quinta-feira, março 19, 2026

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Produtor transforma área ociosa em ativo ambiental no Sul de Minas



Um produtor rural de Pouso Alegre (MG) reflorestou áreas improdutivas de sua fazenda e passou a gerar renda com contratos de compensação ambiental. O caso destaca o potencial do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), mas também revela os limites impostos pela falta de regulamentação nacional.

Segundo o advogado tributarista Fernando Melo de Carvalho, o cenário atual impede que milhões de pequenos produtores acessem o benefício, mesmo sendo responsáveis pela maior parte da preservação no país. Dados do Incra mostram que 93% das propriedades rurais têm menos de 100 hectares, mas ainda assim recebem pouco estímulo para conservar.

Entraves legais e impacto no produtor

Carvalho explica que a Lei nº 14.119/2021 criou o PSA para remunerar atividades como conservação de florestas, proteção de nascentes e recuperação de áreas degradadas. No entanto, a ausência do Cadastro Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais impede a aplicação plena dos incentivos previstos, especialmente em contratos entre particulares.

Para o especialista, essa lacuna torna difícil transformar preservação em receita, principalmente entre pequenos e médios produtores. Ele afirma que, hoje, muitos recorrem apenas ao mercado de créditos de carbono, um modelo mais caro e voltado a projetos de grande escala.

“Sem segurança jurídica e mecanismos claros, o produtor deixa de receber por serviços ambientais que já presta”, afirma. Segundo Carvalho, a regulamentação permitiria que áreas inutilizadas ganhassem destinação econômica, ampliando a renda no campo e reforçando a conservação.

Reflorestamento e novos contratos em Minas Gerais

Nesse contexto, o produtor Fábio Garcia decidiu reflorestar trechos da Fazenda Copaíba, onde a inclinação do terreno ou a presença de áreas úmidas impedia o cultivo tradicional. Ele plantou cerca de doze mil árvores nativas, em área de Mata Atlântica, integrando recomposição florestal, proteção de nascentes e melhoria da paisagem rural.

A iniciativa deu origem a uma empresa própria para ofertar a área como solução de compensação ambiental a indústrias e à prefeitura de Pouso Alegre. Desde 2024, três contratos foram firmados com empreendimentos que tinham obrigações de plantio para atender licenças ambientais. O produtor relata taxa de sobrevivência de 99% das mudas plantadas.

Com orientação jurídica, a receita foi enquadrada como PSA, e não como prestação de serviço comum. Isso possibilitou aplicar isenções previstas na legislação em contratos com entes públicos. A expectativa é que, com o cadastro nacional implementado, o mesmo possa ocorrer em acordos entre empresas privadas.

Potencial do PSA e desafios para expansão

Para Carvalho, o exemplo mostra como o PSA poderia ampliar a renda no campo ao transformar áreas ociosas em novos ativos. Ele lembra que muitos imóveis rurais possuem faixas semelhantes às da Fazenda Copaíba, desmatadas no passado e hoje sem uso produtivo.

O tributarista reforça que as empresas conseguem cumprir suas obrigações ambientais com mais eficiência, enquanto o produtor recebe pela conservação. No entanto, sem regulamentação federal, o modelo ainda não se sustenta em larga escala. “A lei é de 2021 e o cadastro não saiu do papel. Isso dificulta novos contratos e reduz o interesse do produtor”, afirma.

O caso mineiro, diz o especialista, demonstra que há demanda e benefícios mútuos, mas o avanço depende de segurança jurídica para todo o setor.



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Ciclone extratropical coloca alguns estados em alerta nesta semana; veja quais



A formação e o avanço de um ciclone extratropical sobre o Sul do país colocam grande parte do Brasil sob alerta para chuva volumosa, rajadas de vento, granizo e até risco de tornados. Produtores devem redobrar cuidados ao longo da semana.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

A seguir, o panorama completo por região:

Região Sul

Com o deslocamento da área de baixa pressão para o oeste do Rio Grande do Sul, pancadas de chuva moderadas a fortes atingem o sul, sudeste, oeste, noroeste e metade norte gaúcha, além do oeste de Santa Catarina e do oeste e centro-norte do Paraná. Há risco de temporais isolados e temperaturas ainda elevadas em algumas áreas.

O alerta vermelho permanece válido para toda a região devido ao ciclone extratropical, que provoca tempo severo até sexta-feira (12), incluindo queda de granizo, ventos acima de 100 km/h e possibilidade de tornados e microexplosões.

