domingo, agosto 23, 2026

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Inflação provocada por seca não se resolve com juros, diz Haddad


A inflação dos alimentos provocada pelo prolongamento da seca preocupa “um pouquinho”, disse nesta quarta-feira (11) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Apesar dos efeitos sobre os preços, ele disse que o problema não pode ser enfrentado por meio do aumento de juros pelo Banco Central (BC).

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A inflação preocupa um pouquinho, sobretudo em virtude do clima. Estamos acompanhando a evolução da questão climática, o efeito do clima sobre o preço do alimento e eventualmente sobre o preço de energia faz a gente se preocupar um pouco com isso. Mas a inflação advinda desse fenômeno não se resolve com juros. Juros são outra coisa”, disse Haddad no Ministério da Fazenda.

Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reúne-se para definir a Taxa Selic (juros básicos da economia). Atualmente, em 10,5% ao ano, ela pode ser elevada para conter as pressões inflacionárias provocadas pela alta do dólar nos últimos meses e pelo aquecimento do mercado de trabalho.

Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central (BC), os analistas de mercado projetam elevação de 0,25 na Selic na próxima reunião, nos dias 17 e 18. Eles preveem que a taxa encerrará o ano em 11,25% ao ano.

O Banco Central está com um quadro técnico bastante consistente para tomar a melhor decisão, e nós vamos aguardar o Copom da semana que vem”, disse Haddad. Essa será a primeira reunião do Copom após a indicação de Gabriel Galípolo para a presidência do Banco Central no próximo ano.

A divulgação de que a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou negativa em 0,02% em agosto reduziu as pressões para que o Copom promovesse um reajuste maior, de 0,5 ponto percentual na próxima reunião. O índice registrou a primeira deflação desde junho do ano passado, motivado principalmente pela queda no preço da energia, mas a expectativa é que a bandeira vermelha na conta de luz impacte a inflação nos próximos meses.

PIB

Em relação ao crescimento da economia, Haddad disse que o Ministério da Fazenda deve elevar para acima de 3% a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas) em 2024. “Estamos fechando a grade e devemos divulgar essa semana, mas acredito que o piso de 3% já está basicamente contratado, bastante consistente e com impacto na economia”, declarou o ministro.

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o PIB avançou 1,4% no segundo trimestre em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo trimestre de 2023, o crescimento chega a 3,3%. O resultado veio acima do esperado pelo mercado.



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Valor da produção agrícola cai 2,3% em 2023


Em 2023, após seis anos ininterruptos de crescimento, a produção agrícola nacional apresentou retração na geração de valor de produção, em números absolutos, mesmo com a consolidação de um novo recorde na produção de grãos.

O valor da produção das principais culturas agrícolas do Brasil alcançou R$ 814,5 bilhões, o que representa uma queda de 2,3%, na comparação com o ano anterior. É o que aponta a Produção Agrícola Municipal (PAM) 2023, divulgada nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Com a superoferta de algumas das principais commodities agrícolas, como a soja e o milho, que bateram recorde de produção no país, e o esfriamento de mercados consumidores globais, os preços dos principais produtos agrícolas nacionais sofreram forte correção ao longo do ano, impactando diretamente na receita gerada.

Ao todo, as dez culturas com maior valor bruto de produção concentraram 87% de todo o valor bruto gerado pela produção agrícola nacional.

Segundo o IBGE, dentre todas as culturas agrícolas, a soja ainda segue em destaque em termos de valor gerado. A oleaginosa também obteve recorde de produção e exportação em 2023.

O volume total produzido chegou a 152,1 milhões de toneladas, um acréscimo de 25,4% no ano. Segundo a pesquisa, a soja apresentou novamente o maior valor de produção entre os produtos agrícolas levantados, totalizando R$ 348,7 bilhões, um acréscimo de 0,4% na comparação com o ano anterior.

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em 2023, a soja novamente liderou o ranking de valor gerado com a exportação entre os produtos nacionais.

“Por sua vez, o valor de produção obtido com a produção de milho apresentou substancial queda. Influenciado, principalmente, pela correção dos preços da commodity no mercado global, após anos em elevação, e como reflexo de uma excelente safra em termos de volume colhido, os produtores tiveram dificuldades até mesmo de encontrar armazéns de estoque para recebimento dos grãos que vinham do campo, uma vez que competiam também com uma supersafra de soja”, informa o IBGE.

Segundo o instituto, o volume de milho produzido no ano foi de quase 132 milhões de toneladas, um aumento de 20,2% em relação a 2022. “Porém, com a queda dos preços nas bolsas internacionais, o valor de produção seguiu direção contrária, com retração de 26,2%”, destaca a pesquisa.

