domingo, março 22, 2026

Agro

News

Tabelamento ‘disfarçado’ do diesel pode causar desabastecimento


diesel
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Materiais do Canal Rural já começam a mostrar, em diferentes regiões, relatos de produtores enfrentando dificuldade para encontrar diesel. Não é só o preço alto. Em alguns casos, há racionamento, cotas limitadas e atraso na entrega. É o tipo de sinal que o campo percebe antes de todo mundo, e que normalmente indica que algo está saindo do eixo.

Tenho conversado com produtores nos últimos dias e recebo informações: o diesel já não chega como antes. E isso não acontece por acaso.

Os dados mais recentes mostram uma queda forte na importação de diesel, uma das maiores dos últimos tempos. E o Brasil depende dessa importação para complementar a oferta interna. Quando ela recua, é porque a conta deixou de fechar para quem opera nesse mercado.

Aí está o ponto central.

Quando o governo sinaliza controle de preços, segura reajustes ou interfere de forma indireta, o efeito pode até parecer positivo no primeiro momento. Mas o mercado reage rápido. Se o preço interno não cobre o custo real, dólar, frete, risco, o importador sai. E sem importador, a oferta diminui.

E quando a oferta diminui, o diesel começa a faltar.

Ao mesmo tempo, o governo tenta aliviar a pressão reduzindo tributos federais, como PIS e COFINS, e passa a pressionar os estados para que também reduzam o ICMS. O problema é que os estados vivem uma situação fiscal delicada. Abrir mão de receita não é simples, e, em muitos casos, não é viável. E aqui vale um alerta: nós já vimos esse filme no passado, e sabemos exatamente como ele termina.

No fim, o problema apenas muda de lugar.

A União reduz um pouco, pede que os estados reduzam mais, mas ninguém resolve a origem da pressão: o custo do combustível, que continua subindo lá fora e chegando aqui dentro.

Não existe milagre fiscal. Alguém sempre paga essa conta.

Enquanto se tenta segurar o preço de um lado, o mercado responde do outro. A queda na importação é o primeiro sinal. A dificuldade de abastecimento começa a aparecer logo depois.

O governo até tenta compensar com bônus, subsídios pontuais e medidas emergenciais. Isso ajuda? Ajuda, mas só por um tempo. Não sustenta o sistema. Porque o custo continua lá, pressionado pelo petróleo, pela logística global, pelo câmbio e até pelos fertilizantes, que também seguem em alta.

Não dá para tabelar uma cadeia inteira.

Uma saída mais organizada seria um mecanismo transparente de compensação, um fundo, por exemplo, que use receitas do petróleo para suavizar os preços sem desmontar o mercado. Mas isso exige dinheiro, previsibilidade e disciplina fiscal.

Sem isso, vira improviso.

E improviso, em energia, costuma terminar em escassez.

Para quem está no campo, o risco é imediato. Diesel não é opcional. É o que move a colheita, o transporte, a produção. Sem ele, para tudo.

Preço artificial pode até aliviar hoje. Mas falta de diesel paralisa amanhã.

No fim das contas, a discussão precisa ser mais direta. O problema não é o preço na bomba. É o custo estrutural do Brasil, logística cara, dependência externa e insegurança nas regras.

Tabelar combustível é tentar resolver tudo isso com uma canetada.

E a história já mostrou, mais de uma vez, como isso termina.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

O post Tabelamento ‘disfarçado’ do diesel pode causar desabastecimento apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

China acelera cota e acende alerta para exportações de carne bovina do Brasil


carne bovina exportações China
Foto: Pixabay

Dados oficiais de importação de carne bovina pela China, compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) a partir de informações do Ministério do Comércio do país e da Administração Geral das Alfândegas (GACC, na siga em inglês), indicam um avanço relevante no primeiro bimestre de 2026.

Nesse contexto, o Brasil chama atenção pelo ritmo acelerado no preenchimento da cota anual.

Entre janeiro e fevereiro, o país embarcou 372,08 mil toneladas e, com isso, já ocupou 33,64% da cota total de 1,1 milhão de toneladas. Além disso, o Brasil lidera com folga os embarques para o mercado chinês, à frente de Argentina e Austrália.

