sábado, agosto 22, 2026

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Mercado global de bioinsumos pode atingir US$ 45 bilhões até 2032, segundo estudo



O mercado global de bioinsumos agrícolas deve alcançar cerca de US$ 45 bilhões até 2032, se manter a taxa de crescimento anual entre 13% e 14%. Nesse ritmo, em oito anos, o mercado global dos insumos biológicos tende a triplicar, projeta estudo realizado pela CropLife Brasil – associação que representa a indústria de defensivos químicos, bioinsumos, biotecnologia e mudas e sementes – e pelo Observatório de Economia da Fundação Getúlio Vargas. Em 2023, o valor do mercado global de bioinsumos somou entre US$ 13 bilhões e 15 bilhões, incluindo os segmentos de controle biológico, inoculantes, bioestimulantes e solubilizadores.

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O setor de controle biológico é destaque no segmento, respondendo por 57% do mercado atual. “A tendência é que esses produtos continuem liderando a participação de mercado nos próximos anos”, prevê a pesquisa. A CropLife avalia que o crescimento do mercado de bioinsumos nos últimos 10 anos se deve, sobretudo, ao avanço acelerado do mercado nos últimos quatro anos e à adoção por parte dos produtores rurais como ferramenta para o manejo integrado de pragas.

Apesar do rápido crescimento do uso e do mercado de bioinsumos no Brasil, aspectos econômicos, regulatórios e jurídicos desafiam o avanço acelerado destes insumos no País, revela a pesquisa. De acordo com o estudo, entre os principais entraves para a expansão dos bioinsumos hoje no País estão a falta de capacitação para aplicação e a ausência de uma legislação específica para essa gama de produtos.

Na avaliação da CropLife e da FGV, o investimento nacional em pesquisa e desenvolvimento no Brasil tem mostrado resultados promissores. “Entretanto, o Brasil ainda se encontra atrás de líderes como os EUA, China e Coreia do Sul no número de patentes e inovações biotecnológicas no setor. Incentivar políticas públicas e parcerias estratégicas pode ser um caminho para fechar essa lacuna”, observam as entidades.

O estudo pondera que, apesar do avanço dos bioinsumos no mercado brasileiro, há desafios regulatórios em curso, dado que as legislações vigentes atuais são elaboradas para produtos químicos, sintéticos e minerais. Os bioinsumos estão enquadrados em legislações destinadas a produtos químicos, sintéticos ou minerais, como a Lei de Agrotóxicos e a Lei de Fertilizantes, sendo suas regulamentações adaptadas por meio de normas infralegais. Atualmente, um mesmo ingrediente ativo biológico pode ser enquadrado nessas atuais legislações distintas, sem um trâmite claro e unificado para registro e regras de comercialização. “Essas legislações possuem processos de registro e regras de comercialização, tributação, fabricação, transporte, armazenamento e uso completamente distintos. Esse cenário gera insegurança jurídica tanto para as indústrias quanto para os usuários de produtos biológicos, dificultando inclusive o estabelecimento de linhas de crédito específicas para o setor”, argumentam as entidades.

Para a CropLife e para a FGV, há questões regulatórias que requerem maior aprofundamento, como o Programa Nacional de Bioinsumos, as iniciativas legislativas em andamento no Congresso Nacional, a conexão com propriedade industrial e a conexão com o acesso ao patrimônio genético nacional.

Entre estes pontos, o setor aguarda um marco legal específico para os bioinsumos, com projetos de lei em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado, o PL 658/2021 e o PL 3668/2021, que visam regulamentar especificamente a produção, uso, registro e comercialização de bioinsumos no País. “A falta de um trâmite claro e unificado para o registro e a comercialização gera incertezas, sendo necessária a criação de regulamentações específicas, especialmente no que diz respeito à padronização dos processos industriais e à harmonização tributária. Assim há necessidade de normas específica para bioinsumos sanando essas incertezas e possível sobreposição”, defendem a CropLife e a FGV.

