quinta-feira, março 19, 2026

Agro

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bois confinados representam 31,7% dos animais destinados ao abate em 2025



A pecuária intensiva brasileira registrou avanços importantes em 2025. Dados da Scot Consultoria, levantados na expedição Confina Brasil, mostram que houve um crescimento médio de 18,4% no volume de animais terminados em confinamento neste ano em comparação com 2024. O estudo analisou 184 propriedades, responsáveis por 2,6 milhões de cabeças destinadas ao abate, o equivalente a 31,7% de todo o gado confinado de 2025, consolidando o peso estatístico da amostra.

A expedição percorreu 30 mil quilômetros de norte a sul do país ao longo de quatro meses. No total, mais de 3,4 milhões de cabeças de gado foram mapeadas, compondo o Benchmarking Confina Brasil 2025, relatório gratuito que reúne informações técnicas, econômicas e produtivas dos sistemas intensivos observados.

O documento detalha o perfil das propriedades, os modelos de intensificação adotados — como confinamento convencional, sistemas semi-intensivos e estações de pré-embarque — além de dados sobre infraestrutura, nutrição, mão de obra, manejo de dejetos e uso de tecnologias.

A pesquisa evidencia também a profissionalização da gestão nos sistemas intensivos. Entre as propriedades visitadas, 41,4% acompanham seus custos de produção de forma integrada e 85,9% utilizam algum tipo de consultoria ou assessoria especializada. Outro ponto de destaque é a incorporação gradual de ferramentas digitais e softwares de gestão, que reforçam a busca por eficiência e precisão nas rotinas operacionais.

Os indicadores zootécnicos refletem ganhos consistentes de produtividade, especialmente na redução da idade de abate. A idade média de saída dos machos ficou em 23,5 meses, enquanto as fêmeas alcançaram média de 19,9 meses, evidenciando maior precocidade nos sistemas intensivos.

Em relação aos custos de produção, o benchmarking reúne informações sobre gastos nutricionais, sanitários e operacionais, assim como dados da reposição e do boi gordo. Esse conjunto permite avaliar como a variação dos preços de mercado influencia a diária do confinamento e, por consequência, sua rentabilidade. A pesquisa mostra ainda que mais de 70% das propriedades que confinam também têm área de lavoura e mais da metade delas adota sistemas integrados de produção, como Integração Lavoura-Pecuária (ILP). Isso reforça a importância da agricultura como suporte para reduzir custos com alimentação e dar maior autonomia ao sistema.

Além dos dados de 2025, o relatório apresenta perspectivas para 2026, considerando o comportamento do mercado, os desafios dentro e fora da porteira e o cenário de preços dos insumos e da reposição. A Scot Consultoria destaca que o benchmarking se consolida como ferramenta estratégica para pecuaristas, consultores, técnicos e empresas que buscam entender a radiografia da pecuária intensiva e suas particularidades regionais.



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Exportações brasileiras para os EUA registram queda de 28% em novembro



As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram em novembro o quarto recuo mensal consecutivo, com queda de 28,1% na comparação anual, segundo dados da Amcham Brasil. Desde que o governo americano aplicou tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, em agosto, o desempenho das vendas externas tem sido amplamente negativo.

O movimento de retração tem sido generalizado: atinge tanto itens diretamente submetidos às sobretaxas quanto produtos não tarifados, como petróleo e celulose, que também apresentaram queda no período. Apesar disso, novembro mostrou uma redução menos intensa do que a registrada em outubro, o que, segundo a entidade, pode indicar o início de uma leve recuperação após as recentes isenções concedidas a produtos relevantes da pauta exportadora agroindustrial.

Mesmo com alguns sinais de alívio, mais de um terço das exportações brasileiras destinadas ao mercado americano segue sujeito a tarifas adicionais. O impacto dessas medidas ainda pesa de forma significativa sobre o fluxo comercial entre os dois países.

Para o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, o momento exige avanço nas negociações bilaterais.

