quinta-feira, março 12, 2026

Agro

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Bioenergia é o ‘combustível’ que fará o agro crescer em 2026


Aprobio, biocombustíveis, biodiesel
Foto: Governo Federal

As incertezas e os fatores incontroláveis sempre fizeram parte das análises econômicas e das perspectivas da vida na Terra e de seus setores. No entanto, forças contraditórias e o imprevisto parecem ser marcas indeléveis da realidade. Isso levou o professor Daniel Kahneman, ganhador do Nobel de Economia em 2002, a afirmar que “a economia é totalmente revestida de fatores da sorte e do acaso; não é uma ciência exata”.

No início de 2026, é relativamente fácil reverberar fatos negativos, como as decisões da China e do México de criar salvaguardas para seus setores internos, fixando tarifas sobre importações, e calcular friamente o quanto essas medidas podem impactar as exportações brasileiras. Contudo, existem muitos números que permanecem ocultos ou pouco percebidos nos radares dos analistas.

Além disso, surgem aspectos surpreendentes: quem poderia imaginar Nova York, a cidade mais importante dos Estados Unidos e do mundo, governada por um prefeito totalmente oposto ao presidente Donald Trump?

São movimentos típicos da dinâmica entre tese, antítese e síntese. No agro brasileiro, há hoje um preparo consolidado e uma ampla abertura comercial com praticamente todas as nações do planeta. Soma-se a isso a competência reconhecida internacionalmente da ciência e da pesquisa tropical, com a Embrapa recebendo reconhecimento mundial.

Paralelamente, ganha força um movimento extraordinário de transição energética biorrenovável, a partir da incorporação de solos degradados à agricultura regenerativa, com a produção de etanol, biodiesel, SAF, biogás e biometano.

Recebi da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), do Estado de São Paulo, o Balanço Energético Nacional de 2025, que registra um dado expressivo: o Brasil apresentou 50% de sua oferta interna de energia proveniente de fontes renováveis. Em São Paulo, esse índice chegou a 59%. No mundo, os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) registraram apenas 13,2%.

Fontes hidráulicas, solares, eólicas, o biogás e os modelos originados de grãos e sistemas agroflorestais devem impulsionar de forma marcante uma nova matriz econômica dentro do agronegócio. Além de alimentos e fibras, o setor passa a oferecer também biocombustíveis.

No comércio internacional, mudanças são sempre uma constante. Ainda assim, a confiança, especialmente quando se trata de alimentação, tende a falar mais alto. Nesse ponto, o Brasil se consolida como um dos fornecedores mais confiáveis do mundo, por sua escala, qualidade e por ser uma nação formada pela convivência de povos de diferentes origens — uma civilização tropical única, como sempre destacou o sociólogo Domenico De Masi.

Ao final de 2026, fica a aposta: o complexo agroindustrial brasileiro deve crescer e terá na bioenergia uma alavanca fundamental para o seu desenvolvimento.

José Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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AgroNewsPolítica & Agro

Cenário de 2026 exige cautela



Valores do leite no campo já iniciam 2026 em patamares bem abaixo dos registrados


Foto: Pixabay

Em 2026, o cenário é de cautela para o setor nacional de pecuária leiteira, apontam pesquisadores do Cepea. Com PIB perto de 2% e a oferta de leite cru crescendo de forma mais moderada (entre 2% e 2,5%), os preços pagos aos produtores podem apresentar menor volatilidade.

Porém, é importante lembrar que os valores do leite no campo já iniciam 2026 em patamares bem abaixo dos registrados em anos anteriores e só devem retomar a alta sazonal entre abril e agosto. Pesquisadores do Cepea destacam que os possíveis custos menores de ração podem impedir quedas bruscas de margens de produtores leiteiros, mas estas serão menores que as observadas em 2024 e também no primeiro trimestre de 2025. Oportunidades podem existir, mas exigirão disciplina, gestão e eficiência.





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Produção mundial de carne suína deve crescer 0,15% em 2026, aponta Safras


carne suína, rastreabilidade
Foto: Pixabay

A produção mundial de carne suína deve crescer de forma marginal em 2026, segundo projeções da consultoria Safras & Mercado, baseadas em dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

A estimativa indica que a oferta global alcance 117,17 milhões de toneladas, alta de 0,15% em relação a 2025, quando a produção somou 117 milhões de toneladas. O avanço reforça um cenário de estabilidade no setor.

