quarta-feira, maio 6, 2026

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Nova ferramenta otimiza lavouras brasileiras



A ferramenta integra dados históricos da fazenda e imagens de satélite



A ferramenta integra dados históricos da fazenda, imagens de satélite e outras soluções
A ferramenta integra dados históricos da fazenda, imagens de satélite e outras soluções – Foto: Nadia Borges

Uma nova solução de agricultura de precisão chega ao Brasil com o objetivo de simplificar a gestão de dados e ampliar a rentabilidade das lavouras. Testes realizados em diferentes propriedades mostraram aumento médio do potencial produtivo em cerca de 3% e redução de até 25% nos custos com fertilização, especialmente na cultura do milho.

O Cropwise Planting, lançado pela Syngenta Digital e integrado à plataforma Cropwise, permite ajustar sementes e fertilizantes conforme a variabilidade do solo, substituindo a aplicação uniforme tradicional. “A agricultura tradicional opera com uma aplicação padrão para a quantidade de sementes e fertilizantes em toda a área, independentemente das características do solo”, explica Bruno Muller, Head de Agricultura Digital da Syngenta. “A Agricultura de Precisão, por outro lado, reconhece a variabilidade do solo e permite um tratamento personalizado para cada talhão, ajustando a quantidade de insumos de acordo com as necessidades específicas de cada área da propriedade”, completa.

Além disso, a ferramenta integra dados históricos da fazenda, imagens de satélite e outras soluções digitais para oferecer análises detalhadas da saúde das culturas, detecção de padrões e tomada de decisão mais precisa. A compatibilidade com os principais equipamentos de agricultura de precisão garante fácil implementação e operação no campo.

Segundo dados da Embrapa, Fundação ABC e AsBrAP, mais de 40% dos produtores brasileiros já utilizam algum tipo de tecnologia de agricultura de precisão. A nova solução chega ao mercado para ampliar o acesso a essa prática, reduzir desperdícios e tornar a gestão das lavouras mais eficiente e lucrativa.

 





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‘Ninguém pode punir o produtor de soja dentro da legalidade’, afirma o presidente da Aprosoja MT



Após a Justiça conceder liminar que suspende o impedimento da Moratória da Soja na última segunda-feira (25), os desdobramentos no setor continuam. O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, afirmou: ”Ninguém pode criar cartel à margem da lei. Ninguém pode fechar mercado e punir quem está na legalidade e respeita o Código Florestal.”

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Beber reforçou que a associação respeita a liminar concedida. No entanto, a Aprosoja MT confia que o colegiado do Cade manterá a decisão de suspender preventivamente a Moratória da Soja, diante dos efeitos que o acordo tem causado à livre iniciativa dos produtores.

“Este é um acordo privado vigente há 20 anos que pune e restringe produtores que estão dentro da legalidade e da legislação ambiental brasileira, considerada uma das mais restritivas do mundo. Ele retira a liberdade e o direito à gestão democrática da terra”, destacou Beber.

Compromisso ambiental dos produtores de soja

Para o presidente, acabar com a Moratória da Soja é reafirmar que legalidade e sustentabilidade andam juntas. “O produtor segue o Código Florestal, áreas de preservação permanente, matas ciliares e reservas florestais dentro da propriedade. Isso demonstra nosso compromisso com o meio ambiente”, explicou.

A Aprosoja MT concluiu que seguirá atuando para encerrar definitivamente a Moratória da Soja, preservando a livre iniciativa, a liberdade econômica e o direito de uso da terra dos produtores. “Nenhum acordo privado tem mais poder que o nosso Congresso Nacional e a nossa legislação”, finalizou Beber.



