sexta-feira, março 20, 2026

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vale a pena substituir o bonsmara no tricross? Especialista responde



A dúvida do pecuarista Marçal Dias, de Santa Rita do Pardo (MS), sobre se vale a pena trocar o bonsmara em seu tricross (angus x bonsmara x nelore) aborda um desafio central da pecuária intensiva: como manter o alto desempenho do gado 3/4 europeu no confinamento sem que o metabolismo elevado cause perda de peso.

O zootecnista Alexandre Zadra, especialista em genética, informa que o bonsmara, uma raça taurina com influência zebuína, possui metabolismo médio a alto. Segundo Zadra, se o produtor está notando perda de desempenho no cocho, o problema não reside na raça, mas na gestão do metabolismo desse gado adaptado ao frio em climas quentes, o que exige atenção redobrada à nutrição intensiva e ao tempo de recria.

Confira:

Opções para pecuaristas

Para realizar um tricross terminal de sucesso, o pecuarista deve optar por raças que produzam animais de grande porte e com pelo curto, favorecendo o conforto térmico. Zadra destaca que, se o objetivo é a terminação de tiro curto, o animal 3/4 europeu é o mais indicado, embora exija um investimento nutricional maior.

A decisão de substituir o bonsmara por outra raça bimestiça de grande porte, como canchim ou santa gertrudis, pode ser válida para padronizar o rebanho com o mesmo metabolismo. Contudo, o sucesso final dependerá do equilíbrio na dieta do gado.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Produção de rações cresce 2% e chega a 66,5 milhões de toneladas em 2025



A indústria brasileira de alimentação animal registrou alta de 2% na produção de rações entre janeiro e setembro de 2025, totalizando 66,5 milhões de toneladas, segundo prévia divulgada pelo Sindirações. A projeção da entidade é encerrar o ano com 90 milhões de toneladas, avanço de 2,8% sobre 2024.

O número considera apenas rações, o volume de sal mineral será adicionado no balanço consolidado. A soma dos dois segmentos compõe o desempenho geral do setor.

Para o CEO do Sindirações, Ariovaldo Zani, o resultado demonstra a resiliência da cadeia de alimentação animal. “A indústria permanece resiliente mesmo diante das incertezas globais, sustentada por eficiência, inovação e forte base produtiva”, afirma.

Avicultura mantém estabilidade apesar de embargos sanitários

A avicultura de corte consumiu 28 milhões de toneladas de rações até setembro, mantendo estabilidade mesmo após os embargos relacionados à influenza aviária. Segundo a ABPA, a produção de carne de frango deve superar 15 milhões de toneladas em 2025, impulsionada pelo consumo interno, hoje estimado em 47,8 kg por habitante ao ano.

Zani destaca a maturidade tecnológica do setor. “O dinamismo da avicultura reflete previsibilidade nutricional e capacidade de resposta diante das adversidades”. A previsão é chegar a 37,9 milhões de toneladas de ração até dezembro.

Postura avança com demanda firme e produção em alta

O consumo de rações na postura comercial somou 5,6 milhões de toneladas até setembro, impulsionado pela demanda doméstica por ovos. Segundo o IBGE, a produção nacional avançou 2,8% na comparação entre os terceiros trimestres de 2024 e 2025.

A expectativa é encerrar o ano com 7,4 milhões de toneladas. Para Zani, o ovo segue como proteína estratégica. “É acessível, nutritivo e sustenta o crescimento contínuo do setor de postura”.

A suinocultura consumiu 16,4 milhões de toneladas de rações entre janeiro e setembro. Apesar da leve sobreoferta no mercado interno, as exportações seguem firmes, mantendo o setor estável. A projeção é encerrar 2025 com 22 milhões de toneladas consumidas.

“A suinocultura brasileira demonstra elevada eficiência zootécnica e adaptação aos movimentos de mercado”, destaca Zani.

