De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (14), os rebanhos de bovinos de corte no Rio Grande do Sul apresentam condição corporal e sanitária adequadas, com ganhos de peso em algumas regiões. “O período de parições continuou em diversos municípios, e o peso dos terneiros ao nascer está satisfatório”, aponta o informativo.
A complementação alimentar foi necessária em razão da limitação de pastagens de melhor qualidade e do uso prioritário dessas áreas para categorias específicas, como touros. O mercado do gado gordo manteve-se estável na maioria dos municípios, com pequenas quedas em algumas localidades.
Na região administrativa de Bagé, os animais ganharam peso e a condição sanitária foi considerada adequada. Em Alegrete, o período de parições se iniciou, e o mercado do gado gordo permaneceu estável em grande parte dos municípios. Em Caçapava do Sul, algumas categorias registraram redução de aproximadamente R$ 2,00/kg, entre 8% e 10%. Em Lavras do Sul, ocorreu remate no dia 9 de agosto, com comercialização de 252 terneiras a R$ 11,57/kg e de 231 terneiros a R$ 12,00/kg. Já em Rosário do Sul, a procura por terneiros aumentou.
Em Caxias do Sul, devido à limitação de pastagens cultivadas, os animais foram mantidos principalmente em campos nativos, de menor valor nutricional. “Apesar da suplementação com sal proteinado, houve uma queda acentuada na condição corporal do rebanho”, informa a Emater/RS-Ascar. A excessiva umidade do solo prejudicou o conforto dos animais, e as pastagens de melhor qualidade foram direcionadas aos touros para garantir condição corporal adequada na estação de monta.
Na região de Erechim, a maioria das vacas e novilhas está coberta, e fêmeas com problemas reprodutivos têm sido comercializadas para engorda, assim como bois e vacas de descarte. O estado nutricional dos rebanhos está satisfatório. Em Frederico Westphalen, mesmo com disponibilidade de pasto, foi necessário complementar a alimentação para manutenção do escore corporal. Em Passo Fundo, aspectos nutricionais e sanitários permaneceram adequados, com predominância de gestação e engorda de lotes.
Em Pelotas, produtores reforçaram a vacinação preventiva contra clostridioses. A oferta de animais prontos para abate permaneceu restrita. Em Pinheiro Machado, no Parque Charrua, foram comercializados 94 animais, com preços médios de R$ 1.587,50/cabeça para 36 terneiros, R$ 1.324,00 para 10 terneiras, R$ 1.930,00 para duas vaquilhonas, R$ 2.400,00 para cinco novilhos, R$ 2.469,50 para 40 vacas solteiras e R$ 4.020,00 para uma vaca com cria ao pé.
Em Porto Alegre, alguns produtores iniciaram protocolos de inseminação artificial em tempo fixo (IATF). Animais mantidos em pastagens diferidas, com suplementação alimentar, apresentaram condição corporal adequada. Em Santa Maria, devido às condições climáticas adversas que afetaram pastagens, foi necessária complementação alimentar, sem impacto ao bem-estar animal, com atenção redobrada a vacas em parição e terneiros recém-nascidos.
Em Santa Rosa, produtores da bovinocultura de leite têm aproveitado cercas, bebedouros, piquetes e pastagens para criação de gado de corte. A utilização de pastagens de inverno cultivadas e sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP) contribuiu para redução de custos e maior taxa de lotação. Em Soledade, o período de parição começou e os terneiros apresentaram bom peso ao nascer, com seleção de fêmeas para reposição. As condições sanitárias dos rebanhos permaneceram satisfatórias.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) marcou para as próximas quinta (21), e sexta-feira (22), os primeiros leilões de Contrato de Opção de Venda de arroz.
Ao todo, serão ofertados 4.074 contratos de 27 toneladas cada, o que possibilita a aquisição de cerca de 110 mil toneladas do grão na política de retomada dos estoques públicos.
As operações serão destinadas aos agricultores e agricultoras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
Em nota, a estatal disse que serão ofertados oito lotes, com objetivo de dar a opção de venda futura ao produtor do arroz para o governo federal.
