terça-feira, março 10, 2026

Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Soja avança, mas excesso de chuva afeta ritmo no RS



Emater projeta 6,7 milhões de hectares de soja no Rio Grande do Sul



Foto: Canva

A semeadura da soja no Rio Grande do Sul atingiu 93% da área projetada, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1). O avanço dos trabalhos foi desacelerado nas últimas semanas em razão da recorrência de precipitações volumosas e dos curtos períodos de tempo seco, que dificultaram a redução adequada da umidade do solo para a operação das semeadoras. Conforme o levantamento, “houve uma desaceleração significativa no período em função da recorrência de precipitações volumosas e dos curtos intervalos de tempo seco”.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a maior parte das lavouras está em fase de desenvolvimento vegetativo, correspondendo a 93% das áreas cultivadas, enquanto 7% dos cultivos mais precoces já iniciaram o florescimento. As áreas implantadas no início da janela de plantio apresentam bom desenvolvimento em função da disponibilidade hídrica, das temperaturas elevadas e da radiação solar registrada no período. O informativo aponta que “as melhores lavouras estão implantadas em solos bem estruturados, com maior teor de matéria orgânica e cobertura vegetal adequada”.

Por outro lado, em áreas com solos mais compactados ou com menor cobertura, foram observadas ocorrências de erosão laminar e em sulcos, especialmente em lavouras em fase de emergência. Também houve registros de desuniformidade na emergência, falhas de estande e necessidade pontual de replantio em semeaduras realizadas sob condições menos favoráveis de umidade, sobretudo após períodos de déficit hídrico seguidos por chuvas intensas.

O documento destaca ainda que, em algumas regiões, especialmente no Noroeste do Estado, os acumulados pluviométricos de dezembro superaram a média histórica. A situação resultou em danos à infraestrutura rural, com prejuízos em estradas vicinais, alagamentos pontuais em lavouras situadas em áreas ribeirinhas e de relevo mais baixo, além de erosão mais acentuada em coxilhas mal conservadas.

Quanto ao aspecto fitossanitário, a incidência de pragas e doenças permanece baixa. No entanto, o manejo tem sido condicionado pela elevada umidade do ambiente, levando parte dos produtores à adoção de aplicações preventivas de fungicidas. Para a safra 2025/2026, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 6.742.236 hectares de soja no Rio Grande do Sul, com produtividade média estimada em 3.180 quilos por hectare.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Florescimento da soja é etapa decisiva para uma boa colheita


O florescimento da soja marca uma das fases mais estratégicas do ciclo da cultura, pois é nesse período que se define grande parte dos componentes de produtividade. Aspectos fisiológicos, ambientais e de manejo atuam de forma integrada e podem favorecer ou limitar o pegamento de flores e a formação de vagens, refletindo no rendimento final da lavoura.

Entre os principais fatores que influenciam o florescimento estão o fotoperíodo, a temperatura, a disponibilidade hídrica e a nutrição da planta. Fotoperíodo e temperatura atuam conjuntamente sobre o desenvolvimento da soja, sendo que cada cultivar apresenta exigências específicas de soma térmica para completar seu ciclo. Já o déficit hídrico reduz a divisão e o alongamento celular, diminui a área foliar e o porte das plantas, resultando em menor formação de nós. Como consequência, ocorre redução no número de flores, vagens e grãos, afetando diretamente os componentes de produção.

A nutrição equilibrada também é determinante nessa fase. Todos os macro e micronutrientes são importantes, mas alguns se destacam durante o florescimento da soja, como fósforo, potássio, cálcio, boro, magnésio, cobalto e molibdênio. Esses nutrientes estão diretamente ligados à formação das flores, à polinização, ao transporte de carboidratos, à nodulação e ao enchimento de grãos. Deficiências nutricionais, especialmente de cálcio e boro, podem provocar baixa formação de flores e vagens.

Segundo o especialista Roni Guareschi, representante comercial da Conceito Agrícola, além dos fatores abióticos, questões de manejo também interferem no florescimento e, por isso, requerem planejamento e correta execução das práticas agrícolas neste momento. “As análises de solo e foliar permitem identificar e corrigir desequilíbrios nutricionais que comprometem o desenvolvimento da planta e aumentam o risco de abortamento. A escolha de sementes de alta qualidade, de variedades adaptadas à região, o respeito à janela de plantio e um manejo eficiente de pragas e doenças são fundamentais para garantir um florescimento uniforme e dentro do potencial de cada cultivar”, afirma.