Leite: produção cresce, mas demanda limitada segura avanço

A pecuária leiteira registrou alta de 8% na captação formal, favorecida pelo clima e por custos operacionais estáveis. Porém, a demanda retraída e a maior presença de importados limitaram o desempenho.

O consumo de rações no segmento somou 5,6 milhões de toneladas, com previsão de chegar a 7,3 milhões até o final do ano. Segundo Zani, “a pecuária leiteira exige reinvenção permanente para enfrentar a concorrência e ganhar eficiência.”

Bovinos de corte têm melhora de margens em 2025

O segmento consumiu 5,3 milhões de toneladas de rações até setembro. A queda do custo dos concentrados, a reposição mais barata e a arroba estável ajudaram a melhorar as margens, especialmente no segundo giro do ano.

A previsão é superar 7,7 milhões de toneladas até dezembro. “O confinamento se consolida como peça-chave para regular oferta e ampliar produtividade”, afirma.

A aquicultura consumiu 1,3 milhão de toneladas de rações nos nove primeiros meses de 2025. A piscicultura industrial sentiu efeitos do tarifaço dos EUA e da concorrência asiática, enquanto a carcinicultura avançou com automação e manejo preciso, aumentando produtividade por hectare.

A expectativa é encerrar o ano com 1,9 milhão de toneladas. Zani destaca: “A aquicultura brasileira tem espaço extraordinário de expansão, especialmente com automação e nutrição de precisão.”

O setor de pet food consumiu cerca de 3 milhões de toneladas entre janeiro e setembro. A estimativa para o ano é de 4 milhões de toneladas, distribuídas entre:

  • Cães: 80%
  • Gatos: 19%
  • Outras espécies (pássaros, peixes, répteis etc.): 1%

Brasil reforça posição global em proteína animal

Segundo o Sindirações, a cadeia de proteína animal segue sustentada por tecnologia, eficiência zootécnica e padronização nutricional, fatores que mantêm o Brasil entre os principais players mundiais.

“A nutrição de precisão e os sistemas intensivos asseguram competitividade, eficiência e previsibilidade técnica”, conclui Zani.



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Conheça a Fazenda Alto da Serra, anfitriã da Abertura Nacional da Colheita da Soja!



A menos de dois meses para a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26, evento que marca oficialmente o início simbólico da colheita da safra 2025, a Fazenda Alto da Serra, em Porto Nacional (TO), se prepara para sediar a cerimônia. O evento será realizado no dia 30 de janeiro de 2026, às 8h.

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Segundo Renato Schneider, representante da Fazenda Alto da Serra, o grupo iniciou suas atividades no estado do Tocantins em 2012. “Desde então, estamos cultivando soja e milho. Temos também gado, transportes e armazenagem nas nossas unidades. A importância da Fazenda Alto da Serra para a região de Porto Nacional está relacionada à produção de alimentos e à geração de emprego”, destacou.

Ele explica que o grupo mantém projetos sociais nas proximidades da propriedade, como iniciativas com a escola rural e o projeto Se Liga na Fazenda. “Para nós, do Grupo Wink, é muito importante sediar a abertura nacional da colheita da soja. Estamos muito felizes como anfitriões deste evento e estamos nos preparando com uma boa condução da lavoura, com um plantio que proporcionará a possibilidade de realizar a colheita na data do evento.”

O Grupo Wink trabalha com monitoramento integrado de pragas e manejo integrado de doenças. Utiliza plantio direto a partir do segundo ano após a abertura das áreas, que em sua maioria eram pastagens degradadas convertidas em áreas produtivas de soja e milho.

“Nós seguimos todas as normas do Código Florestal vigente e buscamos, sempre, atualizações quanto às obrigações ambientais. O estado do Tocantins já enfrentou diversas dificuldades climáticas, com anos de muita chuva durante a colheita, que causaram perdas de qualidade, e também períodos de seca”, explica.

