quarta-feira, março 25, 2026

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Enmcoop promete experiências inéditas para as mulheres do agro em dezembro


A diversidade da mulher brasileira e a riqueza do agro mostradas de variadas formas. Brasilidade, regionalidade e multiculturalismo estarão no centro do 6ª Encontro Nacional das Mulheres Cooperativistas (Enmcoop), que acontece nos dias 2 e 3 de dezembro, no White Pavilion, que é o Centro de Convenções do parque aquático Wet’n Wild, em Itupeva (SP).

Além de todo conteúdo técnico que o evento sempre traz, a programação deste ano será uma vitrine da pluralidade do agronegócio, com um espaço diferenciado dedicado à mostrar as produções do agro, as culturas e as tradições de todas as regiões brasileiras, em parceria com a Faesp, a Federação de Agricultura e Pecuária de São Paulo. O evento reunirá mulheres de diferentes regiões do país que, além de produzirem e tomarem decisões dentro da porteira, carregam tradições que traduzem a cultura brasileira, desde manifestações artísticas presentes nas músicas até saberes transmitidos pelo campo de geração em geração, como na literatura.

O 6º Encoop também abrirá as portas para as culturas e tradições que os colonizadores europeus trouxeram para o Brasil quando chegaram em nossas terras, como os holandeses, alemães e italianos, cujas raízes permanecem muito fortes em vários estados brasileiros, em especial Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Paraná. O evento terá apresentações culturais e várias surpresas para as mais de mil mulheres que devem participar desta edição.

Para Graziela Gonçalves, diretora-executiva do Grupo Conecta e responsável pela abertura oficial, o evento é uma oportunidade de traduzir a grandeza do papel feminino no agro. “Valorizar a mulher é olhar para todos os aspectos que ela representa: desde a produção dentro do campo e a tomada de decisão até a cultura que ela carrega e traduz no dia a dia. O Enmcoop é também um espaço para que essas histórias sejam compartilhadas entre elas, criando um abraço coletivo que mostra a diversidade cultural e a dimensão do nosso Brasil.”

Com o tema “A força das mulheres nas cooperativas: conectando realidades e potencializando resultados”, o encontro vai ampliar os debates sobre liderança, finanças sustentáveis, inovação tecnológica, saúde mental, sucessão familiar e desenvolvimento pessoal. Entre as palestrantes confirmadas estão Leandra Miglioranza (comitê Elas pelo Coop), Juliana Farah (Semeadoras do Agro – Faesp), a jornalista Mônica Salgado, a consultora Mariely Biff, e a empresária Daniella Marques, CEO da Legend e ex-presidente da Caixa Econômica Federal.

O encontro também receberá a neurocientista e psicanalista Andrea Vermont, com o tema “Quem cuida de quem cuida?”, e contará com palestras da psicóloga e especialista em desenvolvimento humano Alessandra Mattar e da jornalista especializada em comportamento feminino Mara Ferraz.

Para a palestrante Luciana Martins, diretora-executiva do Grupo Conecta, o evento é transformador. “Nesses seis anos de execução do Encontro Nacional de Mulheres Cooperativistas pude ver de perto as transformações profundas na vida de tantas mulheres do agro. Mulheres que criaram novos empreendimentos, que inovaram dentro de suas propriedades, que industrializaram e deram novos rumos à sua trajetória. O encontro é esse espaço de despertar: ele mostra a cada mulher o quanto ela pode, o quanto é capaz. Nosso propósito é cuidar desse tripé essencial: espiritualidade, autoconhecimento e profissionalização que conecta, fortalece e prepara para novos níveis. E por onde passo no Brasil, ouço sempre: ‘O Enmcoop transformou a minha vida’. Essa é a nossa missão: revelar dons, gerar abundância e mostrar que a mulher do campo tem um poder único de transformar realidades”, diz.

De acordo com o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025 (Sistema OCB), as cooperativas agropecuárias movimentaram R$ 438,3 bilhões em 2024, alta de 3,6% sobre o ano anterior. A distribuição de sobras aos cooperados somou R$ 30,2 bilhões, crescimento de 47%.