Florescimento e o início do verão

A qualidade da semente utilizada na implantação da lavoura exerce forte influência no florescimento. Sementes com alto vigor, boa germinação e sanidade favorecem um estabelecimento mais rápido e uniforme, com sistema radicular mais desenvolvido e maior eficiência na absorção de água e nutrientes, resultando em maior número de flores, vagens e grãos.

Nesse contexto, o suporte técnico especializado contribui para decisões mais assertivas ao longo do ciclo. “Além de auxiliar na escolha da variedade mais adequada para cada região e condição climática, o time de campo da Conceito Agrícola orienta o produtor durante toda a safra com análises de solo e foliar e na seleção correta dos insumos para promover estandes mais uniformes e maior segurança na floração e formação de vagens”, destaca Guareschi.

Com a lavoura em fase reprodutiva e sob condições típicas do início do verão, o produtor deve ter ainda mais atenção ao manejo. “Monitorar a nodulação da soja, acompanhar pragas e doenças de forma contínua e adotar estratégias para estimular o máximo potencial fisiológico da planta são cuidados essenciais para minimizar os efeitos dos estresses abióticos e preservar o desempenho da cultura”, conclui

 

 





Source link

News

Brasil bate recorde histórico na liberação de bioinsumos


bioinsumos
Foto: Freepik

O Brasil consolidou em 2025 a liderança global no desenvolvimento e na adoção de bioinsumos, um dos pilares da agricultura sustentável. O ano terminou com recorde histórico na liberação de produtos biológicos. Ao todo, foram concedidos 912 registros no país, sendo 162 classificados como bioinsumos.

De acordo com o diretor de defensivos químicos da CropLife Brasil, Arthur Gomes, o crescimento dos biológicos não deve ser interpretado como uma competição direta com os defensivos químicos tradicionais.

“É muito comum a gente ouvir falar em competição, mas eu acho que esse termo dificilmente se aplica ao setor produtivo. Quando a gente fala sobre tecnologias e produção agrícola, geralmente falamos sobre integração, sobre oportunidades”, explica.

Apesar do avanço nos registros, o setor ainda enfrenta desafios regulatórios. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), parte das liberações realizadas em 2025 só ocorreu após ações judiciais movidas por empresas, em razão de atrasos em processos antigos.

A nova lei e as mudanças na organização das filas de análise são vistas como avanços, mas ainda insuficientes. “Há expectativa de melhora, mas o sistema depende de regulamentação complementar e de maior coordenação entre os órgãos envolvidos. Hoje, o prazo legal gira em torno de dois anos, e isso raramente é cumprido”, afirma Gomes.

Segundo dados do governo, em 2024, mais da metade das marcas de defensivos químicos registradas não chegou a ser comercializada. De acordo com Gomes, isso não gera impacto direto para a produção agrícola, já que os ingredientes ativos de referência continuam disponíveis no mercado.

O registro, explica Gomes, é apenas uma etapa de um planejamento mais amplo, que envolve decisões logísticas, comerciais e o momento adequado de lançamento.

Expectativa para os próximos anos

Para Gomes, a expectativa do setor é de continuidade da inovação, mesmo diante de um cenário econômico e geopolítico desafiador. A CropLife aposta em novas tecnologias, especialmente para o controle de pragas e o aumento da eficiência produtiva, e espera maior agilidade do governo na análise e aprovação dessas soluções.

O post Brasil bate recorde histórico na liberação de bioinsumos apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil registra recorde de bioinsumos em 2025


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou o balanço anual dos registros de agrotóxicos e afins concedidos ao longo de 2025, com dados consolidados no Ato nº 63 da Coordenação-Geral de Agrotóxicos e Afins, publicado no Diário Oficial da União. O levantamento aponta um recorde histórico na liberação de produtos biológicos e destaca avanços na modernização do marco regulatório do setor.

De acordo com o Mapa, ao longo de 2025 foram concedidos registros para um ingrediente ativo de origem química inédito, além de 101 produtos equivalentes ou genéricos e 15 produtos classificados como bioinsumos. No total, o país encerrou o ano com 912 registros concedidos, dos quais 323 correspondem a produtos técnicos destinados exclusivamente ao uso industrial, sem comercialização direta ao agricultor. O destaque ficou para os bioinsumos, que somaram 162 registros, o maior número já registrado no Brasil, incluindo produtos formulados biológicos, microbiológicos, bioquímicos, extratos vegetais, reguladores de crescimento e semioquímicos, inclusive para uso na agricultura orgânica.

