sexta-feira, maio 8, 2026

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Inadimplência no agro e a fragilidade orçamentária do seguro rural


A inadimplência no agronegócio brasileiro já virou um problema estrutural. Em 2024, foram 1.272 pedidos de recuperação judicial, mais que o dobro do ano anterior. Apenas nos três primeiros meses de 2025, houve alta adicional de 45%. Bancos e cooperativas de crédito registram crescimento recorde nos atrasos de pagamento, acendendo o alerta sobre a sustentabilidade do setor.

Quando o seguro falta, sobra dívida

O caso recente do Rio Grande do Sul é emblemático: após perdas climáticas severas, o governo criou um grupo de trabalho para discutir medidas de socorro ao endividamento dos produtores. Se houvesse cobertura ampla pelo seguro rural, boa parte dessas demandas emergenciais poderia ter sido evitada.

E não é a primeira vez: o país insiste em renegociações de dívidas sem sequer considerar o seguro rural como parte da equação. Renegociar hoje não resolve se amanhã outra seca ou enchente levar tudo de volta à estaca zero. O que falta são medidas estruturantes, não apenas respostas emergenciais.

Em 2024, menos de 15% da área plantada estava protegida por algum mecanismo de seguro rural ou Proagro. Isso significa que, a cada 100 hectares cultivados no país, 85 hectares ficaram totalmente expostos ao clima. Ainda assim, o seguro mostra resultados concretos.

Entre 2003 e 2024, mesmo com baixo apoio em subsídios, as seguradoras indenizaram produtores em valores atualizados equivalentes a R$ 37 bilhões, sendo mais da metade apenas nos últimos quatro anos.

Se o apoio governamental tivesse sido ampliado, os resultados poderiam ser ainda mais expressivos. Os estados que mais receberam indenizações foram Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul — justamente alguns dos maiores polos agrícolas do país que sofreram com as secas e outras adversidades do clima extremo.

Esses valores deixaram de ir para a mesa de prorrogações do crédito rural — sempre
muito mais onerosas para a União (sociedade), para o sistema financeiro e para o agricultor — em comparação com a via preventiva do seguro.

Orçamento que se perde no caminho

Um dos fatores que alimenta esse cenário de inadimplência é a instabilidade do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), do Ministério da Agricultura (Mapa). Criado para reduzir riscos climáticos e financeiros da produção agrícola, o programa vem sendo esvaziado por cortes, bloqueios e contingenciamentos orçamentários.

O PSR tinha orçamento de R$ 1,06 bilhão para 2025. Mas, na prática, o valor se reduziu
drasticamente:

  • R$ 68 milhões foram usados para quitar parte das pendências de 2024, que ainda
    somam R$ 32 milhões;
  • R$ 37 milhões foram efetivamente cancelados;
  • R$ 354 milhões permanecem bloqueados desde junho, justamente no período de maior contratação das apólices de verão.

Assim, sobraram apenas R$ 601 milhões para operar o programa — montante já quase
integralmente consumido pela safra de inverno e por outras atividades no primeiro
semestre.

Menos seguro, mais risco

A descontinuidade tem reflexo direto na área segurada:

  • 14 milhões de hectares protegidos em 2021;
  • 7 milhões em 2024; e
  • em 2025, a cobertura pode cair para menos de 3 milhões de hectares e retornar a
    patamares de dez anos atrás, caso o MAapa não consiga reverter os valores bloqueados.

Menos seguro significa mais exposição do produtor. E mais exposição significa mais inadimplência, mais renegociações de dívidas e queda de confiança no crédito rural. É um círculo vicioso que ameaça a saúde financeira do setor.

Do socorro à prevenção

O Brasil continua adotando políticas reativas, acionando linhas emergenciais apenas após a ocorrência de perdas, o que é caro e ineficaz para resolver os problemas estruturais.

Em países com abordagem preventiva, o seguro rural é parte central da estratégia. Na Espanha, o Seguro Agrícola Combinado atua como política pública consolidada, com gestão compartilhada entre o Estado (Enesa), o sistema de resseguro público (Consorcio de Compensación de Seguros) e o setor privado (Agroseguro).

