domingo, maio 10, 2026

Agro

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Haddad diz que plano de contingência vai priorizar pequenos produtores



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira (6) que o plano de contingência do governo federal para ajudar setores atingidos pelo tarifaço terá como prioridade os pequenos produtores rurais.

“Vamos ter o plano muito detalhado para começar a atender, sobretudo, aqueles que são pequenos e não têm alternativas à exportação para os EUA, que é a preocupação maior do presidente: o pequeno produtor”, disse Haddad.

Em conversa com jornalistas, o ministro também disse que está agendada para a próxima semana uma reunião com o secretário de Tesouro dos EUA, Scott Bessent, para tratar sobre o tarifaço.

“Tenho uma reunião marcada para semana que vem agora com data e hora já fixada co mo secretário Scott Bessent. Será na quarta-feira. Já recebemos o email confirmando dia e hora, oficializando o interesse em conversar”, afirmou o ministro.



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produção em Mato Grosso deve cair em 2025/26, diz Imea



A produção de soja em Mato Grosso deve atingir 47,18 milhões de toneladas na safra 2025/26, o que representa uma queda de 7,29% em relação ao ciclo anterior, segundo estimativa divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

A retração decorre da expectativa de menor produtividade, estimada em 60,45 sacas por hectare, recuo de 8,81% na comparação anual. A área plantada, por outro lado, deve crescer 1,67% e alcançar 13,08 milhões de hectares, novo recorde histórico para o estado.

Segundo o instituto, a definição da janela de plantio dependerá da regularização das chuvas após o fim do vazio sanitário, que se encerra em 7 de setembro. Modelos meteorológicos indicam maior probabilidade de precipitações acima da média em setembro e outubro nas principais regiões produtoras, o que pode favorecer o início do cultivo. O cenário climático é de neutralidade no fenômeno El Niño-Oscilação Sul (Enso), conforme projeções do Bureau de Meteorologia da Austrália.

Apesar da expectativa de menor produtividade, a demanda deve permanecer firme. O Imea estima que o consumo interno de soja em Mato Grosso fique em 13,24 milhões de toneladas em 2025/26, mesmo patamar do ciclo anterior, sustentado pelo aumento da mistura obrigatória de biodiesel (B15) em vigor desde 1º de agosto. Já as exportações podem recuar 3,16%, para 29,83 milhões de toneladas. Com isso, os estoques finais da safra devem cair 31,04%, somando 940 mil toneladas.

O avanço das cotações internacionais e a valorização dos prêmios de exportação impulsionaram os preços locais da soja. A saca disponível em Mato Grosso foi cotada, em média, a R$ 116,22 na semana encerrada em 1º de agosto, alta semanal de 2,11%. A paridade de exportação do contrato março/26 ficou em R$ 106,95 por saca, queda de 0,71% na mesma base de comparação. O contrato na CME-Group recuou 2,12% no período, fechando a US$ 10,34 por bushel.

Os prêmios portuários tiveram forte oscilação. Em Paranaguá, o prêmio para março/26 subiu 94,12% na semana, para ?US$ 26,40 por bushel. Em Santos, a alta foi de 6,57%, com o prêmio atingindo ?US$ 178,40 por saca. O diferencial de base entre o Estado e Chicago se manteve negativo, em R$ -0,87 por saca.

Na comercialização, 81,93% da safra 2024/25 já está comprometida, avanço de 3,43 pontos porcentuais em julho. Para a safra 2025/26, os produtores negociaram 17,50% da estimativa de produção até o mês passado. O preço médio ponderado das vendas para o novo ciclo é de R$ 108,08 por saca.

O custo total de produção da safra 2025/26 foi estimado em R$ 4.145,02 por hectare, redução de 9,86% ante a safra passada, com os insumos representando 88,5% desse valor. A relação de troca subiu 2,41% na comparação mensal, exigindo 34,35 sacas para cobrir o custo total por hectare. A margem bruta estimada pelo Imea recuou 14,27%, ficando em R$ 648,47 por hectare.

O esmagamento de soja também perdeu fôlego. Em julho, a margem bruta caiu 12,33%, para R$ 390,09 por tonelada. Apesar do aumento de 3,93% no preço do óleo de soja (R$ 6.209,06/t), a valorização do grão reduziu a competitividade da indústria. O farelo teve alta de 2,31%, para R$ 1.732,11 por tonelada.

