Veja a previsão do tempo para esta terça-feira (14) nas cinco regiões do país:
Sul
Dia de sol com poucas nuvens na maior parte da manhã no Sul do país. A condição de chuva aumenta durante a tarde e à noite na Serra do Rio Grande do Sul, no oeste e sul de Santa Catarina e no sudoeste e leste do Paraná. Chuva típica de verão que pode acontecer com força, mas de forma localizada.
Sudeste
Chove a qualquer momento do dia entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e o Espírito Santo. A atuação de um cavado mantém a umidade elevada sobre o Sudeste, trazendo risco alto para temporais. Em São Paulo, chuva mais típica de verão: dia de sol, muito calor e pancadas irregulares à tarde no litoral, no Vale do Paraíba e no extremo norte paulista.
Centro-Oeste
A condição é de chuva forte entre o Distrito Federal, centro-norte de Goiás e no estado de Mato Grosso. As pancadas que acontecem em vários momentos do dia devem trazer acumulados elevados. O sol aparece mais em Mato Grosso do Sul, com o tempo esquentando durante à tarde, mas devem ocorrer pancadas mais irregulares entre o centro-sul e leste do estado. Contudo, no sudoeste do estado não chove e o calorão continua.
Nordeste
O tempo segue instável na maior parte da Região. As capitais do litoral continuam com risco maior para temporais. Alerta entre Maranhão, Piauí, Bahia, Ceará e interior de Pernambuco.
Norte
O sol predomina com mais força em Roraima e o ar fica seco. Não chove no noroeste do Pará, mas no Amapá as pancadas são mais isoladas. Chuva concentrada entre o Tocantins, sul paraense e amazonense. Em Rondônia, risco alto para temporais.
As exportações brasileiras de carnes de peru e pato, segmentos considerados de alto valor agregado, apresentaram resultados distintos em 2024, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Enquanto as vendas externas de carne de peru registraram queda tanto em volume quanto em receita, o mercado de carne de pato obteve crescimento no volume embarcado, mas enfrentou redução na receita gerada.
No caso da carne de peru, os embarques totalizaram 64,1 mil toneladas, uma retração de 8,1% em relação às 69,8 mil toneladas exportadas em 2023. A receita, por sua vez, apresentou uma queda mais acentuada, de 23,4%, fechando o ano em US$ 153,9 milhões, contra os US$ 201 milhões registrados no ano anterior. Entre os principais destinos, o México liderou com 9,8 mil toneladas (-39%), seguido pela África do Sul (9,5 mil toneladas, -27%) e pelos Países Baixos (8,6 mil toneladas, -20%). Por outro lado, o Chile se destacou positivamente, com um aumento de 56%, alcançando 7 mil toneladas importadas.
Já as exportações de carne de pato atingiram 3,551 mil toneladas, representando um leve aumento de 1,3% em comparação às 3,507 mil toneladas embarcadas em 2023. Apesar disso, a receita gerada caiu 12,7%, totalizando US$ 11,9 milhões. Os Emirados Árabes Unidos foram os maiores compradores, com 1.524 toneladas adquiridas, um crescimento expressivo de 66%. Outros destinos relevantes incluíram Arábia Saudita, Catar, Chile e Kuwait, que apresentaram variações mistas nos volumes importados.
“Os dois setores avícolas somaram para o país US$ 165 milhões em receitas cambiais, e há boas expectativas com relação ao fluxo de embarques em 2025, especialmente para a Europa e Oriente Médio”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
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Foto: Kadijah Suleiman
O informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, apontou que a segunda-feira iniciou sem alterações nos preços em relação à última sexta-feira, com muitas indústrias ainda fechando negociações para compra. As escalas de abate permanecem, em média, programadas para uma semana.
No estado do Pará, as principais regiões produtoras, como Marabá, Redenção e Paragominas, registraram estabilidade nas cotações no início da semana.
Na última semana, as vendas no atacado foram consideradas positivas, refletindo em um aumento de preços na reposição de estoques. Entre os destaques, a carcaça de boi capão registrou alta de 2%, enquanto a carcaça de boi inteiro teve elevação expressiva de 6,6%.
No caso das fêmeas, os aumentos foram ainda mais significativos: a vaca casada apresentou alta de 7,1%, enquanto a novilha casada subiu 4,3%. Por outro lado, o traseiro do boi capão 1×1 foi a única exceção à tendência de alta, com queda de 0,9%.