“Brasil e Estados Unidos têm intensificado o diálogo em alto nível — um caminho que deve ser aprofundado, com vistas a um acordo bilateral capaz de reduzir as sobretaxas, normalizar as condições de acesso ao mercado americano e aprofundar a cooperação em temas de interesse comum”, afirma.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

A agricultura das Américas é o farol da segurança alimentar e da dignidade…


Manuel Otero, Diretor Geral do IICA, na apresentação de seu relatório de gestão na Conferência dos Ministros da Agricultura das Américas 2025, em Brasília, no qual destacou a transformação do Instituto em um hub de inovação e cooperação agrícola para o continente.

O Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) é hoje uma instituição moderna, desburocratizada, próxima aos países, ágil e com visão de futuro. Deixou de ser percebido exclusivamente como organismo técnico de nicho para se consolidar como um verdadeiro hub de inovação e cooperação agrícola no continente.

Assim se expressou o Diretor Geral do IICA, Manuel Otero, em seu relatório de gestão, apresentado no primeiro dia de sessões da Conferência dos Ministros da Agricultura das Américas 2025, que está acontecendo em Brasília.

Cerca de 30 ministros e vice-ministros da agricultura da região participam do encontro, que é organizado pelo governo brasileiro e pelo IICA, sob o tema “Uma nova narrativa para a agricultura e os sistemas agroalimentares das Américas”.

Otero expressou sua emoção por estar prestes a encerrar seu ciclo de oito anos como Diretor Geral do IICA, pois em Brasília será eleito seu sucessor, que assumirá em janeiro próximo.

Os ministros e os chefes de delegações presentes ressaltaram o trabalho de Otero por sua proximidade aos países e aos agricultores, além de seu permanente impulso à incorporação da ciência e da tecnologia como ferramentas para melhorar a produtividade e a resiliência do agro.

“O IICA é minha casa, minha paixão. Desde o primeiro dia como Diretor Geral, em janeiro de 2018, estava claro para mim que esta não seria uma gestão pessoal, mas uma travessia coletiva. Nada teria sido possível sem os representantes dos países que integram este organismo, minhas colegas e meus colaboradores do IICA e os produtores agropecuários, que nos inspiram com seu trabalho diário”.

Otero agradeceu, na pessoa do ministro Fávaro, a todo o Governo do Brasil por seu compromisso com a concretização da Conferência, que afirmou não ser distinto do de seus produtores agropecuários, que, amparados em políticas com visão de longo prazo, protagonizaram uma grande mudança, convertendo em poucas décadas um país inseguro do ponto de vista alimentar em uma potência agroalimentar global.

Na abertura de seu discurso, Otero expressou também sua solidariedade com as nações da região do Caribe, especialmente Bahamas, Jamaica, Haiti e República Dominicana, atingidas severamente pelo furacão Melissa, e anunciou que o IICA já constituiu um fundo de emergência que foi posto à disposição desses países. Os recursos serão acompanhados por uma mobilização de recursos técnicos destinada a mitigar os efeitos sobre as propriedades rurais, os agricultores e suas ferramentas de trabalho.

Fornecedor de soluções

“Por meio do diálogo permanente com os ministros e as ministras do setor agrícola das Américas, constatamos que a renovação e a modernização do IICA, alcançada em um complexo cenário internacional, reposicionou a instituição como um grande fornecedor de soluções, que é também capaz de influir na construção de uma visão e de uma narrativa sobre a agricultura inseparável das estratégias de desenvolvimento dos países”, observou Otero.

O Diretor Geral sublinhou o trabalho do IICA no impulso à conectividade e à digitalização rural, à agricultura 4.0 e à bioeconomia, com iniciativas como o Centro de Interpretação do Amanhã da Agricultura (CIMAG), que é visitado anualmente por 25 mil jovens só da Costa Rica.

Também se referiu ao trabalho em diplomacia agrícola, que levou a voz das agriculturas da região e de seus agricultores a espaços como as COP, a OMC, o G20, a OEA e a todos os foros internacionais relevantes, além do fortalecimento de parcerias com atores estratégicos como EMBRAPA, INTA, PROCISUR, CIMMYT, AGRA, APPRESID, a JAD dominicana, universidades, cientistas e organizações de produtores.

