segunda-feira, maio 11, 2026

Agro

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Lula descarta desafiar EUA, mas diz que Brasil não é republiqueta


O Brasil não deve abrir mão de procurar viabilizar uma alternativa ao dólar como moeda para fazer comércio internacional, afirmou neste domingo (3) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante discurso sobre o tarifaço de 50% que os Estados Unidos (EUA) impuseram contra o país. Cerca de 36% das exportações brasileiros foram taxadas pela Casa Branca. 

“Eu não vou abrir mão de achar que a gente precisa procurar construir uma moeda alternativa para que a gente possa negociar com os outros países. Eu não preciso ficar subordinado ao dólar”, afirmou o presidente brasileiro.

Apesar de os EUA não citarem diretamente a substituição do dólar no comércio global como motivo para taxação do Brasil, analistas têm apontado que essa proposta em discussão no Brics está por trás da ação de Donald Trump. 

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Durante a Cúpula do Brics, no Rio de Janeiro (RJ), entre 6 e 7 de julho, Trump fez críticas ao bloco e prometeu retaliar países que substituam o dólar no comércio. O uso do dólar como moeda internacional concede uma vantagem competitiva para os EUA na economia global. 

Em convenção do Partido dos Trabalhadores (PT), em Brasília, Lula destacou que o Brasil não quer desafiar os EUA, mas que o país tem interesses estratégicos que precisa defender. O presidente afirmou que o Brasil não é uma “republiqueta” e que quer negociar em igualdade de condições.

“Os EUA são muito grande, é o país mais bélico do mundo, é o país mais tecnológico do mundo, é o país com a maior economia do mundo. Tudo isso é muito importante. Mas nós queremos ser respeitados pelo nosso tamanho. Nós temos interesses econômicos e estratégicos. Nós queremos crescer. E nós não somos uma republiqueta. Tentar colocar um assunto político para nos taxar economicamente é inaceitável. É inaceitável”, avaliou.

Lula fez referência às críticas dos EUA ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, um dos motivos apontados por Trump para taxar o Brasil.

Relações diplomáticas 

O presidente brasileiro, por outro lado, acrescentou que o governo segue aberto a negociações com os EUA e que, apesar de o país norte-americano não ter mais a mesma importância econômica que já teve para o Brasil, as relações diplomáticas devem ser preservadas.

“O Brasil hoje não é tão dependente como já foi dos Estados Unidos. O Brasil tem uma relação comercial muito ampla no mundo inteiro. A gente está muito mais tranquilo do ponto de vista econômico. Mas, obviamente, que eu não vou deixar de compreender a importância da relação diplomática com os Estados Unidos, que já dura 201 anos”, afirmou.

Lula disse ainda que o governo vai trabalhar para defender as empresas e os trabalhadores afetados pelo tarifaço enquanto deixa a porta aberta para negociações com a Casa Branca.

“Vamos dizer o seguinte, ‘olha, quando quiser negociar, as propostas estão na mesa. Aliás, já foram apresentadas propostas pelo [vice-presidente] Alckmin e pelo [ministro das relações exteriores] Mauro Vieira. Então, é simplesmente isso”, finalizou.

Negociações

Após a formalização do tarifaço, a Secretaria de Tesouro dos EUA entrou em contato com o Ministério da Fazenda para iniciar negociações. Na última sexta-feira (1º), o presidente Donald Trump disse que está disposto a conversar com o presidente Lula.  

Segundo Haddad, o governo deve anunciar, nos próximos dias, um pacote de medidas com linhas de crédito para empresas afetadas pelo tarifaço de Trump.



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Romã e alecrim viram curativo líquido natural que imita estrutura da pele



Uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveu um curativo líquido à base de polivinilpirrolidona (PVP) com extratos naturais de casca de romã e alecrim.

Aplicado de forma pastosa, o curativo seca rapidamente e forma um filme protetor nas lesões na pele, inibindo o crescimento de microrganismos. A formulação é composta por solventes verdes, como água e etanol, e concentrações de compostos fenólicos, conhecidos pela sua ação antimicrobiana e antioxidante.

