quinta-feira, agosto 13, 2026

Agro

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Livro da Embrapa sobre agricultura de precisão na era digital já está disponível para download


Considerado pela presidente da Embrapa Silvia Massruhá como um divisor de águas, o terceiro livro da Rede de Agricultura de Precisão da Embrapa e instituições parceiras traz como novidade os resultados de estudos sobre o uso de agricultura de precisão e digital na pecuária e em sistemas integrados, como Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

“Agricultura de Precisão: Um Novo Olhar na Era Digital” foi lançado nesta segunda-feira (25) em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, durante o Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão e Digital (ConBAP).

Realizado pela Associação Brasileira de Agricultura de Precisão e Digital (AsBraAP), a 10ª edição do ConBAP seguiu até o dia 27 focado em tecnologias para uma agricultura sustentável e de alta performance.

Essa edição do livro, que fecha a trilogia da Rede AP, reúne resultados expressivos alcançados em pesquisas desenvolvidas nas principais cadeias produtivas do agro brasileiro e em diferentes biomas nos últimos 15 anos.

Apoiado pela Câmara Temática de Agricultura Digital da Rede ILPF, a obra oferece suporte a professores, pesquisadores, estudantes de pós-graduação e graduação, produtores e prestadores de serviço do setor agrícola, e demais interessados no tema.

Para a presidente da Embrapa, ao reunir tecnologias e resultados efetivos, obtidos na aplicação de agricultura de precisão e digital no cultivo de grãos, plantas perenes e na pecuária, a obra será de utilidade para diferentes públicos.

“Este livro, na forma como seu conteúdo está magistralmente organizado e apresentado, surge como um divisor de águas no tema e será fundamental para renovar os laços de ciência e empreendedorismo, pilares que sustentam a eficiente e competitiva agricultura brasileira há décadas”, afirma a presidente em texto de apresentação no livro.

Avanço do conhecimento

livro Embrapalivro Embrapa
Foto: Reprodução

Com o objetivo de apresentar os resultados de pesquisa da Rede AP e instituições parceiras, o livro com 600 páginas conta com 90 capítulos distribuídos em cinco seções: culturas anuais, perenes, pecuária, sistemas integrados e tecnologias.

São cerca de 300 autores de 20 instituições, públicas e privadas, nacionais e internacionais, que durante dois anos atuaram em diversas frentes de trabalho para dar forma e materializar a obra disponível on-line e gratuitamente aqui.

O pesquisador da Embrapa Instrumentação, um dos membros do comitê editorial do livro Luís Henrique Bassoi lembra que o uso da agricultura digital junto com a agricultura de precisão avançou muito desde o segundo livro.

“A publicação atual apresenta pesquisas realizadas no formato on-farm (o experimento ocorre em áreas de produção) em cultura de algodão, milho, soja, trigo, cana-de-açúcar, pastagem, videira, macieira, bem como metodologias, tecnologias habilitadoras e portadoras de futuro com potencial disruptivo, que contribuem para a gestão da variabilidade das propriedades brasileiras, elevando-as a um novo patamar de produção, de forma sustentável”, diz.

Além de Bassoi, o comitê editorial do livro publicado pela editora Cubo é composto pelos pesquisadores Carlos Manoel Pedro Vaz, Lúcio André de Castro Jorge, Ricardo Yassushi Inamasu (Embrapa Instrumentação, São Carlos/SP); Alberto Carlos de Campos Bernardi (Embrapa Pecuária Sudeste, também de São Carlos); João Leonardo Fernandes Pires (Embrapa Trigo, Passo Fundo/RS) e Luciano Gebler (Embrapa Uva e Vinho, Bento Gonçalves/RS).

Pertinência do olhar digital

O professor do Departamento de Engenharia de Biossistemas da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), José Paulo Molin, que assina o prefácio da obra, diz que é muito pertinente esse olhar para a era digital, pois a agricultura de precisão, que produziu as primeiras inserções digitais no campo, depende fortemente dos avanços nas soluções digitais para alavancar práticas de campo ao mesmo tempo mais assertivas e escaláveis.

“A obra contempla e destaca essa transição e ao mesmo tempo, convenientemente, mantém aqueles agrupamentos (tecnologias, culturas anuais, culturas perenes) e avança em novas frentes”, reforça o professor.