O 46º Plano de Seguros Agrários Combinados foi aprovado com dotação de 315 milhões
de euros, ou seja, R$ 2 bilhões, representando um aumento de 10,7% em relação a 2024. Entre 2014 e 2020, o governo espanhol destinou cerca de 2 bilhões de euros (R$ 12,6 bilhões em 7 anos) para subsídios ao seguro rural, sendo o país que mais investe nessa política na União Europeia.

Nos Estados Unidos, o seguro rural — via programa do Farm Bill — representa a política agrícola de maior escala. O programa de seguro agrícola custa cerca de US$ 10 bilhões por ano, com cobertura de 90% das terras elegíveis e subsídio de cerca de 62% do prêmio, o que garante proteção robusta e previsibilidade ao setor.

Um pacto de longo prazo

O Brasil precisa reavaliar sua estratégia agrícola. Com dimensões continentais e papel central no abastecimento global, o país não pode se sustentar com políticas frágeis e improvisadas. É necessário construir um pacto de longo prazo que assegure:

  1. Previsibilidade e capacidade de expansão orçamentária do PSR;
  2. Gestão de riscos eficaz, com maior alcance e adesão;
  3. Sustentabilidade do crédito rural, preservando a confiança de produtores, bancos e cooperativas.

O seguro rural não é gasto: é investimento em resiliência. Sem ele, o Brasil corre o risco de ver o motor do seu agronegócio engasgar justamente quando mais precisa acelerar.

*Pedro Loyola é consultor em gestão de riscos agropecuários e financiamento sustentável e coordenador executivo do Observatório do Seguro Rural da FGV Agro.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Apostas de cortes de juros para dezembro rondam o mercado; ouça o Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que fatores políticos globais impulsionaram dólar e petróleo, com Treasuries em alta.

No Brasil, falas conservadoras do BC elevaram os juros futuros e reduziram apostas de corte já em dezembro; dólar subiu a R$ 5,43 e Ibovespa avançou 0,72% a 137.321 pontos.

Hoje, destaque para IPC-Fipe e leilão do Tesouro, além de dados imobiliários nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Ciclone deve trazer ventania, granizo e fortes pancadas de chuva para hoje



Clima intenso sobre o Sul do país, com formação de ciclone extratropical e pancadas de chuva. Outro destaque vai para o Centro-Oeste, onde a ventania também será forte. Acompanhe a previsão desta terça-feira (19) para todo o país:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A formação de um novo ciclone extratropical entre o nordeste da Argentina e o Uruguai – e posteriormente a formação de uma nova frente fria associada a ele – deve reforçar e espalhar as instabilidades sobre o Rio Grande do Sul nesta terça-feira.

De acordo com a Climatempo, ainda pela manhã, a metade sul gaúcha já deve contar com a ocorrência de pancadas de chuva com moderada a pontual forte intensidade, seguida por raios e fortes rajadas de vento. No decorrer do dia, a chuva se espalha pelas demais regiões do estado, com risco para temporais acompanhados por fortes ventos e queda de granizo.

À noite, a chuva deve avançar sobre áreas do extremo oeste catarinense e no sudoeste e sul paranaense. Diante do avanço da frente fria, não está descartada a formação de linhas de instabilidades no decorrer das horas subsequentes.

Sudeste

A circulação de ventos úmidos vindos do oceano ainda pode promover a formação de nuvens de chuva sobre o litoral sul de São Paulo e do Espírito Santo. Já nas demais regiões, o predomínio segue sendo de tempo mais aberto, com calor voltando a ganhar força ao longo do dia, na medida em que o ar frio começa a perder influência. Interior paulista e mineiro seguem com alerta para baixa umidade do ar à tarde.

Centro-Oeste

O processo de intensificação e formação do ciclone no sul deve favorecer a formação de instabilidades sobre o oeste e sul de Mato Grosso do Sul, e as pancadas de chuva avançam sobre a região no final da tarde, variando entre moderada e forte intensidade – seguidas por raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo isolado. Segundo a Climatempo, não estão descartados possíveis temporais.

O território sul-mato-grossense também deve receber rajadas de vento, que ocorrem ao longo do dia, com ventos que podem chegar a 90 km/h em toda a metade oeste e sul do estado. Já entre Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal, segue o predomínio de tempo aberto, com destaque para o calor e a baixa umidade do ar à tarde – que segue em níveis críticos.