Enquanto curativos convencionais enfrentam diversas limitações, como baixa capacidade antimicrobiana, necessidade de trocas frequentes, reduzida biodegradabilidade e maiores riscos de infecção, o curativo criado pelos pesquisadores da Unicamp é de fácil aplicação, resistente à água e reduz o desconforto causado por solventes mais agressivos, além de ter baixo custo de produção.

A pesquisa é coordenada por Maurício Ariel Rostagno, professor da Unicamp, que desenvolve um sistema para permitir a caracterização da composição química de matérias-primas naturais de forma rápida, eficiente e com monitoramento em tempo real enquanto ocorre a produção de pequenas quantidades de extratos obtidos por meio do fracionamento dos compostos presentes.

O curativo líquido é sustentável, favorece a reutilização de resíduos agroindustriais e imita a estrutura natural da pele. Além disso, dispensa medicamentos adicionais com propriedades antimicrobianas, contribuindo para um tratamento mais acessível.

Atualmente, a tecnologia está com patente depositada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

*Sob supervisão de Victor Faverin



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho recua em Chicago com produção recorde e exportações dos EUA em alta



O mercado internacional de milho encerrou julho sob forte pressão




Foto: Divulgação

O mercado internacional de milho encerrou julho sob forte pressão de baixa. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o bushel caiu para US$ 3,94 no dia 31, contra US$ 4,01 uma semana antes. Esse é o menor valor desde setembro de 2024 para o primeiro vencimento do contrato.

Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), a queda é reflexo de uma combinação de fatores. De um lado, o clima segue favorável nos EUA, com 73% das lavouras em boas ou excelentes condições no fim de julho. De outro, os embarques do país surpreenderam positivamente: 1,5 milhão de toneladas foram exportadas na semana, acumulando 60,3 milhões no ano — 29% acima de 2024.

A perspectiva de colheita farta nos EUA se soma a uma supersafra brasileira. A produção total de milho no Brasil pode chegar a 150 milhões de toneladas, com a segunda safra representando 123,3 milhões — um recorde histórico. O CEEMA já batizou esse ciclo de “mãe de todas as safrinhas”, com expectativa de crescimento de quase 20% em relação ao ano anterior.

No Brasil, os preços seguem pressionados para baixo, impactados pelo avanço da colheita e pelo ritmo lento das exportações. Apesar de parte dos produtores estarem segurando o milho, a necessidade de quitar contratos de custeio entre agosto e setembro tende a aumentar a oferta, intensificando a pressão nos preços.

Mesmo com atraso na colheita — que atinge 66,1% da área nacional segundo a Conab —, os volumes colhidos sustentam a perspectiva de uma oferta robusta. Esse cenário, segundo o CEEMA, deve manter os preços baixos até o final de 2025, caso as condições climáticas para a próxima safra também sejam favoráveis.

 





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o fascinante universo dos tratores e caminhonetes em escala


Quando falamos em agronegócio, pensamos em tecnologia, tradição, produtividade. Mas há um novo fenômeno ganhando força entre produtores, profissionais do campo e famílias rurais: o colecionismo de carros, tratores e caminhonetes em miniatura.

Esse universo, antes associado ao público urbano ou infantil, agora ocupa lugar de destaque em fazendas, escritórios de agrônomos e até em estandes de feiras agropecuárias. Mais do que um hobby, essas miniaturas são uma forma de expressar paixão pela vida no campo, preservar memórias e representar o orgulho do agro em escala reduzida.

Trator-em-miniatura
Imagem criada por inteligência artificial

Tratores em miniatura: história, tecnologia e identidade rural

Um dos segmentos mais valorizados dentro do colecionismo são os tratores agrícolas em miniatura. Modelos da John Deere, Massey Ferguson, Valtra e New Holland são recriados com incrível nível de detalhe, em escalas como 1:64, 1:32 e 1:16. Essas réplicas apresentam desde tratores clássicos dos anos 1950 até colheitadeiras e pulverizadores com design atual.