O estudo aponta que ambos os projetos de lei dispõem sobre a produção on farm (insumos para uso próprio fabricados na propriedade rural), mas, segundo o estudo, não estabelecem como será a participação de cada órgão (Anvisa, Ibama e Ministério da Agricultura) na avaliação tripartite dos produtos biológicos. De acordo com a pesquisa, “haverá necessidade de regulamentação infralegal” quanto à estrutura de governança do registro de produção para fins comerciais.

Em relação à capacitação, a pesquisa observa que a ausência de capacitação de parte dos produtores dificulta a adoção ampla dos bioinsumos, concentrando-se apenas nas principais culturas como soja, milho e cana-de-açúcar.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Índice CEAGESP variou 2,42% em setembro


O índice de preços CEAGESP encerrou o mês de setembro com variação de 2,42% ante uma variação de -0,55% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o índice apresentou variação de 2,72%. Com o resultado obtido, o índice encerrou o período apresentando um acumulado de -2,47% no ano e de 11,15% em 12 meses.

Neste contexto, o destaque ficou com o setor de Verduras, que mesmo diante das altas temperaturas e o clima seco encerrou o período registrando reduções de preço. O setor já vem acumulando, desde maio, sucessivas variações negativas de preço. Entre os setores analisados, este é o que acumula as maiores reduções de preço no ano e em 12 meses.

Setorização

O setor de FRUTAS variou 4,50% ante uma variação de 3,40% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de 5,82%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de 4,62% no ano e de 14,66% em 12 meses. Dos 48 itens cotados nesta cesta de produtos, 56% apresentaram alta de preço. As principais altas ocorreram nos preços de MARACUJÁ AZEDO (+62,20%), LIMÃO TAITI (+57,69%), LARANJA LIMA (+25,01%), MELÃO AMARELO (+19,96%) e LARANJA PERA (+15,94%). As principais reduções ocorreram nos preços de MAMÃO HAVAÍ (-33,03%), MANGA TOMMY ATKINS (-30,44%), MORANGO COMUM (-20,07%), MAMÃO FORMOSA (-14,56%) e GOIABA VERMELHA (-5,93%).

As altas temperaturas e as chuvas escassas têm prejudicado a produção e a qualidade dos citros. No caso da laranja, a produção deste item já vinha enfrentando dificuldades devido à expansão do greening nas regiões produtoras, principalmente no interior paulista. Os agentes de mercado relatam que muitos produtores estão migrando para outras regiões, o que acaba comprometendo a oferta de curto e de médio prazo. Outro fator importante a ser destacado são as compras que a indústria tem feito da laranja “de mesa” para atender à demanda de sucos para exportação. Todos esses fatores contribuem para que os preços da laranja sigam em alta no mercado atacadista. No Entreposto Terminal São Paulo (ETSP), a laranja lima encerrou o mês ao preço médio de R$ 4,97/kg enquanto que a variedade pera foi cotada a R$ 3,91/kg.

Já para o limão taiti, além da questão climática, este é um produto que está no período de entressafra. Segundo o Mapa de Sazonalidade publicado pela CEAGESP, o período de sazonalidade do produto é entre os meses de maio a outubro. Portanto, a tendência é de que os preços continuem em alta no mercado atacadista.

O setor de LEGUMES variou 1,58% ante uma variação de -0,74% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de -2,48%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de -14,20% no ano e de 0,24% em 12 meses. Dos 32 itens cotados nesta cesta de produtos, 63% apresentaram alta de preço. As principais altas ocorreram nos preços de INHAME (+48,54%), JILÓ (+46,09%), PIMENTÃO VERDE (+38,03%), PEPINO JAPONÊS (+35,39%) e PEPINO COMUM (+30,70%). As principais reduções ocorreram nos preços de PIMENTÃO VERMELHO (-32,63%), VAGEM MACARRÃO (-27,10%), PIMENTÃO AMARELO (-26,67%), ABOBRINHA BRASILEIRA (-24,74%) e ABOBRINHA ITALIANA (-20,22%).

