segunda-feira, agosto 17, 2026

Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Enchentes devastam agricultura na Espanha


Segundo a Unión de Pequeños Agricultores y Ganaderos de Andalucía (UPA Andalucía), a recente depressão isolada em altos níveis (DANA) causou estragos significativos na agricultura da Espanha, especialmente em Andaluzia. Esse fenômeno resultou em danos consideráveis nos cultivos e nas infraestruturas rurais, como estradas e sistemas de irrigação. As províncias mais afetadas foram Almería, Málaga, Granada e Cádiz. Enquanto algumas áreas, como os olivares de Jaén e Córdoba, receberam importantes volumes de água, a região oriental de Almería enfrenta uma seca extrema, sem chuvas registradas.

Na parte ocidental da Andaluzia, as chuvas intensas geraram grandes prejuízos. Em Jerez de la Frontera, na província de Cádiz, foram registrados até 120 litros de água em 12 horas, resultando em inundações em diversas propriedades. Em Málaga, muitos cultivos e infraestruturas agrárias sofreram danos significativos, principalmente no Vale do Guadalhorce, Antequera e Axarquía. O cultivo mais afetado foi o de cítricos, o que complicou a colheita da azeitona que havia começado recentemente. Por outro lado, regiões como a Sierra Norte de Sevilha e partes de Córdoba, Jaén, Huelva e Granada tiveram chuvas benéficas.

A situação em Almería é alarmante. A tempestade de granizo, acompanhada de chuvas intensas e ventos fortes, causou danos devastadores, especialmente em estufas e cultivos. A avaliação inicial indica que os agricultores sofreram perdas superiores a 30 milhões de euros, principalmente em El Ejido, onde o granizo, com até 8 centímetros de diâmetro, destruiu completamente os plásticos das estufas. Isso resultou na perda de 11.300 hectares de cultivos, incluindo tomates, pimentões, abobrinhas e pepinos.

As enchentes repentinas severas resultaram na morte de pelo menos 158 pessoas, com equipes de emergência ainda em busca de dezenas de desaparecidos. Várias localidades no sul e leste da Espanha foram atingidas por até 300 mm de chuva em poucas horas na terça-feira (30), a pior precipitação em Valência em 28 anos, segundo a AEMET. 

 





Source link

News

Brasil mira exportação de frutas, couro e máquinas agrícolas para Sudeste Asiático



Com um produto interno bruto de US$ 3,8 trilhões, a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) cresce, há décadas, como nenhuma outra região do mundo. O grupo compra mais produtos do Brasil do que o próprio Mercosul.

E é lá que estão concentrados, esta semana, representantes do governo brasileiro e adidos agrícolas, em uma série de reuniões realizadas pela Apex Brasil.

A região conta com 682 milhões de habitantes, o que já correspondem à metade da população da China. Por isso, desperta a atenção de diferentes países produtores, como o Brasil, que está de olho nesse bloco.

A Asean se transformou no terceiro principal destino das exportações brasileiras, sendo, por sua vez, o sexto maior fornecedor. No último ano, os embarques para o sudeste asiático ultrapassaram a marca dos 24 bilhões de dólares. Esse ano, as vendas entre os meses de janeiro a setembro aumentaram em 8,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Exportações ao Sudeste Asiático

O gerente de Inteligência de Mercado da Apex Brasil Igor Celeste detalha os campos de expansão da parceria do país com o bloco. “Tem oportunidades para ingredientes alimentícios, por exemplo, também para frutas brasileiras, que são produtos altamente intensivos em mão de obra e que geram muito emprego no Brasil”

De acordo com ele, foram identificados uma série de segmentos nacionais que podem se beneficiar com a intensificação das exportações. “O segmento de saúde, até mesmo para a saúde animal, que também compõe o agro, a alimentação para animais, couro, ou seja, processos manufaturados e que podem se inserir aqui no mercado [asiático]. Temos visto, por exemplo, demanda para máquinas e equipamentos, inclusive no segmento agrícola, então a gente sabe que as potencialidades vão muito além do que a gente vende hoje”.

