quinta-feira, abril 30, 2026

Agro

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China condiciona compras de soja dos EUA à retirada de tarifas



Os Estados Unidos precisam remover o que a China classifica como “tarifas injustificadas” para que haja espaço para ampliar o comércio bilateral, afirmou nesta quinta-feira (25) o porta-voz do Ministério do Comércio chinês, He Yadong, ao ser questionado sobre possíveis compras de soja norte-americana.

De acordo com informações da Reuters, a China, maior importadora mundial da commodity, ainda não fechou contratos para a safra de outono dos EUA, preferindo negociar com fornecedores da América do Sul.

A falta de contratos preocupa produtores americanos, que correm o risco de perder bilhões de dólares em vendas devido às tensões comerciais não resolvidas entre os dois países, que já reduziram significativamente as exportações para o mercado chinês.

Na segunda-feira (22), o principal negociador comercial da China, Li Chenggang, esteve no Meio-Oeste dos EUA, região que concentra a produção de soja americana, para se reunir com lideranças políticas e empresariais locais. O encontro foi interpretado como um sinal de que Pequim poderia considerar a compra de parte da safra antes de negociações mais amplas.

No entanto, persistem divergências técnicas que dificultam o avanço do diálogo. Autoridades comerciais dos dois países estão programadas para retomar as conversas nesta quinta-feira no Departamento do Tesouro dos EUA.

“Em relação ao comércio de soja, os Estados Unidos devem tomar medidas positivas para cancelar as tarifas relevantes e injustificadas, a fim de criar condições para expandir o comércio bilateral”, reforçou He Yadong, em coletiva de imprensa.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de grãos inicia dia com movimentos positivos



A soja também operou em alta na CBOT


A soja também operou em alta na CBOT
A soja também operou em alta na CBOT – Foto: Divulgação

O trigo, a soja e o milho apresentam variações positivas nos principais mercados internacionais nesta quinta-feira, 25 de setembro. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo em Chicago para dezembro de 2025 fechou a US$ 522,50, alta de US$ 3,00, enquanto o contrato de dezembro de 2026 avançou US$ 1,50. No mercado interno, os preços CEPEA caíram levemente, refletindo uma combinação de oferta abundante e expectativas de boa produção no Hemisfério Sul, incluindo Argentina e Austrália. A atenção dos investidores se volta agora para o relatório semanal de exportações do USDA.

A soja também operou em alta na CBOT, com o contrato de novembro a US$ 1.015,00 e o de maio de 2026 a US$ 1.064,25. No mercado brasileiro, os preços CEPEA registraram queda, principalmente devido à desvalorização cambial e à pressão das exportações argentinas, que atingiram a meta de US$ 7 bilhões e devem ter suas retenciones restabelecidas. A falta de progresso nas negociações comerciais entre EUA e China limita ainda mais o otimismo, já que a China mantém tarifas que dificultam compras significativas da soja americana.

O milho fechou em leve alta na CBOT, com o contrato de dezembro a US$ 426,25 e o de julho de 2026 a US$ 458,25. De acordo com a TF Agroeconômica, a reversão inesperada da tarifa zero sobre exportações argentinas gerou movimento comprador, mas a valorização foi contida pelas condições secas no Centro-Oeste dos EUA, que podem acelerar a colheita de grãos secundários, e pela pressão vendedora dos fundos no mercado.

O cenário geral mostra mercados atentos a fatores externos, como políticas comerciais e condições climáticas, enquanto investidores e produtores acompanham indicadores globais e domésticos para definir suas estratégias de venda e comercialização. A cautela permanece, mesmo diante das oscilações positivas iniciais nos preços dos grãos.

 





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Preços do suíno vivo estão nas máximas do ano



Apesar das recentes baixas, os preços médios do suíno vivo avançam em setembro nos maiores patamares deste ano. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, esse movimento está associado à disponibilidade reduzida de carne suína no mercado interno. A diminuição do número de abates nos últimos meses reforçou a queda na disponibilidade.

Além disso o aumento dos embarques, sobretudo no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os três principais exportadores da proteína brasileira, também contribuiu para elevar as cotações.

