quinta-feira, maio 7, 2026

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dia terá temporais com granizo e termômetros a 37°C



O Sul do país segue sob fortes instabilidades com o avanço de uma nova frente fria que traz chuva forte, granizo e rajadas de vento. Já grande parte do Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste convivem com tempo seco de deserto. Veja a previsão do tempo para este sábado (23):

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A combinação de uma área de baixa pressão sobre o norte da Argentina e o avanço de uma nova frente fria favorecem a formação de instabilidades no Sul do Brasil. Pancadas de chuva entre moderada e forte intensidade se espalham pelo Rio Grande do Sul, acompanhadas de rajadas de vento, descargas elétricas e queda de granizo, com risco de temporais. Também há previsão de chuva no centro-oeste de Santa Catarina e sul e sudoeste do Paraná, com risco de ventos fortes. As temperaturas caem em território gaúcho. No extremo norte paranaense, o calor persiste.

Sudeste

A maior parte da região segue sem previsão de chuva. Contudo, há chance de pancadas fracas e chuviscos no norte do Espírito Santo e no extremo nordeste de Minas Gerais. A nebulosidade se concentra nessas áreas, enquanto nas demais regiões o tempo firme predomina. As temperaturas ficam elevadas em toda a região, com máxima de 34°C em Presidente Prudente (SP), 35°C em Araçatuba (SP) e em Iturama (MG). A umidade relativa do ar segue baixa em grande parte do interior paulista e no centro-oeste mineiro, podendo ficar abaixo de 30% e até próximo dos 20% no noroeste de São Paulo e no Triângulo Mineiro.

Centro-Oeste

Com o deslocamento da frente fria, novas áreas de instabilidade avançam pelo sudoeste de Mato Grosso do Sul e, de forma mais fraca, pelo sudoeste de Mato Grosso. A nebulosidade aumenta no sul e sudoeste sul-mato-grossense, enquanto nas demais áreas o tempo firme predomina. As temperaturas ficam bem elevadas em todos os estados da região, com máximas de 39°C em Cuiabá (MT), 37°C em Sinop (MT) e 35°C em Campo Grande (MS). O ar segue muito seco, com umidade relativa abaixo de 30% em grande parte da região e, em pontos do norte de Goiás e leste de Mato Grosso, pode ficar em alerta, abaixo dos 20%.

Nordeste

Chuvas entre o litoral sul da Bahia até o Rio Grande do Norte, além de precipitações isoladas no Ceará e no litoral norte do Maranhão. Bastante nebulosidade na faixa leste da Região. As temperaturas ficam elevadas em grande parte do Nordeste, podendo chegar a 37°C em Imperatriz (MA) e 35°C em Teresina (PI), enquanto em Porto Seguro (BA) as máximas não passam dos 24°C.

Norte

As chuvas continuam no Amapá, Acre, norte e oeste do Amazonas e noroeste de Roraima, com possibilidade de chuva fraca no norte do Pará. A nebulosidade fica maior nas áreas com previsão de chuva e aumenta em alguns pontos do território paraense. Nas demais regiões, o sol predomina. As temperaturas seguem elevadas, com máxima de 37°C em Porto Velho (RO) e 35°C em Manaus (AM). A qualidade do ar é baixa no Tocantins, em Rondônia e no sul do Pará.



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Rondônia colhe resultados acima do esperado



Soja se prepara para novo ciclo após o vazio sanitário


Foto: Divulgação

Em um momento climático que favorece o campo, agricultura de Rondônia está otimista. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) destaca que o clima seco predominante no estado contribuiu para a maturação dos grãos e o bom andamento da colheita do milho na segunda safra. Os dados mostram condições favoráveis no estado, onde a colheita avança com qualidade acima da expectativa.

A situação positiva do período é visível no campo, segundo Hudslon Huben, gerente sr. de efetividade e go to market da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, especializada em soluções sustentáveis e gestão integrada para Rondônia, MATOPIBAPA e Mato Grosso. “O clima seco e solos no ponto ideal de umidade ajudam a colheita de qualidade, com grãos bem formados e alto rendimento.”

Além do clima favorável, Rondônia também está cuidando para proteger a próxima safra de soja. Entre 10 de junho e 10 de setembro de 2025, está em vigor o “vazio sanitário da soja”, quando não é permitido plantar ou manter qualquer pé de soja vivo – nem mesmo aqueles que nascem sozinhos, os “guaxas” ou “tigueras”.

