sexta-feira, agosto 21, 2026

Agro

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Em Goiás, cautela e paciência definem o início do plantio da soja


Prudência é a palavra-chave para o início do plantio da soja em Goiás. Desde 25 de setembro, os produtores estão autorizados a iniciar a semeadura no estado, mas, segundo Clodoaldo Calegari, produtor e presidente da Aprosoja Goiás, essa decisão deve ser tomada com cautela. “Embora chuvas pontuais tenham trazido alívio em algumas áreas, a maioria dos municípios ainda enfrenta volumes insuficientes para um plantio seguro”, afirma.

Calegari ressalta que a decisão de semear é particular para cada produtor, baseada no conhecimento da propriedade e na disposição para assumir riscos. “Com margens de lucro apertadas, um replantio pode impactar negativamente tanto a produção quanto o sucesso da safra”, acrescenta.

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Quando as chuvas volumosas devem aparecer?

Foto: Imagem Freepik

Alguns produtores que registraram chuvas mais volumosas já começaram a semear, confiantes nas previsões de novas precipitações a partir do próximo final de semana. ”Essa decisão ainda envolve riscos consideráveis. As áreas irrigadas estão com a semeadura em andamento, mas muitos produtores permanecem apreensivos com as previsões climáticas e as altas temperaturas, optando por aguardar um pouco mais”, explica o presidente.

As expectativas são otimistas: entre 11 e 15 de outubro, espera-se que as chuvas se tornem mais volumosas e regulares, incentivando um aumento na semeadura em Goiás, especialmente nas regiões mais afetadas pela seca. O longo período de estiagem, com algumas áreas sem chuvas desde o início de abril, também representa uma preocupação.

Os solos, extremamente secos e aquecidos, demandam cuidados especiais para garantir uma boa emergência das lavouras. Portanto, é essencial que a capacidade de campo dos solos se restabeleça, assegurando uma plantação saudável e produtiva.



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Brasil vai propor na COP29 criação de fundo para transição energética


O Brasil vai propor na COP29, que acontece em novembro no Azerbaijão, um fundo global para financiar a transição energética. A informação é do ministro das Minas e Energia Alexandre Silveira, que participa da reunião ministerial do G20 para transição energética, em Foz do Iguaçu (PR), até sexta-feira (04). O ministro afirmou ainda que essa busca por essa pluralidade energética, justa e inclusiva, deve ser financiada pelo petróleo.

Silveira reforça que o movimento da economia verde, da energia e dos combustíveis renováveis representa uma nova economia mundial e que precisa ter um alinhamento de nações. “Enquanto não avançarmos de forma global, se não houver governança e mecanismos de medição, não haverá transição energética”, sentencia o ministro. Disse ainda que a grande inflexão do crescimento global será a energia.

Nesse sentido, o ministro também admite que é necessário modernizar os mecanismos brasileiros, como Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para receber e operar com segurança essas energias alternativas, como a eólica, fotovoltaica e de biomassa. Além de ampliar a oferta, a intenção é ter mais estabilidade no fornecimento dessas energias, classificadas como intermitentes, sujeitas questões como o vento e sol, por exemplo.

Sobre o petróleo, Silveira reitera que, enquanto houver demanda, o Brasil não pode abrir mão de suas riquezas e reservas naturais, desde que exploradas de forma adequada, em nome do desenvolvimento econômico e social do país.

Enio Verri: petróleo será fundamental no financiamento da transição energética. | Foto: William Brisida/Itaipu Binacional.

Enio Verri, diretor-presidente brasileiro da Itaipu Binacional, anfitrião do evento em Foz, seguiu o ministro na defesa de um modelo de transição financiado pelo petróleo: “fundamental.” Na abertura dos trabalhos do G20, na segunda-feira, o executivo já tinha colocado o petróleo como um ativo e condição ao processo de transição.



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Frente fria traz chuvas intensas e ventos fortes nos próximos dias; saiba onde



A frente fria que começou a deslocar pelo Brasil nesta quarta-feira (2) marca a entrada do primeiro sistema significativo de outubro, trazendo instabilidades e mudanças climáticas para uma ampla área do país.

O sistema está avançando lentamente, gerando chuvas volumosas e ventos intensos, principalmente nas regiões Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo, e seus efeitos devem se intensificar nos próximos dias.

Desde terça-feira (1°), o avanço da frente fria já provoca chuvas significativas no Sul do Brasil, com destaque para o Rio Grande do Sul.

Nos próximos dias, o sistema continuará se movendo em direção ao norte e noroeste, levando instabilidades para Mato Grosso do Sul e São Paulo. Na faixa leste de São Paulo, há alerta para temporais, chuva forte e ventos intensos, que podem superar 50 km/h.