A redução no volume de oferta estimulou a alta de preço nos legumes. O jiló e os pepinos japonês e comum estão entre os que apresentaram as maiores reduções de volume ofertado. Na comparação anual, o jiló registrou uma redução no volume de oferta de 12,4% e 22,9% de redução mensal. Os pepinos, por sua vez, registraram reduções de oferta de 15,2% e 9,1% no ano enquanto que as reduções mensais foram de 6,3% e 4,4%, respectivamente. O clima quente e seco do período prejudicou a produção e a qualidade dessas hortaliças.

O setor de VERDURAS variou -8,74% ante uma variação de -6,44% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de -4,44%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de -32,25% no ano e de -6,12% em 12 meses. Dos 39 itens cotados nesta cesta de produtos, 85% apresentaram redução de preço. As principais reduções ocorreram nos preços de ALMEIRÃO COMUM (-32,76%), COUVE-FLOR (-27,64%), REPOLHO VERDE/LISO (-22,00%), ESCAROLA COMUM (-20,63%) e BRÓCOLIS RAMOSO (-20,18%). As principais altas ocorreram nos preços de SALSA (+29,06%), MANJERICÃO (+8,08%), LOURO (+4,41%), MILHO VERDE (+2,83%) e NABO (+1,40%).

Apesar das altas temperaturas registradas no período, o setor de Verduras apresentou dificuldades na comercialização dos produtos. Nem mesmo a redução na oferta de brócolis ramoso (-47,1%), escarola (-9,9%), almeirão comum (-5,3%) e repolho verde (-2,3%) foi capaz de elevar os preços dessas hortaliças folhosas. No mercado atacadista, o brócolis ramoso encerrou o período cotado a R$ 4,05/maço, enquanto a escarola fechou a R$ 0,86/unidade. Já para o almeirão comum e o repolho verde, os preços médios no atacado foram de R$ 1,54/unidade e R$ 1,25/cabeça, respectivamente.

O setor de DIVERSOS variou -4,16% ante uma variação de -18,02% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de -3,44%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de -4,42% no ano e de 29,79% em 12 meses. Dos 11 itens cotados nesta cesta de produtos, 73% apresentaram redução de preço. As principais reduções ocorreram nos preços de CEBOLA NACIONAL (-17,53%), OVOS DE CODORNA (-8,42%), BATATA ESCOVADA (-6,73%), BATATA ASTERIX (-5,72%) e OVOS BRANCOS (-5,55%). As principais altas ocorreram nos preços de COCO SECO (+10,63%), AMENDOIM COM PELE (+1,21%) e AMENDOIM SEM PELE (0,14%).

Mesmo com a redução na oferta de 1,1% da cebola nacional e de 4,4% da batata escovada, o mercado atacadista registrou redução no preço desses produtos. No ETSP, a cebola nacional foi cotada a R$ 2,73/kg, enquanto a batata escovada fechou a R$ 4,94/kg. Para as demais variedades de batata, os preços ficaram em R$ 4,92/kg para a Asterix e a lavada, em R$ 4,83/kg. Entretanto, as chuvas que atingiram a região Sul do país, mais próximas do fim do mês, podem trazer elevações de preços para estes produtos devido às restrições de oferta que poderão ocorrer.

O setor de PESCADOS variou 2,12% ante uma variação de -2,39% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de 4,30%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de -1,52% no ano e de -0,23% em 12 meses. Dos 28 itens cotados nesta cesta de produtos, 50% apresentaram alta de preço. As principais altas ocorreram nos preços de ABRÓTEA (+26,67%), POLVO (+21,29%), NAMORADO (+7,10%), PINTADO (+6,58%) e SALMÃO IMPORTADO (+6,41%). As principais reduções ocorreram nos preços de CURIMBA (-22,90%), SARDINHA LAGES (-16,47%), CAVALINHA (-16,31%), PESCADA MARIA-MOLE (-8,19%) e SARDINHA FRESCA (-7,53%).