Otero afirmou que o IICA se transformou em uma grande ponte entre os ministérios da agricultura dos países, os mandatários da instituição e o setor privado, que são a coluna vertebral para o desenvolvimento da agricultura. Isso trouxe uma contribuição importante ao alinhamento do ecossistema agrícola à ideia de que a agricultura das Américas é parte da solução global, e não do problema.

“Nossa proposta foi tornar um setor insubstituível para a segurança alimentar, a paz social, a preservação dos recursos naturais, a criação de empregos, a geração de divisas e a interação com a ciência, a tecnologia e a inovação cada vez mais hierarquizado, reconhecido e valorizado pela sociedade e por seus representantes”, disse.

“O IICA de hoje” – acrescentou – “é semelhante ao que sonhamos há alguns anos atrás, capaz de desenvolver um novo mapa de parcerias estratégicas, projetar sua imagem e implementar uma estratégia agressiva de captação de recursos externos para servir melhor a nossos países”.

Otero revelou que quer deixar como legado de seu mandato a certeza de que o futuro da agricultura das Américas não está em ter saudade do passado, “mas em construir o que podemos e devemos ser. Neste sentido, chegou o momento de consolidar uma nova narrativa da agricultura, que fale de modernidade, sustentabilidade, inovação digital e biológica e de responsabilidade e compromisso social. Uma narrativa que nos projete como fornecedores confiáveis de alimentos, energia limpa, fibras e serviços ecossistêmicos para o mundo inteiro”.

“O agricultor, quando semeia, não pensa só na próxima safra; pensa nas gerações futuras. É o que acontece também com nosso trabalho na cooperação internacional: semear futuro, inclusive sabendo que outros colherão os frutos. Com gratidão infinita e esperança renovada, afirmo, com total convicção, que a agricultura das Américas continuará sendo o farol de segurança alimentar e dignidade rural para o mundo inteiro”, concluiu o Diretor Geral.





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Produção de café é estimada em 56,5 milhões de sacas em 2025


A produção brasileira de café em 2025 está estimada em 56,5 milhões de sacas de 60 quilos, segundo o 4º Levantamento de Café 2025 divulgado nesta quinta-feira (4). Mesmo em ano de bienalidade negativa, o volume representa o terceiro maior da série da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e supera em 4,3% o resultado da safra passada. A Conab atribui o desempenho à combinação entre uma redução de 1,2% na área em produção, calculada em 1,85 milhão de hectares, e à produtividade média nacional projetada em 30,4 sacas por hectare, impulsionada pelo avanço do conilon.

Com menor impacto da bienalidade, o conilon alcança 20,8 milhões de sacas em 2025, considerado pela Conab um recorde histórico. O órgão destaca que “a regularidade climática favoreceu o vigor das plantas e resultou em elevada carga produtiva”. O crescimento é de 42,1% em relação ao ano anterior. No Espírito Santo, maior produtor nacional, a colheita chega a 14,2 milhões de sacas, aumento de 43,8%. Na Bahia, são esperadas 3,29 milhões de sacas, alta de 68,7%, enquanto Rondônia registra estimativa de 2,32 milhões, avanço de 10,8%.

Para o café arábica, o levantamento aponta redução no volume colhido. A Conab explica que a bienalidade negativa e a escassez hídrica limitaram o potencial das lavouras. A área em produção recuou 1,5%, totalizando 1,49 milhão de hectares, e a produtividade média caiu 8,4%, atingindo 24,1 sacas por hectare. A safra do ciclo atual é estimada em 35,76 milhões de sacas, queda de 9,7%.

Em Minas Gerais, maior produtor de arábica, a colheita fechou em 25,17 milhões de sacas, redução de 9,2%. Segundo o levantamento, o estado foi afetado pelo ciclo de bienalidade negativa e por “longo período de seca nos meses que antecederam a floração”. Em São Paulo, a produção está estimada em 4,7 milhões de sacas, queda de 12,9% devido à estiagem e às altas temperaturas. A Bahia, por outro lado, registra aumento de 2,5%, com destaque para o Cerrado, que cresceu 18,5%.