Ao mesmo tempo, a China importou 627,8 mil toneladas no período, o que corresponde a 23,36% da cota global disponível para 2026.

Ritmo de uso preocupa setor

Diante desse cenário, a Abiec adota um tom de cautela. Em nota, a entidade afirmou que “os números mostram um ritmo acelerado de utilização da cota”, o que, por sua vez, acende um sinal de alerta para o restante do ano.

Além disso, a associação avalia que a velocidade de consumo pode gerar efeitos mais adiante. Na prática, esse avanço antecipado tende a pressionar o desempenho das exportações no segundo semestre, caso a cota se esgote antes do previsto.

Por isso, a Abiec também destaca a necessidade de atenção ao equilíbrio do mercado e à previsibilidade das vendas externas ao longo do ano.

Pedido por monitoramento mais próximo

Nesse sentido, a entidade defende um acompanhamento mais próximo por parte do governo brasileiro. Em comunicado, afirmou que “é importante que mecanismos sejam adotados para acompanhar de forma mais próxima a evolução desse cenário”.

Ao mesmo tempo, a associação lembra que as salvaguardas estabelecidas pela China exigem monitoramento contínuo. Dessa forma, o objetivo é garantir maior segurança nas relações comerciais e evitar distorções ao longo do ano.

Por fim, a Abiec reforça que seguirá acompanhando o tema de perto, em diálogo com autoridades e parceiros comerciais, para assegurar a continuidade e a sustentabilidade das exportações brasileiras de carne bovina.

O post China acelera cota e acende alerta para exportações de carne bovina do Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Inteligência artificial e satélites mapeiam áreas agrícolas abandonadas no Cerrado


satélite escaneando fazenda - seguro rural
Imagem gerada por IA

O uso de inteligência artificial aliado a imagens de satélite está abrindo caminho para identificar áreas agrícolas abandonadas no Cerrado brasileiro com alto nível de precisão.

Um estudo conduzido pela Embrapa em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) mapeou mais de 13 mil hectares nessa condição apenas no município de Buritizeiro, no norte de Minas Gerais, entre 2018 e 2022. O volume representa quase 5% da área agrícola existente no início do período analisado.

Segundo os pesquisadores, trata-se da primeira avaliação detalhada desse tipo no bioma, com potencial para apoiar políticas públicas de restauração ambiental, planejamento territorial e adaptação às mudanças climáticas.

Como foi feito o mapeamento

A pesquisa combinou imagens do satélite Sentinel-2, da Agência Espacial Europeia, com técnicas de aprendizado profundo (deep learning). A partir de uma rede neural, os cientistas conseguiram classificar diferentes usos do solo, incluindo, de forma inédita, áreas agrícolas abandonadas.

A acurácia do mapeamento chegou a 94,7%, índice considerado elevado para estudos de sensoriamento remoto.

Eucalipto lidera áreas abandonadas

O levantamento mostra que 87% das áreas abandonadas correspondem a antigas plantações de eucalipto voltadas à produção de carvão vegetal.

Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, Edson Sano, fatores econômicos e produtivos ajudam a explicar o cenário.

“A região caracteriza-se por desafios produtivos, como baixa produtividade em pastagens durante períodos secos e custos crescentes de insumos fertilizantes, fatores que contribuem para o abandono de áreas agrícolas”, afirma.

Ele destaca que muitas dessas áreas eram plantios de eucalipto que perderam viabilidade ao longo do tempo.

“A predominância do abandono em áreas de eucalipto está associada à queda da atratividade econômica da produção de carvão vegetal, com aumento nos custos logísticos e de produção”, explica.

Lavouras seguem resilientes

Apesar do avanço do abandono em áreas de silvicultura e pastagens, o estudo não identificou recuo relevante em lavouras anuais, como soja e milho.

De acordo com Sano, isso indica maior resiliência dos sistemas agrícolas mais intensivos. Ele afirma que esses modelos “mantiveram sua produtividade ao longo dos cinco anos analisados”, mesmo diante do aumento de custos.

