terça-feira, março 10, 2026

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Mercados agrícolas abrem o dia com ajustes mistos



No mercado do trigo, os contratos negociados na Bolsa de Chicago operam em leve alta


No mercado do trigo, os contratos negociados na Bolsa de Chicago operam em leve alta
No mercado do trigo, os contratos negociados na Bolsa de Chicago operam em leve alta – Foto: Canva

Os mercados agrícolas iniciaram o dia com movimentos mistos, refletindo a combinação entre fatores climáticos, geopolíticos e ajustes técnicos dos investidores nas principais bolsas internacionais. Levantamento da TF Agroeconômica mostra que trigo, soja e milho seguem reagindo a um ambiente de incertezas externas e expectativas em relação aos próximos relatórios oficiais.

No mercado do trigo, os contratos negociados na Bolsa de Chicago operam em leve alta, com as cotações se mantendo próximas das máximas do dia, o que indica pressão positiva no curto prazo. A formação dos preços tem sido fortemente influenciada pelo cenário geopolítico, especialmente pela falta de avanços nos planos de paz na região do Mar Negro e pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Rússia, agora ampliadas pelo envolvimento americano na Venezuela. Somam-se a esse quadro as preocupações climáticas, com déficit de umidade nas áreas de trigo de inverno nos Estados Unidos e uma onda de frio atingindo regiões produtoras da Rússia. No mercado físico brasileiro, os preços apresentam pequenas quedas tanto no Paraná quanto no Rio Grande do Sul.

A soja iniciou o pregão em baixa na Bolsa de Chicago, pressionada pela realização de lucros após as altas recentes. O farelo e o óleo também recuam levemente, depois de ganhos expressivos na sessão anterior. O mercado segue atento ao desenvolvimento da safra sul-americana e às condições climáticas nas principais regiões produtoras. A demanda chinesa continua atuante nos Estados Unidos, embora existam dúvidas sobre sua intensidade com a entrada da nova safra brasileira. O reposicionamento de investidores no início do ano, a expectativa em torno do próximo relatório de oferta e demanda do USDA e os desdobramentos geopolíticos mantêm a volatilidade elevada. A recuperação dos preços do petróleo contribui para esse ambiente instável.

No milho, as cotações em Chicago registram leve recuo, com fundos realizando parte dos ganhos da semana e produtores intensificando as vendas. As quedas, no entanto, encontram suporte nas exportações firmes dos Estados Unidos e na possibilidade de revisão para baixo dos estoques finais no próximo relatório do USDA. No mercado interno, os preços seguem com ajustes moderados.

 





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Tecnologia no preparo do solo reduz custos e aumenta eficiência



As áreas mais compactadas demandaram maior intensidade


As áreas mais compactadas demandaram maior intensidade
As áreas mais compactadas demandaram maior intensidade – Foto: Nadia Borges

O preparo do solo com profundidade variável tem ganhado espaço como alternativa para elevar a eficiência operacional e reduzir custos no campo, especialmente em um momento de decisões estratégicas para a safra de verão. Com o avanço do plantio das principais culturas e a pressão por produtividade, o manejo preciso passa a ser um diferencial para a sustentabilidade econômica e agronômica das lavouras.

Um estudo de campo conduzido pela Valtra global, em parceria com a Väderstad e a equipe agronômica da AGCO, demonstrou que a aplicação de taxa variável no preparo do solo, aliada ao uso de maquinário conectado, gera ganhos relevantes. A pesquisa foi realizada na Dinamarca, em uma área de 50 hectares com solos de diferentes características, utilizando um trator da Série Q equipado com tecnologias de automação que ajustaram, em tempo real, a profundidade e a intensidade do preparo conforme mapas de compactação.

Os resultados indicaram que áreas mais compactadas demandaram maior intensidade de cultivo para alcançar o potencial produtivo, enquanto solos mais leves mantiveram desempenho satisfatório com menor intervenção. Essa adequação resultou em economia superior a cinco litros de combustível por hectare quando a intensidade foi reduzida, além de um aumento operacional de mais de um hectare por hora. O manejo também contribuiu para a preservação da estrutura do solo, favorecendo a produtividade no longo prazo.

A avaliação do estudo aponta que a adoção desse tipo de tecnologia pode funcionar como uma proteção diante de desafios climáticos e de janelas curtas de plantio, permitindo que o operador concentre esforços na qualidade da operação enquanto o sistema realiza os ajustes necessários. No contexto da safra de verão, o uso da agricultura de precisão surge como ferramenta para combinar eficiência, rentabilidade e conservação do solo.