No mercado de carnes alternativas, o movimento foi oposto ao das carcaças bovinas. A carcaça de suíno especial registrou redução de 0,8%, o equivalente a R$ 0,10 por quilo. Já o preço do frango médio sofreu queda de 1,5%, o que representa uma redução de R$ 0,12 por quilo.
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Foto: Pixabay
O dólar à vista encerrou o pregão desta segunda-feira (13) com leve desvalorização de 0,08%, cotado a R$ 6,0980 para venda. No acumulado de janeiro, a moeda americana registra queda de 1,31%, refletindo um cenário de maior estabilidade cambial nas últimas semanas, conforme os dados do InfoMoney.
De acordo com os dados, na B3, o contrato futuro de dólar para fevereiro, considerado o mais líquido no momento, apresentava queda de 0,17% às 17h03, sendo negociado a R$ 6,1175.
O dólar comercial encerrou o dia com os seguintes valores:
Compra: R$ 6,090
Venda: R$ 6,090
Já no mercado de turismo, voltado para transações de pequeno volume, os valores foram:
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 499 milhões para o Grupo Piracanjuba (Laticínios Bela Vista S/A).
O recurso será voltado para a companhia implantar uma unidade industrial com capacidade de beneficiar 1,2 milhão de litros de leite por dia para produzir concentrados e isolados proteicos (whey protein), lactose em pó, queijo muçarela e manteiga em São Jorge d’Oeste, sudoeste do Paraná.
Com recursos do Programa BNDES Mais Inovação (R$ 277 milhões) e R$ 222 milhões via Finem (linha Incentivada B), a unidade terá capacidade instalada de produção de até 39,4 mil toneladas ao ano de muçarela e de até 7,9 mil toneladas anuais de manteiga.
Em duas linhas de produção anexas, a partir do soro de leite, efluente da produção de queijos, a empresa produzirá até 6 mil toneladas ao ano de whey protein (concentrados e isolados proteicos) e até 14,8 mil toneladas anuais de lactose em pó.
Produção no mesmo parque industrial
A construção das duas plantas na mesma unidade industrial (a produção de queijo muçarela e manteiga na primeira etapa e a produção do whey protein e da lactose em pó na segunda) traz, de acordo com o Grupo Piracanjuba, importantes ganhos de escala e vai ao encontro dos modelos internacionais (Estados Unidos e Europa).
“Além disso, possui uma grande pegada de descarbonização devido à ausência do transporte do soro do leite entre diferentes plantas fabris”, informa a empresa, em nota.
Já de acordo com o BNDES, trata-se da primeira queijaria de grande porte do país cuja produção de queijo e de concentrados e isolados proteicos de soro em pó e de lactose em pó já nasce planejada e integrada em um mesmo parque industrial. Ao todo, o projeto tem investimento de R$ 612 milhões.
Atendimento ao mercado interno
O whey protein e a lactose em pó têm ampla aplicabilidade, com uso na nutrição (alimentação suplementar e hospitalar), em produtos farmacêuticos e em cosméticos, entre outros, além de agregar grande valor à cadeia láctea nacional, segmento no qual o Brasil ocupa a terceira posição como maior produtor global de leite.
No Brasil são poucas as indústrias que produzem o whey protein em pó em suas várias concentrações, e atendem apenas 15% do mercado, segundo dados do Sistema PGA SIGSIF do Ministério da Agricultura e Pecuária e COMEXSTAT – MDIC, de 2023, sendo 85% do consumo abastecido por produto importado.
“A aprovação desse projeto representa a expansão da fronteira tecnológica brasileira, com a nacionalização da produção e dos sistemas industriais, além de contribuir com a substituição da importação de produtos que chegam a US$ 54 milhões na balança comercial brasileira. A construção da unidade resultará na criação de 250 novos empregos diretos na região, com impacto na geração de renda das famílias”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Segundo o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luís Gordon, o projeto aprovado pelo Banco está alinhado a objetivos da Nova Indústria Brasil, que busca “fortalecer as cadeias agroindustriais para a segurança alimentar e nutricional, além de agregar valor à cadeia láctea brasileira.”
O presidente do Grupo Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo, afirma que a empresa buscou financiamento do BNDES para alavancar novas tecnologias no ramo de laticínios e, desse modo, sustentar o crescimento da companhia nos próximos anos.