Impacto para políticas públicas

Os pesquisadores destacam que o mapeamento pode orientar ações estratégicas no campo. Para o analista da Embrapa Meio Ambiente, Gustavo Bayma, os dados permitem identificar áreas subutilizadas e direcionar iniciativas de recuperação.

Segundo ele, as informações podem ser usadas para “incluir áreas em estratégias nacionais de restauração ambiental e de mitigação das mudanças climáticas”, como projetos de sequestro de carbono e criação de corredores ecológicos.

Bayma também chama atenção para o peso dos custos de produção. Ele afirma que políticas que reduzam a volatilidade dos preços de insumos e incentivem alternativas sustentáveis são fundamentais, já que fatores econômicos foram determinantes para o abandono de áreas.

Limitações e próximos passos

Apesar dos avanços, os cientistas reconhecem desafios na metodologia. Um dos principais pontos é a dificuldade de diferenciar abandono permanente de períodos temporários de pousio.

O pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, Édson Bolfe explica que a análise ainda depende de mais dados ao longo do tempo. “A confirmação de abandono ainda depende, em parte, da interpretação visual e do conhecimento local”, diz.

Outro obstáculo é distinguir pastagens degradadas de vegetação nativa apenas por imagens de satélite, já que apresentam características semelhantes.

Mesmo assim, os especialistas avaliam que o uso de inteligência artificial representa um avanço importante.

Segundo Bolfe, os resultados “fortalecem a necessidade de incorporar áreas abandonadas em políticas ambientais e agrícolas”, com foco em sustentabilidade e recuperação do Cerrado.

O post Inteligência artificial e satélites mapeiam áreas agrícolas abandonadas no Cerrado apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Rentabilidade do suíno cai pelo 4º mês seguido no Paraná


O lucro da produção de suínos no Paraná voltou a recuar em fevereiro de 2026, marcando o quarto mês consecutivo de queda após atingir o maior valor de 2025 em outubro. Os dados constam no Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (19) pelo Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

O indicador considera a diferença entre o preço pago ao produtor pelo suíno e o custo de produção estimado pela Embrapa Suínos e Aves, com valores ajustados pela inflação. Em janeiro de 2026, o resultado foi de R$ 0,96 por quilo, queda de 17,6% em relação a dezembro de 2025. Apesar do recuo mensal, houve avanço na comparação com janeiro do ano anterior, com crescimento real de 57,7%.

Em fevereiro, o lucro caiu para R$ 0,72 por quilo, retração de 25,2% frente a janeiro. Diferentemente do mês anterior, o resultado também ficou abaixo do registrado em fevereiro de 2025, com redução real de 10,6%.

De acordo com o boletim, “o desempenho de fevereiro foi consequência da queda no preço do suíno, mais intensa do que a redução observada nos custos de produção”. O preço recebido pelo produtor apresentou variação real de -5,4% em relação a janeiro e de -9,6% na comparação com fevereiro do ano passado. Já o custo de produção recuou -2,2% no mês e -9,5% em relação ao mesmo período de 2025.

O levantamento também destaca o comportamento sazonal do setor. “Retrações no lucro durante o mês de janeiro são recorrentes, em razão da menor demanda interna e externa característica do período”, aponta o documento.

Caso não haja reação no preço pago ao produtor, a tendência é de continuidade na queda da rentabilidade em março, repetindo o movimento observado no mesmo período de 2025.





Source link

News

Rota do café transforma produtores em anfitriões e atrai turistas no ES; conheça 10 experiências


café
Foto: Renata Silva/Embrapa

A tradição cafeeira do município capixaba de Muniz Freire vem ganhando um novo significado com a consolidação da Rota Cafés de Muniz Freire, iniciativa que conecta a produção de cafés especiais ao turismo de experiência no Caparaó, região montanhosa do Espírito Santo. Mais do que apresentar o café como produto, a proposta valoriza o modo de vida no campo e convida moradores e visitantes a mergulharem na cultura, nos sabores e nas paisagens que fazem parte da identidade local.

