quarta-feira, março 18, 2026

Agro

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Bioestimulante fortalece qualidade de frutas



A formulação recebeu reconhecimento no Regulamento de Produtos Fertilizantes da UE


A formulação recebeu reconhecimento no Regulamento de Produtos Fertilizantes da União Europeia
A formulação recebeu reconhecimento no Regulamento de Produtos Fertilizantes da União Europeia – Foto: Pixabay

O avanço dos bioestimulantes voltados à melhoria da qualidade dos frutos em culturas perenes ganha novo impulso com a chegada de uma formulação desenvolvida a partir de algas marinhas. A tecnologia foi criada para atuar em atributos que determinam o valor comercial das colheitas, como firmeza, açúcares solúveis e parâmetros nutricionais, fortalecendo o potencial produtivo de diferentes espécies cultivadas na fruticultura europeia.

A solução, apresentada pela Rovensa Next, tem como base a macroalga Ascophyllum nodosum, coletada de forma sustentável no Atlântico Norte. O método de extração, sem uso de produtos químicos e conduzido a baixas temperaturas, preserva polifenóis, manitol, polissacarídeos, alginatos, vitaminas e pigmentos que sustentam elevada atividade biológica. A formulação atua como impulsionadora metabólica e precursora de aminoácidos essenciais relacionados ao crescimento celular, ao metabolismo reprodutivo e ao desenvolvimento dos frutos, criando uma base bioquímica mais robusta para ganhos em qualidade e produtividade.

Ensaios internos e de campo com frutas de caroço, pomáceas, citros e uvas de mesa registraram resultados consistentes. Houve aumento de 19 por cento na firmeza, 10 por cento nos açúcares solúveis e 19 por cento no peso e na produtividade comercial. Os testes também apontaram avanços nutricionais, com elevação de 25 por cento nos carotenoides, 56 por cento nos flavonoides e 46 por cento na atividade antioxidante, mostrando o impacto das biossoluções na valorização das colheitas.

A formulação recebeu reconhecimento no Regulamento de Produtos Fertilizantes da União Europeia como bioestimulante não microbiano destinado à melhoria de atributos de qualidade em culturas lenhosas perenes, habilitando sua comercialização nos 27 países do bloco. 

 





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Brasil amplia importações de fertilizantes e produtor muda perfil de compras


fertilizantes
Foto: Daniel Popov/Canal Rural

O volume de fertilizantes importados pelo Brasil registrou queda em novembro de 2025. O país importou cerca de 3,3 milhões de toneladas dos principais produtos (amônia, ureia, SAM, NAM, DAP, MAP, SSP, TSP, NP, enxofre e KCl), volume inferior ao observado entre agosto e outubro.

“O comportamento das importações em 2025 está alinhado ao histórico: os maiores volumes ocorrem nos meses que antecedem a safra de verão. À medida que o ano avança, especialmente no final do segundo semestre, é natural vermos uma desaceleração”, contextualiza o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías.

Apesar da queda mensal, o acumulado de janeiro a novembro de 2025 permanece acima dos níveis registrados em 2024. De acordo com o especialista, esse desempenho ocorreu mesmo diante de um cenário desafiador para os compradores.

“Em boa parte do ano, as decisões de compra foram tomadas em meio a preços elevados, relações de troca pouco atrativas e preocupações relacionadas a conflitos, riscos de sanções e tarifas impostas pelos Estados Unidos”, afirma.

Troca por fertilizantes menos concentrados

Outro ponto relevante observado pela StoneX é a mudança no perfil das aquisições. Com preços altos e oferta limitada de produtos como ureia e MAP, os importadores brasileiros intensificaram a compra de fertilizantes menos concentrados, como sulfato de amônio (SAM) e SSP, buscando alternativas mais econômicas para reduzir custos de produção.

Entre janeiro e novembro de 2025, as importações de ureia somaram 6,6 milhões de toneladas, cerca de 12% abaixo do registrado no mesmo período de 2024. Já as compras de SAM cresceram 31% no ano.

“Esses números mostram uma clara mudança estratégica dos compradores, que passaram a priorizar produtos com melhor custo-benefício diante do cenário global”, conclui o analista.

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USDA projeta safra global de soja 25/26; veja como ficaram os números do Brasil


lavoura de soja
Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O relatório de dezembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta terça-feira (9), projetou a safra mundial de soja 2025/26 em 422,54 milhões de toneladas, número menor que as 427,15 milhões de toneladas estimadas para 2024/25.