Milho em Mato Grosso

A área de milho cultivada em Mato Grosso na safra 2024/25 foi consolidada pelo Imea em 7,26 milhões de hectares, crescimento de 6,29% em relação ao ciclo anterior. O aumento de 1,80% ante a estimativa de julho foi confirmado por análise de imagens de geoprocessamento. Com produtividade mantida em 126,27 sacas por hectare, a produção deve atingir 55 milhões de toneladas, recorde da série histórica e alta de 16,14% sobre a safra passada.

A expansão da área reflete a valorização do milho no momento do planejamento da safra, que tornou a cultura mais atrativa em comparação a gergelim e sorgo. A região nordeste liderou o crescimento, com aumento de 171,25 mil hectares, recuperando espaço perdido no ciclo anterior para outras culturas de segunda safra. Mesmo com chuvas chegando tardiamente na região, produtores priorizaram o milho em busca de maior rentabilidade.

A demanda total por milho em Mato Grosso foi estimada em 53,70 milhões de toneladas, alta de 10,48% sobre a safra 2023/24. As exportações devem responder por 52% desse volume, totalizando 28,05 milhões de toneladas, crescimento de 15,90%. O consumo interno no Estado foi projetado em 17,41 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pela maior demanda das indústrias de etanol de milho e pela alimentação animal. O consumo interestadual deve somar 8,24 milhões de toneladas.

Com oferta de 55,10 milhões de toneladas e demanda de 53,70 milhões de toneladas, os estoques finais foram estimados em 1,41 milhão de toneladas. A colheita da safra 2024/25 atingiu 96,38% da área até 1º de agosto, com atraso de 3,53 pontos porcentuais em relação ao ano anterior.

O Imea também revisou a área da safra 2023/24 de 6,81 para 6,83 milhões de hectares após aprimoramento metodológico baseado em geoprocessamento. A nova abordagem incorporou dados com maior precisão espacial e temporal, elevando a produção do ciclo anterior para 47,35 milhões de toneladas.

Os preços do milho disponível em Mato Grosso subiram 1,26% na semana, para R$ 42,36 por saca. O diferencial de base entre o Estado e a bolsa de Chicago melhorou 13,09%, ficando em R$ -9,28 por saca. A valorização do dólar em 0,58% na semana também contribuiu para sustentar as cotações locais.



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negociações seguem lentas com vendedores retraídos



A comercialização de arroz em casca no Rio Grande do Sul segue lenta. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, na última semana, algumas indústrias demonstraram interesse por arroz acima de 60% de grãos inteiros. Ainda assim, os negócios continuaram limitados a pequenos volumes, refletindo a postura retraída dos vendedores. Os agentes do mercado ainda esperam preços mais atrativos para as negociações.

Ainda conforme o Cepea, a demanda externa, que normalmente contribui para aquecer o mercado, esteve menor na semana passada. Agentes consultados pelo Cepea acreditam que esse impasse nas negociações esteja relacionado às políticas de taxação dos Estados Unidos. 

Em julho de 2025, o Indicador Cepea/IRGA-RS acumulou alta de 4,5%, com a média passando para R$ 68,14/sc de 50 kg. O valor é 1,68% superior à média de junho/25, mas expressivos 40,78% inferior à de julho/24.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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preços atingem a menor média desde dezembro de 2024



Os preços do algodão em pluma vêm recuando com um pouco mais de força nos últimos dias. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, o avanço da colheita, o amplo excedente interno e a demanda ainda enfraquecida explicam esse cenário. 

Além disso, os valores externos do algodão também em queda reforçam a pressão sobre as cotações domésticas, à medida que reduz a paridade de exportação. 

Em julho, o Indicador Cepea/Esalq, com pagamento em 8 dias, teve média de R$ 4,1061/lp, 4,03% inferior à de junho/25 e 2% abaixo da de julho/24, em termos reais. A média mensal é a menor desde novembro/24, nominalmente.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Com tarifaço, movimento de cargas em julho no Porto de Santos bate recorde



O Porto de Santos movimentou mais de 17 milhões de toneladas em julho. Em nota, a Autoridade Portuária de Santos (APS) diz que os dados indicam retomada da corrida das exportações após anúncio dos Estados Unidos de tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.