No mercado internacional, o Brasil exportou 34,2 milhões de sacas de café entre janeiro e outubro de 2025, baixa de 17,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O recuo é atribuído à limitação dos estoques no início do ano após o recorde de embarques de 50,5 milhões de sacas em 2024.

Embora o volume exportado tenha diminuído, o valor exportado alcançou US$ 12,9 bilhões nos dez primeiros meses de 2025, superando o total de 2024. O MDIC informa que o desempenho é resultado da elevação dos preços internacionais do café. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) avalia que, mesmo com a expectativa de aumento da produção mundial em 2025/26, não devem ocorrer reduções expressivas nos preços, devido ao estoque remanescente reduzido. O USDA destaca que “o estoque mundial no início da safra 2025/26 é o mais baixo dos últimos 25 anos”, estimado em 21,8 milhões de sacas.





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Apostas de corte da Selic em janeiro mexem com o mercado; ouça os destaques do dia


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o PIB brasileiro do 3º tri subiu 0,1%, abaixo do esperado, mas reforçou apostas de corte da Selic em janeiro, derrubando juros futuros e levando o Ibovespa a novo recorde acima de 164 mil pontos.

Lá fora, mercados aguardam o PCE dos EUA para calibrar apostas de juros. Petróleo segue em alta com tensões geopolíticas e dólar teve dia volátil. Hoje, destaque também para IPP no Brasil.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Estoques do PAA serão reforçados com nova operação



Conab lança compra institucional de R$ 46 milhões



Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) iniciou uma operação de Compra Institucional no valor de aproximadamente R$ 46 milhões para atender unidades recebedoras do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e reforçar estoques estratégicos destinados a ações de segurança alimentar e nutricional. Segundo a estatal, a iniciativa utiliza recursos sob gestão do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e tem como objetivo ampliar a participação da agricultura familiar nas políticas públicas de abastecimento.

De acordo com a Conab, a operação prevê a aquisição de produtos fornecidos por associações, cooperativas e outras organizações formalmente constituídas. Entre os itens listados no comunicado estão “arroz polido, arroz parboilizado orgânico, feijão, fubá, farinha de mandioca, carnes bovina e suína, polpas de frutas, macaxeira a vácuo, rapadura e melado de cana”. A estatal informou que os alimentos serão destinados às unidades atendidas pelo PAA, como Cozinhas Solidárias, além de reforçar os estoques estratégicos utilizados em ações sociais.

A execução será articulada entre a matriz da Conab e as superintendências regionais responsáveis pelos estados de origem das entidades fornecedoras. As propostas devem ser enviadas pelo aplicativo PAANet – Proposta Doação, acompanhadas da documentação exigida. A classificação das organizações será divulgada conforme o cronograma previsto.

A Conab ressaltou que a Compra Institucional é uma modalidade do PAA que permite a aquisição direta de alimentos da agricultura familiar, com base em preços de referência e limites de participação por organização. Os produtos são destinados a equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional ou utilizados para recomposição dos estoques estratégicos mantidos pela companhia.





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Semana termina com pancadas fortes de chuva em grandes áreas de 3 regiões



A atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) continua levando instabilidades ao país, trazendo pancadas de chuva de moderada a forte intensidade para áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Confira a previsão completa da Climatempo:

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Sul

O tempo continua estável pela região Sul e o sol predomina, com chance de chuva em áreas do leste do Paraná e de Santa Catarina durante a madrugada, devido à influência marítima. As temperaturas continuam elevadas em grande parte da região, enquanto ao longo do litoral seguem mais amenas.

Sudeste

As instabilidades seguem atuando na metade norte de Minas Gerais e no Espírito Santo, com chuva moderada a forte e risco de temporais devido à atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Ao longo da faixa litorânea, há chance de chuvas fracas e isoladas por causa da influência marítima. Em boa parte da região, as temperaturas seguem mais amenas, enquanto na metade norte paulista e no Triângulo Mineiro o calor predomina.