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Gestão inteligente de combustível vira diferencial



Isso agrega valor ao produto final



Isso agrega valor ao produto final
Isso agrega valor ao produto final – Foto: Pixabay

O agronegócio brasileiro vive um momento decisivo, em que a competitividade internacional depende cada vez mais de critérios ligados à sustentabilidade, rastreabilidade e governança. Segundo Cristian Bazaga, CEO da Excel Fueling Technologies, o recente anúncio dos Estados Unidos sobre sobretaxar produtos agrícolas nacionais reforça que barreiras comerciais deixaram de ser apenas econômicas e passaram a estar diretamente relacionadas ao impacto ambiental.

Para Bazaga, o setor precisa provar como produz, e não apenas quanto produz. Tecnologias como IoT, blockchain e inteligência de dados tornam-se essenciais para atender às novas exigências globais, garantindo transparência e métricas auditáveis. Estudos mostram que práticas de agricultura de precisão podem reduzir em até 80% as emissões de gases como CO2, CO e NO?, fortalecendo a transição energética no campo.

“Monitorar cada litro abastecido, otimizar rotas, registrar automaticamente o consumo e rastrear a pegada de carbono em tempo real não é apenas reduzir custos e emissões. É também agregar valor ao produto final, abrir portas em mercados mais exigentes e atrair investimentos alinhados às novas demandas globais. Isso vale tanto para tratores e colheitadeiras quanto para aeronaves agrícolas, que já incorporam essa lógica de eficiência e governança”, comenta.

Segundo o CEO, os produtores que entendem sustentabilidade como investimento, e não como custo, são os que colhem os melhores resultados. Para ele, o agro que vai liderar a próxima década será aquele capaz de unir produtividade, rastreabilidade e propósito, com a gestão de combustível como um dos pilares centrais dessa transformação.

“O desafio que se coloca não é se o Brasil pode ou não atender às exigências internacionais. A verdadeira questão é: estamos preparados para assumir o protagonismo que nos cabe?”, conclui.

 





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Embarques de soja devem chegar a 8,9 milhões de t em agosto



O line-up de embarques nos portos brasileiros projeta que o país exportará 8,908 milhões de toneladas de soja em grão ao longo de agosto, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado. O volume representa crescimento frente ao mesmo mês do ano passado, quando as exportações somaram 7,994 milhões de toneladas.

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Em julho, o embarque registrado foi de 11,915 milhões de toneladas, enquanto a previsão para setembro é de 4,121 milhões de toneladas.

No acumulado de janeiro a agosto de 2025, o line-up projeta a exportação de 93,266 milhões de toneladas, um avanço considerável frente ao número de 83,704 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2024.



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Ciência e produtores do Pampa se unem pela sustentabilidade na pecuária


A busca pela sustentabilidade na pecuária ganha força no bioma Pampa, onde ciência e produtores trabalham lado a lado para reduzir o impacto ambiental da atividade. Pesquisas conduzidas pela Embrapa Pecuária Sul (RS) mostram que a seleção genética e o manejo adequado das pastagens podem diminuir de forma significativa a emissão de metano, um dos principais gases de efeito estufa da pecuária.

As Provas de Emissões de Gases (PEG) já avaliaram mais de 150 reprodutores de raças como Angus, Charolês, Hereford e Braford. O objetivo é identificar animais mais eficientes na conversão alimentar e com menor produção de metano, características que podem ser incorporadas aos programas de melhoramento genético.

De acordo com a pesquisadora Cristina Genro, os resultados trazem perspectivas positivas:

“Se pensarmos nessa característica espalhada por milhões de animais, a redução da emissão de metano pode ser extremamente significativa”, afirma.


Compromissos globais e avanços tecnológicos

O Brasil assumiu na COP26, realizada em 2021, o compromisso de reduzir emissões de metano. Nesse contexto, os trabalhos da Embrapa ganham relevância estratégica.

