terça-feira, março 10, 2026

Agro

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Primeiro programa do ano: Soja Brasil aborda safra recorde, mas alerta para gargalos logísticos


Reprodução Soja Brasil

O ano de 2026 já começou e junto com a 2026 começou com episódio novo do Soja Brasil, abrindo o ano com uma visão ampla sobre o cenário da oleaginosa no país. O programa destaca a expectativa de safra recorde, estimada em mais de 177 milhões de toneladas, e os desafios logísticos que devem se intensificar nos períodos de pico da colheita, pressionando transporte e armazenagem. Confira:

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Expedição Soja Brasil

A expedição segue pela estrada e, em Mato Grosso, mostra produtores que adotam práticas sustentáveis para recuperação e preservação de mananciais. O destaque vai para ações como proteção de nascentes, plantio direto, rotação de culturas e uso racional de insumos, reforçando que é possível produzir soja com responsabilidade ambiental.

Sucessão familiar

No Sul do país, o foco é a sucessão familiar no agronegócio, um dos grandes desafios do setor, diante da baixa rentabilidade e da saída de jovens do campo. O programa mostra histórias reais de famílias que buscam manter o negócio rural vivo por meio de organização, diálogo e gestão profissional.

Abertura Nacional da Colheita

A edição também anuncia a Abertura Nacional da Colheita, marcada para o dia 30 de janeiro, em Porto Nacional (TO), evento que vai destacar a importância econômica e social da soja. O episódio ainda traz análise de mercado, perspectivas para 2026 e a previsão do tempo para auxiliar o produtor no início da colheita.

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Morre Udelson Nunes Franco, proprietário da Fazenda Angico e referência no Nelore Mocho


Udelson Nunes Franco
Foto: divulgação/redes sociais

Udelson Nunes Franco faleceu nesta sexta feira (9), deixando um legado de seis décadas na pecuária, especialmente no Nelore Mocho. Proprietário da Fazenda Angico, ele se destacou pelo trabalho incansável e pela paixão pela raça, que contribuiu para o seu desenvolvimento no país.

Além de seu legado na Fazenda Angico, Udelson Nunes também teve atuação destacada como conselheiro da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) por várias gestões.

Em 2014, recebeu o Mérito ABCZ, a maior honraria concedida pela associação, em reconhecimento à sua contribuição para a pecuária nacional.

Colegas, parceiros e amigos lembram dele como um profissional incansável, cuja paixão e comprometimento contribuíram de forma significativa para o avanço da raça no país.

A ACNB expressou seus sentimentos à família Franco, destacando o legado deixado por Udelson Nunes e a importância de sua contribuição para a pecuária brasileira.

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Agricultora faz crochê durante cirurgia no cérebro para retirada de tumor


Foto: Reprodução Redes Sociais

Um vídeo gravado durante a cirurgia de uma agricultora de Cascavel (PR) tem chamado a atenção nas redes sociais. Elidimar Ferreira Martins Galter, de 45 anos, passou por um procedimento para a retirada de um tumor no cérebro enquanto fazia crochê. As imagens foram divulgadas pelo Hospital de Câncer Uopeccan e pelo neurocirurgião Bruno Amorim, responsável pelo procedimento, e rapidamente viralizaram.

De acordo com o médico, a realização da cirurgia com o paciente consciente e executando uma atividade tem papel fundamental no sucesso da intervenção. A técnica permite monitorar em tempo real funções essenciais, como fala e movimentos, garantindo que áreas sensíveis do cérebro não sejam comprometidas durante a retirada do tumor.

Ainda segundo Amorim, a agricultora não sentiu dor ao longo do procedimento, já que o cérebro não possui terminações nervosas responsáveis pela sensação dolorosa, apesar de ser o órgão que processa os estímulos de dor no corpo humano.

Após o sucesso da cirurgia, Elidimar segue em tratamento, com acompanhamento médico contínuo, e se recupera bem.