A marca John Deere, por exemplo, possui uma linha oficial de miniaturas produzida com qualidade premium, muito procurada por agricultores e concessionárias. Os modelos servem não apenas como objetos de coleção, mas também como itens decorativos ou até brindes em grandes negociações no campo.

Para muitos produtores, ter na estante o trator que o avô dirigia ou a colheitadeira que revolucionou sua lavoura é uma maneira de eternizar histórias familiares e reforçar a identidade rural.

Pick-ups e veículos utilitários: o estilo de vida do campo em miniatura

O campo também tem suas estrelas sobre quatro rodas. As pick-ups fazem parte do cotidiano rural brasileiro, e não poderia ser diferente no mundo do diecast, que é como também são chamadas as miniaturas de veículos.

Modelos como Chevrolet D-20, Ford F-1000, Toyota Bandeirante, Dodge RAM, Hilux, Amarok e S10 estão entre os mais desejados pelos colecionadores do agro.

Coleção de pick-ups em miniatura- imagem gerada por I.A.
Coleção de pick-ups em miniatura- imagem gerada por I.A.

As miniaturas retratam esses veículos com fidelidade: desde a pintura até os pneus largos e o rack de carga. Marcas como GreenLight Collectibles, Maisto e Majorette investem pesado em séries dedicadas ao público rural, como:

  • “Dually Drivers” (picapes com rodas duplas)
  • “Country Roads” (estradas de terra e vida no interior)
  • “Agricultural Line” (tratores e colheitadeiras realistas)
  • “Off-Road Series” (veículos para terrenos irregulares)

Essas linhas têm conquistado um público fiel no Brasil, que vê nelas uma forma de levar o campo para dentro de casa, mesmo em versão reduzida.

Confira algumas das marcas mais relevantes quando o assunto é miniatura no campo:

John Deere Miniatures

  • Fabricada com alto padrão pela empresa Ertl.
  • Tratores, colheitadeiras e implementos agrícolas com realismo impressionante.
John Deere Colletion

GreenLight Collectibles

  • Réplicas licenciadas de picapes e caminhonetes.
  • Séries voltadas para o universo rural e colecionadores exigentes.
greenlight farm

Maisto

  • Modelos variados em 1:18, 1:24 e 1:64.
  • Veículos utilitários, caminhões e pick-ups com bom custo-benefício.
Maistro Valtra - divulgação

Matchbox

  • Foco em veículos de trabalho: tratores, retroescavadeiras e caminhonetes.
  • Ideal para quem está começando no hobby.
Matchbox tratores - Imagem divulgação

Hot Wheels

  • Marca mais popular do mundo.
  • Foco em esportivos, mas com séries especiais de veículos rurais e caminhonetes.
Hot Wheels tractor - Imagem de divulgação
Hot Wheels tractor – Imagem de divulgação

Majorette

  • Marca francesa com tradição em miniaturas desde os anos 60.
  • Destaque para linhas agrícolas, off-road e clássicos europeus com ótimo acabamento.
  • Reconhecida por realismo, portas funcionais e suspensão em modelos 1:64.
Majorette Tractor

Como começar sua coleção agro?

  1. Escolha sua escala favorita (1:64 é a mais acessível).
  2. Defina um tema: tratores antigos, colheitadeiras modernas ou pick-ups clássicas.
  3. Participe de grupos e eventos: no Facebook, WhatsApp e encontros físicos.
  4. Monte uma estante temática com elementos do campo e suas miniaturas favoritas.

O universo global do ‘diecast’: onde o agro encontra a cultura pop

Muito além dos tratores e picapes, o colecionismo Diecast é parte de um movimento mundial que envolve história automotiva, memória afetiva e cultura visual. E o agro faz parte disso.

O termo “Diecast” se refere ao processo de fundição de metal sob pressão, usado para criar miniaturas duráveis e detalhadas. Esse mercado movimenta milhões anualmente, com colecionadores apaixonados, séries limitadas, feiras internacionais e comunidades gigantescas no Brasil e fora dele.

