sábado, março 21, 2026

Agro

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Clima irregular reduz ritmo de semeadura da soja



O ritmo de semeadura da soja da safra 2025/26 segue abaixo do registrado na temporada passada. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores, esse cenário é reflexo da distribuição irregular das chuvas em grande parte do território nacional nos últimos três meses. No Sul do País, o excesso de umidade ainda tem limitado o acesso às lavouras.

Por outro lado, o Centro-Oeste e o Matopiba sofreram com a distribuição desigual das precipitações, o que resultou em umidade abaixo do necessário para avançar nos trabalhos de campo. 

Apesar do aumento recente dos acumulados pluviométricos no Centro-Oeste e no Matopiba e da redução dos volumes de chuvas no Sul, especialmente no Paraná, colaboradores do Cepea relatam que o cenário é de incertezas quanto ao potencial produtivo da safra 2025/26 de soja.

De acordo com a Conab, 78% da área nacional havia sido semeada até 22 de novembro, abaixo dos 83,3% registrados no mesmo período do ano passado.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Aproveite os valores da soja



Existe um sinal claro de oportunidade


Existe um sinal claro de oportunidade
Existe um sinal claro de oportunidade – Foto: Ivan Bueno/APPA

O mercado de soja segue pressionado por incertezas e pela estratégia paciente da China, que administra suas compras com foco político e não apenas econômico, segundo a TF Agroeconômica. A aproximação do período sazonal de aquisição da soja brasileira a partir de janeiro, para embarques a partir de fevereiro, deve mexer ainda mais com o mercado, sobretudo diante da perspectiva de uma colheita recorde ao redor de 178 milhões de toneladas. Esse volume elevado reforça a capacidade chinesa de alternar compras entre Brasil e Estados Unidos, mantendo sua posição confortável na formação de preços.

Apesar das recentes altas internas sustentadas pelo bom desempenho do farelo e do óleo, com avanços acumulados de 0,03 por cento no dia, 0,72 por cento na semana, 1,47 por cento no mês e 2,07 por cento no ano, a supersafra prevista, cerca de 7 milhões de toneladas acima da anterior, tende a limitar novas valorizações expressivas. Em Chicago, o cenário também preocupa. A cotação atual ao redor de 1120 centavos por bushel supera com folga a máxima histórica típica, que gira em torno de 1050. Para a TF Agroeconômica, esse conjunto de fatores indica fundamentos baixistas para 2026, especialmente para a colheita prevista entre abril e maio.

Com o mercado interno ainda oferecendo bons níveis de preços e Chicago mantendo patamares considerados elevados, a consultoria destaca que este é um momento decisivo para o produtor. A análise aponta que a combinação entre a força atual das cotações e o risco futuro traz um claro sinal de oportunidade. Diante disso, a recomendação central é aproveitar os valores presentes, tanto na bolsa americana quanto no mercado brasileiro, para assegurar margens positivas e garantir lucros consistentes para a próxima safra antes que o peso da oferta recorde pressione as cotações.

 





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Focus indica inflação menor e estabilidade no câmbio até o fim do ano



As projeções do Relatório Focus, divulgadas nesta segunda-feira (1), mostram um cenário de inflação mais baixa para 2025 e manutenção do câmbio em torno de R$ 5,40. Para 2026, o mercado também prevê estabilidade na taxa de câmbio e redução gradual da Selic.

Inflação recua em 2025 e segue estável em 2026

A mediana das projeções para o IPCA de 2025 caiu pela terceira semana consecutiva, passando de 4,45% para 4,43%. Há quatro semanas, estava em 4,55%. Para 2026, a expectativa continua praticamente estável, em 4,17%, também com leve queda frente à semana anterior (4,18%).

Nas projeções de curto prazo, o IPCA esperado para novembro é de 0,20%, e para dezembro, de 0,21%. Já o índice de 12 meses suavizado subiu ligeiramente para 4,10%.

O mercado também elevou a expectativa para os preços administrados em 2025, de 5,13% para 5,18%, enquanto manteve as projeções estáveis para 2026 (3,80%).

