quinta-feira, agosto 13, 2026

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FPA leva produção agropecuária do Brasil para a COP-29


Parlamentares destacam produção sustentável, integração com políticas climáticas e o papel do Brasil como líder agroambiental

FPA na Cop29

Desde o início da semana, os parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) participam da comitiva brasileira do agro, organizada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na COP-29, realizada em Baku, no Azerbaijão.

Durante o evento, que reúne representantes de 200 países e ocorre de 11 a 22 de novembro, os parlamentares da FPA ressaltaram a importância do setor agropecuário e da produção brasileira no combate às mudanças climáticas.

Presente no evento, o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), destacou que o Código Florestal é uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo. “É fundamental explicar que nossa lei é mais rígida do que as de outros continentes. Na Europa, apenas para pousio, os produtores reservam menos de 5% das terras, e protestaram recentemente quando a União Europeia quis aumentar essa reserva para 7%”, afirmou Lupion.

Os parlamentares aproveitaram a oportunidade para reforçar o discurso de que a Conferência promove o desenvolvimento dos países. “Isso ocorre em vários níveis: econômico, social e ambiental. Discutir o clima faz parte dessas agendas de desenvolvimento. Por isso, é essencial que o setor produtivo como um todo, inclusive o agro, esteja presente para acompanhar as discussões”, destacou o presidente da FPA.

A deputada Marussa Boldrin (MDB-GO) também enfatizou a relevância da presença do setor agropecuário na COP-29. “Nós fomos questionados, inclusive, sobre o motivo dessa participação. Mas, principalmente, não podemos permitir que quem está olhando o lado ambiental dite as regras ou fale sobre a agricultura sem ouvir a nossa versão — a versão do que participamos e fazemos. Muito foi falado sobre as NDCs e sobre o quanto o Brasil contribui com tudo isso. Mais do que sermos ouvintes, precisamos estar presentes para dar voz a todo esse sistema”, afirmou.

Marussa destacou ainda a importância da próxima COP-30, que será realizada em 2025 no Brasil. “Precisamos mostrar a floresta que produz e também toda a agricultura que é feita na região Norte, Nordeste, e em todo o país, que tem credibilidade para estar na mesa de discussões, apresentando ações e nossa visão como sociedade.”

Agro sustentável
O vice-presidente da FPA, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), ressaltou a importância do agro brasileiro no contexto ambiental e econômico. “Nosso agro é sustentável, e precisamos mostrar isso para o mundo. O agro não só produz alimentos e proteínas, mas também gera energia. Podemos aumentar a produção de alimentos e, ao mesmo tempo, ampliar a produção de energia. O etanol é um exemplo disso. Já produzimos muito, e vamos produzir ainda mais. Não é só com a cana, mas também com o milho e, em breve, até com o trigo do Rio Grande do Sul, com cada vez mais variedades produzindo etanol.”

Jardim destacou ainda o potencial do Brasil em energias alternativas. “O etanol não só vai aumentar a mistura, mas também será base para o combustível marítimo e de aviação. O cenário é promissor. Além disso, temos a captura de carbono e o diesel verde produzido a partir do agro. O Brasil não é o vilão do meio ambiente, mas sim a vanguarda da nova economia de baixo carbono”, afirmou o parlamentar.

COP-30
No mesmo sentido, o deputado Zé Vitor (PL-MG) destacou o papel do Brasil no cenário global. “Temos desafios globais, e é claro que, pensando especialmente no agro — até porque hoje tratamos de sistemas alimentares —, o caminho para que diversos produtores e empreendedores mundo afora possam adotar medidas práticas passa pelo acesso à transferência de tecnologia, à assessoria técnica e, em alguns casos, a mais recursos para financiamento”, pontuou.

Sobre a COP-30, o deputado mineiro reforçou a importância do Brasil como líder agroambiental. “A COP-30 será uma vitrine, e é importante que saibamos dosar e apresentar o Brasil como de fato é: uma potência agroambiental. Nós jamais nos sentaremos no banco dos réus, porque temos capacidade de contribuir com a mitigação, a adaptação e a segurança alimentar, que caminham juntas. São temas nos quais o Brasil já é líder.”

O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) chamou a atenção para os avanços do agro em pesquisa, inovação e responsabilidade ambiental. “Nesta COP participamos de um painel sobre sustentabilidade, tecnologia e inovação, e a responsabilidade do agro no sequestro de carbono. Discutimos como construir uma produção maior, mais qualificada e mais responsável a cada dia”, disse.

