quinta-feira, abril 30, 2026

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Audiência discute fortalecimento da vitivinicultura nacional



Propor medidas estruturantes que fortaleçam a cadeia produtiva da uva e do vinho foi o foco da audiência pública realizada pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados na tarde de 23 de setembro, em Brasília (DF).

Proposta pelos deputados federais Rafael Simões (União/MG) e Afonso Hamm (PP/RS), a sessão reuniu parlamentares, pesquisadores, lideranças de entidades e representantes de vinícolas de diversas regiões do país.

Papel da pesquisa e inovação no setor

Um dos momentos mais marcantes da audiência foi a participação de Adeliano Cargnin, chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, que recebeu homenagem pela trajetória da instituição.

Ele ressaltou o papel da pesquisa no desenvolvimento da vitivinicultura. “A pesquisa foi fundamental para a transformação da vitivinicultura brasileira”, disse Cargnin, enfatizando a importância da inovação e da integração com o enoturismo.

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O deputado Rodrigo Rollemberg também destacou o papel da tecnologia, afirmando que o cerrado brasileiro demonstrou sua capacidade com o vinho de inverno. Já o deputado Heitor Schuch enfatizou a importância de políticas voltadas ao preço mínimo da uva e à valorização da agricultura familiar.

Desafios e oportunidades da vitivinicultura

Durante as discussões, os participantes apontaram os principais desafios enfrentados pela vitivinicultura brasileira, como a elevada carga tributária e a necessidade de isonomia fiscal entre estados. Por outro lado, também foram identificadas oportunidades, como a consolidação da produção brasileira como referência de qualidade.

A audiência contou com a presença de diversas autoridades e lideranças do setor, incluindo Ricardo Cappelli, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), e Daniel Panizzi, presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra). Ao final, os parlamentares se comprometeram a encaminhar as propostas levantadas às comissões competentes da Câmara.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Ministério do Trabalho assume gestão do seguro-defeso a partir de outubro


O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, informou nesta quinta-feira (25) que, a exemplo do seguro-desemprego, a habilitação para o seguro-defeso (benefício concedido a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca) ficará a cargo de sua pasta a partir de outubro.

Atualmente, o Ministério da Pesca é responsável pelo cadastro de pescadores, que inclui tanto os que dependem da atividade para subsistência quanto aqueles que a praticam como hobby, como pescadores esportivos, ocasionais e de fim de semana.

Subsistência

O governo federal paga o valor de um salário mínimo (R$ 1.518) a pescadores que vivem exclusivamente desta atividade, no período de reprodução dos peixes, quando a pesca fica proibida.

Esse período é definido pelo Ministério do Meio Ambiente e varia conforme a espécie. O objetivo da medida é garantir a preservação desses animais.

Habilitação

Durante o programa Bom Dia, Ministro, Luiz Marinho afirmou que a mudança de atribuições para o Ministério do Trabalho está prevista em medida provisória em tramitação no Congresso Nacional. Segundo ele, a expectativa é de que a matéria seja aprovada “em breve”.

“Estamos nos preparando para, a partir de outubro, habilitar os pescadores que têm direito ao seguro defeso”, apontou o ministro.

Marinho ainda comparou os trâmites do seguro-defeso ao do seguro-desemprego: “O trabalhador que fica desempregado e se enquadra nos critérios e é habilitado pode receber o seguro-desemprego, também pelo Ministério do Trabalho”, explicou.

“Vamos então unificar a habilitação, tanto para seguro de trabalho como para seguro defeso”, completou.

Combate a irregularidades

Dessa forma, o governo pretende ter melhores condições para identificar possíveis irregularidades que resultariam no pagamento do benefício àqueles que não tem direito.

“Não se trata, de maneira alguma, de corte de recursos, pelo governo”, garante o ministro. 

A ideia, segundo ele, é a de pegar aqueles que estão “usufruindo de uma fragilidade momentânea de fiscalização para ter acesso a um seguro que não lhe pertence. Estamos apenas fazendo uma adequação”, completou.



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Banco Central divulga 1ª projeção para crescimento do PIB de 2026



O Banco Central reduziu a sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025, de 2,1% para 2,0%. Os números constam do Relatório de Política Monetária (RPM) do terceiro trimestre, publicado nesta quinta-feira (25). A previsão está abaixo da mediana do último relatório Focus, de 2,16%.