Mesmo com registro de adversidades climáticas que afetaram a produtividade no extremo sul do país, houve, em 2023, a maior safra de grãos registrada na série histórica da pesquisa.

Foi possível observar a ampliação das áreas plantadas de soja e milho, as duas principais culturas nacionais, impulsionadas pelos bons resultados alcançados nas últimas safras, aliados aos preços das principais commodities, que se mantiveram em patamares elevados nos anos anteriores, estimulando os produtores a investirem nessas culturas.

Ambas, que somadas respondem por quase 90% do volume de grãos produzidos no país, aproveitando-se das condições climáticas favoráveis em boa parte das regiões produtoras, apresentaram incremento no rendimento médio, recuperando-se dos efeitos da estiagem que afetaram as lavouras em 2022.

Em 2023, o Brasil, que já tinha a posição de maior produtor mundial de soja, obteve nova safra recorde, resultado da ampliação das áreas de cultivo e da melhor produtividade em campo.

Esse resultado teve impacto direto na elevação da oferta global da oleaginosa, fazendo com que os preços dessa commodity fossem pressionados para baixo. Dentro desse quadro, mesmo em ano de supersafra, houve uma elevação de 0,4% no valor da produção da cultura.

“Com relação aos produtos, destaque para a soja. O peso da soja no valor de produção agrícola em 2023 foi de 42,8%. Temos quase metade do peso do valor da produção agrícola nacional advindo da soja. Soja lidera o peso no valor de produção agrícola em todas as regiões, à exceção do Sudeste”, diz o IBGE.

“Com relação à exportação, tivemos aumento de 29,4%, recorde com quase 102 milhões de toneladas exportadas no ano de 2023. A soja segue sendo o produto com a maior participação na pauta de exportações do país e a China segue sendo o maior parceiro comercial do país. Setenta e seis por cento da soja exportada teve como destino a China”, destaca o supervisor nacional da PAM, Winicius Wagner.

A área plantada, considerando todas as culturas levantadas na PAM 2023, totalizou 96,3 milhões de hectares, o que representou uma ampliação de quase 5 milhões de hectares. O resultado supera em 5,5% a registrada no ano anterior, mantendo o ritmo de crescimento observado ao longo dos últimos anos no território nacional.

Dentre os produtos que vêm ganhando mais espaço no campo, a soja se destaca com o acréscimo de mais 3,2 milhões de hectares da área cultivada, seguida do milho de segunda safra, com aumento de 1,2 milhão de hectares.

Em 2023, o Centro-Oeste mais uma vez foi a grande região com maior valor da produção agrícola, totalizando R$ 274,9 bilhões, uma redução de 9,5% frente ao ano anterior, tendo destaque na produção de soja, milho e algodão.

Entre os estados, o destaque foi novamente Mato Grosso, com a geração de R$ 153,5 bilhões, decréscimo de 12,2% no ano, com maior participação da soja, o seu principal produto agrícola, mesmo com registro de queda de 5,9% no valor gerado com a oleaginosa.

O município de Sorriso, em Mato Grosso, apesar do decréscimo de 27,6%, mais uma vez gerou o maior valor da produção agrícola nacional, totalizando R$ 8,3 bilhões, tendo a soja e o milho como as culturas de maior valor.



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‘EUA e Brasil devem unir forças como celeiro do mundo’



Durante o painel “A visão estratégica dos Estados Unidos para a transformação das cadeias de alimentos e energia” no FIAP 2024, Fred Giles, representante dos EUA, apresentou o compromisso norte-americano com a agricultura sustentável e a mitigação da crise climática. Ele destacou que os Estados Unidos têm trabalhado para reduzir as emissões de gases de efeito estufa por meio de inovações em solo, pesquisa e educação, com mais de 60 mil fazendas já impactadas e 40 milhões de acres trabalhados.

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Giles também anunciou a parceria entre os EUA e o Brasil por meio do programa “Fertilizers for Life”, que busca melhorar a eficiência dos fertilizantes e reduzir a pegada ambiental da produção agrícola. A colaboração entre a Universidade da Flórida e a Embrapa foi apontada como um exemplo do esforço conjunto para enfrentar os desafios ambientais e aumentar a eficiência agrícola.