Segundo ele, o grupo busca mitigar o risco de seca por meio do consórcio de milho com braquiária e também com o uso de braquiárias solteiras para a formação de uma palhada de qualidade. A equipe trabalha com agricultura de precisão no manejo do perfil de solo. Para lidar com o excesso de chuva na colheita, a estratégia inclui o escalonamento das operações, o uso de variedades de soja com diferentes ciclos e o apoio de uma estrutura operacional eficiente, que envolve a unidade armazenadora responsável pelo recebimento e secagem dos grãos.

O nome Wink tem origem no sobrenome do avô materno de Schneider, que faleceu este ano. Sua história no agronegócio, iniciada em 1983 com a mudança do Rio Grande do Sul para Goiás, segue como referência e inspiração para a família. O legado deixado por ele continua sendo honrado pelas novas gerações, que expandiram as atividades para o Tocantins e hoje consolidam o Grupo Wink como uma presença importante na produção agrícola da região.

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Preço da carne de frango interrompe 3 meses de alta e cai em novembro



Os preços da carne de frango caíram em novembro, interrompendo três meses seguidos de alta. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com agentes consultados pelo instituto, a maior disponibilidade de frango vivo para abate ao longo do mês acabou elevando a oferta de carne no mercado atacadista. Além disso, o movimento sazonal de enfraquecimento da demanda na segunda quinzena do mês causou queda nos valores no período, o que pressionou a média mensal.

No atacado da Grande São Paulo o frango inteiro congelado teve média de R$ 7,77/kg em novembro, baixa de 2,1% frente à de outubro. Para as próximas semanas, as expectativas de colaboradores do Cepea são divergentes.

Uma parte do setor está otimista e à espera de reações nos preços, fundamentados no possível aquecimento na venda de aves neste período de final de ano. Por outro lado, outros agentes estão atentos à oferta de animal vivo acima da procura, que tenderia a manter o mercado da carne pressionado.

De forma similar as cotações dos ovos também vem estando pressionados, levando o poder de compra do avicultor de postura paulista a cair pelo terceiro mês consecutivo frente ao milho, atingindo o menor patamar do ano.

Em relação ao farelo de soja, o centro de pesquisas indica que o poder de compra vem recuando há cinco meses, sendo, em novembro, o menor desde fevereiro/25. Já no comparativo anual, a relação de troca dos produtores segue positiva, com avanços de até 20% frente ao farelo de soja e de até 11% na comparação com o milho.

Assim, pesquisadores explicam que a maior oferta no mercado interno pressionou as cotações dos ovos ao longo de novembro. Em Bastos (SP), o preço médio do branco tipo extra, a retirar (FOB), foi de R$ 131,48/caixa com 30 dúzias, 6% abaixo do de outubro. Para os ovos vermelhos, a média mensal foi de R$ 144,98/cx na região paulista, queda de 5,9%.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Diversidade genética amplia uso agrícola da berinjela



A equipe examinou 368 variedades que representam a diversidade global da espécie


A equipe examinou 368 variedades que representam a diversidade global da espécie
A equipe examinou 368 variedades que representam a diversidade global da espécie – Foto: Pixabay

A diversidade genética da berinjela ganhou novo alcance com a divulgação do conjunto completo de genes e características agronômicas da espécie. O trabalho reúne informações reunidas ao longo de oito anos de pesquisa e amplia o entendimento sobre a capacidade de adaptação do cultivo a diferentes ambientes, fator relevante diante das mudanças climáticas. A análise se baseou em uma coleção global com mais de 3400 variedades cultivadas e silvestres, usadas para identificar diferenças de desenvolvimento e evolução do vegetal.

O estudo foi conduzido por uma colaboração internacional que inclui o Instituto Nacional para a Pesquisa Agronômica da França. Os pesquisadores mapearam mais de 20 mil famílias de genes e 218 características agronômicas, entre elas resistência à marchitez fúngica e capacidade antioxidante. O conjunto, de livre acesso, fornece recursos para programas de melhoramento interessados em desenvolver variedades ajustadas a condições locais. Os resultados foram publicados em Nature Communications.