Pecuária no Pampa aposta em ciência para reduzir metano na pecuáriaPecuária no Pampa aposta em ciência para reduzir metano na pecuária
FOTO: Divulgação l Felipe Rosa

Para ampliar a escala das pesquisas, a unidade adquiriu o GreenFeed, equipamento que mede individualmente e de forma contínua as emissões de metano em bovinos. A tecnologia permitirá monitorar até 100 animais ao mesmo tempo e consolidar dados que servirão de base para índices genéticos aplicados à pecuária.


Manejo de pastagens como aliado do produtor

Além da genética, o manejo de pastagens também se destaca como ferramenta essencial para reduzir emissões. Estudos realizados no Pampa indicam que animais em altura ideal de pastejo chegaram a emitir 30% menos metano do que os índices de referência do IPCC.

O controle da lotação animal por hectare e o uso de espécies forrageiras adaptadas contribuem para manter o solo mais fértil, com maior acúmulo de carbono, ampliando os ganhos ambientais e produtivos.

Sustentabilidade no manejo de pastagemSustentabilidade no manejo de pastagem
FOTO: Divulgação l Felipe Rosa

Sustentabilidade e valorização de mercado

As pesquisas integram iniciativas da Embrapa já reconhecidas, como a Carne Carbono Neutro (CCN), a Carne Baixo Carbono (CBC) e o Carbono Nativo (CN). O objetivo é oferecer ao mercado uma carne com diferencial ambiental, alinhada à crescente demanda por sustentabilidade.

Segundo Cristina Genro, o potencial de mitigação das emissões pode chegar a 38% com melhoramento genético, 20% com dietas balanceadas e 35% com manejo adequado de pastagens.

“Tudo isso contribui para uma pecuária mais sustentável e para a valorização da carne brasileira nos mercados interno e externo”, destaca.



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Tecnologia alemã inova na aplicação de fertilizantes



A estrutura também foi desenhada para oferecer maior manobrabilidade



A estrutura também foi desenhada para oferecer maior manobrabilidade
A estrutura também foi desenhada para oferecer maior manobrabilidade – Foto: Canva

A partir de 2026, o setor agrícola contará com um novo distribuidor pneumático de fertilizantes projetado para elevar a precisão no manejo de insumos, mesmo em condições de terreno irregulares ou em velocidades mais altas. O Leeb Xeric 14 FS, desenvolvido pela alemã Horsch, foi apresentado inicialmente na Agritechnica 2023 e passou por aprimoramentos após testes em campo. O equipamento combina capacidade de 14 m³, enchimento rápido e operação em larguras de 36, 39 e 48 metros, com velocidade máxima de trabalho de 20 km/h.

Entre as soluções incorporadas está o sistema BoomControl, que utiliza sensores para monitorar constantemente a distância da lança em relação ao solo ou à cultura. O ajuste automático por meio de um sistema hidráulico reduz falhas na aplicação, evitando desperdícios e garantindo regularidade mesmo em áreas de maior inclinação. Outro ponto de destaque é a calibração automatizada, que permite adaptar rapidamente o distribuidor a diferentes tipos e doses de fertilizantes. Além disso, os sistemas PrecisionSpread Pro e Pro Plus viabilizam controle de seção e compensação de curva, otimizando a distribuição.

A estrutura também foi desenhada para oferecer maior manobrabilidade, com chassi tandem e direção ativa em ambos os eixos. Já como opcional, o modelo traz o controle de pressão dos pneus durante a operação, recurso que ajuda a reduzir a compactação do solo, especialmente em áreas mais sensíveis. Embora a empresa ainda não tenha divulgado valores, o lançamento reforça a tendência de integração entre tecnologia e sustentabilidade no uso de fertilizantes.

 





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Crédito mantém ritmo de crescimento elevado, diz Banco Central



O Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) do Banco Central (BC) destacou nesta quarta-feira (27) que, ainda que registre desaceleração na ponta, o crédito amplo segue em ritmo de crescimento elevado, mesmo em um ambiente com taxa básica de juros contracionista e elevado endividamento de famílias e empresas.