Atualmente, as mulheres representam 41% dos mais de 23 milhões de cooperados no país, o equivalente a cerca de 9,43 milhões de pessoas. Após edições realizadas em um navio, em 2023, e em Florianópolis, em 2024, a expectativa é de que o Enmcoop 2025 supere novamente as experiências anteriores, consolidando uma rede nacional de colaboração feminina no agro.



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Falta de coordenação interna faz Brasil perder espaço no cenário global


O Brasil atravessa uma fase em que política e economia parecem falar idiomas diferentes. De um lado, o governo acelera medidas de forte apelo social e eleitoral, do outro, o Congresso, dividido e fragmentado, transforma quase qualquer pauta em disputa ideológica. O resultado é um país sem planos, sem prioridade e sem rumo.

Esse comportamento já seria preocupante em tempos normais. Mas estamos longe de viver tempos normais.

O mundo vive uma das maiores instabilidades geopolíticas desde o fim da Guerra Fria. E o Brasil, que depende de comércio exterior, fluxo de capitais e confiança internacional, não tem o direito de brincar com essa conjuntura.

Os Estados Unidos adotam uma estratégia cada vez mais imprevisível: tarifas que sobem e descem ao sabor da política interna, ameaça de abandonar organismos multilaterais e pressão sobre parceiros para alinhamento estratégico. O Brasil, que exporta para o mercado americano e depende do cenário cambial, sente imediatamente o impacto desse comportamento errático.

Ao mesmo tempo, a China acelera seu projeto de poder: avança militarmente no entorno de Taiwan, reorganiza cadeias produtivas e amplia sua influência sobre países emergentes. Qualquer escalada no estreito de Taiwan pode provocar choques nos mercados globais, de insumos agrícolas a semicondutores.

E há ainda a guerra entre Rússia e Ucrânia, que continua a gerar volatilidade nos preços de energia, fertilizantes e alimentos, componentes que atingem diretamente o agronegócio, a inflação e a competitividade brasileira.

Em um mundo assim, um país que não garante previsibilidade política paga duas vezes: perde confiança e perde oportunidades.

Quando governo e Congresso demonstram incapacidade de coordenação, os agentes internacionais imediatamente recalculam suas apostas. Investidores recuam. Fundos precisam corrigir riscos. Crédito fica mais caro. E o câmbio se torna mais sensível, não apenas aos fatores externos, mas ao ruído político doméstico.

É assim que a política interna amplifica os riscos externos. Um país que deveria ser porto seguro acaba parecendo terreno instável.

Em um ambiente global volátil, o Brasil deveria estar fazendo sua lição de casa, disciplina fiscal, reformas, simplificação tributária, segurança jurídica. Mas o jogo político entre Executivo e Legislativo atrasa tudo.

E quando isso acontece, os setores que mais dependem de previsibilidade sofrem:

  • o agronegócio enfrenta crédito caro e margens pressionadas;
  • a indústria posterga investimentos;
  • o comércio reduz apostas;
  • e o trabalhador sente no bolso.

O mundo pede estabilidade. A política brasileira entrega turbulência.

O Brasil não precisa escolher um lado entre Estados Unidos e China, nem entrar na disputa geopolítica global. Mas precisa ter clareza sobre si mesmo. Precisa de um pacto básico de responsabilidade interna para enfrentar um ambiente externo que não dá trégua.

Esse pacto deve incluir:

  • metas fiscais realistas e cumpridas;
  • diálogo entre governo e Congresso que substitua confronto por coordenação;
  • políticas de longo prazo para competitividade;
  • previsibilidade jurídica e regulatória.

Sem isso, ficamos vulneráveis, e a vulnerabilidade é o pior ativo em um mundo de tensões e rupturas.

A geopolítica está mostrando que o mundo ficou mais perigoso, mais caro e mais imprevisível. Em tempos assim, países que têm rumo prosperam. Países que improvisam pagam caro.

O Brasil tem potencial gigantesco: energia limpa, água, alimentos, mercado interno robusto e posição estratégica. Mas tudo isso pode ser corroído por uma política que insiste em transformar disputa em método de governo, e improviso em plano.

