segunda-feira, março 23, 2026

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Cotação do boi tem movimentos distintos nos estados



São Paulo tem 14 dias de estabilidade no boi gordo



Foto: Sheila Flores

De acordo com a análise divulgada na quarta-feira (26) pelo informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, “a cotação do boi gordo está estável em São Paulo”. Segundo o boletim, todas as categorias abriram o dia sem variações, após 14 dias consecutivos de estabilidade nos preços para machos e novilhas e oito dias para vacas. As escalas de abate estavam, em média, previstas para seis dias.

Em Alagoas, o informativo registrou que “todas as categorias tiveram alta de R$ 2,00 por arroba”, movimento que, segundo a consultoria, marcou o comportamento do mercado no estado.

Para Roraima, a Scot Consultoria informou que “a cotação não mudou na comparação dia a dia”, indicando manutenção dos preços no mercado regional.

No Rio de Janeiro, o levantamento apontou que “a oferta de bovinos estava enxuta”, o que, segundo a consultoria, sustentou as cotações no estado.

No Maranhão, a análise registrou que “a cotação da vaca e da novilha subiu R$ 2,00 por arroba”, enquanto o preço do boi gordo permaneceu estável, sem alteração em relação ao dia anterior.





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Presidente da Aprosoja-TO faz convite: ‘Esperamos todos para a Abertura da Colheita 25/26!’



A safra de soja 2025 terá seu início simbólico celebrado no dia 30 de janeiro, às 9h, durante a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26, realizada na Fazenda Alto da Serra, em Porto Nacional (TO). O evento marca o início oficial da colheita da principal cultura agrícola do país e reforça o papel estratégico do Tocantins como uma das regiões mais promissoras para o avanço da produção nacional de grãos.

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Segundo a presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Schneider, receber a abertura nacional representa um marco para o estado e para o setor produtivo. “Tocantins é hoje um exemplo de produtividade, sustentabilidade e integração entre campo e cidade.” Segundo ela, sediar o evento “é reconhecer o trabalho de cada produtor que impulsiona o desenvolvimento do país e reafirmar o potencial do estado como protagonista do agro brasileiro.”

O presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, também destaca a importância da escolha do Tocantins para sediar a cerimônia. “A cada safra, o Tocantins consolida sua importância na produção de soja e milho, com tecnologia, gestão e sustentabilidade.” Ele afirma ainda que “este evento é uma celebração ao esforço do produtor brasileiro e uma oportunidade de mostrar ao Brasil e ao mundo a força do nosso agro.”

A cerimônia será transmitida ao vivo pelo Canal Rural e pelas redes sociais, permitindo que produtores e o público de todas as regiões acompanhem o início simbólico da colheita. A realização é do Canal Rural e da Aprosoja Brasil, com apoio da Aprosoja Tocantins e do Grupo Wink.

Com o tema “Onde a soja cresce, a transformação acontece”, a abertura nacional reforça a relevância econômica e social da soja para o Brasil e celebra o início da colheita de uma das culturas mais importantes do agronegócio brasileiro.



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Desemprego no Brasil fica em 5,4% no trimestre até outubro



A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em outubro, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou no piso das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast e abaixo da mediana de 5,5%. O teto era de 5,7%.

Em igual período do ano anterior, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 6,2%. No trimestre encerrado em setembro, a taxa de desocupação estava em 5,6%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.528 no trimestre encerrado em outubro. O resultado representa alta de 3,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 357,3 bilhões no trimestre até outubro, alta de 5,0% ante igual período do ano anterior.



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subemprego avança e afeta produção agroindustrial


A queda histórica do desemprego para perto de 5,5% vem sendo celebrada como sinal de pleno emprego. Mas essa leitura ignora o motor real dessa estatística, o subemprego. O país não está cheio de bons empregos, está cheio de pessoas ocupadas parcialmente, informalmente ou por necessidade, o que derruba a taxa de desemprego, mas distorce a dinâmica do mercado de trabalho.

O trabalhador subocupado não aparece como desempregado, mas também não está disponível para um emprego estável e integral. E é exatamente isso que explica a sensação generalizada de “apagão de mão de obra”: milhões de pessoas estão trabalhando um pouco, não necessariamente trabalhando bem ou de maneira fixa.

Nos centros urbanos, esse fenômeno gerou uma disputa agressiva por trabalhadores. Empresas flexibilizam jornada, abandonam 6×1, oferecem prêmios e bônus,  tudo para atrair alguém que hoje pode simplesmente fazer bicos, dirigir por aplicativo ou compor renda em atividades informais.