As operações em campo ficam comprometidas, com risco de falta de energia. Embora a chuva favoreça as áreas produtoras, o volume elevado em curto intervalo pode causar lixiviação e alagamentos.

No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, os acumulados variam de 80 a 100 milímetros, mantendo boa umidade do solo e revertendo o déficit hídrico gaúcho. No Paraná, o alerta é máximo: na porção oeste, os acumulados podem chegar a 250 milímetros, com risco de alagamentos, deslizamentos e transbordamento de rios menores.

Região Sudeste

A atuação de um cavado atmosférico favorece pancadas desde cedo no oeste e noroeste de São Paulo. Calor e umidade reforçam chuvas moderadas a fortes no restante do estado. Em Minas Gerais e no Espírito Santo, a instabilidade segue presente; já no norte paulista e em áreas do Rio de Janeiro, as temperaturas permanecem elevadas.

Há alerta vermelho para São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e extremo sul do Espírito Santo, devido à influência do ciclone extratropical que atua no Sul do país. O sistema pode provocar granizo, ventos acima de 80 km/h e possíveis tornados e microexplosões até sexta-feira.

Os acumulados chegam a cerca de 100 milímetros em São Paulo, centro-sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e extremo sul do Espírito Santo, favorecendo a reposição hídrica, porém com risco de alagamentos e lixiviação nas lavouras.

No restante do Espírito Santo, a chuva deve atingir cerca de 30 milímetros em cinco dias, sem comprometer os trabalhos no campo. No centro-norte mineiro, cerca de 50 milímetros mantêm a boa umidade do solo.

Região Centro-Oeste

Calor e umidade, somados à baixa pressão sobre o Paraguai, estimulam pancadas de chuva moderadas a fortes, com risco de temporais em toda a região. O ciclone extratropical ajuda a estabelecer um corredor de umidade, garantindo uma semana mais chuvosa nas áreas produtoras.

Em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, os acumulados ficam entre 60 e 80 milímetros, beneficiando lavouras em desenvolvimento e áreas de replantio. No sul de Mato Grosso do Sul, atenção para temporais entre segunda (8) e terça-feira (9), com chance de granizo e ventos acima de 100 km/h devido à atuação de um cavado.

No geral, as operações em campo devem seguir, mas com cautela durante episódios de tempo severo.

Região Nordeste

A instabilidade diminui na Bahia, mas ainda ocorre no oeste do estado. A metade sul do Maranhão e áreas do interior registram pancadas mais fortes. Entre o litoral do Rio Grande do Norte e de Alagoas, há chance de chuva fraca. O calor domina a região e a umidade relativa permanece baixa no interior.

No Maranhão, no sudoeste do Piauí e no oeste da Bahia, os acumulados ficam perto de 40 milímetros, mantendo boa umidade do solo. Nas demais áreas, o tempo segue quente e seco. No interior de Pernambuco, a temperatura pode atingir 40 °C, elevando o risco de incêndios. Em grande parte da região, a temperatura chega aos 38 °C e a umidade cai abaixo de 30%.

Região Norte

As instabilidades persistem com risco de temporais no Amazonas, Acre, Rondônia e Tocantins. Em Roraima e no Pará, a chuva perde força, mas ainda aparece de maneira fraca a moderada. No Amapá, as pancadas aumentam, enquanto áreas do noroeste e extremo nordeste do Pará têm tempo mais aberto.

Acre, Rondônia, Amazonas, Pará e Tocantins devem registrar entre 40 e 50 milímetros ao longo de cinco dias, garantindo boa umidade e favorecendo pastagens. Em Roraima e Amapá, o tempo fica quente e seco, com máximas acima de 36 °C. A umidade mais elevada nas demais regiões reduz estresse térmico no gado e beneficia sistemas de confinamento e reprodução.



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AgroNewsPolítica & Agro

Semeadura do arroz se aproxima do fim no RS


A semeadura do arroz irrigado no Rio Grande do Sul entra na fase final, impulsionada pelo período de tempo seco que predominou nos últimos dias. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (4), os produtores concentraram esforços no “estabelecimento uniforme da lâmina d’água para maximizar a eficiência dos herbicidas e das adubações”. A instituição ressalta que a ausência de chuvas e as temperaturas elevadas têm retardado essa etapa por elevar a demanda hídrica para a saturação do solo.

