismo? A pesquisa mostrou que 68% apontam a falta de recursos para infraestrutura como o maior desafio. Outros 17% citaram a dificuldade em divulgar e 15% têm medo de que o turismo atrapalhe a produção.

Apesar do resultado, o consultor de negócios do Sebrae/SP, Bruno Santos vê a questão por outro ângulo. 

“Apesar dos 68% por participantes optarem este o maior desafio, minha vivência no campo, após atender inúmeros micro e pequenos produtores rurais, posso afirmar: não é a falta de dinheiro ou estrutura o que trava o início no agroturismo e sim a forma como se enxerga o turismo rural e o que o turista realmente procura.”

Segundo ele, muitos acreditam que precisam investir alto em reformas e acomodações. Mas o que encanta o visitante está nas experiências simples e autênticas.

“O café passado na hora, o queijo artesanal com história, a conversa na varanda, a trilha no mato, tratar os animais, colher e comer na hora ou levar para casa, participar da colheita do café e aprender sobre todo o processo até o café na xícara, entre outros… tudo isso tem valor.”

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Além disso, para Bruno, tudo começa quando o produtor reconhece esse valor e organiza com cuidado o que já existe. A partir daí, a divulgação se torna essencial para atrair visitantes. “O que mais trava o agroturismo hoje não é a experiência em si, é a dificuldade de se tornar visível.”

Mostrar o dia a dia nas redes, firmar parcerias locais e contar a própria história ajudam a transformar até propriedades distantes em destinos procurados. “Com um celular na mão e vontade de aprender, qualquer produtor pode transformar a vivência rural em um destino desejado”, afirma Bruno.

Sobre o receio de que o turismo atrapalhe a produção, o consultor garante que é possível equilibrar as duas atividades. “O turismo bem planejado não só respeita a produção ele enobrece.”

Conclusão

O agroturismo não começa com obras ou investimentos altos começa com uma mudança de mentalidade. Acreditar no valor do que já se tem, saber contar essa história com verdade e planejar com cuidado são os primeiros passos para transformar qualquer propriedade rural em um destino de experiências.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Nabo forrageiro se destaca como aliado da agricultura sustentável



Uma das principais vantagens do nabo forrageiro está na sua rápida decomposição



Uma das principais vantagens do nabo forrageiro está na sua rápida decomposição
Uma das principais vantagens do nabo forrageiro está na sua rápida decomposição – Foto: AgrolinkFito

O nabo forrageiro (Raphanus sativus L.) tem se consolidado como uma planta multifuncional de grande valor na agricultura moderna. Segundo a engenheira agrônoma Alessandra Gomes de Melo, a espécie é amplamente empregada como adubo verde, cobertura de solo e até mesmo como fonte de alimentação animal, desempenhando papel estratégico no manejo sustentável das lavouras.

Uma das principais vantagens do nabo forrageiro está na sua rápida decomposição, que contribui para a liberação eficiente de nutrientes no solo, promovendo sua fertilidade. Além disso, ao formar uma densa cobertura vegetal, a planta suprime o crescimento de ervas daninhas, reduzindo a dependência de herbicidas e colaborando para um sistema de produção mais limpo.

No aspecto da conservação do solo, sua cobertura ajuda a proteger contra processos erosivos, melhorando a estrutura física e biológica do solo. Essa função é especialmente útil em sistemas de plantio direto, nos quais o nabo forrageiro atua como importante componente da rotação de culturas.

Além dos benefícios agronômicos, o nabo forrageiro também serve como recurso forrageiro para o gado, podendo ser consumido tanto in natura, na forma de pastagem, quanto ensilado. Sua versatilidade reforça sua importância nas propriedades rurais, contribuindo para a integração lavoura-pecuária e para a sustentabilidade do sistema produtivo.

“Nabo forrageiro é amplamente utilizado como adubo verde devido à sua rápida decomposição e liberação de nutrientes para o solo. O Nabo forrageiro pode ser utilizado como forragem para o gado, podendo ser em forma de pastagem, quanto ensilado”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Paraná pode registrar a maior safra de milho da história



Clima não impede safra recorde




Foto: Pixabay

A colheita da segunda safra de milho no Paraná superou 64% da área plantada, que totaliza 2,77 milhões de hectares, segundo informações do Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na quinta-feira (31) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Apesar dos impactos climáticos adversos, como estiagem, geadas, ondas de calor e, em menor escala, a presença de pragas como percevejos e cigarrinhas, a produtividade das áreas com boas condições superou as expectativas. De acordo com o Deral, “a produção total alcançou 17,06 milhões de toneladas”, número superior à estimativa inicial de 16,8 milhões de toneladas.

O boletim aponta que, mesmo com a previsão de menor rendimento das lavouras remanescentes no norte do estado, já é possível afirmar que esta é a maior safra da história do Paraná tanto em volume quanto em área cultivada.