Mas para a agroindústria, o efeito é devastador. O setor depende de disponibilidade completa, rotina fixa, presença física e treinamento, exatamente o tipo de mão de obra que mais desaparece quando o subemprego cresce. O resultado já aparece em frigoríficos operando abaixo da capacidade, usinas sem gente para turnos completos e produtores incapazes de manter equipes estáveis.

O Brasil não sofre falta de pessoas. Sofre falta de trabalhadores dispostos ou disponíveis para empregos intensivos, presenciais e de jornada cheia,  pilar da agroindústria.

O pleno emprego, portanto, é mais aparência que realidade. É sustentado por ocupações precárias, que deram mobilidade ao trabalhador, mas desorganizaram setores que precisam de mão de obra estável. Se o país quiser manter a competitividade do agro, precisará atacar a raiz, qualificação, formalização, retenção no campo e maior mecanização.

Enquanto isso não acontecer, o Brasil continuará vivendo esse paradoxo: uma economia “cheia de gente trabalhando”, mas vazia de trabalhadores realmente disponíveis para sustentar os setores que mais importam.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Déficit na armazenagem de grãos nos EUA é o maior desde 2016



A oferta total de grãos no outono dos Estados Unidos, que considera os estoques em 1º de setembro mais a produção da nova safra de milho, soja e sorgo, é estimada em 25,66 bilhões de bushels (cerca de 660 milhões de toneladas). Conforme relatório o Departamento de Agricultura do país (USDA), o total está 10% acima da média de cinco anos.

Essa oferta e a capacidade total de armazenagem (dentro e fora das fazendas) sugerem um déficit de armazenagem de 184 milhões de bushels (cerca de 4,73 milhões de toneladas) nos Estados Unidos, o maior em nível nacional desde 2016, afirmou a agência.

Os estoques amplos em relação à capacidade de armazenagem colocam pressão adicional nos sistemas de manuseio e transporte de grãos. Iowa, Kansas, Dakota do Sul, Dakota do Norte, Nebraska e Minnesota tiveram menor espaço de armazenagem disponível neste outono em comparação com a média de cinco anos, disse o USDA.



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Plantio de soja e milho avança na Argentina, mas em ritmos diferentes



O plantio de milho da safra 2025/26 na Argentina alcançava na última semana 39,3% da área total projetada, informou a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. Na semana, o avanço foi de 2 pontos porcentuais. Segundo a bolsa, os trabalhos ganharam ritmo com o início da janela de plantio de milho tardio no centro e no sul da área agrícola.

A parcela da safra de milho em condição boa ou excelente era de 82%, ante 76% na semana anterior, disse a bolsa, observando, porém, que cerca de 30% da área semeada no centro e no oeste da província de Buenos Aires ainda é afetada por excessos hídricos.

Soja em atraso

O plantio de soja cobria no período 36% da área estimada de 17,6 milhões de hectares, após um avanço de 11,4 pontos porcentuais na semana. Na comparação com a época correspondente do ano passado, há um atraso de 9 pontos porcentuais. Segundo a bolsa, excessos hídricos impedem o avanço da semeadura da soja de primeira safra no centro de Buenos Aires.

A bolsa disse que 62% da safra de soja apresentava condição boa ou excelente, em comparação a 70% na semana anterior.

Estimativa para o trigo

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou em 1,5 milhão de toneladas sua estimativa para a produção de trigo na Argentina em 2025/26, para 25,5 milhões de toneladas. Caso a expectativa se confirme, a produção superará o recorde estabelecido na temporada 2021/22, de 22,4 milhões de toneladas. O rendimento médio nacional está em 3.590 quilos por hectare, em comparação com 2.990 quilos por hectare na semana anterior.

Segundo a bolsa, a colheita no país avançou 13,6 pontos porcentuais na última semana, para 33,9% da área apta. A bolsa disse também que os danos causados pelas geadas do fim de outubro nas lavouras foram menores do que o previsto, atenuados pelos “altos níveis de umidade”.



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Emater aponta avanço da semeadura de soja no RS, mas algumas regiões precisam replantar



O plantio da soja na safra 2025/26 avançou no Rio Grande do Sul nesta semana, impulsionado pelas condições favoráveis de clima. Segundo a Emater, 60% da área projetada, que soma 6,742 milhões de hectares, já está semeada. Na região de Erechim, aproximadamente 80% das lavouras estão implantadas, e as áreas já estabelecidas apresentam bom desenvolvimento inicial.

