sábado, maio 9, 2026

Agro

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Colheita de milho avança 8,5 pontos porcentuais e alcança 83,7% da área



A colheita de milho de inverno no país, referente à safra 2024/25, alcançava, até domingo (10), 83,7% da área, avanço de 8,5 pontos porcentuais em comparação com o domingo anterior. Em relação a igual período da safra 2023/24, quando 94,7% da área havia sido colhida, há atraso de 11 pontos porcentuais. Já em comparação com a média dos últimos cinco anos, de 84,3%, os trabalhos estão atrasados em 0,6 ponto porcentual. As informações foram divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu boletim semanal de progresso de safra.

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Ainda quando ao milho de inverno, Mato Grosso, o principal produtor do grão, colheu 99,1% da área. Paraná, 75% e Mato Grosso do Sul, 59%. Os trabalhos já se encerraram no Piauí, Tocantins e Maranhão.

A colheita do milho verão 2024/25, por sua vez, alcançava até domingo 99,9%, avanço de 0,1 ponto porcentual ante o domingo anterior e leve atraso de 0,1 ponto porcentual em relação a igual período da safra 2023/24. Na comparação com a média dos últimos cinco anos, de 100%, há atraso de 0,1 ponto porcentual. Ainda falta terminar a colheita apenas no Maranhão, que contava, até ontem, com 99% da área ceifada.

Já a colheita do algodão 2024/25 atingia até domingo 39% da área plantada, avanço de 9,3 pontos porcentuais em relação aos 29,7% da semana anterior. Na comparação com igual momento da safra passada, quando 55,3% da área havia sido trabalhada, há atraso de 16,3 pontos porcentuais. Em relação à média das últimas cinco safras, de 59,3%, há atraso de 20,3 pontos porcentuais. Mato Grosso, o principal produtor, já retirou dos campos 31,7% da safra. Os trabalhos estão mais adiantados no Piauí, com 81% das lavouras da fibra colhidas, seguido de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, ambos com 76%.

A semeadura de trigo 2024/25 se encerrou no País. No domingo anterior, 99,6% da área havia sido semeada.

Por fim, a colheita de trigo 2024/25 começou nos Estados de Goiás, com 78% da área colhida, Minas Gerais, com 22%, e Mato Grosso do Sul, com 3%. Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo ainda não começaram a colher o cereal.



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Impulsionada por maior demanda da China, exportação de carne bovina do MT cresce 31,44% em julho



As exportações de carne bovina do Mato Grosso somaram 89,4 mil toneladas em julho, esse número representa uma aumento de 31,44% no comparativo mensal, sendo o maior volume já enviado pelo estado, segundo informações do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

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Além disso, o aumento nas exportações, somado ao maior preço médio da carne exportada, que foi de US$ 4.340 por tonelada, resultou em um faturamento de US$ 388,40 milhões em julho. Cabe ressaltar que a maior demanda chinesa foi à responsável pelo aumento nas exportações, que apresentou acréscimo no volume de 31,98% no comparativo mensal.

Na avaliação do Imea, uma vez mantido o comportamento de aumento nas compras no segundo semestre pelos principais importadores da proteína, em especial a China, as exportações se encaminham para um novo recorde no volume anual exportado.



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cotações têm novas baixas em julho



Pressionadas pela demanda ainda enfraquecida, as cotações da tilápia tiveram novas quedas em julho. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o Centro de Pesquisas, além da típica redução do consumo de pescado durante o inverno, indústrias estão com estoques elevados, o que reforçou a baixa procura e o ritmo lento de negócios. 

Há também insegurança por parte de agentes em relação à importação de tilápia do Vietnã e o quanto isso pode prejudicar o mercado interno. Quanto às exportações brasileiras, após três meses de queda, os embarques cresceram em julho, embora o volume ainda tenha ficado abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. 

Apesar de a porcentagem de tilápia embarcada pelo Brasil ser pequena, pesquisadores do Cepea explicam que o aumento pode refletir a tentativa de indústrias venderem o produto antes das taxações impostas pelos Estados Unidos, já que o país é o principal comprador da tilápia exportada.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Apesar do tarifaço, exportações brasileiras aos EUA batem recorde



As exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 23,7 bilhões entre janeiro e julho de 2025, um crescimento de 4,2% sobre o mesmo período de 2024 e o maior valor já registrado para o período, dados da Amcham Brasil. As importações também avançaram, com alta de 12,6%, alcançando US$ 26,0 bilhões.

O resultado ampliou o superávit americano no comércio com o Brasil para US$ 2,3 bilhões no acumulado do ano, uma alta expressiva, de 607,9% frente ao mesmo período de 2024.

Julho recorde antes da tarifa

Em julho, mês em que os EUA já aplicavam a sobretaxa de 10% e anunciaram o aumento para 50% a partir de agosto, as exportações brasileiras atingiram US$ 3,7 bilhões, alta de 3,8% na comparação anual, também um recorde para o mês. A quantidade embarcada subiu 7,3%, refletindo uma possível estratégia de antecipação de vendas para evitar o impacto das novas tarifas. Do lado americano, as importações pelo Brasil cresceram em ritmo mais forte. O aumento no mês foi de 18,2% no mês, atingindo US$ 4,3 bilhões, o segundo maior valor da década.