O consumo global também deve registrar leve crescimento neste ano. A expectativa é de uma demanda de 116,28 milhões de toneladas em 2026, aumento de 0,32% frente ao volume consumido em 2025, de 115,91 milhões de toneladas.

Produção mundial em leve alta

De acordo com a Safras & Mercado, o crescimento projetado para a produção de carne suína em 2026 é limitado. O acréscimo estimado é de 170 mil toneladas em relação ao ano anterior.

Os dados indicam manutenção do equilíbrio entre oferta e demanda no mercado global, sem variações significativas nos volumes produzidos. A projeção tem como base os números consolidados pelo USDA.

Consumo acompanha a oferta

A demanda mundial por carne suína deve avançar em ritmo próximo ao da produção. A diferença entre oferta e consumo permanece reduzida, sinalizando um mercado ajustado.

A consultoria aponta também que o consumo estimado para 2026 segue alinhado ao volume produzido, o que limita pressões mais fortes sobre preços ou estoques globais.

Importações sobem; exportações recuam

As importações globais de carne suína devem somar 9,41 milhões de toneladas em 2026. O volume representa crescimento de 1,77% frente às 9,25 milhões de toneladas adquiridas em 2025.

Já as exportações mundiais tendem a apresentar leve retração. A projeção aponta embarques de 10,33 milhões de toneladas neste ano, queda de 0,83% em comparação às 10,42 milhões de toneladas exportadas no ano passado.

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Sistema FAEP critica redução dos benefícios tributário, financeiro e de crédito


Entidade aponta impactos no aumento no custo de produção e redução nos investimentos no meio rural

O Sistema FAEP vê com preocupação a aprovação do PLP 128/2025, pelo Congresso Nacional, que promove a redução mínima de 10% dos benefícios federais de natureza tributária, financeira e creditícia. A diminuição prevista se refere aos incentivos e benefícios que já incidem sobre os seguintes tributos federais: PIS/Pasep; PIS/Pasep-Importação; Cofins; Cofins-Importação; IPI; IRPJ; CSLL; imposto de importação; e contribuição previdenciária do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada.

“Esses benefícios são importantes para a gestão no meio rural, com impacto significativo nas contas do produtor rural. Num momento complicado como o atual, onde as intempéries climáticas têm gerado perdas no campo e o endividamento do setor está alto, não podemos aceitar uma medida como essa”, destaca o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Vamos continuar trabalhando para tentar reverter essa decisão ou, ao menos, procurar uma saída que possa compensar a redução”, complementa.

O projeto prevê redução em 10% dos benefícios tributários, impactando a produção, com aumento da alíquota do PIS/Cofins sobre insumos, e a venda de produtos agropecuários (corte do crédito presumido). Ainda, a medida reduz o crédito presumido da indústria de alimentos e rações e o lucro presumido.

“É preciso que os setores produtivos sejam ouvidos. A agropecuária, principal pilar da economia do país, será severamente atingida com essa medida, pois vai penalizar quem produz, desestimular o investimento, comprometer a competitividade e colocar ainda mais pressão de custos sobre a produção de alimentos”, afirma Meneguette.

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Chuva forte e risco de temporais marcam primeiro fim de semana de 2026 em várias regiões


previsão do tempo - temporais - granizo - ventania - alertas meteorológicos

O primeiro fim de semana de 2026 será marcado por chuva intensa em grande parte do Brasil. Conforme previsão da Climatempo, a atuação de frente fria e da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) aumenta o risco de temporais.

Saiba como fica o clima em todas as regiões do país neste sábado (3) e domingo (4):

Região Sul

Sábado:
Durante a madrugada, há chance de chuva em áreas do norte do Paraná, enquanto novas instabilidades avançam pelo estado do Rio Grande do Sul desde o começo do dia, devido à chegada de uma nova frente fria, com chuva de maneira moderada a forte intensidade, em áreas do sul, sudoeste, oeste, região central gaúcha, e metade norte do estado.

No Paraná, a chuva ocorre de forma mais fraca. Entre o fim da manhã e o início da tarde, as instabilidades avançam pelas demais áreas da região, onde pode chover mais forte e há chance de temporais em alguns pontos.