A equipe examinou 368 variedades que representam a diversidade global da espécie e duas ancestrais silvestres, com sequenciamento completo do genoma e observação em campo de características como resistência à seca, resistência a doenças e composição do fruto. Os ensaios ocorreram em locais com diferentes condições ambientais na Espanha, Itália e Turquia. A partir desses dados, os cientistas identificaram 16.300 famílias de genes essenciais presentes em todas as variedades e outras 4.000 consideradas opcionais. Algumas características apareceram em todas as regiões avaliadas, enquanto outras se manifestaram apenas em ambientes específicos, mostrando forte influência do clima e do manejo.





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Exportações do agro crescem 25,8% em novembro e ajudam Brasil a bater recorde histórico



O Brasil registrou em novembro de 2025 a maior corrente de comércio da série histórica para o mês, somando US$ 51,2 bilhões em fluxo total. O resultado foi impulsionado pelo forte desempenho das exportações agropecuárias, que cresceram 25,8% na comparação anual, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

As exportações gerais do país alcançaram US$ 28,5 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 22,7 bilhões, gerando superávit de US$ 5,8 bilhões no mês. No acumulado de janeiro a novembro, as vendas externas chegam a US$ 317,8 bilhões, alta de 1,8% ante 2024.

Agropecuária é destaque absoluto do mês

Entre os setores exportadores, o agro foi o grande destaque:

  • +US$ 1,16 bilhão em novembro
  • +25,8% sobre novembro de 2024

No acumulado do ano, o campo também mantém trajetória positiva, com aumento de US$ 3,45 bilhões (+5%) nas exportações.

Produtos da indústria de transformação também cresceram (+3,7%), enquanto a indústria extrativa recuou (–14%) no mês, puxada principalmente pela menor receita com minério.

Importações crescem, mas recuo no agro evita alta maior

Do lado das importações, o país registrou alta de 7,4% em novembro, somando US$ 22,7 bilhões. A indústria de transformação foi o setor que mais elevou suas compras externas (+9,3%).

Na agropecuária, porém, houve leve queda de 5,4%, o que ajudou a conter a expansão das importações totais.

Recorde também no acumulado do ano

De janeiro a novembro, o Brasil movimentou US$ 577,8 bilhões em comércio exterior, alta de 4,1% em relação ao mesmo período de 2024. O superávit acumulado atingiu US$ 57,8 bilhões.

Indicadores de novembro

  • Exportações: US$ 28,51 bi (+2,4%)
  • Importações: US$ 22,67 bi (+7,4%)
  • Superávit: US$ 5,84 bi
  • Corrente de comércio: US$ 51,19 bi (+4,5%)

Acumulado do ano (jan–nov)

  • Exportações: US$ 317,82 bi (+1,8%)
  • Importações: US$ 259,98 bi (+7,2%)
  • Corrente total: US$ 577,8 bi (+4,1%)



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bois confinados representam 31,7% dos animais destinados ao abate em 2025



A pecuária intensiva brasileira registrou avanços importantes em 2025. Dados da Scot Consultoria, levantados na expedição Confina Brasil, mostram que houve um crescimento médio de 18,4% no volume de animais terminados em confinamento neste ano em comparação com 2024. O estudo analisou 184 propriedades, responsáveis por 2,6 milhões de cabeças destinadas ao abate, o equivalente a 31,7% de todo o gado confinado de 2025, consolidando o peso estatístico da amostra.

A expedição percorreu 30 mil quilômetros de norte a sul do país ao longo de quatro meses. No total, mais de 3,4 milhões de cabeças de gado foram mapeadas, compondo o Benchmarking Confina Brasil 2025, relatório gratuito que reúne informações técnicas, econômicas e produtivas dos sistemas intensivos observados.

O documento detalha o perfil das propriedades, os modelos de intensificação adotados — como confinamento convencional, sistemas semi-intensivos e estações de pré-embarque — além de dados sobre infraestrutura, nutrição, mão de obra, manejo de dejetos e uso de tecnologias.

