domingo, maio 10, 2026

Agro

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Associação promove curso de capacitação para pilotos agrícolas



Promovido com apoio de produtores rurais do Oeste da Bahia, um curso de capacitação direcionado a pilotos agrícolas em combate aéreo para atuarem em incêndios de campos e florestas, será realizado entre os dias 11 e 15 de agosto, em Luís Eduardo Magalhães.

O curso comtemplará uma carga horária de 30 horas e será ministrada pela instrutora de aviação agrícola e de combate a incêndios Mônica Sarmento no Complexo da Bahia Farm Show.

As aulas teóricas serão ministradas no complexo e as práticas em uma propriedade rural no mesmo município.

O curso tem como proposta garantir a atuação com segurança e efetividade no combate aéreo de incêndios florestais em áreas rurais.

De acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), que organiza a capacitação serão 50 pilotos e aeronaves no curso.

Importância

O gerente de Sustentabilidade da Aiba, Eneas Porto explica que a entidade agrícola tem um compromisso em unir produção de alimentos e preservação do Cerrado por meio do combate aos incêndios florestais, reforçando a segurança das propriedades e comunidades, que exige preparo técnico, precisão e responsabilidade.

“É por isso que estamos promovendo esta capacitação pioneira e necessária, com o apoio dos produtores e de parceiros estratégicos, voltada a quem está na linha de frente do combate aéreo ao fogo: os pilotos agrícolas. Este curso não é apenas uma exigência técnica é um passo firme na construção de uma agricultura mais segura, sustentável e responsável”, explica o gerente.

Além disso, o projeto tem apoio da ABA, Agroplus, Prodeagro, Abapa, Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, Governo do Estado da Bahia e o Grupo Franciosi.

No encerramento, os pilotos receberão os certificados durante uma cerimônia que contará com a presença do presidente da Aiba, Moisés Schmidt, autoridades e representantes das instituições parceiras.


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Governo do Paraná anuncia pacote emergencial para minimizar impacto do tarifaço



O governo do Paraná anunciou nesta semana um pacote de medidas emergenciais para mitigar os impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O tema foi um dos destaques do Agroleite, evento realizado em Castro (PR), que reúne lideranças do agronegócio, produtores e parlamentares.

Entre as ações anunciadas, estão linhas de crédito com juros reduzidos, destinadas especialmente às indústrias e produtores rurais afetados pelas novas taxas de exportação. O objetivo do governo estadual é preservar toda a cadeia produtiva paranaense, com foco no agronegócio, um dos setores mais atingidos.

Segundo o secretário da Fazenda do Paraná, Norberto Ortigara, já estão sendo liberados créditos de ICMS para capital de giro, além da abertura de duas linhas de crédito com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), totalizando R$ 200 milhões.

“Nós já abrimos duas linhas de crédito no BRDE, com taxa de juros de inflação mais 4% ao ano, para financiar de R$ 500 mil a R$ 10 milhões para capital de giro. Isso ajuda empresas que estão com férias coletivas ou sem faturamento a sustentarem esse momento, enquanto a diplomacia tenta derrubar essa estúpida tarifa de 50%, que só o Brasil enfrenta”, afirmou Ortigara.

Importação predatória

A crise provocada pelo tarifaço e pela importação predatória de leite também foi discutida na edição itinerante da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), realizada durante o Agroleite. Parlamentares reforçaram a importância de medidas para proteger o setor agroindustrial do estado.

O deputado Anibelli Neto, presidente da Comissão de Agricultura da Alep, destacou a necessidade de atuação do Estado para garantir a sobrevivência do produtor rural.

“Precisamos proteger o setor neste momento e também acreditar na diplomacia para buscar novos mercados. Os produtos brasileiros são de qualidade e têm espaço em qualquer lugar do mundo”, defendeu o parlamentar.

A importação de leite, que vem crescendo de forma contínua, também é alvo de críticas do setor produtivo. A concorrência com produtos importados, muitas vezes com padrão inferior de qualidade, tem colocado em risco a viabilidade econômica de produtores paranaenses.