Domingo:
Chove em áreas da faixa litorânea entre o Paraná e Santa Catarina de maneira moderada a forte intensidade, além do litoral norte do Rio Grande do Sul, de forma mais fraca. Em áreas do leste e nordeste do Paraná, a chuva ocorre de maneira mais fraca pela manhã e ao longo do dia, e pontualmente mais forte no norte paranaense.

No restante da região, o dia segue com tempo mais estável, devido à presença de uma massa de ar seco, associada à um sistema de alta pressão, que veio atrás da frente fria.

Região Sudeste

Sábado:
Durante a madrugada, as instabilidades seguem ocorrendo em grande parte da região, e as pancadas de chuva continuam ao longo da manhã, ganhando força no período da tarde. A frente fria segue influenciando as pancadas de chuva em algumas áreas, e o estabelecimento de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), favorece essas instabilidades no estado do Espírito Santo, grande parte de Minas Gerais e norte do Rio de Janeiro.

Chove de maneira moderada a forte intensidade pelos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e também no Espírito Santo, com chance de temporais pela região e de volumes mais elevados de chuva.

Domingo:
Há chance de chuva mais forte em áreas do litoral e leste de São Paulo, já desde a madrugada, além do litoral do Rio de Janeiro e da região central mineira.

A frente fria segue se deslocando pela costa e, a atuação da ZCAS favorece fortes pancadas de chuva no Rio de Janeiro, grande parte de Minas Gerais, além do Espírito Santo, ao longo do dia, com risco de temporais e de volumes mais elevados de chuva. Já no estado paulista, chove de maneira mais moderada em grande parte do estado.

Região Centro-Oeste

Sábado:
Pancadas de chuva no interior, leste e norte de Mato Grosso do Sul, além de áreas do sul e metade leste de Mato Grosso e grande parte de Goiás, durante a madrugada e pela manhã. Enquanto isso, no restante da região o tempo segue mais firme até o fim do período, quando as instabilidades voltam a ganhar força e chove de maneira fraca a moderada pela região.

A atuação da ZCAS favorece pancadas de chuva por grande parte de Mato Grosso e de Goiás, e a partir da tarde, chove de maneira mais forte nessas áreas. Já em Mato Grosso do Sul, a presença de umidade na atmosfera e algumas perturbações associadas à circulação de ventos em altos níveis, favorecem pancadas de chuva na metade norte do estado.

Domingo:
O tempo segue instável em grande parte de Mato Grosso e de Goiás, já nas primeiras horas do dia, devido à atuação da ZCAS. As instabilidades se espalham mais por ambos os estados pela manhã e ganham força ao longo da tarde.

Em Mato Grosso e em Goiás, as pancadas de chuva ocorrem de maneira mais forte, com chance de temporais. Enquanto isso, em Mato Grosso do Sul, chove de maneira fraca a moderada no norte do estado ao longo do dia.

Região Nordeste

Sábado:
O tempo segue instável em áreas do sul e metade oeste da Bahia, metade sul do Maranhão e do Piauí, já desde o começo do dia. Ao longo do dia, as instabilidades ganham força e chove de maneira mais forte nessas áreas, e avançam mais para o estado baiano, além do oeste de Pernambuco e há risco de temporais em alguns locais.

Domingo:
Chove de maneira moderada a forte intensidade em áreas do oeste e sudoeste da Bahia. Entre o fim da manhã e o início da tarde, as pancadas de chuva ganham força nessas áreas e avançam mais pelo estado baiano, além da metade sul do Maranhão e do Piauí, onde chove de maneira mais forte e há risco de temporais.

No sul do Ceará e oeste de Pernambuco, a chuva ocorre de forma mais fraca.

Região Norte

Sábado:
O tempo segue mais aberto em boa parte do noroeste do Pará, além do nordeste do Amazonas, Amapá, e em Roraima, mas ainda há chance de chuvas fracas a moderadas.

Na metade sul do Pará, além do Tocantins, as pancadas de chuva ganham força, e há risco de temporais em alguns locais, enquanto no Acre e no Amazonas, chove de maneira mais moderada e pontualmente forte.

Domingo:
As pancadas de chuva ganham mais força no Amazonas, no Acre e em Rondônia, devido à atuação da ZCAS, e continuam ocorrendo na metade sul do Pará e no Tocantins, onde chove de maneira moderada a forte intensidade, com chance de temporais.

Já no restante do Pará, em áreas mais à nordeste do Amazonas, além de Roraima, o dia deve seguir com tempo mais aberto. No norte do Amapá, também há chance de chuva.