“Já tínhamos afirmado na primeira quinzena do mês que havia um aumento expressivo dos embarques no porto”, disse na nota o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini. “São dados preliminares, mas este ‘recorde dos recordes’ demonstra a importância de Santos em momentos decisivos da história, como este.”

Conforme a APS, notou-se “nos últimos dias intenso movimento de navios sendo carregados e seguindo rumo à Europa e aos Estados Unidos”.

Houve aumento de 10% no embarque de granéis sólidos (grãos diversos), com 900 mil toneladas em julho; de 4% de contêineres, com 200 mil toneladas no mesmo mês; 9% de carga solta, com 85 mil toneladas. “Há ainda a expectativa de um resultado de 10% dos granéis líquidos (combustíveis, solventes etc), ainda não contabilizados”, informou.



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China adia decisão sobre importações de carne bovina e beneficia Brasil



O governo chinês prorrogou por mais três meses a investigação sobre as importações de carne bovina, iniciada em dezembro de 2024. A medida dá fôlego a grandes exportadores como Brasil, Argentina, Austrália e Estados Unidos, que temiam restrições comerciais.

A extensão vai até 26 de novembro, segundo o Ministério do Comércio chinês, que alegou a
complexidade do caso e prometeu manter diálogo com os países envolvidos. Analistas veem a decisão como sinal de que a China busca equilíbrio entre proteger sua indústria e evitar tensões no comércio global.

O país importou 2,87 milhões de toneladas de carne bovina em 2024, mas as compras caíram 9,5% no primeiro semestre de 2025.

A China é o maior comprador de carne bovina do Brasil, sendo o destino de 46% das exportações do país. Em 2024, o setor faturo US$ 12,8 bilhões.



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho recua na B3 e em Chicago: Confira


O mercado do milho encerrou a terça-feira (5) em queda tanto na B3 quanto na Bolsa de Chicago, pressionado pela valorização da safra americana e pela queda do dólar. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros da B3 devolveram parte dos lucros recentes, diante da competitividade reduzida do milho brasileiro frente ao grão norte-americano.

Na B3, os preços futuros sentiram o impacto da combinação entre câmbio desfavorável e os recuos em Chicago, que renovou mínimas contratuais. O contrato para setembro/25 fechou a R$ 65,74, com queda de R$ 0,84 no dia, embora ainda registre alta de R$ 0,59 na semana. Novembro/25 caiu R$ 1,00 no dia, fechando a R$ 68,41, enquanto janeiro/26 teve a maior queda do dia: R$ 1,49, fechando em R$ 71,31.

No mercado físico, os preços atingiram um teto e permanecem estáveis. A Conab relatou que, apesar de haver atraso em relação ao ano passado, a colheita da segunda safra está apenas 2% atrás da média histórica. Grandes produtores já se aproximam da conclusão dos trabalhos, o que aumenta a pressão sobre os preços internos.

Já em Chicago, a baixa foi puxada pela confirmação de uma safra robusta nos Estados Unidos. A cotação de setembro caiu 1,49% ou 5,25 cents, encerrando a $ 381,25/bushel. Dezembro recuou 1,23%, a $ 402,00. Analistas destacam que a produção pode superar 414 milhões de toneladas, bem acima das projeções do USDA, sustentada pelo clima favorável e pela boa qualidade das lavouras. Mesmo com a confirmação de uma venda de 127 mil toneladas para destino desconhecido, o mercado seguiu ignorando a demanda e focando na oferta elevada.

 





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Nova frente fria e ciclone derrubam temperaturas no fim de semana



A semana vai terminar com nova frente fria associada a um ciclone extratropical, provocando mudanças no tempo sobre o Sul e parte do Sudeste entre quinta e principalmente na sexta-feira (8). Na retaguarda desta frente fria, uma nova e forte massa de ar polar mais continental avança sobre o Brasil e já promete derrubar as temperaturas no Sul, Sudeste e Centro-Oeste e provocar friagem em parte da região Norte.

Massa de ar polar forte

As temperaturas já devem começar a cair no Sul ao longo da sexta-feira (8), conforme o ar polar entra no país – com a sensação de frio aumentando durante o fim de tarde e principalmente à noite nos três estados. A queda mais significativa ainda acontece sobre a Região Serrana do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, além de cidades mais elevadas e de planalto do sul do Paraná.