Na quinta-feira, serão 1.224 contratos de 27 toneladas cada, divididos em quatro lotes destinados exclusivamente aos agricultores familiares, produtores rurais e cooperativas que possuem Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) ou Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF).
Já na sexta-feira, serão disponibilizados outros quatro lotes, desta vez em caráter de ampla concorrência, ou seja, todos os produtores, cooperativas e demais fornecedores de milho poderão participar, inclusive agricultores familiares.
Os contratos terão vencimento em 30 de setembro e 31 de outubro. Os valores de venda também estão estabelecidos conforme com os prazos de cada vencimento, acrescidos dos custos logísticos e financeiros da colheita até a entrega do produto, informa a Conab.
O mercado físico do boi gordo abriu a semana apresentando manutenção do padrão dos negócios.
Em determinadas regiões do país começam as tentativas de compra em patamares mais baixos, ainda sem êxito. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, São Paulo e Minas Gerais são exemplos desse movimento.
“Já no Centro-Norte do país ainda é evidenciada firmeza dos preços, com manutenção do padrão dos negócios, ou mesmo com algumas negociações realizadas em patamares mais altos”, conta.
Segundo ele, sob o prisma da demanda, as exportações de carne bovina seguem contundentes, com ritmo acelerado e receita crescente.
Preços médios do boi gordo
São Paulo: R$ 311,25 — na sexta: R$ 314
Goiás: R$ 299,82 — R$ 300,54
Minas Gerais: R$ 298,53 — R$ 299,41
Mato Grosso do Sul: R$ 318,98 — R$ 319,43
Mato Grosso: R$ 308,38 — R$ 308,99
Mercado atacadista
O mercado atacadista abriu a semana apresentando acomodação em seus preços para a carne bovina, com menor espaço para reajustes no decorrer da segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.
“Ainda vale mencionar que a carne de frango dispõe de maior competitividade em relação as proteínas concorrentes”, disse Iglesias.
O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,30 por quilo; o dianteiro segue no patamar de R$ 18,00 por quilo; e a ponta de agulha permanece a R$ 17,20 por quilo.
Exportações de carne bovina
Foto: Pixabay
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 764,394 milhões em agosto até o momento (11 dias úteis), com média diária de US$ 69,490 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Já a quantidade total exportada pelo país chegou a 135,785 mil toneladas, com média diária de 12,344 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.629,40.
Em relação a agosto de 2024, houve alta de 58,5% no valor médio diário da exportação, ganho de 24,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 26,9% no preço médio.
Duas cargas irregulares com cerca de 78 cabeças de gado sem nota fiscal e um guindaste hidráulico foram apreendidos por fiscais da Secretaria de Estado da Fazenda do Pará (Sefa) neste domingo (17).
A operação que recolheu os animais ocorreu em Cachoeira do Piriá, município que faz divisa com o Maranhão. A carga havia saído de Nazaré do Piauí com destino a Altamira, no Pará.
De acordo com o coordenador Gustavo Bozola, o condutor apresentou apenas a Guia de Transporte Animal (GTA), mas afirmou não possuir a nota fiscal. Com base no boletim de preços mínimos do estado, o valor total da carga foi arbitrado em R$ 200.138,84.
Foi lavrado então um TAD de R$ 68.447,48, referente ao imposto e à multa pela infração tributária.
Já em Dom Eliseu, no sudeste do estado, os fiscais retiveram o guindaste hidráulico, procedente de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, e com destino a Belém, Pará.
Segundo o coordenador Rafael Brasil, nessa situação deveria ter sido recolhido o Diferencial de Alíquota (Difal), mas o pagamento não foi localizado. Diante da irregularidade, foi lavrado um Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 267.254,56, referente ao imposto devido e à multa pela infração.