Nordeste

A circulação de ventos vindos do oceano ainda promove a formação de instabilidades sobre Sergipe e Alagoas, e a chuva segue mais irregular no litoral e parte do leste da Bahia. Em território sergipano e alagoano, há risco para pancadas de chuva com moderada a pontual forte intensidade. Entre Recife (PE) e Natal (RN), as pancadas de chuva acontecem de maneira esporádica no decorrer do dia, variando entre fraca e moderada intensidade. O sertão nordestino segue com predomínio de tempo aberto, calor e umidade baixa presentes.

Norte

A circulação de ventos em níveis mais elevados na atmosfera deve contribuir para que as instabilidades permaneçam restritas apenas em algumas áreas do Amazonas e do sul de Roraima, com pancadas de chuva irregulares e com moderada intensidade ao longo do dia. Acre e Rondônia seguem com predomínio de tempo firme e bastante calor durante o dia. Já o Tocantins se mantém sob atuação da massa de ar seco, com alerta de baixa umidade do ar à tarde.



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Grupo de inseticidas age com alta efetividade no controle de ninfas e insetos adultos do ‘psilídeo-dos-citros’


Estudos realizados no Centro de Citricultura do IAC respaldaram aplicações dos ingredientes ativos fenpiroximato, buprofezina e etofenprox, que revelaram indicadores de eficácia de 75% a 100% no controle do vetor do ‘greening’

Pesquisadores do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, vinculado ao IAC – Instituto Agronômico e da companhia Sipcam Nichino, desenvolveram uma nova estratégia para controle do ‘psilídeo-dos-citros’ (Diaphorina citri). O inseto, vetor da bactéria que transmite o ‘greening’ nos pomares de laranja, mostrou-se altamente suscetível aos ingredientes ativos fenpiroximato, buprofezina e etofenprox, do portfólio da Sipcam Nichino.

Segundo explica o engenheiro agrônomo Marcelo Palazim, coordenador de marketing de especialidades, o trabalho de pesquisa, realizado na Estação do IAC em Cordeirópolis-SP, terminou em maio último e observou a eficácia de ação dos produtos Fujimite® (fenpiroximato), Fiera® (buprofezina) e Trebon® (etofenprox) sobre as fases adulto e ninfa (fases jovens) do ‘psilídeo-dos-citros’.

Conforme Palazim, aplicações isoladas ou combinadas das soluções, em intervalos de sete dias, frente a diferentes níveis populacionais do ‘psilídeo’, apresentaram indicadores de eficácia entre 75% e 100%. “São números expressivos, principalmente ante a capacidade reprodutiva e de disseminação dessa praga nos pomares”, diz o agrônomo. “A combinação dos ativos permite a quebra efetiva do ciclo de desenvolvimento da praga”, ele reforça.

De acordo com Palazim, árvores afetadas pelo ‘greening’ registram queda acentuada de frutos, que também ficam menores, deformados e, assimétricos, imprestáveis para o mercado.  “Os inseticidas devem ser aplicados via solo e na parte aérea da planta, logo que se detectar, em monitoramento, a presença dos primeiros indivíduos ‘psilídeo-dos-citros”, acrescenta Palazim.

Segundo a Sipcam Nichino, o inseticida Fiera® conta com propriedades fisiológicas reguladoras de crescimento de insetos. Atua por contato sobre as ninfas do ‘psilídeo’. O inseticida-acaricida Fujimite®, por sua vez, vem sendo empregado com sucesso nos citros para controle de pragas de relevância econômica como o ácaro-da-leprose. Já o inseticida Trebon® constitui um produto de contato com amplo espectro de ação, aplicado em mais de vinte culturas.

“Doença mais desafiadora safra após safra, o ‘greening’ se converteu na preocupação central da cadeia citrícola”, reforça Palazim. “Atualmente, do ponto de vista fitossanitário, uma das principais recomendações ao citricultor é realizar a rotação de produtos com diferentes ingredientes ativos”, ele conclui.

Criada em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam, fundada em 1946, especialista em agroquímicos pós-patentes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.