Além disso, conforme explicam pesquisadores do Cepea, o segundo semestre do ano é tradicionalmente marcado por uma maior demanda, contribuindo para elevar as cotações.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Cade analisará recurso contra a suspensão da Moratória da Soja



O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deve analisar, na próxima terça-feira (30), o recurso apresentado pela Associação Brasileira de Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) contra a decisão que suspendeu preventivamente a aplicação da Moratória da Soja e abriu investigação por suposta prática de cartel entre as empresas signatárias do acordo.

Em agosto, a Superintendência-Geral do órgão antitruste determinou a suspensão do pacto, mas a associação que representa as principais tradings recorreu. O caso será relatado pelo conselheiro Carlos Jacques Vieira Gomes. Desde então, empresas e entidades do setor têm apresentado informações ao Cade. Nesta semana, representantes e advogados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniram com membros do tribunal administrativo.

Produtores rurais e exportadores de soja intensificam a articulação junto a conselheiros do Cade. De um lado, agricultores defendem que o tribunal mantenha a decisão da Superintendência-Geral, que considerou que cerca de 30 empresas privadas formaram o chamado Grupo de Trabalho da Soja para monitorar o mercado e estabelecer condições para a compra da commodity no país.

Para a área técnica do Cade, esse pacto configura um acordo anticompetitivo entre concorrentes e pode prejudicar as exportações de soja, levantando suspeita de cartel de compras.

Já as tradings pressionam em sentido contrário: querem que o tribunal derrube a suspensão preventiva, o que abriria espaço para buscar um novo entendimento sobre a Moratória da Soja ao longo do processo administrativo.



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Sebrae e Mapa impulsionam pequenos produtores com programa inovador



Em Rio dos Cedros, Santa Catarina, Sebrae e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) firmaram uma parceria inovadora: SIMples asSIM – do pequeno para o Brasil

A iniciativa visa apoiar micro e pequenos produtores rurais, oferecendo orientação técnica e capacitação para que seus produtos alcancem mercados em todo país.

Além disso, acelera a formalização das agroindústrias com a certificação do SISB. Assim, os alimentos passam a ter garantia de qualidade e segurança, possibilitando a expansão das vendas.

Samuel Ferreira da Silva, apicultor da Paraíba, recebeu durante a cerimônia o selo SISB.

“Antes eu só vendia no meu município. Agora, com o SISB, posso alcançar novos mercados e aumentar a renda da minha família.”

Durante o evento, o ministro Carlos Fávaro, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), destacou a relevância da parceria, “o programa oferece estrutura e orientação para que o pequeno produtor avance com segurança e eficiência.”

Para reforçar o apoio, Décio Lima, presidente do Sebrae, reforçou “O Sebrae acompanha o produtor em cada etapa, garantindo que a formalização se traduza em oportunidades reais de crescimento e sustentabilidade.”

Além da assinatura da parceria, a cerimônia também marcou a entrega de máquinas e equipamentos do Programa de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), fortalecendo a infraestrutura da agricultura familiar.



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Mercado de carne bovina apresenta baixa liquidez em setembro



Os volumes negociados no mercado pecuário estão reduzidos, de acordo com os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores, a necessidade de compra dos frigoríficos no spot, nas últimas semanas, tem ficado abaixo das ofertas. Esse fator vem ocasionando alongamento das escalas e pequenas quedas dos preços em quase todas as regiões acompanhadas pelo instituto.

No estado de São Paulo, o Indicador do boi gordo Cepea/Esalq se mantém relativamente estável desde quarta-feira passada, abaixo dos R$ 305.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Conversa entre Trump e Lula deve impactar setor do café, avalia especialista



O anúncio de uma reunião entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, reacendeu a expectativa de negociações que podem impactar diretamente o setor de café. A avaliação é de Guilherme Mória, analista setorial de café da consultoria Rabobank.

O mercado atravessa um período de forte volatilidade, marcado pela recuperação recente dos preços após meses de queda, efeito das tarifas impostas pelos EUA e das incertezas climáticas sobre a safra brasileira. Apesar de o Brasil continuar como o maior fornecedor global, produtores e exportadores enfrentam desafios logísticos, comerciais e climáticos.

Segundo Mória, a instabilidade é resultado de diversos fatores, entre eles os baixos estoques globais desde a geada de 2021. “A oferta de café não foi mais a mesma e pouco a pouco fomos consumindo os estoques até chegar ao atual momento, no limiar dos níveis de segurança. Isso tem sido preponderante para a volatilidade dos preços, somado aos desafios climáticos e às tensões geopolíticas dos últimos meses. As tarifas impostas por Trump também trouxeram mais um ingrediente para esse cenário”, explicou.