Pecuaristas, a busca pela forrageira ideal para o gado é constante, e o manejo correto das pastagens pode evitar muitos problemas. José Teixeira Filho, de Salvador, no estado da Bahia, levantou uma dúvida importante sobre o capim humidícola: a forrageira inibe o consumo de sal mineral? Assista ao vídeo abaixo e confira.
Nesta segunda-feira (18), o engenheiro agrônomo Wagner Pires, especialista em pastagens, consultor do Circuito da Pecuária e embaixador de conteúdo do Giro do Boi, respondeu à pergunta no quadro “Giro do Boi Responde“.
O capim humidícola não inibe o consumo de sal mineral
Capim humidicola. Foto: Divulgação
Wagner Pires é enfático: o capim humidícola não inibe o consumo de sal mineral. Ele explica que a ingestão de sal pelo gado está relacionada a outros fatores, que podem estar presentes na fazenda e que, muitas vezes, são mal interpretados.
Um dos fatores é a fertilidade do solo. Se o solo é muito rico em fósforo e outros minerais, o capim, por consequência, também será rico em nutrientes.
Nesses casos, o gado já se nutre das necessidades minerais ao pastejar, e o consumo de sal pode ser menor. No entanto, essa situação não é comum no Brasil, onde a maioria dos solos tem baixa fertilidade e a suplementação mineral é crucial.
Outro fator é a qualidade da água. Se a água disponível na fazenda é salobra, o gado já está consumindo sal ao beber, o que inibirá a ingestão do sal mineral oferecido no cocho.
A importância da qualidade do sal e da mineralização
Foto: Giro do Boi
A qualidade do sal mineral também é um ponto crucial. Muitos minerais e sais proteicos contêm palatabilizantes que estimulam o consumo, o que ajuda o gado a se mineralizar mais facilmente.
Se o pecuarista oferece apenas sal branco e a água já é salobra, o gado consumirá pouco sal, o que pode levar a deficiências nutricionais.
A mineralização é essencial para a nutrição do gado, e a deficiência de minerais pode comprometer o resultado da fazenda. Portanto, é fundamental:
Oferecer um sal mineral de qualidade, com palatabilizantes que estimulem o consumo, para garantir que o rebanho atenda às suas necessidades.
Avaliar a qualidade da água disponível para o gado, para entender se ela já contribui com o consumo de sal.
Ter atenção à mineralização, que é a base para um rebanho saudável e produtivo, capaz de expressar todo o seu potencial genético.
A correta mineralização do rebanho, combinada com um bom manejo de pastagens, é a chave para uma pecuária mais rentável e sustentável.
O mercado de soja teve sessão marcada por poucos reportes de negócios, avaliou Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado. Apesar da sustentação das cotações, não houve grandes movimentações no dia. Nos portos, as indicações foram escassas, enquanto Chicago trabalhou de forma volátil, mas dentro de margens estreitas. O dólar apresentou firmeza, porém sem reflexos relevantes nas ofertas.
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Segundo Silveira, depois do volume expressivo de negócios registrado na semana passada, os vendedores agora se mostram mais cautelosos, aguardando novas oportunidades em meio a possíveis volatilidades externas.
Soja no Brasil
Passo Fundo (RS): manteve em R$ 135,00
Santa Rosa (RS): manteve em R$ 136,00
Rio Grande (RS): subiu de R$ 142,00 para R$ 142,50
Cascavel (PR): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
Paranaguá (PR): subiu de R$ 141,00 para R$ 141,50
Rondonópolis (MT): manteve em R$ 126,00
Dourados (MS): manteve em R$ 126,00
Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços em baixa. O dia foi de muita volatilidade, com os preços oscilando em uma estreita margem. De um lado, sinais de melhora na demanda limitaram as perdas. Mas o clima favorável segue sendo fator de pressão e os agentes acompanham as informações vindas da crop tour iniciada nesta segunda nos principais estados produtores americanos.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 473.605 toneladas na semana encerrada no dia 14 de agosto, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 544.246 toneladas.
Trabalhos de pesquisa de lavouras de soja e milho dos Estados Unidos devem ter seus primeiros resultados divulgados a partir de amanhã (19), com a perspectiva de bons números para a Dakota do Sul.
