quarta-feira, março 18, 2026

Agro

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Soja tem leves altas, mas mercado segue travado no Brasil; saiba os preços


preço soja cotação - preços ao produtor agropecuário
Foto: Daniel Popov/Canal Rural

O mercado brasileiro de soja registrou mais um dia de negócios pontuais e pouca liquidez, com preços entre estáveis e levemente mais altos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário segue sem direção firme, mesmo diante de oscilações externas.

De acordo com o analista, houve leve alta em Chicago Board of Trade e volatilidade no câmbio, em um dia marcado por decisão de juros no Brasil, mas sem força suficiente para destravar o mercado.

A indústria chegou a atuar mais no doméstico, porém os produtores seguem cautelosos e pedindo preços mais altos, o que mantém o ritmo lento. “É um mercado da mão para a boca, com oportunidades pontuais”, resume.

Saiba os preços de soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 122,00 para R$ 123,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 123,00 para R$ 124,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 117,00 para R$ 118,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 106,00 para R$ 107,00
  • Dourados (MS): preço estável em R$ 110,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 107,00 para R$ 109,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram a quarta-feira em leve alta na Chicago Board of Trade, em um movimento de recuperação técnica após a forte queda registrada na sessão anterior. O avanço do petróleo sustentou os preços do óleo de soja, contribuindo para a reação do grão ao longo do dia.

No cenário internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o adiamento de sua viagem a Pequim, onde se reuniria com o líder chinês Xi Jinping. A decisão ocorre em meio à escalada da guerra com o Irã e adia as tentativas de reduzir tensões entre as duas maiores economias do mundo.

O adiamento também posterga um possível acordo comercial entre Estados Unidos e China, que poderia incluir a ampliação das compras de soja americana. Na sessão anterior, essa expectativa levou os contratos a atingirem o limite diário de baixa.

Contratos futuros de soja

Na CBOT, os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 11,61 3/4 por bushel, com alta de 4,75 centavos (+0,41%). Já a posição julho avançou 5,25 centavos (+0,44%), encerrando a US$ 11,76 1/2 por bushel.

Entre os subprodutos, o farelo de soja (maio) subiu US$ 10,00 (+3,20%), para US$ 321,70 por tonelada. Já o óleo de soja recuou 0,66%, fechando a 65,53 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,72%, cotado a R$ 5,24. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,18 e a máxima de R$ 5,24.

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Morre Lito Sarmento, ícone da criação do cavalo crioulo no Brasil


Lito Sarmento
Foto: divulgação/ABCCC

Morreu, nesta terça-feira (17), aos 92 anos, Lito Sarmento, um dos nomes mais emblemáticos da pecuária brasileira e da criação de cavalos Crioulos.

Manuel Rossell Sarmento, conhecido como Lito Sarmento, foi uma das figuras centrais na construção da história do cavalo crioulo no Brasil e teve atuação direta na formação de bases sólidas da criação no país.

Lito Sarmento foi patriarca da Estância São Francisco, tradicional criatório localizado no município de Bagé, no Rio Grande do Sul, Lito comandou um dos plantéis mais reconhecidos da raça, com mais de nove décadas de história.

Legado

Ele era filho de Belisário Sarmento, um dos 22 fundadores da ABCCC e responsável por introduzir a raça no Brasil. Foi na própria Estância São Francisco que ocorreu um dos marcos mais importantes da equinocultura nacional: o registro do primeiro exemplar crioulo no país, o RP 01, importado do Uruguai.

Entre as contribuições mais relevantes de Lito Sarmento está a idealização, ao lado de Bayard Bretanha Jacques, de uma das etapas mais exigentes da principal prova da raça.

Nos anos 1980, ambos criaram a seletiva que deu origem à tradicional etapa Bayard-Sarmento, hoje parte fundamental do Freio de Ouro, uma das competições mais importantes da equinocultura sul-americana.

Além disso, Lito integrou o grupo de jurados eméritos da ABCCC, reforçando sua atuação técnica e seu reconhecimento dentro do setor. Em 2018, Lito Sarmento teve seu nome eternizado na Parede da Fama do Cavalo Crioulo, espaço que homenageia personalidades fundamentais para o desenvolvimento da raça.