O outro lado

Apesar do cenário positivo, há relatos de perdas pontuais em áreas atingidas por granizo. Já na região de Ijuí, o trabalho de implantação está praticamente concluído nas pequenas propriedades, enquanto médios e grandes produtores finalizam os plantios.

Milho

Para o milho, a semeadura também segue acelerada e alcança 85% da área estimada. Do total já implantado, 58% das plantas estão em desenvolvimento vegetativo, 29% em fase de floração e 13% em enchimento de grãos. De acordo com a Emater, a cultura demonstra boas condições de desenvolvimento, com manutenção do potencial produtivo.

Arroz

No caso do arroz, a semeadura chega a 94% da área prevista pelo Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga), equivalente a 920.081 hectares. A operação foi facilitada pela sequência de dias de tempo firme, que permitiu o acesso às áreas antes encharcadas e possibilitou a regularização dos trabalhos de preparo e plantio. As lavouras encontram-se nos estágios de germinação e desenvolvimento vegetativo, com tendência favorável para a continuidade da safra.



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Frio deve persistir até o início do verão


O Brasil deve manter temperaturas abaixo da média na passagem de novembro para dezembro, segundo informações do Meteored. A tendência está associada à fase negativa da Oscilação Antártica, que favorece a entrada recorrente de massas de ar frio no país. “A atuação mais frequente dessas massas promete manter o cenário mais ameno em várias regiões”, informou a plataforma.

O verão meteorológico começa em 1º de dezembro, marcando o início do trimestre climatologicamente mais quente do ano. Apesar disso, o padrão mais frio deve persistir ao menos até a primeira semana do mês. Entre 1º e 24 de novembro, grande parte do território nacional registrou temperaturas entre 1°C e 2°C abaixo da climatologia, com maior destaque para o centro-sul. Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, sul de Minas Gerais e sul da Bahia apresentaram anomalias negativas persistentes.

A previsão mais recente do modelo ECMWF, utilizado pela Meteored, aponta a manutenção desse comportamento entre 1º e 8 de dezembro. As áreas em azul nos mapas de anomalia indicam regiões com temperaturas inferiores à média, enquanto locais em branco representam normalidade e, em vermelho, valores acima do esperado. Para a próxima semana, Brasil Central e faixa norte devem registrar temperaturas entre 1°C e 3°C acima da média, enquanto o centro-sul e parte do leste do país tendem a permanecer mais frios.

A Meteored explicou que o fenômeno está diretamente relacionado à Oscilação Antártica (AAO), principal modo de variabilidade climática do Hemisfério Sul extratropical. “Ela descreve padrões de pressão e ventos que controlam a dinâmica de frentes frias e massas de ar frio que saem do Polo Sul”, explicou a publicação. O fenômeno alterna entre fases positiva e negativa, geralmente em ciclos de dez a quinze dias.

A fase negativa ocorre quando há aquecimento da coluna de ar sobre o Polo Sul, o que enfraquece o vórtice polar. Com isso, os ventos de oeste se reorganizam e se deslocam para latitudes mais baixas, permitindo a chegada mais frequente de frentes frias ao Cone Sul e ao Brasil. “Essa fase deve continuar predominando pelo menos até a primeira semana de dezembro”, informou o Meteored, justificando a manutenção das anomalias negativas justamente na virada do mês e no início do verão meteorológico.

 





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Governo pode recorrer à Justiça contra derrubada de vetos ao Licenciamento Ambiental, diz Marina



A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse que o governo federal considera judicializar a decisão do Congresso Nacional de derrubar 56 dos 63 vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Lei Geral do Licenciamento Ambiental. A declaração foi dada na manhã desta sexta-feira (28) durante participação no programa Bom Dia Ministra, do CanalGov.

Segundo a ministra, todos os órgãos ambientais ficarão sem capacidade de atuação com a derrubada dos vetos, e como não se pode admitir que a população fique completamente desamparada, é fundamental considerar a judicialização.

“Estamos considerando fortemente. Porque é inconstitucional você passar por cima do artigo 225 da Constituição Federal que diz que todos os cidadãos e cidadãs têm direito a um ambiente saudável”

Para a ministra, a recomposição dos artigos da lei que reformulou o licenciamento ambiental é uma verdadeira demolição de regras consolidadas há 50 anos nos estados e quase 40 anos no plano federal.