Centro-Oeste

As instabilidades seguem atuando desde cedo em Mato Grosso e na metade norte de Goiás devido à atuação da ZCAS. No norte de Mato Grosso do Sul, as pancadas ganham força à tarde, impulsionadas pelo calor e pela umidade atmosférica local, enquanto no restante do estado o tempo permanece mais firme. Em Mato Grosso do Sul e em boa parte de Mato Grosso, as temperaturas continuam elevadas.

Nordeste

A atuação da ZCAS mantém as pancadas de chuva em grande parte da Bahia. No Maranhão e na metade sul do Piauí, chuvas moderadas a fortes e chance de temporais. As temperaturas continuam elevadas e o calor predomina em grande parte da região.

Norte

As instabilidades continuam atuando na região, com chance de temporais no Amazonas, em Roraima, no Acre e em Rondônia. Em grande parte do Pará e do Tocantins, ocorrem pancadas moderadas a fortes, com risco de temporais em alguns pontos. No Amapá e no nordeste do Pará, o tempo segue mais firme. As temperaturas continuam elevadas e a sensação de abafamento predomina.



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Exportações de ovos têm alta anual


O Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (4) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, aponta crescimento nas exportações brasileiras de ovos entre janeiro e outubro de 2025. Segundo dados do Agrostat Brasil, do Ministério da Agricultura e Pecuária, o país embarcou 49.806 toneladas no período, alta de 36,8% em relação aos dez primeiros meses de 2024. O faturamento passou de US$ 134,2 milhões para US$ 163,365 milhões, aumento de 21,7%.

O levantamento indica que os principais itens exportados são “ovos férteis destinados à incubação e os ovos frescos com casca”. O Paraná aparece como quarto maior exportador em 2025, com 5.641 toneladas e receita de US$ 28,418 milhões, números inferiores aos de 2024. O estado registrou queda de 33,3% no volume e de 24,4% no faturamento.

Entre os maiores exportadores, o relatório mostra desempenho distinto. São Paulo reduziu suas exportações em 21,5%, enquanto Mato Grosso teve avanço de 2.996,3%. Minas Gerais cresceu 105,1%, o Rio Grande do Sul recuou 16,9% e o Espírito Santo registrou alta de 907,4%. São Paulo segue líder, com 12.778 toneladas e receita de US$ 50,395 milhões.

Os destaques do período foram Mato Grosso e Espírito Santo. O boletim cita que Mato Grosso passou de 241 toneladas e US$ 308.984 em 2024 para 7.642 toneladas e US$ 13,345 milhões em 2025. O Espírito Santo avançou de 410 toneladas e US$ 571.852 para 4.130 toneladas e US$ 8,460 milhões.

No acumulado dos dez meses de 2025, os Estados Unidos permaneceram como principais compradores. O país importou 19.578 toneladas e registrou gasto de US$ 41,606 milhões, elevação de 1.038,9% no volume e de 1.299,9% no faturamento em comparação com o ano anterior. O boletim afirma, porém, que a aplicação de uma tarifa de 50% pelo governo norte-americano a partir de agosto alterou esse cenário.

Outros destinos também se destacaram entre janeiro e outubro: México, Chile, Senegal e Japão. Apenas Chile apresentou queda no volume importado no período, segundo o Deral.

O relatório lembra que o Brasil ainda destina mais de 99,5% da produção de ovos ao mercado interno. Apesar disso, a Associação Brasileira de Proteína Animal registrou embarques de 2.366 toneladas em outubro, alta de 13,6% em relação ao mesmo mês de 2024. A receita no período foi de US$ 6,051 milhões, aumento de 43,4%.

Nos dez meses de 2025, as exportações totalizaram 36.745 toneladas, crescimento de 151,2% frente a 2024. A receita subiu 180,2%, alcançando US$ 86,883 milhões. Chile seguiu como principal destino em outubro, com 578 toneladas, embora tenha reduzido as compras. Na sequência aparecem Japão, México, Equador e Emirados Árabes Unidos.

O boletim dedica parte da análise ao impacto da tarifa aplicada pelos Estados Unidos. O documento lembra que, em julho, antes da cobrança, “os EUA importaram 3.774 toneladas de ovos e gastaram US$ 7,578 milhões”, expansão superior a 3.000% sobre 2024. Entre janeiro e julho, o país já acumulava 18.998 toneladas importadas e desembolso de US$ 40,8 milhões.