Raridades, eventos e paixão que move colecionadores no Brasil

No Brasil, o universo Diecast vem crescendo com força. Encontros como o Salão Diecast, feiras especializadas e grupos online movimentam o setor com trocas, vendas e exposições de peças raras. Miniaturas com pintura exclusiva, erros de fábrica, embalagens especiais ou lançamentos comemorativos são chamadas de chase, super treasure hunt, entre outros e podem atingir valores altos no mercado de colecionadores.

Além disso, influenciadores e canais dedicados compartilham conteúdo educativo e inspirador, conectando o campo com o mundo da cultura pop, do automobilismo e da arte.

Salao-Diecast-Imagem-oficial

Um hobby que une gerações e conecta o agro ao mundo

O que torna o colecionismo de miniaturas tão poderoso é sua capacidade de unir o passado, o presente e o futuro. Seja por amor aos tratores do avô, à primeira Hilux da fazenda ou ao simples desejo de eternizar o agro em forma de arte, as miniaturas são mais do que objetos: são símbolos da nossa identidade rural.

E ao mesmo tempo, nos conectam com um movimento global, onde o campo, a cidade e a cultura se encontram na palma da mão.

Curiosidades: a miniatura ‘diecast’ mais valiosa já vendida

A miniatura mais cara do mundo é o icônico Hot Wheels Pink Rear‑Loading VW Beach Bomb (1969), um protótipo raríssimo em rosa com pranchas de surfe saindo da janela traseira. Foram produzidos apenas alguns protótipos e apenas dois modelos rosa são conhecidos, tornando esta peça, muitas vezes chamada de Santo Graal dos colecionadores, praticamente única.

hot-wheels-beach-bomb-rosa-Imagem-Divulgação

Estima‑se que o valor de mercado atual desse item esteja na faixa de US $150 mil a US $175 mil, com histórico de vendas que ultrapassam seis dígitos.

Esse Hot Wheels não entrou em produção comercial por causa de falha no design: ele era muito estreito e instável nas pistas com o acessório Super Charger, o que levou a Mattel a redesenhá-lo com pranchas de surfe posicionadas na lateral e maior estabilidade.

Do que são feitas as miniaturas?

Hot Wheels e outras miniaturas de veículos são geralmente feitas de Zamac, uma liga metálica composta principalmente por zinco. As letras Z-A-M-A-C representam seus principais componentes:

  • Zzinco: É o metal base, presente em maior proporção. Confere resistência e durabilidade às miniaturas.
  • A\lumínio: Adicionado para melhorar a fluidez do material durante a fundição e reduzir o peso.
  • MAmagnésio: Contribui para a resistência e a dureza da liga.
  • Ccobre: Ajuda a aumentar a dureza e a resistência à corrosão do ZAMAC.

Além do corpo principal de Zamac, as miniaturas também incorporam outros materiais, como:

  • Plástico: Utilizado nas rodas, vidros, interiores e em alguns detalhes externos.
  • Borracha: Em alguns modelos mais detalhados ou premium, os pneus podem ser feitos de borracha.
  • Tinta e decalques: Para a pintura e os designs das miniaturas.

Essa combinação de materiais permite a produção em massa de miniaturas duráveis, com bom acabamento e a um custo acessível.

Zamac - imagem criada por I.A.



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AgroNewsPolítica & Agro

Trigo cai em Chicago com avanço da colheita nos EUA e melhora na Austrália



As cotações internacionais do trigo voltaram a recuar




Foto: Pixabay

As cotações internacionais do trigo voltaram a recuar nesta última semana de julho. O bushel fechou o dia 31 a US$ 5,23 em Chicago, contra US$ 5,41 uma semana antes. A pressão veio tanto do avanço da colheita nos Estados Unidos quanto da melhora nas lavouras da Austrália.

De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), a colheita do trigo de inverno nos EUA alcançou 80% da área plantada, enquanto o trigo de primavera começa lentamente a ser colhido. As condições dessas lavouras são medianas: apenas 49% estão entre boas a excelentes, 33% regulares e 18% ruins.

Os embarques norte-americanos de trigo, porém, decepcionaram. Foram apenas 288 mil toneladas na semana analisada, abaixo das expectativas do mercado. Mesmo assim, o acumulado do ano já soma 3,3 milhões de toneladas — 6% acima do mesmo período de 2024.

