sexta-feira, maio 8, 2026

Agro

News

Brasileira relata aumento de quase 90% em peças de carne nos EUA



A brasileira Elizabete Saboia foi a um supermercado no estado da Flórida, nos Estados Unidos, mostrar, na prática, os efeitos do tarifaço de 50% imposto por Donald Trump aos produtos brasileiros, como a carne bovina.

De acordo com ela, uma bandeja com quatro pedaços de costela bovina era vendida no local, em meados de julho, por cerca de US$ 9 (R$ 48,90) e, agora, sai por mais de US$ 17 (R$ 92,39), ou seja, um aumento de 89%.

Outro flagrante do vídeo de Elizabete foram quatro peças de peito bovino sem osso, vendidos entre US$ 92 (R$ 500) e US$ 111 (R$ 603). E o pior: encalhadas faltando apenas dois dias para o vencimento.

A carne bovina é uma das commodities atingidas com a sobretaxa, fazendo com que as exportações brasileiras ao mercado norte-americano ficassem inviáveis.

Nos primeiros seis meses de 2025, o Brasil enviou um volume recorde de proteína animal ao país, com 157 mil toneladas e uma receita de US$ 791 milhões (R$ 4,3 bilhões), conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A ausência da carne brasileira nos supermercados norte-americanos acontece em um momento em que os Estados Unidos contam com o menor rebanho bovino em meio século.

De acordo com o Departamento de Agricultura do país (USDA), são, atualmente, 95 milhões de cabeças, sendo que em meados de 1975, no auge do plantel, eram mais de 140 milhões. A título de comparação, o Brasil conta com, aproximadamente, 220 milhões de cabeças.



Source link

News

‘Irrigação é a principal ferramenta do agricultor para enfrentar as mudanças climáticas”, diz presidente da FIIB



A irrigação é um dos pilares para ampliar a produtividade agrícola e garantir o uso eficiente da água no campo. Nesta semana, Campinas (SP) recebe a quinta edição da Feira Internacional da Irrigação Brasil (FIIB), que reúne especialistas, pesquisadores e representantes do setor para debater sustentabilidade, políticas públicas e o futuro do agronegócio no Brasil e no mundo.

Para o presidente da FIIB, Denizart Vidigal, a irrigação é essencial para enfrentar os desafios climáticos e promover o desenvolvimento do setor.

“A irrigação é a principal ferramenta que o agricultor dispõe para enfrentar as mudanças climáticas. Isso é fundamental para a sustentabilidade e para o crescimento do agro como um todo”, afirmou.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Vidigal destacou ainda a capacidade transformadora da técnica, citando exemplos já consolidados no país:

“No Vale do São Francisco, por exemplo, houve uma verdadeira revolução. Uma região antes árida e improdutiva se tornou referência em desenvolvimento socioeconômico graças à irrigação. A Agência Nacional de Águas já identificou pelo menos 26 polos de irrigação no Brasil que poderiam seguir esse mesmo modelo de sucesso”, explicou.

Entre os temas da FIIB também está o potencial de expansão da irrigação no Vale do Rio Paraná, área estratégica para estados como São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná.

“Queremos mostrar como a irrigação pode gerar impactos positivos não apenas na produtividade agrícola, mas também no desenvolvimento regional”, completou Vidigal.
A Feira Internacional da Irrigação Brasil começa nesta terça (19) segue até a próxima quinta-feira (21), no Expo Dom Pedro, em Campinas (SP).



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Crescimento da aveia favorecido por temperaturas amenas


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (14), a aveia-branca registra desempenho satisfatório no Rio Grande do Sul, com a maior parte das lavouras em estágio vegetativo. “Predominantemente em estágio vegetativo (68%), as lavouras avançam de forma acelerada para a fase reprodutiva, com 22% em floração e 10% em enchimento de grãos”, informou a Emater/RS-Ascar.

O boletim destacou que o índice de área foliar segue elevado, com folhas basais ativas e coloração verde intensa, evidenciando adequado estado nutricional e ausência de estresses hídricos ou térmicos relevantes. Nas lavouras em floração, há grande número de flores por panícula e sincronia adequada de emissão, fatores que contribuem para o potencial de enchimento de grãos. “As condições meteorológicas — temperaturas amenas e disponibilidade hídrica — têm favorecido esta fase fenológica, considerada crítica para a definição do rendimento final”, afirmou a instituição.