Com o início da tarifa, o movimento mudou. Em agosto, os norte-americanos compraram 439 toneladas, valor ainda maior que o de 2024, mas longe do ritmo observado até julho. Em setembro, as importações caíram para 100 toneladas e, em outubro, para 41 toneladas. A análise conclui que o tarifaço reduziu o volume exportado e “interrompeu as possibilidades de conquista e a consolidação de um mercado comprador para os ovos do Brasil”.





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Brasil reforça alerta após PSA em javalis na Espanha



Trata-se do primeiro episódio da doença na Espanha desde 1994.



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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) comunicou que a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) foi informada sobre a detecção de peste suína africana (PSA) em javalis na província de Barcelona, na Catalunha, em 26 de novembro. Segundo o órgão, “até 2 de dezembro, nove casos foram confirmados, todos restritos a javalis”, sem registros da enfermidade em suínos domésticos. Trata-se do primeiro episódio da doença na Espanha desde 1994.

A PSA é uma infecção viral que atinge suínos domésticos, asselvajados e javalis. O Mapa destacou que, embora não represente risco à saúde humana, “é de notificação obrigatória devido ao seu alto poder de disseminação e ao impacto potencial para os sistemas de produção”. A presença de carrapatos do gênero Ornithodoros, que podem atuar como vetores, amplia a dificuldade de controle da doença em ambientes silvestres.

O vírus possui elevada resistência no ambiente e pode permanecer ativo por longos períodos em roupas, calçados, veículos, equipamentos e produtos de origem suína que não passam por tratamento térmico. Conforme o Mapa, as formas mais comuns de introdução do vírus em áreas livres incluem o contato de animais suscetíveis com materiais contaminados ou a ingestão de produtos suínos infectados.

O Brasil mantém o status de país livre de PSA desde 1984. O ministério afirmou que a preservação dessa condição depende do cumprimento das normas sanitárias e da atenção a pessoas, produtos e materiais provenientes de locais afetados. Para o órgão, a entrada da doença no país “traria impactos significativos para a cadeia suinícola”, motivo pelo qual a vigilância e os protocolos de prevenção continuam reforçados.





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Publicação da lista que comparava tilápia a javali é adiada



A presidência da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), suspendeu temporariamente o processo de elaboração da Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras Presentes no Brasil.

Na prática, o documento colocava espécies de interesse comercial, como a tilápia, em mesmo patamar do javali, classificando-a como invasora. A iniciativa havia sido fortemente criticada pelo setor, como a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) e sido alvo de pedido de esclarecimentos pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).

De acordo com o MMA, o adiamento visa ampliar as consultas aos setores econômicos que utilizam essas espécies, a fim de definir medidas adequadas à formulação de políticas e procedimentos de controle do escape no ambiente natural, compatíveis com a atividade produtiva.

“A análise será retomada após a consolidação das contribuições de todos os seguimentos interessados, que será submetida à apreciação da Conabio, formada por 12 ministérios, autarquias e representantes dos setores produtivos da agricultura, pecuária e indústria, órgãos estaduais e municipais de meio ambiente, universidades e institutos de pesquisa, agricultura familiar, pescadores artesanais, povos indígenas e comunidades tradicionais, entre outros”, destaca o MMA, em nota.

A pasta ainda reforça que o estabelecimento da Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras Presentes no Brasil decorre de um processo técnico, lastreado em informações científicas aprofundadas, e possui caráter preventivo, não implicando no banimento, proibição de uso ou cultivo.

“O reconhecimento e identificação dessas espécies visa permitir a detecção precoce e resposta rápida em caso de invasões biológicas, que evitem impactos negativos sobre a biodiversidade nativa”, afirma.

O adiamento da divulgação da lista atende a pedido da Peixe BR, que hvia divulgado em nota do dia 17 de outubro, ver a proposta com “extrema preocupação, uma vez que sua fundamentação carece de debate técnico amplo e de estudos atualizados e imparciais.”



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