O setor de Pescados apresentou um aumento na oferta em torno de 9,0% em comparação ao mês anterior, mas ainda assim não foi o suficiente para manter os preços do setor em patamares menores. A redução de oferta de espécies importantes e especializadas como robalo (-52%), tainha (-16%) e salmão (-11%), juntamente com o aumento da demanda devido ao incentivo de consumo de peixes na ‘Semana do Pescado’, que ocorreu entre os dias 01 e 15 de setembro, fizeram com que os preços do setor reagissem positivamente.





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Extrato de própolis mostra ação antiviral contra zika, chikungunya e mayaro



Uma pesquisa realizada por cientistas do Instituto Butantan, em São Paulo, constatou que o extrato aquoso de própolis é capaz de combater a replicação dos vírus zika, chikungunya e mayaro.

Os três patógenos são transmitidos pela picada de mosquitos que circulam no Brasil e causam doenças infecciosas (arboviroses) para as quais ainda não existem vacina nem tratamento específico disponível, o que motiva a busca por compostos com potencial antiviral. O extrato foi testado in vitro e reduziu significativamente a carga viral dos três vírus.

O estudo, conduzido no Centro de Toxinas, Resposta-Imune e Sinalização Celular (CeTICS), foi liderado pelos pesquisadores Pedro Ismael Silva Júnior, do Laboratório de Toxicologia Aplicada, e Ronaldo Mendonça, do Laboratório de Parasitologia do Butantan. Os resultados foram publicados na revista Scientific Reports.

Esta não é a primeira vez que o grupo investiga o potencial antiviral e antibacteriano da própolis. Estudo anterior da equipe, feito com extrato hidroalcoólico da substância, já havia indicado intensa atividade contra os vírus herpes, influenza e rubéola. A partir dos primeiros resultados, os cientistas decidiram avaliar se o extrato aquoso teria a mesma atividade em outros tipos de vírus também importantes do ponto de vista de saúde pública no país.

Para chegar aos resultados, o grupo utilizou a própolis produzida pelas abelhas nativas sem ferrão scaptotrigona aff postica, originadas de uma colônia na região de Barra do Corda, no Maranhão. A própolis foi obtida por meio da raspagem da caixa de meliponicultura, formando uma espécie de pasta. Esse material foi transportado e congelado a -20°C, formando uma pedra de própolis congelada.

Essa pedra foi macerada manualmente até se tornar um material granulado, que foi passado em peneiras. Em seguida, o produto foi moído de forma a se transformar num composto ainda mais fino, para novamente passar por peneiras granulométricas e se transformar em pó.

Por fim, os pesquisadores adicionaram água ultrapurificada ao pó e o material foi centrifugado por 30 minutos para haver a separação da cera do meio líquido. O sobrenadante (a fase líquida que fica por cima) foi filtrado e o produto foi considerado 100% purificado.

Para determinar a ação antiviral do extrato de própolis, os pesquisadores infectaram células VERO (linhagem originária de rim de macaco, muito usada nesse tipo de estudo), que foram cultivadas a 37 °C em microplacas. O crescimento e a morfologia dessas células foram monitorados pela equipe diariamente.

“A gente contaminou as culturas com os três vírus em questão e aplicamos somente uma vez a substância que queríamos analisar, na proporção de 10% de volume. A partir de então, fizemos uma diluição seriada, ou seja, fomos diminuindo a quantidade dessa solução para ver qual quantidade impediria o vírus de se multiplicar”, explicou Silva Júnior.

Os pesquisadores observaram que o extrato aquoso de própolis purificado promoveu uma redução de 16 vezes na carga viral do zika e de 32 vezes na do vírus mayaro. No caso do chikungunya, a redução foi ainda mais significativa, de 512 vezes.

Mais pesquisas

Por enquanto, os resultados alcançados estão restritos ao ambiente de laboratório, mas a pesquisa continua. Numa segunda etapa do trabalho, o grupo coletou própolis mês a mês, para associar o produto final à florada de cada período.