ABCCC

Com a notícia de que morre Lito Sarmento, a ABCCC decretou luto oficial de três dias em homenagem ao criador, destacando sua importância para a história da raça e do setor. A entidade manifestou solidariedade aos familiares e ressaltou o papel de Lito como um dos grandes responsáveis por preservar e fortalecer o Cavalo Crioulo no Brasil.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Em 2025, Bahia registra recordes no abate de bovinos e na produção de leite e ovos


Bahia registra recordes no número de bovinos abatidos e na produção de leite e ovos
Imagem: Reprodução

Em 2025, a pecuária baiana alcançou novos recordes de produtividade. Os números apontam que o estado teve o maior número de bovinos abatidos e a melhor marca na produção de leite nos 29 anos de série histórica do IBGE (iniciada em 1997).

Além disso, a produção de ovos bateu o recorde de 2024, tornando-se a mais expressiva em 25 anos de série (iniciada em 2001). Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (18) e foram extraídos das Pesquisas Trimestrais da Produção Pecuária.

No ano passado, o abate bovino no estado teve um quarto crescimento consecutivo e chegou a 1.463.882 animais, 4,0% a mais do que o recorde anterior, que havia sido registrado em 2024 (+56.045 cabeças).

No Brasil, em 2025, o abate de bovinos registrou alta de 8,2% e chegou a 42,935 milhões de cabeças abatidas, 3,246 milhões a mais do que em 2024 e também o maior resultado na série histórica da pesquisa.

Leite

Também em 2025, a produção de leite cresceu pelo terceiro ano consecutivo, na Bahia. Foram adquiridos 614,434 milhões de litros pelos estabelecimentos de laticínios sob algum tipo de inspeção sanitária no estado, 6,3% a mais do que em 2024 (mais 36,319 milhões de litros).

Com isso, o número de 2025 ultrapassou em 3,2% o recorde anterior, que havia sido registrado em 2021 (595,141 milhões de litros naquele ano).

No país como um todo, a produção de leite também registrou seu recorde na série histórica. Os laticínios sob algum tipo de inspeção sanitária captaram 27,514 bilhões de litros em 2025, 8,5% mais do que em 2024 e 7,3% superior ao recorde anterior, que era do ano de 2020 (25,641 bilhões de litros).

A Bahia respondeu, em 2025, por 2,2% do leite adquirido no país. Reduziu um pouco sua participação frente aos 2,3% de 2024, mas manteve a 7ª posição entre os estados. Minas Gerais é líder histórico, com 23,9% do leite adquirido no Brasil.

Ovos

A produção baiana de ovos de galinha cresceu pelo sexto ano consecutivo, entre 2024 e 2025 (+5,0% ou mais 4,435 milhões de dúzias), ficando em 92,954 milhões de dúzias – também o maior quantitativo nos 25 anos de série histórica (desde 2001), quebrando o recorde do ano anterior.

A produção brasileira de ovos de galinha em 2025 foi de 4,953 bilhões de dúzias, um aumento de 4,4% em relação ao ano anterior.

O total da produção anual também é um recorde na série histórica da pesquisa, iniciada, no país como um todo, em 1987.

Responsável por 25,2% do total, São Paulo liderou a produção de ovos de galinha no país, em 2025. A Bahia se manteve na 12ª colocação entre os estados, respondendo por 1,9% do total, mesma participação de 2024.


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Soja e carnes lideram exportações pelos portos paranaenses no 1º bimestre


Foto: Codesp/Divulgação

Os portos paranaenses movimentaram 10,25 milhões de toneladas entre janeiro e fevereiro de 2026, mantendo ritmo aquecido nas operações. O destaque ficou para o avanço nas movimentações de contêineres, que cresceram 11% em fevereiro e 14% no acumulado do bimestre, com forte impulso das exportações de proteína animal.

Segundo divulgado pelo governo do estado do Paraná, a carne de frango liderou os embarques, somando 434,3 mil toneladas, frente a 371,2 mil no mesmo período de 2025. O Paraná respondeu por 52% das exportações nacionais em fevereiro e 49,9% no acumulado, consolidando os portos do estado como o maior exportador de frango do Brasil e do mundo.