De acordo com o 9º levantamento da safra de grãos da Conab, o clima seco e as temperaturas elevadas em julho favoreceram a maturação das lavouras, principalmente do milho. “A expectativa é de boa produtividade. A soja colhida (2024-2025) apresentou bom rendimento, mantendo a tendência positiva observada desde o início do ciclo”, explica Manoel Álvares, gerente de inteligência da ORÍGEO.

O desempenho da agricultura em Rondônia leva o estado a superar a média nacional e alcançar quase 30% de crescimento da produção de grãos, resultado direto do esforço e da dedicação dos produtores rurais. “Esse resultado mostra que Rondônia está se tornando uma potência no campo, ganhando cada vez mais importância para a agricultura do Brasil”, ressalta o especialista da ORÍGEO.





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Clima favorece avanço da semeadura do milho


O início da safra 2025/2026 de milho no Rio Grande do Sul ocorre de forma gradual, conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (21) pela Emater/RS-Ascar. Segundo o boletim, a implantação das lavouras está sendo conduzida em conformidade com as condições climáticas e com as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).

Desde o início de agosto, têm predominado as operações de preparo do solo e a dessecação das áreas destinadas ao cultivo. “A semeadura foi iniciada em localidades de menor suscetibilidade à ocorrência de geadas”, destacou o informativo. As condições recentes de tempo seco, insolação e aumento gradual das temperaturas do solo favoreceram o avanço do plantio, criando ambiente propício para o estabelecimento das lavouras.

O documento aponta tendência de expansão da área cultivada em comparação à safra anterior. Esse movimento é associado “aos resultados satisfatórios alcançados na última safra, aos programas de fomento, à necessidade de rotação de culturas e à adoção de estratégias de manejo voltadas à mitigação da variabilidade climática”.

A Emater/RS-Ascar realiza levantamento de campo para estimar a área cultivada e o potencial produtivo. Os dados consolidados serão divulgados em 2 de setembro, durante a 47ª Expointer, em Esteio. Na safra 2024/2025, a produtividade estadual de milho, segundo o IBGE, foi de 7,37 t/ha em uma área total de 711,1 mil hectares.

Na Fronteira Oeste, o aumento da temperatura do solo impulsionou a implantação das lavouras. Em Maçambará, cerca de 750 hectares foram semeados, principalmente sob irrigação. Em São Borja, já foram implantados aproximadamente 4,5 mil hectares, sobretudo em propriedades que planejam uma segunda safra após a colheita do milho precoce. A Emater/RS-Ascar ressalta que, no município, “semeaduras realizadas nos dois primeiros decêndios de agosto apresentam historicamente desempenho superior em termos de produtividade, já que atrasos expõem os cultivos a maior risco de estiagens durante o estádio reprodutivo”.

Na região de Caxias do Sul, o solo está em fase de preparo, com início do plantio previsto para setembro, seguindo o calendário recomendado. Há expectativa de pequeno acréscimo na área em relação à safra anterior.

Em Erechim, muitos agricultores estão utilizando recursos próprios para o cultivo, alegando que crédito e seguro agrícola apresentam custos elevados. O plantio começou em áreas de menor risco de geadas.

Na região de Ijuí, a semeadura avançou intensamente na última semana, sobretudo nos municípios da Região Celeiro. Nos demais, os produtores aguardam a elevação das temperaturas para iniciar a implantação. O manejo químico com herbicidas está sendo concluído.

Na região de Santa Rosa, estima-se que 40% da área já esteja implantada. Algumas lavouras mais precoces apresentam adequada emergência das plantas. Até o momento, não há registros de cigarrinha, mas os agricultores foram orientados a monitorar os cultivos.

Em Soledade, o preparo do solo foi intensificado. Conforme o Zarc, a semeadura começou em 1º de setembro nos municípios de baixa altitude do Baixo Vale do Rio Pardo e, a partir do dia 11, nos demais. Em Rio Pardo e Candelária, mais de 50% do previsto já foi implantado. Segundo o boletim, observa-se tendência de ampliação da área “impulsionada pela utilização de cultivares de ciclo precoce e pela semeadura antecipada, estratégia voltada à redução dos riscos de estiagens e de altas temperaturas no final do ano”.

