segunda-feira, maio 4, 2026

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Mercado de fertilizantes deve cair após atingir patamares mais altos desde 2022


Este ano tem sido de mudanças no perfil de compras de fertilizantes: na América do Sul, Brasil e Argentina buscam alternativas mais econômicas, substituindo fontes concentradas por opções de melhor custo-benefício.

Aqui, o cenário abre espaço para o avanço do sulfato de amônio, que vem registrando volumes recordes de importação devido à competitividade frente à ureia. Para os fosfatados, o Super Triplo e o Super Simples estão sendo mais utilizados na safra 25/26, em substituição ao MAP.

Esse movimento reflete a busca por alternativas mais acessíveis diante de custos elevados e relações de troca desfavoráveis.

importações fertilizantes
Fonte: Comex Stat | Elaborado por Safras e Mercado

O momento atual do mercado brasileiro é de finalização das aquisições de suprimentos para o plantio que se aproxima, com alguns negócios ainda em aberto e atenção para a logística. Além dos preços dos fertilizantes, a safra 25/26 está sendo marcada por dificuldade na tomada de crédito, juros altos e inadimplência, que limitaram a antecipação das compras.

Além disso, tem-se grandes incertezas macroeconômicas diante das instabilidades geopolíticas. Por outro lado, boas perspectivas climáticas e de produção trazem ânimo ao agricultor, enquanto o preço do fertilizante começa a recuar.

Após um longo período de elevação de preços e sustentação nos patamares mais altos desde 2022, com máxima atingida em julho, o mercado global de fertilizantes nas últimas semanas indica retração, diante da demanda enfraquecida e recuperação da oferta em alguns segmentos.

A Índia se mantém como principal compradora, garantindo algum suporte às cotações, mas a ausência de outros países tem limitado o fôlego do setor. Do lado da oferta, a China aliviou as cotas de exportação no final de agosto, disponibilizando volumes de ureia e MAP, sendo fundamental para reajustes de queda.

Depois de meses de preços firmes, os fosfatados começam a dar sinais de fraqueza. O retorno da China ao mercado internacional e a resistência dos compradores em adquirir MAP nos níveis atuais pesam sobre o setor. O mercado de potássicos, por sua vez, encontra os principais compradores abastecidos e oferta estável.

Evolução em um ano dos preços do MAP, Ureia e KCl CFR Brasil em US$/t
Evolução em um ano dos preços do MAP, Ureia e KCl CFR Brasil em US$/t. Fonte: Plataforma Safras

A fraqueza da demanda no exterior, somada à queda do dólar frente ao real, tem contribuído para melhorar as relações de troca nas últimas semanas, e reduzir o custo dos insumos em reais.

Janela de oportunidade

Os valores dos fertilizantes continuam elevados, acima dos patamares vistos no ano passado, mas o atual movimento baixista pode representar uma janela de oportunidade para os agricultores no planejamento da próxima temporada.

Há uma perspectiva de novas quedas daqui para o final do ano, enquanto as atenções se voltam principalmente para a ureia, diante da necessidade do uso da fonte de nitrogênio na segunda safra de milho. A decisão de compra deve seguir atrelada ao comportamento dos preços dos grãos, com atenção às relações de troca.

*Maísa Romanello é engenheira agrônoma, especialista em fertilizantes da consultoria Safras & Mercado


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Nova lei do Ibama: entenda como a regularidade de toda a fazenda evita multas


Pecuaristas, uma mudança nas regras do Ibama para o desembargo de áreas impedidas exige atenção máxima de todos que atuam no agronegócio. A nova normativa pode dificultar a regularização e a conformidade ambiental, gerando multas e prejuízos comerciais, principalmente na negociação de gado e grãos. Assista ao vídeo abaixo e confira os esclarecimentos na íntegra.

Nesta quarta-feira (10), o advogado Pedro Puttini Mendes, especialista em legislação rural e ambiental, esclareceu o tema no quadro “Direito Agrário” do programa Giro do Boi.

Ele alertou que, a partir da Instrução Normativa número 8 de 2024, não basta mais regularizar a área embargada, mas sim comprovar a conformidade ambiental de toda a propriedade rural.

Embargos ambientais e a exigência de regularidade total

Foto: Canva

O embargo é uma sanção administrativa imposta por infrações ambientais, como desmatamento ilegal, uso irregular do solo e descumprimento de normas. A penalidade impede a continuidade das atividades na área afetada e exige a recuperação do dano ambiental.