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AgroNewsPolítica & Agro

Agricultores franceses protestam contra acordo UE-Mercosul



O protesto foi convocado pela Coordenação Rural


O protesto foi convocado pela Coordenação Rural
O protesto foi convocado pela Coordenação Rural – Foto: Reprodução

A mobilização de agricultores em grandes centros urbanos voltou a expor tensões entre o setor agropecuário e as políticas comerciais e sanitárias adotadas na Europa. Em meio a discussões sobre acordos internacionais e medidas de controle de doenças animais, manifestações recentes evidenciam o descontentamento de produtores com decisões que consideram prejudiciais à atividade rural.

Cerca de uma centena de tratores entrou em Paris na madrugada de quarta para quinta-feira, bloqueando ruas e avenidas centrais próximas a pontos turísticos e sedes institucionais. Apesar de um decreto que proibia manifestações não autorizadas em áreas sensíveis, parte dos agricultores conseguiu avançar até regiões como o entorno da Torre Eiffel, a Avenida Champs-Élysées e o Arco do Triunfo, enquanto outros veículos foram contidos nas entradas da capital. A mobilização causou congestionamentos significativos em rodovias de acesso à cidade.

O protesto foi convocado pela Coordenação Rural, sindicato que se opõe ao acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul e critica a condução do governo francês no enfrentamento da dermatose nodular contagiosa, doença viral que afeta bovinos. Os manifestantes pedem mudanças na política sanitária, especialmente no que se refere ao abate sistemático de animais infectados e às restrições de movimentação impostas aos rebanhos.

No debate interno do setor, há divergências entre sindicatos. Enquanto a Federação Nacional dos Sindicatos de Exploração Agrícola defende as medidas adotadas pelo governo como necessárias para conter a doença, outras entidades argumentam que apenas os animais doentes deveriam ser abatidos, com vacinação em escala nacional para o restante do gado.

O contexto político amplia a tensão. A França mantém oposição ao acordo entre a UE e o Mercosul e tenta articular uma minoria de bloqueio no bloco europeu, mesmo diante de posições mais favoráveis de países como a Itália. Paralelamente, o governo anunciou medidas para restringir importações agrícolas que não atendam aos padrões sanitários e ambientais europeus, buscando responder às pressões do campo.

 





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Exportações brasileiras de etanol registram pior desempenho em oito anos


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Foto: Secretaria de Energia e Mineração de São Paulo

As exportações brasileiras de etanol reagiram em dezembro após dois meses consecutivos de forte retração, totalizando 173 milhões de litros, aumento de 56,8% na comparação anual, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

exportação de etanol brasileiro
Fonte: Secex/MDIC. Elaboração Datagro

Ainda assim, o volume permaneceu 6,3% abaixo da média dos últimos cinco anos para o mês, indicando uma recuperação apenas parcial, indica a consultoria Datagro.

No acumulado de 2025, as exportações de etanol do Brasil somaram 1,612 bilhão de litros, queda de 14,6% em relação a 2024 e de 20% frente à média dos últimos cinco anos, configurando o menor volume anual exportado desde 2017.

Receitas com as exportações

receita das exportações
Fonte: Secex/MDIC. Elaboração Datagro

As receitas com as exportações de etanol alcançaram US$ 101 milhões em dezembro de 2025, crescimento de 67,5% na comparação anual, refletindo tanto o aumento dos volumes quanto a ligeira recuperação de preços.

O valor médio do etanol exportado foi de US$ 0,58/litro, acima dos US$ 0,55 registrados em dezembro de 2024. No acumulado de 2025, as receitas totalizaram US$ 934 milhões, retração de 11,2% frente ao ano anterior, apesar da elevação do preço médio do litro embarcado de US$ 0,56 em 2024 para US$ 0,58 em 2025.