No mercado, a Emater/RS-Ascar registrou elevação de 0,84% no preço médio estadual do milho, que passou de R$ 61,85 para R$ 62,37 a saca.





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Óleo de soja fecha semana em leve alta



A leve alta, no entanto, reflete uma pressão de baixa menor em outros derivados



A leve alta, no entanto, reflete uma pressão de baixa menor do que a observada em outros derivados
A leve alta, no entanto, reflete uma pressão de baixa menor do que a observada em outros derivados – Foto: United Soybean Board

O mercado do óleo de soja teve uma semana marcada pela volatilidade na Bolsa de Chicago, alternando quedas e recuperações pontuais. Segundo levantamento da StoneX, o movimento acompanhou a soja em grão e o farelo, embora com menor intensidade, refletindo preocupações com a safra americana e os números de esmagamento de julho nos EUA divulgados pela NOPA. Como resultado, o contrato de setembro terminou cotado a US¢ 53,2/lb, registrando valorização semanal de 0,9%.

O otimismo em relação ao óleo de soja esteve ligado principalmente à percepção de risco maior para a safra dos Estados Unidos, após ajustes nas estimativas do USDA. Esse cenário, aliado à força dos derivados e ao ritmo de esmagamento, ajudou a sustentar preços mesmo em meio à instabilidade do mercado. A leve alta, no entanto, reflete uma pressão de baixa menor do que a observada em outros derivados da soja.

Já o óleo de palma foi o grande destaque positivo da semana, acumulando alta de 5,7% e atingindo o maior patamar em quatro meses. O suporte inicial veio dos números do Conselho de Óleo de Palma da Malásia (MPOB), que apontaram produção e estoques abaixo das expectativas, reforçados por estimativas da SPPOMA que indicaram queda de 6,25% na produção nos primeiros dez dias de agosto.

Esse movimento ganhou ainda mais força com o avanço dos embarques malaios. Inspetores de cargas estimaram crescimento entre 16,5% e 23,7% nas exportações na primeira metade do mês, sinalizando um aperto maior no balanço global de oferta e demanda. Com isso, o contrato de outubro encerrou a semana negociado a USD 1.062/t, consolidando uma expressiva valorização.

 





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Produtor ressalta potencial das variedades de cevada da Embrapa



Podutor comentou sobre a possibilidade de produzir alimentos orgânicos




Foto: Canva

Em visita no dia 22 de agosto ao Centro de Inovação em Genética Vegetal (CIGV) da Embrapa Cerrados (DF), localizado na Fazenda Sucupira, em Brasília, o produtor rural Joe Valle, proprietário da Fazenda Malunga, conheceu os ensaios com diversas variedades de cevada. Ele foi recebido pelo chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia, Fábio Faleiro; pelo supervisor do CIGV, Lincoln Loures; pelo pesquisador Renato Amabile e pelo extensionista da Emater-DF, Hélcio Santos. Valle, que produz e comercializa a cerveja Malungueira, fabricada com ingredientes orgânicos, acredita que é possível produzir uma bebida de alta qualidade a partir de materiais de cevada selecionados para cultivo no Cerrado. “Quando vemos um campo como este, no CIGV, e o potencial dos materiais que estão sendo testados, acreditamos que faremos não só uma boa cerveja, mas a melhor cerveja do mundo com material da Embrapa, do Cerrado e orgânico”.

O produtor também comentou sobre a possibilidade de produzir alimentos orgânicos a partir da cevada nua, variedade voltada à alimentação humana devido às propriedades funcionais. “Essa é uma grande tendência de mercado. Vemos lançamentos nesse sentido todo dia, e esses produtos aparecem nas nossas lojas. Tenho certeza de que, com a capacidade produtiva e de adaptação desse material, será um sucesso. Vamos fazer a farinha de cevada na Malunga e lançá-la em nossas lojas”, afirmou.

O pesquisador Renato Amabile está conduzindo, além dos ensaios no CIGV, uma unidade demonstrativa de cevada orgânica na Fazenda Malunga (veja na foto abaixo).

 





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Desapropriações só podem acontecer com infraestrutura mínima nos assentamentos, define Comissão



A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4564/24, que condiciona novas desapropriações pelo programa de reforma agrária à existência de uma infraestrutura mínima nos assentamentos, conforme definido em regulamento do governo federal. A regra vale a partir de 2026.