Com a nova instrução normativa do Ibama, para solicitar o desembargo de uma área, o proprietário rural deve:

  • Comprovar a regularidade ambiental de toda a propriedade: A exigência não se limita mais apenas à área da infração, mas a todos os hectares da fazenda.
  • Cumprir outros requisitos federais: A propriedade precisa cumprir outras exigências ambientais mais rigorosas, o que reforça a necessidade de um acompanhamento de uma gestão documental e uma gestão jurídica especializada.

Essa mudança impõe uma maior responsabilidade ao produtor rural para agir de forma preventiva, mantendo toda a documentação da fazenda atualizada e em conformidade.

Documentos essenciais e a importância da gestão

Produtor rural. Foto: Canva
Produtor rural. Foto: Canva

A principal recomendação para os produtores rurais é clara: revisar toda a documentação ambiental da propriedade. Os cadastros obrigatórios, que são autodeclaratórios, precisam estar bem preenchidos e atualizados.

Os documentos essenciais incluem:

  • Cadastro Ambiental Rural (CAR): Ferramenta fundamental para a regularidade ambiental.
  • Matrícula atualizada: Prova de que o proprietário é o dono do imóvel.
  • Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR): Exigido em transações, financiamentos e partilhas.
  • Georreferenciamento: Garante os limites da propriedade sem sobreposição com terras vizinhas.

A falta de atenção a esses documentos pode gerar bloqueios comerciais, pois grandes redes frigoríficas e empresas do setor agrícola já exigem a regularidade socioambiental como critério de contratação de seus fornecedores. Quem não tiver a documentação em dia pode ficar fora do mercado.

A conformidade como proteção patrimonial

Não cumprir as normas ambientais não é mais só uma obrigação legal, é também uma estratégia de proteção patrimonial. A fiscalização está cada vez mais rigorosa, e as exigências ambientais são crescentes no mercado nacional e internacional.

Estar em conformidade com a legislação é o que vai diferenciar aquele que prospera de quem enfrenta prejuízos e restrições.

A orientação é clara: se a propriedade rural tem algum histórico de embargo ambiental ou se você pretende evitar problemas futuros, procure assessoria técnica e jurídica especializada para avaliar toda a documentação, identificar as pendências e elaborar um plano de ação.



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Com supersafras no Brasil e nos EUA, soja e milho devem iniciar ciclo de baixa



A combinação de safras recordes nos Estados Unidos e no Brasil, somada a um real valorizado e a incertezas na demanda chinesa, dão sinais de um ciclo de baixa aos preços das commodities agrícolas, em especial soja e milho.

A afirmação é do consultor Agribusiness na FlowInvest Eduardo Anastácio Jr. Ele lembra que, no Brasil, a soja CIF Paranaguá segue em torno de R$ 140 por saca, praticamente no mesmo nível do ano passado. “Esse aparente equilíbrio, no entanto, esconde pressões estruturais”, adverte.

Isso porque o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em seu último relatório, projeta que a safra 2025/26 norte-americana da oleaginosa seja de 116,8 milhões de toneladas, ao passo que o ciclo do cereal deve atingir o recorde de 425 milhões de toneladas.

Demanda chinesa

O órgão aponta, ainda, que os estoques finais de milho devem alcançar 53,8 milhões de toneladas, o maior patamar em cinco anos. Assim, com a colheita norte-americana ganhando força nas próximas semanas, a demanda ganha papel de destaque.

Neste cenário, os holofotes se dirigem à China. “Tradicionalmente, cerca de três quartos da soja exportada no mundo têm como destino o país asiático. Em 2024, suas importações ficaram em 112 milhões de toneladas, e a projeção para 2025 é de 106,5 milhões de toneladas, segundo o USDA”, destaca Anastácio Jr.

A redução do apetite chinês se deve à diminuição de seu rebanho suíno e às tensões comerciais com Washington.

“Até o momento, Pequim concentrou suas compras no Brasil e na Argentina, deixando de adquirir volumes significativos dos Estados Unidos. Esse movimento tem ajudado a sustentar os preços locais, mas caso se prolongue, pode levar os Estados Unidos a acumular excedentes capazes de pressionar os contratos futuros na Bolsa de Chicago”, considera o consultor da FlowInvest.

De acordo com ele, o milho sofre menos influência direta da China, já que suas importações variam de quatro a 23 milhões de toneladas, dependendo da produção local. “Contudo, o impacto indireto de uma safra farta nos Estados Unidos e da falta de demanda chinesa pode intensificar a pressão global”, salienta.

Oferta brasileira

Em momentos de excesso de estoque, é comum um ajuste do lado da oferta, mas isso não tem ocorrido. Pelo menos no que se refere à soja: de acordo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/26 de soja deve alcançar 175 milhões de toneladas, frente às 169 milhões do ciclo anterior.