A carne bovina também registrou crescimento relevante, passando de 89,7 mil toneladas para 123,5 mil toneladas no comparativo anual. Já a soja em grão reforçou o protagonismo do estado no agronegócio: os embarques cresceram 16% no bimestre, alcançando 2,4 milhões de toneladas. Os portos paranaenses representam atualmente 17,5% das exportações nacionais no mês e 29,4% no acumulado de 2026, com a China liderando como principal destino.

Outro destaque foi o açúcar ensacado, com alta expressiva de 81%, refletindo a recuperação da produção após um 2025 mais fraco. Os embarques de óleos vegetais também avançaram, com crescimento de 63% no bimestre, reforçando a diversificação da pauta exportadora.

Do lado das importações, foram movimentadas 3,88 milhões de toneladas, com destaque para derivados de petróleo, que somaram 681 mil toneladas. Já a entrada de fertilizantes recuou 21%, impactada pela valorização do dólar, custos elevados e restrições na oferta global.

O desempenho do primeiro bimestre reforça o papel estratégico dos portos paranaenses na logística nacional, especialmente no escoamento de commodities agrícolas e proteínas, mantendo o estado como um dos principais hubs de exportação do país.

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IV Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos acontecerá no Oeste da Bahia em setembro


IV Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos
Foto: Divulgação

O Oeste da Bahia será palco de um dos mais importantes debates técnicos sobre manejo, sustentabilidade e produtividade em áreas de solos arenosos do Brasil. A 4ª edição do Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos (SBSA) reunirá pesquisadores, consultores, produtores rurais, estudantes e empresas do setor para discutir inovação, ciência aplicada e estratégias práticas voltadas à realidade do campo entre os dias 1 a 3 de setembro de 2026, em Luís Eduardo Magalhães (BA).

Tradicionalmente promovido pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS) e realizado pela Embrapa, o evento chega à sua quarta edição se aliando a Fundação Bahia e a empresas parceiras, com a proposta de ampliar o diálogo entre ciência e produção, conectando conhecimento técnico às demandas reais das regiões produtoras.

O desafio

Os solos arenosos representam um dos maiores desafios agronômicos da atualidade. Baixa capacidade de retenção de água e nutrientes, maior suscetibilidade à degradação e necessidade de manejo altamente estratégico tornam fundamental o aprofundamento técnico sobre o tema, especialmente em regiões de expansão agrícola, como o Matopiba e o Oeste baiano.

A programação contará com palestras, painéis e debates com especialistas de referência nacional, abordando fertilidade, construção de perfil de solo, manejo da matéria orgânica, sistemas produtivos sustentáveis, inovação tecnológica e perspectivas futuras para áreas arenosas.

Para o presidente do Simpósio, Dr. Henrique Maluf, o evento representa um momento estratégico para o setor produtivo.

“Os solos arenosos deixaram de ser vistos como limitantes e passaram a ser encarados como ambientes de alta performance, desde que manejados com conhecimento técnico e responsabilidade. O IV SBSA será um espaço de construção coletiva, onde ciência e campo caminham juntos para garantir produtividade com sustentabilidade”, destaca Maluf.

Além da programação técnica, o Simpósio também promoverá a integração entre instituições de pesquisa, universidades, empresas e produtores, fortalecendo parcerias e estimulando a geração de soluções aplicáveis à realidade do agronegócio brasileiro.

O IV Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos reafirma o compromisso do setor com a ciência, a inovação e o uso responsável dos recursos naturais, contribuindo diretamente para a evolução da agricultura em áreas desafiadoras e estratégicas para o Brasil.

Mais informações sobre programação e inscrições serão divulgadas em breve pelos canais oficiais do evento.

A 4ª edição do Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos é promovido pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo e realizado pela Fundação BA, Embrapa, Comitê de Ciência do Solo do Oeste da Bahia, Galvani Fertilizantes e Amasolo.


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Saúde do bezerro: como evitar doenças e mortalidade antes da desmama?


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O Brasil perde cerca de cinco milhões de bezerros por ano entre o nascimento e a desmama. Segundo o médico veterinário André Desjardins, da Vetoquinol, para proteger o patrimônio da fazenda, a “blindagem” da bezerrada exige um checklist rigoroso que começa antes mesmo do nascimento e se estende até a separação da mãe.