Conquistas e barreiras

Outro trabalho dos adidos agrícolas e dos 128 escritórios dos setores de promoção comercial espalhados pelo mundo é o de mapear e contornar possíveis barreiras comerciais aos produtos brasileiros. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), as conquistas importantes mais recentes na região envolvem:

  • Estabelecimento do sistema de pre-listing nas Filipinas e Cingapura (quando o importador aceita as definições de habilitações do país exportador)
  • Abertura de mercado carne de aves e seus produtos para o Butão
  • Abertura de Dry Distillers Grains (DDG) de milho para o Vietnã
  • Abertura de mercado de bovinos vivos para a Indonésia
  • Abertura de gelatina bovina para a Malásia

Por outro lado, existem barreiras importantes a serem contornadas na região:

  • Gado vivo e gelatina bovina para a Malásia
  • Carne bovina para o Vietnã
  • Carne suína para a Indonésia
  • Bovinos vivos para o Camboja
  • Amendoim para as Filipinas



Source link

News

Mercado do boi deve seguir em alta? Veja a análise e confira as cotações


O mercado físico do boi gordo continua apresentando alta em seus preços. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, ainda que de forma mais comedida.

“As escalas de abate permanecem na pior posição da atual temporada, entre quatro e seis dias úteis, de acordo com o estado. Da mesma maneira, as exportações seguem agressivas, enxugando o mercado doméstico e aumentando a propensão a reajustes ao longo da cadeia produtiva”, diz.

Preços da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 320,33
  • Goiás: R$ 314,64
  • Minas Gerais: R$ 318,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 317,73
  • Mato Grosso: R$ 307,77

Mercado atacadista

carne bovina - exportaçõescarne bovina - exportações
Foto: Wenderson Araujo/CNA

O mercado atacadista se depara com preços firmes. O viés ainda é de alta dos preços no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia durante a primeira quinzena de do mês, período pautado por maior apelo ao consumo.

“Por questões que envolvem o poder de compra da população em um momento de agressiva alta dos preços da carne bovina o mais provável é que haja um amplo processo de migração para proteínas mais acessíveis, a começar pela carne de frango”, assinalou Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,40 por quilo. Já o quarto dianteiro segue cotado a R$ 18,25 por quilo. A ponta de agulha, por outro lado, segue no patamar de R$ 17,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em alta de 0,03%, sendo negociado a R$ 5,7640 para venda e a R$ 5,7620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7545 e a máxima de R$ 5,7926.



Source link

News

ANP sugere testes para mistura de até 37% de etanol



A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sugere a realização de testes de desempenho para mistura de etanol na gasolina para até 37%.

A proposta foi apresentada pelo chefe do Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas (CPT) da ANP, Alex Medeiros, em workshop sobre a regulamentação da lei do Combustível do Futuro realizado pelo Ministério de Minas e Energia na manhã desta quinta-feira (31).

A lei do combustível do futuro permite a elevação do teor máximo de etanol anidro na gasolina tipo C dos atuais 27,5% para 35% (E35) e do percentual mínimo obrigatório de 22% para 27%.

Testes de desempenho

De acordo com Medeiros, a proposta da ANP é pela realização de testes de desempenho aos moldes feitos pela agência em 2014, na época para regulamentar o percentual máximo a 27,5%. Os testes de desempenho incluem avaliação da gasolina com maior teor de etanol na gasolina em motores seguindo os critérios de dirigibilidade, partida a frio e retomada de velocidade.

“A sugestão é seguirmos testes em modelos de rampa para mistura de 27%, 30%, 35% e 37%, porque, na prática, a especificação prevista na lei vai de uma faixa de E34a E36 e, em virtude do que pode ocorrer é recomendável avançar nos testes para E37 para a garantia das medidas”, observou o representante da ANP.

A ANP sugeriu que os testes de viabilidade técnica considerem também o perfil de gasolina e questões de armazenamento pós mistura do etanol à gasolina, além de monitoramento dos parâmetros.

O aumento do teor de etanol na gasolina, previsto na lei 14.993/2024, é condicionado à regulamentação técnica da mistura, à aferição de viabilidade técnica e à definição da mota pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Consumo nos supermercados cresce 2,52% no acumulado do ano



Em setembro, houve alta de 0,95% em relação a igual mês de 2023


Foto: Pixabay

O consumo dos brasileiros nos supermercados acumula alta de 2,52% nos nove primeiros meses de 2024 em comparação a igual período do ano passado. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (31), são da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Em setembro de 2024, o consumo teve elevação de 0,95% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já em comparação a agosto de 2024, o consumo teve queda de 1,3%, influenciado pelo “efeito calendário”: agosto teve um dia a mais de final de semana e o Dia dos Pais, o que eleva o consumo.