Não se trata de defender A ou B. Trata-se de defender o óbvio: num mundo instável, um país sem disciplina política não tem futuro econômico.

Se o Brasil não reencontrar seu centro agora, pode descobrir tarde demais que a verdadeira ameaça ao crescimento não vem de fora, nasce de dentro.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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o que fazer para o gado produzir mais?



A mineralização do rebanho é um pilar fundamental para a pecuária brasileira, especialmente no período das águas. Embora o pasto esteja abundante, as gramíneas tropicais – como mombaça, braquiária e tifton – são naturalmente deficientes em macro e microminerais.

O principal gargalo nutricional é o fósforo, mineral vital para o metabolismo energético, o ganho de peso, a reprodução e a saúde óssea dos bovinos.

Segundo o zootecnista e consultor Maurício Scoton, o ponto-chave para aumentar o potencial do rebanho não está na marca do suplemento, mas sim em garantir o consumo efetivo da quantidade necessária de minerais por cabeça/dia. Ele estima que 98% dos pecuaristas têm um consumo de sal abaixo do recomendado, o que sabota a expressão do potencial genético do gado.

Confira:

Exigência de fósforo por categoria animal

O sucesso da mineralização na época das águas está em atender à demanda específica de cada categoria, já que a exigência de fósforo varia:

  • Vacada em reprodução: é a categoria mais exigente, precisando de cerca de 90 gramas de fósforo no mineral.
  • Recria: necessita de cerca de 60 gramas de fósforo.
  • Engorda: demanda cerca de 40 gramas de fósforo.

A recomendação geral é que o gado consuma entre 4 a 6 gramas de fósforo por dia.

O ponto-chave: consumo efetivo e controle operacional

O consultor Maurício Scoton questiona a eficácia da compra de um suplemento premium se o manejo de fornecimento é falho e os animais consomem apenas 10 gramas por dia, em vez das 60 gramas recomendadas. Para aumentar o potencial produtivo do rebanho, a disciplina no controle operacional é o primeiro passo:

  • Meça o consumo real: o produtor deve começar medindo o consumo real de sal na fazenda, verificando o total de sal comprado no ano versus o número de animais que permaneceram na propriedade. Essa análise inicial permite obter uma média de consumo por animal/dia.
  • Ajuste o manejo: o ideal é adotar práticas de controle mensal, lote por lote, para ir ajustando a oferta e garantindo que cada categoria de animal atinja o consumo efetivo.

Ao garantir que o animal consuma a quantidade correta do mineral, o produtor rural eleva o desempenho e permite que o potencial genético do rebanho seja totalmente expresso, corrigindo as deficiências nutricionais que o pasto abundante não consegue suprir.



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AgroNewsPolítica & Agro

Acácia, eucalipto e pínus têm cenários distintos no RS


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quarta-feira (19), a produção de acácia-negra na região administrativa de Caxias do Sul, especialmente na região das Hortênsias, permanece como reserva financeira e complemento de renda para diversas unidades produtivas. O boletim informa que “a atividade enfrenta dificuldades devido à escassez de mão de obra”, enquanto a maior parte do mercado segue direcionada à produção de energia, com participação menor da construção civil. As condições fitossanitárias são consideradas adequadas, com tratos culturais, controle de formigas, adubação de cobertura, corte e colheita em andamento.

Na mesma região, a demanda pela matéria-prima do eucalipto permanece estável. O informativo destaca que “a espécie se destaca pelo rápido crescimento”, impulsionado pelo setor de desdobro e pelo uso diversificado. A implantação de novas áreas e o manejo da brotação estão abaixo do previsto, o que pode resultar em escassez de madeira nos próximos anos. Segundo o documento, a cultura “apresenta boas condições fitossanitárias”, com práticas de manejo como controle de formigas, corte, empilhamento e comercialização de toras e subprodutos, especialmente lenha. Os preços variam conforme localização, dificuldade de extração e diâmetro da madeira, atendendo aos mercados local, regional e estadual.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, são realizados tratos culturais, incluindo preparo de terreno, plantio de mudas, controle de formigas e inços e adubação. Em florestas de dois a três anos ocorre a poda, enquanto áreas com seis a sete anos recebem o raleio.