Isso porque a abelha scaptotrigona aff postica utiliza as plantas da região do Maranhão, que são diferentes das plantas existentes no Sudeste, e, por isso, provavelmente, a própolis obtida tem componentes específicos relacionados às espécies endêmicas do local.

“Nós já observamos que existem diferenças ao longo do ano. Agora queremos identificar em que época aparece a substância com ação antiviral, porque queremos associar à planta que a abelha utiliza para a produção da própolis”, explicou Silva Júnior.

É importante destacar que a própolis do estudo é diferente da comercial encontrada nas farmácias. O produto vendido ao consumidor, em geral, é um extrato alcoólico que mistura todos os componentes da própolis e, na maioria das vezes, costuma vir da espécie apis mellifera (abelha europeia), que predomina nos apiários. Já a própolis usada nessa pesquisa vem da abelha nativa do Brasil scaptotrigona aff postica e os compostos com atividade antiviral são separados, purificados e isolados.

Bioativos

A busca por potenciais medicamentos na natureza – os famosos compostos bioativos – é um dos grandes focos da ciência. O Brasil tem uma área muito extensa com fauna e flora extremante variada e utilizar substâncias originadas da nossa floresta é muito importante, tanto do ponto de vista científico quanto econômico, pois isso pode reduzir os custos do produto final.

O pesquisador ressalta que o objetivo da pesquisa é tentar identificar um composto que possa ser usado tanto na prevenção quanto no tratamento de pessoas infectadas pelos vírus. “A gente ainda não tem elementos para chegar a esse ponto, mas a ideia é alcançar os dois objetivos”, afirmou Silva Júnior.

Mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. “Se estamos pensando em criar um possível medicamento, muitos outros estudos terão de ser feitos. Essa é uma descoberta superimportante, mas os resultados foram obtidos in vitro. Ainda será preciso fazer pesquisas in vivo com camundongos e cobaias para verificar se o efeito antiviral se confirmaria e, só posteriormente, iniciar pesquisas em seres humanos”, finalizou.

O artigo Antiviral action of aqueous extracts of propolis from Scaptotrigona aff. postica (Hymenoptera; Apidae) against Zica, Chikungunya, and Mayaro virus pode ser lido aqui.
 



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AgroNewsPolítica & Agro

Bioinseticidas ganham força contra lagartas resistentes



Foi ressaltada a importância de combinar baculovírus e inseticidas químicos



Foi ressaltada a importância de combinar baculovírus e inseticidas químicos
Foi ressaltada a importância de combinar baculovírus e inseticidas químicos – Foto: Canva

A resistência crescente das lagartas a Inseticidas e transgênicos impulsionou o uso dos bioinseticidas da AgBiTech Brasil, que já cobre cinco milhões de hectares de soja, milho e algodão com baculovírus. No evento “Expert Team” em Campinas (SP), a empresa reuniu cerca de vinte consultores e pesquisadores para discutir os avanços e desafios no manejo de pragas e apresentar inovações.

O CEO Adriano Vilas Boas e o diretor de marketing Pedro Marcellino destacaram o crescimento da AgBiTech desde sua chegada ao Brasil, em 2017-18. Com 95% do mercado de bioinseticidas para soja, a companhia lidera o setor, sendo especialmente procurada para o controle de pragas resistentes, como Spodoptera frugiperda, Helicoverpas e Rachiplusia nu. A resistência dessas lagartas aos métodos convencionais tem levado os agricultores a buscar alternativas mais sustentáveis e eficazes.

Durante o evento, foi ressaltada a importância de combinar baculovírus e inseticidas químicos para preservar as tecnologias disponíveis. Paula Marçon, vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento da AgBiTech, conduziu debates sobre a qualidade dos bioinseticidas e novas tecnologias em desenvolvimento. Marçon adiantou que a empresa lançará inovações nas próximas safras, ampliando seu portfólio para atender melhor os desafios no campo.