A autoridade monetária também divulgou, pela primeira vez, a sua projeção para o crescimento do PIB brasileiro em 2026, de 1,5%. Essa estimativa também está aquém da mediana do Focus, de 1,80%.

A nova projeção para 2025 incorpora mudanças nas estimativas para o PIB agropecuário (8,0% para 9,0%), e industrial (1,9% para 1,0%) e mantém Serviços em 1,8%.

Pelo lado da demanda, a autoridade monetária ajustou as previsões para o consumo das famílias (2,1% para 1,8%) e do governo (1,2% para 0,5%), Formação Bruta de Capital Fixo (2,8% para 3,3%), importações (3,5% para 4,5%) e exportações (3,5% para 3,0%).

Estimativas para a agropecuária

Para 2026, o Banco Central prevê altas de 1,0% para a agropecuária, de 1,5% para os serviços e de 1,4% para a indústria. Pelo lado da demanda, a autarquia estima altas de 1,4% no consumo das famílias, de 1,0% no consumo do governo, de 0,3% na FBCF, de 1,0% nas importações e de 2,5% nas exportações.

Na avaliação da autarquia, a forte base de comparação deve limitar o crescimento da agropecuária em 2026.

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“A safra recorde de grãos em 2025 contou com condições climáticas bastante favoráveis, que podem não se repetir em 2026. Além disso, o aumento nos preços relativos de defensivos e fertilizantes tende a reduzir o seu uso, com impacto negativo sobre a produtividade”, considerou, acrescentando que, na pecuária, o Banco Central projeta moderação no abate de bovinos, reflexo da crescente participação de fêmeas nos abates dos últimos anos, fator que pode reduzir a disponibilidade de animais.

Para o setor de serviços, a autoridade monetária espera um “avanço robusto” no ano que vem, embora inferior ao observado em 2025. Já para a indústria, a avaliação é a de que vai se sobressair como exceção o setor extrativo, cuja previsão aponta para nova alta relevante, sustentada por prognósticos favoráveis dos principais produtores de petróleo e minério de ferro.

Do lado da demanda, ainda sobre 2026, o BC acredita que a desaceleração do consumo das famílias deve refletir, entre outros fatores, um menor ritmo de expansão da população ocupada. “Em contrapartida, a resiliência da renda disponível das famílias deve contribuir para mitigar, em parte, a perda de dinamismo do consumo.”

A redução do crescimento da FBCF em comparação ao projetado para 2025 reflete, conforme o Banco, tanto a expectativa de um ritmo moderado de expansão ao longo do ano, sob efeitos da política monetária em terreno contracionista, quanto a previsão de um efeito de carregamento estatístico limitado do quarto trimestre de 2025 para 2026.

“Adicionalmente, a projeção contempla um volume menor de importações de plataformas destinadas à produção de petróleo, relevante fator para a expansão do investimento em 2025.”



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China finaliza auditoria em granjas e frigoríficos do RS



O Rio Grande do Sul recebeu nesta semana uma comitiva de auditores da China para inspeção de sistemas de defesa sanitária animal e produtos de origem animal, conforme nota da Secretaria de Agricultura do estado. A visita foi finalizada nesta quarta-feira (24).

A missão foi conduzida por fiscais federais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e representantes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Com isso, a expectativa é que os chineses retomem as exportações de carnes de aves do Brasil, movimento que começou com a reabertura das vendas da proteína para a União Europeia na última terça-feira (23).

Vistoria em granjas e frigoríficos

O grupo de seis inspetores chineses percorreu uma granja de matrizes em São José do Hortêncio e uma granja de frango de corte em Pareci Novo. Eles também visitaram um abatedouro exportador em Bom Princípio. Todos os locais foram acompanhados por fiscais estaduais da Divisão de Defesa Sanitária Animal da Seapi.

Além disso, durante as visitas a comitiva verificou os protocolos de biossegurança, monitoramento de doenças e o funcionamento dos controles sanitários. Fernando Groff, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal do DDA/Seapi, destacou que a auditoria permite demonstrar a eficácia dos sistemas aplicados no estado.

“Garantir que as propriedades estejam livres de doenças como Newcastle e Influenza Aviária de Alta Patogenicidade impacta diretamente na retomada das exportações”, afirmou.

Histórico de suspensão e medidas de controle

As exportações para a China estão suspensas desde julho de 2024, quando foi confirmado um foco isolado da doença de Newcastle em Anta Gorda. A expectativa de retomada foi adiada novamente em maio deste ano, após registro de influenza aviária em Montenegro.