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Embrapa lança serviço que identifica ovinos e caprinos mais produtivos


A Embrapa lançou a Prova de Eficiência Alimentar e Desempenho (Pead), um serviço que promete revolucionar a caprinocultura e a ovinocultura no Brasil. O objetivo é identificar animais que produzem mais com menos alimento, reduzindo custos para os criadores e impulsionando o melhoramento genético dos rebanhos.

A alimentação representa até 75% das despesas na criação desses animais, e a nova metodologia pode se tornar um diferencial competitivo para os produtores. Além disso, a seleção de reprodutores mais eficientes contribui para a redução da emissão de gases de efeito estufa e de resíduos no ambiente.

Estrutura tecnológica para avaliação dos animais

O novo serviço utilizará o Centro de Eficiência Alimentar e Desempenho de Caprinos e Ovinos (Ceadoc), localizado na Embrapa Caprinos e Ovinos, no Ceará. O espaço foi equipado com baias, comedouros, bebedouros e balanças automatizadas, todos controlados por sensores e chips eletrônicos.

Cada animal terá seu consumo monitorado individualmente, permitindo maior precisão na análise da eficiência alimentar. Também serão avaliados indicadores como ganho de peso, medidas de carcaça obtidas por ultrassonografia e características ligadas à fertilidade.

Como será a participação dos criadores

Os criadores interessados poderão inscrever seus animais nas provas, que terão duração de 70 a 90 dias. Nesse período, os animais permanecerão no Ceadoc em condições padronizadas, com alimentação controlada.

Serão aceitos machos jovens de 90 a 150 dias, em grupos de 32 a 64 animais. Ao final de cada etapa, a Embrapa divulgará os resultados, permitindo que os melhores reprodutores sejam selecionados para multiplicar características superiores nos rebanhos.

Segundo o pesquisador Olivardo Facó, especialista em melhoramento genético da Embrapa, a prova traz benefícios em duas frentes.

“Em curto prazo, conseguimos identificar potenciais reprodutores para ganhos genéticos nos rebanhos. Em médio e longo prazo, esse serviço pode estimular a criação de programas de melhoramento genético mais estruturados para ovinos e caprinos de corte”, explica.

A eficiência alimentar é considerada um atributo-chave porque garante que os animais consumam menos ração para ganhar peso. Isso se traduz em redução de custos e maior rentabilidade, além de sistemas produtivos mais sustentáveis.

Relevância para produção de caprinos e ovinos

O Brasil é o maior produtor da América Latina, com 21,8 milhões de ovinos e 12,9 milhões de caprinos. Apesar do potencial, as cadeias produtivas ainda enfrentam dificuldades de organização, o que limita a implementação de programas de melhoramento.

Hoje, a seleção de reprodutores se baseia principalmente em porte, morfologia ou premiações em exposições. O novo serviço busca mudar esse cenário, fornecendo critérios objetivos, científicos e ligados à produtividade.

Apoio do setor produtivo

A iniciativa conta com o apoio de entidades representativas. A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) e a Associação Brasileira de Criadores de Caprinos (ABCC) já manifestaram interesse em mobilizar seus associados.

Para o presidente da Arco, Edemundo Gressler, a novidade é estratégica:
“Esse serviço é uma ferramenta extraordinária para consolidar o melhoramento das raças envolvidas. Dará oportunidade de aquisição de animais melhoradores que transmitam suas qualidades às próximas gerações”, afirma.

O presidente da ABCC, Pedro Martins, também destacou que a proposta pode fortalecer a base genética da caprinocultura nacional e criar novas oportunidades para o setor.

Foto: Embrapa

Perspectiva de inovação

Além do impacto econômico, a Embrapa projeta estudos avançados, como a análise da arquitetura genética de raças locais e o desenvolvimento de equações de predição genômica para eficiência alimentar. Poucos centros na América Latina possuem estruturas semelhantes, o que coloca o Brasil em posição de destaque.

Para a zootecnista Luciana Guedes, parceira da Embrapa em pesquisas de nutrição animal, integrar a eficiência alimentar aos programas de melhoramento genético é uma estratégia transformadora:
“Isso gera linhagens mais produtivas e competitivas, reduz custos e fortalece a sustentabilidade do setor”, avalia.