A pesquisa evidencia também a profissionalização da gestão nos sistemas intensivos. Entre as propriedades visitadas, 41,4% acompanham seus custos de produção de forma integrada e 85,9% utilizam algum tipo de consultoria ou assessoria especializada. Outro ponto de destaque é a incorporação gradual de ferramentas digitais e softwares de gestão, que reforçam a busca por eficiência e precisão nas rotinas operacionais.

Os indicadores zootécnicos refletem ganhos consistentes de produtividade, especialmente na redução da idade de abate. A idade média de saída dos machos ficou em 23,5 meses, enquanto as fêmeas alcançaram média de 19,9 meses, evidenciando maior precocidade nos sistemas intensivos.

Em relação aos custos de produção, o benchmarking reúne informações sobre gastos nutricionais, sanitários e operacionais, assim como dados da reposição e do boi gordo. Esse conjunto permite avaliar como a variação dos preços de mercado influencia a diária do confinamento e, por consequência, sua rentabilidade. A pesquisa mostra ainda que mais de 70% das propriedades que confinam também têm área de lavoura e mais da metade delas adota sistemas integrados de produção, como Integração Lavoura-Pecuária (ILP). Isso reforça a importância da agricultura como suporte para reduzir custos com alimentação e dar maior autonomia ao sistema.

Além dos dados de 2025, o relatório apresenta perspectivas para 2026, considerando o comportamento do mercado, os desafios dentro e fora da porteira e o cenário de preços dos insumos e da reposição. A Scot Consultoria destaca que o benchmarking se consolida como ferramenta estratégica para pecuaristas, consultores, técnicos e empresas que buscam entender a radiografia da pecuária intensiva e suas particularidades regionais.



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Exportações brasileiras para os EUA registram queda de 28% em novembro



As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram em novembro o quarto recuo mensal consecutivo, com queda de 28,1% na comparação anual, segundo dados da Amcham Brasil. Desde que o governo americano aplicou tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, em agosto, o desempenho das vendas externas tem sido amplamente negativo.

O movimento de retração tem sido generalizado: atinge tanto itens diretamente submetidos às sobretaxas quanto produtos não tarifados, como petróleo e celulose, que também apresentaram queda no período. Apesar disso, novembro mostrou uma redução menos intensa do que a registrada em outubro, o que, segundo a entidade, pode indicar o início de uma leve recuperação após as recentes isenções concedidas a produtos relevantes da pauta exportadora agroindustrial.

Mesmo com alguns sinais de alívio, mais de um terço das exportações brasileiras destinadas ao mercado americano segue sujeito a tarifas adicionais. O impacto dessas medidas ainda pesa de forma significativa sobre o fluxo comercial entre os dois países.

Para o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, o momento exige avanço nas negociações bilaterais.

“Brasil e Estados Unidos têm intensificado o diálogo em alto nível — um caminho que deve ser aprofundado, com vistas a um acordo bilateral capaz de reduzir as sobretaxas, normalizar as condições de acesso ao mercado americano e aprofundar a cooperação em temas de interesse comum”, afirma.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

A agricultura das Américas é o farol da segurança alimentar e da dignidade…


Manuel Otero, Diretor Geral do IICA, na apresentação de seu relatório de gestão na Conferência dos Ministros da Agricultura das Américas 2025, em Brasília, no qual destacou a transformação do Instituto em um hub de inovação e cooperação agrícola para o continente.

O Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) é hoje uma instituição moderna, desburocratizada, próxima aos países, ágil e com visão de futuro. Deixou de ser percebido exclusivamente como organismo técnico de nicho para se consolidar como um verdadeiro hub de inovação e cooperação agrícola no continente.

Assim se expressou o Diretor Geral do IICA, Manuel Otero, em seu relatório de gestão, apresentado no primeiro dia de sessões da Conferência dos Ministros da Agricultura das Américas 2025, que está acontecendo em Brasília.