A Emater/RS-Ascar também observou que, em áreas afetadas por geadas, houve danos pontuais, enquanto a incidência de doenças foliares permanece baixa, restrita a focos isolados. A projeção para a safra é de 401.273 hectares plantados, com produtividade estimada de 2.254 kg/ha.

Nas regiões administrativas, a situação varia. Em Bagé, o desenvolvimento da cultura está satisfatório, mas algumas áreas sofreram redução de potencial produtivo devido a precipitações entre maio e junho. Em Erechim, 25% da área está em vegetativo e 75% em floração, com geadas causando danos pontuais, mas ocorrendo rebrote das plantas afetadas. Em Frederico Westphalen, 30% dos cultivos estão vegetativos, 35% em florescimento e 35% em enchimento de grãos, e algumas áreas precoces sofreram perdas expressivas devido às geadas, exigindo dessecação e posterior plantio de milho. Nessas lavouras, a aplicação de fungicidas tem sido necessária devido à pressão de doenças foliares.

Em Ijuí, 67% da área permanece vegetativa, 23% em floração e 10% em enchimento de grãos, com baixa incidência de doenças. Em Soledade, os primeiros cultivos iniciaram o florescimento, enquanto a maior parte permanece em perfilhamento e elongação do colmo.

No mercado, para a indústria alimentícia, o preço médio da saca de 60 quilos foi de R$ 60,00 na região de Ijuí. Em Erechim e Frederico Westphalen, a cotação alcança R$ 76,00, dependendo da variação do peso hectolitro.





Source link

News

IBC-Br cai 0,1% em junho ante maio, afirma Banco Central



O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) caiu 0,1% em junho, na comparação com maio na série com ajuste sazonal, informou a autarquia nesta segunda-feira, 18. O resultado ficou abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de alta de 0,05%, e próximo ao piso de -0,20%, com teto de 0,40%.

O IBC-Br ex-agropecuária, que exclui os efeitos do setor sobre a atividade, subiu 0,1% em junho, após queda de 0,31% em maio. O indicador da agropecuária cedeu 2,3%, após uma baixa de 4,25% no mês anterior, informou o BC.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

O índice de serviços aumentou 0,1%, depois de ter crescido 0,01% no mês anterior; o da indústria recuou 0,1%, após alta de 0,52% em maio ; e o de impostos – equivalente, em linhas gerais, à rubrica de impostos líquidos sobre produtos do Produto Interno Bruto (PIB) – subiu 0,1%, após uma queda de 1,20%.

Interanual

Na comparação com junho de 2024, o IBC-Br total cresceu 1,4% na série sem ajuste sazonal – acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de 1,25%. As estimativas do mercado iam de 0,70% a 2,80%.

O índice ex-agropecuária avançou 1,2% na comparação interanual, após alta de 2,86% no mês anterior . O da agropecuária teve alta de 5,0%, depois de ter crescido 8,43% em maio. O indicador de serviços cresceu 1,8%, após alta de 2,86%, e o da indústria avançou 0,6%, depois de ter subido 3,25%. O índice de impostos caiu 0,6%, após alta de 2,30%.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Manejo integrado para preservar herbicidas



Entre as principais recomendações, está a rotação de herbicidas



Entre as principais recomendações, está a rotação de herbicidas
Entre as principais recomendações, está a rotação de herbicidas – Foto: USDA

O manejo de resistência a plantas daninhas é fundamental para preservar a eficácia dos herbicidas e assegurar uma produção agrícola sustentável. Segundo o engenheiro agrônomo Marcus Costa, a adoção de estratégias integradas é decisiva para evitar o avanço de populações resistentes e manter a produtividade no campo.

Entre as principais recomendações, está a rotação de herbicidas com diferentes modos de ação, que ajuda a reduzir a seleção de plantas tolerantes. O manejo integrado de plantas daninhas (MIPD), que combina métodos mecânicos, culturais e químicos, é outra ferramenta essencial, incluindo práticas como rotação de culturas, plantio direto e capinas. O monitoramento frequente das lavouras possibilita detectar precocemente sinais de resistência e ajustar as práticas. O uso de culturas mais competitivas e o controle mecânico, como capina, aração e desbaste, também contribuem para diminuir a pressão das invasoras. Capacitar produtores e técnicos, por meio de educação e treinamento, completa o conjunto de ações recomendadas.