No cenário asiático, destaque para a Austrália, onde as chuvas de julho melhoraram o potencial das lavouras. A expectativa de produção foi elevada de 30,6 para até 34 milhões de toneladas. Essa melhora pode aumentar a oferta global e pressionar ainda mais os preços, que já se aproximam dos menores patamares desde 2020.

No Brasil, os preços do trigo permanecem estáveis, mas com leve viés de baixa no Paraná. O Rio Grande do Sul registra valores ao redor de R$ 70,00 por saca, enquanto no Paraná o preço oscila entre R$ 76,00 e R$ 78,00. Pela primeira vez em meses, a média gaúcha ficou abaixo de R$ 70,00/saca.

A CEEMA destaca ainda que o plantio foi concluído no Sul do Brasil e a colheita já começou em regiões do Centro-Oeste e de Minas Gerais. O mercado deve acompanhar com atenção o impacto da oferta australiana nos preços do trigo importado, fator que pode influenciar diretamente as negociações internas nos próximos meses.





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Da genética à mesa: novilhas angus com 17,5 arrobas provam o valor da pecuária de precisão


Pecuaristas, a busca por resultados extraordinários na pecuária brasileira continua a render histórias inspiradoras. No estado de Mato Grosso do Sul, um lote de novilhas angus está surpreendendo e mostrando que a idade é apenas um detalhe: com um manejo de ponta, as fêmeas conseguiram um ganho de peso médio de uma arroba por mês, alcançando 17,5 arrobas aos 17 meses de idade. Já clica aí pra assistir ao vídeo abaixo e conferir essa história que é pura inspiração para a sua fazenda!

Essa prova de excelência e inovação foi o grande destaque do quadro Giro pelo Brasil desta sexta-feira (1º).

O programa, transmitido pelo Canal Rural, destacou o trabalho de um pecuarista que, com um manejo de alta tecnologia, está produzindo um gado de altíssima qualidade e com um peso que impressiona, reforçando o constante avanço da pecuária brasileira.

A receita de sucesso da Agropecuária AH

De onde veio essa novilhada que está dando o que falar? Essa produção de primeira é do pecuarista Helder Hofig, à frente da Agropecuária AH, grupo que controla a Fazenda Córrego Azul, localizada em Brasilândia, no estado de Mato Grosso do Sul.

Helder e sua equipe estão de parabéns por um trabalho que reflete o cuidado, o investimento e a visão de quem busca a excelência na criação de bovinos.

Quem fez questão de apresentar esses resultados impressionantes foi Alexandre Scaff Raffi, que, além de pecuarista, é gerente da unidade CPG da Friboi de Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul.

Alexandre mostrou um super lote de novilhas angus, todas elas crioulas da fazenda e aprovadas no Protocolo 1953, um selo de qualidade que valoriza a carne macia e suculenta.

Os números da novilhada que impressionam

Foto: Divulgação/Friboi CPG
Foto: Divulgação/Friboi CPG

Agora, preparem-se para os números que comprovam a grandiosidade desse lote. As novilhas angus, abatidas com apenas 17 a 18 meses de idade, surpreenderam com um peso médio por carcaça de 17,5 arrobas!

Essa performance impressionante é resultado de um sistema de cria da fazenda que conta com um programa de melhoramento genético intra-rebanho, com a consultoria do professor doutor José Bento Ferraz, da USP de Pirassununga.

Além disso, o gado é criado em um sistema de pastoreio racional voisin e termina a engorda em confinamento, uma combinação de manejo que garante a precocidade e o peso que fazem a diferença no resultado final.

O que é o Protocolo 1953?

O Protocolo 1953, que garante um dos maiores bônus aos pecuaristas do país, foi lançado em 2018. Ele privilegia os produtores que trabalham para obter animais que garantem uma carne macia, saborosa e suculenta, atendendo às exigências dos mercados mais nobres.