Em dezembro, a Coreia do Sul permaneceu como principal destino do etanol brasileiro, com 98 milhões de litros, equivalentes a 56,5% do total exportado no mês. Na sequência, os Países Baixos absorveram 40 milhões de litros (23,2%), principal porta de entrada do produto na Europa, enquanto as Filipinas importaram 15 milhões de litros (8,8%).

Embarques ao longo de 2025

destinos do etanol brasileiro
Fonte: Secex/MDIC. Elaboração Datagro

No acumulado de 2025, os seguintes países lideraram as compras de etanol brasileiro:

  • Coreia do Sul: 780 milhões de litros (48,4% do total), praticamente estável na comparação anual (-0,3%);
  • Estados Unidos: 253 milhões de litros (15,7%), queda de 18,4% frente a 2024;
  • Países Baixos: 221 milhões de litros (13,7%), alta de 45,3% em um ano.

Outros destinos relevantes incluíram Gana, com 61 milhões de litros (3,8%), e Camarões, com 49 milhões de litros (3,0%), ambos com expansão expressiva das importações, de 40,8% e 129,1%, respectivamente.

Por outro lado, Filipinas (3,8%) e Nigéria (2,8%) reduziram suas compras de etanol brasileiro em 36,3% e 59,9%, respectivamente. Os demais 66 destinos responderam por apenas 8,9% do volume exportado em 2025.

Por outro lado, as importações brasileiras de etanol registraram forte crescimento em 2025, totalizando 319 milhões de litros, avanço de 66,2% frente a 2024 e o maior volume importado desde 2021. De acordo com os dados da Secex, do total adquirido, 43,9% tiveram origem nos Estados Unidos, 29,9% no Paraguai e 26,2% na Argentina. 

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Mercado de trabalho agro segue aquecido, mas enfrenta escassez de mão de obra


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Foto: Freepik

O mês de janeiro, que é sinônimo de renovação para muitas pessoas, também pode representar um período de ótimas oportunidades no mercado de trabalho. Para o agronegócio não poderia ser diferente, uma vez que o setor mostra sinais consistentes de crescimento mesmo diante de desafios econômicos e estruturais.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a previsão é que o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária em 2025 alcance R$ 1,41 trilhão, um aumento de 11,4% frente ao resultado de 2024. Os dados ainda não estão consolidados, mas demonstram a força do agro na economia.

Dentro desse contexto, o especialista no setor e CEO da Wiabiliza, Jorge Ruivo, avalia que não existe espaço para improvisos no agro. “Isso acabou há muito tempo. Se você não tiver um time alinhado, não alcança o resultado que poderia”, alerta. Ele avalia que falar de recursos humanos é investir na gestão de pessoas como ativo estratégico.

Encontrar essas pessoas, porém, tem sido um grande desafio para as empresas. Para o especialista, há um “apagão” de mão de obra no mercado agro. Isso porque fatores como a falta de qualificação e de experiência podem ser entraves na hora de preencher uma vaga.

Agro paga mais, mas falta qualificação

O agronegócio não cresce só em valor de produção, mas também em renda salarial. Até o trimestre encerrado em novembro de 2025, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a renda do setor rural registrou crescimento de 7,3% frente ao mesmo período de 2024. Em valores, esse ganho representa R$ 154 a mais no final do mês para quem trabalha no campo.

Esse crescimento salarial, segundo Ruivo, reflete a ausência de profissionais especializados no setor. “Se houvesse quantidade suficiente de mão de obra, não seria necessário pagar além do que a inflação ou a convenção coletiva ajustam nas negociações”, diz. O especialista afirma que existem cargos atualmente com reajustes de até 20%.

Nesse contexto, a palavra de ordem é estudar e entender o agro. Em um setor que se moderniza para crescer, é necessário saber interpretar os sistemas de informação, que estão cada vez mais complexos. “Não é só ler: é interpretar o que a máquina está mostrando e tomar decisões em tempo real para corrigir desvios”, afirma.