Na região administrativa de Caxias do Sul, os cultivos de pínus mantêm papel relevante na cadeia florestal, com destinação para toras, chapas, compensados, aglomerados, laminados, movelaria, pallets, estaquetas para exportação, forros, assoalhos e construção civil. O setor registra apreensão diante de especulações sobre tarifas de importação pelos Estados Unidos, o que levou empresas a conceder férias coletivas e a promover demissões. A madeira fina, entre 18 e 30 centímetros, mantém mercado, embora com queda nos preços, enquanto toras acima de 30 centímetros enfrentam baixa procura. Segundo o informativo, “a demanda por parte de empresas locais, regionais e de estados vizinhos garante preços regulares aos produtores”. O boletim também aponta que apenas 15% a 20% das áreas de corte raso estão sendo replantadas, com substituição por cultivos anuais e perenes, exceto em empresas verticalizadas que mantêm os plantios. As entidades do setor alertam para o risco de déficit de madeira nos próximos anos. As condições fitossanitárias são relatadas como adequadas.

Na região administrativa de Passo Fundo, a resinagem registrou retração no último ano e tende a diminuir ainda mais devido à baixa disponibilidade de áreas aptas para coleta. A atividade permanece apenas em florestas já resinadas, sem expansão para novas áreas. Continua a colheita por corte raso, com baixo índice de replantio e migração de áreas para cultivos anuais.





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saiba como tecnologias de baixo carbono transformam lavouras



No programa 42 do Soja Brasil, a soja foi destaque na COP30, evento em Belém (PA) que reforçou o papel do Brasil na produção sustentável de alimentos. A chefe de transferência de tecnologia da Embrapa Soja, Carina Rufino, explicou que a conferência reuniu delegações de todo o mundo para conhecer os sistemas de produção brasileiros, incluindo o programa Soja Baixo Carbono e outros protocolos de agricultura de baixo carbono desenvolvidos pela Embrapa.

Confira:

“A COP30 proporcionou oportunidades únicas para mostrar como os produtores brasileiros adotam tecnologias que reduzem a emissão de gases de efeito estufa, aumentam a produtividade e fortalecem a sustentabilidade do setor. É possível produzir com sustentabilidade e melhorar a qualidade do solo ao mesmo tempo, inspirando outros países a seguir o mesmo caminho”, afirmou Rufino.

Ela destacou que a semana do evento foi essencial para apresentar o que está por trás da produção de alimentos e demonstrar a liderança do Brasil no setor. “Nossas tecnologias inspiram produtores em outros países e também aqueles que ainda não adotam essas práticas a repensarem seus sistemas de produção”, acrescentou.

O selo Soja Baixo Carbono surge como um diferencial competitivo para produtores que comprovarem boas práticas de manejo. ”O programa prevê certificação voluntária de terceira parte, métricas adaptadas à realidade brasileira e benefícios como acesso a financiamento, seguros diferenciados e mercados que valorizam produtos sustentáveis, fortalecendo um ecossistema de apoio relacionado à mudança climática”, detalhou.

“Quanto mais tecnologias de baixo carbono o produtor adota, menor é o risco climático para ele e para toda a cadeia de valor da soja. Isso garante oferta contínua de produtos de qualidade, com menor pegada de carbono, e muda a forma como produzimos”, concluiu Rufino.



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Após 2 meses, navio com 3 mil vacas é autorizado a descarregar na Líbia



De acordo com informações da Mercy For Animals (MFA), as cerca de 3 mil vacas que estavam confinadas há dois meses no navio Spiridon II finalmente desembarcaram no porto de Benghazi, na Líbia. Apesar de o país não possuir acordo fitossanitário com o Uruguai, origem dos animais, o importador conseguiu um entendimento com as autoridades locais, que autorizaram a descarga. O desembarque encerra um impasse que se estendia desde setembro e que mobilizou organizações internacionais, governos e entidades de bem-estar animal.