Trabalho em rede

Em uma década e meia, os três livros produzidos pela Rede de Agricultura de Precisão da Embrapa e instituições parceiras, criada em 2009 e composta por universidades, empresas privadas, fundações, institutos de pesquisas e centros da própria Embrapa, apresentaram mais de 200 estudos desenvolvidos em campos experimentais com culturas perenes e anuais, distribuídos pelo território nacional.

As obras somaram mais de 1.500 páginas e geraram uma ampla base de conhecimento no tema, disponíveis gratuitamente.

O trabalho em rede enfrentou desafios, antecipou tendências, contribuiu para disseminar o conceito da agricultura de precisão (AP) e impulsionou a adoção da técnica entre produtores brasileiros, que deixaram de ver a propriedade como um campo uniforme, para enxergar as diferenças em cada talhão.

“Assim, com a incorporação da AP, produtores rurais passaram a aplicar insumos de forma racional, para reduzir custos, riscos de degradação ambiental e aumentar a produtividade, como mostrou estudos recentes em culturas de milho e algodão. Em fazendas de Mato Grosso e Paraná, a recomendação de semeadura em taxa variável gerou ganhos de produtividade de até 8%, no milho, e 3%, no algodão”, afirma o chefe-geral da Embrapa Instrumentação, José Manoel Marconcini.

Ele lembrou que obra “Agricultura de Precisão: Um Novo Olhar na Era Digital”, que fecha a trilogia, iniciada em 2011 com o livro “Agricultura de Precisão um Novo Olhar”, seguido pelo livro “Agricultura de Precisão Resultados de um Novo Olhar”, de 2014, é um marco na história de 40 anos da Embrapa Instrumentação, a serem completados no dia 18 de dezembro.

“O tema é de extrema importância para o desenvolvimento da agricultura brasileira, pois incorpora resultados de pesquisa com tecnologias avançadas em drones, automação, geoprocessamento, irrigação de precisão, entre outras que contribuem para mantermos a produtividade da agricultura brasileira”, reforça.



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Aprosoja MT oferece bebida de soja à comunidade indígena



A Aprosoja MT, por meio de seu Programa Agrosolidário, realiza uma parceria de solidariedade com as escolas e comunidades indígenas de Sapezal, em Mato Grosso, há quase 10 anos. A ação oferece uma bebida de soja que beneficia cerca de 300 indígenas semanalmente, abrangendo crianças, jovens, adultos e idosos.

Este suplemento tem sido importante para a melhoria nutricional dessas comunidades, especialmente no combate à desnutrição. A diretora das escolas indígenas de Sapezal, Maria Margarete Noronha, destaca a importância da bebida durante as festas culturais, que reúnem comunidades indígenas de municípios vizinhos, como Campo Novo do Parecis, Campos de Júlio e Comodoro.

A distribuição da bebida de soja ajuda a alimentar crianças de diversas aldeias, promovendo benefícios à saúde e contribuindo para o aumento de peso, especialmente entre idosos e gestantes.

A professora Cleide Adriana Terena, da escola indígena Wakalitesu, do povo Nambikwara, também confirma os impactos positivos da bebida, afirmando que o suplemento tem sido fundamental para erradicar a desnutrição em seu território. Com sabores como chocolate, uva, laranja e banana, a bebida tem sido muito bem recebida, especialmente pelos idosos, que preferem os sabores mais naturais, como laranja e banana.

Atualmente, além das crianças, o programa atende jovens, adultos e idosos, que consomem a bebida de soja semanalmente. As equipes que trabalham nas instituições têm se dedicado à conscientização alimentar, combinando educação e saúde. O suplemento de soja, assim, desempenha um papel essencial na nutrição, ajudando no ganho de peso e proporcionando diversos benefícios nutricionais.

Há 15 anos fazendo o bem

Neste mês, em comemoração aos 15 anos do Agrosolidário, a Aprosoja MT celebra a continuidade de um projeto que tem sido fundamental para muitas instituições em Mato Grosso. Ao longo deste especial, serão contadas histórias de transformação de diversas comunidades, mostrando como a solidariedade e o apoio mútuo têm impactado vidas, oferecendo dignidade, nutrição e, acima de tudo, esperança para aqueles que mais precisam.