“A unidade da Piracanjuba reunirá alta tecnologia, com equipamentos modernos e alta capacidade, que contribuirão para padronização e qualidade dos produtos e eficiência operacional, orientados por uma perspectiva sustentável, tratamento e reaproveitamento de água e, produção e utilização de biogás como fonte de energia. E, ainda, as oportunidades de emprego disponibilizadas geram renda para a economia local”.
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Foto: Pixabay
A macaúba, palmeira nativa do Brasil, tem se consolidado como uma alternativa sustentável para a produção de biodiesel. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA), por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e da CATI Sementes e Mudas, tem desempenhado um papel crucial no incentivo ao cultivo dessa espécie no estado.
Com alto valor econômico e ambiental, a macaúba se adapta a diferentes condições de solo, incluindo áreas marginais ou em recuperação, o que a torna estratégica para a agricultura sustentável. O cultivo da planta não apenas gera renda, mas também contribui para a recuperação ambiental, a preservação de solos degradados e a captura de carbono.
Atualmente, a pesquisa genética liderada pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC) avança em ritmo acelerado. A previsão é de que, nos próximos anos, seja lançada a primeira cultivar comercial da macaúba, com materiais de alta performance. Segundo especialistas do IAC, genótipos clonados poderão produzir de 4 a 5 mil litros de óleo por hectare, muito acima das atuais médias de produção agrícola de óleos vegetais.
Enquanto a soja, principal matéria-prima do biodiesel no Brasil, gera cerca de 500 litros de óleo por hectare, a macaúba pode render até 2.500 litros na mesma área. Essa diferença representa um impacto significativo na redução da necessidade de terras agricultáveis, contribuindo para uma produção mais sustentável.
A recente implementação da “Lei do Combustível do Futuro” é vista como um marco para ampliar a viabilidade econômica do biodiesel e de outros biocombustíveis. A legislação estabelece programas nacionais para o diesel verde, biocombustível para aviação e biometano, além de definir percentuais mínimos e máximos para a mistura de etanol à gasolina e de biodiesel ao diesel. Com essa medida, espera-se uma maior valorização da macaúba como alternativa de produção sustentável, fortalecendo sua posição no mercado de biocombustíveis e incentivando a adoção da cultura por pequenos e médios produtores rurais.
O mercado brasileiro de soja esteve ativo hoje, com os preços em Chicago subindo bem ao longo do dia. O dólar ficou estável, mas os prêmios caíram, compensando parte da alta na bolsa norte-americana. Com isso, os preços no físico subiram, mas de forma limitada. O vendedor apareceu mais no mercado, enquanto os compradores seguem cautelosos, esperando a safra nova para tentar preços mais baixos.
Preços da soja
Passo Fundo (RS): preço subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00.
Missões (RS): preço subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00.
Porto de Rio Grande (RS): preço se manteve em R$ 143,00.
Cascavel (PR): preço subiu de R$ 132,00 para R$ 133,00.
Porto de Paranaguá (PR): preço subiu de R$ 140,00 para R$ 142,00.
Rondonópolis (MT): preço subiu de R$ 119,00 para R$ 121,00.
Dourados (MS): preço subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00.
Rio Verde (GO): preço subiu de R$ 123,00 para R$ 124,00.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços em leve alta. O dia foi de volatilidade e recuperação técnica, com os agentes se posicionando para o relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta-feira.
O USDA deverá reduzir suas estimativas para a safra e os estoques finais de soja americana em 2024/25. Os dados de janeiro do USDA sobre oferta e demanda americana e mundial serão divulgados na sexta-feira, 10 de janeiro, às 14h.
Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques americanos de 454 milhões de bushels em 2024/25. Em dezembro, a previsão do USDA era de 470 milhões. Para a safra americana, o USDA deverá reduzir a estimativa de 4,461 bilhões de bushels para 4,451 bilhões, segundo a perspectiva do mercado.
Em relação à oferta e demanda mundial de soja, o mercado aposta em estoques finais de 132 milhões de toneladas para 2024/25. Em dezembro, o número ficou em 131,9 milhões.
Os estoques trimestrais norte-americanos de soja na posição de 1º de dezembro deverão ficar acima do número indicado pelo Departamento no mesmo período de 2023. A projeção do mercado indica estoques trimestrais de 3,236 bilhões de bushels, contra 3,001 bilhões de bushels no mesmo período de 2023.