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Setores em destaque

Entre os dez principais produtos exportados, seis registraram alta em julho, com destaque para:

  • Aeronaves: +159,0%
  • Ferro-gusa: +62,5%
  • Cal e cimento: +46,3%
  • Petróleo: +39,9%
  • Suco de frutas: +32,2%

No acumulado do ano, os maiores avanços vieram de carne bovina (+118,1%), sucos de frutas (+61,7%), café (+34,6%) e aeronaves (+31,7%).

Quedas relevantes

Alguns setores sentiram os efeitos das tarifas e da concorrência internacional:

  • Celulose: -14,8% (pressão de produtos canadenses)
  • Óleos de petróleo: -18,0%
  • Equipamentos de engenharia: -20,8%
  • Semi-acabados de ferro ou aço: -8,0% (queda de 64% só em julho)
  • Açúcar: -49,6% no valor e -51,7% na quantidade, já sob novas tarifas de 50% desde 6 de agosto

Balança comercial

Enquanto o déficit dos EUA no comércio global de bens aumentou 27,8% no 1o semestre, o Brasil segue como um dos poucos países com os quais os americanos mantêm superávit comercial, o quinto maior da lista, que cresceu 57,9% de 2024 para 2025. Ao comparar apenas o mês de junho, por outro lado, o déficit dos EUA diminuiu 8,3%, já demonstrando um possível efeito da aplicação das tarifas recíprocas.

“As exportações brasileiras para os EUA seguem resilientes e em trajetória de crescimento até julho. Nosso compromisso é seguir trabalhando de forma coordenada com os dois governos para preservar esse comércio, que impulsiona empregos e oportunidades em ambos os países, sobretudo diante dos desafios adicionais que o aumento das tarifas trará daqui para frente”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.



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importações crescem mas cotações seguem pressionadas



As importações brasileiras de trigo seguiram em alta em julho, com o volume acumulado em 12 meses superando em quase 20% o do período anterior. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Enquanto isso, levantamento do Cepea mostra que as cotações internas do cereal continuam pressionadas, em linha com o observado também no cenário externo. 

Em julho, chegaram ao Brasil 616,91 mil toneladas de trigo, 26,7% a mais que em junho/25, mas 4,3% a menos que em julho/24, conforme dados Secex.

De agosto/24 a julho/25, foram importadas 6,83 milhões de toneladas, quantidade 19,9% maior que a adquirida entre agosto/23 e julho/24.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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preços iniciam agosto em estabilidade



Os preços médios do açúcar cristal negociados no mercado spot paulista iniciaram em agosto praticamente estáveis. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

O Indicador Cepea/Esalq (cor Icumsa de 130 a 180) variou entre R$ 119,00 e R$ 120,00 por saca de 50 kg na primeira semana do mês. Este comportamento é semelhante ao observado na última semana de julho. 

Segundo o instituto, as usinas mantêm-se firmes quanto aos valores pedidos nas negociações para pronta-entrega, especialmente para o cristal de melhor qualidade (Icumsa 150). 

Além disso, a postura dos vendedores tem sido mais restritiva quanto à oferta disponível. Este fato tem contribuído para sustentar os preços. 

Ainda conforme pesquisadores do Cepea, a firmeza observada por parte das unidades produtoras pode estar relacionada ao desempenho das exportações em julho. 

De acordo com dados da Secex, os embarques de açúcar branco (NCM 17019900) com origem em São Paulo, via porto de Santos, totalizaram 230 mil toneladas no mês passado, volume 35,17% superior ao exportado em junho, de 170 mil toneladas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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apesar do mercado lento, indicadores mantêm estabilidade



Apenas pequenos volumes de etanol hidratado foram negociados no mercado spot paulista na primeira semana de agosto. É isso o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, esse cenário se deve à demanda enfraquecida por parte das distribuidoras do estado. 

Do lado vendedor, pesquisadores explicam que a postura foi de preços firmes. Esses agentes seguem atentos ao desempenho das produções de etanol e de açúcar na temporada atual.

Entre 4 e 8 de agosto, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,6296/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). Valor que representa alta de 0,22% frente à do período anterior. 

Para o anidro, o Indicador Cepea/Esalq foi de R$ 3,0580/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins). Elevação de 1,95% no mesmo comparativo.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

COP30 pode abrir caminhos para o agro brasileiro


A importância dos investimentos para a competitividade do agro, a formação de parcerias estratégicas e a maior articulação institucional foram os temas centrais dos debatedores do painel “Alimentos, Energia e Inovação”, durante o 24º Congresso Brasileiro do Agronegócio, uma realização da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), em parceria com a B3 – a bolsa do Brasil, que acontece nesta segunda-feira (11/8), em São Paulo (SP).

De acordo com Marcio Santos, CEO da Bayer Brasil, o agro foi uma construção muito positiva, com investimentos contínuos em inovação, que permitiram, por exemplo, o país ter uma segunda safra produtiva e sustentável. “Se o cenário externo se resolvesse hoje, nós estaríamos preparados para atender o mercado global? Será que o construímos ao longo dessas décadas, ainda estamos mantendo? Essas perguntas são fundamentais porque temos que acreditar que podemos manter nossa trajetória de crescimento”, explicou.  