No âmbito do controle químico, a Bayer trabalha para ampliar as opções disponíveis no mercado. Até 2026, deve lançar o herbicida Convintro Duo, formulado com diflufenicam (HRAC 12) e metribuzim (HRAC 5), destinado à fase de pré-emergência da soja. Outro produto previsto é o icafolin-methyl, uma molécula inédita com ação sobre plantas mono e dicotiledôneas, incluindo espécies como capim-amargoso e capim-pé-de-galinha. A integração dessas práticas com novas tecnologias é vista como o caminho mais eficaz para garantir o controle de plantas daninhas e retardar o desenvolvimento de resistência.

 





Source link

News

Fórum leva a “Visão além dos números” à 18ª ExpoGenética


Com o tema “Transformando genética em lucro”, a 18ª ExpoGenética, em Uberaba (MG), reforça a missão de mostrar como a seleção de animais de ponta pode resultar em maior produtividade e rentabilidade na pecuária. Entre os destaques da programação está o 2º Fórum Genético Melhora+, que acontece no dia 22 de agosto, no Espaço ABCZ Mulher.

Fórum Melhora+: “Visão além dos números”

Roberta Gestal Expogenética 2025 Fórum Melhora+
Roberta Gestal no pavilhão da Melhora+, Expogenética 2025 | Foto: Larissa Bezerra

Este ano, o Fórum Melhora+ traz como tema “Visão além dos números”, discutindo o papel dos índices genéticos e a necessidade de olhar para além das métricas. A proposta é promover uma troca entre produtores, técnicos e o meio científico para alinhar expectativas e estratégias dentro do melhoramento bovino.

Em entrevista exclusiva ao Lance Rural, a zootecnista e diretora técnica da Melhora+, Roberta Gestal, destacou que o fórum chega em 2025 com um debate ainda mais necessário:

“O Fórum é um momento de reflexão. No ano passado, tivemos a primeira edição, mas este ano o tema é muito atual e tem trazido inquietação entre técnicos, criadores e o meio científico: para onde os índices genéticos estão levando o melhoramento?”, afirma.

Roberta explica que as avaliações genéticas devem ser vistas como ferramentas de apoio, e não como ponto final:

“A avaliação genética é uma ferramenta. Ela não é o fim, mas o meio para que possamos fazer a seleção, a escolha dos animais e provocar a melhoria genética dentro do rebanho.”

Índices como guia, não como destino

Segundo a especialista, os programas de melhoramento no Brasil oferecem excelentes recursos, mas os índices precisam ser utilizados com critério:

“O índice é um facilitador. O criador que produz genética vai usar várias ferramentas para modelar seu rebanho, mas o usuário final muitas vezes olha apenas o índice, e ele nem sempre atende às necessidades específicas de cada fazenda. É isso que queremos discutir: qual o caminho que estamos dando ao melhoramento genético?”

Além dos números: a essência do melhoramento

Para Roberta, o grande desafio é ir além da leitura dos dados e compreender o impacto real no rebanho:

“Nós não estamos simplesmente atribuindo números aos animais. Estamos mexendo na estrutura genética de um rebanho. Estamos arquitetando essa genética. Por isso o tema é a visão além dos números: o que está por trás deles e o que realmente buscamos como essência do melhoramento.”

Ela ainda reforçou que, diferentemente do passado, hoje o pecuarista dispõe de ferramentas capazes de predizer resultados:

Roberta Gestal Expogenética 2025 Fórum Melhora+Roberta Gestal Expogenética 2025 Fórum Melhora+
Roberta Gestal, na 18ª Expogenética | Foto: Larissa Bezerra

“Antes, escolhíamos um touro ou uma vaca acreditando que eram os melhores e esperávamos para ver o produto nascer. Hoje, podemos predizer o valor genético das futuras gerações. Essa é a riqueza que temos com as ferramentas disponíveis nos programas de melhoramento.”

Serviço:

  • Evento: 2º Fórum Genético Melhora+
  • Data: 22 de agosto
  • Horário: 13h
  • Local: Espaço ABCZ Mulher – Uberaba (MG)
  • Tema do fórum: “Visão além dos números”

Leia também: Leilões da Expogenética movimentam mais de R$56 milhões



Source link

News

Clima passa a ditar ritmo do mercado de soja no Brasil; USDA reduz números da oleaginosa



O mercado internacional de soja registrou forte valorização na última semana, em meio a oscilações intensas na Bolsa de Chicago. As cotações acumularam ganhos expressivos, com exceção da última quinta-feira (14), quando investidores realizaram lucros após as altas iniciais.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Segundo dados da plataforma Grão Direto, o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu em 1,16 milhão de toneladas a estimativa de produção de soja no país. A notícia, somada ao aceno diplomático vindo do cenário político norte-americano, impulsionou os preços no mercado futuro.