Contratos futuros da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 2,25 centavos de dólar ou 0,22%, a US$ 9,96 3/4 por bushel. A posição de maio teve cotação de US$ 10,08 1/4 por bushel, com ganho de 2,25 centavos, ou 0,22%.
Nos subprodutos, a posição de março do farelo fechou com baixa de US$ 1,70 ou 0,56%, a US$ 299,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 42,38 centavos de dólar, com alta de 0,79 centavo ou 1,89%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,08%, negociado a R$ 6,0979 para venda e a R$ 6,0959 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0767 e a máxima de R$ 6,1372.
O mercado brasileiro do boi gordo manteve o ritmo de alta nas cotações nesta segunda-feira (13). Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a dinâmica de mercado pouco mudou.
“As indústrias ainda se deparam com escalas de abate encurtadas, posicionadas entre cinco e seis dias úteis na média nacional. A oferta de animais terminados no geral é restrita. Em determinadas regiões há problemas de qualidade no pasto, com a incidência de pragas a exemplo da cigarrinha das pastagens e lagartas, atrasando a engorda”, comenta.
De acordo com ele, outro aspecto é que em demais regiões o pasto ainda apresenta boas condições, permitindo que o pecuarista cadencie o ritmo dos negócios.
Preços médios da arroba do boi (a prazo)
São Paulo: R$ 331,83 (R$ 331,00 na sexta-feira)
Minas Gerais: R$ 318,82 (R$ 317,65 anteriormente)
Goiás: R$ 319,29 (R$ 314,64 antes)
Mato Grosso do Sul: R$ 324,20 (R$ 321,48 na sexta)
Mato Grosso: R$ 316,69 (estável frente ao último período)
Mercado atacadista
O mercado atacadista abriu a semana apresentando preços firmes, com menor espaço para reajustes durante a segunda quinzena do mês. As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 335,83 milhões em janeiro (7 dias úteis), com média diária de US$ 47,975 milhões.
A quantidade total exportada pelo país chegou a 66,397 mil toneladas, com média diária de 9,485 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.057,90.
Em relação a janeiro de 2024, houve alta de 28,5% no valor médio diário da exportação, ganho de 14,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 11,8% no preço médio.
Quarto traseiro permanece cotado a R$ 26,80, por quilo. Ponta de agulha ainda é precificada a R$ 18,00, por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,08%, sendo negociado a R$ 6,0979 para venda e a R$ 6,0959 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0767 e a máxima de R$ 6,1372.
A principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, a Agrishow, chega em 2025 a sua 30ª edição. A organização já anunciou o início das vendas para os ingressos: a partir de 20 de janeiro no site oficial do evento.
Neste ano, o tema será “O Futuro do Agro de A a Z” e cada dia de visitação custará R$ 70,00 no primeiro lote, que estará disponível até 23 de fevereiro. Como anteriormente, os interessados deverão escolher o dia da semana em que desejam visitar a feira já no ato da compra.
Além da credencial de entrada, que poderá ser utilizada por um dia inteiro, também será possível adquirir antecipadamente o ticket para uso do estacionamento, com valor que varia entre R$ 70,00 e R$ 110,00 por dia a depender do tipo de veículo (motos, carros de passeio, vans ou ônibus).
Também estarão disponíveis pacotes de VIP Valet para os cinco dias de evento com acesso facilitado à feira por R$ 550,00.
Já o segundo lote será disponibilizado a partir de 24 de fevereiro e cada dia custará R$ 80,00. “Importante destacar que as quantidades de ingressos por dia e de tickets de estacionamento são limitadas. Por isso, vale antecipar as compras online. Na bilheteria do evento, que acontecerá entre 28 de abril e 2 de maio, das 8h às 18h, o valor diário da entrada será de R$ 140,00”, reforça a organização da Agrishow, em nota.
Além do estacionamento exclusivo da feira, haverá também uma área dedicada a caravanas.
Em 2024, a 29ª edição da Agrishow se encerrou com R$ 13,608 bilhões em intenções de negócios, um crescimento de 2,4% em relação a 2023. A feira reuniu aproximadamente 195 mil visitantes, entre produtores rurais de pequenas, médias e grandes propriedades, de todas as regiões do país e também do exterior.
