domingo, maio 10, 2026

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Evento em MT discute dificuldades logísticas e autonomia do agricultor



Foi iniciado, nesta quarta-feira (6), em Cuiabá (MT), o V Simpósio Técnico promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), com o tema “Do Campo à Armazenagem: Sustentabilidade e Autonomia para o Produtor Rural”. O evento segue até esta quinta-feira (7) e reúne produtores, especialistas, pesquisadores e representantes do setor agrícola para debater os principais desafios da produção no estado.

Com mais de 600 participantes no primeiro dia, a abertura contou com a presença do ex-Ministro da Agricultura, Antônio Cabrera, que palestrou sobre os impactos da armazenagem nos preços dos alimentos. Segundo ele, a falta de estrutura adequada leva a desperdícios e reduz a rentabilidade do produtor rural.

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Compromisso da Aprosoja MT

O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, destacou que o Simpósio reforça o compromisso da entidade em promover debates técnicos e propor soluções concretas. “A armazenagem é um gargalo que afeta diretamente a eficiência produtiva. Discutir esse tema é garantir maior autonomia ao produtor e contribuir com a segurança alimentar do país”, afirmou.

A programação também inclui painéis sobre a cultura do milho, manejo de micronutrientes e sistemas produtivos. Pesquisadores dos CTECNOS da Aprosoja apresentaram resultados de campo, enquanto lideranças do setor defenderam a descentralização das estruturas de armazenagem. Para o governo estadual, representado pelo secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, é preciso aproximar os armazéns das propriedades e reduzir a dependência das grandes tradings.



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AgroNewsPolítica & Agro

O agro brasileiro largou na frente do mundo


O agronegócio brasileiro tem se destacado mundialmente por sua eficiência, inovação e capacidade de adaptação às novas exigências globais. De acordo com Sergio Rocha, CEO da Agrotools, em artigo publicado recentemente, o setor nacional superou até mesmo os Estados Unidos em avanços produtivos, especialmente entre 2017 e 2019, mantendo-se desde então na vanguarda. Segundo pesquisa do Ipea, esse desempenho superior é fruto da adoção massiva de tecnologia por parte dos produtores rurais, que conseguem maior produtividade com uso racional de insumos e áreas menores.

O autor destaca que o Brasil saiu na frente ao implementar práticas de compliance, ESG e soluções tecnológicas adaptadas à sua realidade, movimento chamado de “tropicalização da tecnologia”. Essa abordagem permite integrar dados de diferentes origens para melhorar o monitoramento das lavouras, reduzir desperdícios e garantir sustentabilidade, com exemplos como irrigação inteligente, agricultura urbana e uso de imagens de satélite. Enquanto isso, nos EUA, as soluções ainda são mais segmentadas e com menor integração das cadeias produtivas.

Além da liderança tecnológica, o Brasil vem ampliando sua atuação como fornecedor global de alimentos. Rocha ressalta que o país praticamente dobrou suas exportações para a China na última década, puxado por soja e carne, e abriu novos mercados na Ásia, como Vietnã, Japão e Coreia do Sul. Esses movimentos reforçam a relevância do agro nacional diante de um cenário internacional de instabilidade e disputas comerciais.

Com esse protagonismo crescente, o agronegócio brasileiro não apenas impulsiona a economia interna, mas também se torna peça-chave para a segurança alimentar global. A digitalização e a inovação no campo abrem caminho para um futuro mais competitivo, sustentável e influente no cenário mundial.

“Claramente estamos no caminho certo. O agro é um setor-chave no território nacional e já nos posicionamos também como um player extremamente competitivo no cenário internacional. Com os produtores incorporando novas tecnologias e digitalizando o setor, esse com certeza será apenas o início de um futuro ainda mais promissor do qual serviremos de exemplo a ser seguido”, conclui.

 





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Ciência na soja: Mariangela Hungria defende bioinsumos e pesquisa brasileira



O protagonismo da ciência na produção sustentável de soja

A convidada do episódio desta quarta-feira (06) do Planeta Campo Talks, que vai ao ar às 18h15 no Canal Rural e no YouTube, é Mariangela Hungria, engenheira agrônoma da Embrapa Soja e a primeira mulher a conquistar o chamado Nobel da Agricultura. Em uma conversa inspiradora com a apresentadora Marusa Trevisan, a pesquisadora compartilhou sua trajetória, defendeu o papel da ciência no combate à fome e destacou a importância dos bioinsumos para manter o Brasil entre os líderes globais na produção de soja.