Como tudo começou

O navio Spiridon II deixou Montevidéu em 20 de setembro, com destino ao porto turco de Bandırma. Ao chegar à costa da Turquia, em 22 de outubro, a embarcação teve o desembarque negado pelas autoridades sanitárias devido a inconsistências graves na documentação e falhas na identificação do gado.

Segundo o laudo turco, 146 animais estavam sem brincos de identificação ou com brincos ilegíveis, enquanto 469 apresentavam marcas que não coincidiam com as listas oficiais. A inspeção também registrou 48 mortes durante a travessia, o que elevou o alerta sobre risco sanitário e manejo inadequado.

A recusa da Turquia deu início a uma sequência de tentativas frustradas de atracação, deixando os animais confinados em alto-mar por semanas.

Condições degradantes a bordo

Relatórios de organizações que acompanharam o caso descrevem a situação dentro do navio como “degradante”. As denúncias incluíram forte odor e infestação de moscas,carcaças empilhadas no convés, resíduos putrefatos gerados pela decomposição e vazamento de fluidos orgânicos por conta da má gestão das carcaças.

A Animal Welfare Foundation (AWF) informou ainda que houve cerca de 140 nascimentos durante a viagem, muitos deles em condições precárias.

A especialista Maria Boada, da AWF, chegou a alertar que os animais não tinham alimento suficiente e que muitos não resistiriam a mais semanas no mar. A veterinária australiana Lynn Simpson, referência mundial em transporte marítimo de gado, relatou riscos sanitários e ambientais associados à presença de carcaças em decomposição e descartes irregulares.

Mudanças de rota até o desembarque final

Após ser impedido de descarregar na Turquia, o Spiridon II deixou o país em 14 de novembro, cruzou o Estreito de Çanakkale e chegou a iniciar rota de retorno ao Uruguai, com chegada estimada para 14 de dezembro, segundo dados do MarineTraffic.

No entanto, a rota mudou repentinamente e no sábado (22), o navio atracou no porto de Benghazi, na Líbia, onde finalmente recebeu autorização para o desembarque dos animais.

Desde o início do impasse, a Mercy For Animals manteve contato com instituições do Oriente Médio e da América Latina, monitorando a situação e pressionando por desfecho que evitasse a morte dos animais durante o trajeto.

Problema recorrente no transporte marítimo de gado

O caso reacende o debate sobre os chamados navios boiadeiros, frequentemente alvo de denúncias por operar com infraestrutura precária, superlotação e baixa fiscalização.
Relatórios internacionais apontam que as condições inadequadas favorecem:

  • mortes de animais,
  • contaminação cruzada,
  • proliferação de doenças,
  • riscos à saúde pública,
  • e impactos ambientais — como descarte de carcaças no mar.

Brasil lidera exportação mundial de animais vivos

O episódio também reacende discussões no Brasil, atualmente o maior exportador de animais vivos do mundo. A MFA projeta que o país deve superar 1 milhão de bovinos embarcados em 2025, o maior volume da história.

Duas propostas avançam no Congresso em resposta à pressão crescente de entidades e especialistas: o PLP 23/2024 e o PL 786/2024, que pretendem desestimular a atividade com tributação mais alinhada aos riscos sanitários, ambientais e de bem-estar animal.



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Ciclone e chuva de 100 mm em apenas 24h marcam esta semana


Os próximos dias, entre esta segunda-feira (24) e o próximo domingo (30), reservam muita chuva em áreas do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Em alguns casos, o volume excede os 100 mm em apenas 24 horas. Confira a previsão elaboraba pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet):

Sul

Há previsão de chuvas intensas no leste e litoral de Santa Catarina e do Paraná devido à atuação de um cavado em níveis médios que forçará um ciclone subtropical na região, favorecendo maiores acumulados no norte catarinense e em todo litoral paranaense.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão para esta segunda-feira (24) é que essas áreas tenham volume superior a 115 mm (tons em vermelho e rosa no mapa abaixo.