Um novo patamar para a pecuária de pequenos ruminantes

A Prova de Eficiência Alimentar e Desempenho abre caminho para um salto de qualidade na pecuária de ovinos e caprinos no Brasil. Com base em dados científicos e tecnologia de ponta, os criadores terão mais segurança para investir em reprodutores que entregam produtividade, rentabilidade e sustentabilidade.

A expectativa é que, com a adesão do setor produtivo, o País consiga estruturar uma base genética sólida, ampliando sua competitividade no mercado e garantindo maior retorno econômico para os produtores.



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AgroNewsPolítica & Agro

Trator da Série S6 da Valtra é destaque na Expointer


A Valtra, referência em tecnologia agrícola no Brasil e no mundo, marcará presença na 48º edição da Expointer, maior feira da agropecuária da América Latina, com uma seleção de suas principais soluções em mecanização agrícola. A Valtra, que completa 65 anos no Brasil, apresenta como destaque a recém-lançada Série S6, linha de tratores de maior potência já produzida pela marca, que chega pela primeira vez ao público gaúcho. O evento acontece de 30 de agosto a 7 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil (PEEAB), em Esteio, no Rio Grande do Sul.

Projetada e fabricada na Finlândia, a linha é ideal para operações de alta demanda, como as da produção de grãos e do setor sucroenergético. Com potência elevada, tecnologia inteligente embarcada e foco no conforto do operador, o modelo é ideal para produtores que buscam máxima performance, inclusive em terrenos desafiadores.

“A Série S6 é ideal para atender as necessidades dos produtores do Sul, que trabalham principalmente com soja, milho e arroz, que são culturas fortes na região e que demandam máquinas potentes, eficientes e com alta capacidade de operação. Apresentar esse trator na Expointer reforça nosso compromisso em entregar soluções que realmente façam a diferença no dia a dia do campo”, afirma Claudio Esteves, diretor de vendas da Valtra.

Durante o evento, os visitantes também poderão conhecer de perto outros modelos reconhecidos da marca, como os tratores da Série Q5, máquinas de alta performance e precisão; o modelo T CVT, equipado com motor AGCO Power e transmissão continuamente variável, que garante melhor controle de potência e velocidade; os tratores da Série A4, ideais para tarefas que buscam força, agilidade, precisão e economia; a plantadora Momentum de 18 linhas, que gera economia de insumos e maior produtividade no cultivo de soja e milho; e o pulverizador BS2225H, com autonomia e desempenho para garantir a máxima eficiência nas pulverizações.

Com mais de quatro décadas de história, a Expointer reúne lançamentos, tendências e inovações que movimentam o agronegócio na região Sul do País. A presença da Valtra na feira reforça o compromisso da marca em estar próxima dos produtores, promovendo tecnologias que aumentam a produtividade no campo.

Linha completa em soluções agrícolas

Além da recém-lançada e premiada Série S6, os visitantes também poderão conhecer de perto outros modelos reconhecidos da marca durante o evento, como os Tratores da Série Q5, que se sobressaem pelo reconhecimento internacional e pela combinação de força e inteligência no campo. Com modelos que variam de 265 cv a 305 cv, os tratores da linha são equipados com motor AGCO Power de 7,4 litros e transmissão CVT da Valtra, garantindo alta performance, manobrabilidade e um nível superior de visibilidade. A tecnologia SmartTurn permite a realização automática das manobras de cabeceira, sem intervenção do operador, trazendo mais precisão e eficiência às operações.

Outro destaque também será o Trator T CVT, voltado para os produtores que demandam alta potência e precisão, já que possui transmissão contínua variável e faixas de potência de 195 cv a 250 cv. Em conjunto com a Plantadeira Valtra Momentum, o modelo entrega alto rendimento, robustez e economia.

A Plantadeira Valtra Momentum de 18 linhas destaca-se por seu conceito inovador de plantadeira dobrável, que garante muito mais flexibilidade para o agricultor. Proporcionando alta precisão na deposição de sementes, ela conta com tecnologia Weight Transfer, que redistribui a carga central do chassi para as pontas, e o sistema exclusivo SmartFrame, que nivela automaticamente as três seções de plantio, garantindo que todas as linhas permaneçam em contato com o solo, mesmo em terrenos irregulares.