De acordo com a Abras, em setembro, o consumo foi impulsionado pelos repasses do governo federal para o programa Bolsa Família (montante de R$ 14,14 bilhões para 20,71 milhões de beneficiários); a restituição do Imposto de Renda para Pessoa Física (R$ 1,03 bilhão para mais de 511 mil de contribuintes); e a liberação de R$ 2,7 bilhões de Requisições de Pequeno Valor (RPVs) para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo a Abras, nos próximos meses, devem impulsionar o consumo o pagamento do décimo terceiro salário dos trabalhadores formais; os lotes residuais de restituição do Imposto de Renda; parcelas mensais do calendário do Bolsa Família e bimensais do Auxílio-Gás; e o resgate do montante de R$ 228,6 milhões em abono salarial referente ao PIS /Pasep para mais de 247 mil trabalhadores que ainda não sacaram o benefício.





Source link

News

Mistura de 25% de biodiesel ao diesel não é factível no momento, diz Anfavea


A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) avalia que o avanço da mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel é mais factível de ser alcançada para 20% (B20) que para 25% (B25).

“Estamos mais próximos de avaliar do que seria B20 que B25. Temos condições de fazer isso mais rapidamente com o B20, assim como com 30% de etanol em detrimento de 35%, e posteriormente trabalhar com o B25”, disse o diretor de Sustentabilidade e de Parcerias Estratégicas e Institucionais da Anfavea, Henry Joseph Junior.

Segundo ele, a entidade também considera a combinação do biodiesel com outras fontes de biocombustíveis, além de oxigenadores que poderiam entrar na mistura, como o HVO.

A fala do executivo foi proferida durante workshop sobre a regulamentação da lei do Combustível do Futuro, realizado pelo Ministério de Minas e Energia na tarde desta quinta-feira (31).

Lei do Combustível do Futuro

A lei do combustível do futuro, sancionada pelo governo no início deste mês, prevê que a mistura de biodiesel ao óleo diesel deverá alcançar 20% até 2030 e poderá atingir 25% a partir de 2031.

Atualmente, o percentual adotado é de 14%, devendo passar para 15% em março de 2025. O aumento do mandato, previsto na lei 14.993/2024, é condicionado à análise de viabilidade técnica da mistura, à análise de impacto regulatório e à definição do percentual da mistura pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

O novo marco legal dos biocombustíveis gerou embate entre o setor energético e o agronegócio, sobretudo quanto à não inclusão do diesel coprocessado no projeto (diesel R5 fabricado pela Petrobras com adição de 5% de combustível renovável ao diesel) e a respeito da exigência de testes para elevação do teor obrigatório do biocombustível ao óleo fóssil.

Testes de viabilidade técnica do biodiesel

biodiesel soja abiovebiodiesel soja abiove
Foto: Pixabay

O diretor da Anfavea defendeu também a realização de testes para atestar a viabilidade técnica para elevação da mistura com participação dos consumidores e dos distribuidores dos biocombustíveis.

“A nova especificação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para biocombustíveis foi um divisor de águas para o biodiesel porque trata da qualidade do produto de modo mais abrangente. Espero que com ela as nossas preocupações com a qualidade do biodiesel tenham ficado para trás, assim como os problemas que tivemos com testes”, observou.

Para Joseph Junior, o modelo de testes precisará incluir volume do biodiesel a ser auferido, localização dos testes e possibilidade de concentração de testes.



Source link

News

Mistura de 25% de biodiesel ao diesel não é factível no momento, diz Anfavea


A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) avalia que o avanço da mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel é mais factível de ser alcançada para 20% (B20) que para 25% (B25).

“Estamos mais próximos de avaliar do que seria B20 que B25. Temos condições de fazer isso mais rapidamente com o B20, assim como com 30% de etanol em detrimento de 35%, e posteriormente trabalhar com o B25”, disse o diretor de Sustentabilidade e de Parcerias Estratégicas e Institucionais da Anfavea, Henry Joseph Junior.

Segundo ele, a entidade também considera a combinação do biodiesel com outras fontes de biocombustíveis, além de oxigenadores que poderiam entrar na mistura, como o HVO.

A fala do executivo foi proferida durante workshop sobre a regulamentação da lei do Combustível do Futuro, realizado pelo Ministério de Minas e Energia na tarde desta quinta-feira (31).