O balanço também registra a liberação de seis novos produtos técnicos inéditos e de 19 produtos formulados à base de ingredientes ativos novos, ampliando o portfólio fitossanitário disponível no país. Segundo o próprio texto, “a introdução de ingredientes ativos novos no mercado brasileiro representa um avanço estratégico para o fortalecimento da defesa fitossanitária e da competitividade agrícola”, ao ampliar os modos de ação disponíveis, fortalecer o manejo integrado de pragas e doenças e reduzir riscos de resistência.

Em 2025, foram incorporados ao mercado brasileiro os ingredientes ativos Ipflufenoquina, Fluoxastrobina, Fluazaindolizine, Isopirazam, Fenpropidin e Ciclobutrifluram. A inclusão dessas moléculas, conforme o documento, contribui para maior eficiência no controle fitossanitário, estimula a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico e reforça a posição do agronegócio brasileiro no cenário internacional.

O Mapa informa que, do total de registros concedidos, predominaram os produtos equivalentes, cujo objetivo é ampliar a concorrência, assegurar o abastecimento e reduzir custos ao produtor rural. O ministério destaca ainda que parte relevante das liberações decorre de determinações judiciais relacionadas ao não cumprimento de prazos legais, incluindo processos protocolados originalmente em 2015 e 2016.

No campo regulatório, o órgão editou o Ato nº 62, de 22 de dezembro de 2025, com o objetivo de aumentar a transparência, a previsibilidade e a eficiência da análise. A norma uniformiza e centraliza o protocolo, a distribuição e a tramitação dos pedidos de registro e pós-registro. Desde 15 de setembro de 2025, todos os novos pleitos passaram a ser protocolados exclusivamente pelo Sistema Eletrônico de Informações do Mapa. O texto ressalta que “processos distribuídos antes dessa data mantêm seus fluxos originais, preservando a segurança jurídica”, e esclarece que a distribuição não substitui o pagamento das taxas de avaliação devidas a cada órgão competente.

O ministério também esclarece que o número de registros concedidos não está diretamente relacionado ao volume de defensivos aplicados no campo. Segundo o Mapa, “a demanda pelo uso desses insumos depende de fatores técnicos, como área cultivada, pressão de pragas, condições climáticas e sistemas de manejo”. Dados nacionais citados no balanço indicam que, em 2024, 58,6% das marcas comerciais de agrotóxicos químicos registradas e 13,6% dos ingredientes ativos não chegaram a ser comercializados.

O processo de registro de agrotóxicos no Brasil, conforme reforça o texto, é rigoroso e tripartite, envolvendo análises técnicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, do Ibama e do próprio Mapa. O registro final é concedido apenas após parecer favorável dos três órgãos, em conformidade com a legislação vigente. Em 2025, o Mapa também intensificou as ações de fiscalização e controle, com chamamentos públicos para atualização documental e revisão técnica de produtos. Foram publicados avisos envolvendo ingredientes ativos como Glifosato, 2,4-D, Glufosinato, Atrazina, Clofenapir, Acefato, Metomil e Epoxiconazol. Como resultado inicial dessas ações, o Ato nº 61, de 22 de dezembro de 2025, determinou a suspensão cautelar dos registros de 34 produtos agrotóxicos. No mesmo período, ações de fiscalização executadas pelo ministério resultaram na apreensão de 1.946 litros de agrotóxicos ilegais.

As iniciativas integram a agenda de aprimoramento regulatório iniciada com a Lei nº 14.785/2023. O Mapa informa que segue coordenando, em conjunto com a Anvisa e o Ibama, a implementação do Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica, previsto para lançamento em 2026.





Source link

News

Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026


exportações empresas tarifaço

O Brasil deve terminar 2026 com superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões em 2026. As estimativas foram divulgadas nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a previsão indica um resultado superior ao registrado em 2025, quando a balança comercial brasileira fechou com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões.

Apesar do superávit elevado, o resultado do ano passado representou uma queda de 7,9% em relação a 2024, quando o saldo foi de US$ 74,2 bilhões.

Para 2026, o Mdic estima exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. As importações devem variar de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões. Com isso, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) pode alcançar entre US$ 610 bilhões e US$ 670 bilhões.

Acima das expectativas

O superávit de 2025 ficou acima das expectativas do mercado, que projetavam cerca de US$ 65 bilhões, e é considerado o terceiro melhor resultado da série histórica, atrás apenas dos saldos registrados em 2023 e 2024.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril.

O post Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Mercado do boi gordo volta a apresentar alta; veja as cotações


boi gordo preço em alta
Imagem gerada por IA

O mercado físico brasileiro do boi gordo volta a se deparar com o registro de alguns negócios acima da referência média.