Ambos os episódios foram controlados rapidamente, e o status sanitário do Rio Grande do Sul foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A quarentena de Montenegro foi encerrada em junho, reforçando a capacidade de resposta do sistema de defesa sanitária brasileiro e a efetividade das estratégias de proteção adotadas pelo setor avícola.



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estado brasileiro busca posição de destaque na produção de soja



Com o fim do período do vazio sanitário, o estado do Rio Grande do Sul está autorizado a iniciar a semeadura da safra 25/26 de soja a partir da próxima quarta-feira (1º). Caso as previsões se confirmem, o estado poderá recuperar a vice-liderança nacional na produção da oleaginosa. No entanto, entidades e produtores observam o cenário com cautela devido ao alto endividamento no campo.

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Um levantamento da Emater, divulgado durante a última Expointer, projeta uma área de 6,7 milhões de hectares cultivados e produção acima de 21 milhões de toneladas, um avanço de mais de 50% em relação à temporada 2024/25. Com esse volume, o estado voltaria à segunda posição entre os maiores produtores do país, atrás apenas do estado de Mato Grosso.

Se confirmada, seria uma safra histórica. Nas últimas seis temporadas, apenas a de 2020/21 foi considerada boa, enquanto as demais registraram perdas por seca ou enchentes. Apesar das projeções otimistas, entidades e produtores seguem cautelosos. Além do clima incerto, as principais preocupações são o endividamento rural e a dificuldade de acesso a crédito.

Sem insumos, sem soja

Às vésperas do plantio, muitos agricultores ainda não têm os insumos em mãos, o que pode comprometer o planejamento da safra de soja. Alguns precisarão reduzir a área de cultivo ou recorrer a um manejo com baixa tecnologia, utilizando menos fertilizantes do que o recomendado, o que impacta diretamente a produtividade.

O presidente da Aprosoja Rio Grande do Sul, Ireneu Orth, alerta que dificilmente o estado terá uma grande safra nesta temporada. Ele aponta dois fatores principais: muitos produtores, especialmente os que cultivam em terras arrendadas, podem ficar sem plantar, e outros poderão plantar com quantidade insuficiente de insumos.

O governo federal editou uma medida provisória liberando R$ 12 bilhões para renegociação de dívidas rurais. Segundo a Farsul, no entanto, o endividamento do setor no estado é mais que o dobro desse valor.

Na prática, isso significa que alguns agricultores têm sementes, mas não possuem adubo. Enquanto isso, outros têm fertilizantes, mas não conseguiram comprar sementes. A tendência, de acordo com relatos do campo, é a redução da área plantada e o uso de tecnologias mais simples. Com isso, mesmo que a área projetada seja alcançada, dificilmente o Rio Grande do Sul terá uma grande safra em 2025/26.



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STF decide futuro do Funrural



“Esse é um tema aguardado há muito tempo pelos produtores e agroindústrias”


"Na minha visão, a sub-rogação deve ser considerada inconstitucional", diz especialista
“Na minha visão, a sub-rogação deve ser considerada inconstitucional”, diz especialista – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O debate sobre a constitucionalidade do Funrural e do método de sub-rogação no Supremo Tribunal Federal (STF) é um tema aguardado há muito tempo por produtores e agroindústrias. Segundo Pedro Schuch, sócio-líder da SW Advogados e especialista em temas tributários no agronegócio, a sub-rogação deve ser considerada inconstitucional, já que o sujeito passivo do tributo é o produtor rural, e não a agroindústria, que atua apenas como facilitadora da arrecadação. 

“Na minha visão, a sub-rogação deve ser considerada inconstitucional. Caso o entendimento de inconstitucionalidade da sub-rogação seja confirmado, recolhimentos dos últimos cinco anos podem ser questionados, trazendo impacto financeiro positivo para produtores e agroindústrias, mas indesejado para a União”, comenta.

O tema ganhou destaque desde que a ação foi suspensa no STF, e havia expectativa de que o placar de 6 a 5 no julgamento fosse consolidado, mas o acórdão ainda não foi publicado. A discussão envolve duas questões centrais: a constitucionalidade do Funrural e do método de sub-rogação. 

Este último ocorre quando a agroindústria retém o tributo, pagando ao produtor parte do valor da venda e repassando ao governo o restante, como no exemplo em que, ao comprar R$ 100 de um produtor, paga R$ 98,75 e recolhe R$ 1,25 ao Fisco. O STF já formou maioria (6 a 5) para considerar a sub-rogação inconstitucional, entendendo que transfere indevidamente à indústria a obrigação que é do produtor rural.