Os primeiros minutos de vida são decisivos. Como o bezerro nasce com “imunidade zero”, o manejo imediato é o que define se ele sobreviverá aos primeiros desafios do pasto.

Confira:

Importância da vacinação e manejo

O sistema imune da bezerrada é imaturo, o que o torna um “primo-vacinado”. Desjardins alerta que vacinar apenas uma vez é o mesmo que não vacinar. Para evitar que doenças comuns matem a bezerrada em poucas horas, o pecuarista deve ter um estoque estratégico de socorro.

O estresse no curral gera cortisol, um hormônio que suprime o sistema imune da bezerrada. Um manejo calmo e a higiene das agulhas, com troca a cada dez a quinze animais, evitam a transmissão de doenças entre o lote e garantem animais mais resistentes.

Fatores que influenciam a saúde da bezerrada

A saúde da bezerrada começa na barriga da vaca e se consolida no capricho do vaqueiro. Evitar acidentes de manejo e seguir o checklist sanitário à risca é o que garante o peso ideal ao desmame e a sobrevivência do lucro da cria.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Cacau: indústria reage a MP e prevê perda bilionária nas exportações


Amêndoas de cacau de Tome-Açu.
Foto: Polo Sebrae Agro/divulgação

A redução do prazo do regime de drawback para importação de amêndoas de cacau, estabelecida pela medida provisória 1341/2026, publicada na semana passada, abriu um impasse entre a indústria processadora e entidades do setor produtivo. A nova regra diminui de até dois anos para seis meses o período para que empresas realizem operações vinculadas à exportação de derivados utilizando esse mecanismo.

O drawback permite a suspensão de tributos sobre insumos importados destinados à produção de bens exportados, sendo um instrumento amplamente utilizado para garantir competitividade no comércio exterior.

Indústria aponta risco de perda de competitividade

A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) afirma que a medida foi adotada sem diálogo com o setor e pode gerar efeitos negativos na cadeia produtiva.

Segundo a entidade, o Brasil não é autossuficiente na produção de cacau, o que exige importações regulares para manter as plantas industriais em operação e cumprir contratos de exportação.

Atualmente, indica a AIPC, cerca de 22% das amêndoas processadas no país são importadas, sendo que 99% dessas operações estão vinculadas ao regime de drawback e à exportação de derivados como manteiga, pó e líquor de cacau.

A indústria brasileira tem capacidade instalada próxima de 275 mil toneladas por ano, mas processa cerca de 195 mil toneladas, operando com aproximadamente 30% de ociosidade.

Para a AIPC, a redução do prazo cria um descompasso com o ciclo do comércio internacional. Dados do setor indicam que 92% dos contratos de exportação têm duração superior a 180 dias, considerando negociação, importação, processamento e entrega.

A entidade projeta que, em cinco anos, a mudança pode resultar em perdas de até R$ 3,5 bilhões nas exportações de derivados, além de ampliar a ociosidade industrial e reduzir a demanda por cacau nacional.

Produtores defendem medida como proteção ao mercado interno

Por outro lado, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e federações estaduais avaliam que a medida contribui para proteger a produção nacional.

Segundo as entidades, o uso do drawback pode estar associado ao aumento de estoques da indústria e à pressão sobre os preços pagos ao produtor.

A avaliação é de que a redução do prazo busca limitar distorções no abastecimento e equilibrar a relação entre demanda industrial e produção nacional.

Antes da mudança, o regime permitia operações com prazo de 12 meses, prorrogáveis por mais 12 meses. Com a nova regra, o período máximo passa a ser de seis meses.

Impactos podem atingir toda a cadeia produtiva

Na avaliação da indústria, a restrição ao uso do drawback pode comprometer a competitividade das exportações brasileiras e afetar toda a cadeia.

A redução das exportações tenderia a diminuir o volume de processamento no país, aumentar a ociosidade das indústrias e impactar o nível de emprego, segundo a AIPC.

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Praga que já atinge países vizinhos acende alerta no setor agrícola brasileiro


bicudo-vermelho
Foto: Embrapa/ tabuleiros costeiro

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) intensificou as ações de vigilância e prevenção contra o bicudo-vermelho das palmeiras (Rhynchophorus ferrugineus), praga quarentenária ausente no Brasil, mas já registrada em países vizinhos, como Uruguai e Argentina.