Para a soja, a contagem de vagens nas amostras também é muito boa. Apesar das chuvas recentes na região, inspetores de safra identificaram áreas com solo ressecado e rachado em condados como Jay, em Indiana.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 1,50 centavos de dólar, ou 0,14%, a US$ 10,20 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,41 1/4 por bushel, com baixa de 1,25 centavo ou 0,11%.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,00, ou 1,05%, a US$ 280,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 53,27 centavos de dólar, com ganho de 0,09 centavo ou 0,16%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,63%, sendo negociado a R$ 5,4330 para venda e a R$ 5,4310 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4035 e a máxima de R$ 5,4400
O boletim agrometeorológico mensal do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) traz a previsão do tempo para o trimestre agosto/setembro/outubro, com expectativa de chuva e temperaturas para todo o Brasil:
Sul
A previsão climática indica volumes de chuva acima da média histórica nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, bem como no sul do Paraná ao longo de setembro e outubro, com acumulados superiores a 150 mm.
Por outro lado, prevê-se chuva dentro e abaixo da média histórica nas porções central e norte do Paraná, respectivamente. As temperaturas do ar permanecerão acima da média em toda a Região Sul, principalmente no noroeste de Santa Catarina, onde os aumentos podem chegar a 2°C em relação aos patamares normais para o período. Ainda assim, em áreas mais elevadas, os valores poderão ficar abaixo de 13°C em alguns dias, devido à entrada de massas de ar frio.
A previsão do Inmet indica a manutenção de níveis elevados de umidade no solo nos próximos meses em praticamente todo o Sul, onde os valores de armazenamento hídrico devem se manter entre 70% e 90%. Tal condição é considerada favorável ao desenvolvimento de culturas de inverno, como o trigo, aveia e cevada.
Sudeste
A previsão climática para o trimestre de agosto a outubro indica chuvas abaixo da média histórica do período em todo o Sudeste brasileiro, com decréscimo de até 30 mm em praticamente todo o território. Maiores reduções (de até 50 mm) são previstas nas áreas de divisa entre Minas Gerais e São Paulo.
Segundo o Inmet, no oeste paulista e região do Triângulo Mineiro, as temperaturas podem ficar até 2°C acima da média para o período. Já nos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro, os termômetros podem ficar até 0,5 °C acima da climatologia. Em relação ao armazenamento de água no solo, os mapas indicam baixa disponibilidade hídrica no centro-sul de Minas Gerais, parte do Triângulo Mineiro, Rio de Janeiro, Espírito Santo e norte paulista, com percentuais inferiores a 30% ao longo do trimestre.
Já em áreas sul e leste de São Paulo, a previsão indica condições mais favoráveis, com estoques hídricos variando entre 50% e 90%. “A deficiência hídrica tende a predominar, especialmente nos meses de setembro e outubro, com valores entre -60 mm e -130 mm no norte de Minas Gerais. Já os excedentes estão limitados ao extremo sul de São Paulo e Vale do Paraíba, sendo pontuais e insuficientes para compensar o déficit hídrico acumulado nas demais áreas da região”, destaca a nota do Instituto.
Centro-Oeste
O prognóstico climático do Inmet indica volumes de chuva abaixo da média em todos os estados do Centro-Oeste brasileiro, com redução de até 30 mm em relação à média histórica do período. Vale destacar que a região está em seu período seco nesta época.
As temperaturas devem permanecer acima da média em toda a região, devido à atuação persistente de massas de ar seco e quente, com valores entre 1,0°C e 2,0°C acima da média histórica, especialmente em Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso e de Goiás. “A previsão dos níveis de umidade do solo indica uma redução progressiva ao longo dos meses de agosto a outubro”, destaca o Instituto.
Em Goiás e no sul do Mato Grosso, os estoques hídricos deverão permanecer abaixo de 30% ao longo do período. Em contraste, em áreas no sul do Mato Grosso do Sul, são previstos níveis de armazenamento hídrico superiores a 60%. Embora o déficit hídrico predomine na região, há previsão de excedente hídrico em áreas pontuais, como no extremo sul de Mato Grosso do Sul.