“Quando o produtor investe em genética e tecnologia para entregar um leite de qualidade, não é justo competir com um produto importado mais barato e inferior. Se o governo federal não agir, muitos vão desistir da atividade”, alertou Anibelli Neto.

Bateu recordes

Segundo a técnica do Departamento Técnico e Econômico do Sistema FAEP, Nicolle Wilsek, a entrada de leite estrangeiro no mercado brasileiro segue em alta.

“A importação continua em números elevados, batendo recordes. Não somos contra a importação, mas é preciso haver regulamentação, limites e condições claras para garantir que o produto nacional seja competitivo”, explicou.

Quem sente diretamente os efeitos dessa concorrência é o produtor Adão Streski, que relata perdas significativas de rentabilidade.

“Hoje estamos recebendo cerca de R$ 2,30 pelo litro, mas os custos dispararam: ração, silagem, adubo, medicamentos… tudo subiu. Só o preço do leite caiu”, lamenta.



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AgroNewsPolítica & Agro

90% da acácia-negra é usada na geração de energia



Frio impulsiona corte de acácia-negra no RS




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (31), o cultivo de acácia-negra na região administrativa de Caxias do Sul segue com atividades de preparo de novas áreas, tratos culturais, controle de pragas e corte. As condições fitossanitárias das plantações são consideradas adequadas, e os preços registraram leve elevação no período.

Com a queda nas temperaturas, os produtores da região intensificaram o corte e a comercialização da madeira. Segundo a Emater/RS-Ascar, aproximadamente 60% das operações de corte e empilhamento são terceirizadas, o que impacta diretamente na rentabilidade, especialmente nas pequenas propriedades. A maior parte da produção é destinada à geração de energia, que absorve cerca de 90% da matéria-prima, enquanto uma fração menor é usada como escora na construção civil.

Na regional de Lajeado, a acácia-negra tem perdido espaço. Áreas antes ocupadas pela cultura estão sendo substituídas por lavouras de milho e criação de gado de corte.

Na região de Pelotas, a AGEFLOR contabiliza 30.963 hectares cultivados com acácia-negra. Os valores pagos ao produtor variam entre R$ 150,00 por metro cúbico estéreo na propriedade e R$ 200,00 por metro cúbico estéreo de lenha entregue nas unidades consumidoras.

Em Santa Maria, as áreas dedicadas ao cultivo da espécie continuam em redução. Até o momento, não há sinais de implantação de novos plantios na região.





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Pesquisador da Embrapa Soja explica como evitar a quebra de hastes nas lavouras



O aumento dos casos de quebra de hastes em lavouras de soja no Paraná e no Mato Grosso, nas duas últimas safras, tem preocupado produtores e pesquisadores. Estudos conduzidos por pesquisadores da Embrapa Soja, da Fundação Rio Verde e da Unesp indicam que o problema não é causado por uma doença, mas sim por uma reação das plantas a condições ambientais adversas.

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O time do Soja Brasil conversou com Maurício Meyer, que detalhou os fatores climáticos associados à quebra das hastes e esclareceu por que a hipótese de relação com doenças foi descartada. Embora os estudos ainda estejam em fase inicial, já apontam uma variação na sensibilidade das cultivares ao problema. Ainda assim, são necessários novos levantamentos para caracterizar com mais precisão as variedades comerciais utilizadas nas áreas afetadas.

De acordo com Meyer, algumas condições ambientais se repetem nas áreas afetadas. Foi observada maior frequência de chuvas durante a fase vegetativa da cultura, seguida por períodos de elevadas temperaturas no início da fase reprodutiva. Essa sequência de eventos climáticos favorece o estresse fisiológico da planta, o que pode resultar na quebra da haste.