Já entre terça (25) e sexta (28), praticamente cessam as ocorrências de chuva de grande escala, podendo ocorrer apenas de forma pontual nos litorais dos dois estados, mas com baixos acumulados. Para o Rio Grande do Sul, destaque para a temperatura, que deve alcançar os 36°C em áreas do centro-sul na sexta-feira.

Sudeste

A previsão indica chuva volumosa no início da semana devido à atuação de um transiente, em todos os estados do Sudeste, com o deslocamento de um ciclone subtropical associado a uma frente fria, que inicia a semana com chuvas volumosas (entre 40 mm e 100 mm) em São Paulo, e possibilidade de tempestades em todo o estado, com maior destaque para a faixa litorânea.

Segundo o Inmet, na terça, tais chuvas ocorrem no estado do Rio de Janeiro e na metade sul de Minas Gerais, posteriormente, na quarta, no norte mineiro e no Espírito Santo, mas com volumes menores. Em linhas gerais os maiores acumulados devem ocorrer no litoral paulista e no sul fluminense, com acumulados que podem superar 100 mm em apenas 24h (entre esta segunda e terça).

Centro-Oeste

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Foto: Reprodução

No Centro-Oeste, espera-se chuva volumosa no norte de Goiás, entre 100 mm e 150 mm, e chuvas de volumes menores, mas concentradas no norte da região (60 mm a 80 mm), e supressão das chuvas a partir de quarta (26) no sul dos estados e em todo Mato Grosso do Sul (tons em amarelo e vermelho no mapa).

O Inmet ressalta que no Distrito Federal, podem ocorrer chuvas em forma de pancadas em momentos da semana, mas de maneira localizada e rápida, com volumes entre 30 mm e 60 mm em cinco dias.

Nordeste

Em praticamente toda a Região Nordeste a previsão é sem chuvas esta semana, exceto no sul e oeste da Bahia, que deve ocorrer sob a forma de chuva recorrente a partir de quarta-feira, aumentando progressivamente os volumes até quinta-feira. O Inmet aponta que os acumulados no interior, oeste e sul da Bahia podem ficar entre 50 mm e 100 mm, com os maiores acumulados em 24h (40 mm e 60 mm) entre quarta e quinta.

Também há previsão de chuva, com volumes menores, ao longo da semana no interior de Piauí e Maranhão, com pancadas isoladas.

Norte

As áreas de instabilidade deverão se concentrar na região central do Amazonas, enquanto os demais estados encontram uma distribuição maior de chuvas, com baixos acumulados em cinco dias em torno de 20 mm a 50 mm, com exceção do Amapá, norte do Pará e leste de Roraima, onde não deve chover.

Em linhas gerais, o Inmet destaca que chove especialmente no Amazonas ao longo da semana. Apenas no Amapá e no norte do Pará a unidade relativa do ar fique em níveis baixos, inferiores a 30% ao longo da semana.



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Arrecadação federal chega a R$ 261,9 milhões em outubro e bate recorde



A arrecadação total de tributos federais somou R$ 261,9 milhões em outubro, o maior valor já registrado para o mês. O resultado representa expansão real (acima da inflação do período) de 0,92% em relação ao mesmo período do ano passado.

Já no acumulado dos dez primeiros meses do ano, as receitas federais chegam a R$ 2,4 trilhões, representando acréscimo real de 3,2% na comparação com igual período de 2024.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (24) pela Receita Federal, em Brasília.

“Importante observar que se trata do melhor desempenho arrecadatório, tanto para outubro quanto para o período acumulado”, frisou a instituição.

Os valores se referem a tributos federais, como Imposto de Renda de pessoas físicas e empresas, receita previdenciária, Imposto sobre Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), PIS/Cofins, entre outros. Arrecadação com royalties e depósitos judiciais, que não são apurados pela Receita Federal, também entram na conta.

Destaques

Ao detalhar a evolução dos tributos, a Receita Federal destacou o IOF, que somou R$ 8,1 milhões em outubro de 2025, alta de 38,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

“Esse desempenho pode ser justificado pelas operações relativas à saída de moeda estrangeira e pelas operações de crédito destinadas a pessoas jurídicas, ambas decorrentes de recentes alterações na legislação”, cita a Receita.