“Uma consolidação que, ao longo dessas décadas, evitou centenas de milhares de tragédias. Todas as tragédias evitadas não têm como ser contabilizadas. A gente só olha para aquelas que, infelizmente, não foram evitadas”, destaca.

Segundo Marina Silva, a demolição das regras do licenciamento ambiental deixará a sociedade brasileira desprotegida em um contexto de completo desequilíbrio climático, em que é mais necessária a proteção.

“Só para você ter uma ideia, a Licença por Autodeclaração [restabelecida] é o empreendedor dizer que está em conformidade com a lei em casos como os de Mariana e Brumadinho”, explica.

A ministra diz ainda que, nesse caso, a ausência do Estado criando regras e padrões pode gerar um descontrole.

“Quando se tem o Conselho Nacional de Meio Ambiente estabelecendo regras gerais e, a partir daí, os estados e municípios se orientando, você tem um sistema com coerência”, acrescenta.

De acordo com Marina Silva, o discurso de modernidade e desenvolvimento adotado para justificar as mudanças no processo de licenciamento ambiental é para disfarçar tudo o que considera retrocessos e regressões.

“A gente não pode imaginar que as leis ambientais são para atrapalhar o desenvolvimento. Não há desenvolvimento sem clima equilibrado”, conclui.



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Crise no leite: RS perde produtores e crédito não chega a quem mais precisa



O preço do leite segue em queda no Rio Grande do Sul. Em outubro, o valor de referência pago ao produtor ficou em R$ 2,21 por litro, uma redução de 4% em relação ao mês anterior. Em meio à crise e ao forte endividamento no campo, o governo gaúcho lançou um programa de subvenção financeira para apoiar agricultores familiares da cadeia leiteira. No entanto, produtores afirmam que o acesso ao crédito continua sendo um dos principais obstáculos.

Bônus Mais Leite

O programa Bônus Mais Leite tem como objetivo qualificar e fortalecer a produção de leite dentro da agricultura familiar. O governo vai destinar R$ 10 milhões em subvenções para operações contratadas pelo Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).

Podem participar produtores que:

  • vendem leite cru para indústrias, cooperativas ou queijarias;
  • possuem agroindústria própria legalizada;
  • têm o CAF (Cadastro Nacional da Agricultura Familiar) ativo.

Segundo Jonas Wesz, chefe da divisão de sistemas produtivos da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR/RS), o processo envolve assistência técnica, enquadramento prévio e contratação bancária.

“O programa funciona para novos financiamentos. O produtor elabora o projeto de crédito com assistência técnica pública ou privada, solicita o enquadramento pela secretaria e, após a aprovação, segue para o banco para contratar o Pronaf normalmente”, explica Wesz.

Cada unidade familiar poderá contratar uma operação de custeio e uma de investimento por CAF.

Como funcionam os bônus

Custeio

Bônus: 25% do valor financiado

Limite de subvenção: até R$ 5.000

Itens financiáveis: produção de alimentos para animais, compra de insumos, ração e sanidade animal.

Investimento

Bônus: 25% do valor financiado

Limite de subvenção: até R$ 25.000

Itens financiáveis: irrigação, armazenagem de água, manejo de solo, máquinas, sala de ordenha e equipamentos.

Endividamento trava acesso a crédito

Apesar do incentivo, muitos produtores relatam que não conseguem acessar o plano safra por causa do alto nível de endividamento, o que, por consequência, também limita a entrada no Bônus Mais Leite.

“Cada mês temos baixa. Não temos um valor mínimo que regula. Os investimentos estão ali, mas a gente não consegue pagar. E ainda tem as importações de leite que vêm de fora”, afirma o produtor Carlos Prediger.

“Tentamos manter a atividade, mas é difícil. Altos investimentos, pouco retorno. É uma cadeia que não é valorizada”, diz Jean Prediger.

Êxodo de produtores preocupa o RS

O Rio Grande do Sul vive uma das maiores crises da história da cadeia leiteira. Em dez anos, o número de produtores caiu de 84 mil para apenas 28 mil, segundo dados do setor. Entre os motivos estão:

  • custo elevado de produção;
  • preço baixo pago pelo litro;
  • aumento das importações;
  • forte endividamento;
  • falta de previsibilidade de renda.

A meta do governo estadual é que o programa alcance pelo menos 2.800 produtores.



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