O texto, do deputado José Medeiros (PL-MT), detalha como infraestrutura mínima, pelo menos: energia elétrica, água, saneamento básico e coleta de lixo. A proposta regulamenta a Lei da Reforma Agrária.

Pelo projeto, o governo federal deverá disponibilizar na internet uma lista da infraestrutura dos assentamentos e a porcentagem das unidades beneficiadas pelos serviços.

Segundo o relator, deputado Thiago Flores (Republicanos-RO), muitas vezes, os gestores se preocupam mais em desapropriar novas áreas do que em fazer com que os assentamentos já existentes se tornem devidamente produtivos.

“Enquanto isso, milhares de assentados vivem em condições indignas, em áreas sem qualquer infraestrutura e, até mesmo, em barracos de lonas”, diz. Flores afirmou que a medida irá racionalizar o programa nacional de reforma agrária.

O relator incluiu mudança para garantir o fornecimento de serviços essenciais, como água e luz, aos assentamentos, mesmo em caso de controversa judicial sobre a propriedade da área rural.

“Eventual decisão judicial será cumprida a seu tempo, não cabendo aos trabalhadores rurais suportarem a mora do Judiciário e arcarem com eventual equívoco do Executivo ao criar o assentamento em área que não lhe pertencia”, disse Flores.

A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.



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Veja como a arroba do boi gordo terminou a semana



O mercado físico do boi gordo se depara com manutenção do padrão das negociações em grande parte do país.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios no restante de agosto ainda sugere por um perfil mais lateralizado, com os frigoríficos ainda encontrando certa dificuldade na composição de suas escalas de abate.

“Para o último quadrimestre a expectativa em torno dos preços da arroba do boi gordo ainda é favorável, considerando a continuidade de um ritmo forte de exportação, somado ao auge do consumo no mercado doméstico”, conta.

  • São Paulo: R$ 312,02 — ontem: R$ 311,68
  • Goiás: R$ 302,14 — R$ 301,25
  • Minas Gerais: R$ 303,53 — R$ 302,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,32 — R$ 319,09
  • Mato Grosso: R$ 309,93 — R$ 309,53

Mercado atacadista

O mercado atacadista encerra a semana apresentando acomodação em seus preços. De acordo com Iglesias, o cenário traçado para o restante do mês aponta para pouco espaço de recuperação dos preços da carne bovina no atacado.

“A expectativa é que os preços reajam de maneira mais incisiva durante a primeira quinzena de setembro. Vale destacar que a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade se comparado às proteínas concorrentes, em especial na comparação com a carne bovina”, assinalou.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23 por quilo; o dianteiro segue cotado a R$ 18; e a ponta de agulha se mantém a R$ 17.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,95%, sendo negociado a R$ 5,4253 para venda e a R$ 5,4233 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4116 e a máxima de R$ 5,4766. Na semana, a moeda norte-americana teve valorização de 0,49%.



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Quase 110 mil toneladas de arroz foram negociadas em leilões de Contrato de Opção



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) negociou cerca de 109,2 mil toneladas de arroz, de um total de 110 mil toneladas, durante os leilões de Contrato de Opção de Venda (COV) do cereal realizados na quinta e nesta sexta-feira (21 e 22).

De acordo com balanço da operação, foram comercializados 4.044 contratos, o que representa 99,8% do total ofertado pela estatal. Na data de vencimento dos negócios, se os agricultores optarem pela venda de sua produção para a União, o governo federal estima aportar até R$ 181,1 milhões entre investimento na compra e despesas operacionais.

“Esses papéis negociados garantem ao produtor vender, futuramente, o produto para o governo a preços pré-fixados e justos. É a mão amiga do governo federal garantindo a rentabilidade aos produtores nessa hora em que os preços no mercado privado não se apresentam favoráveis ao homem e à mulher do campo”, reforça o presidente da Companhia, Edegar Pretto.

Produtores gaúchos e catarinenses

Participaram do leilão agricultores, agricultoras e cooperativas de arroz do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Em território gaúcho, 99% dos papéis ofertados foram negociados, o que representa 2.934 contratos, sendo que todos com vencimento em outubro foram comercializados.

Já em Santa Catarina, os produtores e produtoras adquiriram 100% da oferta apresentada no leilão.