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Nova plataforma oferece rastreabilidade com Indicação Geográfica de café


A Plataforma de Controle, Gestão e Rastreabilidade das Indicações Geográficas (IGs) de Café foi lançada pelo Instituto CNA, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

O anúncio foi feito durante a Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte, Minas Gerais, com a presença de produtores, especialistas e entidades do setor cafeeiro.

Segundo a assessora técnica do Instituto CNA, Marina Zimmermann, o sistema foi resultado de meses de trabalho em parceria com uma empresa especializada e tem como objetivo beneficiar toda a cadeia produtiva, além de proporcionar transparência ao consumidor por meio de códigos nas embalagens.

A analista do Sebrae Nacional Hulda Giersbrecht destacou que a ferramenta utiliza tecnologias avançadas e foi construída com o envolvimento dos produtores. Já Antônio Tafuri, da ABDI, ressaltou a importância da sinergia entre as entidades para criar uma solução que oferece maior segurança ao mercado.

Rastreabilidade da produção do café

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Foto: Carlos Alberto Meira/Embrapa

A plataforma foi desenvolvida pela Agtrace Rastreabilidade Agrícola, vencedora de edital público lançado em março de 2023. O CEO da empresa, André Maltz, afirmou que o sistema atende às especificidades de cada IG, ajudando os produtores na gestão e rastreabilidade da produção.

Durante o evento, também ocorreu o pré-lançamento do livro “A Revolução do Café Brasileiro: Regiões com Indicação Geográfica”, apoiado pelo Instituto CNA, ABDI e Sebrae. Além disso, o INPI entregou o registro de Denominação de Origem (DO) da Chapada Diamantina (BA), reconhecendo a qualidade e procedência dos cafés da região.

O Brasil possui 115 IGs registradas no INPI, sendo 16 destinadas ao café. Destas, 15 já utilizam a nova plataforma, que promete impulsionar o setor cafeeiro ao valorizar a cultura, tradição e diferenciais dos cafés brasileiros.

Você pode acessar a ferramenta aqui.



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AgroNewsPolítica & Agro

qualidade baixa direciona produção para alimentação animal


Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS divulgado na quinta-feira (28), a colheita da aveia branca no Rio Grande do Sul já foi realizada em 97% da área cultivada, estimada em 354.987 hectares. A produtividade média no Estado está projetada em 2.474 kg/ha. Nas regiões da Campanha e Campos de Cima da Serra, cerca de 25% das lavouras ainda aguardam colheita, com previsão de finalização nos próximos dias devido às condições climáticas favoráveis.

A produtividade variou ao longo do Estado, sendo influenciada por fatores climáticos, como precipitações e ventos intensos, e pelo nível de adoção de tecnologias de manejo, especialmente no controle fitossanitário.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o tempo seco a partir de 20/11 acelerou o avanço da colheita, que já atingiu 75%. Na Fronteira Oeste, municípios como Maçambará concluíram os trabalhos, com produtividade média de 2.090 kg/ha, representando uma quebra de 5% em relação à previsão inicial.

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Na Campanha, regiões como Caçapava do Sul e Lavras do Sul ainda têm 70% e 45% das áreas colhidas, respectivamente. Em Hulha Negra, onde 20% das lavouras foram colhidas, o rendimento está abaixo do esperado, variando entre 1.200 e 1.400 kg/ha devido ao excesso de chuvas, baixa radiação solar e alta infestação de azevém.

Na região de Ijuí, a colheita foi concluída, mas a produtividade média de 2.530 kg/ha ficou abaixo do previsto. A qualidade do grão não atendeu aos padrões industriais para consumo humano, e a produção tem sido armazenada para uso na alimentação animal.

Já na região de Soledade, os trabalhos também foram finalizados, com produtividade estimada em 3 mil kg/ha.

Os preços da aveia branca destinada à indústria variaram conforme a região. Em Ijuí, a saca de 60 quilos foi comercializada a R$ 60,00, enquanto em Passo Fundo alcançou R$ 78,00.