 





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Brasil amplia venda à China em 2025; com salvaguarda, 2026 deve ser desafiador


As exportações brasileiras de carne bovina renovaram o recorde em 2025. O mercado chinês foi novamente o maior destino da carne, cenário que, ressalta-se, coloca uma “pressão” sobre a cadeia nacional neste ano que se inicia. Segundo pesquisadores do Cepea, além de a produção brasileira operar em patamar recorde, a imposição da China de medidas de proteção comercial por meio de tarifas e de cotas sobre produtos importados, como a carne – as “salvaguardas” –, gera uma necessidade de o setor pecuário nacional ampliar as alternativas de escoamento do produto, seja no mercado externo, seja no interno.

Dado da Secex mostram que, especificamente à China, foram exportadas 1,648 milhão de toneladas em 2025, um recorde, 24,6% acima do volume escoado ao mercado chinês em 2024 e representando 48% do total enviado pelo Brasil ao exterior. Com as salvaguardas, o Brasil terá uma cota de 1,106 mil toneladas a serem enviadas à China em 2026, com uma taxa de 55% sobre o que ultrapassar esse volume. Tomando-se como base o ano de 2025, esse volume seria alcançado entre os meses de agosto e setembro.

A média de volume embarcado à China nos últimos quatro meses de 2025 foi de 175 mil toneladas. Pesquisadores do Cepea apontam que, caso esse ritmo seja mantido, as exportações atingiriam a cota já entre junho e julho de 2026. Quanto ao preço, em 2025, a média geral da carne exportada ficou 15,42% acima da de 2024, a US$ 5,15 por quilo, ainda conforme dados da Secex.

A China, por sua vez, pagou, em média, US$ 5,29/kg pela carne brasileira, 17,24% a mais que em 2024, sendo 2025 o segundo melhor ano, atrás apenas de 2022, quando a média esteve em US$ 6,41/kg. Caso os embarques brasileiros à China em 2026 atinjam a cota, haverá um valor adicional de 55% sobre o valor da carne embarcada, o que levaria o produto à média de US$ 8,2/kg (tendo-se como base a média de 2025), patamar nunca antes pago pelos chineses e nem mesmo por países europeus.





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Preços estáveis e exportação recorde em 2025



Exportação de carne suína cresce em 2025 e preços seguem estáveis em janeiro


Foto: Pixabay

As cotações do suíno vivo registram estabilidade neste começo de ano. Na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo posto na indústria foi negociado a R$ 8,87/kg na terça-feira, 6, com ligeira queda de 0,3% em relação ao encerramento de 2025. No front externo, o Brasil encerrou 2025 com novos recordes no volume e na receita com as exportações de carne suína.

Em dezembro, inclusive, a quantidade escoada foi a maior para o mês e a quarta maior de toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997, evidenciando, segundo apontam pesquisadores do Cepea, uma aceleração da demanda internacional pela carne brasileira no período. De janeiro a dezembro de 2025, foram embarcadas 1,5 milhão de toneladas de carne, o maior volume escoado pelo Brasil em um ano, com crescimento de 11,6% frente ao de 2024 – dados da Secex. Em dezembro, foram exportadas 136,1 mil toneladas, quantidade 29,4% acima da registrada em novembro/25 e 26,2% maior que a de dezembro/25. 

Com a intensificação nas vendas, a receita do setor também atingiu recorde em 2025. No total do ano, foram obtidos cerca de R$ 3,6 bilhões, 19% a mais que no ano anterior e o maior valor da série histórica da Secex. Em dezembro, o valor obtido com as vendas externas foi de R$ 322 milhões, fortes altas de 30% na comparação mensal e de 25% na anual. 





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Presidente da França escolhe votos, não comércio


Macron , presidente da França
Foto: Instagram/reprodução

O posicionamento do presidente francês Emmanuel Macron contra o acordo entre a União Europeia e o Mercosul vai muito além de argumentos técnicos ou ambientais. A análise do contexto interno da França torna a conclusão inevitável: trata-se muito mais de uma escolha política e eleitoral do que de uma decisão comercial.