A proximidade geográfica acende o alerta para o risco de introdução no território nacional, principalmente por meio do trânsito irregular de mudas e de plantas hospedeiras.

A prevenção é a medida mais eficaz e econômica para evitar a entrada e a disseminação da praga. Por isso, o Mapa orienta produtores, comerciantes, paisagistas e a população em geral sobre a importância de adquirir plantas apenas de fornecedores regularizados e com certificação fitossanitária, além de não transportar mudas de origem desconhecida, sobretudo em áreas de fronteira.

Características

O bicudo-vermelho é um besouro altamente destrutivo que ataca diversas espécies de palmeiras, incluindo coqueiro, dendezeiro e plantas ornamentais.

Os danos são causados principalmente pelas larvas, que se desenvolvem no interior da planta, dificultando a detecção precoce e o controle. Em infestações avançadas, a praga pode provocar o colapso da copa e a morte da planta.

Sinais de presença

Entre os sinais de alerta e identificação estão a presença de orifícios no tronco com exsudação de seiva ou de fibras mastigadas; mau cheiro proveniente da planta; amarelecimento e queda das folhas centrais; e a deformação da copa, que pode ficar achatada em estágios avançados.

Impactos e prejuízos

O bicudo-vermelho pode ser confundido com a broca-do-olho-do-coqueiro (Rhynchophorus palmarum), espécie já presente no Brasil. Por isso, a confirmação deve ser realizada por profissionais do Mapa ou pelos Órgãos Estaduais de Defesa Sanitária Vegetal (OEDSV).

Os impactos potenciais incluem prejuízos econômicos significativos à produção de coco e dendê e ao setor ornamental; morte de palmeiras de elevado valor econômico e paisagístico, em áreas urbanas e rurais; potencial de rápida disseminação devido ao trânsito de mudas; e impactos ambientais e paisagísticos.

Medidas preventivas

Diante desse cenário, o Mapa vem adotando medidas preventivas, como o reforço da vigilância fitossanitária em fronteiras e pontos de ingresso no país, além da capacitação de equipes técnicas e da divulgação de alertas e materiais informativos.

Em caso de suspeita, a orientação é não manipular nem transportar o material e comunicar imediatamente a Superintendência de Agricultura e Pecuária (SFA/Mapa) ou o órgão estadual de defesa sanitária vegetal do seu estado. Informações também podem ser encaminhadas para o e-mail alertapragas@agro.gov.br.

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Portos do Sudeste movimentam 56,5 milhões de toneladas em janeiro


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Foto: Ricardo Botelho/MInfra

A movimentação de cargas nos portos e terminais do Sudeste somou 56,5 milhões de toneladas em janeiro, um crescimento de 20,84% em relação ao mesmo período de 2025. No ano passado, o volume havia sido de 46,7 milhões de toneladas.

Os dados são da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Segundo o ministro Silvio Costa Filho, a região segue como principal corredor logístico do país, sustentada pela diversidade de cargas e pela integração entre portos públicos e terminais privados, além de investimentos em infraestrutura.

Granéis puxam resultado

O desempenho foi liderado pelos granéis sólidos, que movimentaram 26 milhões de toneladas, alta de 22% na comparação anual.

Já os granéis líquidos somaram 22,2 milhões de toneladas, com crescimento de 41%, impulsionados principalmente pelo petróleo e derivados.

As cargas em contêineres totalizaram 5,6 milhões de toneladas, enquanto a carga geral atingiu 2,7 milhões de toneladas no período.

Portos e terminais

Nos portos organizados, a movimentação cresceu 7%, alcançando 16,8 milhões de toneladas. O Porto de Santos (SP) liderou com 10,1 milhões de toneladas, avanço de 14% em relação a janeiro de 2025.

Na sequência aparecem Itaguaí (RJ), com 4,74 milhões de toneladas; Rio de Janeiro (RJ), com 1,07 milhão; Vitória (ES), com 706 mil; e São Sebastião (SP), com 159,7 mil toneladas.