Entre as regras básicas para que um animal desta grife de carne seja certificado, está o grau de sangue: ter no mínimo 50% de sangue de raças taurinas.

O programa abriu uma porta para valorizar não só animais cruzados com angus, mas também com demais raças taurinas como hereford, charolês, blonde d’aquitaine e outras raças sintéticas como o canchim.

No entanto, para trilhar o caminho da produção de um bovino que gera uma carne de qualidade superior, não depende somente da genética. A alimentação do gado é um ponto fundamental, pois o animal precisa ter um acabamento de gordura adequado para atender aos critérios do protocolo.



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Café brasileiro deve entrar na lista de exceções do tarifaço



O café ficou de fora da lista de quase 700 exceções à taxação de 50% imposta por Donald Trump, mas, para Gil Barabacque, analista de mercado da Safras & Mercado, o produto deve ser incluído em breve entre os itens isentos da tarifa.

“O fato de o café não ter entrado na lista causou muita surpresa, porque não faz sentido dentro do atual cenário. O principal prejudicado com a imposição da tarifa é o consumidor norte-americano. O Brasil representa cerca de 30% das importações de café verde pelos Estados Unidos. Ou seja, o impacto é significativo. É o maior fornecedor, e essa substituição por outro país não pode ser feita rapidamente, ao menos não com o mesmo volume que o Brasil exporta. Diante disso, existe uma perspectiva concreta de que, nas próximas semanas, o café passe a integrar a lista de exceções”,  afirma Barabacque.

Segundo o analista, o mercado já antecipou a possível inclusão do café na lista, o que trouxe certa estabilidade aos preços.

“Esse tarifaço trouxe volatilidade à Bolsa de Nova York, que é a principal referência global para o café arábica. Inicialmente, houve uma reação de alta, fruto da surpresa pela ausência do café na lista. Depois, prevaleceu uma leitura de médio e longo prazo, que considera o efeito negativo da tarifa para o consumo e a demanda no mercado norte-americano. Hoje, há um otimismo crescente de que o produto será incluído”, explica.

“O mercado está andando de lado. Ou seja, os preços internos não têm apresentado grandes oscilações, nem para cima, nem para baixo. Além disso, os negócios estão sendo feitos em ritmo moderado, porque tanto compradores quanto vendedores aguardam um desfecho sobre a entrada do café na lista de exceções”, complementa.

Preço em queda

Antes da imposição do tarifaço por Donald Trump, o preço do café havia disparado no início do ano, mas começou a cair no fim do primeiro semestre de 2025. Barabacque explica que as oscilações são consequência direta das condições climáticas de 2024, que afetaram a produção brasileira.

“A queda nos preços nesse momento não tem relação direta com as tarifas. Está mais ligada à mudança de perspectiva no mercado. No ano passado, houve escassez de café, o que impulsionou os preços até o começo de 2025. A partir de abril, esse cenário começou a mudar, principalmente com a melhora na oferta global de robusta, incluindo o conilon brasileiro’,  afirma.

Segundo ele, a chegada da nova safra brasileira e a melhora nas condições climáticas contribuíram para o alívio nos preços.

“Este ano o Brasil não teve uma seca tão prolongada quanto em 2024. Houve períodos de redução de chuvas, mas não uma estiagem intensa como a anterior. O inverno, que no início assustou, acabou se mostrando menos rigoroso. Tudo isso começou a criar uma expectativa mais positiva para a próxima safra. Esse conjunto de fatores contribuiu para a queda nos preços”, diz.

Mesmo assim, o analista aponta que há um suporte nos preços do arábica, já que a oferta neste ano ainda é menor do que a registrada em 2024, justamente por causa da seca anterior.

“Esse fator ajuda a sustentar os preços. Mas, no segundo semestre, o foco do mercado se volta para a safra de 2026. As atenções se voltam para a florada e para as chuvas, que são fundamentais para o desenvolvimento da próxima safra’, explica.

Clima terá mais peso que tarifas

Barabacque acredita que, no longo prazo, as condições climáticas terão mais influência no mercado de café do que o próprio tarifaço.