Com a presença ainda do ciclone em alto mar e os ventos do sistema empurrando umidade para a costa, há uma pequena possibilidade de precipitação invernal (chuva congelada) na madrugada de sábado (9) no alto da Serra Catarinense – em Bom Jardim da Serra, Urupema, Urubici e São Joaquim.

O amanhecer de sábado será gelado no Sul e no Sudeste e as mínimas diminuem entre Mato Grosso do Sul e o estado de Mato Grosso. O ar polar deve ganhar mais força e espalha ar frio para mais áreas do país entre domingo e principalmente no amanhecer de segunda-feira (11), provocando friagem no Acre, em Rondônia e no sul do Amazonas, além de reduzir as temperaturas em Mato Grosso e Goiás.

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Este ar polar pode provocar uma queda mais significativa, com condições para geada ampla no Sul e em Mato Grosso do Sul e não descartando o fenômeno em áreas de São Paulo e do extremo sul de Minas.

De acordo com o Climatempo, desta vez a duração [onda de frio] será um pouco maior e pode estar dentro do limiar de 5 dias consecutivos com temperaturas 5 °C ou mais abaixo da média climatológica para muitos municípios.

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Café, carne, frutas, pescado e mel são os mais atingidos por tarifaço que começa a valer nesta quarta



A tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras determinada por Donald Trump começa a ser cobrada a partir desta quarta-feira (6). Todos os itens que não estão incluídos na lista de exceções passam a ter a taxação adicional de 40% que se soma com a de 10%. No entanto, alguns produtos da pauta de exportações brasileiras para os EUA serão mais afetadas pela taxação. Entre eles estão o café, carne, frutas, pescados e mel.

Café

Os EUA são o maior comprador de café do brasileiro e o Brasil é responsável por cerca de 30% das importações de café verde norte-americanas. Por conta desses números, analistas do mercado avaliam que apesar de ter ficado fora da lista de quase 700 exceções, o café deve ficar isento da taxa de 50% em breve.

“O fato de o café não ter entrado na lista causou muita surpresa, porque não faz sentido dentro do atual cenário. O principal prejudicado com a imposição da tarifa é o consumidor norte-americano. O Brasil representa cerca de 30% das importações de café verde pelos Estados Unidos. Ou seja, o impacto é significativo. É o maior fornecedor, e essa substituição por outro país não pode ser feita rapidamente, ao menos não com o mesmo volume que o Brasil exporta. Diante disso, existe uma perspectiva concreta de que, nas próximas semanas, o café passe a integrar a lista de exceções”, afirma Gil Barabacque, analista de mercado da Safras & Mercado

Carne

O Brasil tem nos EUA o segundo maior comprador de carne bovina. De acordo com números de entidades do setor, 12% das exportações brasileira de carne vão para os norte-americanos. O tarifaço pode fazer que o setor deixe ganhar US$ 1 bilhão.

Apesar do impacto financeiro da medida, analistas preveem que o setor conseguirá redirecionar com certa facilidade as exportações de carne para outros mercados.

“Na prática, com uma tarifa de 50%, o que temos é quase um embargo. Fica inviável competir com esse custo. E o mercado reage muito mais às expectativas do que aos fatos em si. Esse clima de insegurança faz o comprador pressionar o preço para baixo. O primeiro impacto foi aqui mesmo, no mercado interno, afetando os pecuaristas, não o consumidor final. De todo modo, apenas 2% da carne brasileira é exportada para os Estados Unidos. Por isso, redirecionar esse volume para outros países será uma tarefa relativamente simples.”, Alcides Torres, analista de mercado e diretor da Scot Consultoria

A taxação da carne também deve pressionar os preços lá nos EUA, já que o país tem um dos seus menos rebanhos da história. “A série histórica do USDA [Departamento de Agricultura dos Estados Unidos] mostra que os Estados Unidos têm o menor rebanho bovino em meio século. Atualmente, são em torno de 95 milhões de cabeças. A título de comparação, o Brasil possui mais de 220 milhões de cabeças de gado”, afirma Giovani Ferreira, diretor do Canal Rural Sul.

Frutas

O setor de frutas também ficou de fora das exceções e a taxação deve ter um grande impacto para exportadores de manga e uva. De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), 77 mil toneladas de frutas teriam como destino os EUA.