Com mais de 40 anos de atuação na pesquisa agropecuária, Mariangela é referência mundial em fixação biológica de nitrogênio, processo que permite à soja brasileira crescer sem a necessidade de fertilizantes nitrogenados importados. “Sem os microrganismos, não teríamos competitividade. Produzir soja seria inviável economicamente”, afirmou.


Do sonho de infância à liderança científica

Mariangela revelou que a paixão pela ciência começou aos oito anos, quando sua avó, professora de ciências, lhe apresentou a biografia de Madame Curie. Desde então, ela decidiu ser cientista e trabalhar para combater a fome no mundo por meio da produção de alimentos.

Apesar do ceticismo dos colegas e da ênfase na adubação química nos anos 1970, seguiu firme no caminho dos biológicos, tornando-se pioneira em uma área que hoje movimenta bilhões no Brasil. Sua atuação foi essencial para transformar os bioinsumos em tecnologias escaláveis, capazes de atender tanto a agricultura familiar quanto a alta produtividade do agronegócio brasileiro.


Investimento em pesquisa e o desafio da comunicação

Durante a entrevista, Mariangela alertou sobre a falta de recursos para a pesquisa agropecuária. “Hoje temos menos pesquisadores para atender uma agricultura muito maior. Estamos fazendo milagres com poucos recursos”, disse. Ela destacou que, apesar dos avanços tecnológicos, como a edição gênica e a inteligência artificial, o país precisa investir para não depender de tecnologias externas.

Outro desafio apontado pela cientista é a comunicação com a sociedade. Para ela, é fundamental explicar, de forma clara e acessível, a importância da ciência e do investimento público em pesquisa, além de combater a desinformação.


Pastagens degradadas e bioinsumos como solução sustentável

Ao comentar o foco atual de suas pesquisas, Mariangela revelou que sua prioridade tem sido recuperar pastagens degradadas com o uso de insumos biológicos. O Brasil tem mais de 60% das pastagens em algum estágio de degradação, o que compromete a produtividade e a vida no solo.

Com base em mais de uma década de estudos, a pesquisadora demonstrou que é possível aumentar a capacidade de suporte de gado por hectare e liberar milhões de hectares para agricultura, tudo isso sem precisar derrubar uma única árvore. “Temos dados, tecnologia e soluções prontamente disponíveis”, afirmou.


COP 30, segurança alimentar e o papel da ciência brasileira

Autora e organizadora do livro “Segurança Alimentar e Nutricional: o papel da ciência brasileira no combate à fome”, disponível gratuitamente no site da Academia Brasileira de Ciências, Mariangela defende uma atuação conjunta entre setor público, privado e terceiro setor para resolver o problema da fome.

Ela também reforçou a importância da COP 30, que será realizada em Belém (PA), como vitrine para mostrar ao mundo a capacidade científica e sustentável da agricultura tropical brasileira. “Vamos mostrar soluções reais, como o plantio direto, os bioinsumos e tecnologias sustentáveis da Embrapa”, declarou.

Ao final, deixou uma mensagem: “A ciência precisa ser compreendida pela sociedade. Só com o apoio da população e de investimentos públicos continuaremos avançando”.



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Soluções baseadas na natureza e sustentabilidade no agro



As soluções baseadas na natureza (NBS, na sigla em inglês) vêm ganhando espaço como estratégia essencial no combate às mudanças climáticas. Trata-se de ações que usam os próprios ecossistemas para enfrentar desafios ambientais, sociais e econômicos.

No Brasil, esse conceito se mostra ainda mais relevante diante de um perfil de emissões único. Diferentemente de países industrializados, que emitem principalmente por meio da queima de combustíveis fósseis, cerca de 50% das emissões brasileiras vêm do desmatamento e da mudança do uso do solo.

“Proteger florestas e recuperar áreas degradadas é essencial para reduzirmos nossas emissões e gerar novas receitas sustentáveis para o campo”, afirma Janaína Dallan, engenheira florestal com mais de 20 anos de atuação em mudanças climáticas.

Como as NBS funcionam na prática?