Avanço da frente fria nesta quinta-feira

Conforme a frente fria avança, as instabilidades se afastam do Rio Grande do Sul e o tempo firme volta a predominar no estado. Em Santa Catarina e no Paraná, a quinta-feira (3) ainda será nublada e com chuva qualquer momento do dia.

Já no Sudeste, a chuva concentrada em São Paulo. Algumas instabilidades podem se espalhar para o sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Nas demais áreas, o tempo fica firme e bem quente. 

A Climatempo ainda prevê pancadas isoladas de chuva em Mato Grosso do Sul e nas regiões norte e oeste de Mato Grosso. Em Goiás, o destaque é o tempo seco e quente. 

Norte e Nordeste

O predomínio é de sol e nada de chuva no Nordeste nesta quinta. Uma massa de ar seco atua na região e inibe a formação de nuvens carregadas. À tarde, a umidade cai para níveis críticos e a temperatura sobe rapidamente. 

No Norte, há chuva isolada com muitos períodos de sol e tempo aberto no Amazonas, Rondônia, Acre, Roraima e Pará. No Tocantins e no Amapá, o tempo é estável e mais seco. 



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Comissão Europeia cede à pressão e propõe adiar Lei Antidesmatamento por um ano


A Comissão Europeia divulgou comunicado à imprensa nesta quarta-feira (2) propondo adiar a chamada Lei Antidesmatamento, que proibiria a importação pelo bloco de produtos oriundos de áreas degradadas ou desmatadas após o ano de 2020.

Originalmente, o texto entraria em vigor a partir de 1 de janeiro de 2025. Contudo, agora, após pressão de nações que exportam produtos agropecuários ao bloco, caso do Brasil, o órgão sugere que seja dado às partes interessadas tempo adicional de um ano para a adequação.

Se aprovado pelo Parlamento Europeu, a lei será aplicável apenas em 30 de dezembro de 2025 para grandes companhias e 30 de junho de 2026 para micro e pequenas empresas.

“Como todas as ferramentas de implementação estão tecnicamente prontas, os 12 meses extras podem servir como um período de introdução gradual para garantir uma implementação adequada e eficaz”, diz o comunidado da Comissão.

Cedeu às pressões internacionais

A Comissão ressalta que vários parceiros globais expressaram repetidamente preocupações sobre seu estado de preparação para atender à lei.

No caso brasileiro, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e atores de peso do agronegócio nacional manifestaram-se contrários ao que chamaram de “imposição europeia” e “desrespeito ao Código Florestal nacional”. Isso porque a lei brasileira diferencia desmatamento legal de ilegal.

“Nós sabemos das nossas responsabilidades com o meio ambiente, com a produção sustentável. Não precisam apontar o dedo e nos mostrar as diretrizes”, disse o ministro do Mapa, Carlos Fávaro em setembro, nos debates do Grupo de Trabalho do G20 Agro

Já a Associação Alemã de Agricultores (DBV, na sigla em alemão) ao lado da Associação dos Proprietários de Florestas (AGDW) e empresas familiares dos setores agrícola e florestal do país também solicitaram que a Comissão Europeia adiasse a implementação da nova lei.

“A Comissão considera que um tempo adicional de 12 meses para a implementação gradual do sistema é uma solução equilibrada para dar suporte aos operadores em todo o mundo na garantia de uma implementação tranquila desde o início”, destaca o ofício publicado nesta quarta.

Impactos ao agro brasileiro

soja Lei Antidesmatamentosoja Lei Antidesmatamento
Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural BA

Ao se levar em conta as vendas brasileiras ao bloco em 2022, que totalizaram 25 bilhões de dólares, a Lei Antidesmatamento passaria a afetar, aproximadamente, 60% das exportações agropecuárias do Brasil para o continente, de acordo com o pesquisador do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Leonardo Munhoz.

A regra europeia tende a afetar, diretamente, os produtores brasileiros de soja, carne e couro, madeira, borracha, café, cacau e óleo de palma.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de manga e maracujá fortalece fruticultura baiana


Segundo dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura, a fruticultura na Bahia continua em expansão e, em 2023, alcançou resultados expressivos que consolidam o estado como o terceiro maior produtor de frutas do país, atrás de São Paulo e Pará. De acordo com a pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE, o setor gerou R$ 5,7 bilhões em 2023, um crescimento de 16,4% em relação ao ano anterior, refletindo o vigor econômico da atividade em diversas regiões baianas.

O Vale do São Francisco, maior polo produtor de frutas do estado, registrou um aumento de 29% no valor da produção, totalizando R$ 2,4 bilhões. O município de Casa Nova destacou-se como o segundo maior produtor de manga da Bahia, ajudando a consolidar a produção dessa fruta como a principal do estado. A produção de manga cresceu 5,6%, com um incremento de 61,9% no valor gerado.