Ruivo também destaca as mudanças tecnológicas que acompanham as funções no mercado de trabalho agro. Na avaliação dele, “essa mão de obra não está preparada.” E o alerta também vale para quem contrata, uma vez que as empresas precisam saber definir os processos. “Se você não fizer isso, vai ter problemas no time”, reforça.

“Não existe mais espaço para improvisos no agro”, diz Jorge Ruivo, especialista com quase 40 anos de atuação no setor

Áreas de atuação que serão destaque em 2026

Se antes o mercado de trabalho agro dependia do período entre uma safra e outra, a situação atual se mostra completamente diferente. O especialista cita o exemplo do setor sucroenergético, que costumava apresentar queda no número de admissões durante a entressafra.

“Você pega uma usina flex, que mói cana em um período e milho no outro; ela mói o ano inteiro. Isso faz com que essa mão de obra seja cada vez mais demandada. E não há profissionais suficientes para ocupar todas essas posições”, complementa.

Entre as áreas com maior potencial de contratação neste ano estão as ligadas a sistemas e tecnologia da informação; operadores de máquinas e drones; e, no nível executivo, com profissionais que dominem, além da gestão, as tecnologias envolvidas.

“Há 30 anos, o executivo era mais barato. Hoje, um diretor financeiro ou de tecnologia pode ser mais caro no agro do que em outros setores, por causa do nível de tecnologia embarcada”, diz.

Outro ponto destacado por Ruivo é a sucessão das empresas, seja ela familiar ou não. “Sucessor não é simplesmente alguém da família ‘sentar na cadeira’. Pode ser alguém do mercado ou até um funcionário antigo, desde que preparado”, analisa.

Ele explica ainda que isso não é tendência, o que acaba encarecendo todo o processo. De cem empresas, somente o percentual de 5% a 10% trabalha a sucessão de forma estruturada.

Demanda seguirá alta nos próximos anos

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve colher um total de 354,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, um ligeiro aumento de 0,6% frente à temporada 2024/25. Apesar do crescimento tímido, o volume representa um novo recorde na produção do país.

Diante dessa perspectiva, a tendência é de um mercado de trabalho aquecido por um longo período. “A demanda deve continuar alta pelos próximos cinco anos”, explica Ruivo, fator sustentado pela maior produção de etanol de milho. “Muitas usinas estão virando flex ou sendo construídas do zero”, destaca.

Para o especialista, pontos como gestão profissional e investimento em logística serão primordiais para a expansão do agronegócio e, consequentemente, das vagas destinadas a profissionais do setor. “O agro carrega o PIB do país. Com mais infraestrutura e investimento em logística, o Brasil pode chegar a um patamar difícil de ser alcançado”, conclui.

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MT: colheita de soja começa com bom desempenho, mas alto custos seguem como gargalos


Reprodução Canal Rural

Os acumulados de chuva desde o início de setembro somam cerca de 800 milímetros, criando um cenário climático bastante favorável ao desenvolvimento da soja. Apesar de pequenos veranicos registrados em novembro, o ciclo da cultura transcorreu sem grandes estresses hídricos em diversas regiões produtoras, o que permitiu o início da colheita ainda no fim de dezembro, a partir do dia 28, especialmente nas áreas com soja precoce.

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Em propriedades com solos de maior teor de argila, entre 55% e 60%, consideradas áreas de alto potencial produtivo, a média inicial tem superado as expectativas históricas. Produtores que costumam colher entre 75 e 78 sacas por hectare registram, neste início, médias em torno de 83 sacas em cerca de 700 hectares já colhidos. No entanto, a tendência é de redução da produtividade à medida que a colheita avance para áreas mais manchadas e talhões com menor qualidade de solo.