As NBS se estruturam em mecanismos ambientais e produtivos. No Brasil, os dois principais são:

REDD+

O mecanismo REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) remunera pela manutenção da floresta em pé e pela recuperação de áreas degradadas. Isso significa:

  • Monitoramento via satélite e patrulhas terrestres
  • Brigadas de incêndio e prevenção contra invasões
  • Geração de créditos de carbono negociáveis no mercado

Agricultura regenerativa e carbono no solo

Outro caminho promissor envolve mudanças nas práticas agrícolas, como o uso de sistemas integrados, plantio direto e rotação de culturas. Essas práticas aumentam o sequestro de carbono no solo, gerando também créditos de carbono e outros benefícios:

  • Aumento da fertilidade do solo
  • Redução do uso de insumos químicos
  • Valorização da propriedade no mercado sustentável

Benefícios diretos para o produtor rural

Implementar soluções baseadas na natureza no agro traz uma série de vantagens:

  • Diversificação de receitas com créditos de carbono
  • Aproveitamento de áreas antes improdutivas
  • Contribuição para metas climáticas nacionais e internacionais
  • Acesso a novos mercados e investidores que exigem critérios ESG
  • Reputação ambiental fortalecida junto à sociedade

Além disso, o Brasil possui mais de 14 milhões de hectares degradados mapeados com alto potencial de recuperação. Essa é uma oportunidade real de transformar passivos ambientais em ativos financeiros.

Exemplos de sucesso no campo

Projetos monitorados por satélite e brigadas locais têm mostrado que é possível manter florestas protegidas e produtivas. “Nas áreas que cuidamos, mesmo com fogo ao redor, conseguimos evitar perdas com ações rápidas e bem estruturadas”, relata Janaína.

Essas iniciativas não apenas evitam o avanço do desmatamento, como tornam o produtor protagonista da conservação, com reconhecimento e retorno financeiro.

📌 Assista à entrevista completa com Janaína Dallan no programa A Protagonista, no Canal Rural, e saiba como aplicar as soluções baseadas na natureza na sua propriedade rural.



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Parceria entre Mapa e Sebrae quer elevar produtividade de 2,5 mil agroindústrias em 20%



Aumentar a produtividade em 20% e promover a competitividade de pequenas agroindústrias. Tais objetivos levaram o Sebrae e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a firmarem uma parceria nesta quarta-feira (6), em Brasília.

A iniciativa quer habilitar a comercialização dos produtos de origem animal com o fortalecimento do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi) e do Selo Arte, para produtos alimentícios artesanais.

Inicialmente, cerca de 2,5 mil agroindústrias serão atendidas para que possam comercializar os produtos em todo o país.

“O mercado não foi feito para os pequenos, por isso precisam de processos protetivos e principalmente de políticas de um estado social. Essa parceria do Mapa e do Sebrae é justamente para garantir a inclusão da pequena agricultura e o desenvolvimento da economia dos pequenos dentro dessa lógica de poder ter longevidade e fazer escala no mercado”, definiu o presidente do Sebrae, Décio Lima.

Formalização de pequenas agroindústrias

Atualmente, o Sisbi conta 3.526 estabelecimentos registrados na comercialização de produtos de origem animal, mas apenas 1.061 estão no cadastro geral de estabelecimentos do Sisbi-POA, podendo comercializar seus produtos em todo território nacional.

Agora, o Sebrae vai trabalhar nos serviços de inspeção municipal dos cerca de 800 consórcios existentes no país, para que eles façam a adesão ao Sisbi e ampliem a comercialização, reduzindo a informalidade e simplificando o processo.

“Com o acordo queremos fazer com que as pequenas agroindústrias possam se formalizar para se inserir inclusive no contexto da globalização econômica e fazer com que essa pequena economia tenha condições naturais de fazer escala, de crescer, de se desenvolver e de agregar valor sobre o seu produto”, completou Décio Lima.

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a parceria vai reduzir desigualdades para os pequenos produtores, além de levar oportunidade para estes empreendedores. “A partir do selo de inspeção de qualidade instalado nos municípios, o Ministério da Agricultura passará a ter, por intermédio do Sebrae, o acesso ao empreendimento, a uma granja, uma queijaria, a uma produção de ovos. Ninguém tem mais capilaridade e competência para tecnificar, qualificar e prepará-los para agregar valor ao seu produto. Com o selo Sisbi ele vai poder comercializar em todo o Brasil”, afirmou o ministro.

Selo Arte

Outro destaque na parceria é a promoção e competitividade de produtos agropecuários. Uma das iniciativas que serão fortalecidas é o Selo Arte, que reconhece produtos artesanais de origem animal e já possui mais de 2 mil registros.

As Indicações Geográficas (IG) – que já contam com 139 reconhecimentos em todo o país e valorizam a identidade e fortalecem a economia local – o Programa Mais Leite Saudável e o Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite, que visam a profissionalização do setor, também estão inseridos no acordo.