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Mesmo diante das barreiras comerciais, o analista aponta que o Brasil tem conseguido expandir a participação em outros mercados. “Já que temos um desafio grande para exportar aos Estados Unidos, vemos oportunidade de ganhar market share em outras regiões, como Oriente Médio, Ásia e Europa. Os estoques estão apertados e não há excedente de café no mundo. Isso abre espaço para o Brasil aumentar sua presença nesses destinos”, disse.

Mória acrescenta que alguns importadores americanos têm adotado uma estratégia de cautela. “O café brasileiro está chegando aos EUA e sendo armazenado em áreas alfandegadas, sem o pagamento imediato das tarifas. Se houver algum avanço na negociação entre Trump e Lula, esse café já poderá ser internalizado em condições mais vantajosas”, observou.

No campo, as preocupações seguem relacionadas à próxima safra. Após chuvas de pedra em julho, uma nova geada em agosto afetou lavouras no Cerrado Mineiro e elevou a incerteza sobre o potencial produtivo do café arábica. “Havia a expectativa de uma grande safra que pudesse aliviar o mercado, mas os eventos climáticos reacenderam a dúvida. Estoques apertados e riscos sobre a produção são fatores que sustentam a volatilidade e os preços elevados”, afirmou.

Apesar das dificuldades, Mória vê espaço para otimismo, principalmente no caso do café robusta. “Em 2025 tivemos uma colheita frustrante, mas a safra de conilon deve repetir o bom desempenho. Já no arábica, apesar dos desafios, ainda há potencial para produzir mais do que neste ano”, concluiu.



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Baixa taxa de investimento do Brasil inibe crescimento da economia e prejudica o agro


Sem investimento público não há crescimento. O Brasil enfrenta quedas absurdas nos aportes federais, revelando um colapso de prioridades. O Estado se ausenta, transfere ao setor privado a responsabilidade de financiar infraestrutura e abre mão de seu papel de indutor do crescimento.

Hoje, a taxa de investimento do país é de apenas 17% do PIB, e grande parte vem da iniciativa privada. Na China, são 45%, com o Estado liderando a expansão de portos, aeroportos, estradas e energia. Enquanto eles constroem, o Brasil improvisa.

A falta de infraestrutura encarece a produção e trava a competitividade. Juros altos sufocam crédito, e a instabilidade política paralisa decisões. Para agravar, o governo quer taxar as LCA, encarecendo um dos poucos canais de financiamento do campo. É como se cortasse de um lado (infraestrutura) e estrangulasse do outro (crédito).

O paradoxo é claro: o agro sustenta mais de 25% do PIB e a maior fatia do superávit comercial, mas não recebe em troca a infraestrutura mínima para seguir competitivo. Em vez de apoiar quem sustenta o país, o Estado sufoca o setor com omissão e má política econômica.

O Brasil vive um apagão de investimentos. Com apenas 17% do PIB aplicados, contra 45% da China, e com a taxação das LCA, o agro, motor da economia nacional, corre o risco de travar.
A pergunta que fica é: como sobreviver em um país onde o governo abdica de investir, desmontar instrumentos de crédito e esquecer que sua missão é ser indutor do crescimento?

Se nada mudar, não será apenas corte: será o desmonte completo da capacidade do Estado de planejar o futuro.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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tempo segue frio e chuvoso em boa parte do país



A atuação da área de alta pressão associada à massa de ar polar deve seguir mantendo a condição de tempo firme em praticamente toda na região Sul nesta quinta-feira (25). Excepcionalmente, algumas cidades do litoral paranaense podem contar com a ocorrência de chuva fraca a moderada durante o dia, devido à incidência de ventos marítimos sobre a costa. Por conta da persistência da chuva, não estão descartados volumes acumulados mais expressivos.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Ainda nas primeiras horas da manhã, as temperaturas seguem significativamente baixas, sobretudo no Rio Grande do Sul, e algumas áreas da serra do sudeste gaúcho podem contar com a formação de geada isolada. Nas demais regiões, o sol aparece entre algumas nuvens e as temperaturas seguem mais amenas. Apenas em áreas do oeste, norte e noroeste paranaense, por conta da maior distância até o centro da massa de ar polar, os termômetros já devem se elevar mais no decorrer das horas. No período da tarde, algumas cidades dessas regiões devem sofrer queda acentuada da umidade relativa do ar, que pode atingir níveis críticos.