A rota reúne dez experiências turísticas estruturadas para aproximar o público do universo dos cafés especiais e, ao mesmo tempo, fortalecer pequenos negócios rurais. O projeto articula produção, hospitalidade, gastronomia e natureza em um mesmo percurso, criando novas possibilidades de renda para quem vive da cafeicultura e ampliando o valor agregado do que é produzido nas propriedades.

Construída a partir da atuação conjunta do poder público municipal, do Sebrae-ES, da Cresol Fronteiras e da OCB-ES, a iniciativa reflete o amadurecimento de um território que vem se destacando pela qualidade dos cafés e pela organização dos empreendedores locais.

O trabalho desenvolvido com os produtores contribui não apenas para qualificar os negócios, mas também para transformar as propriedades em espaços preparados para receber visitantes e oferecer vivências ligadas ao campo.

Experiências no universo do café

Ao longo da rota, o visitante encontra experiências que vão muito além da degustação. O percurso inclui visitas a lavouras, estufas e terreiros, oficinas, colheitas simbólicas, harmonizações, trilhas, vivências sensoriais e contato direto com as histórias das famílias produtoras. É uma forma de compreender o caminho do café da lavoura à xícara, em uma imersão que une conhecimento, afeto e paisagem.

Esse movimento também amplia os reflexos positivos sobre a economia local. Ao atrair pessoas interessadas em conhecer de perto a produção de cafés especiais, a rota ajuda a movimentar outros segmentos, como hospedagem, gastronomia, artesanato e comércio. Com isso, o turismo passa a funcionar como extensão da força produtiva do campo, gerando novas oportunidades e ampliando o tempo de permanência dos visitantes na região.

Rota Cafés de Muniz Freire – experiências turísticas

  1. Cafeteria Delícias do Caparaó – Sensorial Três Anas
    Degustação de cafés especiais em dois métodos de extração, acompanhada de
    chocolate, castanhas e queijos locais.
    Telefone: (28) 99988-8188
    Instagram: @delicias.do.caparao
  2. Louir Cafés Especiais
    Colheita simbólica, visitação à lavoura, estufa e terreiro, além de preparo de
    biscoitos caseiros para degustação com café especial.
    Telefone: (28) 98113-4704
    Instagram: @cafelouir
  3. Parque das Tilápias – Ecotilápia
    Experiência que une natureza e sustentabilidade na piscicultura, com trilhas até
    cachoeira, interação com peixes e degustação de receitas à base de tilápia.
    Telefone: (28) 99884-3821
    Instagram: @parquedastilapias
  4. Cafeteria Alto Fioresi
    Vivência ligada à tradição da família Fioresi, com percurso pela lavoura, estufa e
    terreiro, encerrando com degustação de receitas típicas no deck da cafeteria.
    Telefone: (28) 99984-8836
    Instagram: @cafealtofioresi
  5. Sítio Alto Cachoeira
    Experiência “Mestre de Torra por um dia”, com participação no processo de torra
    manual e degustação de cafés com diferentes perfis sensoriais.
    Telefone: (28) 99931-8028
    Instagram: @sitioaltocachoeira.cafe
  6. Sítio Alto Bom Destino
    Recepção com café de boas-vindas, trilha pelo cafezal e degustação de mel
    harmonizado com receitas caseiras.
    Telefone: (28) 99999-8128
    Instagram: @sitioaltobomdestino
  7. Sítio Vista Alegre e Café Pastore
    Mesa de café especial na recepção, trilhas por cachoeiras, pomares e lavouras, com degustação ao final da experiência.
    Telefone: (28) 99912-0721
    Instagram: @cafepastore
  8. Café Vale do Ipê
    Visitação ao ciclo completo do café, com degustações sensoriais e produtos locais.
    Telefones: (28) 99929-0565 / (28) 99944-2620
    Instagram: @cafeipemf
  9. Alto Ribeiro Cafés Especiais
    Participação no preparo do café especial harmonizado com mini pudins e
    orientações sobre aromas e técnicas.
    Telefone: (28) 99617-9427
    Instagram: @altoribeiro.cafesespeciais
  10. Sítio Figueiredo
    Visita à lavoura, beneficiamento do café especial e degustação guiada com foco nos cinco sentidos sensoriais.
    Telefones: (28) 99995-8810 / (28) 99943-4048
    Instagram: @sitio.figueiredo.menino.jesus