Em junho deste ano, o governo aumentou a cobrança em algumas operações de crédito, por meio do Decreto 12.499/2025. A medida foi derrubada posteriormente.

Outro destaque apontado pela Receita foi o IRRF-Capital (cobrança de imposto em cima de lucro com aplicações financeiras). A arrecadação chegou a quase R$ 11,6 milhões, representando acréscimo real de 28,01% ante outubro de 2024.

A Receita explica que o desempenho está relacionado ao lucro que investidores tiveram em aplicações de renda fixa e Juros sobre Capital Próprio (JCP) ─ forma de uma empresa dividir parte do lucro com os acionistas.

Desaceleração

Apesar do recorde nos dez primeiros meses do ano, que representou salto de 3,2% na comparação com o mesmo período de 2024, o desempenho mostra desaceleração, ou seja, o crescimento da arrecadação tem perdido força.

Em julho de 2025, a evolução chegou a ser de 4,41%, mas a diferença positiva foi se reduzindo mês a mês.

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, reconhece que esse comportamento arrecadatório é um reflexo da desaceleração econômica no país.

“A gente continua crescendo, porém a taxas decrescentes, a taxas menores”.

Ele acrescenta que o resultado não é surpresa, pois acompanha projeções do próprio Ministério da Fazenda e de agentes do mercado financeiro.

“Já se previa uma certa contração na atividade econômica”, afirma Malaquias, que chama atenção para a resiliência de alguns fatores, como o setor de serviços e a massa salarial dos trabalhadores.

Freio dos juros

A perda de fôlego citada é um efeito direto da política monetária (controle da taxa de juros) exercida pelo Banco Central (BC). A taxa básica de juros da economia, a Selic, está em 15% ao ano, o maior patamar desde julho de 2006 (15,25%).

O BC mantém o juro alto como forma de esfriar a economia e puxar para baixo a inflação, que está há 13 meses acima da meta do governo, de 3% ao ano com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, podendo ir até 4,5%.

Em outubro, a inflação oficial acumulava 4,68% em 12 meses, porém em trajetória de desaceleração.

“A arrecadação tributária é um dos termômetros da atividade econômica. Quando a arrecadação vai bem, a gente costuma dizer que a atividade econômica, responsável pela maior parte do resultado da arrecadação, também está indo bem”, conclui Malaquias.

A arrecadação das atividades de exploração de jogos de azar e apostas subiu quase 10.000% em outubro de 2025 na comparação com o mesmo mês de 2024. A explicação está na regulamentação da atividade das casas de apostas virtuais, as chamadas bets, que passou a valer apenas em 2025.

A comparação ficou extremamente alta pois essas plataformas pagavam bem menos impostos. Em outubro de 2024, a arrecadação proveniente dessas atividades foi de R$ 11 milhões, valor que saltou para R$ 1 bilhão em outubro de 2025.

No acumulado dos dez primeiros meses de 2025 ante o mesmo período de 2024, a evolução foi de mais de 16.000%, indo de R$ 49 milhões para R$ 8 bilhões.



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Agronegócio reage a mudanças tributárias às portas das eleições


A semana começa com a expectativa de sanção do projeto de lei que propõe mudanças no Imposto de Renda, representando uma vitória para o governo federal no Congresso Nacional. A aprovação dessa matéria ainda em 2025 era crucial para sua implementação já em 2026. Na mesma linha, o PL 458/2021, que institui o Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial (Rearp) e apresenta medidas compensatórias para a perda de arrecadação do IOF, foi aprovado pelo Senado Federal em 18 de novembro e, também, aguarda sanção.