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Os estoques finais globais para 2025/26 foram estimados em 122,37 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, que apontava para 122,8 milhões. Para a temporada 2024/25, o USDA prevê estoques de 123,24 milhões de toneladas, também abaixo da aposta do mercado (123,4 milhões).

A produção brasileira foi mantida em 175 milhões de toneladas para 2025/26 e 171,5 milhões para 2024/25. Já a Argentina deve colher 48,5 milhões de toneladas em 2025/26, abaixo das 51,11 milhões previstas para 2024/25.

Importações chinesas

As importações de soja da China foram mantidas em 112 milhões de toneladas em 2025/26 e 108 milhões em 2024/25.

Cenário dos Estados Unidos

O USDA estimou a safra norte-americana de soja em 4,253 bilhões de bushels (115,74 milhões de toneladas) para 2025/26, com produtividade de 53 bushels por acre, repetindo os números de novembro.

EUA

Os estoques finais dos EUA foram mantidos em 290 milhões de bushels (7,89 milhões de toneladas), abaixo da expectativa do mercado, que projetava 309 milhões de bushels (8,41 milhões). O órgão também manteve as previsões de esmagamento, em 2,555 bilhões de bushels, e de exportações, em 1,635 bilhão.

Para 2024/25, os estoques de passagem seguem em 316 milhões de bushels, com exportações de 1,882 bilhão e esmagamento de 2,445 bilhões de bushels.

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Com expansão de 14 mil novas vagas, indústria puxa geração de empregos em MS


Indústria; bovinos; emprego
Foto: divulgação/Acrissul

O setor industrial de Mato Grosso do Sul alcançou o maior saldo de abertura de vagas já registrado para o período de janeiro a outubro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Nesse intervalo, os ramos industriais da Transformação, Construção, Serviços Industriais de Utilidade Pública e Extrativo Mineral foram responsáveis por mais de 14 mil novas vagas, o que representa 44% de todo emprego criado em Mato Grosso do Sul no ano de 2025, conforme levantamento do Observatório da Indústria da Fiems.

Atividades que mais empregaram

  • Construção de edifícios: 5.804 vagas
  • Abate de bovinos: 1.854 vagas
  • Abate de suínos: 976 vagas
  • Fabricação de álcool: 864 vagas
  • Fabricação de celulose: 623 vagas
  • Obras de terraplanagem: 603 vagas
  • Construção de rodovias: 492 vagas

Maiores saldos entre os municípios

  • Inocência: 2.664 vagas
  • Campo Grande: 2.643 vagas
  • Nova Alvorada do Sul: 1.395 vagas
  • Ribas do Rio Pardo: 1.210 vagas
  • São Gabriel do Oeste: 1.071 vagas
  • Três Lagoas: 727 vagas
  • Dourados: 656 vagas
  • Aparecida do Taboado: 486 vagas

“Com esse resultado, o setor industrial encerrou o mês de outubro com um contingente superior a 172,0 mil trabalhadores formais diretamente empregados, sendo 122,2 mil na Indústria de Transformação, 37,2 mil na Indústria da Construção, 8,6 mil nos Serviços Industriais e 4,8 mil na Indústria Extrativa Minera”, detalhou o economista-chefe da Fiems, Ezequiel Resende.

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Diretora da Petrobras diz que estatal deve entrar no mercado de biometano


Petrobras
Foto: Petrobras

A diretora de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Angélica Laureano, comentou nesta terça-feira (9) que as definições sobre a política de biometano vão permitir à estatal dar os próximos passos em relação ao gás renovável. Ela ainda ressaltou que a estratégia da Petrobras em relação ao biometano é a mesma adotada para o etanol.

“A Petrobras pretende entrar no mercado de biometano da mesma forma que pretendemos entrar no etanol. Em parceria minoritária com um ente relevante do mercado”, afirmou a diretora ao participar do fórum técnico da PPSA (Pré-Sal Petróleo), no Rio de Janeiro.

“Nós já fizemos uma chamada pública para atender o mandato de biometano e, após avaliações, temos 19 propostas. Faltava ter clareza sobre o porcentual do mandato. Agora podemos definir quando começaremos com isso”, explicou.