“Esse é um tema aguardado há muito tempo pelos produtores e agroindústrias. Desde que a ação foi suspensa, havia expectativa de que o placar de 6 a 5 no julgamento fosse consolidado, mas o acórdão nunca foi publicado”, conclui ele.

 





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Encomenda de ovos clandestinos dos Estados Unidos é barrada no Brasil



Uma encomenda de ovos in natura no Centro de Tratamento Internacional dos Correios (Ceint), no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, foi interceptada na última terça-feira (23) pela Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O material, originário da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, foi enviado por remessa postal sem a necessária autorização e certificação zoossanitária internacional. A Vigilância não detalhou a quem se destinava o produto.

De acordo com as autoridades brasileiras, apesar de os norte-americanos terem encerrado, em julho deste ano, o estado de emergência nacional em saúde pública para a gripe aviária, o país ainda registra focos do vírus H5N1 em aves, rebanhos leiteiros e até casos de infecção em humanos.

O estado da Carolina do Norte, de onde partiu a remessa, aliás, é um dos principais estados produtores de aves daquele país.

Assim, a ação do Vigiagro resultou na devolução dos ovos ao país de origem, medida tida como essencial para reduzir o risco de introdução de doenças no Brasil. De acordo com o Mapa, a entrada de produtos de origem animal ou vegetal sem o cumprimento das normas da pasta configura infração legal e está sujeita a penalidades.

Risco sanitário dos ovos

Ovos in natura podem estar contaminados pelo vírus da influenza aviária, tanto na casca quanto em seu interior, caso sejam provenientes de aves infectadas, conforme a Vigiagro.

Apesar de o consumo de ovos cozidos ser considerado seguro, a finalidade da remessa interceptada era desconhecida. “Se destinados à reprodução, pintos oriundos de ovos contaminados poderiam introduzir e disseminar o vírus”, diz o Mapa, em nota.

De acordo com o Ministério, a fiscalização reforça a importância do cumprimento das normas zoossanitárias para proteger a avicultura nacional e a segurança alimentar.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja deve gerar lucro mesmo com preços baixos


Um levantamento preliminar da DATAGRO Grãos aponta que a lucratividade bruta da soja no Brasil deve se manter positiva na safra 2025/26, mesmo com leve queda em relação a 2024/25. A análise considera custos de produção, produtividade e receita esperada, indicando margens ainda favoráveis para a maior parte dos produtores.

O estudo evidencia elevação dos custos, especialmente em Mato Grosso, Paraná e Goiás, após dois anos de retração. Insumos como sementes, fertilizantes e defensivos agrícolas ficaram mais caros, enquanto a variação cambial encareceu compras externas, pressionando os resultados. Apesar disso, a produtividade deve permanecer boa, com recuperação no Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, afetados pela escassez de chuvas em 2024/25. Nos demais estados, a expectativa é de leve queda, mas ainda acima da média histórica, permitindo alguma diluição dos custos elevados por hectare.

Do lado da receita, a DATAGRO projeta preços da soja pressionados em 2025/26, inferiores aos de 2024/25, devido a safras abundantes no Brasil e nos EUA, registrando o quarto superávit global consecutivo.

Entre as projeções preliminares de lucratividade bruta, destacam-se: 46% no oeste do Paraná, 17% no sul do Mato Grosso, 25% no sudoeste de Goiás, 25% no norte do Rio Grande do Sul e 21% no sul do Mato Grosso do Sul, refletindo o equilíbrio entre custos, produtividade e receita.

Sendo assim, apesar dos desafios com custos mais altos e preços pressionados, a perspectiva de lucratividade positiva reforça a resiliência do setor de soja no Brasil. A combinação de tecnologia, manejo adequado e condições climáticas favoráveis continua sustentando margens que permitem aos produtores planejarem investimentos e manterem a competitividade, mesmo diante de cenários globais voláteis.

 





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Produção florestal brasileira cresce 16,7% em 2024, aponta IBGE



A produção florestal do Brasil alcançou R$ 44,3 bilhões em 2024, alta de 16,7% em relação ao ano anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira (25). Na comparação com 2019, o crescimento supera 140%, refletindo expansão da extração e aumento nos preços de venda.