Estamos comprometidos em colaborar com nossos parceiros globais para soluções sustentáveis”, afirmou Giles. Ele ressaltou que o Brasil é visto pelos EUA como o “celeiro do mundo”, sendo fundamental no cenário global para a produção de alimentos e soluções climáticas. Com essa parceria, ambos os países esperam alavancar o desenvolvimento sustentável da agricultura e mitigar os impactos da crise climática.

O painel reforçou a importância da cooperação internacional em tempos de crise climática e alimentar, com o FIAP 2024 como palco dessas discussões essenciais.



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AgroNewsPolítica & Agro

Crédito emergencial alivia produtores rurais afetados por enchentes


70% do valor contratado deve ser usado para refinanciar dívidas




Foto: Divulgação

Segundo informações divulgadas pelo HBS Advogados, os produtores rurais do Rio Grande do Sul, afetados pelas enchentes de maio, podem contar com uma nova linha de financiamento de capital de giro. A resolução 5.172, publicada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), destina o crédito para produtores, cooperativas de produção agropecuária, cerealistas e fornecedores de insumos agrícolas localizados em municípios com decreto de emergência ou calamidade pública.

Os beneficiados são estabelecimentos com perdas comprovadas iguais ou superiores a 30% da produção, de acordo com laudo técnico assinado por um profissional habilitado. Os prejuízos devem ter ocorrido entre 26 de abril e 31 de julho de 2024, em consequência de enchentes, enxurradas, vendavais, ou inundações.

De acordo com Frederico Buss, advogado da HBS Advogados, o crédito poderá ser pago em até cinco anos, com possibilidade de prorrogação de três anos via BNDES. A taxa de juros é de 10% ao ano para mutuários com renda bruta anual de até R$ 300 milhões, e 12% para os demais. O prazo para requerer o crédito rural se encerra em 16 de setembro.

Buss também destacou que 70% do valor contratado deve ser usado para refinanciar dívidas de produtores rurais enquadrados na resolução. Além disso, ele alertou que a medida não abrange estabelecimentos com perdas inferiores a 30%, nem aqueles em municípios sem decretação de emergência.

 





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Fávaro pede suspensão da Lei Antidesmatamento em carta entregue à União Europeia



Quatro reuniões bilaterais ocorreram nesta quarta-feira (11), durante o segundo dia de debates técnicos do Grupo de Trabalho do G20 Agro, em Mato Grosso. Os encontros foram com representantes das delegações da China, Espanha, Alemanha e União Europeia, para a qual o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, entregou uma carta solicitando a suspensão da Lei Antidesmatamento e a revisão da abordagem punitiva aos produtores que cumprem a legislação vigente.

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As reuniões do Grupo de Trabalho da Agricultura do G20 estão sendo realizadas nesta semana em Chapada dos Guimarães, localizada a cerca de 90 quilômetros de Cuiabá, capital de Mato Grosso.

Estão presentes no local ministros da Agricultura dos 20 países que integram o grupo, além da recém-integrada União Africana, bem como representantes de delegações e organismos internacionais convidados.

O foco principal do G20 Agro é a sustentabilidade na produção agropecuária e o combate à fome.

A carta entregue à União Europeia foi dirigida ao comissário europeu para Agricultura e Desenvolvimento Rural, Janusz Wojciechowski, e simultaneamente às autoridades competentes em Bruxelas.

Durante a reunião bilateral com a União Europeia, o ministro Carlos Fávaro lembrou que o Brasil possui uma das legislações de proteção ambiental mais rigorosas do mundo, o Código Florestal, em vigor desde 2012. Ele também destacou a instituição, em dezembro de 2023, do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD).

Fávaro ressaltou que as mudanças climáticas estão avançando mais rapidamente do que o previsto e que “precisamos mudar a nossa forma de produzir“.

Segundo o ministro, o Brasil conta atualmente com cerca de 40 milhões de hectares de pastagens degradadas com potencial para a agricultura, o que pode permitir ao país dobrar sua produção de alimentos nos próximos 10 anos por meio do Programa de Conversão de Pastagens Degradadas. Isso possibilitaria, inclusive, o cumprimento do “compromisso de desmatamento zero até 2030“.

Mas precisamos da ajuda da União Europeia para dar continuidade a este programa“, afirmou Carlos Fávaro aos representantes da delegação.

A partir do final de 2024, de acordo com proposta da União Europeia, os produtores de soja, carne (e couro), madeira, borracha, café, cacau e óleo de palma precisarão comprovar que suas produções cumprem a legislação brasileira e que não são oriundas de áreas com desmatamento, seja ele legal ou ilegal, para continuarem exportando para os países do bloco.