Onde a irrigação já está estabilizada, as lavouras demonstram bom desempenho, favorecidas pela radiação solar disponível e pela resposta adequada à adubação nitrogenada. No entanto, a Emater/RS-Ascar aponta que, em áreas implantadas tardiamente e sob déficit hídrico inicial, “já se observa a ocorrência de emergência levemente desuniforme”.

Segundo o informativo, parte dos rizicultores poderá reduzir ou interromper o plantio devido a limitações de financiamento e à retração dos preços, o que deve resultar em uma intenção de cultivo menor do que a inicialmente estimada. A área prevista para a safra é de 920.081 hectares, conforme o Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), enquanto a produtividade estimada pela Emater/RS-Ascar é de 8.752 quilos por hectare.

Na região administrativa de Bagé, na Fronteira Oeste, a semeadura avançou nos municípios mais atrasados, mas há registros de desistência do cultivo “inclusive em áreas já entaipadas”, motivada pela janela tardia de implantação e pelos preços baixos. A semeadura está concluída em Alegrete; alcança 97% em Rosário do Sul; 95% em Quaraí; e permanece estagnada em 85% dos 64.125 hectares previstos em Itaqui, onde há possibilidade de perda de potencial produtivo devido aos atrasos e ao baixo investimento.

Na região de Pelotas, 99% da área está implantada e as lavouras encontram-se integralmente na fase vegetativa. O manejo de irrigação, adubação e controle fitossanitário segue sem registros relevantes. Em Santa Maria, a Emater/RS-Ascar informa que a área prevista tende a não se confirmar por dificuldades de crédito e pelo baixo preço do arroz. A semeadura supera 85% da área estimada e, em Cachoeira do Sul, alcança 91% dos 26.330 hectares previstos.

Na região de Soledade, a falta de chuvas nas últimas duas semanas favoreceu o aumento do ritmo de plantio, que chega a 95% da área estimada. As lavouras apresentam “ótimo estabelecimento e desenvolvimento inicial vigoroso”, segundo os técnicos, com manejo hídrico em andamento e incremento de massa foliar. De acordo com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), o prazo final de semeadura regional encerra em 20 de dezembro.

Na comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos registrou leve aumento de 0,04% na semana. O valor passou de R$ 54,68 para R$ 54,70, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar.





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família transforma aviário parado em potência da avicultura paulista



A família Meira construiu uma história de dedicação na avicultura em Campina do Monte Alegre (SP), unindo três gerações em um projeto que segue em expansão. A mudança da capital do estado para o interior marcou o início de um ciclo de trabalho intenso, que transformou um aviário parado em duas propriedades produtivas. A rotina hoje envolve gestão profissional, tecnologia e sucessão familiar planejada. Com isso, a unidade familiar mantém o foco na produção de carne de frango com qualidade reconhecida.

O casal Alberto e Luciana tomou a decisão mais ousada da vida ao deixar São Paulo e recomeçar no campo. Eles equilibraram por anos o emprego na cidade com a construção dos primeiros aviários, até perceberem o potencial da atividade. A cada ciclo, o negócio evoluiu, gerando renda, conhecimento técnico e oportunidades para o filho Roberto. A neta Aurora, ainda pequena, já cresce imersa no ambiente da granja e demonstra curiosidade pelo trabalho dos pais e avós.

A produção atual das propriedades da família Meira se destaca pela organização e pela busca constante por inovação. Eles investiram na modernização dos galpões, no tratamento da água e na qualificação da equipe. Com nove colaboradores, o manejo acontece de forma integrada, respeitando padrões de ambiência e biosseguridade. Isso garante eficiência nos lotes e fortalece a relação com a integradora.

Alberto cresceu na zona rural, convivendo diariamente com o manejo de gado leiteiro e de corte. Mesmo após 17 anos trabalhando em uma multinacional em São Paulo, o vínculo com o campo permaneceu forte. A compra de um aviário parado em 2011 reacendeu o desejo de empreender na produção animal. O primeiro ciclo serviu como teste, mas rapidamente mostrou que havia potencial para crescimento.

A família conciliou por seis anos a vida urbana com o manejo dos aviários. Durante esse período, Alberto ampliou a estrutura e construiu mais dois galpões, sempre buscando orientação técnica e aprendendo com cada desafio. Luciana, veterinária, assumiu a responsabilidade administrativa e reforçou a biosseguridade. Os dois ajustaram processos, enfrentaram dificuldades financeiras e mantiveram o foco no desenvolvimento do negócio.