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Haddad entrega hoje plano contra efeitos do tarifaço dos EUA



O texto da medida provisória (MP) com as ações planejadas pelo governo federal, em resposta ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, contra os produtos com origem no Brasil, será enviado ao Palácio do Planalto pelo Ministério da Fazenda ainda nesta quarta-feira (6).

“Será um plano muito detalhado para começar a atender, sobretudo, aqueles que são pequenos e não têm alternativas à exportação para os EUA. A maior preocupação é com o pequeno produtor”, disse o ministro Fernando Haddad ao chegar no ministério.

Haddad também informou que o plano está pronto. Ele prevê medidas de concessão de crédito para as empresas mais impactadas pelo tarifaço; e aumento das compras governamentais.

“Ele está pronto. Ontem nós procuramos entender a encomenda do presidente em relação ao detalhamento. Dissemos para ele que a questão empresa por empresa não precisa evidentemente ser tratada em lei. Pode ser objeto de regulamentação. Provavelmente o ato do presidente será uma medida provisória, para entrar em vigor imediatamente”, acrescentou.

Interesse nacional

De acordo com o ministro, as medidas focam na garantia da soberania nacional e da aplicação da lei da legislação brasileira pertinente ao caso, disse Haddad ao avaliar como inaceitável a tentativa de interferência do governo norte-americano no Judiciário brasileiro.

“O Executivo está zelando pelo interesse nacional”, disse ao reiterar pedido de uma união nacional que envolva empresários e governadores da oposição, uma vez que os estados são afetados.

Nesse sentido, o ministro cobrou dos governadores que cumpram as prerrogativas do cargo, no sentido de defender os interesses de seus estados. Para Haddad, o mesmo vale para o empresariado: “Precisam ligar para a oposição e pedir que parem de atrapalhar o país”, afirmou.

“Somos o único país do mundo que tem uma força política interna em Washington trabalhando contra o interesse nacional. Tem algum indiano fazendo isso? Tem algum chinês fazendo isso? Tem algum russo fazendo isso? Tem algum europeu fazendo isso? Não. Temos de botar o dedo nessa ferida de uma vez por todas”, complementou.

Haddad citou uma entrevista recente de Eduardo Bolsonaro, na qual o deputado licenciado ameaça, mais uma vez, os poderes constituídos do Brasil.

“Foi uma entrevista muito forte, ameaçando o Congresso Nacional”, disse.

“Tem também uma entrevista de um líder da oposição da extrema direita brasileira dizendo que vai fazer o possível para continuar atrapalhando o país. Se isso não é a notícia do dia, fica difícil entender para onde nós vamos. O país precisa se unir para defender a causa nacional e separar o que é a economia, do que é política”, acrescentou o ministro da Fazenda.

Reunião marcada

Haddad informou que a reunião com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, já tem “data e hora fixada”. Será na próxima quarta-feira (13).

“Obviamente, a depender da qualidade da conversa, ela poderá se desdobrar em uma reunião de trabalho presencial, aí com os ânimos já orientados no sentido de um entendimento entre os dois países que, repetimos, têm um relacionamento de 200 anos.

América do Sul

O ministro da Fazenda avaliou que até mesmo a taxação inicialmente prevista, de 10%, já seria inadequada para os países da América do Sul, uma vez que a relação desses países com os EUA é deficitária.

“Uma outra coisa que é importante é que nós somos um bloco econômico. O Brasil não pode ser tratado diferentemente do Paraguai, Uruguai, da Argentina, Bolívia. É um bloco econômico, assim como a União Europeia”, argumentou.



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Isolacionismo dos EUA é ‘quase soviético’ e não se sustentará em 2026, avalia economista



O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já demonstrava em discursos de campanha que adotaria uma posição isolacionista perante ao mundo. Esta é a avaliação do economista do Terraço Econômico Caio Augusto.

Para ele, as tarifações, do jeito que estão postas, com sanções de 50% a produtos como o café, a carne e as frutas brasileiras, bem como de 25% à Índia e de outras penalizações a diversas nações, não devem se sustentar em 2026, ou seja, têm como prazo de validade o mês de dezembro de 2025.

“Isso porque das duas possibilidades, apenas uma vai acontecer: ou os Estados Unidos vão reverter essa marcha de isolacionismo quase soviético no qual eles se encontram agora, ou vão admitir que os produtos vão ficar internamente mais caros, que o norte-americano vai acessar produtos de pior qualidade”, ressalta.