O post Rota do café transforma produtores em anfitriões e atrai turistas no ES; conheça 10 experiências apareceu primeiro em Canal Rural.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Irã volta a atacar instalações de gás no Catar após ameaças dos EUA


O Irã voltou a atacar instalações de gás natural no Catar na madrugada desta quinta-feira (19), em meio à escalada de tensões na região. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil e ocorrem após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis ações contra o campo de gás iraniano South Pars.

A estatal QatarEnergy informou que instalações de gás natural liquefeito foram atingidas por mísseis, “causando incêndios de grandes proporções e extensos danos adicionais”. Este é o segundo ataque do Irã contra a infraestrutura energética do país árabe aliado dos EUA. O primeiro ocorreu na quarta-feira (18), quando a refinaria de Ras Laffan também foi atingida, provocando “danos extensos”, segundo a empresa.

A nova ofensiva acontece após Trump afirmar que Israel foi responsável por ataques ao campo de gás South Pars, compartilhado entre Irã e Catar. Segundo ele, não haveria novos ataques israelenses contra a infraestrutura energética iraniana.

“A menos que o Irã, imprudentemente, decida atacar um país inocente, nesse caso, o Catar. Nessa situação, os EUA, com ou sem a ajuda ou consentimento de Israel, explodirão massivamente a totalidade do campo de gás de South Pars com uma força e potência jamais vistas ou testemunhadas pelo Irã”, afirmou Trump em uma rede social.

O presidente norte-americano acrescentou que não deseja autorizar esse nível de ação, “mas se o GNL do Catar for atacado novamente, não hesitarei em fazê-lo”.

Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Seyyed Abbas Araghchi, afirmou que o país poderá reagir de forma mais contundente caso novos ataques ocorram.

“Nossa resposta ao ataque de Israel à nossa infraestrutura empregou uma fração de nosso poder. A única razão para a contenção foi o respeito ao pedido de desescalada. Nenhuma restrição caso nossas infraestruturas sejam atingidas novamente. Qualquer fim para esta guerra deve abordar os danos causados às nossas instalações civis”, declarou.

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica também se manifestou e classificou como erro o ataque às instalações energéticas iranianas. “Caso tal ato se repita, ataques subsequentes contra as redes energéticas tanto do agressor quanto de seus aliados persistirão até que sejam completamente destruídas, com uma resposta que excederá em muito a intensidade das operações anteriores”, diz o comunicado.

Após os ataques ao campo de South Pars, o Irã ameaçou outras instalações de petróleo e gás no Catar, na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos. A intensificação do conflito tem pressionado os preços do petróleo no mercado internacional.

“Caso tal ato se repita, ataques subsequentes contra as redes energéticas tanto do agressor quanto de seus aliados persistirão até que sejam completamente destruídas, com uma resposta que excederá em muito a intensidade das operações anteriores”, diz comunicado da Guarda Revolucionária.

Com informações da Agência Brasil*





Source link

News

Prêmio Brasil Artesanal 2026: veja prazos para cachaça, doce de leite e azeite


Prêmio Brasil Artesanal 2026, CNA, azeite, doce de leite, cachaça
Foto gerada por IA para o Canal Rural

As inscrições para o Prêmio Brasil Artesanal 2026 entram na fase final. Os interessados podem se inscrever até 31 de março nas categorias doce de leite e cachaça de alambique. Para azeite de oliva, o prazo vai até 30 de abril.

Promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a iniciativa busca valorizar a produção artesanal no país e ampliar a visibilidade dos produtores rurais.

Segundo a assessora técnica da CNA, Fernanda Silva, o programa, que chega à 14ª edição, tem contribuído para fortalecer a credibilidade dos participantes e abrir novos mercados.