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

“Não há mais margem”: setor agrícola exige uma solução definitiva para o…


O Comitê de Ligação, que inclui a Sociedade Rural Argentina (SRA), a Coninagro, as Confederações Rurais Argentinas (CRA) e a Federação Agrária, pediu ao Governo regras claras e previsibilidade

Esta terça-feira, 1º de julho, marca o fim do decreto que estabeleceu uma redução temporária nas alíquotas do Imposto de Exportação (DEX) para soja e milho, entre outras culturas. A medida, implementada pelo governo de Javier Milei em 27 de janeiro, foi um dos primeiros gestos em direção ao setor agrícola, mas apenas provisória. A redução temporária havia reduzido o imposto retido na fonte sobre a soja de 33% para 26% e sobre o milho de 12% para 9,5%. Apenas as alíquotas reduzidas para trigo e cevada foram adiadas para 31 de março de 2026.

Nesse contexto, que mudará amanhã, o retorno à estrutura tributária anterior reacendeu as críticas do campo. Em nota divulgada esta manhã, o Comitê de Ligação de Entidades Agrícolas (CEEA), que reúne as quatro principais organizações rurais do país, pediu ao governo que avance no sentido da eliminação dos impostos retidos na fonte. Os líderes das organizações são Nicolás Pino (Sociedade Rural Argentina), Andrea Sarnari (Federação Agrária Argentina), Lucas Magnano (Coninagro) e Carlos Castagnani (Confederações Rurais Argentinas).

“Há meses e anos, reivindicamos medidas urgentes e definitivas para enfrentar os graves problemas de competitividade que o setor enfrenta. Temos feito isso institucionalmente, em todas as reuniões com legisladores, autoridades do Poder Executivo Nacional e governos provinciais. E continuaremos a fazê-lo com responsabilidade e firmeza”, enfatizaram.

“O principal desafio à validade dos Direitos de Exportação, além das alíquotas, é que eles são um imposto distorcido, anacrônico e prejudicial que gerou um inevitável atraso social, tecnológico e produtivo, apesar dos esforços isolados de produtores e outros elos da cadeia para sustentar a produção e as raízes rurais”, acrescentou o Comitê de Ligação. Segundo as organizações, esse imposto impediu a Argentina de aproveitar “oportunidades imbatíveis de investimento e desenvolvimento federal”.

Durante os cinco meses em que a redução vigorou, o governo buscou estimular as vendas e acelerar a liquidação de moeda estrangeira. Segundo analistas do setor, a entrada de moeda estrangeira proveniente das exportações agrícolas em junho pode atingir o recorde de US$ 7,4 bilhões.

Além disso, o Instituto de Estudos Econômicos da Sociedade Rural Argentina (SRA) estimou que o setor se beneficiou, durante os cinco meses em que a medida esteve em vigor, em US$ 544 milhões, dos quais 81% vieram da soja. Segundo a organização, o alívio fiscal impulsionou as vendas.

Analistas do mercado de grãos já alertaram que, embora o setor tenha respondido com aumento nas vendas durante toda a vigência da medida, esse ritmo não se sustentará com essa nova realidade.

No entanto, os trabalhadores agrícolas sustentaram que o impacto da medida foi limitado devido à sua natureza temporária. “A carga tributária sufocante, injusta e desigual prejudica a competitividade do setor em todas as províncias onde a cadeia agroindustrial define desenvolvimento, emprego e qualidade de vida”, afirmou o Comitê de Ligação.

“Não há mais espaço para medidas discricionárias de curto prazo, que só aumentam a incerteza e a ansiedade. O campo argentino precisa de regras claras, previsibilidade e uma Argentina sem restrições”, concluíram.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Estiagem afeta pastos e eleva custos para produtores



Preços reagem após queda em julho




Foto: Divulgação

O mercado pecuário registrou uma melhora no ritmo das negociações nos últimos dias, com os preços do boi gordo começando a se estabilizar e até apresentar ligeiras valorizações. A movimentação mais intensa reflete uma mudança no comportamento dos pecuaristas, que passaram a reter os animais diante das quedas registradas anteriormente.

Segundo informações divulgadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), após sucessivas baixas durante boa parte de julho, muitos produtores passaram a adotar uma postura mais cautelosa na comercialização, reduzindo a oferta em algumas regiões. Esse cenário contribuiu para uma recuperação nas cotações da arroba, além de estimular pequenos reajustes no atacado. Em São Paulo, por exemplo, os valores dos cortes com osso apresentaram alta, algo que não era observado desde 18 de junho.

Os pesquisadores do Cepea alertam, no entanto, que o período entre agosto e setembro é especialmente desafiador para o manejo das pastagens no Brasil. A queda na qualidade e disponibilidade do pasto obriga os pecuaristas a investirem na suplementação alimentar do rebanho, mesmo quando o abate não é uma prioridade imediata. Essa estratégia eleva os custos de produção e, neste ano, tem ocorrido em um contexto de preços de venda ainda inferiores aos praticados no primeiro semestre.

O cenário indica que o equilíbrio entre oferta e demanda continua sendo o principal fator de influência nos preços, enquanto os custos de manutenção seguem pressionando as margens do produtor. A expectativa agora recai sobre a capacidade de sustentação desse movimento de valorização nas próximas semanas.





Source link