A França vive um momento de forte desgaste social, com protestos recorrentes, pressão do setor agrícola e queda de apoio ao governo. Diante da dificuldade de competir em um mercado global cada vez mais eficiente e tecnológico, o caminho adotado não foi enfrentar problemas estruturais de produtividade e custos, mas erguer barreiras e buscar culpados externos. Nesse cenário, o acordo UE-Mercosul tornou-se o alvo ideal.

Ambientalismo seletivo como barreira comercial

O discurso ambiental, embora legítimo, perde credibilidade quando usado de forma seletiva. Países que devastaram grande parte de seus territórios ao longo da história agora se colocam como fiscais da produção agrícola tropical, ignorando avanços tecnológicos e práticas sustentáveis já incorporadas por produtores sul-americanos.

Não se trata de negar desafios ambientais, mas de separar preocupação real de protecionismo travestido de virtude.

O acordo nunca foi um favor ao Brasil. Ele nasce da complementaridade entre economias: a Europa amplia mercados para seus produtos industriais; o Mercosul fortalece sua presença em alimentos, energia e commodities. E, do ponto de vista institucional, o processo não depende exclusivamente da França para avançar, o que reforça o caráter político do veto.

Firmeza é a resposta do Brasil

Ao ceder à pressão interna, Macron não fortalece a França. Apenas adia ajustes inevitáveis e empurra parceiros estratégicos para outros mercados. Para o Brasil, o episódio exige firmeza, previsibilidade e defesa da soberania comercial. O agro brasileiro seguirá produzindo e exportando.

Se a França não quiser competir, negociar e respeitar acordos internacionais, talvez o problema não esteja no Mercosul. O comércio global não é para quem tem medo da concorrência. Quem escolhe se fechar descobre, mais cedo ou mais tarde, que o protecionismo não alimenta economias, apenas discursos.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Coberta de gelo e alvo de Trump: tem agricultura na Groenlândia?


Groenlândia
Foto: Pixabay

A Groenlândia tem ganhado os holofotes do mundo nos últimos anos por conta das ambições do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a ilha, considerada a maior do mundo.

Além de ser rica em minerais críticos, matéria-prima para a eletrificação de veículos e máquinas, a Casa Branca a considera estratégica para as ambições militares norte-americanas.

Habitada por cerca de 57 mil pessoas, aproximadamente 80% da Groenlândia é coberta por uma espessa camada de gelo, que ainda resiste mesmo com o aquecimento dos oceanos derivado das mudanças climáticas.

Algo que poucos se dão conta é que, mesmo em um ambiente de temperaturas tão baixas (variam de -35°C a, no máximo, 15°C) e terreno tão impróprio, há, sim, produção agrícola —ou, melhor dizendo, agropecuária — na ilha.

Contudo, basicamente só se cultiva e se criam animais no sul do território. Por lá, o carro-chefe é a pecuária de ovinos, com produção de forragem para o inverno. As plantações mais relevantes são de batata e nabo, além de repolho e outras hortaliças.

Além disso, também há registros de produção de cevada em pequena escala e de cultivos protegidos, como morangos em estufa. Tais culturas são possíveis porque o sul da Groenlândia tem verões mais longos, com menor quantidade de dias com termômetros no negativo.

Desafios à produção

A Groenlândia tem área “livre de gelo” relativamente restrita. Assim, os solos agrícolas são limitados, o que concentra a produção em poucas regiões aptas.

Além disso, a expansão da produção depende de infraestrutura, como armazenagem, energia, transporte, cadeia de suprimentos. Somado a isso, os custos de operação são elevados por conta do ambiente ártico, o que reduz competitividade.

Ambientalistas ainda reforçam que expandir agricultura em regiões tão frias pode gerar perdas de carbono do solo e impactos sobre biodiversidade, exigindo planejamento e salvaguardas.

Para a Groenlândia, o Brasil exporta basicamente produtos florestais, como madeira serrada e cortadas em folha. Em 2024, por exemplo, foram embarcadas 24,2 toneladas desses itens ao território, queda de 65% ante 2023.

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Governo anuncia R$ 10 bilhões em crédito para compra de caminhões


caminhões
Foto: Rosena Rosa/ Agência Brasil

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, lançou nesta quinta-feira (8) o programa Move Brasil, que vai oferecer financiamento com taxas de juros mais baixas para empresas de transporte rodoviário de carga, cooperativas e caminhoneiros autônomos.