Tecnologia agrícola é pauta de reunião com a China

Principal cliente da produção agropecuária brasileira, especialmente de Mato Grosso, a China se destaca entre as potências pela inovação tecnológica. Em uma reunião bilateral com o vice-ministro de Agricultura e Assuntos Rurais da China, Ma Youxiang, nesta quarta-feira (11), foram discutidos temas de cooperação técnica e comercial agrícola entre os dois países.

Para o ministro Carlos Fávaro, a gigante asiática “é um grande exemplo de desenvolvimento econômico“.

Durante o encontro com a delegação, que participa da reunião ministerial do G20 Agro, que ocorre entre os dias 12 e 13 de setembro, Fávaro destacou, frente às políticas de biossegurança do Brasil, a importância de os dois países trabalharem em “sincronia” com as tecnologias desenvolvidas por ambos, o que proporcionará um aumento da produtividade e, consequentemente, mais produtos para comercialização.



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Declaração ministerial precisa ser assinada por todos os países do G20, afirma Roberto Perosa



A declaração ministerial, que possui a força de um acordo internacional, é vista como um desafio para a diplomacia brasileira, uma vez que requer consenso entre todos os países do G20. Ou seja, é necessário que todos os países assinem o documento.

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A reunião do G20 Agro, que acontece até sexta-feira (13) em Chapada dos Guimarães (MT), conta com a maior adesão de ministros da história do grupo. Cerca de 50 delegações, entre países do G20 e organismos internacionais convidados, estão presentes.

Não poderíamos adotar o caminho mais fácil, como foi feito nos últimos anos, liberando apenas uma carta com notas de rodapé, onde cada país coloca o que não concorda”, explica Roberto Perosa, coordenador do GT G20 Agro e secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A escolha pela declaração ministerial, segundo ele, foi uma diretriz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

Optamos por fazer uma declaração vinculativa, que nos obriga a alcançar o consenso de todos. Se houver um país que não concorda, a declaração não pode ser assinada”, ressalta Perosa.

Conversa detalhada

Desde ontem (10), reuniões técnicas estão sendo realizadas com as 20 delegações que compõem o G20. A expectativa é que a declaração seja assinada na sexta-feira (13), ao final dos trabalhos do G20 Agro.

A declaração ministerial conta com quatro prioridades, além do mote transversal de combate à fome, à pobreza e a construção de um mundo mais justo e sustentável.

Por isso, é necessário um trabalho minucioso de negociação com as 20 delegações, detalhando cada parte do texto para chegar a um consenso final”, explica Perosa.

O texto original da declaração ministerial foi desenvolvido a partir de uma junção de ideias do Ministério da Agricultura e Pecuária, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, e do Ministério da Pesca e Aquicultura.

No âmbito do GT da Agricultura, estamos discutindo quatro prioridades, que envolvem os três ministérios”, acrescenta o coordenador.

As quatro prioridades são: promover múltiplas formas de produção sustentável na agropecuária; garantir um comércio internacional mais justo, livre de distorções, como subsídios que prejudicam o Brasil e outros países; oferecer apoio à agricultura familiar, quilombolas, populações indígenas e comunidades tradicionais; além de regularizar e regulamentar o setor de pescados e aquicultura.



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No G20 Agro, agricultura familiar busca recursos para recuperação de áreas degradadas



Ações voltadas para o fomento da agricultura familiar no Brasil estão entre os temas debatidos no Grupo de Trabalho do G20 Agro, que acontece esta semana em Chapada dos Guimarães (MT). Entre as prioridades, segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, está a mobilização de recursos internacionais para a recuperação de áreas degradadas nessa atividade.

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Paulo Teixeira chegou ao município, localizado a cerca de 90 quilômetros de Cuiabá, na quarta-feira (11), e destacou a relevância da agricultura familiar para o país.

O Brasil precisa da agricultura familiar. Muitos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros vêm dela: o arroz, o feijão, os legumes, as verduras, as frutas e até mesmo a proteína animal”, afirmou o ministro.

Além de ser essencial para a alimentação, a agricultura familiar, conforme frisou o ministro, também é “importante para a inserção econômica da população”.

Aqui [no G20 Agro], o nosso foco principal é mobilizar recursos de outros países para a agricultura familiar, visando à recuperação de áreas degradadas. Precisamos apoiar o agricultor, pois sem esse suporte, ele pode acabar nas periferias das cidades, sem trabalho, renda e moradia”, acrescentou.

Linhas de financiamento auxiliam na sustentabilidade

Abordar a questão da sustentabilidade, com uma população que planta para se alimentar diariamente, é uma das prioridades do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, afirmou Paulo Teixeira.