Nas áreas arenosas, com 10% a 20% de argila, a expectativa é de produtividade mais modesta, variando entre 60 e 65 sacas por hectare, dentro do padrão histórico. Já em áreas novas, também arenosas e ainda em fase de consolidação produtiva, os rendimentos podem ficar abaixo de 50 sacas. Com isso, a média final da fazenda dificilmente deve alcançar os patamares acima de 80 sacas por hectare, o que pressiona diretamente a margem líquida do produtor.

A colheita segue em ritmo acelerado, com previsão de conclusão em aproximadamente uma semana, desde que o clima colabore. De acordo com a reportagem, a estratégia é não interromper os trabalhos, garantindo a retirada da soja no ponto ideal, evitando perdas por grãos verdes ou deterioração, e assegurando o armazenamento adequado nos silos. A eficiência operacional, segundo os produtores, é determinante neste momento do ciclo.

Nesse contexto, o uso de tecnologia tem sido um aliado importante. Sistemas de telemetria permitem o monitoramento em tempo real do consumo de combustível, do desempenho das máquinas e da eficiência da colheita, possibilitando ajustes imediatos. Em um cenário de margens apertadas, o controle rigoroso de custos tornou-se indispensável, especialmente em propriedades com grande frota de máquinas.

A boa distribuição das chuvas ao longo do ciclo deixou as lavouras bem desenvolvidas, uniformes e com padrão visual positivo. Em algumas áreas, a soja precoce já alcança cerca de 97 dias, com expectativa de bons resultados nas primeiras 500 hectares colhidas. O restante das áreas deve entrar em colheita em 10 a 12 dias, permitindo a estratégia de colher a soja e, na sequência, implantar o algodão como segunda safra, aproveitando uma janela considerada favorável.

Outro fator que pesa é o aumento dos investimentos realizados em períodos de custos elevados, o que hoje exige um maior volume de sacas para pagamento dessas despesas. A combinação de custos altos e preços defasados do grão reforça a necessidade de planejamento financeiro, acompanhamento de mercado e travamento gradual de vendas para formação de uma média de preços mais equilibrada.

Em municípios vizinhos, como Sapezal, onde cerca de 360 mil hectares de soja foram cultivados nesta safra, as colheitadeiras também já entraram em campo. Por enquanto, o ritmo ainda é tímido e concentrado em grandes grupos produtores que destinam as áreas à implantação do algodão na segunda safra. Há lavouras plantadas desde setembro, passando por outubro e novembro, o que deve resultar em uma colheita mais intensa a partir da segunda quinzena de janeiro.

Com um longo caminho de colheita pela frente e a presença de áreas marginais que tendem a derrubar a média, o maior receio dos produtores segue sendo a rentabilidade. A orientação é de fazer contas, acompanhar de perto o custo de produção, monitorar o mercado e planejar as vendas de forma estratégica. Em um cenário desafiador, manter a eficiência e a saúde financeira tornou-se tão importante quanto colher bem.

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O acordo UE–Mercosul é menos sobre tarifas e mais sobre escolha política


Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, União Europeia
Foto:
European Parliament

Depois de décadas de idas e vindas, a União Europeia autorizou a assinatura do acordo comercial com o Mercosul. Não é a entrada em vigor. É o início formal de um processo longo, gradual e cheio de etapas. Ainda assim, trata-se de um marco histórico no comércio internacional.

As negociações começaram no fim dos anos 1990. Desde então, o texto foi travado, reaberto e renegociado inúmeras vezes. Poucos acordos no mundo exigiram tanto tempo porque poucos envolveram tantos países, tantos setores sensíveis e interesses tão conflitantes. Quanto maior o acordo, mais difícil é acomodar vencedores e perdedores.

O tratado une dois grandes blocos. De um lado, o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai). Do outro, os 27 países da União Europeia. Juntos, somam mais de 700 milhões de consumidores e um potencial de comércio que pode chegar à casa do trilhão de dólares ao longo do tempo, é um dos maiores acordos comerciais já tentado no planeta.