Com o tempo, a avicultura se tornou a principal fonte de renda e o motor da transição definitiva para o interior. Em 2017, a família decidiu mudar de vez para Campina do Monte Alegre. A presença diária nos aviários aumentou a produtividade e permitiu maior controle sobre ambiência, equipamentos e qualidade da produção.

Hoje, a divisão das responsabilidades fortalece a eficiência das atividades. Alberto cuida da ambiência dos aviários e orienta a equipe no manejo. Luciana coordena a parte administrativa e garante o cumprimento das normas sanitárias. Já Roberto assumiu três aviários na outra propriedade, utilizando sua formação em engenharia ambiental para aprimorar práticas de manejo e sustentabilidade.

A modernização tecnológica também impulsiona o desempenho. Os painéis de controle permitem ajustes remotos de ventilação e temperatura, enquanto os filtros de água desenvolvidos com apoio técnico garantem melhor qualidade no consumo das aves. A integração com a empresa parceira favorece trocas constantes de informação e adoção de boas práticas.

Os resultados aparecem em números expressivos. Em 2023, a família Meira alcançou produção equivalente para alimentar cerca de 380 mil pessoas. Além disso, as duas propriedades acumulam premiações da integradora por desempenho em eficiência, conversão alimentar e qualidade dos lotes. O reconhecimento reforça a importância da presença constante, da liderança e da parceria com os colaboradores.

A família acredita no crescimento contínuo da avicultura e já planeja novos investimentos. Um novo aviário está em fase de terraplenagem, liderado pelo filho Roberto, marcando mais um passo no processo de sucessão. Alberto visualiza um futuro em que poderá reduzir o ritmo no manejo, enquanto o filho assume plenamente a operação das duas propriedades.

Para eles, produzir alimento com qualidade é mais do que um trabalho: é uma missão que envolve responsabilidade com o consumidor e compromisso com o bem-estar animal. A união familiar, o planejamento e o gosto pelo campo são os pilares que sustentam a trajetória. Olhando para trás, o maior orgulho de Alberto não está apenas nos aviários modernos, mas na família que construiu ao longo dessa jornada.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo


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Resistência a fungicidas avança no Brasil e exige soluções mais eficientes no manejo


A resistência a Fungicidas é um dos maiores desafios da agricultura moderna e, muitas vezes, se comporta como o uso repetido de alguns medicamentos humanos: quanto mais frequente, menor a eficácia. No campo, quando o mesmo princípio ativo é utilizado constantemente, o organismo ou, neste caso, o fungo, desenvolve formas de se defender. Com o tempo, deixa de responder ao tratamento, reduzindo a eficácia do controle e comprometendo a sanidade da lavoura.

“Na agricultura, a pressão de seleção favorece a sobrevivência dos fungos menos sensíveis. Eles se multiplicam e transmitem essa característica para as próximas gerações. O resultado é uma população resistente e um controle cada vez mais difícil. Por isso, monitorar, alternar e rotacionar fungicidas é essencial para preservar a eficácia das moléculas e garantir uma produtividade sustentável”, explica Paulo Moraes Gonçalves, especialista em Desenvolvimento de Mercado da Ourofino Agrociência. 

A resistência a fungicidas é vista globalmente como um dos principais riscos emergentes para a segurança alimentar, segundo estudos internacionais monitorados por redes como o Comitê de Ação à Resistência a Fungicidas (FRAC) e seu braço brasileiro, o FRAC-BR, responsável por mapear mutações, grupos químicos de maior risco e incidência de resistência nas principais culturas. 

Segundo o FRAC-BR, a resistência é especialmente crítica na soja, uma cultura que enfrenta alta pressão de seleção devido ao uso intensivo de fungicidas para controlar doenças. Nos últimos anos, alguns fungos acumularam resistência parcial aos três principais grupos químicos utilizados no manejo: Triazóis (resistência detectada desde 2006/2007); Estrobilurinas (resistência registrada entre 2011 e 2013) e Carboxamidas (SDHI), resistência identificada entre 2016 e 2017.