Segundo Augusto, consequência deste movimento é que, ao longo dos próximos períodos, os países que quiserem fazer parcerias comerciais sérias e duradouras vão procurar outros países, deixando os Estados Unidos desabastecidos e sem o mesmo padrão de consumo que estão acostumados há mais de 70 anos.



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Da produtividade ao meio ambiente: IATF reduz pegada de carbono em até 49%



Pecuaristas, a busca por uma produção de alimentos mais sustentável e com menor impacto ambiental tem um novo e poderoso aliado: a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF). Um estudo inédito, conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Embrapa e de uma multinacional, revelou que o uso da IATF pode reduzir a pegada de carbono na pecuária de corte em até 49% e na produção de leite em 37% quando comparada à monta natural. Assista ao vídeo abaixo.

Nesta quarta-feira (6), o programa Giro do Boi entrevistou Manoel Sá Filho, gerente de Corte da Alta, que falou ao vivo de Tatuí, no estado de São Paulo.

Ele destacou que a IATF é uma tecnologia estratégica para impulsionar uma produção mais eficiente e com menor impacto ambiental, alinhando produtividade com sustentabilidade.

Com o maior rebanho comercial do mundo (estimado em 234,67 milhões de bovinos), o Brasil precisa aumentar a produção de alimentos de forma sustentável para atender à demanda crescente.

Segundo Manoel Sá Filho, a IATF atua nesse desafio ao melhorar a eficiência reprodutiva e a genética dos animais, otimizando o uso das pastagens.

Cerca de 70% das pastagens brasileiras são ocupadas por vacas de cria de baixa eficiência produtiva. Com a IATF, o pecuarista consegue:

  • Produzir mais na mesma área: Ou até reduzir a área ocupada, o que é fundamental para a preservação ambiental.
  • Aumentar a produtividade: Com o nascimento de bezerros mais cedo, resultando em um ciclo mais curto e mais rentável.
  • Diminuir as emissões: A IATF permite produzir mais quilos de alimento com menor impacto, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa por quilo de carne ou leite produzido.

A pecuária responde por apenas 5% das emissões globais, e tecnologias como a IATF reforçam o compromisso do setor com práticas mais sustentáveis, algo cada vez mais valorizado em toda a cadeia produtiva, do campo à mesa do consumidor.

Resultados práticos da pesquisa

O estudo mostrou resultados impressionantes, que reforçam a IATF como uma ferramenta de sustentabilidade:

  • Pecuária de leite: Em 595 mil vacas em lactação, o uso da IATF aumentou a produção em 36%. A pegada de carbono por quilo de leite produzido caiu de 1,44 para 1,06 kg CO2eq. Esse ganho está ligado à redução da idade ao primeiro parto e do intervalo entre partos, além dos avanços genéticos que a IATF proporciona.
  • Pecuária de corte: Em 4 milhões de vacas sincronizadas, a produção cresceu 27%. A pegada de carbono por quilo de peso vivo caiu de 41,46 para 27,91 kg CO2eq. Isso se deve à redução da idade ao primeiro parto (de 48 para 24 meses), ao aumento na taxa de desmame (de 60% para 80%) e aos ganhos de peso nos bezerros.

A IATF oferece um “benefício duplo”: melhora o melhoramento genético com o uso de touros selecionados e aumenta a fertilidade e a produtividade das vacas, acelerando o progresso do rebanho como um todo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja encerra pregão em baixa


A soja encerrou o pregão desta terça-feira (05) em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), pressionada pelo risco de queda na demanda internacional pela oleaginosa e seus subprodutos, segundo informações da TF Agroeconômica. O contrato de soja para agosto, referência para a safra brasileira, fechou estável a US$ 969,00 por bushel. 

Já o contrato de setembro recuou 0,41%, ou US$ 3,75, sendo negociado a US$ 971,25. O farelo de soja para agosto caiu 0,07%, fechando a US$ 273,60 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja recuou 1,21%, a US$ 53,84 por libra-peso.

A queda nas cotações foi intensificada pelo temor de retração da demanda global, em meio a tensões comerciais agravadas por novas ameaças do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em declarações recentes, Trump afirmou que poderá elevar “muito substancialmente” as tarifas sobre importações da Índia, maior compradora mundial de óleos vegetais, caso o país continue comprando petróleo da Rússia. A China e o Brasil também foram citados como possíveis alvos de medidas similares.