Selic segue em 15% em 2025; 2026 indica trajetória de queda

O Focus manteve pela 23ª semana consecutiva a previsão de Selic em 15% ao ano em 2025.
Para 2026, a taxa permanece projetada em 12%, sem mudanças nas últimas semanas.

O documento também mostra estimativas para anos seguintes: 10,50% em 2027 e 9,50% em 2028, número que recuou pela segunda semana.

Câmbio: R$ 5,40 em 2025 e R$ 5,50 em 2026

As projeções para o dólar não tiveram alterações relevantes. Para 2025, o mercado mantém a cotação esperada em R$ 5,40. Para 2026, a estimativa segue em R$ 5,50, sem mudanças há cinco semanas.

PIB segue com crescimento moderado

O documento aponta estabilidade nas expectativas do PIB:

  • 2025: 2,16%
  • 2026: 1,78%
  • 2027: 1,83%, após leve queda
  • 2028: 2%

Conta corrente e comércio exterior

Para a conta corrente, o mercado elevou o déficit esperado para 2025, que passou de US$ 72,43 bilhões para US$ 72,60 bilhões. Em 2026, o déficit também aumentou, chegando a US$ 65,39 bilhões.

Na balança comercial, a expectativa para 2025 subiu levemente, de US$ 62,10 bilhões para US$ 62,85 bilhões. Em 2026, houve ajuste negativo para US$ 65,70 bilhões.

Dívida pública sobe nas projeções

A dívida líquida do setor público deve fechar 2025 em 65,83% do PIB, sem alterações. Para 2026, o número subiu para 70,20%, e para 2027, para 73,80%.

O resultado nominal permanece negativo, com projeção de -8,46% do PIB em 2025 e piora para -8,70% em 2026.



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Brasil fecha acordos com Filipinas, Guatemala e Nicarágua para ampliar exportações do agro



O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias e fitossanitárias que permitem a ampliação das exportações do agronegócio para Filipinas, Guatemala e Nicarágua. As autorizações envolvem diferentes produtos e reforçam a estratégia brasileira de diversificar destinos e ampliar o portfólio exportador.

Filipinas autorizam importação de gordura bovina do Brasil

As autoridades sanitárias das Filipinas aprovaram a entrada de gordura bovina brasileira, insumo usado pela indústria de alimentos e também na produção de biocombustíveis, como diesel verde e Sustainable Aviation Fuel (SAF), combustíveis de aviação de baixo carbono.

Com cerca de 115 milhões de habitantes, as Filipinas são um dos principais mercados consumidores do Sudeste Asiático. De janeiro a outubro de 2025, o país importou quase US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários brasileiros.

Guatemala libera arroz beneficiado

Na Guatemala, o Brasil recebeu autorização para exportar arroz beneficiado (sem casca). O país centro-americano, com população de aproximadamente 18 milhões de habitantes, comprou mais de US$ 192 milhões em produtos agropecuários brasileiros entre janeiro e outubro deste ano, com cereais liderando as vendas.

Nicarágua abre mercado para sementes brasileiras

A Nicarágua autorizou a importação de sementes de milheto, crotalária e nabo, insumos importantes para sistemas agrícolas tropicais, usados para elevar produtividade, melhorar o solo e reduzir o uso de fertilizantes minerais.

Entre janeiro e outubro de 2025, o país importou cerca de US$ 55 milhões em produtos do agronegócio brasileiro.



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Governo estima que isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil deve injetar R$ 28 bilhões na economia



O governo federal estima que a nova faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil deve injetar R$ 28 bilhões na economia brasileira. O dado foi apresentado pelo presidente Lula durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV na noite de domingo (30).

Segundo cálculos do governo, um trabalhador com salário de R$ 4.800 deixará de pagar o imposto, o que representa uma economia anual de aproximadamente R$ 4 mil.

A medida altera apenas as faixas de isenção e os descontos, mas não corrige toda a tabela do Imposto de Renda. Assim, contribuintes com renda acima de R$ 7.350 continuam enquadrados na alíquota máxima de 27,5%. De acordo com o governo, uma revisão completa da tabela teria custo superior a R$ 100 bilhões por ano.