“Além de reconhecer a qualidade dos produtos, o prêmio amplia a visibilidade dos produtores e valoriza o trabalho artesanal desenvolvido no campo, além de estimular a melhoria contínua da produção”, afirmou.

Nos três concursos, os cinco primeiros colocados de cada categoria recebem certificado, premiação em dinheiro e divulgação nos canais digitais da CNA.

Doce de leite

O concurso é realizado em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e o Sebrae Nacional, e é voltado a produtores com produção anual de até 300 toneladas.

As inscrições seguem até 31 de março, com envio das amostras até 17 de abril. Cada participante pode inscrever um produto nas categorias doce de leite pastoso ou em barra.

A avaliação inclui júri técnico, análise da história do produto, júri popular e etapa final de premiação.

Cachaça de alambique

Também com inscrições até 31 de março, o concurso é destinado a produtores com produção anual de até 20 mil litros e conta com parceria do Sebrae Nacional.

O envio das amostras deve ser feito até 17 de abril. Os produtos concorrem nas categorias cachaça branca e amarela.

O processo de avaliação segue critérios técnicos, análise da história do produto, júri popular e etapa final.

Azeite de oliva

Para o azeite de oliva, as inscrições vão até 30 de abril, com envio das amostras até 15 de maio.

O concurso é realizado em parceria com Epamig, Embrapa, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e Sebrae Nacional. Os produtores podem participar nas categorias blend ou monovarietal.

A avaliação inclui júri técnico, análise da história do produto, júri popular e premiação.

O post Prêmio Brasil Artesanal 2026: veja prazos para cachaça, doce de leite e azeite apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

o que esperar para a estação?


O outono no Hemisfério Sul começa oficialmente no dia 20 de março de 2026, às 11h45, e se estende até 21 de junho, às 5h25, conforme o Prognóstico Climático divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia. A estação marca a transição entre o verão e o inverno, com redução gradual das chuvas no interior do Brasil e queda de temperaturas, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste.

De acordo com o instituto, “é uma estação considerada de transição entre o verão quente e úmido e o inverno frio e seco, principalmente no Brasil central”. Nesse período, as precipitações tendem a diminuir no interior do país, especialmente no semiárido nordestino, enquanto áreas do Norte e do Nordeste ainda registram volumes significativos de chuva devido à atuação da Zona de Convergência Intertropical.

O relatório também destaca a ocorrência de fenômenos típicos da estação. “Observam-se as primeiras formações de fenômenos adversos, tais como: nevoeiros nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste; geadas nas regiões Sul e Sudeste e no Mato Grosso do Sul; neve nas áreas serranas e nos planaltos da Região Sul; e friagem no sul da Região Norte”, informa o prognóstico.

No cenário oceânico, o documento aponta mudanças nas condições do Pacífico Equatorial. Após a atuação do fenômeno La Niña entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, houve enfraquecimento das anomalias de temperatura da superfície do mar, indicando transição para neutralidade. Segundo o APEC Climate Center, há 84,6% de probabilidade de evolução para El Niño no trimestre de abril a junho.

Para a Região Norte, a previsão indica predominância de chuvas acima da média, com temperaturas também superiores aos padrões históricos em grande parte da área. No Nordeste, as chuvas tendem a ficar abaixo da média em diversos estados, como Bahia, Rio Grande do Norte e Paraíba, enquanto áreas do Maranhão e norte do Piauí podem registrar volumes mais elevados. As temperaturas devem permanecer acima da média em toda a região.

No Centro-Oeste, a tendência é de redução das chuvas a partir de abril, com volumes próximos da média em Goiás e Mato Grosso e abaixo da média em Mato Grosso do Sul. As temperaturas devem ficar acima da média histórica. No Sudeste, a previsão aponta chuvas abaixo da média em São Paulo e grande parte de Minas Gerais, com possibilidade de episódios pontuais de chuva no leste da região. As temperaturas também tendem a ficar acima da média, embora não se descarte a entrada de massas de ar frio.