“A tarifa, se mantida, deve alterar os fluxos de comércio. Os Estados Unidos comprariam menos café do Brasil e mais de outras origens. Em contrapartida, o Brasil buscaria novos mercados. Isso afeta os diferenciais de preço entre origens. Mas, no médio e longo prazo, o impacto mais relevante viria do aumento de custos para o maior consumidor mundial, os EUA, e da expectativa com a próxima safra brasileira” avalia.

“Esses dois fatores, consumo mais caro e safra brasileira, pesam bastante, mas acredito que a expectativa com a produção nacional deve ter mais peso no comportamento do mercado do que o próprio tarifaço”, conclui o analista.



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O Brasil precisa do Congresso agora


O recesso parlamentar chegou ao fim, e o Congresso Nacional volta à cena pressionado por uma conjuntura inédita: tarifas comerciais unilaterais impostas pelos Estados Unidos contra produtos estratégicos do Brasil e sanções diplomáticas que atingem diretamente ministros do Supremo Tribunal Federal. Em meio a esse cenário, cresce a expectativa sobre como as instituições brasileiras — e, principalmente, o parlamento — reagiram diante de uma crise que extrapola ideologias e exige uma postura de soberania nacional.

As tarifas de até 50% impostas pelos Estados Unidos ainda atingem produtos pilares da pauta  exportadora brasileira. Ao mesmo tempo, o uso da Lei Magnitsky para sancionar o ministro Alexandre de Moraes, do STF, elevou a tensão diplomática entre os dois países e expôs a fragilidade institucional diante de pressões externas.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Se o executivo ainda busca calibrar a resposta por meio da diplomacia, cabe ao Congresso, na retomada de seus trabalhos, assumir o protagonismo. Isso significa ir além da disputa de narrativas partidárias e construir uma agenda que defenda o Brasil, sua economia e suas instituições.

Entre os temas que aguardam os presidentes das casas, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, estão:

  • Propostas de limitação do poder do STF;
  • Pressão por uma CPI da Censura;
  • Projetos de anistia e revisão de decisões judiciais ligadas à polarização política;
  • Discussão sobre o novo marco regulatório da tributação da exportação;
  • Reforço ao crédito emergencial para setores afetados pelas tarifas internacionais.

Essa pauta densa, porém, não pode ignorar o que está em jogo: o risco de retração econômica para o Brasil, especialmente no agronegócio e outros que já sofrem com cancelamentos de contratos e queda na competitividade internacional.

O momento pede uma postura institucional clara e sem ambiguidade. O Congresso precisa:

  1. Aprovar medidas emergenciais de suporte ao setor produtivo, como linhas de crédito específicas, incentivos à diversificação de mercados e salvaguardas comerciais;
  2. Reforçar a soberania nacional, sem ceder a imposições externas que coloquem em risco a autonomia dos poderes;
  3. Criar um pacto pela unidade institucional, com a convocação de líderes do Executivo, Judiciário e sociedade civil para uma resposta coordenada;
  4. Estabelecer uma agenda de Estado, não de governo — uma agenda que coloque o Brasil em primeiro lugar, acima de qualquer polarização ideológica.

O agronegócio, responsável por mais de 25% do PIB brasileiro e 48% das exportações, está no centro da crise gerada pelas tarifas americanas. O setor clama por previsibilidade, estabilidade institucional e políticas públicas que o protejam diante de um cenário de guerra comercial travestida de retaliação política.

Negar apoio ao agro neste momento é negligenciar um dos pilares da economia nacional. A defesa do produtor rural, seja grande ou pequeno, precisa estar na linha de frente das ações do Legislativo, especialmente daqueles que se dizem representantes do interior do Brasil.

Conclusão: o momento exige grandeza institucional

O Brasil enfrenta, hoje, uma prova de fogo. E ela não se resolverá com tweets, bravatas ou jogos de empurra entre os poderes. O povo brasileiro,especialmente quem carrega o país nas costas, como os produtores e trabalhadores, espera respostas concretas.

É hora de o Congresso Nacional mostrar que está à altura da missão histórica que lhe cabe. O país precisa de unidade, responsabilidade e liderança.