Nordeste
Para os próximos meses, são previstos volumes de chuva abaixo da média em áreas do Maranhão, oeste do Piauí, norte do Ceará e extremo sul da Bahia. Em contraste, o litoral leste de Alagoas, Sergipe e Pernambuco deve registrar volumes acima da média, com valores que superam 10 mm. Nas demais áreas do Nordeste, a previsão é de chuvas dentro da média histórica.
As temperaturas do ar deverão permanecer acima da média histórica em todo o Nordeste, com valores entre 0,5°C e 1,0°C acima da média. As menores elevações são esperadas no litoral, devido à persistência de dias chuvosos, que amenizam a temperatura, bem como na região central da Bahia. Já as maiores elevações são previstas para a região do Ceará, Piauí e Maranhão, além da região oeste da Bahia.
Devido à maior incidência de chuvas no litoral, os estoques de água no solo permanecem satisfatórios nas áreas costeiras, especialmente no litoral que se estende do Rio Grande do Norte até a Bahia, com armazenamento superior a 60% até setembro. “No entanto, o interior da região continua com níveis reduzidos, com a umidade do solo não ultrapassando 30% ao longo do trimestre no norte do Ceará e na porção centro-leste do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia”, destaca o órgão.
O déficit hídrico se intensifica nos meses de setembro e outubro, com valores superiores a 100 mm no Maranhão, Piauí, Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e no semiárido da Bahia. “Essas condições podem limitar o desenvolvimento de culturas de sequeiro, impactar pastagens e exigir atenção especial à irrigação suplementar.”
Norte
O Inmet indica volumes de chuva abaixo da média histórica para o trimestre agosto, setembro e outubro em Roraima, Rondônia, leste do Amazonas, sul e noroeste do Pará, Amapá e oeste de Tocantins, com reduções de até 30 mm em relação à climatologia. Por outro lado, no extremo noroeste do Amazonas (região da cabeça do cachorro) são previstos valores acima de 10 mm em relação à média histórica, onde o padrão de precipitação tende a se manter mais favorável no trimestre.
Em relação às temperaturas médias do ar, devem prevalecer desvios acima da média histórica em quase toda a Região Norte. Assim, valores térmicos de até 1°C acima da média são previstos no centro-sul do Amapá, norte do Pará, Roraima, Amazonas, Acre e Rondônia. Na região central do Pará e divisa com Tocantins, são previstas elevações em torno de 2°C acima da climatologia regional.
A previsão do armazenamento hídrico no solo para os próximos meses indica níveis elevados no noroeste do Amazonas e no norte de Roraima, com percentuais superiores a 60%, reflexo dos volumes de chuva mais expressivos nessas áreas. “Entretanto, observa-se um declínio progressivo dos estoques de água no solo ao longo do trimestre, sobretudo no sul e sudeste do Pará, Rondônia, leste do Acre, Tocantins e sul do Amazonas, onde os percentuais previstos permanecem abaixo de 30%”.
As projeções do Inmet mostram intensificação das condições de seca no sul e centro do Pará, Rondônia e Tocantins, com déficits superiores a 100 mm no mês de agosto, estendendo-se para o norte do Pará e Amapá nos meses de setembro e outubro. “Essas condições demandam atenção especial ao manejo hídrico, pois podem afetar cultivos em final de ciclo, sistemas agroflorestais, pastagens e lavouras irrigadas de alta demanda hídrica”.
A previsão do tempo para os próximos dias indica a possibilidade de focos de incêndio em grande parte do Brasil Central, incluindo nas regiões do Matopiba. Por isso, os produtores devem evitar qualquer manejo com fogo nos próximos 15 dias, especialmente porque não há previsão de chuva.