Na Região Sul, o prognóstico indica chuvas abaixo da média e temperaturas acima dos padrões históricos, com possibilidade de incursões de ar frio ao longo da estação.

O boletim também avalia impactos para a produção agrícola. Segundo o INMET, “torna-se relevante avaliar os potenciais impactos desse cenário sobre as atividades agrícolas no Brasil”. Na Região Norte, as chuvas acima da média tendem a favorecer lavouras já estabelecidas, como o milho segunda safra, além de contribuir para pastagens.

No MATOPIBA, que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a combinação de chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas pode reduzir a umidade do solo, com impacto sobre culturas de segunda safra, especialmente milho e algodão.

Já nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, a menor disponibilidade de chuva associada ao aumento da evapotranspiração pode causar estresse hídrico e afetar o desenvolvimento das lavouras em fases reprodutivas. No Sul, a tendência de menor volume de chuvas e temperaturas mais elevadas pode reduzir a umidade do solo, afetar culturas de segunda safra e dificultar o estabelecimento das lavouras de inverno.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Embrapa Milho e Sorgo recebe homenagem por 50 anos


A Embrapa Milho e Sorgo foi homenageada pelos seus 50 anos pela Câmara Municipal de Sete Lagoas. A sessão solene, com entrega de moções, de autoria da vereadora Heloísa Frois, foi realizada na noite da última quarta-feira, dia 18 de março, no Plenário Deputado Wilson Tanure da Casa Legislativa. “Quem me conhece, sabe que sou movida a emoção. E realmente para mim a Embrapa Milho e Sorgo é motivo de uma emoção muito positiva para a nossa cidade, para a nossa região e valorizo demais o trabalho de todos vocês. Então a homenagem foi de coração mesmo”, afirmou a vereadora Heloísa Frois.

A vereadora, em seu discurso, contextualizou a importância da Embrapa na evolução da agropecuária no Brasil e reconheceu o trabalho da Unidade instalada em Sete Lagoas nesses últimos 50 anos. “A Embrapa Milho e Sorgo acompanhou e impulsionou uma verdadeira transformação da agricultura brasileira. A produção de milho no País cresceu de forma expressiva e o sorgo ganhou espaço como alternativa estratégica, resultado direto de investimentos em ciência, tecnologia e inovação”, disse. Ainda nas palavras da vereadora, a Unidade tornou-se protagonista no desenvolvimento de cultivares, sistemas de produção sustentáveis e tecnologias que impulsionaram a produtividade do milho e do sorgo, fortalecendo o agronegócio nacional e promovendo a inclusão, o aumento de renda e promovendo o desenvolvimento social.

“Enquanto minha missão, vocês podem ter certeza absoluta que eu vou levar o nome da Embrapa para onde eu for, com o maior orgulho do mundo, porque isso faz meu coração se alegrar, faz meus olhos se reluzirem e faz o que eu fiz aqui hoje, que é trazer o meu maior orgulho em forma de moção para todos os empregados da Embrapa”, concluiu. O chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia Frederico Botelho, representando o chefe-geral Vinícius Guimarães que se encontra em missão internacional pela Embrapa, registrou os agradecimentos à iniciativa da vereadora Heloísa Frois. “A realização desse evento é uma reflexão de estreita relação de parceria e confiança que a vereadora mantém com a nossa Instituição, demonstrando seu compromisso contínuo com a ciência e com o desenvolvimento tecnológico que emana da nossa Unidade para todo o Brasil”, afirmou.

Botelho fez um histórico a partir da criação da Embrapa, em 1973, da instalação da Embrapa Milho e Sorgo, em 1976, até a posição que o Brasil ocupa hoje na conjuntura de produção de alimentos. “O trabalho realizado em solo sete-lagoano transformou a realidade do País e do mundo. Superamos desafios, provamos que os solos dos Cerrados, antes vistos como improdutivos, poderiam sustentar uma agricultura forte. Geramos resultados expressivos. Em meio século, a produção nacional de milho saltou de 19 milhões para 130 milhões de toneladas, enquanto o sorgo cresceu de 400 mil para cinco milhões de toneladas. Fazemos ciência com propósito. Tecnologias desenvolvidas aqui ajudaram a transformar o Cerrado em um dos maiores celeiros agrícolas do planeta, como cultivares de milho e de sorgo mais produtivas, práticas de maneiras sustentáveis do solo, as barraginhas, dentre outras”, reforçou o chefe de Transferência.