A Mancha-parda (Septoria glycines), também apresenta casos de resistência a estrobilurinas, carboxamidas e benzimidazóis. Esses quadros ocorrem devido a mutações genéticas que alteram o local de ação do fungicida, reduzindo sua capacidade de interação com o patógeno. O impacto econômico é expressivo: estima-se que, só na soja, as perdas de produtividade associadas à resistência cheguem a 20% ao ano, dependendo da região e do manejo adotado.

Dotte: tecnologia premium para enfrentar a resistência com eficiência

É nesse cenário que o Dotte, fungicida premium da Ourofino Agrociência, se destaca como uma das soluções mais completas para o manejo fitossanitário. Criado com foco na agricultura tropical, o produto reúne atributos tecnológicos que potencializam o desempenho no campo e reduzem perdas, além de se integrar às principais estratégias de manejo recomendadas pelo FRAC-BR, contribuindo para reduzir a pressão de seleção e preservar a vida útil das moléculas.

 

Entre seus diferenciais estão:

– Triazol de alta performance: reconhecido pela melhor performance do mercado no controle das principais doenças que apresentam risco de resistência, atuando com precisão e consistência.

– Alta concentração de ativos: mais ingrediente ativo por litro, permitindo menor volume aplicado, otimização logística e redução do impacto ambiental.

– Alta adesividade: maior fixação nas folhas, reduzindo perdas por lavagem e aumentando a eficiência em cenários de chuva frequente.

– Absorção gradual: a planta absorve o fungicida progressivamente, garantindo seletividade e performance estável ao longo do tempo.

– Fotoproteção: a tecnologia evita a degradação dos ativos pela luz solar, prolongando a eficácia mesmo em regiões de alta radiação.

– Ação sistêmica: o produto se movimenta dentro da planta, protegendo diferentes partes da folhagem e ampliando o espectro de ação.

– Formulação estável e homogênea: favorece a aplicação, evita entupimento de bicos e oferece segurança operacional.

Para o especialista da Ourofino Agrociência, a manutenção da sanidade da lavoura ao longo do ciclo exige proteção contínua, especialmente diante da crescente resistência de patógenos-chave nas principais culturas brasileiras. “O Dotte, com formulação premium de alta fixação e ação sistêmica, assegura maior proteção foliar e contribui diretamente para a preservação do potencial produtivo”, destaca.

Ao combinar ciência, tecnologia e performance específica para a agricultura tropical, o Dotte reforça o compromisso da Ourofino Agrociência em reimaginar o manejo fitossanitário. Tudo isso para apoiar o produtor e construir lavouras mais saudáveis e resilientes.

 





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Índice global de alimentos cai em novembro



O Índice de Preços de Cereais avançou 1,8% no mês para 105,5 pontos


O Índice de Preços de Cereais avançou 1,8% no mês para 105,5 pontos
O Índice de Preços de Cereais avançou 1,8% no mês para 105,5 pontos – Foto: Pixabay

O Índice de Preços dos Alimentos da FAO recuou pelo terceiro mês consecutivo e atingiu 125 pontos em novembro, queda de 1,2% ante outubro. No comparativo anual, o indicador ficou 2,1% abaixo de novembro de 2024 e permanece 21,9% distante do pico de março de 2022. A redução foi puxada por baixas nos segmentos de laticínios, carnes, açúcar e óleos vegetais, contrariando a alta registrada nos cereais.

O Índice de Preços de Cereais avançou 1,8% no mês para 105,5 pontos, embora ainda 5,3% inferior ao de um ano antes. O trigo subiu 2,5%, sustentado por possíveis compras da China nos Estados Unidos, por incertezas logísticas no Mar Negro e por expectativas de redução de área na Rússia. Milho, cevada e sorgo também registraram alta, influenciados por demanda firme por produto brasileiro e por atrasos no campo devido às chuvas em Argentina e Brasil. O arroz foi exceção, com queda de 1,5%, reflexo da boa colheita no Hemisfério Norte e da demanda fraca de importação.

Entre os óleos vegetais, o índice caiu 2,6% e atingiu o menor nível em cinco meses, refletindo recuos de palma, canola e girassol, compensando a leve alta do óleo de soja, apoiado pelo uso crescente no biodiesel no Brasil. No grupo das carnes, a queda foi de 0,8%, influenciada pela desvalorização de suínos e aves, enquanto bovinos ficaram estáveis e ovinos subiram. Laticínios recuaram 3,1% e completaram cinco meses de queda. O açúcar apresentou o movimento mais intenso, com baixa de 5,9% em novembro e de 30% em relação ao ano anterior, marcando o menor patamar desde dezembro de 2020.