Para ele, a COP30 será uma oportunidade e um marco para reposicionar o país. “Esse evento pode abrir caminhos para dialogar com nossos e novos parceiros”, pontuou. Ele alertou para entraves internos à competitividade do Brasil: “Na minha opinião, falta ambiente institucional para sermos mais competitivos. Deixo aqui uma reflexão sobre o que já construímos nestes últimos 50 anos e como vamos pensar os próximos anos e esta trajetória do agro”.

Alfredo Miguel, diretor LATAM da John Deere, destacou o papel da diplomacia, que precisa estar presente sempre, mas focada na realidade e nos desafios para discutir as soluções. Por outro lado, o setor privado vai precisar se reorganizar em termos de custos, cadeia de fornecedores e exportação para se manter competitivo.

“É importante que o governo tenha um plano de curto e médio prazo para seguirmos competitivos juntos. O agro precisa liderar o Brasil com ciência, tecnologia e inovação para continuarmos nessa crescente expansão do setor”, afirmou Miguel.

A diversificação é a base da resiliência, segundo Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS. “Reconhecemos que o ciclo das commodities existe, e que os problemas geopolíticos e econômicos vêm e vão. Manter-se diversificado usando a inovação é a saída para manter a empresa crescendo em momentos difíceis. Com base nesta estratégia conseguimos realocar investimentos”, explicou.

Tomazoni defendeu o papel de uma agência de comércio exterior (trade) como instrumento estratégico do país, que poderia ser a ponte para projetar o Brasil, não só o produto, mas o jeito e a forma de fazer e a tecnologia tropical de produção brasileira”.

Durante o painel moderado pelo jornalista William Waack, Larissa Wachholz, Senior Fellow do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), alertou para o desconforto crescente da China com a dependência de exportações do Brasil e dos EUA. Segundo ela, os chineses já estão em busca ativa de diversificação de fornecedores.

Wachholz defendeu uma abordagem mais pragmática e aberta do Brasil nas parcerias internacionais, sem alinhamentos automáticos. “Precisamos pensar em nossas dependências como país — seja em fertilizantes ou outros insumos — e nos beneficiar da inovação e diversidade dos parceiros, sem privilegiar um ou outro. É preciso desenvolver novos mercados e não vender barato. Olhar para o mundo, entender suas necessidades e complementar um ao outro”, analisou.

 





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Exportações do agro crescem 13% na 2ª semana de agosto



A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 1,286 bilhão na segunda semana de agosto. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o valor foi alcançado com exportações de US$ 6,727 bilhões e importações de US$ 5,441 bilhões.

O superávit acumulado no mês de agosto é de US$ 2,217 bilhões. No ano, o superávit soma um total de US$ 39,199 bilhões.

Até a segunda semana de agosto, comparado a agosto de 2024, as exportações cresceram 13,0% e somaram US$ 8,86 bilhões. O resultado se deu devido a um crescimento de 13,1% em Agropecuária, que somou US$ 1,90 bilhão; crescimento de 17,0% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 2,08 bilhões e, por fim, crescimento de 11,3% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 4,83 bilhões.

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As importações também cresceram 0,5% e totalizaram US$ 6,64 bilhões na mesma comparação, com queda de 13,0% em Agropecuária, que somou US$ 104 milhões; crescimento de 14,6% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 434 milhões e, por fim, queda de 0,1% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 6,06 bilhões.



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Em meio a tensões com Trump, Lula liga para o presidente da China



Lula telefonou na noite de segunda-feira (11) para o presidente da China, Xi Jinping.Na ligação, que durou cerca de uma hora, os dois líderes `falaram sobre a atual conjuntura internacional e o conflito entre Rússia e Ucrânia. Segundo informações da assessoria de imprensa da presidência da república, os dois líderes concordaram sobre a importância do papel do G20 e do Brics na defesa do multilateralismo.

A conversa entre Lula e Xi Jinping acontece no momento que ambos os países enfrentam tensões com os EUA por conta da política tarifária do governo de Donald Trump.

COP

O presidente do Brasil reiterou a importância que a China terá para o sucesso da COP 30 e no combate à mudança do clima. Já Xi Jinping indicou que a China estará representada em Belém e que vai trabalhar com o Brasil para o êxito da conferência.

Os chefes de Estado também conversaram sobre a parceria estratégica bilateral. Nesse contexto, saudaram os avanços já alcançados no âmbito das sinergias entre os programas nacionais de desenvolvimento dos dois países e comprometeram-se a ampliar o escopo da cooperação para setores como saúde, petróleo e gás, economia digital e satélites.

Relações comerciais

Na conversa, ambos os presidentes também destacaram sua disposição em continuar identificando novas oportunidades de negócios entre as duas economias. Após o tarifaço imposto pelos EUA, chineses tem dado sinais que querem ser aproximar mais do Brasil, ampliando o comércio entre os dois países, principalmente no agronegócio.



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