“A gente tem nos Estados Unidos uma safra com vários países que participam, então é uma safra compacta, com duração de três meses, período em que chegamos a enviar 2.500 contêineres, mais ou menos 12 milhões de caixas”, diz Guilherme Coelho, presidente da Abrafrutas.

Caso o setor não consiga ser incluído na lista de exceções, será necessário ajuda do governo federal e estados. Uma das possibilidades discutidas é a compra das frutas para distribuir na merenda escolar.

“Se não conseguirmos exportar, podemos redirecionar essas frutas para o mercado interno. Em parceria com prefeituras e governos estaduais, elas poderiam ser usadas na merenda escolar, por exemplo. O importante é evitar que se percam. Nossa maior dor é ver alimento sendo desperdiçado enquanto milhões de pessoas passam fome”, diz Coelho

Pescado e mel

Os EUA são os principais compradores da tilápia brasileira e por isso o setor vê como crucial que o Brasil consiga negociar a inclusão do peixe na lista de exceções.

“Os Estados Unidos são o maior importador de filé de tilápia do mundo e, neste momento, não tem outro país para suprir a demanda de filé fresco. O maior fornecedor de filé congelado para os Estados Unidos é a China, assim, a negociação do governo americano com a China será crucial para o nosso negócio”, diz a nota da Associação Brasileira de Pisicultura (Peixe Br).

O setor de mel também está apreensivo com o tarifaço, já que os mais atingidos serão os pequenos produtores . De acordo com o Grupo Somar, que reúne empresas produtoras de mel do Nordeste, a renda de 40 mil famílias podem ser prejudicadas com a medida.

“As medidas são extremamente negativas para o Brasil. A sobretaxa de 50% praticamente nos retira do mercado. Embora o país tenha outros destinos, não há dúvidas de que o mercado americano é o mais importante. Ele representa 85% das nossas exportações de mel e é um dos maiores importadores do mundo”, afirma Samuel Araujo, CEO do Grupo Sama.

Para o setor, é fundamental que o plano de contingência, que está sendo elaborado pelo governo federal, seja colocado em prática o quanto antes.

“Precisamos de uma intervenção rápida. Já enfrentamos um fluxo de caixa apertado desde a pandemia, com baixa produtividade e preços desfavoráveis. Por isso, é urgente a liberação de créditos, como os de PIS, Cofins e ICMS, que podem ser acelerados sem uso de recursos do próprio estado”, afirma Araujo.



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Produção sustentável de cacau avança com apoio do Sebrae/PA



A produção sustentável de cacau no Pará está vivendo um novo ciclo de crescimento. Isso acontece graças ao projeto Sustenta e Inova, desenvolvido pelo Sebrae no estado em parceria com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM). A iniciativa investe em capacitação, certificação e inovação para fortalecer pequenos empreendedores locais.

Um bom exemplo é João Batista, de Medicilândia (PA). Desde que participou do projeto, ele transformou o Viveiro Tabosa, negócio herdado do pai, em um empreendimento certificado e altamente produtivo. Antes, ele produzia 5 mil mudas por ano. Hoje, chega a 100 mil, empregando até 10 pessoas. Esse salto veio após o apoio técnico, a formalização e as novas práticas de gestão aprendidas nas capacitações do Sebrae.

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Além disso, ele conquistou o registro no Renasem, do Ministério da Agricultura e Pecuária, o que ampliou a credibilidade do viveiro e atraiu novos compradores, incluindo prefeituras da região. “Sem o Sustenta e Inova, eu não teria chegado até aqui. Foi essencial para o meu crescimento”, afirma Batista.

Segundo Rubens Magno, diretor superintendente do Sebrae no Pará, o projeto mostra que o empreendedorismo rural pode ser protagonista de uma nova economia: “Com inovação, gestão e sustentabilidade, os produtores estão gerando emprego, renda e inclusão”.

“Quando o produtor entende o caminho, os resultados aparecem”, afirma a analista Márcia Carneiro, o principal desafio era a falta de informação.

Diante da alta histórica no preço do cacau e da preparação para a COP 30, o Pará se posiciona como líder e referência em produção sustentável, aliando desenvolvimento econômico à preservação da Amazônia.



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