Em outubro, o Ministério de Minas e Energia propôs a redução da meta obrigatória de biometano dentro do Programa Combustível para o Futuro. O ajuste foi de 1% para 0,25%. O mandato prevê que produtores e importadores de gás natural adicionem a molécula do gás renovável no gás fóssil comercializado no Brasil em 2026.

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Excesso de otimismo? Economista avalia se recordes da bolsa vão continuar, ou não


Bolsa de valores, B3, mercado financeiro
Foto: Freepik

A bolsa de valores brasileira (B3) vem renovando recordes em sequência desde novembro, quando o movimento começou a ganhar força e rompeu pela primeira vez a barreira dos 150 mil pontos. Mais recentemente, no começo de dezembro, o Ibovespa superou os 164 mil pontos, o maior patamar já registrado.

Sobre o que está por trás das altas, Caio Augusto Rodrigues, sócio da consultoria Terraço Econômico, aponta a expectativa de queda nos juros. “O mercado se antecipa em posições buscando ‘surfar a onda’ positiva que costuma vir com os juros mais baixos. O tamanho desse recuo, porém, ainda vai depender de outras variáveis”, explica.

Na avaliação do economista, a bolsa brasileira ainda pode seguir valorizada, apesar de “solavancos de curto prazo”. Na última semana, as máximas foram interrompidas após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmar que disputará as eleições presidenciais de 2026. Para Rodrigues, eventos como esse podem servir como alerta para um eventual “excesso de otimismo” entre os investidores.

“Diante desse cenário, ainda há espaço para a bolsa continuar subindo, porque alguns ativos seguem baratos. Mesmo assim, é preciso cautela. O período eleitoral tende a trazer muita volatilidade. Por isso, quem investe precisa ter paciência e preparo para oscilações mais fortes no curto prazo”, diz.

Ciclo de alta nos juros chegou ao fim?

Apesar do otimismo com a redução dos juros brasileiros, o ciclo de alta da Selic não está perto do fim. Na última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), o grupo manifestou que não hesitará em retomar os aumentos caso julgue necessário.

Nesta quarta-feira (10), os investidores estarão atentos às decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos — é a chamada “Super Quarta”. Enquanto no Brasil o mercado financeiro espera que os juros sejam mantidos em 15%, nos EUA a aposta de grande parte do mercado é que haja um corte de 0,25 pontos percentuais na taxa.

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Concessão de crédito rural cai 16% no 1º semestre e atinge R$ 83 bilhões


Foto: Canva

A concessão de crédito rural e agroindustrial somou R$ 83 bilhões no primeiro semestre de 2025, queda de 16% ante igual período de 2024, segundo a quinta edição do Boletim Agro da Serasa Experian, divulgada em nota.

O levantamento analisou 2,8 milhões de pessoas físicas da população rural que contrataram financiamentos e autorizaram o uso de dados do Cadastro Positivo.

“O recuo de cerca de 16% na concessão no primeiro semestre de 2025 tem como um dos fatores o movimento de maior cautela no mercado”, afirmou o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta.

“Ao mesmo tempo, o setor convive com desafios, como a elevação gradual da inadimplência, eventos climáticos e critérios mais rigorosos de conformidade socioambiental. Nesse contexto, dados e modelos preditivos ganham ainda mais relevância, apoiando as instituições financeiras na calibragem do apetite de risco e na manutenção de uma oferta de crédito sustentável”, disse.

No segundo trimestre, as liberações atingiram R$ 47 bilhões. O tíquete médio por CPF (Cadastro de Pessoa Física) caiu 22,1%, para R$ 157,9 mil, enquanto o volume de operações aumentou 11,4%, totalizando 343,6 mil contratos.

Resultado por região

O Centro-Oeste liderou em valor por contrato (R$ 468 mil) e em tíquete médio por CPF (R$ 639 mil), com média de 1,37 operação por produtor. A Região Sul registrou o maior montante emprestado no trimestre (R$ 15 bilhões). No Nordeste, houve o maior número de beneficiários (108 mil CPFs) e de novas operações (111 mil contratos).

A ferramenta Agro Score, que utiliza técnicas de aprendizado de máquina para avaliar risco de crédito, apresentou pontuação média de 605 para a população rural no segundo trimestre. O Sul registrou o índice mais elevado (720), enquanto o Norte Agro ficou com 477 pontos.