A hipótese de que o problema tivesse ligação com doenças causadas por fungos ou bactérias foi descartada após uma série de análises conduzidas pela Embrapa. “Na verdade, essa condição de causa abiótica foi assumida pela Embrapa com base em um conjunto de resultados de estudos”, explica o pesquisador.

“Entre os resultados, destacam-se a distribuição e incidência incompatíveis com doenças de plantas, a falha na reprodução dos sintomas pela inoculação de microrganismos isolados, a baixa frequência de fitopatógenos em estudos de metagenômica e as alterações vasculares no câmbio das plantas afetadas, observadas por microscopia. Essas alterações foram um indicativo importante, reforçando a hipótese de estresse abiótico como principal causa do problema”, explica Meyer.

Como evitar o problema na lavoura de soja?

“Embora ainda não exista uma solução definitiva para o problema, práticas de manejo cultural podem ajudar a reduzir os danos nas lavouras. Entre as orientações estão a manutenção de uma cobertura uniforme do solo com palhada de gramíneas, o uso de cultivares menos sensíveis, o manejo adequado do solo para favorecer o bom desenvolvimento radicular e a adoção de estratégias de drenagem eficientes”, comenta Meyer.

Estudos preliminares também indicam que há variabilidade na sensibilidade das cultivares de soja à quebra de hastes. Algumas variedades demonstraram maior tolerância ao estresse climático que favorece o problema, mas ainda são necessários mais estudos para identificar com precisão quais são essas cultivares e como elas respondem em diferentes condições de cultivo.



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cargos, salários e desafios do INSS



O agronegócio brasileiro evolui rapidamente em produtividade, tecnologia e profissionalização. Mas a gestão de pessoas no agro ainda é um desafio para muitos produtores rurais. Implantar planos de cargos e salários e lidar com os entraves da Previdência Social exigem organização, estratégia e sensibilidade com os trabalhadores.

Segundo a consultora Jacqueline Lubaski, ainda é comum a ideia de que esse tipo de planejamento é restrito ao ambiente urbano. Mas a realidade das propriedades rurais já mudou.

“Hoje, criar critérios claros de promoção, bonificação e valorização faz toda a diferença na retenção e motivação dos colaboradores no campo”, afirma.

Por que implantar um plano de cargos e salários?

Criar um plano estruturado ajuda a:

  • Valorizar o tempo de casa e a experiência do funcionário
  • Evitar desmotivação ao contratar novos colaboradores com salários semelhantes
  • Estabelecer critérios de crescimento horizontal e vertical
  • Estimular o desempenho com avaliações periódicas
  • Reduzir a rotatividade e os custos com novas contratações

Uma sugestão prática: o produtor pode estabelecer níveis salariais com base em tempo de serviço (ex: 5% a mais a cada 5 anos) e também em desempenho.

“Cada fazenda pode adaptar conforme sua realidade, mas é essencial ter regras claras e registradas”, explica Lubaski.

O gargalo do INSS nas propriedades rurais

Se por um lado cresce a profissionalização na gestão, por outro os desafios com o INSS se intensificam. A dificuldade de agendamento de perícias, a falta de acesso digital e o tempo excessivo para retorno têm prejudicado funcionários e empregadores.

Lubaski relata casos de colaboradores que ficam meses sem salário após 15 dias de afastamento, pois não conseguem realizar a perícia médica. A responsabilidade de pagar os primeiros 15 dias é do empregador, mas a partir do 16º é do INSS. Quando não há atendimento, o trabalhador fica sem renda, o que gera impacto direto na fazenda.

“Estamos vendo funcionários passando necessidade. E não é só em Mato Grosso. É no Brasil inteiro”, alerta a especialista.

Como o produtor pode ajudar?

Frente a esse cenário, algumas medidas têm sido adotadas:

  • Antecipação de férias ou 13º salário
  • Apoio com cestas básicas ou auxílio interno entre colegas
  • Intermediação digital para acesso ao portal Gov.br
  • Reforço de comunicação com sindicatos ou órgãos públicos

A moradia na fazenda pode amenizar parte das dificuldades, mas a situação exige atenção do poder público. A ausência de estrutura de atendimento do INSS em cidades do interior afeta diretamente a dignidade de quem trabalha no campo.