No Sudeste, a presença da frente fria ainda na altura da costa do Espírito Santo deve manter as instabilidades sobre o estado capixaba, e a circulação de umidade marítima sobre o continente também realiza a manutenção das pancadas de chuva entre o leste e litoral de São Paulo e o Rio de Janeiro. As instabilidades seguem presentes também sobre boa parte do estado de Minas Gerais.

Entre o litoral e sul capixaba, boa parte do Rio de Janeiro, zona da mata e vales mineiros, além do litoral paulista, haverá risco de intervalos com chuva mais forte. Atenção maior para áreas entre o litoral paulista e fluminense, além do litoral sul capixaba, onde os acumulados podem ser mais expressivos. Pode chover de maneira isolada também no leste, centro-leste e norte paulista, mas sem expectativa de chuva forte. Nas demais regiões do interior paulista, o tempo já deve seguir mais aberto.

Enquanto no Centro-Oeste, as instabilidades seguem presentes no estado de Mato Grosso, ainda decorrentes da presença de umidade e calor na atmosfera. Ao longo do dia, as pancadas de chuva ganham força e se espalham, mas ainda ocorrem de maneira irregular.

Haverá risco de chuva forte e até mesmo eventuais temporais , especialmente a partir do período da tarde. Pode chover de forma isolada também em alguns pontos do leste de Goiás e no Distrito Federal – não sendo descartados eventuais intervalos de chuva mais forte. Já nas demais regiões do estado goiano e no Mato Grosso do Sul, o tempo já deve seguir mais aberto, com predomínio de sol e calor ganhando força no decorrer das horas.

Já no Nordeste, a chuva começa a aumentar no litoral da Bahia, com condições para fortes pancadas de chuva e volumes mais elevados ao longo do dia. No extremo sul baiano, não está descartada a ocorrência de alguma chuva mais volumosa. Nas demais regiões da costa leste, a incidência dos ventos que sopram do oceano mantém as pancadas de chuva irregulares. Pode chover também de maneira isolada no sul do Maranhão. No interior nordestino, o tempo segue predominantemente estável e sem condições para chuva significativa, com calor e alerta de baixa umidade do ar à tarde.

E no Norte, as instabilidades seguem se espalhando entre o Amazonas, Acre, Rondônia e o sul do Pará, com condições para pancadas de chuva no decorrer das horas. Haverá risco de chuva forte e até mesmo temporais, com volumes mais elevados. Pode chover forte no extremo norte do Tocantins. A metade norte do Pará, boa parte de Roraima e o Amapá seguem com predomínio de tempo aberto e calor durante o dia.



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AgroNewsPolítica & Agro

Custo do algodão sobe 12% em Mato Grosso e acende alerta para cotonicultores



Relatório mostra elevação nos gastos com defensivos, fertilizantes e pós-produção



Foto: Embrapa

O custo de produção do algodão para a safra 2025/26 segue em alta em Mato Grosso, maior estado produtor do país. Segundo informações divulgadas pelo Imea, com base em dados do projeto CPA-MT, o custeio da lavoura em agosto foi estimado em R$ 10.776,94 por hectare — uma elevação de 12,27% em relação à safra passada.

A variação mensal também registrou aumento, ainda que mais modesto: 0,56% em relação a julho de 2025. O crescimento está relacionado, sobretudo, ao encarecimento dos defensivos agrícolas (+0,65%) e dos fertilizantes e corretivos (+0,47%).

Além dos insumos, o custo de pós-produção mais que dobrou — um aumento expressivo de 104,90% — tornando-se um dos principais vetores de pressão sobre a rentabilidade do cotonicultor.

Com isso, o Custo Operacional Efetivo (COE) saltou para R$ 15.407,20/ha, o maior desde a safra 2022/23. O aumento representa 17,69% a mais em comparação ao ciclo anterior e reforça a necessidade de planejamento cauteloso diante do atual patamar de preços do algodão.

O ponto de equilíbrio, também monitorado pelo Imea, é outro indicador que merece atenção. Em setembro, a paridade de preços para julho de 2026 caiu 1,36%, sendo precificada em R$ 128,66/@, valor inferior ao custo operacional.

 





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