Cerca de 30 ministros e vice-ministros da agricultura da região participam do encontro, que é organizado pelo governo brasileiro e pelo IICA, sob o tema “Uma nova narrativa para a agricultura e os sistemas agroalimentares das Américas”.

Otero expressou sua emoção por estar prestes a encerrar seu ciclo de oito anos como Diretor Geral do IICA, pois em Brasília será eleito seu sucessor, que assumirá em janeiro próximo.

Os ministros e os chefes de delegações presentes ressaltaram o trabalho de Otero por sua proximidade aos países e aos agricultores, além de seu permanente impulso à incorporação da ciência e da tecnologia como ferramentas para melhorar a produtividade e a resiliência do agro.

“O IICA é minha casa, minha paixão. Desde o primeiro dia como Diretor Geral, em janeiro de 2018, estava claro para mim que esta não seria uma gestão pessoal, mas uma travessia coletiva. Nada teria sido possível sem os representantes dos países que integram este organismo, minhas colegas e meus colaboradores do IICA e os produtores agropecuários, que nos inspiram com seu trabalho diário”.

Otero agradeceu, na pessoa do ministro Fávaro, a todo o Governo do Brasil por seu compromisso com a concretização da Conferência, que afirmou não ser distinto do de seus produtores agropecuários, que, amparados em políticas com visão de longo prazo, protagonizaram uma grande mudança, convertendo em poucas décadas um país inseguro do ponto de vista alimentar em uma potência agroalimentar global.

Na abertura de seu discurso, Otero expressou também sua solidariedade com as nações da região do Caribe, especialmente Bahamas, Jamaica, Haiti e República Dominicana, atingidas severamente pelo furacão Melissa, e anunciou que o IICA já constituiu um fundo de emergência que foi posto à disposição desses países. Os recursos serão acompanhados por uma mobilização de recursos técnicos destinada a mitigar os efeitos sobre as propriedades rurais, os agricultores e suas ferramentas de trabalho.

Fornecedor de soluções

“Por meio do diálogo permanente com os ministros e as ministras do setor agrícola das Américas, constatamos que a renovação e a modernização do IICA, alcançada em um complexo cenário internacional, reposicionou a instituição como um grande fornecedor de soluções, que é também capaz de influir na construção de uma visão e de uma narrativa sobre a agricultura inseparável das estratégias de desenvolvimento dos países”, observou Otero.

O Diretor Geral sublinhou o trabalho do IICA no impulso à conectividade e à digitalização rural, à agricultura 4.0 e à bioeconomia, com iniciativas como o Centro de Interpretação do Amanhã da Agricultura (CIMAG), que é visitado anualmente por 25 mil jovens só da Costa Rica.

Também se referiu ao trabalho em diplomacia agrícola, que levou a voz das agriculturas da região e de seus agricultores a espaços como as COP, a OMC, o G20, a OEA e a todos os foros internacionais relevantes, além do fortalecimento de parcerias com atores estratégicos como EMBRAPA, INTA, PROCISUR, CIMMYT, AGRA, APPRESID, a JAD dominicana, universidades, cientistas e organizações de produtores.

Otero afirmou que o IICA se transformou em uma grande ponte entre os ministérios da agricultura dos países, os mandatários da instituição e o setor privado, que são a coluna vertebral para o desenvolvimento da agricultura. Isso trouxe uma contribuição importante ao alinhamento do ecossistema agrícola à ideia de que a agricultura das Américas é parte da solução global, e não do problema.

“Nossa proposta foi tornar um setor insubstituível para a segurança alimentar, a paz social, a preservação dos recursos naturais, a criação de empregos, a geração de divisas e a interação com a ciência, a tecnologia e a inovação cada vez mais hierarquizado, reconhecido e valorizado pela sociedade e por seus representantes”, disse.

“O IICA de hoje” – acrescentou – “é semelhante ao que sonhamos há alguns anos atrás, capaz de desenvolver um novo mapa de parcerias estratégicas, projetar sua imagem e implementar uma estratégia agressiva de captação de recursos externos para servir melhor a nossos países”.