Anastácio Jr. lembra que o câmbio é outro fator de peso. “Como as commodities são precificadas em dólar, a conversão para o real impacta diretamente a rentabilidade do produtor. O real está na faixa de R$ 5,40, após se valorizar cerca de 12% em 2025, sustentado pelo fluxo de capital estrangeiro atraído por uma Selic em 15% ao ano. Essa valorização reduz o ganho dos exportadores, mesmo em um cenário de preços internacionais estáveis”, alerta.

De acordo com ele, a próxima janela de oportunidade para valorização pode vir do clima no Brasil, entre setembro e o final do ano.

“Eventos climáticos adversos poderiam reduzir a produção e sustentar as cotações. No entanto, se a safra se desenvolver sem grandes problemas, a tendência é de pressão contínua: a expansão da oferta neutraliza qualquer aumento de consumo estimulado por preços mais baixos.”

O consultor destaca que no cenário macroeconômico também não há sinais de mudança relevante. “O governo segue sem indicar cortes de gastos capazes de abrir espaço para uma queda mais acentuada nos juros, o que poderia levar a uma desvalorização do real”, pondera.

De modo geral, soja e milho enfrentam um cenário de abundância de produção, incerteza na demanda chinesa e moeda doméstica valorizada. Anastácio Jr. reforça que a única variável de curto prazo capaz de alterar essa equação é o clima. “Até lá, produtores e investidores devem se preparar para um mercado pressionado, sem muito espaço para valorização”, conclui.



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Governo brasileiro nomeia 14 novos adidos agrícolas



Na última segunda-feira (8), foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) o decreto presidencial que designa 14 novos nomes para o cargo de adidos agrícolas, em substituição aos atuais, nas representações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) junto a missões diplomáticas brasileiras no exterior.

Foram nomeados os seguintes representantes:

  • Rodrigo de Almeida para a embaixada do Brasil em Pretória na África do Sul;
  • Caio Simão para Riade, Arábia Saudita;
  • Juçara Duarte para Buenos Aires, Argentina;
  • Eduardo Magalhães para Camberra, Austrália;
  • Alessandro Cruvinel para Ottawa, Canadá;
  • Tiago Oliveira para Seul, República da Coreia;
  • Barbara Cordeiro para integrar a delegação brasileira junto às organizações internacionais econômicas sediadas em Paris, França;
  • Roberto Razera para Nova Delhi, Índia;
  • Carlos Turchetto para Jacarta, Indonésia;
  • André Okubo para Tóquio, Japão;
  • Luna Alves para o México, Estados Unidos;
  • Andréa Figueiredo para integrar a delegação do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio e outras organizações econômicas em Genebra, Suíça;
  • Lucas Moraes para Bangkok, Tailândia;
  • Mirela Eidt para Hanói, Vietnã.

“O presidente Lula nos confiou a missão estratégica de ampliar o portfólio de exportações do Brasil. Aqui no Mapa trabalhamos incessantemente para fortalecer e estabelecer novas parcerias diplomáticas e comerciais que abram mercados para os nossos produtos. A nomeação dos novos adidos fortalecerá esse trabalho e gerará novas oportunidades”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

O objetivo é que a atuação dos adidos agrícolas fortaleça as relações comerciais internacionais do Brasil, permitindo o crescimento e o acesso a novos mercados para os produtos da agropecuária nacional.

O posto tem prazo de quatro anos, contado a partir da data de apresentação à representação diplomática.

As adidâncias

Atualmente, o Brasil conta com adidos agrícolas em 38 representações no exterior, localizadas nos seguintes países e orgãos:

  • África do Sul, Alemanha, Angola, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, China (com dois adidos);
  • Colômbia, Coreia do Sul, Egito, Estados Unidos da América, França (Delegação do Brasil junto às Organizações Internacionais Econômicas sediadas na França);
  • Índia, Indonésia, Itália (Delegação Permanente junto à Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura e organismos internacionais)
  • Japão, Marrocos, México, Suíça (Delegação do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio e outras organizações econômicas em Genebra);
  • Peru, Reino Unido, Rússia, Singapura, Tailândia, Bélgica (Missão do Brasil junto à União Europeia em Bruxelas – dois adidos) e Vietnã.



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Sindicato defende que termo ‘leite’ seja exclusivo de produtos de origem animal



Em audiência pública realizada na terça-feira (9), o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat-RS) apoiou o Projeto de Lei 10.556/2018, cujo objetivo é assegurar que a palavra “leite” seja usada exclusivamente em produtos de origem animal.