Já nos terminais autorizados, o crescimento foi mais expressivo: alta de 28%, com 39,7 milhões de toneladas movimentadas. Entre os destaques estão o Terminal de Petróleo TPET/TOIL – Açu (RJ), com 7,6 milhões de toneladas, e o terminal de Tubarão (ES), com 7,2 milhões.

Também aparecem o Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (RJ), com 6 milhões de toneladas; o de São Sebastião (SP), com 5,1 milhões; e o Terminal da Ilha de Guaíba (RJ), com 2,2 milhões.

Petróleo e minério lideram cargas

O petróleo e seus derivados foram a principal mercadoria movimentada na região, com 18,3 milhões de toneladas, o equivalente a 32,5% do total e alta de 46,7%.

O minério de ferro aparece na sequência, com 17,9 milhões de toneladas e crescimento de 21,5%.

Já as cargas em contêineres somaram 5,6 milhões de toneladas. Derivados de petróleo (sem óleo bruto) atingiram 3,2 milhões de toneladas, com alta de 20,8%.

O açúcar também ganhou destaque, com 1,6 milhão de toneladas movimentadas e avanço de 70%, impulsionado pelo agronegócio.

Exportações avançam

Do total movimentado, 40,7 milhões de toneladas foram transportadas na navegação de longo curso, com crescimento de 20,76% na comparação anual.

A cabotagem somou 12,9 milhões de toneladas, alta de 23,5%, reforçando o papel da modalidade na logística interna.

Os dados indicam ainda avanço de 26,25% nas exportações pelos portos do Sudeste em janeiro, enquanto as importações recuaram 1,71%, sinalizando ajustes pontuais no fluxo de mercadorias.

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Governo oferece R$ 3 bilhões para estados zerarem cobrança de ICMS de diesel importado


diesel combustivel - icms
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A União propôs que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de diesel para conter a alta dos preços dos combustíveis. Em contrapartida, a União se compromete a compensar 50% da perda de arrecadação.

A medida foi apresentada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), nesta quarta-feira (18).

Órgão que reúne os secretários estaduais de Fazenda, o Confaz teve um encontro virtual para discutir medidas para conter a alta do diesel após o início da guerra no Oriente Médio.

Impacto fiscal

Segundo a equipe econômica, a zeragem do imposto pode gerar renúncia de cerca de R$ 3 bilhões por mês para os estados. Desse total, R$ 1,5 bilhão seria coberto pelo governo federal.

A proposta prevê que a medida tenha caráter temporário, com validade até 31 de maio. O impacto total pode chegar a R$ 6 bilhões no período, dos quais R$ 3 bilhões serão arcados pela União.

Pressão externa

A iniciativa ocorre em meio à disparada dos preços do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O aumento tem pressionado os custos do diesel no Brasil, que depende de importações para cerca de 30% do consumo.

Segundo Durigan, o preço do diesel importado tem se descolado do valor praticado no mercado interno, o que pode comprometer o abastecimento.

Negociação

A decisão final depende dos governadores e deve ser discutida até o próximo dia 27, quando o Confaz realiza reunião presencial em São Paulo. A proposta surge após resistência inicial de estados a cortes de ICMS sem compensação financeira.

O governo federal afirmou que não pretende impor a medida, como ocorreu em 2022, quando o governo anterior reduziu o ICMS dos combustíveis e deixou para o atual governo compensar, em 2023, os prejuízos dos estados. O número dois da Fazenda destacou a importância do diálogo federativo.

“A nossa orientação é fazer isso, caso os estados concordem, porque isso é muito importante para garantir o abastecimento, para discutir essa oferta forte e firme de diesel no País”, declarou o secretário-executivo da Fazenda.

“Esses são os melhores esforços que a gente pode fazer dentro da linha que eu dei: responsabilidade fiscal, responsabilidade com a população, responsabilidade regulatória.”

Outras medidas

A proposta complementa ações já anunciadas pelo governo, como a redução de tributos federais, como o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o diesel e subsídios à produção interna.

Além disso, foi aprovado um acordo entre a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e 21 estados para compartilhamento em tempo real de notas fiscais de combustíveis, com o objetivo de reforçar a fiscalização e coibir abusos de preços.

Segundo Durigan, seis estados – Alagoas, Amazonas, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e São Paulo – pediram mais tempo para avaliar o acordo com a ANP.

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