Otero revelou que quer deixar como legado de seu mandato a certeza de que o futuro da agricultura das Américas não está em ter saudade do passado, “mas em construir o que podemos e devemos ser. Neste sentido, chegou o momento de consolidar uma nova narrativa da agricultura, que fale de modernidade, sustentabilidade, inovação digital e biológica e de responsabilidade e compromisso social. Uma narrativa que nos projete como fornecedores confiáveis de alimentos, energia limpa, fibras e serviços ecossistêmicos para o mundo inteiro”.

“O agricultor, quando semeia, não pensa só na próxima safra; pensa nas gerações futuras. É o que acontece também com nosso trabalho na cooperação internacional: semear futuro, inclusive sabendo que outros colherão os frutos. Com gratidão infinita e esperança renovada, afirmo, com total convicção, que a agricultura das Américas continuará sendo o farol de segurança alimentar e dignidade rural para o mundo inteiro”, concluiu o Diretor Geral.





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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de café é estimada em 56,5 milhões de sacas em 2025


A produção brasileira de café em 2025 está estimada em 56,5 milhões de sacas de 60 quilos, segundo o 4º Levantamento de Café 2025 divulgado nesta quinta-feira (4). Mesmo em ano de bienalidade negativa, o volume representa o terceiro maior da série da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e supera em 4,3% o resultado da safra passada. A Conab atribui o desempenho à combinação entre uma redução de 1,2% na área em produção, calculada em 1,85 milhão de hectares, e à produtividade média nacional projetada em 30,4 sacas por hectare, impulsionada pelo avanço do conilon.

Com menor impacto da bienalidade, o conilon alcança 20,8 milhões de sacas em 2025, considerado pela Conab um recorde histórico. O órgão destaca que “a regularidade climática favoreceu o vigor das plantas e resultou em elevada carga produtiva”. O crescimento é de 42,1% em relação ao ano anterior. No Espírito Santo, maior produtor nacional, a colheita chega a 14,2 milhões de sacas, aumento de 43,8%. Na Bahia, são esperadas 3,29 milhões de sacas, alta de 68,7%, enquanto Rondônia registra estimativa de 2,32 milhões, avanço de 10,8%.

Para o café arábica, o levantamento aponta redução no volume colhido. A Conab explica que a bienalidade negativa e a escassez hídrica limitaram o potencial das lavouras. A área em produção recuou 1,5%, totalizando 1,49 milhão de hectares, e a produtividade média caiu 8,4%, atingindo 24,1 sacas por hectare. A safra do ciclo atual é estimada em 35,76 milhões de sacas, queda de 9,7%.

Em Minas Gerais, maior produtor de arábica, a colheita fechou em 25,17 milhões de sacas, redução de 9,2%. Segundo o levantamento, o estado foi afetado pelo ciclo de bienalidade negativa e por “longo período de seca nos meses que antecederam a floração”. Em São Paulo, a produção está estimada em 4,7 milhões de sacas, queda de 12,9% devido à estiagem e às altas temperaturas. A Bahia, por outro lado, registra aumento de 2,5%, com destaque para o Cerrado, que cresceu 18,5%.

No mercado internacional, o Brasil exportou 34,2 milhões de sacas de café entre janeiro e outubro de 2025, baixa de 17,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O recuo é atribuído à limitação dos estoques no início do ano após o recorde de embarques de 50,5 milhões de sacas em 2024.

Embora o volume exportado tenha diminuído, o valor exportado alcançou US$ 12,9 bilhões nos dez primeiros meses de 2025, superando o total de 2024. O MDIC informa que o desempenho é resultado da elevação dos preços internacionais do café. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) avalia que, mesmo com a expectativa de aumento da produção mundial em 2025/26, não devem ocorrer reduções expressivas nos preços, devido ao estoque remanescente reduzido. O USDA destaca que “o estoque mundial no início da safra 2025/26 é o mais baixo dos últimos 25 anos”, estimado em 21,8 milhões de sacas.





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