Além da manga, a Bahia continua liderando a produção nacional de maracujá, com 253.857 toneladas, um crescimento de 8,3% em relação a 2022. O valor gerado pelo maracujá aumentou 15,9%, atingindo R$ 545,6 milhões. O município de Livramento de Nossa Senhora foi o principal produtor, seguido por Ituaçu e Barra da Estiva.

Outro destaque foi o cacau, cuja produção em 2023 chegou a 139.011 toneladas, ultrapassando o Pará e colocando a Bahia como líder nacional. O valor da produção de cacau no estado cresceu 16,1%, alcançando R$ 2,4 bilhões.

Além do maracujá e do cacau, outras culturas, como o mamão, também contribuíram para o bom desempenho da fruticultura baiana. O estado assumiu a liderança na produção de mamão, com 354.525 toneladas, sendo São Félix do Coribe o principal produtor.

Esses avanços demonstram a importância da fruticultura para a economia baiana, revitalizando municípios e gerando oportunidades de emprego e renda em diversas regiões.





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em Londrina, produtores pedem melhorias em infraestrutura e apoio



Na série de reportagens sobre as eleições 2024, Londrina, no Paraná, se destaca como uma das principais cidades para o agronegócio no estado, concentrando mais de 65% do valor bruto da produção agropecuária do Paraná. Apesar da relevância econômica, os produtores da região enfrentam desafios que esperam ver solucionados na próxima gestão municipal.

Falta de infraestrutura prejudica o agronegócio

Londrina possui cerca de 900 km de estradas rurais, mas a falta de infraestrutura e manutenção dessas vias é um dos principais obstáculos para os produtores. A pavimentação das estradas e uma melhor destinação dos recursos arrecadados pelo Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) são demandas prioritárias.

Agricultura e inovação

Em 2023, Londrina registrou um valor bruto de produção de R$ 1,405 bilhão, com a soja respondendo por R$ 560 milhões. A cidade é um polo de inovação no agronegócio, mas para manter o crescimento, os produtores destacam a necessidade de melhorias nas estradas e maior apoio da administração municipal.

Capacitação da mão de obra e apoio à produção local

Há dificuldades em encontrar mão de obra qualificada na área rural, o que ressalta a importância de escolas profissionalizantes em localidades próximas. Os produtores também defendem que a prefeitura priorize a aquisição de alimentos para a merenda escolar de fornecedores locais, fortalecendo a economia da região.

Situação nas cidades vizinhas

Em Cambé, a 40 minutos de Londrina, a falta de infraestrutura nas estradas rurais afeta diretamente o escoamento da produção e os custos de logística. A manutenção acaba sendo realizada pela própria iniciativa privada devido à demora na ação do poder público.

Com as eleições municipais se aproximando, os produtores esperam que os candidatos apresentem propostas concretas para solucionar esses problemas, visando fortalecer o agronegócio e a economia local.



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Soja: é cedo para falar em problemas de produtividade no Brasil



O plantio da soja no Brasil está atrasado e a Bolsa de Mercadorias de Chicago observa essa situação. O consultor Luiz Fernando Gutierrez Roque, da Safras & Mercado, comentou durante o 8º Safras Agri Week que “o atraso é maior em Mato Grosso”, mas também ocorre em Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais. Apesar disso, ele acredita que ainda é cedo para falar em problemas de produtividade.

Quanto ao mercado interno, a expectativa é de preços firmes até o final do ano. “Os prêmios mais altos sustentam as cotações”, comenta o analista, acrescentando que tanto o dólar quanto os preços em Chicago têm contribuído. “As demandas de exportação e de esmagamento devem resultar em estoques limitados no país”, antecipa.

A longo prazo, tudo dependerá do tamanho da safra brasileira. “Hoje, o cenário é desfavorável para o início de 2025”, pondera Gutierrez Roque. Se a safra brasileira for robusta, há risco de uma queda acentuada nos preços internos.

Bolsa de Chicago

Para a Bolsa de Mercadorias de Chicago, há espaço para uma correção para baixo. “Nos últimos 15 ou 16 dias, a alta acumulada é de 10%”, informa o analista e consultor Rafael Silveira. “Isto pode levar a um movimento corretivo”, justifica. Se confirmado, o grão pode voltar a US$ 10,00 por bushel para o contrato de novembro de 2024. “Após atingir este patamar, a bolsa deve trabalhar mais lateralizada”, aposta.

Para os subprodutos, o outro analista e consultor de Safras & Mercado, Gabriel Viana, prevê um final de ano complexo para o farelo e o óleo. “Não se deve deixar para adquirir na última hora, pois a oferta será apertada”, conclui.