A Série A4 HiTech, que também estará em exibição, é projetada para maximizar a economia de combustível e a eficiência operacional. Com motor AGCO Power e transmissão HiTech4 PowerShift, a linha entrega até 12% de economia por hectare trabalhado, devido aos modos de operação inteligentes que permitem ajustes automáticos para diferentes tipos de trabalho, proporcionando a melhor produtividade do seu segmento.

Por fim, a Valtra também destaca o Pulverizador BS2225H, que entrega maior autonomia e produtividade, graças ao motor AGCO Power. Equipado com transmissão 4×4 cruzada permanente e sistema de pulverização controlado por válvula PWM, o modelo garante eficiência mesmo em terrenos inclinados.

 





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Portaria estabelece diretrizes para a safra de soja


De acordo com o Mapa, a doença, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, pode provocar perdas que variam de 10% a 90% nas regiões em que há níveis epidêmicos. 

“O vazio sanitário é um período mínimo de 90 dias quando são proibidos o plantio ou a manutenção de plantas vivas de soja, sejam cultivadas ou voluntárias, em qualquer fase de desenvolvimento, na área estabelecida para cultivo”, explica Hudslon Huben, gerente sênior de efetividade e go to market da Orígeo, joint venture entre Bunge e UPL.

Segundo o Mapa, a eliminação de plantas voluntárias durante o vazio sanitário tem como objetivo reduzir o inóculo do fungo antes do início da safra, diminuindo os riscos de infestação e os custos de controle. O governo destacou ainda que a responsabilidade pela eliminação das plantas é do agricultor, que deve adotar medidas preventivas para não comprometer a produtividade futura.

O calendário de semeadura funciona como complemento ao vazio sanitário, ao estabelecer datas específicas para o plantio. De acordo com a legislação, só é permitido plantar fora dessas janelas em situações autorizadas pela Defesa Agropecuária, como produção de sementes, pesquisas ou eventos agrícolas.

Na safra 2025/2026, os prazos variam conforme os estados e, em alguns casos, por regiões. Em Mato Grosso, o vazio sanitário vai de 8 de junho a 6 de setembro e o plantio poderá ocorrer de 7 de setembro de 2025 a 7 de janeiro de 2026. Em Rondônia, o vazio será de 10 de junho a 10 de setembro, e a semeadura estará autorizada de 11 de setembro de 2025 a 9 de janeiro de 2026. Já nos estados do MATOPIBAPA, as datas também são diferenciadas, com início e término do vazio e do plantio definidos de forma regionalizada.

A empresa ressaltou que a integração do calendário de semeadura com práticas de agricultura regenerativa pode ampliar os resultados no controle da ferrugem. “Ao aliar o controle de pragas e doenças à agricultura regenerativa, é possível melhorar a saúde do solo, fortalecer a biodiversidade e aumentar a adaptação das lavouras contra pragas e doenças, incluindo a ferrugem asiática”, afirma Igor Borges, head de sustentabilidade da Orígeo.





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Mercado de boi começa semana com vendas mais lentas


De acordo com a análise desta segunda-feira (18) do informativo Tem Boi na Linha, publicado pela Scot Consultoria, o mercado de bovinos iniciou a semana com recuo no escoamento da carne e aumentos pontuais na oferta, o que resultou no alongamento das escalas de abate. Apesar desse cenário, “a semana começou com poucos negócios e, assim, as cotações de todas as categorias permaneceram inalteradas”, apontou a consultoria.

As escalas de abate foram estimadas, em média, em oito dias.

Na região do Triângulo Mineiro, o informativo destacou que houve maior oferta de bovinos, associada ao fraco escoamento da carne, o que pressionou os preços para baixo. “Na região do Triângulo, a cotação caiu R$2,00/@ para todas as categorias”, informou a Scot. As escalas de abate foram registradas em torno de dez dias.

Em Belo Horizonte, por sua vez, o mercado abriu a semana estável, com as escalas atendendo, em média, a oito dias.

No atacado de carne com osso, a consultoria avaliou que a sazonalidade típica do mês resultou em menor volume de vendas, ampliando o estoque. Nesse cenário, “a maioria das carcaças casadas manteve suas cotações, com exceção da carcaça do boi capão, que registrou recuo”. Segundo o levantamento, a carcaça casada do boi capão caiu 1,2%, ou R$0,25/kg, enquanto a do boi inteiro permaneceu estável.