Com crescimento consistente e apoio técnico de consultores e acadêmicos, a AgBiTech reforça seu compromisso com a sustentabilidade e a eficiência no agronegócio brasileiro. As inovações e investimentos anunciados no evento visam aprimorar o controle de pragas resistentes, oferecendo soluções mais adaptadas e robustas para as necessidades do agricultor.

 





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‘Investimento em conforto das vacas é estratégia que se paga’, diz especialista em pecuária



O bem-estar das vacas durante o período de transição é fundamental para garantir saúde e produtividade. Em entrevista no quadro “Raio-X da Pecuária“, Leandro Greco, gerente de serviços técnicos de leite da Kemin, destacou a importância de investir em instalações adequadas e com conforto para essa fase crítica da vida produtiva das vacas.

“Eu encaro a vaca de produção como um atleta de alta performance. A gente tem que dar condições para esse atleta se desenvolver”, afirmou Greco, enfatizando que melhorias no ambiente das vacas resultam em qualidade de vida e retornos positivos na produção e saúde. Ele disse que “o investimento se paga muito rapidamente”, especialmente em um período tão crítico como a transição.

Sobre as principais melhorias recomendadas, o gerente disse: “Se a gente faz, por exemplo, uma construção de barracão com climatização, isso melhora o conforto térmico e traz melhorias muito positivas na produtividade.” Ele mencionou que estudos indicam que resfriar a vaca durante essa fase pode aumentar a produção de leite em 3 a 5 litros por lactação.

Para propriedades menores, onde os custos de infraestrutura são um desafio, o especialista sugeriu soluções acessíveis. “O mais básico seria essa climatização na sala de ordenha. Com dois ventiladores e um sistema de aspersão, o produtor não vai desembolsar um valor muito alto.”

Greco também destacou que “melhorar o ambiente onde as vacas ficam” pode trazer benefícios sem exigir grandes investimentos.

Durante o verão, que é uma fase crítica para o bem-estar das vacas, Leandro reiterou a importância de garantir um ambiente adequado. Ele concluiu: “Com investimentos relativamente baixos, a gente já garante que essa vaca vai ter uma temperatura corporal reduzida, melhorando o ambiente dela”.

Dessa forma, o especialista reforça que o retorno financeiro desses investimentos pode ser rápido e vantajoso para os produtores.



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AgroNewsPolítica & Agro

Indústria química e a discussão sobre o gás natural



As empresas produtoras de gás solicitaram maior flexibilidade



As empresas produtoras de gás solicitaram maior flexibilidade
As empresas produtoras de gás solicitaram maior flexibilidade – Foto: Pixabay

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) encerra nesta sexta-feira (8) a consulta pública sobre a revisão da Resolução ANP nº 16, de 2008, que regula as especificações e o controle de qualidade do gás natural. A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) destaca que a composição estável do gás é crucial para a indústria, que consome cerca de 25 a 27% do gás natural no Brasil. A modificação proposta nas especificações pode trazer danos significativos aos processos industriais, ao meio ambiente e à segurança dos equipamentos, além de comprometer novos investimentos no setor.

Desde 2016, é possível dizer que as empresas produtoras de gás solicitaram maior flexibilidade nas especificações, especialmente em relação ao gás do pré-sal, mais rico em frações líquidas pesadas. No entanto, a Abiquim defende que é possível manter a especificação atual e preservar o valor de matérias-primas como o etano, crucial para a petroquímica. Alterações nas normas poderiam causar uma entrega de gás com composição instável, prejudicando a separação dos insumos e aumentando a emissão de CO2.

Além disso, a oscilação no poder calorífico do gás tem gerado aumento de custos. Em abril de 2024, o preço do gás natural no Brasil atingiu US$ 11,9/MMBTU, um aumento de 87% em relação a 2021. A Abiquim propõe alternativas para aumentar a oferta de gás e reduzir os preços, como a exploração de gás não convencional e novas rotas de escoamento. A associação também defende maior concorrência no mercado de gás para garantir preços mais competitivos e sustentáveis.