“Aqui na Serasa Experian demos início à nossa jornada no agronegócio com o objetivo principal de democratizar o acesso ao crédito e à informação justamente pelos resultados que alcançamos com o uso de IA para a avaliação de escores. Construímos um time especialista para ampliar a análise de imagens de satélite com IA e temos projetos pilotos com aplicação de GenAI em outras soluções”, afirmou Pimenta.

A base do Agro Score abrange 10,5 milhões de pessoas físicas registradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR), no Cadastro Federal de Imóveis Rurais (CAFIR), no Cadastro Positivo e no Sistema Integrado de Informações sobre Operações Interestaduais com Mercadorias e Serviços (Sintegra). Por mudanças metodológicas, a Serasa Experian ressaltou que os dados desta edição não são comparáveis com os de boletins anteriores.

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2026 traz um desafio: vender farelo e óleo de soja em um mercado com mais oferta e menos urgência


grãos, agricultores
Foto: Fabio Scremin/APPA

O mercado brasileiro de farelo e óleo de soja atravessou 2025 em um contexto bastante atípico, marcado pela combinação entre uma safra recorde e um ambiente geopolítico que redistribuiu fluxos globais de comércio. Apesar da colheita histórica estimada em 171,8 milhões de toneladas — muito acima das 152,3 milhões de 2024 —, o aumento expressivo da produção não se traduziu em pressão baixista significativa sobre os preços internos. Isso porque a guerra comercial entre Estados Unidos e China alterou o eixo das compras globais: diante da piora no diálogo com Washington, o país asiático priorizou origens sul-americanas, sobretudo Brasil e Argentina, gerando sustentação para a soja e seus subprodutos no mercado doméstico ao longo de todo o ano.

O ritmo de esmagamento também foi decisivo nesse comportamento. Em 2025, o processamento brasileiro deve encerrar o ano próximo de 58,5 milhões de toneladas, avanço de cerca de 7% em relação às 54,6 milhões do ciclo anterior. A maior oferta de derivados ajudou a pressionar os preços do farelo durante boa parte do ano e, mais recentemente, impediu que o óleo de soja ganhasse tração num ambiente de demanda mais tímida. Ainda assim, o mercado registrou oscilações importantes ao longo do segundo semestre, impulsionadas tanto por fatores externos quanto domésticos.

No caso do farelo, o episódio envolvendo a EUDR (Regulation on Deforestation-free Products) foi um divisor de águas. A perspectiva de que a União Europeia endureceria as exigências de rastreabilidade a partir de 2026 provocou uma onda de recomposição de posições e forte aumento da demanda antecipada, elevando os contratos em Chicago de níveis abaixo de US$ 300 — os menores em mais de dez anos — para patamares acima de US$ 330 em apenas 14 sessões. Esse movimento repercutiu diretamente no Brasil, fortalecendo a paridade de exportação e gerando recuperação das cotações internas entre outubro e o início de dezembro, ainda que parte das altas na CBOT fosse compensada por recuos nos prêmios de exportação. A demanda esteve forte nos portos brasileiros, com compradores europeus buscando posicionar seus estoques antes da data limite para o início da EUDR. No entanto, o impulso perdeu força após a sinalização de que o bloco europeu deve adiar a entrada em vigor da regulamentação para dezembro de 2026, reduzindo a urgência das compras e estabilizando o mercado novamente.

Mesmo assim, a firmeza interna foi reforçada pela combinação entre demanda externa ativa e oferta doméstica mais restrita na entressafra. Os preços médios do farelo nas principais praças de negociação do país, que começaram o ano em torno de R$ 1.968,00 por tonelada, recuaram até R$ 1.538,00 em setembro, refletindo a pressão do grande esmagamento, mas voltaram a subir com a escalada na CBOT. Na primeira semana de dezembro, as médias no país já se aproximavam de R$ 1.700,00, em linha com o cenário externo e com a menor disponibilidade sazonal, agravada pelas paradas de fábricas entre novembro e janeiro.