“Trata-se de assegurar que o consumidor tenha clareza sobre o que está adquirindo. Leite é alimento de origem animal, e essa diferenciação precisa estar expressa”, destacou o secretário-executivo da entidade, Darlan Palharini.

De acordo com ele, algumas marcas de produtos vegetais se apropriam de imagens e de termos próprios dos laticínios em seus rótulos. “Isso gera confusão para o consumidor, desvaloriza e ameaça a sustentabilidade do setor lácteo, além de prejudicar os produtores”, reforçou.

No debate, realizado na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços, o Sindilat indicou ainda que produtos vegetais precisam de rotulagem clara. Segundo Palharini, as bebidas vegetais devem ser comercializadas com denominações próprias, não como substitutas do leite.

Para ele, os rótulos devem destacar a ausência de leite no produto e indicar a composição e os alergênicos de forma evidente.

A audiência atendeu ao requerimento do deputado federal Heitor Schuch (RS) e reuniu representantes do ramo do leite de todo o Brasil, como a Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite) e a Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos) e de outros órgãos no debate do projeto de autoria da deputada federal Tereza Cristina (MS).



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AgroNewsPolítica & Agro

Colombianos conhecem iniciativas do Fundecitrus no combate ao greening e CVC


O Fundecitrus recebeu, na última quinta-feira (28), a visita de pesquisadores da Corporación Colombiana de Investigación Agropecuaria – Agrosavia, da Colômbia, que vieram conhecer de perto a citricultura brasileira. Participaram da visita o fitotecnista Maurício Martinez e a fitopatologista Nubia Murcia.

Durante o encontro, os visitantes colombianos conheceram as principais iniciativas do Fundecitrus nas áreas de pesquisa e sustentabilidade, com foco no manejo do greening e da Clorose Variegada dos Citros (CVC). O objetivo da visita foi aprofundar conhecimentos e levar modelos de pesquisa e estratégias bem-sucedidas desenvolvidas no Brasil para adaptar junto aos produtores de citros na Colômbia.

A Agrosavia é uma entidade pública colombiana, de caráter científico e técnico, sem fins lucrativos, responsável pela geração de conhecimento e desenvolvimento tecnológico no setor agrícola, que tem o objetivo de melhorar a competitividade, garantir a sustentabilidade dos recursos naturais e fortalecer a capacidade científica do país, contribuindo para a qualidade de vida da população.

Pela manhã, os pesquisadores visitaram os laboratórios de Diagnóstico, Biotecnologia, Interação Vetor-Planta-Patógeno, Ecologia Química e Comportamento de Insetos, além de participarem de palestras técnicas com pesquisadores do Fundecitrus. No período da tarde, os representantes da Agrosavia apresentaram um panorama da citricultura colombiana à equipe da instituição.

O pesquisador do Fundecitrus Juan Arenas destacou a importância da cooperação internacional no enfrentamento das pragas e doenças que afetam a citricultura. “Assim como o Brasil, a Colômbia também enfrenta desafios com pragas e doenças que comprometem a produção de citros, como o greening. A troca de experiências, tecnologias e estratégias de manejo entre as instituições fortalece o combate a essas doenças. Parcerias como essa constroem pontes de conhecimento que beneficiam toda a cadeia citrícola na América Latina”, afirma.

Os visitantes estavam acompanhados do pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Bahia) Walter Soares. Com o apoio da Embrapa, eles estão conhecendo variedades de citros cultivadas no Brasil. “A citricultura brasileira é referência mundial, principalmente no combate ao greening, e atrai pesquisadores de outros países. Essa troca de conhecimento é essencial para o avanço das pesquisas”, destaca.

De acordo com o fitotecnista Maurício Martinez, o greening está presente na Colômbia há oito anos e, agora, os primeiros casos de CVC também começaram a surgir. “Conhecer uma instituição como o Fundecitrus, que atua em pesquisa, é essencial para darmos continuidade ao nosso trabalho. Na Colômbia, os pequenos produtores lideram o mercado de citros. Por isso, vamos levar tudo o que aprendemos no Brasil para que as estratégias de manejo sejam aplicadas da forma correta”, explica.

Também participaram da visita o pesquisador do Fundecitrus Renato Bassanezi, o pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura Eduardo Girardi e o consultor do Fundecitrus e pesquisador Silvio Lopes.

Durante a semana, os pesquisadores colombianos visitaram pomares comerciais, cooperativas e packing house. Na sexta-feira (29), visitaram o Centro de Citricultura Sylvio Moreira, em Cordeirópolis (SP).