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Replantio pode elevar em mais de 10% os custos na lavoura de soja 



O plantio da soja 2024/25 ainda caminha de forma mais lenta. A combinação de clima seco e altas temperaturas, especialmente no Brasil Central, retardam os trabalhos.

Esse cenário adverso exige estratégias agronômicas bem planejadas para minimizar riscos e evitar perdas expressivas de produtividade.

“Uma safra rentável começa com a escolha de sementes de qualidade e um ambiente manejado por decisões estratégicas, como a adaptação das práticas de semeadura e plantabilidade em condições de clima seco”, diz o pesquisador e engenheiro agrônomo Leonardo Furlani, da DigiFarmz.

A ameaça do replantio da soja

O replantio da soja pode acarretar um impacto financeiro superior a 10% nos custos da lavoura, reduzindo, ainda, a eficiência da operação, de acordo com o especialista.

Segundo ele, o fracionamento da área de plantio permite que uma parte da lavoura seja semeada mesmo com baixa umidade no solo, enquanto a outra é reservada para quando as chuvas chegarem.

Furlani alerta que adiar o plantio na expectativa de chuvas regulares pode fazer o produtor perder a janela ideal de semeadura e impactar na segunda safra, mas plantar “no pó” também pode comprometer o desenvolvimento das plantas.

“Dividir o plantio é uma estratégia, mas não há uma ‘receita de bolo’ e as decisões devem ser tomadas caso a caso, considerando as particularidades de cada área”, reforça o pesquisador.

Impacto dos incêndios

A falta de palha na superfície do solo, como nos casos das áreas atingidas pelos incêndios registrados, principalmente, em agosto e setembro, agrava o estresse térmico e prejudica a lavoura.

Furlani lembra que a palha contribui para a retenção de umidade e protege o solo da evaporação excessiva, essencial em anos com previsão de seca prolongada. “Para esta safra, já não há tempo de corrigir essa falha, mas é uma lição valiosa para as próximas temporadas”, ressalta.

O pesquisador resume: o fracionamento do plantio; a manutenção de boas práticas, como a cobertura do solo com palha; e, até em alguns casos, o uso de bioestimulantes são algumas das soluções que podem ser adotadas para reduzir os impactos negativos do clima e assegurar uma colheita mais rentável.



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AgroNewsPolítica & Agro

La Niña de baixa intensidade influencia a safra 2024/25


Norte e o Nordeste podem se beneficiar de volumes de chuvas acima da média





Foto: Dirceu Gassen

Segundo informações divulgadas pela Céleres, a safra de grãos 2024/25 será marcada pela influência de um fenômeno climático La Niña de baixa intensidade. As condições climáticas projetadas indicam que o fenômeno, caracterizado pela redução das temperaturas do Oceano Pacífico central e oriental, poderá impactar diretamente a distribuição de chuvas nas diversas regiões agrícolas do país.

A La Niña, historicamente conhecida por provocar variações climáticas que afetam a produtividade, traz expectativas mistas para os produtores brasileiros. De acordo com a Céleres, o Norte e o Nordeste podem se beneficiar de volumes de chuvas acima da média, o que favorece a produção local. No entanto, as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste tendem a registrar precipitações abaixo da média, o que pode representar desafios para a produtividade.

Os impactos da La Niña são tradicionalmente mais sentidos nas regiões extremas do Brasil, como o Rio Grande do Sul e a área do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), enquanto áreas centrais, como o Sudeste e Centro-Oeste, costumam sofrer menos influências severas.

Para a safra de 2025, após um ciclo anterior com condições climáticas adversas, a projeção é otimista. Apesar de uma possível demora na chegada das chuvas, a previsão de um clima mais favorável aponta para uma safra robusta, com uma produção total de soja estimada em 170 milhões de toneladas. Isso poderá beneficiar a exportação e o consumo interno, influenciando a precificação da oleaginosa no início do próximo ano.





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Fortes chuvas no RS interrompem cultivo do arroz e reduzem liquidez



As chuvas intensas ocorridas em diversas regiões do Rio Grande do Sul no final de setembro interromperam a semeadura de arroz e aumentaram a preocupação quanto a novos impactos sobre a safra em andamento. 

Segundo colaboradores consultados pelo Cepea, o clima adverso também dificultou o carregamento do cereal e o cumprimento de alguns contratos. Compradores com necessidade de renovar estoques tiveram de elevar os valores de suas ofertas, para atrair vendedores.

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No geral, pesquisas do Cepea mostram que o mercado encerrou o mês de setembro com baixa liquidez, contrariando as expectativas iniciais. 

Além do clima e das chuvas, pesquisadores do Cepea explicam que as negociações foram influenciadas pela desvalorização do dólar e pelo menor ritmo nas vendas do arroz beneficiado. Também aumentou a disparidade entre os preços de compra e de venda.



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