Câmbio

No Brasil, o câmbio atuou como fator limitador. O dólar encerrou a semana anterior em queda de 0,74%, cotado a R$5,40, muito abaixo da média do último ano, reflexo de pressões internas e externas.

Em Chicago, o contrato de setembro de 2025 fechou a US$ 10,23 por bushel, alta semanal de 5,79%. Já o contrato para março de 2026 terminou a US$ 10,76 por bushel, valorização de 5,28%. No mercado físico, predominou movimento de alta nas cotações.

Estoques apertados e esmagamento recorde

O mercado segue atento à oferta de derivados nos Estados Unidos. Os estoques de óleo de soja caíram ao menor nível em 21 anos, puxados pelo aumento da demanda para biocombustíveis, especialmente biodiesel e diesel renovável. Em julho, o volume de soja esmagada atingiu recorde, o que reforça o quadro de escassez.

Esse cenário deu sustentação ao movimento altista em Chicago e deve manter influência nas negociações desta semana.

Início do plantio de soja no Brasil

No Brasil, o vazio sanitário chega ao fim em setembro, o que permitirá o início do plantio no Centro-Oeste. No entanto, a largada depende de chuvas consistentes. As previsões meteorológicas indicam precipitações no horizonte, mas ainda em volumes insuficientes.

Qualquer atraso pode trazer nova rodada de volatilidade às cotações, considerando o peso da safra brasileira no abastecimento global.

Câmbio ainda no radar

O real continua valorizado frente ao dólar, sustentado pelas taxas de juros elevadas no país. Contudo, os ganhos recentes podem estar perdendo força. No curto prazo, há espaço para nova desvalorização da moeda norte-americana frente ao real, mas a continuidade desse movimento dependerá de fatores políticos domésticos e externos.

O que vem por aí no mercado de soja?

O quadro atual aponta para fundamentos positivos nos Estados Unidos, com estoques reduzidos e demanda aquecida. Porém, no Brasil, o clima será determinante nos próximos dias: atrasos no início do plantio podem ampliar a volatilidade no mercado global de soja.



Source link

News

Leilões da ExpoGenética movimentam mais de R$ 56 milhões



Com sete leilões oficializados já realizados, a 18ª ExpoGenética atingiu R$ 56,7 milhões até a noite deste domingo (17). O Leilão Matinha ExpoGenética alcançou R$ 5 milhões em negócios, com média de R$ 46,8 mil pela venda de 100 animais da raça Nelore e sete embriões de genética apurada. Já o Leilão Fazenda Araras e Convidados Especiais registrou a comercialização de 32 animais, movimentando R$ 771 mil, com média de R$ 24 mil.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Para esta segunda-feira (18), dois eventos oficiais seguem a programação: o Leilão Só Elas – Tulipa Agropecuária e Amigos – Edição ExpoGenética, às 13h, e o Leilão Touros Premium Katispera, às 20h30, ambos no Tatersal Rubico Carvalho, no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG) e com transmissão pelo Canal Rural.

Confira a agenda completa de leilões e shoppings da 18ª ExpoGenética: expogenetica.com.br/agenda-de-leiloes



Source link

News

Mandioca: oferta avança com lentidão



A oferta de mandioca continua avançando lentamente nas principais regiões produtoras, restringindo-se basicamente a raízes de 1º ciclo (com até 12 meses). É isso o que apontam levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Com menor necessidade de se capitalizar e/ou liberar áreas, parte dos produtores têm diminuído as quantidades comercializadas. Reduzindo, assim, o ritmo de crescimento da oferta, conforme explicam pesquisadores. 

Por outro lado, a demanda enfraquecida mantém os preços em queda. Levantamentos do Cepea mostram que a média nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 451,72 (R$ 0,7856/grama de amido) na última semana. O valor representa um recuo de 1,4% sobre a semana anterior. 

No comparativo com o mesmo período de 2024, a desvalorização é de 13,2%, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI).

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link