Lei do Combustível do Futuro

A lei do combustível do futuro, sancionada pelo governo no início deste mês, prevê que a mistura de biodiesel ao óleo diesel deverá alcançar 20% até 2030 e poderá atingir 25% a partir de 2031.

Atualmente, o percentual adotado é de 14%, devendo passar para 15% em março de 2025. O aumento do mandato, previsto na lei 14.993/2024, é condicionado à análise de viabilidade técnica da mistura, à análise de impacto regulatório e à definição do percentual da mistura pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

O novo marco legal dos biocombustíveis gerou embate entre o setor energético e o agronegócio, sobretudo quanto à não inclusão do diesel coprocessado no projeto (diesel R5 fabricado pela Petrobras com adição de 5% de combustível renovável ao diesel) e a respeito da exigência de testes para elevação do teor obrigatório do biocombustível ao óleo fóssil.

Testes de viabilidade técnica do biodiesel

biodiesel soja abiovebiodiesel soja abiove
Foto: Pixabay

O diretor da Anfavea defendeu também a realização de testes para atestar a viabilidade técnica para elevação da mistura com participação dos consumidores e dos distribuidores dos biocombustíveis.

“A nova especificação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para biocombustíveis foi um divisor de águas para o biodiesel porque trata da qualidade do produto de modo mais abrangente. Espero que com ela as nossas preocupações com a qualidade do biodiesel tenham ficado para trás, assim como os problemas que tivemos com testes”, observou.

Para Joseph Junior, o modelo de testes precisará incluir volume do biodiesel a ser auferido, localização dos testes e possibilidade de concentração de testes.



Source link

News

confira os preços do grão



Os preços da soja nas principais praças de comercialização do Brasil apresentaram variações nesta quinta-feira (31). Foram registrados apenas lotes pequenos de soja comercializados, com disparidade entre as ofertas de compradores e vendedores.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Preços por região

  • Passo Fundo (RS): de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Missões (RS): de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Porto de Rio Grande (RS): de R$ 143,00 para R$ 145,00
  • Cascavel (PR): de R$ 141,00 para R$ 140,00
  • Porto de Paranaguá (PR): segue em R$ 145,00
  • Rondonópolis (MT): permanece em R$ 150,00
  • Dourados (MS): segue em R$ 140,00
  • Rio Verde (GO): de R$ 135,00 para R$ 136,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com altas para o grão, quedas para o farelo e acentuadas altas para o óleo. Em outubro, a posição novembro/24 acumulou uma queda de 7,05%.

O mercado continuou a apresentar ganhos, impulsionado pela forte demanda pela soja norte-americana. No entanto, a ampla oferta nos Estados Unidos e na América do Sul limitou a reação, impactando negativamente o farelo.

USDA

Os exportadores privados dos EUA reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 150.000 toneladas de farelo e torta de soja para destinos não revelados, com entrega prevista para a temporada 2024/25.

As exportações líquidas norte-americanas de soja para a temporada 2024/25, que começou em 1º de setembro, totalizaram 2.273.300 toneladas na semana encerrada em 24 de outubro, com a China liderando as importações, adquirindo 715.000 toneladas. As previsões dos analistas variavam entre 1,6 milhão e 2,95 milhões de toneladas, conforme dados divulgados pelo USDA.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 6,00 centavos, ou 0,61%, a US$ 9,82 1/2 por bushel. A posição janeiro/25 teve cotação de US$ 9,94 1/2 por bushel, com um ganho de 3,25 centavos, ou 0,32%.

Nos subprodutos, a posição de dezembro do farelo fechou com queda de US$ 2,10, ou 0,69%, a US$ 299,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 45,14 centavos de dólar, com um ganho de 1,33 centavo, ou 3,03%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em alta de 0,30%, sendo negociado a R$ 5,7813 para venda e R$ 5,7793 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,7537 e a máxima de R$ 5,7938. No acumulado do mês, a divisa subiu 6,12%.



Source link

News

Projeto de lei propõe fim de financiamento público a atividades que geram desmatamento


Apresentado pelo deputado federal Nilto Tatto (PT-SP) nesta quinta-feira (31), o projeto de lei complementar PLP 176/2024 propõe que, até 2045, 100% dos recursos das carteiras de financiamento dos bancos públicos, incluindo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sejam destinados a atividades sustentáveis.

A proposta também prevê uma revisão nos recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), administrados pelo Banco da Amazônia (Basa), Banco do Nordeste (BNB) e Banco do Brasil.