 





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Rússia fornecerá grãos para a Malásia


Como parte de um esforço nacional para fortalecer a segurança alimentar na Malásia, o Melewar Industrial Group firmou um memorando de entendimento com a União Russa de Exportadores de Grãos, com o objetivo de garantir um fornecimento contínuo de grãos para o país, conforme informado pela Bernama, Agência Nacional de Notícias da Malásia.

A assinatura do acordo, realizada em 8 de novembro, contou com a presença de Datuk Seri Mohamad Sabu, ministro da Agricultura e Segurança Alimentar; Naiyl Latypov, embaixador russo na Malásia; Eduard Zernin, presidente da União Russa de Grãos; e Tunku Datuk Yaacob Khyra, presidente do Melewar Industrial.

Zernin destacou que este memorando representa o primeiro grande contrato de fornecimento da União Russa de Grãos com a Malásia, e a expectativa é de que o país forneça entre 600.000 e 700.000 toneladas de trigo anualmente ao mercado malaio.

A Rússia é o maior fornecedor mundial de trigo, com a SovEcon, empresa de pesquisa do Mar Negro, prevendo exportações de 45,9 milhões de toneladas na temporada de 2024-25. Além do trigo, a Rússia também exporta cevada e milho.

A Malásia, que não produz trigo, depende de importações para suprir a demanda interna. O Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos EUA estima que o país importará 1,78 milhão de toneladas de trigo em 2023-24, com a Austrália como principal fornecedor, detendo cerca de 50% do mercado.

Tunku Yaacob ressaltou que o Melewar Industrial possui uma longa trajetória na indústria alimentícia, com investimentos em diversos setores, como uma fazenda de gado no Cazaquistão, uma granja avícola e unidade de processamento no Camboja, além de uma fazenda de camarões em Malaca. 

 





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Preços do trigo e óleo de palma sobem em outubro



Os preços globais dos óleos de girassol e colza também seguiram em alta



O preço do trigo subiu devido a condições climáticas
O preço do trigo subiu devido a condições climáticas – Foto: Divulgação

Os preços mais altos de várias commodities impulsionaram o Índice de Preços de Alimentos da FAO a atingir sua maior marca em 18 meses, chegando a 127,4 pontos em outubro, o que representa um aumento de 2% em relação a setembro. Este valor é o maior desde abril de 2023 e 5,5% superior ao do ano passado, embora ainda esteja 20,5% abaixo do pico de março de 2022 (160,2 pontos). 

O Índice de Preços de Óleo Vegetal subiu 7,3%, atingindo 152,7 pontos, o maior nível em dois anos, impulsionado pelo aumento nos preços do óleo de palma, soja, girassol e colza. A alta do óleo de palma foi alimentada por preocupações com a produção abaixo do esperado e pela redução sazonal na produção nos principais países produtores do Sudeste Asiático.

Os preços globais dos óleos de girassol e colza também seguiram em alta, enquanto o óleo de soja se valorizou devido à forte demanda global e à oferta limitada de alternativas. Já o Índice de Preços dos Cereais teve um aumento de 0,8% em outubro, chegando a 114,4 pontos, mas ainda ficou 8,3% abaixo do valor do ano passado. O preço do trigo subiu devido a condições climáticas adversas nos grandes produtores do Hemisfério Norte, e a reintrodução de um piso de preço não oficial na Rússia, além das tensões no Mar Negro, pressionaram os preços.

No milho, os preços aumentaram, influenciados pela forte demanda no Brasil e desafios logísticos devido aos baixos níveis dos rios. Por outro lado, o Índice de Preços do Arroz caiu 5,6%, reflexo das expectativas de maior concorrência entre exportadores após a Índia retirar as restrições de exportação de arroz não quebrado.