Para compensar a redução de arrecadação, a nova lei cria uma alíquota adicional de até 10% para contribuintes que recebem mais de R$ 600 mil por ano, cerca de R$ 50 mil por mês. A mudança deve atingir aproximadamente 140 mil pessoas classificadas como de alta renda.

Atualmente, segundo dados oficiais, esse grupo paga uma alíquota efetiva média de 2,5%, devido ao uso de rendimentos isentos como lucros e dividendos. Já trabalhadores assalariados recolhem, em média, entre 9% e 11%.

A cobrança extra não se aplica a contribuintes que já pagam alíquotas superiores a 10% nem incide sobre rendimentos como:

  • ganhos de capital,
  • heranças e doações,
  • rendimentos recebidos acumuladamente,
  • aplicações isentas (como poupança),
  • aposentadorias por moléstia grave,
  • indenizações.

A lei também estabelece limites para evitar que a soma dos tributos pagos por empresas e por seus sócios ultrapasse percentuais definidos para setores financeiros e não financeiros. Se isso ocorrer, o contribuinte terá direito a restituição na declaração anual.

As alterações no Imposto de Renda entram em vigor a partir de janeiro.



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AgroNewsPolítica & Agro

Compras da China sustentam alta da soja em Chicago


A soja negociada na Bolsa de Chicago encerrou o dia, a semana e o mês de novembro em alta, impulsionada pelo foco renovado nas compras chinesas. Segundo dados da TF Agroeconômica, a movimentação da China segue como principal catalisador do mercado, mesmo com volumes confirmados abaixo do esperado. Os contratos para janeiro fecharam em 1137,75 cents por bushel, alta de 0,55%, enquanto março avançou para 1146,00 cents. No complexo, o farelo recuou e o óleo voltou a ganhar força.

O mercado trabalhou em sessão encurtada após o feriado, mas manteve a atenção sobre as compras da China, tema dominante entre operadores e analistas. Os números divulgados pelo USDA mostraram que apenas 18,76% das compras prometidas até o fim do ano foram efetivadas, bem abaixo da especulação de cerca de 35%. Como a soja americana está mais cara que a brasileira, as compras têm sido feitas principalmente por estatais chinesas em movimento considerado político, o que limitou avanços mais fortes no pregão.

As vendas totais de soja no ano comercial seguem 38% abaixo do registrado no ano anterior. Em sentido oposto, o farelo mostra alta acumulada de 7% e o óleo 21%, refletindo maior demanda por derivados. No balanço semanal, a soja acumulou ganho de 1,13%, enquanto o farelo cedeu 0,22% e o óleo subiu 2,98%, reforçando o comportamento distinto entre os produtos do complexo.

No fechamento de novembro, o grão acumulou valorização de 1,99%, com avanço de 22,25 cents por bushel. O farelo terminou o mês em queda de 2,2%, enquanto o óleo apresentou desempenho expressivo, subindo 6,33%, resultado equivalente a 3,08 cents por libra peso. A movimentação do mês reforça a sensibilidade do mercado às decisões chinesas e mantém os operadores atentos ao ritmo das compras nas próximas semanas.

 





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Trump mira o petróleo da Venezuela, mas a tensão geopolítica respinga no Brasil


A decisão de Donald Trump de fechar o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela, aliada às declarações de que os EUA “não descartam operações terrestres” contra alvos ligados ao narcotráfico, reacendeu uma tensão geopolítica inédita no continente.

Segundo análises veiculadas pela imprensa internacional, a medida aumenta a pressão para que os próprios militares venezuelanos derrubem Nicolás Maduro, ou o obriguem a negociar nos termos de Washington. É um movimento calculado, que transforma o cerco militar em ferramenta política.

Ao mesmo tempo, cresce a percepção de que a guerra às drogas, embora central na retórica, não explica tudo. Há interesses maiores em jogo.