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AgroNewsPolítica & Agro

mercado fechou semana com acomodação nos preços



Final do mês reduz consumo de carne, mas 13° salário pode impulsionar varejo




Foto: Pixabay

Nas praças pecuárias de São Paulo, a semana foi marcada por estabilidade nos preços do boi gordo durante quatro dias consecutivos. O mercado interno enfrenta dificuldades no escoamento da carne bovina, reflexo das altas recentes nos preços e do menor poder de compra da população, típico do final de mês.

Na B3, os contratos futuros para dezembro de 2024 registraram queda significativa de 5,7%, com desvalorização de R$ 19,35/@ no comparativo diário. Diversas indústrias frigoríficas reduziram a atividade de compra, mantendo as escalas de abate preenchidas, em média, para cinco dias úteis.

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Com a chegada da primeira parcela do 13° salário e os pagamentos salariais previstos para a próxima semana, o setor varejista espera melhora no ritmo de escoamento da carne bovina, acompanhando a maior liquidez no mercado interno.

Na região de Dourados, Mato Grosso do Sul, o mercado seguiu equilibrado no fechamento do mês, mesmo com o lento escoamento da carne. A falta de oferta de boiadas contribuiu para manter a estabilidade, com escalas de abate médias de cinco dias úteis.

Já no Sudeste de Rondônia, os preços permaneceram inalterados na análise diária, enquanto as escalas de abate estão mais confortáveis, atingindo cerca de 10 dias úteis.





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AgroNewsPolítica & Agro

chuvas amenizam impacto da estiagem



Algumas lavouras já contabilizam prejuízos no estado




Foto: Divulgação

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar, o plantio do milho na safra 2024/2025 no Rio Grande do Sul avançou apenas 4% na última semana, alcançando 88% da área projetada. As lavouras estão divididas entre os estágios de desenvolvimento vegetativo (42%), florescimento (27%) e enchimento de grãos (31%).

A ocorrência de chuvas entre os dias 19 e 20 de novembro contribuiu para elevar os níveis de umidade do solo em algumas regiões, especialmente onde os volumes pluviométricos foram mais significativos. Nas áreas irrigadas, o potencial produtivo permanece elevado, impulsionado por alta radiação solar durante o dia e temperaturas mais amenas à noite.

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No entanto, a escassez hídrica em novembro trouxe prejuízos consideráveis às lavouras de sequeiro, especialmente nas regiões Noroeste e Centro do estado. Sintomas como enrolamento de folhas, senescência e secamento dos pendões foram observados. Em algumas áreas, as perdas já são consolidadas, e a continuidade desse cenário pode aumentar a procura por seguros agrícolas e Proagro.

Os tratos culturais variaram de acordo com o estágio das lavouras. Em áreas em germinação ou desenvolvimento vegetativo, os produtores investiram em adubação nitrogenada e controle de plantas daninhas. A aplicação de defensivos foi realizada apenas em casos monitorados de necessidade.

Para a safra atual, a Emater/RS-Ascar estima o cultivo de 748.511 hectares, com produtividade média projetada de 7.116 kg/ha.

No âmbito comercial, o preço médio da saca de 60 kg do milho apresentou leve alta de 0,04%, passando de R$ 68,14 para R$ 68,17 na comparação semanal.





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Clima impacta produção de pêssegos no Rio Grande do Sul


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (28), a colheita do pêssego segue em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul, com resultados distintos conforme a região e as condições climáticas enfrentadas ao longo do ciclo. As variedades de ciclo médio estão em destaque, enquanto o manejo adequado tem sido essencial para manter a sanidade e o vigor dos pomares.

Na região de Caxias do Sul, a colheita das variedades precoces foi concluída, e as de ciclo médio, como Chimarrita e BRS Fascínio, ganham intensidade, apesar de uma maturação desuniforme causada por floração prolongada e temperaturas baixas. As variedades tardias, como Eragil e Chiripá, seguem em crescimento pós-raleio, com boa carga de frutos e baixos índices de pragas, como a mosca-das-frutas. O preço por calibre varia de R$ 1,50/kg a R$ 6,00/kg.

Em Pelotas, a abertura oficial da colheita aconteceu em 21 de novembro, seguida pela Feira Municipal do Pêssego no Mercado Público. A região enfrenta alta incidência de bacteriose e podridão-parda devido ao excesso de chuva, elevando as demandas por Proagro. O preço de referência foi fixado em R$ 2,50/kg para frutos tipo I e R$ 2,20/kg para tipo II.