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O tempo no Sul
Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, no Sul do país, um ciclone em formação deve levar chuva para Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e até a porção sul do Mato Grosso do Sul. Essa situação, porém, não deve espalhar precipitação para o Brasil Central, onde o retorno das chuvas está previsto apenas para a virada do mês de agosto para setembro.
Quando a chuva vem?
Entre os dias 24 e 28 de agosto, a chuva deve se concentrar no Paraná e no sul do Mato Grosso do Sul. A partir da virada do mês, espera-se precipitação pouco volumosa e mal distribuída no Centro-Oeste e Sudeste, suficiente para, aos poucos, amenizar os focos de incêndio, repor a umidade do solo e permitir que os produtores acelerem os trabalhos no campo.
Quer turbinar suas vendas no campo? A dica é aproveitar o que está em alta, caprichar na apresentação e usar bem as redes sociais.
O exemplo vem do produtor Diego Amaral, de Piracaia, interior de São Paulo, que dobrou suas vendas de morangos ao entrar na onda do ‘morango do amor’. Acesse aqui e confira dicas valiosas para alavancar suas vendas.
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Descubra o ‘ouro branco’ da Mata Atlântica paulista
#PROGRAMETE #19
Na Palmitolândia, em plena Mata Atlântica paulista, o palmito pupunha é valorizado como ouro branco. Ele vira alimento, papel, vassoura, cerveja e, em breve, até estrutura de construção! Tudo isso com foco em sustentabilidade, respeito ao meio ambiente e propósito.
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#PROGRAMETE #19
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Saiba como o ‘ALI Rural’ impulsiona a gestão e os lucros do produtor
#PROGRAMETE #18
O Agente Local de Inovação Rural, ALI Rural, faz parte do programa gratuito do Sebrae que apoia os micro e pequenos produtores a aumentarem a produtividade, aprimorarem a gestão da propriedade e inovarem no campo.
E o impacto é real! Produtores atendidos pelo programa podem ter até 20% de aumento na renda, segundo Paulo Renato Cabral, gerente de inovação do Sebrae.
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Saiba como produtores de chás se tornaram referência nacional
#PROGRAMETE #17
O Sítio Shimada, tradicional produtor de chá artesanal, é a prova viva de que a formalização pode ser um divisor de águas para pequenos agricultores. Com o CNPJ em mãos e o negócio legalizado, a família conquistou novos mercados — inclusive fora do Brasil.
Além disso, encontrou no Sebrae/SP o apoio para transformar sonhos em negócios.
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Aprenda a usar o WhatsApp Business para vender mais
#PROGRAMETE #16
Para pequenos e microempreendedores, o WhatsApp Business pode ser um grande aliado na organização, nas vendas e na proximidade com os clientes.
Conversamos com a Natália Assunção, empresária que usa a ferramenta no dia a dia e compartilha a sua experiência e dá dicas pra quem quer profissionalizar o atendimento e vender mais.
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#PROGRAMETE #15
Antes de iniciar o cultivo de mel em Itu, interior de São Paulo, Galdino Avelino Cruz buscou qualificação no Sebrae e no Senar. Só depois de aprender tudo sobre as abelhas Apis Mellifera, que começou a preparar iscas em sua propriedade para atrair os insetos locais.
Atualmente, Galdino tem nove caixas de abelhas e consegue envasar cerca de 40 kg de mel por mês. Com isso, conseguiu montar o ‘Apiário Lua Mel’.
A certificação necessária para comercializar o mel ainda é um desafio, mas encontrou uma solução através de uma parceria com uma cooperativa de Sorocaba, que cuida de todo o processo de envase e rotulagem.
Quer saber mais sobre a história de Galdino Avelino Cruz?
Então aperte o play e confira detalhes desta história inspiradora.
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#PROGRAMETE #14
Halison Gusmão, produtor de cachaça artesanal no nordeste de Minas Gerais, apostou nas redes sociais como ferramenta de divulgação e venda. Com a nova estratégia, ele consegue vender sua produção com muito mais agilidade.
A gestora de Alimentos e Bebidas, Micheli Bueno, do Sebrae/RS, compartilha dicas práticas para você turbinar as vendas da sua loja no Instagram.