Serviço
Agrishow 2025 – 30ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação
Data: 28 de abril a 2 de maio de 2025
Local: Rodovia Antônio Duarte Nogueira, Km 321 – Ribeirão Preto (SP)
Começamos o ano com mais um recorde de temperatura global. Segundo a agência de monitoramento climático Copernicus, 2024 foi o ano mais quente já registrado na história, superando 2023. Foi a primeira que vez na era moderna que experimentamos por 12 meses consecutivos o aquecimento médio global acima de 1,5 ºC, o que joga um “balde de água quente” nas metas do Acordo de Paris.
Diversos eventos extremos ocorreram em todo o globo nos últimso dois anos, e isso gera insegurança no agronégocio. A grande pergunta deste começo de ano é: o que esperar de 2025?
A tendência de aquecimento do planeta permanece, já que as águas de superficie dos oceanos em todo o globo continuam aquecidas e, ano após ano, a emissão de CO2 para atmosfera só aumenta. Assim, já de antemão, sabemos que quando as chuvas cortarem no centro-norte do Brasil, a temperatura máxima irá voltar para a casa de 40 °C a 42 ºC. Deve também haver novo atraso do período chuvoso para implementação da safra de verão no Sudeste, Norte e Nordeste.
Recentemente, a Administração Oceânica e Atmosférica Naciona (NOAA), ligado ao governo dos Estados Unidos, confirmou o retorno da La Niña, com breve duração até março de 2025. Porém, os impactos do fenômeno vão ser breves. Haverá baixo volume de chuva no centro-sul do Rio Grande do Sul e excesso de chuva nas regiões Sudeste e Centro-Oeste neste começo de ano. As condições trazem problemas para o produtor rural dessas áreas, pois atrasarão a colheita da soja e, consequentemente, também o ínicio da semeadura do milho segunda safra.
Por outro lado, o cenário ajuda a levar um bom volume de chuva para o Matopiba, onde a projeção é de uma boa safra.
Problemas de queimadas e seca na país devem se repetir a partir da segunda metade do ano, já que o boletim da agência NOAA apesar indica águas aquecidas no Pacífico Equatorial a partir de primavera, o que possivelmente indica o retorno do El Ninõ para o ultimo trimestre de 2025.
Veja a seguir o que esperar do clima em todas as regiões do Brasil neste ano.
Sul
A tendência indica regularidade nas chuvas no Paraná até a primeira metade do ano, o que também vale para Santa Catarina.
Situação mais crítica deve ser enfrentada pelo sul e oeste do Rio Grande do Sul, que, além do calor neste primeiro trimestre, devem contar com chuvas irregulares e abaixo da média. O que deve ter impactos significativos nas lavouras de verão.
Sudeste
Os estados da região devem enfrentar problemas nos primeiros quatro ou cinco meses do ano com o excesso de chuvas. Dessa forma, as operações em campo devem sofrer atrasos desde o manejo e tratamento fitosanitário até o momento da colheita e implementação da segunda safra.
O café continua sendo prejudicado pelo execesso de umidade, mas para as lavouras de cana-de-açúcar, a tendência é de bom desenvolvimento. Há previsão de problemas durante a moagem, a partir de abril, justamente pelo fato de a chuva cortar mais tarde neste ano.
Centro-Oeste
Até abril ou maio, os três estados da região podem enfrentar excesso de chuva, com atraso nas operações de campo.
As lavouras em Mato Grosso e Goiás devem perder produtividade na safra de verão, devido à falta de luminosidade e da dificuldade em serem realizados os tratos culturais.
Nordeste
Como ocorre no Sudeste e no Centro-Oeste, os primeiros meses de 2025 devem trazer desafios à aplicação dos tratos culturais, em função da chuva em excesso.
Os estados que potencialmente terão mais problemas devido ao volume de água são o Maranhão e o Piauí.
A projeção é de uma safra boa na Bahia e nos demais estados da faixa leste da região.
Norte
O Tocantins é outro estado que deve receber muito volume de chuva até abril ou maio. Já no Pará, a chuva deve se concentrar principalmente na porção centro-sul do estado, ficando mais irregular na porção norte, o que pode impactar diretamente a produção de importantes munícipios produtores, como Paragominas e Santarém.
Em Rondônia, as chuvas regulares vão ajudar tanto a pecuária, com a recuperação das pastagens, quanto as lavouras em desenvolvimento.