De acordo com o consultor de Safras & Mercado, esse movimento é consequência do atual posicionamento das escalas de abate, exigindo uma postura mais agressiva por parte dos frigoríficos na compra de gado, em especial os de menor porte.

“O mercado não reúne condições para movimentos mais consistentes de alta no curtíssimo prazo. Haveria necessidade de um fato novo para justificar altas mais expressivas. A oferta de animais terminados a pasto segue restrita, situação que tende a mudar apenas no final do trimestre”, comenta.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 320,77 — ontem: R$ 321,00
  • Goiás: R$ 314,46 — R$ 312,86
  • Minas Gerais: R$ 315,29 — R$ 314,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 312,84 — R$ 312,50
  • Mato Grosso: R$ 301,53 — R$ 300,70

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com manutenção dos preços no decorrer da semana.

Segundo Iglesias, vale destacar que após o período de festividades o que se aguarda é a retração dos cortes de maior valor agregado (traseiro bovino), diante de um perfil de consumo que prioriza produtos mais acessíveis, a exemplo dos cortes do dianteiro bovino, carne de frango, ovos e embutidos em geral.

  • Quarto dianteiro: ainda está precificado a R$ 17,85 por quilo;
  • Quarto traseiro: segue cotado a R$ 25,40 por quilo;
  • Ponta de agulha: permanece no patamar de R$ 17,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,43%, sendo negociado a R$ 5,3808 para venda e a R$ 5,3788 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3627 e a máxima de R$ 5,4177.

O post Mercado do boi gordo volta a apresentar alta; veja as cotações apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Clima extremo gera R$ 180 bi em perdas e agronegócio concentra 50% dos danos


calor e incêndios
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

As mudanças climáticas têm provocado prejuízos cada vez maiores no campo, no Brasil e no mundo. Levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que o número de secas, enchentes e outros eventos climáticos extremos no Brasil saltou de 639 para 6.772 entre 2003 e 2023, um aumento de 960%.

De acordo com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), entre 2022 e 2024, os prejuízos causados por eventos climáticos no país somaram R$ 180 bilhões. Desse total, cerca de 50% ficaram concentrados no agronegócio.

Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, a tendência é de agravamento desse cenário nos próximos anos. “Esses números não só podem continuar crescendo, como podem piorar”, alerta.

Segundo Müller, em 2025, as ondas de calor foram responsáveis pelos eventos mais letais no mundo. Na Europa, entre abril e junho, estimativas de serviços meteorológicos indicam entre 17 mil e 20 mil mortes associadas direta ou indiretamente ao calor extremo.

Países como Turquia registraram temperaturas de até 50,5 °C, enquanto Portugal, Espanha e Itália alcançaram máximas próximas de 46 °C. “Isso deve ocorrer com mais frequência nos próximos anos, porque quando essas ondas de calor vem, elas vêm com mais intensidade”, explica Müller.

De acordo com Müller, o aquecimento dos oceanos contribui para a intensificação desses fenômenos. Mesmo com a atuação do fenômeno La Niña, que trouxe algum alívio à América do Sul, não foi possível evitar ondas de calor registradas semanas atrás.

Müller destaca que eventos atípicos, como a atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) fora de sua área habitual, são reflexo de um efeito em cadeia no sistema climático. “Nunca é só um motivo. Vai continuar mais quente e a Terra vai continuar buscando o equilíbrio e ele vem na forma de extremos”, afirma.

O que esperar para o futuro

Projeções do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) indicam que o planeta dificilmente conseguirá limitar o aquecimento a 1,5 °C. O cenário mais provável aponta para uma anomalia de até 3 °C até o fim do século, podendo chegar a 4 °C sem avanços em transição energética e sustentabilidade.

Dados da Organização Meteorológica Mundial apontam que nos próximos quatro anos, há 80% de chance de ter um ano tão quente quanto 2024. Segundo o meteorologista, temperaturas do ar acima de 43 °C podem elevar a temperatura do solo para até 60 °C, comprometendo o desenvolvimento de culturas como a soja.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

O post Clima extremo gera R$ 180 bi em perdas e agronegócio concentra 50% dos danos apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Monitoramento da cerca elétrica garante segurança do rebanho; saiba por quê


Monitor digital de cerca elétrica. Foto: Divulgação/Tru-Test Datamars
Monitor digital de cerca elétrica. Foto: Divulgação/Tru-Test Datamars

Na pecuária moderna, o monitoramento da cerca elétrica é essencial para evitar a perda de pasto ou gado, como destacou o médico-veterinário Ernesto Coser no programa Giro do Boi. Essa prática pode fazer a diferença no controle do rebanho, na redução da manutenção e na segurança das propriedades rurais.