Produtora paranaense transforma propriedade em destino de turismo rural
#PROGRAMETE #13
Após superar desafios de saúde, Fabiana Castelari Leme, produtora rural de Marialva (PR), sentiu a necessidade de retomar o trabalho e encontrou uma forma inovadora de vender suas uvas sem sair de casa.
Ela começou divulgando seus produtos em grupos locais e passou a vender diretamente para os consumidores.
Mas foi além: abriu as porteiras do sítio e passou a receber clientes interessados em conhecer seu parreiral, dando origem ao Colha e Pague.
Em seguida, trouxe novas inovações para a propriedade e lançou o Open de Uva, ampliando o atendimento para estudantes e idosos.
Em todas essas iniciativas, Castelari contou com o apoio do Sebrae, mergulhou em capacitações e transformou sua propriedade em um destino de turismo rural, combinando tradição, experiência e novas oportunidades de negócio.
Quer conhecer mais a história da Fabiana Castelari Leme?
Sabia que é possível aumentar suas vendas e fortalecer a conexão com seus clientes através das plataformas digitais?
Mas não basta estar nas redes sociais, é essencial ter uma estratégia bem definida e um planejamento eficaz para divulgar e promover seus produtos.
Maria e Alexander, agricultores de Pedro de Toledo, interior de São Paulo, são prova disso. Com o apoio do Sebrae, eles aprenderam a criar conteúdos estratégicos para as redes sociais e, hoje, impulsionam seus produtos pelas redes.
Quer saber como fazer o mesmo e tornar seu Instagram mais atrativo?
Produtora rural aposta na produção orgânica e amplia sua rentabilidade
#PROGRAMETE #11
Heloísa da Silva Campos viu o potencial dos orgânicos e desenvolveu um modelo de negócio que combina propósito e rentabilidade.
Com práticas sustentáveis e foco na qualidade de seus produtos, como cebolas e alhos, Heloísa conquistou o mercado paranaense. Hoje, ela sabe bem que empreender no campo pode ser sustentável e lucrativo.
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PNAE apoia pequenos produtores rurais e incentiva a participação feminina no agro
#PROGRAMETE #10
Uma família que cultiva goiabas orgânicas em Nazaré Paulista, interior de São Paulo, encontrou no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) uma oportunidade para aumentar a renda familiar, além de contribuir para a alimentação saudável de muitos alunos.
O programa também incentiva a participação feminina na comercialização da produção
Clique aqui e saiba quais são os documentos necessários para participar das chamadas públicas.
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PROGRAMETE #9
O turismo rural pode incluir atividades que vão desde hospedagem e interações com a natureza até uma experiência completa com o agro.
O sítio São João, administrado pela Jô Rocha e sua família, em Caçapava (SP), produz cana-de-açúcar, cachaças e licores. Atualmente, está sendo adaptado para gerar renda extra com o turismo rural. Acesse aqui e confira essa história!
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Do planejamento à colheita: saiba como um produtor de Goiás gerencia seus créditos
PROGRAMETE #8
Com um planejamento eficiente, Márcio Martins, produtor rural de Alexânia, Goiás, obteve crédito várias vezes, para inovar e transformar sua produção de hortaliças. A dedicação, compromisso financeiro e ajuda ativa da esposa, Maria Martins, impulsionaram o negócio no campo. Assista aqui essa história!
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IG: reconhecimento que vai além do selo
PROGRAMETE #7
De queijos artesanais a cafés especiais, a Indicação Geográfica é um reconhecimento que conecta produtos ou serviços ao território de origem, fortalecendo o turismo e a economia local. Além disso, garante ao consumidor a qualidade do que está adquirindo.
Gestão de sucesso: Quinta do Olivardo combina sabor e tradição
PROGRAMETE #6
Olivardo Saqui, empresário e produtor rural, concretizou seu sonho ao criar um espaço que une tradição, sabores e experiências no campo. É a pousada e restaurante Quinta do Olivardo, localizada em São Roque, interior de São Paulo.