O texto do parlamentar, elaborado com apoio do Instituto Escolhas, prioriza o investimento em atividades e cadeias produtivas sustentáveis, restringindo o financiamento para setores que promovem desmatamento ou uso intensivo de combustíveis fósseis.

O projeto também condiciona a concessão de crédito com recursos dos Fundos Constitucionais à análise prévia do perfil socioambiental do solicitante, gerenciado em um banco de dados do Banco Central, proibindo financiamentos para perfis de médio ou alto risco.

De acordo com o deputado, o PLP propõe, ainda, uma conexão entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e instituições financeiras, que passariam a receber relatórios de desmatamento para avaliar financiamentos em áreas críticas.

Segundo Tatto, nos municípios com maior índice de desmatamento, a concessão de crédito dependerá de autorização expressa do presidente do banco.

“Esse projeto de lei complementar é um passo essencial para redirecionar recursos e gerenciar riscos socioambientais e climáticos, proporcionando ao Brasil uma economia de baixo carbono. Para isso, precisamos de uma mudança ousada nas políticas de financiamento. Queremos debater com o parlamento e a sociedade a construção de um marco legal nesse sentido”, afirma o parlamentar.

Lei quer incluir trabalhadores rurais no BNDES

BNDES anuncia concurso com salário inicial de R$ 20,9 mil e 150 vagas, cooperativasBNDES anuncia concurso com salário inicial de R$ 20,9 mil e 150 vagas, cooperativas
Foto: Agência Brasil

Em 2024, o orçamento dos Fundos Constitucionais de Financiamento atingiu R$ 60 bilhões, de acordo com o diretor executivo do Instituto Escolhas, Sergio Leitão.

“Esse montante deve ser canalizado para as prioridades socioambientais urgentes, apoiando o desenvolvimento de uma economia baseada na restauração da natureza, com geração de emprego, renda e mitigação climática”, argumenta.

Segundo ele, outro aspecto relevante do projeto é a inclusão de indígenas, quilombolas e trabalhadores rurais no Conselho de Administração do BNDES, bem como nos conselhos deliberativos da Sudam, Sudene e Sudeco. Assim, espera-se ampliar a representatividade dessas comunidades na tomada de decisões sobre o destino dos recursos públicos.

“Esse projeto visa interromper o financiamento ao desmatamento e às atividades que impulsionam as mudanças climáticas, além de dar voz aos setores mais vulneráveis da sociedade na definição do uso dos recursos públicos”, diz Leitão.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Atraso no plantio de soja em MT preocupa



Esse início seco da safra cria um ambiente propício à proliferação de pragas



Esse início seco da safra cria um ambiente propício à proliferação de pragas e doenças
Esse início seco da safra cria um ambiente propício à proliferação de pragas e doenças – Foto: Pixabay

O atraso no plantio de soja em Mato Grosso representa um desafio significativo, exigindo dos produtores planejamento cuidadoso e práticas de manejo adequadas. Segundo o boletim do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o plantio apresenta um atraso de 14,32 pontos percentuais em relação ao mesmo período da safra anterior e de 6,59 pontos na comparação com a média dos últimos cinco anos. A irregularidade das chuvas impediu o cumprimento do calendário da safra 2024/25, resultando em apenas 55,73% dos 12,66 milhões de hectares previstos semeados até meados de outubro, em comparação aos 65% do ano anterior.

Esse início seco da safra cria um ambiente propício à proliferação de pragas e doenças, devido às plantas debilitadas. A orientação de consultorias técnicas é fundamental nesse contexto. A Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) disponibiliza ferramentas para auxiliar na tomada de decisões. A Dra. Lucia Vivan, especialista em entomologia da Fundação, alerta que a seca pode acelerar a colonização da mosca branca, ocasionando danos em estágios iniciais da soja, como fumagina e queda de folhas.

Além disso, a falta de água provoca estresse nas plantas, tornando-as mais vulneráveis ao ataque de nematoides. Segundo a Dra. Tania Santos, especialista em nematologia da Fundação, a falta de conhecimento sobre a infestação pode agravar problemas, especialmente em anos de seca. Diagnosticar precocemente a presença desses parasitas é crucial para adotar estratégias eficazes, como o uso de cultivares resistentes e rotação de culturas. Essas medidas são essenciais para garantir a sustentabilidade da produção agrícola em Mato Grosso diante de condições climáticas adversas.





Source link