 





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Falta de chuva pode reduzir qualidade da silagem



RS prevê boa produtividade, mas clima pressiona



Foto: Nadia Borges

O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (4) pela Emater/RS-Ascar aponta que, apesar das estimativas elevadas de produtividade do milho destinado à silagem no Rio Grande do Sul, a falta de chuvas começa a preocupar produtores em diversas regiões. Segundo o documento, o estresse hídrico pode comprometer características importantes da planta, como a proporção de colmo verde e a formação dos grãos.

A Emater afirma que, diante desse cenário, alguns agricultores avaliam antecipar a colheita para evitar perdas maiores. “A possibilidade de deterioração das características da planta pode levar à antecipação da colheita”, indica o informativo, ressaltando que a decisão pode ocorrer mesmo com leve redução da qualidade da silagem.

A estimativa da instituição é de que o Estado destine 366.067 hectares ao milho para silagem, com produtividade projetada em 38.338 kg por hectare.

Na região administrativa de Erechim, a semeadura já está concluída. De acordo com o levantamento, 5% das lavouras estão em crescimento vegetativo e 95% em início de pendoamento e espigamento. O informativo registra que “o valor da silagem ensacada está em R$ 650,00 por tonelada”.

Na região de Pelotas, a dificuldade continua sendo a comercialização. Conforme a Emater, o preço da silagem a granel varia entre R$ 200,00 e R$ 250,00 por tonelada, valores descritos como inferiores aos pretendidos pelos produtores.





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AgroNewsPolítica & Agro

Federarroz alerta que novas regras do piso mínimo de frete agravam crise na orizicultura gaúcha



Entidade aponta que atualização do MDF-e amplia custos


Foto: Divulgação

A Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz) alerta que a vigência da Nota Técnica 2025.001 v1.03 do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), válida desde 6 de outubro, aprofunda o quadro de dificuldades enfrentado pelos produtores de arroz no Estado. Segundo a nota, a atualização, decorrente da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas prevista na Lei nº 13.703 de 2018, introduz mecanismos automáticos de fiscalização, com cruzamento de dados e possibilidade de autuações diante de divergências.

O documento informa que as novas regras exigem atualização de sistemas internos, revisão de processos operacionais e capacitação das equipes responsáveis pelo preenchimento das informações fiscais. A entidade destaca que essas adaptações elevam custos e aumentam o risco de interrupções logísticas caso sejam identificadas inconsistências no cumprimento das normas.

A Federarroz ressalta que a mudança ocorre em uma safra marcada por prejuízo médio entre vinte e trinta reais por saco comercializado, o que, conforme registra a nota, “agrava ainda mais a severa crise que atravessa o setor orizícola gaúcho”. A entidade afirma que a persistência desse cenário pode comprometer a continuidade da atividade no Rio Grande do Sul, responsável por mais de setenta por cento da produção nacional, com reflexos diretos sobre a segurança alimentar do país.

O documento conclui que a entidade seguirá monitorando a situação e adotando “as medidas estratégicas necessárias à defesa dos interesses dos produtores rurais”. A Federarroz acrescenta que vai judicializar a questão, na medida em que a situação aprofunda concorrência desleal com arroz importado, vez que, segundo informações, a nova tabela não incide no transporte internacional, fato que prejudica ainda mais a combalida economia gaúcha e nacional.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Estimativa da safra de uva 2026 é incerta no Rio Grande do Sul


A produção e a produtividade dos vinhedos depende muito das condições climáticas. Apesar de o inverno deste ano ter sido bastante favorável ao cultivo, a primavera tem apresentado alguns desafios. Diante deste cenário, a Emater/RS-Ascar considera inviável definir uma estimativa de safra neste momento, devido a todos os fatores que ainda podem interferir durante o período em que a frutificação irá se desenvolver. Dessa forma, a Instituição prevê divulgar dados sobre a safra em meados de janeiro.