A Venezuela possui as maiores reservas provadas de petróleo do mundo, boa parte na forma de petróleo pesado, essencial para refinarias que produzem diesel, combustível crítico para logística, transporte, agricultura e indústria.

A queda de Maduro abriria espaço para:

  • reativação de campos hoje subutilizados,
  • retomada de investimentos de petroleiras americanas,
  • ampliação do controle dos EUA sobre um ativo energético estratégico,
  • redução da influência da Rússia, China e Irã sobre Caracas.

Em outras palavras: o combate às drogas é a narrativa; o petróleo é o objetivo estratégico. E por estar a apenas algumas horas de voo dos EUA, a Venezuela é um prêmio geopolítico com enorme valor energético e militar.

Há outra verdade incômoda: os EUA gastaram centenas de bilhões de dólares em combate ao narcotráfico nas últimas décadas, e o consumo interno só aumentou.

Décadas de operações militares, acordos bilaterais, destruição de laboratórios e cooperação com governos latino-americanos não impediram que:

  • mais de 220 americanos morrem por overdose por dia,
  • mais de 70 mil morram por fentanil por ano,
  • opióides sintéticos estejam em 60% das mortes por overdose.

Se, apesar de tudo isso, o consumo cresce, a conclusão é inevitável: o problema não está apenas na oferta, está na demanda interna.

A crise real está dentro dos EUA: o “American Dream” virou frustração. A sociedade americana atravessa uma crise silenciosa e profunda. A promessa do “American Dream”, prosperidade em troca de trabalho duro, não se cumpriu para milhões.

Hoje, o país vive:

  • jovens esmagados por dívidas estudantis;
  • salários estagnados;
  • moradia inacessível;
  • empregos precários;
  • desindustrialização de cidades inteiras;
  • perda de vínculos comunitários;
  • epidemia de ansiedade, depressão e solidão.

Resultado: uma população em busca de alívio, e a droga oferece exatamente isso. Não é a fronteira que “invade” os EUA; é a sociedade americana que procura anestesia.

Por isso a guerra às drogas falhou. Ela combate sintomas externos, mas ignora as causas internas, emocionais, econômicas e culturais.

Trump pode fechar o espaço aéreo, ameaçar Caracas, usar a bandeira do combate às drogas e mirar as reservas de petróleo da Venezuela.

Mas a verdade é simples: a maior causa da crise está dentro dos EUA, não fora deles.

E se uma intervenção acontecer, seus efeitos não serão locais, vão atravessar fronteiras, elevar riscos, afetar mercados e chegar ao Brasil, atingindo desde o câmbio até o custo da produção agrícola.

A guerra que se anuncia é, na essência, uma guerra de narrativas, mas seus impactos serão bem reais para economias inteiras.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Expectativa de corte de juros pelo Fed impulsiona mercados


No morning call de desta segunda-feira (1), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a expectativa de corte de juros pelo Fed em dezembro impulsionou bolsas globais, moedas e metais preciosos.

No Brasil, real fechou a R$ 5,33 e Ibovespa atingiu 159 mil pontos em novembro, com alta de mais de 6%. Hoje, destaque para índices de preços, dados industriais, PMIs e, nos EUA, núcleo do PCE e confiança do consumidor, que devem balizar o apetite por risco.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Dezembro começa com chuva forte e temporais; veja a previsão do tempo



A semana começa com condições de tempo bastante contrastantes pelo Brasil. Enquanto novas áreas de instabilidade ainda atuam com força sobre o Sul, outras regiões enfrentam sol forte, calor e baixa umidade nesta segunda-feira (1).

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul tem chuva forte e risco de temporais ao longo do dia

O estado do Rio Grande do Sul segue sob instabilidades desde as primeiras horas desta segunda-feira. Há risco de pancadas moderadas a fortes, além de temporais isolados.
No início da tarde, a chuva avança pelo oeste de Santa Catarina e alcança a metade sul e o oeste do Paraná.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

No norte paranaense, o tempo permanece mais firme. Até a noite, as condições melhoram na Campanha Gaúcha. As temperaturas voltam a subir gradualmente no território gaúcho, enquanto norte e Serra do RS, além do interior catarinense, seguem com clima mais ameno. No norte do Paraná, o calor ganha intensidade.