“Na COP-29 estamos nos preparando para receber a COP-30 e, principalmente, para mostrar ao mundo o que a Amazônia quer dele, e não o que o mundo quer da Amazônia. Não é possível que quem não cumpre nenhum dos compromissos globais cobre do Brasil, que já cumpre os seus. Não seremos reativos nem voluntaristas, mas estaremos prontos para recebê-los de braços abertos, com dados e fatos capazes de comprovar a responsabilidade ambiental do Brasil”, completou.

O deputado Zé Silva (Solidariedade-MG) destacou a importância da integração de políticas para a agricultura familiar na agenda climática. “Participei de diversos painéis e debates, ouvindo outros países e compartilhando ideias, além de debater sobre assistência técnica e extensão rural. Tivemos, no espaço do Brasil, um debate sobre agricultura familiar, que precisa ser contemplada no financiamento das mudanças climáticas. Precisamos saber, daqui a 5 ou 10 anos, quais tecnologias estarão disponíveis e quais inovações podem beneficiar a agricultura familiar, permitindo que ela produza alimentos e, ao mesmo tempo, preserve as tradições passadas de geração para geração”, finalizou Zé Silva.





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Manifestantes do MST são retirados de fazendas invadidas no RS



Manifestantes do Movimento Sem Terra (MST) foram retirados de duas propriedades rurais no município de Pedras Altas, no Rio Grande do Sul, que haviam sido invadidas pelo grupo na manhã desta terça-feira (3).

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do estado, a reintegração de posse ocorreu de forma pacífica. “Não haviam argumentos para a invasão já que ambas propriedades são produtivas”, disse o órgão, que atendeu a ordem do governo gaúcho.

Uma das áreas que haviam sido ocupadas pelo MST pertence à Cabanha Santa Angélica e foi fundada em 1870. A fazenda tem tradição na criação de cavalo crioulo, bovinos hereford e braford, ovinos homney marsh e gado leiteiro.

A segunda propriedade invadida pelo movimento, de acordo com informações de produtores locais, foi a a Fazenda Nova, produtora de grãos e gado de corte, na divisa de Hulha Negra com Pedras Altas.

As duas ações do MST fazem parte do chamado Natal com Terra e pedem agilidade na Reforma Agrária.

Policiais atuam na reintegração

Em nota, a Brigada Militar afirmou que atuou como mediadora na operação de desocupação. “O efetivo do 5° Batalhão de Polícia de Choque (5º BPChq), de Pelotas, foi deslocado para a manutenção da ordem e reintegração de posse”.

Além da unidade especializada, também atuaram policiais militares do Comando Regional de Policiamento Ostensivo da Fronteira Oeste, por meio do 6º Regimento de Polícia Montada (6º RPMon) e policiais do efetivo de Pedras Altas atuaram em apoio operacional. A Polícia Civil também foi deslocada para as propriedades para identificar elementos que auxiliem na investigação.

Além disso, em Porto Alegre, o 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM) acompanha manifestação em frente ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), onde um grupo de cerca de 200 manifestantes do MST está “em vigília”.

“Até o momento, a atuação dos manifestantes é pacifica, sem a necessidade de interferência policial”, diz a Brigada Militar, em nota.



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Veja os preços da soja em dia de bons negócios



O mercado brasileiro de soja teve bons negócios nesta terça-feira (3), principalmente nos portos. Os volumes foram pouco expressivos em função da pouca disponibilidade. Os preços demonstraram firmeza nos portos, com quase todos os pagamentos a partir de janeiro. Algumas praças tiveram ajuste negativo pontual. Além disso, a Bolsa de Chicago teve boas movimentações altistas, contribuindo para o movimento no Brasil.

Cotações da soja

  • Passo Fundo (RS): preço subiu de R$ 135,00 para R$ 139,00
  • Região das Missões (RS): preço subiu de R$ 134,00 para R$ 138,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço subiu de R$ 145,00 para R$ 147,00
  • Cascavel (PR): preço subiu de R$ 139,00 para R$ 142,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço subiu de R$ 146,00 para R$ 148,00
  • Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 144,00 para R$ 143,00
  • Dourados (MS): preço aumentou de R$ 135,00 para R$ 138,00
  • Rio Verde (GO): preço se manteve em R$ 140,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais altos. Movimentos técnicos determinaram a reação, em meio a um cenário fundamental baixista.

Dados recentes de boa demanda pelo produto americano, tanto na exportação como no esmagamento, e o bom desempenho dos óleos vegetais, principalmente o óleo de palma na Malásia, ajudaram no movimento de recuperação. Os ganhos, no entanto, seguem limitados pela expectativa favorável para a safra sul-americana.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 6,50 centavos de dólar, ou 0,65%, a US$ 9,91 3/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 9,97 1/4 por bushel, com ganho de 6,25 centavos, ou 0,63%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com alta de US$ 2,50 ou 0,86% a US$ 290,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 42,14 centavos de dólar, com alta de 0,72 centavo ou 1,73%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,09%, negociado a R$ 6,0608 para venda e a R$ 6,0588 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0319 e a máxima de R$ 6,0954.