“Os sinais de desaceleração do crédito tornaram-se mais evidentes, mas o ritmo de crescimento segue historicamente elevado. Essa desaceleração era esperada e está alinhada às condições financeiras mais restritivas e à moderação do crescimento da atividade econômica. No crédito às pessoas físicas, observa-se desaceleração em todas as modalidades, exceto no crédito não consignado. Para as pessoas jurídicas, o crescimento do crédito bancário desacelerou para empresas de todos os portes, exceto para as médias”, registrou a ata publicada nesta quarta-feira (27).

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Na semana passada, o colegiado manteve o Adicional Contracíclico de Capital Principal do Brasil em 0%. O ACCPBrasil é uma parcela do capital a ser acumulada na expansão do ciclo de crédito e consumida em sua contração. O instrumento trata o risco sistêmico cíclico do crédito e dos preços dos ativos.

“A materialização de risco para micro, pequenas e médias empresas tem aumentado e deve continuar pressionada no curto prazo. Quanto às famílias, as modalidades de maior risco continuam crescendo em ritmo superior ao das modalidades de menor risco, enquanto os ativos problemáticos estão em alta, principalmente no crédito rural”, completou o Comef.

O colegiado alerta ainda que o endividamento das famílias permanece elevado, com comprometimento de renda em trajetória ascendente. Isso é ocasionado pelo nível das taxas de juros e pelo aumento da tomada de modalidades mais caras.

“Embora em desaceleração pelo segundo trimestre consecutivo, o mercado de capitais segue crescendo em ritmo significativamente superior ao do crédito bancário. Na visão do Comitê, esse cenário requer cautela e diligência adicionais no mercado de crédito”, completou o documento.

O Comef citou ainda que os fundos de crédito privado mantiveram captação líquida positiva. Na avaliação dos diretores do BC, a combinação entre maior demanda por títulos de crédito privado e a redução na oferta desses instrumentos tem contribuído para manter os spreads em níveis reduzidos. “Apesar disso, o mercado segue diferenciando o risco entre os emissores, e os testes de estresse indicam que o risco de liquidez nesses fundos permanece baixo”, acrescentou o colegiado.



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Funcionário de frigorífico é preso por furtar cálculos biliares de boi em Minas Gerais



Um funcionário de um frigorífico foi preso em Araguari (MG) suspeito de furtar pedras de fel bovino, conhecidas como cálculos biliares. O material apreendido está avaliado em cerca de R$ 78,3 mil.

De acordo com a Polícia Militar (PM), o homem de 38 anos foi flagrado por colegas de trabalho no momento em que tentava descartar parte do produto furtado. A prisão ocorreu na última sexta-feira (22).

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Ainda segundo a PM, o funcionário já praticava o crime de forma recorrente, revendendo os cálculos para receptadores da cidade. Ele foi encaminhado à delegacia e permaneceu preso. As pedras apreendidas foram devolvidas à empresa.

Produto valorizado

Os cálculos biliares bovinos são formados na vesícula dos animais e possuem alto valor no mercado internacional. Eles são utilizados, por exemplo, na fabricação de medicamentos e até para induzir a formação de pérolas em ostras.

Durante o processo de abate, as vesículas biliares são retiradas, a bile é filtrada e, quando identificadas, as pedras passam por limpeza e secagem. O valor comercial varia conforme tamanho, formato e cor, o que pode tornar algumas delas especialmente valiosas.



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Favaro, Alckmin e Tebet vão ao México em busca de ampliar exportações



A comitiva formada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet; e a secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura iniciam nesta quarta-feira (27) uma agenda de compromissos no México. O objetivo da viagem é ampliar a relações comerciais entre as duas maiores economias da América Latina.

Os ministros devem se encontrar a presidente do México, Claudia Sheinbaum, no Palácio Nacional, na quinta-feira (28).