Entre os cortes avulsos, apenas o traseiro do boi capão apresentou variação, com queda de 1,1% ou R$0,25/kg. Já a cotação das carcaças casadas das fêmeas não sofreu alteração.

No mercado de carnes alternativas, o informativo registrou que “o frango médio recuou 3,0% ou R$0,20/kg, enquanto o suíno especial avançou 3,1% ou R$0,40/kg”.





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Moratória da Soja é suspensa e signatárias podem ter de pagar multa bilionária



O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aceitou, nesta segunda-feira (18), uma medida cautelar que determina a suspensão imediata da Moratória da Soja.

O processo teve início a partir de representações feitas por quatro entidades: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Câmara dos Deputados e Senado Federal.

Apesar de apresentarem argumentos distintos, todas alegaram que a Moratória seria uma prática ilícita e deveria ser condenada.

Mais recentemente, apenas a CNA solicitou a adoção de providências imediatas, alegando que há danos concretos aos produtores que não podem aguardar a tramitação do processo. Para sustentar essa posição, a entidade apresentou um parecer econômico apontando prejuízos para o setor e para o país.

Segundo o Cade, a medida cautelar que suspende a Moratória tem como objetivo evitar que os danos se ampliem antes da conclusão definitiva do processo. Com a decisão, as empresas envolvidas ficam obrigadas a suspender imediatamente o acordo.

Prática anticompetitiva

Em nota técnica, a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) acusa 30 grandes empresas exportadoras (veja lista abaixo) de formação de cartel e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e a Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec) de indução à conduta uniforme.

Segundo apuração da SG/Cade, empresas privadas concorrentes criaram o chamado Grupo de Trabalho da Soja, com a finalidade de monitorar o mercado e viabilizar um acordo que estabelecesse condições para a compra da commodity no país.

Para a SG/Cade, tal arranjo constitui um acordo anticompetitivo entre concorrentes que prejudicam a exportação do grão. Diante desse cenário, foi adotada medida preventiva, determinando que o Grupo de Trabalho da Soja se abstenha de coletar, armazenar, compartilhar ou disseminar informações comerciais referentes à venda, produção ou aquisição de soja, bem como que se abstenha de contratar processos de auditoria.

Além disso, seus membros devem também se abster de compartilhar relatórios, listas e documentos que instrumentalizem o acordo, bem como retirar a divulgação de documentos relacionados à moratória de seus sítios eletrônicos.

De acordo com nota do Conselho, existe, ainda, a possibilidade de ser fixado um Termo de Cessação de Conduta (TCC) entre o Cade e as representadas. Caso sejam condenadas, as associações poderão pagar multas que variam de R$ 50 mil a R$ 2 bilhões; para as empresas, as multas variam entre 0,1% a 20% do valor do faturamento bruto da empresa no último exercício anterior à instauração do Processo Administrativo.

Empresas acusadas pelo Cade

O processo foi instaurado para as seguintes empresas, além de Abiove e Anec: ADM do Brasil Ltda, Agrex do Brasil Ltda., Humberg Agribrasil Comércio e Exportação de Grãos S.A., Agrícola Alvorada S.A, Agro Amazônia Produtos Agropecuários S.A., AgrogalaxyParticipações S.A., Agromave Insumos Agricola Ltda, Agropecuária Maggi Ltda., Bunge Alimentos S.A., Caramuru Alimentos S.A., Cargill Agrícola S/A, CHS Agronegócio – Indústria e Comércio Ltda., CJ International Brasil Comercial Agrícola Ltda., CJ Selecta S.A., Cofco International Brasil S.A., Sucocitrico Cutrale Ltda., Dual Duarte Albuquerque Comércio e Indústria Ltda., Engelhart CTP (Brasil) S.A., Fiagril Ltda., Imcopa– Importação, Exportação e Indústria de Óleos S.A. – em Recuperação Judicial, Louis Dreyfus Company Brasil S.A., Lavoro Agrocomercial S.A., Novaagri Infra-Estrutura de Armazenagem e Escoamento Agrícola S.A., Nutrade Comercial Exportadora Ltda., Olam Agrícola Ltda., Sinova Inovações Agrícolas S.A., Sipal Indústria e Comércio Ltda., Três Tentos Agroindustrial S.A., Usimat Destilaria de Álcool Ltda. e ViterraAgriculture Brasil S.A.