Na prática, o acordo prevê redução gradual de tarifas, regras comuns para comércio, serviços e investimentos, além de prazos longos de adaptação. Nada acontece de uma vez. Setores mais sensíveis terão anos, em alguns casos mais de uma década, para se ajustar, Não há choque imediato nem “abertura total” do dia para a noite.

O grande nó sempre foi a agricultura. O Mercosul é altamente competitivo na produção de alimentos. A Europa, por sua vez, mantém um modelo agrícola fortemente subsidiado e protegido, com custos elevados e menor capacidade de competir em preço. Eficiência produtiva de um lado, proteção estatal do outro.

Mesmo com a autorização para assinatura, a Europa segue dividida. Países como a França e a Irlanda se posicionaram contra ou com fortes ressalvas. O discurso oficial fala em meio ambiente, padrões sanitários e defesa do pequeno agricultor.

Mas o pano de fundo é outro: perda de competitividade. Em vez de enfrentar o desafio de estrutura, modernização, produtividade e custos, parte da agricultura europeia prefere erguer barreiras. O veto agrícola é, antes de tudo, uma escolha eleitoral interna.

Para o Mercosul, o acordo abre portas importantes. Acesso preferencial a um mercado rico e estável, mais previsibilidade para exportadores e novas oportunidades para carnes, café, açúcar, etanol, sucos e produtos com maior valor agregado.Ganhos existem, mas são graduais e estratégicos, não imediatos.

Do lado europeu, os benefícios também são claros. Acesso a alimentos e matérias-primas em escala, diversificação de fornecedores e maior segurança em cadeias produtivas num mundo cada vez mais instável.

Além disso, o acordo tem peso geopolítico: sinaliza que a Europa ainda aposta no multilateralismo, mesmo com o avanço do protecionismo global. Fechar mercados custa caro num mundo fragmentado.

O momento do avanço não é casual. Tensões comerciais globais, aumento de tarifas e disputas geopolíticas pressionaram os blocos a buscar alternativas. Quando o comércio global endurece, acordos entre regiões ganham valor estratégico. Proteger demais pode isolar; negociar pode abrir saídas.

Apesar do avanço, o caminho ainda é longo. Vêm pela frente a assinatura formal, a análise do Parlamento Europeu, processos de ratificação interna e, só então, a implementação gradual. Anos, não meses.

Para o cidadão comum, a mensagem é simples. O acordo não muda preços amanhã, não provoca invasões de produtos nem destrói setores de imediato. Ele cria regras previsíveis para uma integração econômica que será construída passo a passo. É uma aposta no futuro, não um remendo de curto prazo.

Depois de 25 anos, o acordo UE–Mercosul finalmente saiu da inércia política. Ainda há resistências, ajustes e disputas. Mas o essencial aconteceu: a porta foi aberta.

Num mundo mais protecionista, mais endividado e mais instável, esse acordo representa uma escolha clara, negociar, integrar e ganhar escala, em vez de levantar muros.

O relógio começou a andar. E, desta vez, parece que não volta para trás.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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AgroNewsPolítica & Agro

Negócios de milho seguem pontuais


No Rio Grande do Sul, as negociações de milho seguem pontuais, concentradas entre cooperativas e pequenas indústrias, mantendo a liquidez limitada no mercado spot, segundo informações da TF Agroeconômica. “As referências continuam bastante amplas, variando entre R$ 58,00 e R$ 72,00/saca, enquanto o preço médio estadual recuou 1,52%, para R$ 62,18/saca, refletindo ajustes localizados e a baixa participação dos compradores”, comenta.

O mercado catarinense de milho começou 2026 sem sinais de reação, refletindo a ampla distância entre pedidas e ofertas e o ritmo mais lento típico deste período do ano. “Produtores seguem indicando valores próximos de R$ 80,00/saca, enquanto as indústrias permanecem ao redor de R$ 70,00/saca, cenário que continua impedindo avanços nas negociações”, completa.