As linhas de financiamento, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), são fundamentais para apoiar o pequeno produtor, inclusive por meio do microcrédito.

Com acesso a crédito, o agricultor pode se desenvolver. Além disso, a assistência técnica é fundamental. Estamos empenhados em criar um sistema nacional de assistência técnica e extensão rural no Brasil, pois, com esse suporte, o produtor pode crescer muito mais. Ele poderá produzir alimentos, enfrentar as mudanças climáticas e tecnológicas e realizar uma agricultura regenerativa e sustentável”, destacou o ministro.

A expectativa, segundo Paulo Teixeira, é que até outubro o Ministério consiga enviar ao Congresso Nacional uma proposta de criação de um sistema único de assistência técnica e extensão rural.



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confira as notícias que afetam o mercado hoje



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca que o índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos veio em linha com o consenso e subiu 0,2% em agosto. Por aqui, o setor de serviços surpreendeu com mais uma alta de 1,2% em julho. Para hoje, também serão divulgados os dados do varejo.



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balança comercial tem superávit de 29 mil toneladas


Setor observa um cenário desafiador, mas com perspectivas de melhora




Foto: Pixabay

A balança comercial do arroz no Brasil voltou a apresentar saldo positivo em agosto, com um superávit de 29,03 mil toneladas, após três meses consecutivos de resultados negativos. Esse desempenho traz certo alívio para o setor, mas o acumulado dos últimos 12 meses ainda aponta um déficit expressivo de 185,4 mil toneladas, o maior registrado desde outubro de 2021.

Segundo dados informados pelo Cepea, mesmo com a queda nas exportações em agosto de 2024, o volume embarcado foi o segundo maior do ano, superando as importações. Além disso, os preços tanto de exportação quanto de importação aumentaram. O custo de importação, em reais por saca, atingiu o maior valor nominal da série histórica da Secex. O custo FOB do arroz na origem foi de US$ 478,36 por tonelada, ou R$ 132,98 por saca de 50 kg. Quando ajustado pela inflação, é o valor mais alto desde agosto de 2015, quando chegou a R$ 134,03 por saca.

Com isso, o setor observa um cenário desafiador, mas com perspectivas de melhora, especialmente considerando a retomada do superávit na balança.





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Mapa aprovou 328 registros de agrotóxicos em 2024


Por Flávio Hirata, engenheiro agronomo pela ESALQ-USP, especialista em registro de agrotóxicos e sócio da AllierBrasil.

A partir de 2017, o número de registro de produtos aprovados ultrapassou a marca de 400, tendo atingido o recorde histórico em 2022, com 652 aprovações.

Faltando menos de 4 meses para o final do ano, o Ministério da Agricultura aprovou 328 registros de agrotóxicos em 2024, sendo, 38 produtos biológicos (12%), 182 produtos formulados químicos (55%) e 108 produtos técnicos (33%). 

Dentre os produtos formulados químicos aprovados, a grande maioria é de produtos baseados em produtos técnicos equivalentes, também denominados de “genéricos”. Os produtos genéricos são a força motriz das empresas, em número, que atuam ou que estão tentando o acesso ao mercado brasileiro de pesticidas. E aí se destacam os produtos de origem da China e da Índia, que são os principais fornecedores de produtos genéricos. 

Sete empresas foram responsáveis por 36% dos registros aprovados, com destaque para a AllierBrasil com 9% das aprovações (23), Sumitomo Chemical, 7% (19), Rainbow, 5% (13) e Adama, 5% (12). 

Em comparação aos dados de 2023, praticamente são as mesmas empresas que detêm o maior número de aprovações de registro de produtos formulados químicos, com exceção da Sumitomo Chemical e Bayer.

Em relação aos produtos biológicos, as aprovações de registros são bastante pulverizadas entre as empresas do setor. 

Mesmo com essa quantidade de registros aprovados, é importante salientar que muitos dos produtos aprovados já não têm a mesma demanda, quando comparado à época dos pleitos dos seus respectivos registros. Isto se deve ao fato que o tempo para aprovação de um registro de agrotóxico (químico) é extremamente longo. Diferente do que acontece com o registro de produtos biológicos, cujas avaliações são priorizadas e o tempo para aprovação geralmente não ultrapassa 12 meses.  

O registro de produto somente não garante o sucesso do negócio. Mas, certamente, é a chave mestre para o acesso ao maior mercado de agroquímicos do mundo.

 

 





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