A Moratória da Soja é um acordo estabelecido pelas empresas signatárias de não adquirir soja de fazendas com lavouras em desmatamentos realizados após 22 de julho de 2008 (data de referência do Código Florestal) no bioma Amazônia visando eliminar o desmatamento da cadeia de produção da soja.



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Protocolos de inseminação e suplementação reforçam rebanhos


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (14), os rebanhos de bovinos de corte no Rio Grande do Sul apresentam condição corporal e sanitária adequadas, com ganhos de peso em algumas regiões. “O período de parições continuou em diversos municípios, e o peso dos terneiros ao nascer está satisfatório”, aponta o informativo.

A complementação alimentar foi necessária em razão da limitação de pastagens de melhor qualidade e do uso prioritário dessas áreas para categorias específicas, como touros. O mercado do gado gordo manteve-se estável na maioria dos municípios, com pequenas quedas em algumas localidades.

Na região administrativa de Bagé, os animais ganharam peso e a condição sanitária foi considerada adequada. Em Alegrete, o período de parições se iniciou, e o mercado do gado gordo permaneceu estável em grande parte dos municípios. Em Caçapava do Sul, algumas categorias registraram redução de aproximadamente R$ 2,00/kg, entre 8% e 10%. Em Lavras do Sul, ocorreu remate no dia 9 de agosto, com comercialização de 252 terneiras a R$ 11,57/kg e de 231 terneiros a R$ 12,00/kg. Já em Rosário do Sul, a procura por terneiros aumentou.

Em Caxias do Sul, devido à limitação de pastagens cultivadas, os animais foram mantidos principalmente em campos nativos, de menor valor nutricional. “Apesar da suplementação com sal proteinado, houve uma queda acentuada na condição corporal do rebanho”, informa a Emater/RS-Ascar. A excessiva umidade do solo prejudicou o conforto dos animais, e as pastagens de melhor qualidade foram direcionadas aos touros para garantir condição corporal adequada na estação de monta.

Na região de Erechim, a maioria das vacas e novilhas está coberta, e fêmeas com problemas reprodutivos têm sido comercializadas para engorda, assim como bois e vacas de descarte. O estado nutricional dos rebanhos está satisfatório. Em Frederico Westphalen, mesmo com disponibilidade de pasto, foi necessário complementar a alimentação para manutenção do escore corporal. Em Passo Fundo, aspectos nutricionais e sanitários permaneceram adequados, com predominância de gestação e engorda de lotes.

Em Pelotas, produtores reforçaram a vacinação preventiva contra clostridioses. A oferta de animais prontos para abate permaneceu restrita. Em Pinheiro Machado, no Parque Charrua, foram comercializados 94 animais, com preços médios de R$ 1.587,50/cabeça para 36 terneiros, R$ 1.324,00 para 10 terneiras, R$ 1.930,00 para duas vaquilhonas, R$ 2.400,00 para cinco novilhos, R$ 2.469,50 para 40 vacas solteiras e R$ 4.020,00 para uma vaca com cria ao pé.

Em Porto Alegre, alguns produtores iniciaram protocolos de inseminação artificial em tempo fixo (IATF). Animais mantidos em pastagens diferidas, com suplementação alimentar, apresentaram condição corporal adequada. Em Santa Maria, devido às condições climáticas adversas que afetaram pastagens, foi necessária complementação alimentar, sem impacto ao bem-estar animal, com atenção redobrada a vacas em parição e terneiros recém-nascidos.

Em Santa Rosa, produtores da bovinocultura de leite têm aproveitado cercas, bebedouros, piquetes e pastagens para criação de gado de corte. A utilização de pastagens de inverno cultivadas e sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP) contribuiu para redução de custos e maior taxa de lotação. Em Soledade, o período de parição começou e os terneiros apresentaram bom peso ao nascer, com seleção de fêmeas para reposição. As condições sanitárias dos rebanhos permaneceram satisfatórias.





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