“O México é um parceiro importante para o Brasil. Esta visita é uma oportunidade estratégica para aprofundarmos nosso diálogo político e, principalmente, para abrirmos novas frentes de comércio e investimento que gerarão prosperidade para nossos povos”, avalia o vice-presidente.

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“Vamos nos reunir com o governo e com o setor privado para destravar oportunidades em áreas como indústria, agronegócio e saúde, fortalecendo a integração produtiva regional”, afirma Alckmin, que lidera a missão.

Fávaro ressaltou as oportunidades para o agronegócio brasileiro. “O presidente Lula tem determinação em manter boas relações diplomáticas e ampliar a diversificação dos nossos mercados. Brasil e México vêm estreitando cada vez mais essa parceria, como ocorreu com a tão aguardada abertura do mercado de carne bovina para exportação. Nosso objetivo é fortalecer ainda mais essa relação”, afirmou Fávaro.

Comércio Bilateral

Em 2024, a corrente de comércio entre Brasil e México somou US$ 13,6 bilhões. As exportações brasileiras totalizaram US$ 7,8 bilhões, com destaques para as vendas de veículos automóveis de passageiros (US$ 715,4 milhões), carnes de aves e suas miudezas (US$ 563,7 mi) e veículos para transporte de mercadorias (US$ 507 mi).

Já as importações de produtos mexicanos em 2024 totalizaram US$ 5,8 bilhões, com destaques para partes e acessórios de veículos automotivos (US$ 849 milhões), veículos automóveis de passageiros (US$ 757,8 milhões) e veículos automóveis para transporte de mercadorias (US$ 264,2 milhões).



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Clima desafia, mas culturas resistem



O impacto das mudanças climáticas varia por região



O impacto das mudanças climáticas varia por região
O impacto das mudanças climáticas varia por região – Foto: Freepok

O clima segue como fator decisivo para os produtores de grãos, influenciando desde o solo até a luz solar e a umidade em momentos críticos do crescimento das plantas. Chuvas fora de época, calor excessivo ou secas prolongadas podem comprometer colheitas de milho, soja, arroz e trigo, criando volatilidade na produção global e exigindo ajustes constantes nas práticas agrícolas. Apesar disso, a produção mundial de grãos deve crescer 3% em 2025-26, atingindo 2,377 bilhões de toneladas, mantendo a tendência de aumento observada nos últimos anos.

Pesquisas recentes mostram que, embora eventos climáticos extremos aumentem a variabilidade local da produtividade, a produção global continua adaptando-se, com rendimentos médios em crescimento constante desde a década de 1980. Estudos da Universidade de Illinois e análises de especialistas indicam que a resiliência agrícola tem se beneficiado de ajustes em híbridos de sementes, manejo do solo e plantio de variedades mais longas, além do avanço tecnológico e genético que permite maior eficiência na utilização da chuva e resistência à seca.

O impacto das mudanças climáticas varia por região, tipo de cultivo e intensidade do aquecimento. Pesquisas da Universidade de Stanford apontam que secas frequentes e calor intenso podem reduzir a produtividade de trigo, cevada e milho em até 13%, enquanto níveis mais altos de CO2, embora aumentem o crescimento em algumas culturas, podem reduzir proteínas e micronutrientes em grãos. Modelos avançados de cultivo e inteligência artificial ajudam cientistas a simular cenários climáticos e identificar genes que protejam as plantas contra estressores, oferecendo alternativas para fortalecer a segurança alimentar global.

Institutos como o Laboratório de Inovação em Cereais Resilientes ao Clima (CRCIL) destacam que a adaptação não depende apenas de rendimentos, mas também da adequação das variedades ao sistema agrícola e às necessidades locais, como biomassa para ração ou qualidade na panificação. A manutenção da produtividade global exige pesquisa contínua, investimento em novas tecnologias e ajustes estratégicos de plantio, irrigação e rotação de culturas, reforçando que a resiliência agrícola é um processo dinâmico e constante diante de um clima cada vez mais imprevisível.

 





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