 





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Exportações da suinocultura foram históricas



A China perdeu o posto de maior comprador para as FIlipinas



Japão, Chile e Hong Kong também mostraram aumentos expressivos
Japão, Chile e Hong Kong também mostraram aumentos expressivos – Foto: Embrapa – BIESUS, Luiza Letícia

Em outubro, o setor de carnes finas brasileiro obteve um desempenho histórico nas exportações, com 130 mil toneladas de carne suína enviadas ao exterior, representando um crescimento de 40% em relação ao mesmo mês do ano passado. O acumulado de janeiro a outubro também foi positivo, com 1,12 milhão de toneladas exportadas, o que significa um aumento de 10,7% em comparação com 2023. A previsão inicial da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicava um crescimento entre 7% e 8%, mas os resultados superaram as expectativas, com uma tendência de continuidade positiva nos meses de novembro e dezembro. 

Ricardo Santin, presidente da ABPA, destacou que esse desempenho é reflexo de uma diversificação de mercados e da crescente capilaridade das exportações brasileiras. A China, que tradicionalmente foi o maior comprador, apresentou uma queda de 24% nas importações, enquanto as Filipinas registraram um impressionante crescimento de 260%, importando 38 mil toneladas em outubro. Esse salto é um dos principais fatores que marcam um novo cenário para as exportações brasileiras: pela primeira vez em anos, as Filipinas superaram a China como maior importador de carne suína do Brasil, com 206 mil toneladas importadas de janeiro a outubro, representando um crescimento de 103,3% em relação ao ano anterior.

Além disso, países como Japão, Chile e Hong Kong também mostraram aumentos expressivos nas compras de carne suína brasileira. O Japão, por exemplo, registrou quase 200% de crescimento, enquanto mercados como o Chile e Singapura também se destacaram positivamente. A diversificação de mercados tem sido fundamental para manter a estabilidade do setor, mesmo com a queda nas exportações para a China, e tem garantido a segurança alimentar em diversas regiões do mundo. Santin reforçou a importância de um mercado global mais equilibrado e a relevância da suinocultura brasileira para o Brasil e para os países importadores.

 





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Manejo nutricional na transição de seca para chuva



Com a chegada das chuvas, os pastos começam a rebrotar



Com a chegada das chuvas, os pastos começam a rebrotar
Com a chegada das chuvas, os pastos começam a rebrotar – Foto: Canva

A transição entre a seca e as águas é um período crítico na pecuária, especialmente no manejo nutricional de bovinos. Durante essa fase, a escolha do suplemento correto é essencial para evitar quedas no consumo e prevenir intoxicações alimentares. De acordo com Murilo Meschiatti, consultor técnico da Trouw Nutrition, a inclusão de Ureia nos suplementos proteicos deve ser ajustada conforme as mudanças climáticas e a alteração na composição das forrageiras.

No período de seca, as pastagens apresentam baixo teor de proteína e menor digestibilidade das fibras. Isso exige uma suplementação proteica mais robusta, sendo a ureia um componente crucial para fornecer Nitrogênio Não-Proteico (NNP), que melhora a digestibilidade das fibras, aumenta o consumo de matéria seca e favorece o ganho de peso.

Com a chegada das chuvas, os pastos começam a rebrotar e a qualidade nutricional das forragens melhora, elevando a digestibilidade. Nesse cenário, é necessário ajustar a suplementação proteica, reduzindo ou até removendo a ureia, para evitar excesso de proteína bruta. Essa adaptação visa garantir o consumo adequado do suplemento e otimizar os custos, já que a ureia, juntamente com outros aditivos, controla a ingestão dos animais.

A Trouw Nutrition oferece soluções adequadas para esse período de transição, como o Lambisk SA, um proteinado ideal para substituir a ureia e atender às necessidades nutricionais do rebanho nas fases de seca e chuva. “Isso porque, durante a seca, as pastagens apresentam baixo teor de proteína e menor digestibilidade das fibras, exigindo uma suplementação proteica mais intensa. A ureia, nesse cenário, se torna essencial para os produtores que buscam fornecer Nitrogênio Não-Proteico (NNP), composto que melhora a digestibilidade das fibras, aumenta o consumo de matéria seca e, consequentemente, promove o ganho de peso dos animais”, explica Murilo.

 





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