Acima da esquerda, da direita ou do centro, deve estar a bandeira do Brasil.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Popularidade do morango do amor eleva preços na Serra Gaúcha


A produção de morango no Rio Grande do Sul tem sido impactada por fatores climáticos e pela crescente demanda local. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (31), a maturação dos frutos acelerou na região administrativa de Caxias do Sul, favorecida pela insolação e temperaturas moderadas, o que resultou em leve aumento da produção em relação ao período anterior.

A entidade informou que “os cultivos implantados neste ano se desenvolvem bem e emitem novas flores”, acrescentando que a sanidade das lavouras está adequada. No entanto, apesar da melhora nas condições, a produção atual ainda não é suficiente para atender plenamente os mercados habituais.

A alta procura por morangos de maior calibre, especialmente utilizados na preparação do “morango do amor” – coberto por brigadeiro branco e calda de caramelo –, gerou um pico nas vendas e nos preços. O quilo chegou a R$ 50,00 e permanece em patamares elevados, impulsionado também pela movimentação turística na Região das Hortênsias e na Serra.

Com a baixa oferta local, agricultores têm buscado morangos em outros estados, o que pressiona ainda mais os preços. A fruta in natura é vendida entre R$ 30,00 e R$ 40,00 por quilo diretamente aos consumidores, enquanto o congelado varia de R$ 15,00 a R$ 20,00. Na Ceasa, os valores pagos aos produtores estão entre R$ 25,00 e R$ 30,00.

Em Pelotas, as baixas temperaturas, a falta de sol e a alta umidade têm limitado o desenvolvimento das lavouras, reduzindo a floração e o tamanho dos frutos, além de favorecer doenças. A produção segue abaixo do esperado, com preços de R$ 30,00/kg em Turuçu e Morro Redondo, entre R$ 30,00 e R$ 40,00 em Rio Grande e entre R$ 35,00 e R$ 45,00 em Pelotas e Capão do Leão.

Na região Norte do estado, os dias ensolarados contribuíram para a recuperação da cultura. As plantas voltaram a emitir flores e frutos, mas a produção continua abaixo da média para o período, com preço médio de R$ 30,00/kg.

No Sul do estado, especialmente no Baixo Vale do Rio Pardo, a limitação na radiação solar tem atrasado a maturação dos frutos e prejudicado o sabor. A Emater/RS-Ascar observa que “a oferta e a demanda do produto estão em equilíbrio”, com preços variando entre R$ 20,00 e R$ 25,00/kg.





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Festa do Peão de Barretos divulga cartaz para celebrar 70 anos



A obra chamada “Entre a sela e a canção”, da artista plástica Bettina Alves, ilustra o cartaz oficial da 70ª Festa do Peão de Barretos. Conhecida pelo talento no realismo e pela paixão declarada pelo universo sertanejo, Bettina criou uma obra que homenageia os competidores, a música raiz e os 70 anos de história do maior rodeio da América Latina.

Para celebrar as sete décadas da Festa, a artista criou um personagem simbólico: o Jeromão. “Desde o início eu queria representar o Jeromão, que é o símbolo do peão de boiadeiro”, explica a artista. Na obra, ele aparece de costas, caminhando em direção à arena de Barretos com a sela e um violão – elementos que representam o rodeio e a música sertaneja. O cenário expressa o contraste entre memória e presente, com tons que misturam o realismo da trajetória com a emoção da chegada.

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“Quis mostrar a bagagem de 70 anos sendo levada por ele até a arena. Tem um toque de saudade, de lembrança de uma montaria passada, mas também de futuro, de força e continuidade”, comenta Bettina.

A obra será exibida durante o evento no Memorial do Peão, ao lado de outros cartazes que fazem parte da história da Festa. O cartaz é uma tradição do evento que conta em sua galeria com artes assinadas por grandes nomes como Tomie Ohtake, Hans Donner, Oscar Niemeyer, Ziraldo, Romero Brito, Manabu Mabe, entre outros. A 70ª Festa do Peão de Barretos acontece de 21 a 31 de agosto.



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