Esse cenário elevou a aversão ao risco entre os agentes do mercado, especialmente diante da já limitada demanda chinesa por grãos de soja dos EUA. A política comercial americana segue demonstrando viés político, o que gera incertezas nas negociações internacionais, abrindo brechas para fortalecimento de parcerias comerciais entre os países do Brics.

Além das tensões tarifárias, a queda no preço do óleo de soja foi outro fator de pressão sobre o mercado. O contrato de setembro do óleo fechou a US$ 1.185,40 por tonelada, com queda de US$ 13,89. O movimento reflete, em parte, a instabilidade gerada pelas ameaças contra a Índia, influenciando negativamente o desempenho do subproduto.

 





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Executivos de seis países visitam fazendas de algodão na Bahia


Executivos de indústrias têxteis da China, Índia, Paquistão, Bangladesh, Vietnã e Turquia estão no Brasil para conhecer de perto as fazendas produtoras de algodão e o processo produtivo da pluma brasileira através do projeto “Missão Compradores”.

Nesta terça-feira (5), o grupo visitou uma propriedade e instalações da Associação Baiana dos Produtores de Algodoão (Abapa), no Oeste da Bahia, uma das principais regiões produtoras do país.

A missão, composta por 20 representantes, é organizada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em parceria com a ApexBrasil e a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).

Juntos, os seis países representados na comitiva foram responsáveis por 84,9% das exportações brasileiras de algodão no ano comercial 2024/25.

Durante a visita à Fazenda Sete Povos, no município de São Desidério, os executivos conheceram parte dos quase 15 mil hectares da atual safra de algodão e conheceram tecnologias e práticas sustentáveis adotadas pelos produtores.

Para o proprietário da fazenda Marcelino Flores, um dos produtores mais antigos da região, o projeto ressalta a capacidade técnica da agricultura no Brasil.

“É muito bom porque no Brasil, considerado um país de terceiro mundo, eles podem conhecer o nível de profissionalismo que nós temos. Isso para nós é uma satisfação muito grande mostrar”, disse.

Shailesh Patil, executivo da Índia, elogiou as fazendas e a fibra brasileira, além disso, também exaltou o potencial de crescimento da cotonicultura no Brasil.

“É minha primeira vez visitando fazendas brasileiras e estou achando incrível. É um algodão fantástico! Nós sabemos da capacidade que o Brasil tem para produzir”, disse Patil. 

Sob o mesmo ponto de vista, da China, Sophie Su, destacou o empenho dos produtores brasileiros:

“É minha segunda vez vizitando fazendas aqui e é revigorante. Nesta semana vimos o esforço dos produtores brasileiros e nós respeitamos isso”, destaca Su.

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Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural BA

De acordo com a Abrapa, em 2024, foram embarcadas 2,680 milhões de toneladas de pluma ao exterior. Neste ano, antes mesmo do fechamento de julho, o Brasil já negociou 2,689 milhões de tonedas.

Gustavo Piccoli, presidente da instuição destacou que as práticas sustentáveis e tecnificação da produção em todas as escalas são diferenciais do algodão brasileiro.

Algodão certificado

“A Missão Compradores, é feita há nove anos, e neste ano, particularmente, tem uma importância fundamental. Nós, desde o ano passado, nos tornamos o maior exportador de algodão do mundo e isso aumentou a nossa responsabilidade com os nossos clientes. O algodão brasileiro é o que mais fornece matéria-prima certificada BCI. A certificação do algodão brasileiro através do ABR, através do BCI, é de muita importância para nós continuarmos conseguindo o mercado internacional.”, disse.

Além disso, Piccoli também destacou que a importância das iniciativas para atender o mercado internacional.

“Isso é uma exigência, é uma demanda dos compradores e nós temos esse produto, essa certificação para atender a demanda. Fora isso, nós somos o algodão mais rastreável do mundo, então a gente faz rastreabilidade de ponta a ponta.”, destaca.

Como resultado, para a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, o projeto fortalece a confiança dos compradores com a qualidade da fibra brasileira.

“A Bahia tem se destacado e eu digo que isso está no cerne do nosso trabalho muito além do que produzir em quantidade, mas produzir em qualidade. Uma qualidade que vai além dessa fibra, que agrega valor de sustentabilidade, de histórias, de capricho, de cuidado que o produtor tem não só com seu campo, com a sua lavoura, mas também com as pessoas. É isso que o produtor quer mostrar com o seu produto”, disse Zanotto.

A Missão Compradores começou no estado do Mato Grosso, passou pela Bahia e segue para Goiás e Distrito Federal, com última parada no Rio de Janeiro.


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