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Anvisa alerta para risco de intoxicação por metanol após casos registrados na Bahia


bebidas adulteradas falsas metanol
Foto: Pixabay

Após o registro de sete casos de intoxicação por metanol no município de Ribeira do Pombal, na Bahia, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta à população sobre os riscos do consumo de bebidas alcoólicas de procedência desconhecida.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo:siga o Canal Rural no Google News!

O metanol, também conhecido como álcool metílico, é um líquido volátil, incolor e com odor semelhante ao etanol, porém extremamente tóxico para o organismo humano. A ingestão da substância pode causar danos graves e irreversíveis ao sistema nervoso central e à visão, podendo evoluir para quadros severos se não houver diagnóstico e tratamento precoces.

Segundo a Anvisa, a forma mais segura de prevenção é verificar cuidadosamente a procedência das bebidas alcoólicas consumidas. A agência orienta que os consumidores evitem produtos vendidos de forma informal, sem rótulo, lacre de segurança ou selo fiscal da Receita Federal, além de desconfiar de preços muito abaixo da média do mercado.

Entre as recomendações estão a verificação do rótulo, que deve conter o nome do fabricante, lista de ingredientes e número de registro no Ministério da Agricultura, além da compra apenas em estabelecimentos regularizados, como mercados e distribuidoras. A Anvisa também orienta a exigir nota fiscal e observar a aparência da bebida, já que os destilados devem ser límpidos, sem turvação ou partículas.

Bebidas caseiras ou artesanais não regularizadas também devem ser evitadas. Para comerciantes, a orientação é redobrar a atenção com fornecedores e garantir a procedência legal dos produtos comercializados.

Em bares, restaurantes e eventos, o consumidor tem o direito de saber a origem da bebida. A Anvisa recomenda pedir para ver a garrafa antes do preparo do drink e, sempre que possível, solicitar que a bebida seja preparada na frente do cliente, diretamente da embalagem original.

A agência informou que acompanha de forma permanente os relatos de intoxicação por metanol, em articulação com o Ministério da Saúde, as vigilâncias sanitárias locais e o Ministério da Agricultura. Segundo a Anvisa, todas as medidas necessárias estão sendo adotadas, incluindo ações de fiscalização, liberação de antídotos e apoio às autoridades locais, com o objetivo de proteger a saúde da população brasileira.

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Saiba o passo a passo das inscrições para a Abertura Nacional da Colheita da Soja!


Fazenda Alto da Serra

Faltam poucos dias para a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26, evento que marca o início de mais uma safra de soja no Brasil. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas de forma simples e rápida: clique no link, preencha seus dados e você já está mais que confirmado no encontro!

A abertura será realizada no dia 30 de janeiro de 2026, a partir das 8h, na Fazenda Alto da Serra, do Grupo Wink, em Porto Nacional, no Tocantins.

Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Para a presidente da Aprosoja do estado anfitrião, Caroline Schneider, sediar a abertura nacional representa um reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos produtores rurais do Tocantins. “O estado se consolidou como um exemplo de produtividade, sustentabilidade e integração entre o campo e a cidade. Receber a abertura nacional reconhece o esforço dos produtores que impulsionam o desenvolvimento econômico e social do país”, afirma.

O presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, destaca a relevância do Tocantins na produção de soja e milho. Segundo ele, o estado avança a cada safra e se fortalece como referência em tecnologia, gestão e sustentabilidade, contribuindo de forma estratégica para o crescimento do agronegócio nacional.

A programação será transmitida ao vivo pelo Canal Rural e pelas redes sociais a partir das 9h, permitindo que produtores e o público de todas as regiões acompanhem o início simbólico da colheita. A realização é do Canal Rural e da Aprosoja Brasil, com apoio da Aprosoja Tocantins e do Grupo Wink.

Entre os convidados confirmados está o economista e biólogo Richard Rasmussen, que participará de um dos painéis, além de autoridades políticas que irão debater políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do estado.

Com o tema “Onde a soja cresce, a transformação acontece”, a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26 reforça o protagonismo da cultura da soja e celebra o início de mais uma safra essencial para o agro brasileiro.