As variedades precoces estão sendo colhidas com boa sanidade, mas os preços caíram, ficando entre R$ 3,50 e R$ 4,00/kg. Mais de 80% dos pomares, com variedades como Kampai e Eragil, estão na fase final de formação de frutos, mantendo o potencial produtivo adequado.

Em São Vicente do Sul, na região de Santa Maria, a produção é razoável e atende às expectativas comerciais. Já em Soledade, as variedades de ciclo médio estão em colheita, com preços iniciais no mercado local chegando a R$ 12,00/kg.





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Preço médio da arroba do boi cresceu até 18,5% em novembro; o que esperar de dezembro?


O mercado brasileiro de boi gordo chega ao último dia útil de novembro e o cenário, ao longo do mês, foi de altas consistentes no preço da arroba.

Para o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, as exportações foram o grande fundamento para esse movimento de valorização nos preços, com o Brasil enfileirando recordes de embarques ao longo do ano.

“Neste cenário, as indústrias encontraram dificuldades na composição de suas escalas de abate e tiveram que pagar preços cada vez mais altos. As negociações atingiram o topo
histórico neste mês em São Paulo e em Goiás”, afirma.

Para Iglesias, chama a atenção, porém, a queda abrupta observada na B3 ao longo dessa semana, especialmente na quinta-feira (28).

Segundo ele, esse fenômeno pode ser atribuído a um movimento de realização de lucros, com a saída de algumas indústrias da compra de gado, somada a perspectiva de avanço da oferta, o que favoreceu um forte declínio nos preços.

“Acredito que o mercado já venha a buscar uma correção a partir da próxima semana, pois a queda observada nos últimos dias foi muito abrupta, sem que houvesse fundamentos para isso. No entanto, talvez, os frigoríficos já possam retornar ao mercado com uma intenção de compra em patamares mais baixos”, avalia.

Arroba em novembro x outubro

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim no dia 28 de novembro:
  • São Paulo (Capital): R$ 360, alta de 10,77% frente aos R$ 325 registrados no
    fechamento de outubro
  • Goiás (Goiânia): R$ 355, avanço de 12,7% perante os R$ 315 no fechamento do mês passado
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 320, aumento de 18,52% frente aos R$ 270 do mês passado
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 345, valorização de 7,81% em comparação aos R$ 320 de outubro
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 330, 8,06% acima dos R$ 310 do encerramento de outubro
  • Rondônia (Vilhena): R$ 310, aumento de 3,33% em relação aos R$ 300 praticados no final do mês passado

Expectativa de preço do boi gordo em dezembro

Para o mês de dezembro, Iglesias acredita que a expectativa é de que o mercado de boi gordo registre um cenário um pouco mais acomodado nos preços, uma vez que houve um bom andamento das escalas de abate dos frigoríficos nessa semana, agora fechadas, em média, entre cinco a sete dias úteis.

“Além disso, há uma expectativa de boa entrega de animais terminados em regime intensivo na primeira semana de dezembro, o que pode resultar em nova queda das indicações de compra”, detalha.

Mercado atacadista

carne bovinacarne bovina
Foto: Freepik

O mercado atacadista registrou um movimento de ampla valorização para os cortes bovinos ao longo de novembro. “Resta saber se o consumidor ainda terá fôlego para absorver patamares de preços bastante elevados sem que haja um declínio na demanda”, diz Iglesias.

Para o analista, as carnes de frango e suína podem vir a ser favorecidas, por ainda apresentarem preços inferiores aos praticados para a carne bovina.

O quarto do traseiro avançou 13,25% ao longo do mês, passando de R$ 23,40 o quilo para R$ 26,50 o quilo. O quarto do dianteiro subiu 10,81%, de R$ 18,50 para R$ 20,50.

Exportações de carne bovina

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 875,473 milhões em novembro (14 dias úteis), com média diária de US$ 62,533 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 179,991 mil toneladas, com média diária de 12,856 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.864,00.

De acordo com a Secex, em relação a novembro de 2023, houve alta de 44,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 36,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 5,9% no preço médio.