O extensionista rural da Emater/RS-Ascar Thompsson Didoné, explica que apesar da excelente safra colhida em 2025, tanto em quantidade como em qualidade, os vinhedos vem passando por situações adversas há vários anos. “Nos últimos cinco anos, foram submetidos a estresse devido a severas estiagens e, em 2024, ao intenso e prolongado encharcamento do solo, afetando o sistema radicular por restrições de oferta de oxigênio”, esclarece. No entanto, o inverno desse ano trouxe fortes características favoráveis para uma promissora safra, especialmente o número de horas de frio abaixo de 7,2 oC. Em Vacaria, por exemplo, foram 770h (Agroconnet, Epagri/Ciram), em Caxias do Sul 654h (agroconnet, Epagri/Ciram), e em Veranópolis 399h (Cefruti). “Uma alta somatória de horas de frio abaixo de 7,2°C é indispensável para a uniformidade e vigor da brotação, além de adequado florescimento. A qualidade desse frio também é algo surpreendente, ou seja, não houve nenhum pico de temperaturas mais altas em junho e julho; não obstante isso, soma-se a esses dois fatores a condição de nenhuma geada tardia (agosto/setembro) ter sido registrada”, ressalta Thompsson.

Contudo, conforme o engenheiro agrônomo Enio Ângelo Todeschini, especialista em viticultura, apesar do inverno animador, a primavera vem apresentando algumas condições climáticas um tanto adversas ao bom andamento da safra e, dessa forma, preocupantes, como o frio persistente. “Temperaturas noturnas e matinais, nos meses de setembro e outubro, bem abaixo da média para o período (friagens), retardando o desenvolvimento vegetal; alto número de dias com sol encoberto, reduzindo a capacidade fotossintéticas das plantas; segunda quinzena de outubro com presença de muito vento, estressando as plantas; e, por fim, considerável ocorrência do ‘desavinho’, distúrbio fisiológico que converte cachos em gavinhas e reduz o número de bagas/cachos. Outra característica típica dessa perturbação é posição invertida dos cachos (ficando virados para cima) nesse momento de início do desenvolvimento”, observa Todeschini.





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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi fecha semana com preços estáveis em SP


O informativo “Tem Boi na Linha”, publicado pela Scot Consultoria nesta sexta-feira (5), apontou estabilidade nas cotações do boi gordo em São Paulo após uma semana de movimentações moderadas no mercado. Segundo a análise, “ao longo da primeira semana de dezembro, o mercado registrou altas de R$2,00/@ para o boi gordo e de R$1,00/@ para o ‘boi China’”, enquanto vaca e novilha permaneceram com preços inalterados. A consultoria atribuiu o cenário à “boa demanda por carne bovina no mercado doméstico e pelo bom desempenho das exportações”, somados a uma oferta compatível com a procura.

Na sexta-feira, os negócios ocorreram em ritmo mais lento, comportamento considerado comum para o dia da semana. A Scot relatou que frigoríficos com escalas mais alongadas “ofertavam valores abaixo da referência”, mas, mesmo assim, a ponta vendedora manteve firmeza nos preços pedidos. Dessa forma, as cotações permaneceram estáveis na comparação diária. Para a segunda semana de dezembro, o viés indicado era de preços firmes e demanda consistente.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura alcançaram 318,5 mil toneladas em novembro, superando pela terceira vez seguida a marca das 300 mil toneladas. A Scot destacou que o resultado posicionou o mês como o segundo maior volume da série histórica, ficando acima de setembro e atrás apenas de outubro, com diferença de 2,1 mil toneladas. Segundo a consultoria, o volume embarcado em novembro foi “39,6% maior que o do mesmo mês de 2024”. A média diária atingiu 16,7 mil toneladas e o preço médio da tonelada ficou em US$5,5 mil, crescimento de 13,1% em relação ao ano anterior.

Embora outubro permaneça como o mês com maior volume exportado, novembro registrou a maior média diária de embarques já registrada. O mês não assumiu a liderança no total acumulado porque teve três dias úteis a menos. Para a Scot, os números demonstram que as exportações “não perderam ritmo ao longo de novembro”. Com o fechamento do mês, 2025 se consolidou como o ano de maior volume exportado da série histórica, com faturamento recorde desde outubro e projeção de que o total ultrapasse US$15 bilhões após o desempenho de dezembro.

A expectativa para dezembro é de manutenção do ritmo forte, impulsionado pela demanda aquecida, especialmente pela redução das tarifas norte-americanas e pela sazonalidade das compras dos EUA entre o fim e o início do ano. A consultoria observa ainda que a China mantém investigações de salvaguarda, mas o adiamento da decisão para janeiro de 2026 evita impactos imediatos sobre o Brasil.





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