O óleo de soja também passou por um ano de forte volatilidade, mas por razões distintas. A incerteza em torno do cronograma da mistura obrigatória de biodiesel no Brasil — especialmente o adiamento inesperado do B15 em fevereiro — manteve o mercado interno patinando no primeiro semestre. Apenas em 25 de junho, com o anúncio oficial da adoção do B15 a partir de agosto, a demanda ganhou fôlego, impulsionando uma recuperação rápida dos preços. As principais praças do país saltaram de uma média de R$ 6.064,00/ton em 20 de junho para cerca de R$ 7.050,00 em 20 de outubro. No entanto, o movimento perdeu força no último bimestre: o setor de biodiesel reduziu o ritmo de compras, e a oferta doméstica permaneceu confortável devido ao maior esmagamento no ano. Em dezembro, as médias recuaram para perto de R$ 6.580,00, com o mercado operando de forma mais lateralizada e sujeito a recuos graduais.

No cenário internacional, o óleo de soja encontrou ainda mais dificuldade para sustentar altas, pressionado por fatores como a volatilidade dos mandatos de biocombustíveis nos Estados Unidos, o recuo dos preços do petróleo e a recuperação de oferta global. A sensibilidade do mercado às discussões sobre o Renewable Fuel Standard e às expectativas de mistura de biodiesel nos EUA manteve Chicago instável durante boa parte do segundo semestre, limitando o suporte para o mercado físico no Brasil.

Agora, encerrando um ano marcado por choques externos, revisões regulatórias e um fluxo global de oferta e demanda reconfigurado pela geopolítica, o setor entra na reta final de 2025 com preços mais estáveis, embora ainda sensíveis ao noticiário internacional. A entressafra brasileira traz sustentação natural ao farelo, enquanto o óleo segue influenciado pelo equilíbrio entre oferta confortável e demanda moderada.

O que esperar de 2026

Para 2026, o mercado parte de fundamentos que sinalizam um ano potencialmente mais pesado para as cotações do complexo soja. A projeção inicial para a safra brasileira aponta para algo próximo de 178,7 milhões de toneladas, podendo ser revisada conforme o comportamento climático nas principais regiões produtoras nas próximas semanas. Caso confirmada, será um novo recorde e adicionará pressão sobre os preços domésticos de soja, farelo e óleo na entrada da temporada.

Mesmo inserido em um ambiente geopolítico ainda complexo, com idas e vindas na relação comercial entre China e Estados Unidos, o fluxo global de demanda tende a apresentar maior normalização em 2026. A China já retomou compras de soja norte-americana, ainda em ritmo moderado, mas demonstrando que pretende cumprir o compromisso de adquirir ao menos 25 milhões de toneladas dos EUA ao longo do ano. Esse realinhamento reduz o volume esperado de importações chinesas no Brasil e deve elevar os estoques de passagem brasileiros para algo próximo de 12,8 milhões de toneladas, mesmo que a exportação se mantenha acima de 107 milhões — objetivo que pode se tornar desafiador dentro do novo cenário geopolítico.

Nesse contexto, farelo e óleo entram em 2026 mais vulneráveis à pressão de oferta, especialmente a partir de março, quando a colheita estará avançada e a soja física estará amplamente disponível para a indústria. Naturalmente, isso tende a trazer um patamar de preços mais baixo do que o observado em boa parte de 2025, quando o apoio geopolítico e a firme demanda externa suavizaram o impacto da maior produção.

Outro fator importante para o próximo ano é a expectativa em torno da política de biocombustíveis no Brasil. Apesar do B15 já estar consolidado na maior parte da temporada, o avanço para o B16 dificilmente ocorrerá no primeiro semestre. Indicações recentes do Ministério de Minas e Energia, feitas em eventos do setor no final de 2025, apontam para entraves técnicos, mas pesa também o contexto eleitoral, que reduz a probabilidade de medidas com impacto inflacionário. Isso limita a expansão da demanda pelo óleo de soja e reforça o cenário de estabilidade a leves recuos, especialmente no início do ano.

No plano internacional, seguem as incertezas envolvendo os mandatos de mistura de biocombustíveis nos Estados Unidos. Discussões sobre novos volumes do Renewable Fuel Standard, possíveis ajustes para 2026 e 2027 e a questão das isenções a pequenas refinarias seguem influenciando o humor do mercado e podem gerar volatilidade adicional aos preços em Chicago — especialmente para o óleo, que deve continuar sendo o derivado mais sensível às políticas energéticas.

Enquanto isso, o farelo enfrenta um dilema estrutural: a demanda global cresce em ritmo mais lento do que a do óleo. O setor de biodiesel expande seu consumo por fatores estruturais e político-regulatórios, mas o farelo depende majoritariamente do crescimento orgânico do setor pecuário e da intensificação dos modelos de produção animal. Esse descompasso, somado à tendência de aumento da oferta, indica que o farelo seguirá sob pressão ao longo de 2026, exigindo que o Brasil continue abrindo e consolidando novos mercados externos para evitar recuos mais agressivos no médio prazo.