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Curso gratuito sobre fixação biológica de nitrogênio é oferecido por entidade



Em um cenário onde a agricultura demanda cada vez mais práticas sustentáveis, o conceito de Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) surge como uma técnica importante neste sentido, já que permite às plantas capturar o nitrogênio atmosférico e convertê-lo em uma forma utilizável, reduzindo a necessidade de fertilizantes químicos ao mesmo tempo que promove a saúde do solo.

A Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPII Bio) disponibiliza, gratuitamente e de forma online, seu curso sobre FBN, já assistido por mais de 4.500 alunos desde o seu lançamento, em 2020. Clique aqui para acessar.

O que é a FBN?

A FBN é uma prática que aumenta a produtividade das lavouras, contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa e promove o sequestro de carbono.

“É inegável que o uso de insumos biológicos, aliado às boas práticas de manejo, é uma medida sustentável. Porém, para o agricultor, é preciso combinar sustentabilidade com rentabilidade”, pondera o Conselheiro Fundador da ANPII Bio, Solon Cordeiro de Araújo.

Os participantes aprendem desde a introdução ao nitrogênio e seu papel no solo, até o processo detalhado de fixação em leguminosas e o uso e manejo de inoculantes.

Módulos específicos abordam resultados de pesquisas científicas e tecnologias emergentes, como é o caso da coinoculação com Azospirillum, que tem mostrado resultados significativos na cultura da soja e outras gramíneas.

Dentre os benefícios que os estudantes podem esperar ao adotar as práticas e tecnologias ensinadas no curso, está a base sólida sobre como armazenar e utilizar os inoculantes de forma correta, o que resulta em melhores resultados no campo.

“Tanto os ensinamentos teóricos como práticos do curso possibilitam ao agricultor ter uma base de como armazenar e utilizar os inoculantes da forma correta e o porquê isso culmina em melhores resultados no campo”, destaca.

Versão atualizada do curso

O curso já foi assistido por mais de 600 alunos em sua versão atualizada. Lançada em 2023, a segunda edição inclui os mais recentes dados e resultados de pesquisas, além de uma reorganização dos conteúdos para uma melhor compreensão dos participantes.

As aulas estão disponíveis em formato de vídeo, além dos materiais em PDF, proporcionando uma experiência de aprendizado mais dinâmica e acessível.

Estudantes de agronomia, biologia e cursos técnicos ligados ao agronegócio compõem o público principal considerado pela ANPII Bio para essa qualificação por meio do curso EAD, mas as informações apresentadas são de utilidade para agricultores e consultores de forma geral, com linguagem acessível para quem faz parte do dia a dia do campo.

O curso conta com alunos de todas as regiões do Brasil e até mesmo estudantes do Paraguai, que se inscreveram após indicação de suas Universidades.

“Aprendi sobre a importância dos microrganismos na agricultura e como eles são essenciais para aumentar a produtividade das culturas e reduzir o uso de adubos químicos. Estou animado para aplicar essas técnicas nas minhas lavouras”, conta mestrando em Solos e Nutrição de Plantas na USP-ESALQ e um dos participantes do curso, Carlos Alcides Villalba.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Paraná conclui plantio com projeções otimistas



Produção paranaense de soja é estimada em 22,3 milhões de toneladas




Foto: Canva

O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, divulgou nesta quinta-feira (28) o boletim semanal sobre a conjuntura agropecuária do estado. O relatório destaca a conclusão do plantio da safra 2024/2025 de soja e milho, mas aponta deterioração nas condições gerais das lavouras de soja devido à irregularidade climática em algumas regiões.

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Com 99% da área estimada de 5,77 milhões de hectares já plantada, a soja enfrenta desafios climáticos que reduziram o percentual de áreas em boas condições de 99% para 92% nesta semana. As regiões mais impactadas incluem Londrina, Toledo, Cascavel e Umuarama. Apesar disso, a expectativa de produção permanece robusta, com projeção de 22,3 milhões de toneladas.

O plantio do milho também foi concluído, abrangendo 256 mil hectares. As lavouras apresentam, em sua maioria, boas condições no campo, com uma estimativa de produção de 2,6 milhões de toneladas para a safra.





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