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produção de milho deve atingir 45,85 milhões de toneladas



Área de milho cresce 0,70% para a safra 24/25 no Mato Grosso




Foto: Pixabay

Segundo análise divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (2), a terceira estimativa da área de milho para a safra 2024/2025 em Mato Grosso apresentou crescimento de 0,70% em relação à projeção anterior e de 0,56% em comparação à safra 2023/2024. A área plantada está prevista para alcançar 6,84 milhões de hectares.

O aumento na estimativa está relacionado à valorização do preço futuro do milho no estado, que está cobrindo os custos operacionais efetivos dos produtores. Apesar desse cenário positivo, o Imea alerta para a concentração da colheita da soja entre janeiro e fevereiro de 2025, fator que pode impactar o plantio do milho na sequência.

A projeção de produtividade sofreu um pequeno ajuste técnico, com uma redução de 0,02% em relação à estimativa anterior, permanecendo em 111,72 sacas por hectare. Com isso, a produção total de milho em Mato Grosso está estimada em 45,85 milhões de toneladas, uma alta de 0,68% em relação à previsão anterior, embora ainda seja 2,81% inferior ao volume da safra 2023/2024.





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Lupion é reeleito presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária até 2027



O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, foi reeleito nesta terça-feira (3) para mais dois anos à frente da bancada.

O mandato do parlamentar, que terminaria em fevereiro de 2025, agora se estenderá até fevereiro de 2027. A Frente terá como vice-presidente na Câmara dos Deputados o deputado Arnaldo Jardim e, no Senado, a senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura.

“Gostaria de agradecer muito a confiança de todos os parlamentares por essa unânime recondução como presidente da FPA, a toda nossa executiva, a nossa diretoria, pela confiança, o carinho e a parceria nesses dois últimos anos. Que os próximos sejam de muito trabalho, dedicação e que consigamos entregar ainda mais para o setor agropecuário”, destacou Lupion.

O deputado Arnaldo Jardim ressaltou a importância da continuidade da liderança de Lupion à frente da bancada. “A recondução da nossa chapa fortalecerá ainda mais os trabalhos do setor agropecuário no Congresso Nacional”, afirmou.

No mesmo sentido, o deputado Alceu Moreira destacou que a FPA é um exemplo para outras frentes parlamentares. “Ninguém dá tanto orgulho para o Brasil como o agro. Se tem uma mesa cheia, seja no interior ou na cidade grande, tem uma parte do nosso trabalho ali.”

Com 306 deputados e 50 senadores, a FPA é uma das frentes mais influentes no Congresso Nacional.

“A Frente é considerada um grande ‘guarda-chuva’ do agro brasileiro, o que ficou evidente no apoio prestado após a tragédia no Rio Grande do Sul. Aqui garantimos justiça e resultados para o setor que move o Brasil”, completou o deputado Afonso Hamm.

Pautas prioritárias da FPA

Outro destaque desta terça-feira foi a formalização do apoio da FPA ao deputado Hugo Motta para a presidência da Câmara. Durante a reunião-almoço da bancada, o presidente Pedro Lupion entregou a pauta prioritária do setor agropecuário e reforçou a necessidade de um presidente da Casa baixa alinhado às prioridades do setor.

Entre os destaques da pauta legislativa do setor para 2025 estão:

  • Projeto de reciprocidade ambiental;
  • O fortalecimento do seguro rural

“Estamos buscando avançar em pautas que protejam o produtor rural, ampliem a segurança jurídica e fortaleçam o Brasil como líder global na produção agropecuária”, destacou Lupion.

Ele ressaltou também que os temas em discussão abrangem segurança fundiária, política agrícola, questões indígenas e sustentabilidade. “Trata-se de uma pauta que visa fortalecer o produtor rural e posicionar o Brasil como protagonista no cenário global.”

Ao receber o apoio da FPA, Hugo Motta destacou o papel do setor agropecuário na economia brasileira e reafirmou seu compromisso com as demandas recebidas. “Vocês terão um presidente amigo, acessível e comprometido com uma agenda que promove não apenas o crescimento do setor, mas também avanços para o Brasil inteiro”, afirmou.

A eleição da nova Mesa Diretora está marcada para o início de fevereiro.



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Agroindústrias sustentáveis terão R$ 546,6 bi para investimentos



A Nova Indústria Brasil (NIB), programa do governo federal para impulsionar a indústria, terá R$ 546,6 bilhões entre investimentos públicos e privados para o desenvolvimento das cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais para a segurança alimentar, nutricional e energética até 2029. O anúncio foi feito nesta terça-feira (3), em evento no Palácio do Planalto.