O estímulo à renovação da frota deverá atender a critérios de sustentabilidade dos veículos e conteúdo local.

De acordo com o governo, o programa disponibilizará R$ 10 bilhões de crédito, entre recursos do Tesouro Nacional (R$ 6 bilhões) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operar todas as linhas de crédito do Move Brasil. Desse total, R$ 1 bilhão é reservado exclusivamente a caminhoneiros autônomos e cooperados.

Em dezembro, o governo já havia publicado Medida Provisória (MP) que autoriza a destinação de recursos para as linhas de crédito de renovação da frota de caminhões. Por portaria, o MDIC definiu os critérios de conteúdo local, sustentabilidade e reciclagem para concessão dos financiamentos.

Já o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu as condições financeiras das operações, incluindo juros, prazos e carência, com vantagens especiais a quem entregar veículo antigo para desmonte.

“Isso é importante para o meio ambiente, para saúde pública e para a economia, porque retira de circulação veículos antigos que poluem mais, coloca nas rodovias veículos novos e mais seguros e ajuda a segurar emprego e estimular a indústria e o comércio nacional”, afirmou Alckmin durante visita a uma concessionária de caminhões, em Brasília.

O vice-presidente estava acompanhado do presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes.

Sem impacto fiscal

De acordo com o Ministério da Fazenda, a medida não terá impacto fiscal primário, já que os financiamentos são reembolsáveis, não contam com garantia da União e têm risco de crédito assumido pelas instituições financeiras participantes. O valor máximo de financiamento é de R$ 50 milhões por beneficiário.

A regulamentação aprovada pelo CMN estabelece algumas regras:

  • O prazo de reembolso pode chegar a 60 meses;
  • Haverá carência de até seis meses para o pagamento da primeira parcela;
  • Não é permitida a capitalização de juros durante o período de carência;
  • Os pedidos de financiamento poderão ser protocolados até 30 de junho de 2026.

A fabricação do caminhão a ser adquirido deverá ser pelo menos de 2012 em diante. O programa prevê ainda condições mais favoráveis de juros para caminhões movidos a eletricidade ou biometano, que costumam ter custo mais elevado do que os modelos a diesel.

Sobre a concessão de vantagens para aqueles que encaminharem o veículo antigo para desmonte, o programa estabelece algumas regras, como veículo em condições de rodagem, possuir licenciamento regular relativo ao ano de 2024 ou posterior e ter data de emplacamento original superior a vinte anos.

Também há regras para a baixa definitiva no órgão de trânsito e envio à empresa de desmontagem. O beneficiário do financiamento deverá se comprometer a entregar à instituição financeira, no prazo de até 180 dias, a certidão de baixa do registro do veículo e nota fiscal de entrada na desmontadora.

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Primeira barista indígena do Brasil destaca qualidade e sabores do café amazônico


Barista Celeste Suruí
Foto: divulgação/redes sociais

Pela primeira vez, uma mulher indígena passa a ocupar o espaço de especialista em preparo de cafés, levando ao mercado a identidade, a sustentabilidade e os sabores dos robustas amazônicos produzidos na floresta.

Produzidos principalmente no Amazonas, os robustas amazônicos vêm ganhando destaque pela qualidade e pelo impacto positivo na renda da agricultura familiar, em municípios e em territórios indígenas. É nesse contexto que a trajetória de Celeste se destaca, unindo tradição, conhecimento técnico e valorização do território.

De acordo com Celeste Suruí, barista é o profissional especializado no preparo de cafés, responsável por criar receitas, drinks quentes e gelados e explorar as notas sensoriais da bebida.

Para a barista, o café vai além do preparo básico e, em métodos coados, cafés especiais podem apresentar notas de chocolate e caramelo de forma natural, graças às características do grão e ao cuidado em todo o processo.

No território indígena do povo Paiter Suruí, o café é cultivado desde 1983, ano da demarcação da terra. Segundo Celeste, a cafeicultura foi adotada como estratégia de reflorestamento de áreas degradadas por colonizadores, fortalecendo a relação entre produção agrícola e preservação ambiental. “Os cafés que ficaram no território, usamos como a forma de reflorestar essas áreas.”, destaca.

Paixão pelo café

A paixão pelo barismo surgiu em 2019, quando Celeste acompanhou outras jovens indígenas em um curso e percebeu que o trabalho desenvolvido por sua comunidade era pouco conhecido, até mesmo dentro do próprio estado. A partir daí, decidiu se aprofundar na área e assumir o compromisso de dar visibilidade à cafeicultura indígena amazônica.