“Por meio deste instrumento, o produtor fica protegido ao mesmo tempo que permite ao Governo Federal o reforço dos estoques públicos”, afirma o diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos.

De acordo com os editais das operações, os contratos terão vencimento em 30 de setembro e 31 de outubro. Os valores de venda também estão estabelecidos conforme com os prazos de cada vencimento, acrescidos dos custos logísticos e financeiros da colheita até a entrega do produto.

O objetivo é que a medida assegura o apoio ao setor diante da queda no preço do arroz em um cenário de boa oferta do produto no mercado e da retomada das exportações asiáticas, que também reflete em uma ampliação da oferta do grão no mercado internacional.

A operação foi autorizada pelos ministérios da Fazenda (MF), da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) conforme a Portaria Interministerial Nº 26, publicada no Diário Oficial da União.

Mais aquisição de arroz

Além da nova rodada de leilões, a Conab está autorizada a adquirir até 20 mil toneladas de arroz por meio da Aquisição do Governo Federal (AGF), ferramenta prevista na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) que visa assegurar o preço mínimo aos agricultores e agricultoras.

Lembrando que no final do ano passado, o governo também lançou uma primeira rodada de leilões de Contrato de Opção de Venda de arroz, de forma a dar sustentação à atividade. À época, foram firmados 3.396 contratos, com negociação de cerca de 91,7 mil toneladas de arroz.



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Boi gordo fecha semana em alta



Mercado do boi reage após semana de estabilidade




Foto: Kadijah Suleiman

O mercado do boi gordo encerrou a semana em alta, segundo análise publicada nesta sexta-feira (22) no informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria. Após sete dias úteis de estabilidade em São Paulo, as cotações registraram avanço tanto para o boi gordo quanto para a vaca gorda.

O levantamento aponta que a arroba do boi gordo subiu R$ 2,00, enquanto a da vaca avançou R$ 3,00. “O cenário seguiu dividido em dois movimentos distintos. De um lado, as indústrias frigoríficas que não conseguiram alongar suas escalas sentiram a retração dos pecuaristas, que reduziram as ofertas de bovinos terminados na expectativa de negociar em patamares mais elevados. De outro, os frigoríficos que já garantiram escalas mais confortáveis optaram por se retirar das compras ou mantiveram firmeza nos preços ofertados”, descreveu a análise.

Nas demais categorias, os preços permaneceram estáveis em relação ao dia anterior.

Em Tocantins, o comportamento foi distinto entre regiões. No Sul, todas as categorias completaram uma semana sem alterações. No Norte, a menor oferta de novilhas elevou as pedidas em R$ 5,00/@, enquanto os demais preços seguiram inalterados.

Em Santa Catarina, a cotação da arroba do boi gordo manteve-se estável por sete dias úteis consecutivos, e o valor das fêmeas não apresentou variações nos últimos três dias. Já no Rio de Janeiro, todas as categorias permaneceram sem mudanças na comparação diária.





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Plano Brasil Soberano terá 4 linhas de crédito, detalha diretor do BNDES



O diretor de Planejamento e Relações Institucionais do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Nelson Barbosa, informou que o Plano Brasil Soberano terá ao todo quatro linhas de crédito.

De acordo com ele, duas serão de investimentos e duas de capital de giro. O intuito é mitigar o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos às importações do Brasil.

“Uma linha de capital de giro é para a empresa lidar com falta de receita e uma segunda linha de capital de giro para empresas prospectarem novos mercados”, disse Barbosa.

Segundo ele, a linha de capital de giro a gastos operacionais gerais terá taxa de juros fixa de até 0,66% ao mês para pequenas e médias empresas (MPMEs) e até 0,82% ao mês para grandes empresas. A linha de capital de giro a gastos operacionais tem prazo de até cinco anos, incluindo até um ano de carência.

Já a linha de capital de giro para buscar novos mercados terá taxa de juros fixa de até 0,66% ao mês, com prazo também de até cinco anos, incluindo até um ano de carência.

O financiamento para investimentos terá taxa de juros fixa de até 0,58% ao mês para compra de máquinas e equipamentos. O valor máximo para empresas será de até R$ 150 milhões.

“A linha de investimento em inovação e adaptação tem prazo de até dez anos, incluindo até dois anos de carência”, acrescentou o diretor.



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