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AgroNewsPolítica & Agro

Isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil entra em vigor


Sancionada em novembro, a reforma do Imposto de Renda (IR) entra em vigor nesta quinta-feira (1º). O novo modelo, que aumenta a faixa de isenção para cerca de 15 milhões de brasileiros que ganham até R$ 5 mil por mês, traz mudanças relevantes tanto para os trabalhadores quanto para investidores e contribuintes de alta renda.

As novas regras afetam desde a retenção mensal no salário até a tributação de dividendos. Para compensar a perda de arrecadação, quem ganha a partir de R$ 50 mil por mês passará a pagar mais Imposto de Renda, assim como parte das pessoas que recebem dividendos (parcela de lucro das empresas distribuídas aos acionistas). Ao todo, 141 mil brasileiros, segundo o governo, passarão a pagar mais IR.

Em relação à Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física, nada muda para o documento deste ano, porque a declaração se refere ao ano-base 2025. Somente em 2027 (ano-base 2026), o novo modelo de IR será ajustado definitivamente na declaração.

A seguir, veja o que muda na prática e como isso pode impactar o seu bolso.

Quem passa a ficar isento do IR?

A principal mudança é a ampliação da faixa de isenção:

Renda mensal de até R$ 5.000: isenção total do Imposto de Renda;

Atualmente, a isenção vai apenas até dois salários mínimos (R$ 3.036).

Segundo o governo, cerca de 15 milhões de brasileiros ficam totalmente isentos com a nova regra, o que representa uma renúncia fiscal de R$ 25,4 bilhões.

Economia estimada:

Quem ganha até R$ 5 mil pode economizar até R$ 4 mil por ano, considerando o décimo terceiro salário.

Desconto gradual para salários até R$ 7.350

A reforma cria uma faixa intermediária de alívio tributário:

De R$ 5.000,01 a R$ 7.350 por mês: isenção parcial, com desconto decrescente no imposto;

Acima de R$ 7.350: nada muda; segue a tabela progressiva atual (até 27,5%).

O desconto diminui gradualmente conforme a renda sobe, evitando o chamado “degrau tributário”, quando pequenos aumentos salariais geram saltos grandes no imposto.

Exemplos práticos:

Salário de R$ 5.500: imposto mensal cai cerca de 75%;

Salário de R$ 6.500: economia aproximada de R$ 1.470 por ano;

Salário de R$ 7.000: economia em torno de R$ 600 por ano.

O valor exato do desconto depende do cálculo individual e de outras rendas e deduções.

O que muda no desconto em folha já em janeiro?

A mudança é sentida imediatamente:

Quem se enquadra na nova isenção ou no desconto parcial já deixa de sofrer a retenção integral do IR na fonte sobre o salário de janeiro, pago no fim do mês ou no início de fevereiro.

Atenção:

Mesmo isento, o contribuinte terá de declarar IR em 2026, pois a declaração será referente ao ano-base 2025, quando a nova regra ainda não valia.

Imposto mínimo para alta renda

Para compensar a perda de arrecadação, a reforma cria o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), voltado à alta renda:

Renda anual acima de R$ 600 mil (R$ 50 mil/mês): entra na regra

Alíquota progressiva de até 10%

Renda acima de R$ 1,2 milhão por ano: alíquota mínima efetiva de 10%

Estimativa do governo:

Cerca de 141 mil contribuintes serão afetados.

O que entra no cálculo do IRPFM?

Salários;

Lucros e dividendos;

Rendimentos de aplicações financeiras tributáveis;

Em relação aos salários acima de R$ 50 mil por mês, essa fonte de renda gera desconto no IRPFM a pagar, mesmo incluída na base de cálculo. Isso porque o Imposto de Renda já foi descontado na fonte, com alíquota de 27,5%.

Ficam fora:

Poupança, Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), fundos imobiliários, Fiagro e outros investimentos incentivados;

Heranças e doações;

Indenizações por doença grave;

Ganhos de capital na venda de imóveis, exceto fora da bolsa;

Aluguéis atrasados

Valores recebidos acumuladamente, por meio de ações judiciais;.

O imposto mínimo será apurado apenas na declaração de 2027.

Tributação de dividendos

Outra novidade relevante é a tributação de dividendos na fonte:

10% de imposto retido sobre dividendos;

 Apenas quando superarem R$ 50 mil por mês;

Valor pago por uma única empresa à pessoa física.

A maioria dos investidores não será afetada. A medida mira sócios e empresários que recebiam altos valores em dividendos, até então isentos.

O imposto retido poderá ser compensado na declaração anual.