“Nós trabalhamos com café desde sempre e as pessoas que não que moram no nosso estado, não conhecem o nosso trabalho, imagina de pessoas de outro estado, de outras regiões”, destaca.

Hoje, Celeste Suruí carrega a responsabilidade de ser mulher, indígena e barista em um mercado ainda marcado por desafios. Além de representar seu povo, ela atua em um grande projeto que envolve sete etnias indígenas e reúne cafeicultores que produzem cafés especiais em seus territórios, como Suruí, Aruá, Tupari, Macurap e Kanoé.

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Preço do boi gordo: veja as cotações da arroba e do atacado


boiada, carne orgânica do Pantanal, boi
Foto: Raquel Brunelli/Embrapa

O mercado físico do boi gordo apresenta predominante acomodação em seus preços no decorrer desta quinta-feira (8).

Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por tentativas de compra em patamares mais baixos.

“Algumas indústrias país a fora passam a sinalizar para redução da capacidade de abate em meio à perspectiva de retração do volume de embarques destinado à China. Como contraponto, precisa ser mencionado a maior capacidade de retenção ao longo do primeiro trimestre, com o pecuarista encontrando melhores condições para cadenciar o ritmo das negociações”, avalia.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 319,77 — ontem: R$ 320,80
  • Goiás: R$ 313,93 — R$ 314,25
  • Minas Gerais: R$ 314,12 — R$ 315,18
  • Mato Grosso do Sul: R$ 312,18 — R$ 312,64
  • Mato Grosso: R$ 298,77 — R$ 299,05

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com elevação dos preços no decorrer da semana, com a entrada dos salários na economia atuando como motivador deste movimento.

“Vale destacar que o perfil de consumo delimitado para o trimestre aponta para proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, dos embutidos e dos ovos”, aponta Iglesias.

  • Quarto traseiro: precificado a R$ 26,50 por quilo, alta de R$ 1,10;
  • Quarto dianteiro: cotado a R$ 19,00 por quilo, elevação de R$ 1,15;
  • Ponta de agulha: permanece a R$ 17,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,3899 para venda e a R$ 5,3879 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3748 e a máxima de R$ 5,3968.

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Gestão de resíduos pode levar municípios a reduzir emissão de gases


Cidades com 100 mil habitantes podem reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 33,5% se realizarem a gestão dos seus resíduos sólidos em nível intermediário. A conclusão é de estudo da consultoria internacional de gestão de resíduos e economia circular, a S2F Partners.

Segundo a consultoria, os municípios com gestão intermediária são aqueles que têm coleta universal, cerca de 6% de reciclagem e destinação final em aterro com captação de gás metano e queima do biogás. O levantamento mostra que a redução das emissões pode chegar a 61,7% em municípios com sistemas avançados de gestão dos resíduos sólidos. 

“Lixões ou aterros municipais sem licenciamento ambiental, ou que não adotem tratamentos adequados para gases e chorume, representam um grave risco à saúde humana e ao meio ambiente, causando poluição do ar, contaminação do solo e da água, além de favorecer a proliferação de insetos”, afirma o presidente da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente, Marçal Cavalcanti.

O estudo confirma que a gestão adequada de resíduos apresenta considerável potencial de redução de emissões de gases de efeito estufa e um modelo mais avançado contribui para uma efetiva descarbonização das cidades, além de trazer inúmeros benefícios adicionais, como proteção do meio ambiente, melhores condições de saúde, geração de emprego e valorização das propriedades nas cidade. A explicação é de Carlos Silva Filho, sócio da S2F Partners e membro do conselho da Organização das Nações Unidas (ONU) para resíduos.

Atualmente, segundo dados oficiais do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, o Brasil ainda mantém cerca de 1,6 mil lixões em operação, além de aproximadamente 300 aterros controlados. No total, isso representa cerca de 1,9 mil unidades de destinação inadequada operando no território nacional.

“Lixões ou aterros municipais sem licenciamento ambiental, ou que não adotem tratamentos adequados para gases e chorume, representam um grave risco à saúde humana e ao meio ambiente, causando poluição do ar, contaminação do solo e da água, além de favorecer a proliferação de insetos”, afirma o presidente da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente, Marçal Cavalcanti.





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