Nas primeiras horas do dia, há previsão de pancadas isoladas no oeste e noroeste de Minas Gerais. Ao longo do dia, novas instabilidades avançam pelo Triângulo Mineiro e atingem o oeste, norte e nordeste de São Paulo, com chuva moderada a forte em alguns momentos. No sul paulista, as pancadas podem ocorrer no fim da tarde.

Nas demais áreas do Sudeste, o sol predomina e o tempo fica firme. As temperaturas permanecem altas, especialmente no oeste e na metade norte de São Paulo. A umidade relativa do ar segue baixa em partes do território paulista e no Triângulo Mineiro.

As instabilidades continuam atuando entre o oeste e o leste de Mato Grosso e na faixa central de Goiás.
Ao longo do dia, ganham força nos dois estados. A baixa pressão atmosférica sobre o Paraguai intensifica também as áreas de chuva no Mato Grosso do Sul, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais no sul do estado.

No leste de Mato Grosso, o tempo fica mais aberto. As temperaturas altas deixam a sensação de abafamento em toda a região.

Nordeste tem chuva fraca e calor no interior

A chuva ocorre de forma fraca e isolada no sul e litoral da Bahia, além do oeste e áreas do interior baiano. Na metade sul do Maranhão e do Piauí, as instabilidades persistem com intensidade fraca a moderada, podendo ser mais fortes em pontos do Maranhão.

Nas demais áreas, o tempo fica firme, com calor e baixa umidade em partes do interior.

Norte tem pancadas fortes em AC, RO, RR e TO; chuva diminui no Amazonas e Pará

As instabilidades diminuem no leste do Amazonas, mas seguem ativas na metade oeste do estado, além do Acre, Rondônia, Roraima e Tocantins, onde há risco de pancadas moderadas a fortes e temporais isolados.

No Pará, a chuva perde força, mas ainda ocorre de forma fraca a moderada na metade sul. Em grande parte do estado e no Amapá, o tempo permanece mais estável e as temperaturas seguem elevadas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Florada favorece colheita de mel no Rio Grande do Sul



Manejos fortalecem colmeias e ampliam produção



Foto: Pixabay

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (27) aponta que os apicultores do Rio Grande do Sul intensificaram os manejos voltados ao fortalecimento das colmeias e ao aumento da produção de mel, aproveitando a boa florada registrada nas últimas semanas. Segundo o boletim, entre as principais atividades realizadas estão “a vistoria dos apiários, a ampliação do espaço nos ninhos por meio do manejo de caixilhos e a colocação de melgueiras”, além de raspagem de própolis, derretimento de cera, monitoramento de predadores, instalação de caixas-iscas e roçadas nas áreas dos apiários. A colheita de mel já ocorre em diversas propriedades, com resultados considerados positivos.

Na região administrativa de Bagé, a Emater/RS-Ascar informa que, em Dom Pedrito, os apiários instalados em matas e campos nativos com maior diversidade vegetal apresentam “volumes esmagadores de mel”. Já áreas com baixa diversidade de espécies não registraram resposta produtiva. Colmeias posicionadas próximas a lavouras de canola tiveram bom desempenho, com destaque para a multiplicação de enxames e recuperação das colônias.

Nas regiões de Caxias do Sul, Frederico Westphalen, Ijuí e Santa Maria, as condições ambientais favoreceram o forrageamento das abelhas. Houve “aumento expressivo das floradas”, o que estimulou a postura das rainhas e ampliou a população dos enxames. Em Erechim, algumas colmeias são enfraquecidas e apresentam postura baixa, o que levou à substituição de rainhas. Mesmo assim, a Emater relata que “a atividade segue em condições cumpridas”, com expectativa de produção entre 30 e 40 kg por colmeia.

Na região de Soledade, o predomínio do tempo seco favoreceu a movimentação das abelhas, embora temperaturas abaixo do ideal em alguns períodos tenham limitado a intensidade da atividade.





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