Um aspecto comum entre os dois projetos a serem sancionados é que eles proporcionaram ao governo oportunidades de recuperar partes do texto da MP 1303/2025 – ainda que a tática só tenha logrado êxito no bojo do Rearp. É importante lembrar que essa medida provisória previa a tributação de diversas aplicações financeiras, incluindo a imposição de uma alíquota de Imposto de Renda sobre as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e sobre fundos como o Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

Ciente da necessidade de arrecadação para equilibrar as contas públicas, o Ministério da Fazenda não abandonou a proposta de tributar títulos relevantes para o fomento da atividade agropecuária, uma questão que exige atenção constante da bancada do agronegócio no Congresso Nacional. Em um cenário de recursos limitados para financiar as atividades do setor, e com um Plano Safra oferecendo valores abaixo do que é solicitado pelas entidades representativas do agro brasileiro, a imposição de tributos sobre esses investimentos poderia reduzir sua atratividade, resultando em menos recursos disponíveis para a atividade agropecuária.

Enquanto a oposição, que majoritariamente defende os interesses do setor produtivo, precisou se empenhar para proteger suas prioridades, o presidente Lula terá o desafio de restabelecer um ambiente favorável às suas pautas. Isso ocorre em meio à indicação de Jorge Messias para a vaga no Supremo Tribunal Federal, decorrente da aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Além disso, o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, que apoiava abertamente o senador Rodrigo Pacheco para a mesma vaga, sinaliza que pautas sensíveis ao governo serão apreciadas, incluindo os vetos ao licenciamento ambiental.

É importante destacar que para a Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA), composta por mais de 300 parlamentares, alguns pontos vetados do licenciamento são considerados inegociáveis. Dentre eles estão a falta de autonomia dos estados e municípios em questões ambientais e a exigência de um Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado para licenças simplificadas. Tais pontos tendem a ser restabelecidos com a consequente derrubada dos vetos.

Às vésperas de eleições gerais, e diante de altas taxas de juros, potencial encarecimento do crédito e aumento da tributação sobre as cadeias produtivas, qualquer sinalização que não demonstre um compromisso claro com os setores produtivos é preocupante, especialmente para aquele setor que responde por quase um quarto do PIB nacional e que, juntamente com o setor de serviços, trouxe resultados positivos para economia refletindo diretamente nas pesquisas.

Em um cenário de incertezas fiscais e tensões políticas, o país deverá definir se prioriza a expansão do agronegócio ou a volatilidade tributária que reduz investimentos e enfraquece quem produz e sustenta a economia brasileira. O que realmente estará em jogo em 2026 é a capacidade do Brasil de manter o agro forte, financiado e competitivo ou de deixar que a incerteza sufoque seu maior motor econômico.

Karina Tiezzi - BMJ Consultores

*Karina Tiezzi é gerente de Relações Governamentais da BMJ Consultores Associados e consultora em relações governamentais. Atuou como assessora legislativa na Câmara dos Deputados, participou da tramitação de proposições de destaque para o agronegócio, como a chamada MP do Agro e a Lei Geral do Licenciamento Ambiental


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Impactos do embargo chinês nas exportações da carne de frango brasileira



Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que, mesmo com o embargo imposto pela China após a confirmação de um caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) na avicultura comercial, as exportações brasileiras de carne de frango para o país continuaram ocorrendo nos últimos cinco meses.

Nada, porém, se compara aos volumes embarcados antes do problema sanitário registrado em meados de maio. Em abril, por exemplo, o país havia alcançado seu maior resultado do ano, com quase 52 mil toneladas exportadas. Cinco meses depois, o volume enviado à China correspondeu a praticamente um milésimo desse total.

Como já destacou o AviSite na semana passada, nos 10 primeiros meses de 2025 a China importou menos da metade das quase 231 mil toneladas registradas no mesmo período do ano anterior, queda de 50,86%. O principal impacto, porém, concentrou-se a partir de junho.

Ao comparar dois períodos equivalentes (janeiro a maio x junho a outubro), observa-se que, mesmo antes do embargo oficializado em maio, houve leve retração nas exportações, uma queda de 1,87% em relação ao ano passado. Já no período seguinte, de junho a outubro, o recuo foi extremamente acentuado, atingindo 99,78%.

Chama atenção também que, apesar da redução anual de 1,87% no volume embarcado nos cinco primeiros meses, a receita cambial registrou alta superior a 5%. Nos cinco meses subsequentes, entretanto, a queda anual na receita chegou a 99,79%.



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