O levantamento detalha que a silvicultura, que inclui produção de florestas plantadas, responde por 84,1% do total, com R$ 37,2 bilhões, enquanto o extrativismo vegetal, ligado a áreas naturais, representa 15,9%, o que representa R$ 7 bilhões. “Muito do extrativismo são extrações autorizadas”, explica Carlos Alfredo Barreto Guedes, gerente de Agricultura do IBGE.

Distribuição regional e municípios de destaque

Quase 5 mil municípios registraram produção florestal em 2024. As regiões Sul e Sudeste concentram 65,7% do total. Minas Gerais lidera entre os estados, com R$ 8,5 bilhões, seguido pelo Paraná, com R$ 6,3 bilhões.

Entre os municípios, General Carneiro (PR) aparece no topo do ranking, com R$ 674,4 milhões. Outras cidades com destaque incluem Três Lagoas (MS), João Pinheiro (MG), Brasilândia (MS) e Buritizeiro (MG). A liderança se deve, principalmente, à produção em áreas plantadas.

Silvicultura: madeira, celulose e carvão

A silvicultura é dominada pela atividade madeireira, que responde por 98,3% da produção econômica do setor. A madeira em tora para papel e celulose concentra 40,1% do total, seguida por madeira para outros usos (24,5%), carvão vegetal (21,4%) e lenha (12,2%).

Em 2024, o Brasil produziu 122,1 milhões de metros cúbicos de madeira para celulose, garantindo posição de destaque nas exportações globais. Foram vendidas 19,7 milhões de toneladas, gerando US$ 10,6 bilhões, com China, Estados Unidos, Itália e Países Baixos como principais destinos.

Além disso, a área plantada de florestas chega a 9,9 milhões de hectares, quase o tamanho de Pernambuco, sendo 77,6% destinada ao eucalipto. “O eucalipto cresce rápido, em sete a oito anos, e se adapta bem ao clima brasileiro”, afirma Guedes. Minas Gerais concentra 2,1 milhões de hectares da espécie, enquanto Ribas do Rio Pardo (MS) possui a maior plantação municipal.

No extrativismo, a atividade madeireira predomina, com 65,6% do valor gerado. Produtos alimentícios respondem por 28,6%, principalmente açaí (50,9%), erva-mate (26%) e castanha-do-pará (9,7%).

A produção de açaí foi de 247,5 mil toneladas, concentrada em 92,9% na região Norte. O Pará lidera, com 168,5 mil toneladas, e Limoeiro do Ajuru é o maior produtor municipal. Por outro lado, a erva-mate teve produção de 377,4 mil toneladas, concentrada no Sul, com São Mateus do Sul (PR) como principal município.



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Vazio sanitário termina em GO e plantio de soja pode ser iniciado



Chegou ao fim, nesta quarta-feira (24), o vazio sanitário da soja em Goiás, período de 90 dias em que a plantação da oleaginosa fica proibida. Com isso, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) informa a liberação dos trabalhos em campo que seguirão o calendário oficial de semeadura, que se inicia nesta quinta-feira (25) e vai até 2 de janeiro do próximo ano.

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O gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, destacou os riscos da ferrugem asiática, doença responsável pelas principais perdas com a oleaginosa. “A doença pode acarretar perdas de 70% a 100% da lavoura”, pontuou. A doença é considerada muito perigosa para a soja, pois, com a folha seca, o grão não cresce e a produtividade cai.

Segundo Macedo, os fiscais da Agrodefesa, dentro do Programa de Sanidade Vegetal, realizam inspeções durante os três meses de vazio sanitário para verificar a ausência de plantas de soja no campo, evitando a propagação do fungo.

Além de respeitar o calendário, os produtores devem cumprir outras obrigações junto à Agrodefesa. “É fundamental cadastrar a lavoura ano a ano, indicando o período de plantio em cada área. Outras medidas sanitárias e fitossanitárias também são aplicadas pelo órgão para verificar se há plantas fora do período permitido”, completou.

A Agrodefesa reforça que está à disposição dos produtores durante o vazio sanitário e ao longo de todo o ano, oferecendo orientações técnicas. Quem não seguir as determinações poderá ser multado, com valores que variam conforme o tamanho da área irregular.

O órgão lembra ainda que a regra vale exclusivamente para a soja. Outras culturas, como o milho ou aquelas previstas em lei, podem ser cultivadas normalmente nesse período. Os produtores também devem registrar suas lavouras no sistema de defesa agropecuária de Goiás.



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