O mercado paranaense de milho iniciou o ano em ritmo lento. “Produtores seguem indicando valores próximos de R$ 75,00/saca, enquanto as indústrias trabalham ao redor de R$ 70,00/saca CIF, cenário que preserva o impasse e limita a liquidez no mercado spot, com negócios pontuais e sem força para alterar o quadro geral”, indica.

O mercado de milho em Mato Grosso do Sul iniciou 2026 com negociações limitadas. “As referências seguem concentradas entre R$ 53,00 e R$ 58,00/saca, com Campo Grande e Sidrolândia nos níveis mais baixos, enquanto Maracaju e Chapadão do Sul registraram leves avanços, sem alterar de forma significativa o cenário geral”, informa.

O mercado goiano de milho segue operando com baixa fluidez, mesmo após os ajustes observados nas últimas semanas. “As referências permanecem concentradas entre R$ 57,00 e R$ 59,00/saca, porém, após atingir o topo estadual, Anápolis passou por ajuste negativo”, conclui.

 





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Turquia habilita nove fábricas brasileiras de gelatina e colágeno


Bandeiras da Turquia e do Brasil
Foto: Reprodução/Mapa

A Turquia habilitou nove unidades brasileiras para exportar gelatina e colágeno. A decisão amplia o acesso do Brasil a esse mercado e reforça o reconhecimento sanitário da produção nacional.

A autorização é resultado de auditorias presenciais e da análise de documentos técnicos. As avaliações verificaram controles de qualidade, processos produtivos e requisitos sanitários exigidos pelas autoridades turcas.

A inclusão das plantas brasileiras ocorreu após missão veterinária oficial realizada no fim de 2025. Parte das habilitações também considerou o histórico das unidades já aprovadas pela União Europeia.

Auditorias e análise documental

Durante a missão técnica, autoridades da Turquia visitaram três estabelecimentos no Brasil. As auditorias confirmaram a conformidade das plantas com as normas sanitárias exigidas para a produção de gelatina e colágeno destinados à exportação.

Outras seis unidades brasileiras foram habilitadas com base em análise documental. Essas plantas já integravam a lista TRACES, sistema da União Europeia que reúne estabelecimentos autorizados a exportar produtos de origem animal.

Com base nessa equivalência sanitária, o Ministério da Agricultura e Florestas da Turquia incluiu as unidades brasileiras na sua lista oficial de exportadores autorizados. O procedimento dispensou novas visitas presenciais, mas exigiu a comprovação dos controles adotados no Brasil.

Sistema TROIS e status das habilitações

Os registros das empresas habilitadas são feitos no sistema TROIS. A plataforma foi recentemente implantada pela Turquia e concentra informações sobre países e estabelecimentos aptos a exportar produtos de origem animal.

O sistema reúne exportadores de gelatina, colágeno, pescados, lácteos e carnes que atendem às exigências sanitárias turcas. A consulta é pública e permite acompanhar a situação das habilitações por produto e por país.

Atualmente, o TROIS lista dez estabelecimentos autorizados a exportar gelatina e colágeno para a Turquia. Seis deles são brasileiros, o que reforça a presença do Brasil nesse mercado específico.

No detalhamento por produto, há unidades habilitadas exclusivamente para gelatina e outras apenas para colágeno. Entre esses registros, o Brasil aparece tanto nas autorizações voltadas à gelatina quanto nas de colágeno.

Próximos passos para o setor

Além das nove habilitações já concedidas, outros oito estabelecimentos brasileiros seguem em análise pelas autoridades turcas. A expectativa do setor é de novas inclusões nos próximos meses.

A ampliação da lista fortalece a previsibilidade das operações comerciais e consolida o acesso do Brasil ao mercado turco. Para as indústrias, a habilitação reduz incertezas e cria condições mais estáveis para o planejamento das exportações.

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