Descubra as melhores oportunidades de financiamento rural no ‘programete 5’
Neste vídeo, há orientações sobre como solicitar crédito de forma consciente e estratégica. Não perca a chance de transformar oportunidades em crescimento real.
Veja como o crédito pode trabalhar a favor do seu sucesso! Confira:
PROGRAMETE #5
Produção orgânica valoriza alimentos e fortalece as vendas. Confira aqui o ‘programete 4’
A certificação garante qualidade, procedência e aumenta a valorização no mercado. Além de saudável, o selo contribui para o crescimento sustentável do setor.
A busca pelo selo orgânico tem transformado a realidade de pequenos produtores rurais. A certificação não apenas agrega valor aos produtos, mas também amplia a aceitação do público. O tomate cereja, por exemplo, destaca-se pelo sabor diferenciado e pela procedência garantida.
PROGRAMETE #4
Saiba como formalizar o seu negócio para crescer no mercado
A formalização garante os seus direitos como empreendedor e ajuda a ter acesso a mais recursos com competitividade de mercado
PROGRAMETE #3
Selo SIM: acesso a novos mercados
Entenda como a certificação municipal facilita a comercialização de produtos de origem animal com segurança e qualidade!
PROGRAMETE #2
Oportunidades para o pequenos produtor rural
Saiba o que é empreendedorismo rural e conheça mais sobre o Porteira Aberta Empreender.
A medida impacta especialmente manga, uva e gengibre, enquanto suco de laranja e castanha-do-Brasil ficam isentos da nova tarifa, mas mantêm os 10%.
A partir desta quarta-feira, 6 de agosto de 2025, entra em vigor a nova etapa da política tarifária norte-americana sobre produtos agroalimentares brasileiros. A medida estabelece uma sobretaxa adicional de 40%, que se soma aos 10% já em vigor desde abril, resultando em uma carga tarifária de até 50% sobre parte relevante das exportações brasileiras de frutas frescas.
O novo cenário afeta diretamente os principais produtos hortifrutícolas enviados aos Estados Unidos. Entre os mais impactados estão: manga, uva, gengibre, castanhas e suco de laranja. Dentre esses, apenas o suco de laranja e as castanhas-do-Brasil foram excluídos da sobretaxa adicional de 40%, mas mantêm a tarifa de 10%. Essas isenções parciais trazem alívio pontual ao setor citrícola e ao segmento de castanhas, mas não eliminam a pressão sistêmica sobre a cadeia de frutas e hortaliças frescas. Implicações e reações no setor
A aplicação plena do tarifaço amplia os desafios da fruticultura de exportação, sobretudo para produtores do Vale do São Francisco (frutas) e do Espírito Santo (com destaque para a produção de gengibre). A elevação dos custos para os importadores norte-americanos deve gerar uma renegociação de contratos, redução de volumes e, em muitos casos, a suspensão de embarques. Entidades setoriais e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) têm reforçado a necessidade de uma resposta diplomática urgente, enquanto os exportadores avaliam alternativas comerciais, como o fortalecimento das relações com a União Europeia, o Oriente Médio e mercados asiáticos.
Manga é o principal foco de preocupação
No curto prazo, a maior preocupação do setor recai sobre a manga, principal fruta fresca brasileira exportada para os EUA. Justamente nesta semana, a cadeia começaria a se organizar para os primeiros embarques da nova safra, mas o início da vigência da tarifa coloca em risco a viabilidade comercial dos próximos lotes.
Além de ser um produto altamente perecível e in natura, a manga é também um dos mais difíceis de redirecionar em grandes volumes para outros destinos em função da capacidade limitada de absorção de outros mercados. Assim como no setor cafeeiro, a expectativa do setor frutícola é que, caso a medida tarifária venha a provocar pressões inflacionárias internas nos EUA, haja uma revisão parcial da sobretaxa, especialmente para produtos não produzidos em escala comercial no território norte-americano — como é o caso da manga.
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