Com tecnologias cada vez mais acessíveis, os pecuaristas podem antecipar problemas e garantir que o choque esteja funcionando continuamente. Coser explica que monitorar a voltagem da cerca elétrica evita surpresas desagradáveis, como a ausência de choque, que pode resultar em gado quebrando cercas e invadindo lavouras, comprometendo o manejo planejado e cronogramas de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF).

Confira:

Importância do monitoramento

O especialista sugere soluções simples, como instalar o eletrificador próximo às áreas de trabalho e fazer o perímetro da cerca “voltar ao ponto de origem”, o que facilita o acompanhamento. “Assim, o produtor não precisa ir até o fim da fazenda pra medir o choque”, afirma.

Com visores digitais, é possível verificar diariamente se a voltagem está adequada. Caso algo esteja errado, o controle remoto com indicador de falhas aponta onde está o problema, permitindo correções rápidas, sem a necessidade de idas constantes à sede da propriedade.

Inovações tecnológicas

A inovação vai além com eletrificadores que possuem Wi-Fi integrado a aplicativos de celular. Essas ferramentas otimizam o trabalho da equipe e evitam prejuízos silenciosos.

A leitura pontual e setorizada da voltagem, possibilitada por sistemas como o Fency Monitoring, permite que o produtor instale sensores ao longo da propriedade, criando uma rede inteligente que informa sobre a condição das cercas.

Esses dados ajudam o pecuarista a identificar tendências, reforçar pontos fracos e ajustar o sistema, aumentando a segurança e a eficiência no manejo do pasto. Com um sistema de monitoramento adequado, o produtor passa a confiar mais no choque, o que possibilita cercas mais leves, com menos fios e postes, resultando em economia e maior aproveitamento das áreas. “Quem domina a cerca elétrica tá proibido de perder pasto”, ressalta Coser.

Investir em potência e monitoramento é visto como uma estratégia para aumentar a produtividade com controle e tranquilidade, segundo o especialista.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

O post Monitoramento da cerca elétrica garante segurança do rebanho; saiba por quê apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Produtor ‘fora do jogo’: saiba os preços de soja em dia de negócios pontuais


O mercado brasileiro de soja teve um dia de negociações lentas, marcado por ofertas majoritariamente nominais e ausência de fechamento de negócios. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações seguem em processo de ajuste gradual para a safra 2026, sem estímulos que favoreçam a retomada das vendas.

Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

De acordo com o analista, nesta terça-feira (6), o produtor continua fora do mercado, já que os preços indicados a partir de fevereiro permanecem bem abaixo das pedidas. Ele destaca que não há movimentos favoráveis, apenas ajustes pontuais ao longo do dia, mantendo o mercado travado.

No ambiente externo, o dólar registrou queda, enquanto a soja negociada na Bolsa de Chicago perdeu força ao longo da tarde. Os prêmios tiveram apenas leve alta, sem impacto relevante sobre as cotações. No geral, o cenário segue de preços fracos, sem registro de movimentos consistentes.

Para as próximas semanas, a expectativa é de que a atenção do produtor se volte cada vez mais para o avanço da colheita, fator que tende a influenciar diretamente a dinâmica de comercialização no mercado físico.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 133,00 para R$ 128,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 113,00 para R$ 116,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 116,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 116,00 para R$ 115,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 132,00 para R$135,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 137,00

Contratos futuros de soja

No mercado internacional, os contratos futuros da soja encerraram o pregão em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado não sustentou os ganhos iniciais, mesmo diante de relatos de novas compras chinesas de soja norte-americana. A ampla oferta global, a queda do petróleo e a valorização do dólar frente a outras moedas pressionaram as cotações no final da sessão.

A Sinograin, estatal chinesa responsável pelos estoques estratégicos, adquiriu cerca de 600 mil toneladas de soja dos Estados Unidos, com embarques previstos entre março e maio. Além disso, exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 336 mil toneladas de soja à China para a temporada 2025/26.

No comércio exterior brasileiro, as exportações de soja em grão somaram US$ 1,498 bilhão em dezembro, considerando 22 dias úteis. O volume embarcado alcançou 3,383 milhões de toneladas, com preço médio de US$ 442,80 por tonelada.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em queda, refletindo ajustes no mercado financeiro e contribuindo para o cenário de pressão sobre as cotações da soja no mercado interno.

O post Produtor ‘fora do jogo’: saiba os preços de soja em dia de negócios pontuais apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link