Passos práticos para implantar um plano de cargos

Segundo Lubaski, quatro etapas são essenciais:

  1. Pesquisa salarial da região para evitar defasagens
  2. Pesquisa de clima organizacional para ouvir as demandas dos funcionários
  3. Definição de critérios de progressão (por tempo, desempenho ou formação)
  4. Comunicação clara sobre os níveis e possibilidades de crescimento

Pequenos ajustes podem ter grande impacto. Às vezes, um vale alimentação ou plano de saúde é mais valorizado do que um aumento salarial.

Acompanhe a entrevista completa com Jacqueline Lubaski no programa A Protagonista, onde ela compartilha experiências práticas e orientações sobre como estruturar uma gestão mais eficiente e humana no agronegócio.



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cotações reagem no começo de agosto



Os preços do suíno vivo caíram de junho para julho na maior parte das praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo pesquisadores do instituto, ao longo do mês passado, a demanda por novos lotes de suíno vivo esteve enfraquecida. Este fato está atrelado ao recesso escolar e, em certa medida, à imposição de tarifas por parte dos Estados Unidos às exportações brasileiras. 

O tarifaço elevou as especulações por parte de alguns agentes do mercado independente e dificultou possíveis reações nos valores.

Já neste começo de agosto, os valores passaram a reagir. Pesquisadores do Cepea indicam que o suporte vem do aquecimento na procura. 

Ressalta-se que o movimento de reação vem sendo verificado na maior parte das praças acompanhadas pelo centro de pesquisas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Mesmo com tarifaço, exportações de carne bovina batem novo recorde



As exportações brasileiras de carne bovina atingiram recorde em julho. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A Secex, confirmou esta informação na quarta-feira (6), o mesmo dia em que entrou em vigor a nova tarifa dos Estados Unidos para a importação de carne bovina brasileira, de 50%. 

Em julho, foram exportadas 310,2 mil toneladas. O valor é 15,3% a mais que em junho e 4% acima do então recorde alcançado em outubro/24, de 298,24 mil toneladas (in natura e processada). A receita também atingiu máxima histórica, na marca de R$ 9,2 bilhões. 

Para os EUA, o volume exportado foi praticamente o mesmo de junho, 18.235 toneladas, representando um aumento mensal de 2 toneladas. Ainda assim, sua participação no total das vendas brasileiras baixou de 6,8% em junho para 5,9% em julho. Por outro lado, a China aumentou sua participação de 50% para 51,1% do total, elevando em 14,8% (ou 23.952 toneladas) o volume de um mês para outro. 

Pesquisadores do Cepea indicam que vários outros destinos também ampliaram suas compras. Segundo os pesquisadores, os resultados de julho mostram que, em resposta à imposição da tarifa norte-americana, as indústrias exportadoras nacionais se movimentaram e obtiveram êxito em seus esforços para intensificar as vendas a outros destino.

Além disso, algumas devem realocar a relação comercial com os EUA para unidades que detêm em outros países não impactados por tamanha tarifa.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Imea prevê retomada nos preços do boi em agosto



Boi gordo recuou 3,45% em julho no Mato Grosso




Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (4), a arroba do boi gordo foi cotada, em média, a R$ 298,07 em Mato Grosso durante o mês de julho de 2025. O valor representa uma retração de 3,45% em relação ao mês anterior, a maior desvalorização mensal registrada na série histórica do indicador.

O recuo foi atribuído ao alongamento nas escalas de abate, impulsionado pela maior oferta de animais oriundos do pasto, devido à extensão do período de chuvas, e pela disponibilidade de bovinos terminados no primeiro giro de confinamento. Essa combinação resultou em maior volume de oferta e pressão sobre os preços no estado.