Em relação ao futuro, Frederico Botelho reforçou a responsabilidade que a Embrapa tem em conduzir uma agricultura focada em sustentabilidade. “Se os primeiros 50 anos foram marcados por vencer a escassez, os próximos 50 anos serão dedicados a liderar a agricultura sustentável e regenerativa, focando na saúde do solo e na baixa pegada de carbono. Essa trajetória é uma construção coletiva que une o poder público, representado aqui por esta Casa, e pela parceria da vereadora Heloísa Frois, com a iniciativa privada e também com a academia. Agradecemos a todos os funcionários da Embrapa, que aqui estão representados, pesquisadores, técnicos, analistas, assistentes que dedicam suas vidas para garantir que a ciência saia do laboratório e chegue até o campo. Que esse aniversário seja o início de um novo capítulo de inovação. Vida longa para a Embrapa. Vida longa para Sete Lagoas”, finalizou.

Pesquisador aposentado prestigia cerimônia

O pesquisador aposentado da Embrapa Milho e Sorgo Morethson Resende se deslocou da região de Viçosa, na Zona da Mata mineira, para prestigiar a homenagem concedida à Embrapa Milho e Sorgo. “A pesquisa tem uma singularidade que a torna gratificante. Eu me lembro quando a gente trabalhava, não importava se fosse sábado, domingo, não importava se ficássemos até mais tarde, se chegássemos mais cedo, se era feriado… a gente era meio fanático (risos) e ainda somos até hoje. O pesquisador é um tipo de gente diferente… é uma pessoa que está gerando ciência, que está olhando qual resultado vai acontecer. Então, mais uma vez obrigado pelo convite e pelo reconhecimento”, disse o então pesquisador que atuava na área de Irrigação, aposentado em 2007.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Açúcar reage com tensão externa e clima no radar



A relação entre açúcar e combustíveis segue no centro das decisões


A relação entre açúcar e combustíveis segue no centro das decisões
A relação entre açúcar e combustíveis segue no centro das decisões – Foto: Pixabay

Os preços do açúcar apresentaram recuperação ao longo da segunda semana de março, influenciados por fatores geopolíticos e mudanças nas expectativas de oferta global. De acordo com análise da StoneX, o avanço foi impulsionado inicialmente pela intensificação das preocupações com a guerra no Oriente Médio, que trouxe suporte às cotações internacionais.

Na semana, o contrato mais líquido do açúcar bruto negociado em Nova Iorque, com vencimento em maio, acumulou valorização de 1,91%. O movimento ganhou força no início do período, com alta mais expressiva registrada na segunda-feira, refletindo a reação imediata do mercado ao cenário externo. Nos dias seguintes, porém, os preços passaram por ajustes, acompanhando a atenção dos agentes às perspectivas do setor energético.

A relação entre açúcar e combustíveis segue no centro das decisões produtivas no Centro-Sul do Brasil. A possibilidade de ajuste no preço da gasolina aumenta a competitividade do etanol, o que pode direcionar maior parte da cana para a produção de biocombustível na safra 2026/27. Esse cenário contribui para reduzir o excedente global inicialmente projetado.

Outro ponto relevante é a revisão para baixo na produção da Índia, que também influencia o balanço global da commodity. Além disso, cresce a atenção do mercado para a possível formação de um El Niño na segunda metade de 2026. Caso o fenômeno se confirme, há risco de impacto negativo sobre as monções indianas, fundamentais para o desenvolvimento da próxima safra.

Diante desses fatores combinados, o mercado tende a monitorar de perto tanto as variáveis climáticas quanto as decisões ligadas ao setor de energia, que seguem determinantes para o comportamento dos preços ao longo dos próximos meses.

 





Source link