Pontos de atenção e possíveis disputas

Dividendos relativos a lucros apurados até 2025 só permanecem isentos se a distribuição tiver sido aprovada até 31 de dezembro de 2025. Especialistas alertam para possíveis questionamentos judiciais, por possível efeito retroativo da regra.

>> Resumo rápido: o que muda a partir desta quinta

Isenção total até R$ 5 mil por mês;

Desconto gradual até R$ 7.350;

Nada muda para salários acima disso;

Imposto mínimo de até 10% para renda acima de R$ 600 mil por ano;

Dividendos acima de R$ 50 mil por mês passam a ser tributados.

A reforma redesenha a tributação da renda no país e começa a ser sentida agora no salário, mas os efeitos completos aparecerão apenas na Declaração do Imposto de Renda de 2027.





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Etanol é exceção e lidera alta entre os combustíveis em 2025


etanol
Foto: Agência Brasil

Os preços de combustíveis entram em 2026 em alta, puxada pela entrada em vigor das novas alíquotas do ICMS. Apenas com o impacto do imposto, o litro da gasolina terá acréscimo de R$ 0,10 este mês, com o ICMS passando de R$ 1,47 para R$ 1,57. Em 2025, os preços ficaram praticamente estáveis. A exceção foi o etanol, que liderou o aumento de preços do setor no ano passado, com alta de quase 5%.

A alíquota de ICMS do diesel e do biodiesel subiu de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro, acréscimo de R$ 0,05 por litro e aumento de 4,4%. Já o gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, terá a alíquota elevada de R$ 1,39 para R$ 1,47 por quilo, equivalente a um reajuste de 5,7% e alta de R$ 1,05 por botijão (de 13 kg), informa a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes.

De acordo com a Petrobras, o ICMS corresponde a cerca de 23,7% da composição do preço da gasolina; 18,4% no caso do diesel; e 16,4% no Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

Alta expressiva do etanol em 2025

O etanol foi o maior vilão da inflação dos combustíveis no ano passado, mostra levantamento da ValeCard, empresa especializada em meios de pagamento, soluções de mobilidade e benefícios corporativos. O biocombustível acumulou alta de 4,92% no ano, passando a custar, em média, R$ 4,56 o litro.

Já o preço médio do litro da gasolina em 2025 subiu 0,52%, para R$ 6,37 e do diesel S-10 registrou ligeira queda, de 0,88%, caindo a R$ 6,30, mostrou a ValeCard.

Preços em dezembro do ano passado

Em dezembro, o preço médio do etanol aumentou em 22 Estados, ainda segundo a ValeCard, considerando transações realizadas entre 1º e 28 de dezembro em mais de 25 mil postos credenciados em todo o País.

“Os dados de dezembro mostram um mercado de combustíveis mais estável, com reajustes pontuais e variações contidas na maior parte do País. O etanol foi o combustível que concentrou a maior pressão de alta no mês, enquanto gasolina e diesel apresentaram movimentos mais moderados, refletindo um cenário de menor volatilidade no fechamento do ano”, afirmou o diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, Marcelo Braga.

Segundo o executivo, a elevação do preço do etanol em dezembro está diretamente relacionada à dinâmica sazonal do setor sucroenergético.

“Com o encerramento da safra de cana-de-açúcar e a entrada no período de entressafra, a oferta do biocombustível fica mais restrita justamente em um momento de maior demanda, impulsionado pelas férias e pelo aumento das viagens de fim de ano. Essa combinação pressionou os preços nas bombas e explica a alta mais acentuada do etanol em comparação com outros combustíveis”, acrescentou Braga.

Balanço do ano

Em levantamento realizado pela Agência Nacional Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) o preço médio do litro da gasolina passou de R$ 6,14, em dezembro de 2024, para R$ 6,22 na semana de 21 a 27 de dezembro de 2025, alta de 1,3%. Segundo a Fecombustíveis, a alta não refletiu as duas reduções de preço feitas pela Petrobras ao longo do ano, em 3 de junho e em 21 de outubro.

No acumulado do ano passado, a Petrobras reduziu o preço da gasolina em R$ 0,31 por litro ou 10,3%. Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,36 por litro pela estatal. Já o diesel passou de R$ 6,11, em dezembro de 2024, para R$ 6,08, no mesmo período de 2025, uma queda de 0,5%, segundo a ANP.

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