De acordo com o levantamento, entre os anos de 2003 e 2025, o mês de julho apresentou valorização no preço da arroba em 15 oportunidades, enquanto o mês de agosto registrou alta em 13 anos. Para 2025, a tendência, segundo o Imea, é de recuperação nos preços da arroba em agosto, diante da expectativa de menor oferta de machos e fêmeas terminadas, fato já sinalizado pelo recente encurtamento das escalas de abate no estado.





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Carreta com 20 toneladas de batatas tomba e população avança na carga



Uma carreta com 20 toneladas de batatas tombou na manhã da quarta-feira (6), em São Paulo, na Marginal Tietê, próximo ao acesso à Vila Maria. O motorista que dirigia o veículo teve ferimentos leves e foi encaminhado para um hospital.

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Parte da carga caiu no rio Tietê e outra ficou espalhada pela via. Moradores da região chegaram a pegar as batatas no local, causando um congestionamento no trânsito. Equipes da Polícia Militar e da CET foram até o local para controlar a situação e investigar a causa do acidente.



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Tarifaço de Trump afeta 77,8% das exportações brasileiras, diz CNI



Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que 77,8% das exportações brasileiras aos Estados Unidos estão atualmente sujeitas a sobretaxas comerciais, resultado de três frentes tarifárias impostas pelo governo americano desde o início do ano. A análise considera a tarifa geral de 10%, uma alíquota adicional de 40% direcionada ao Brasil e medidas setoriais da Seção 232, que aplicam sobretaxas de até 50% a setores como siderurgia, veículos e autopeças.

De acordo com a CNI, mais da metade da pauta exportadora brasileira aos EUA enfrentará tarifas de 50%, sendo que 45,8% do total está diretamente sujeita a sobretaxas exclusivas ao Brasil. As tarifas afetam principalmente a indústria de transformação, que respondeu por US$ 12,3 bilhões em exportações impactadas em 2024, ou 69,9% do total sob tarifa máxima.

Os setores mais atingidos incluem vestuário, máquinas e equipamentos, têxteis, alimentos, químicos, couro e calçados. Além disso, produtos como aço, alumínio e cobre – afetados pela Seção 232 – representam 9,3% da pauta exportadora e também enfrentam alíquota de 50%.

Por outro lado, 22,2% das exportações permanecem isentas de tarifas adicionais, com destaque para a indústria extrativa, especialmente petróleo leve e pesado. Dentro da indústria de transformação, combustíveis automotivos e óleos combustíveis pesados sem biodiesel concentram parte relevante dos valores isentos.

A tarifa de 40% imposta em julho prevê isenção condicional para produtos destinados à aviação civil, o que pode beneficiar segmentos como o de aviões não militares e equipamentos de transporte. Caso essa exceção se confirme, 577 produtos podem ficar sujeitos apenas à tarifa de 10%, o que reduziria parte da pressão sobre o setor aeronáutico brasileiro.

Além das tarifas já em vigor, o governo dos EUA mantém investigações abertas sob a Seção 232 que podem afetar novos setores, incluindo aeronaves e motores, caminhões, madeira, minerais críticos, semicondutores e produtos farmacêuticos.

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Para mitigar os efeitos das barreiras, a CNI apresentou ao governo brasileiro uma lista de oito medidas emergenciais, incluindo uma linha de crédito especial do BNDES com juros reduzidos; extensão de prazos para contratos de câmbio e financiamentos de exportação; diferimento de tributos federais; pagamento imediato de ressarcimentos de créditos tributários; ampliação do Reintegra e reativação do Programa Seguro-Emprego.

“O levantamento mostra a dimensão do problema e a urgência de articulação entre governo e setor produtivo. Precisamos preservar nossa capacidade exportadora e responder rapidamente a essa escalada protecionista”, afirmou Ricardo Alban, presidente da CNI, em nota.

*Este conteúdo foi elaborado com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado pela equipe editorial do Estadão/Broadcast. Saiba mais em nossa Política de IA.



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