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AgroNewsPolítica & Agro

Congresso chileno traz visita de viveiristas ao Fundecitrus



Congresso é considerado uma oportunidade estratégica para o setor


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus recebeu, na semana passada, a visita de cerca de 30 viveiristas e profissionais da área de diferentes países, que vieram conhecer de perto os trabalhos desenvolvidos pela instituição. A passagem pelo Brasil integrou a programação preliminar do Congresso Internacional de Viveiristas, realizado em Viña del Mar, no Chile.

O grupo era composto por profissionais da Austrália, Estados Unidos, Egito, África do Sul, Holanda, Chile, Argentina entre outros. Durante a visita, eles conheceram os laboratórios de Diagnóstico, Biotecnologia, Ecologia Química e Comportamento de Insetos do Fundecitrus.

O congresso, organizado pela Sociedade Internacional de Viveiros Cítricos, é considerado uma oportunidade estratégica para o setor, reunindo especialistas em busca de inovações, práticas de cultivo e conexões internacionais que fortalecem a citricultura em diferentes regiões do mundo.





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China impõe tarifas e pressiona setor de carne suína da União Europeia



Produtores de carne suína da União Europeia enfrentam pressão sobre as margens de lucro após a China, seu maior mercado, anunciar tarifas antidumping de até 62,4% sobre produtos vindos do bloco. As medidas provisórias, que entraram em vigor nesta quarta-feira (10), atingem mais de US$ 2 bilhões em exportações anuais e podem reduzir os preços
pagos ao produtor.

A China responde por cerca de um quarto das exportações de carne suína da União Europeia. No primeiro semestre de 2025, as vendas para o país cresceram 4% após três anos de queda. Mais da metade dos embarques é formada por miúdos, muito consumidos no mercado chinês, mas com baixa demanda em outros destinos, o que limita alternativas comerciais.

O aumento das tarifas, somado à valorização do euro, pode reduzir a produção europeia de
suínos e interromper a recuperação do setor, que vinha sendo favorecida por custos menores de ração e energia. As tarifas também são vistas como resposta da China aos impostos da União Europeia sobre veículos elétricos chineses.



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Com recordes, abate de bovinos, suínos e aves cresce no segundo semestre de 2025



O abate de bovinos cresceu 3,9% segundo trimestre de 2025, segundo dados do IBGE divulgados nesta quarta-feira (10). No período, foram abatidas 10,4 milhões de cabeças de bovinos.

Maio foi o mês mais intenso, com 3,59 milhões de cabeças, crescimento de 4,9% na comparação anual. O destaque foi o abate de fêmeas, que avançou 16% em relação ao ano anterior, mantendo a tendência observada desde o início de 2025.

Entre os estados, São Paulo (+129,5 mil cabeças), Pará (+87 mil) e Rio Grande do Sul (+50,4 mil) lideraram os aumentos. Já Mato Grosso (-85,4 mil) e Minas Gerais (-53 mil) registraram as maiores quedas.

Mato Grosso segue como principal estado no abate de bovinos, com 16,7% da participação nacional, seguido por São Paulo (10,9%) e Goiás (10,1%).

Suínos

O abate de suínos chegou a 15,01 milhões de cabeças, crescimento de 2,6% em relação ao 2º trimestre de 2024 . O resultado foi o maior já registrado para o período desde o início da série histórica, em 1997.

Rio Grande do Sul (+179,2 mil cabeças) e Minas Gerais (+95,9 mil) puxaram a alta. Santa Catarina, que continua liderando o ranking nacional com 28% da participação, registrou queda de 36 mil cabeças.

Frangos

Já o abate de frangos alcançou 1,6 bilhão de cabeças, alta de 1,1% sobre o mesmo período de 2024 . Foi o maior resultado já registrado para um segundo trimestre da série histórica. Paraná lidera o ranking, com 34,1% da participação nacional, seguido por Santa Catarina (13,7%) e Rio Grande do Sul (11,4%).

Leite

A captação de leite cru somou 6,5 bilhões de litros, crescimento de 9,4% frente ao 2º trimestre de 2024 e queda de 1% em relação ao trimestre anterior. Foi o maior volume já registrado para o período.
Minas Gerais lidera a aquisição, com 23,8% do total, seguido por Paraná (15,7%) e Santa Catarina (12,7%)

Ovos

A produção de ovos atingiu 1,24 bilhão de dúzias, um aumento de 6,2% frente ao 2º trimestre de 2024 e de 2,9% sobre o trimestre anterior. São Paulo segue como o maior produtor nacional, com 25,6% do total, seguido por Minas Gerais (9,9%), Paraná (9,3%) e Espírito Santo (7,9%).



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