Em síntese, 2026 se desenha como um ano de safra recorde, geopolítica menos tensionada, menor demanda chinesa por soja brasileira, manutenção do B15 e preços mais acomodados para soja, farelo e óleo diante do cenário de oferta ampla. Um ano que ainda pode trazer volatilidade pontual — especialmente no óleo — mas cujo viés predominante, dado o quadro atual, é de pressão moderada sobre as cotações.

Gabriel Castagnino Viana, Safras & Mercado

*Gabriel Castagnino Viana é economista com mais de 10 anos de experiência no mercado de soja, especialista em derivados, farelo e óleo. Tem participado de estudos e análises que impactam diretamente a indústria.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Exportações brasileiras de soja devem superar 3,3 milhões de t em dezembro


Foto: Pixabay

As exportações brasileiras de soja em grão devem atingir 3,331 milhões de toneladas em dezembro, segundo levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). No mesmo mês do ano passado, os embarques somaram apenas 1,468 milhão de toneladas. Em novembro, o Brasil exportou 4,233 milhões de toneladas.

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Na semana encerrada em 6 de dezembro, o país embarcou 918,723 mil toneladas de soja, e para o período entre 7 e 13 de dezembro, a previsão é de 796,840 mil toneladas.

Farelo de soja

Para o farelo de soja, a expectativa é de embarques de 1,833 milhão de toneladas em dezembro, praticamente estável em relação às 1,803 milhão de toneladas exportadas no mesmo mês de 2024.

Em novembro, as vendas externas somaram 2,258 milhões de toneladas. Na semana passada, os embarques de farelo totalizaram 479,628 mil toneladas, e para a semana de 7 a 13 de dezembro, a Anec projeta 471,441 mil toneladas.

O levantamento mostra que, apesar de alguma volatilidade semanal, o Brasil mantém forte ritmo de exportações, impulsionado pela demanda externa estável e pela boa disponibilidade do produto.

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Instituição destaca mudança no cenário do feijão



O avanço resulta de um conjunto amplo de tipos de feijões


O avanço resulta de um conjunto amplo de tipos de feijões
O avanço resulta de um conjunto amplo de tipos de feijões – Foto: Canva

As exportações brasileiras de feijões alcançaram um novo patamar em 2025, refletindo a consolidação de mais de uma década de esforços do setor. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), 501 mil toneladas foram embarcadas até novembro, volume que confirma a mudança de escala e posicionamento do produto no mercado internacional.

O avanço resulta de um conjunto amplo de tipos de feijões, já que o feijão-carioca ainda tem presença restrita ao chamado mercado de saudade. A base das exportações vem de feijão-preto, mungo verde e preto, além de vermelhos, rajados, caupis e outros especiais. Esse movimento afeta toda a cadeia ao ampliar a influência das referências externas na formação de preços, antes concentrada no atacado interno.

O Instituto Agronômico de Campinas se destaca no processo ao responder por mais de 60 por cento das cultivares exportadas. O trabalho iniciado em 2005 pelos pesquisadores Sérgio Carbonell e Alysson Chioratto ajudou a tornar o feijão brasileiro competitivo, apesar de obstáculos como a pirataria de sementes. A contribuição se soma a equipes da Embrapa, dedicadas aos caupis, e do IDR-Paraná, responsáveis por materiais de Feijão-preto que atendem às demandas de campo, qualidade e consumo.

O novo patamar cria um piso mais claro para as vendas externas. Quando o preço interno recua, exportar pode voltar a ser viável e sustentar a demanda, reduzindo a intensidade das quedas e favorecendo planejamento de área, tecnologia e venda. A maior presença de compradores eleva a disputa por qualidade e impulsiona melhorias em secagem, armazenagem e rastreabilidade.

A estratégia de expansão segue ativa. O projeto com a ApexBrasil inclui agora o gergelim e mira mercados como Arábia Saudita, Argélia, China, Colômbia, Egito, Israel, Indonésia, Jordânia, México e Singapura. O recente acordo fitossanitário com a Rússia reforça a busca por uma rede diversificada de importadores para diminuir a dependência de poucos destinos.





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