Do montante total, R$ 250,2 bilhões são recursos públicos ofertados em linhas de crédito, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), sendo que R$ 198,1 bilhões foram alocados nos dois últimos anos. Outros R$ 52,18 bilhões serão destinados de 2024 a 2026.

O setor privado, por sua vez, prevê investimentos de R$ 296,3 bilhões até 2029. Isso inclui R$ 120 bilhões de investimentos já anunciados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia).

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) vai aportar R$ 7,9 bilhões em expansões nos próximos cinco anos. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) prevê investimento de R$ 22,5 bilhões nos próximos cinco anos.

A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) projeta R$ 11,4 bilhões em investimentos até 2029, enquanto as empresas ligadas à Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) devem investir R$ 16 bilhões, conforme números apresentados pelo vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, na cerimônia. Segundo o MDIC, até o momento, já foram anunciados R$ 1,83 trilhão de investimentos pelo setor privado nos próximos anos

A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) prevê investimento de R$ 40,2 bilhões das cooperativas em novas e na ampliação das agroindústrias até 2029. As empresas vinculadas à Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas (Abir) devem investir R$ 26,3 bilhões nas plantas fabris até 2028, enquanto a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) prevê aporte de R$ 18,9 bilhões pelas indústrias do setor nos próximos cinco anos. Alckmin destacou também investimentos que serão realizados pela indústria de fertilizantes, sendo R$ 3,1 bilhões pelas empresas associadas ao Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert) e R$ 1,9 bilhão pelas indústrias da Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo).

Entre as metas do NIB para a agroindústria estão elevar o crescimento do PIB Renda Agroindústria para 3% por ano em 2026 e 6% ao ano em 2033. De 2019 a 2023, a média de crescimento do indicador foi de 1,75% ao ano. Outra meta é aumentar a mecanização da agricultura familiar para 28% em 2026 e 35% em 2033 e ampliar a tecnificação da agricultura familiar para 43% em 2026 e 66% em 2033 – hoje em 35%. Em 2023, a taxa de mecanização da agricultura familiar alcançava 25%, de acordo com dados do Censo IBGE.

As cadeias produtivas prioritárias na missão agroindústria da NIB serão a disseminação e o uso da agricultura de precisão, com estímulo à produção nacional de drones; a escalada à produção de fertilizantes e biofertilizantes e o fortalecimento da produção nacional de máquinas agrícolas e suas partes e componentes.



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Lula assina decreto para criar Programa Nacional de Pesquisa e Inovação da Agricultura Familiar



O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou nesta terça-feira (3), decreto para criação do Programa Nacional de Pesquisa e Inovação para Agricultura Familiar e Agroecologia (PNPIAF) em cerimônia no Palácio do Planalto.

O programa será destinado à promoção de ações de pesquisa e inovação voltadas para a agricultura familiar, com foco na transição agroecológica, nos territórios, na preservação dos biomas e na sustentabilidade dos agroecossistemas.

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, afirmou que o convênio prevê o repasse de recursos para a Embrapa dedicar a pesquisas da agricultura familiar. “Para aumentarmos ainda mais a produção de alimentos”, disse.

Programa Mais Alimentos

Também na cerimônia, os ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) assinaram portaria que institui o Conselho Consultivo do Programa Mais Alimentos, com a participação de representantes do governo, de entidades da agricultura familiar.

“No primeiro ano do Mais Alimentos, o investimento em mecanização cresceu R$ 10 bilhões, 33% em contratação. Neste primeiro quadrimestre de Plano Safra, o investimento em máquinas, tratores e implementos agrícolas e irrigação aumentou 30%”, destacou Teixeira.

“Queremos cumprir a meta de 66% de tecnificação da agricultura familiar em 2033 e de 35% de mecanização”, apontou, citando metas da Nova Indústria Brasil para a cadeia da agroindústria.

Ainda no evento, o Ministério da Agricultura e a Petrobras assinaram acordo para “fortalecer a produção e o desenvolvimento de fertilizantes e insumos” para nutrição vegetal.

O acordo prevê a ampliação e modernização de instalações fabris para produção nacional de fertilizantes; capacitação de profissionais; desenvolvimento de tecnologias avançadas; aprimoramento da infraestrutura e logística; transferência de tecnologia; além do desenvolvimento rural sustentável.



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Preços do boi gordo caem em R$ 5,00/@ no início da semana



Mercado do boi gordo recua em meio a escoamento lento de carne




Foto: Canva

Segundo dados da análise do informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria, as cotações do boi gordo iniciaram a semana em queda nas principais praças pecuárias, com os compradores reduzindo as ofertas em R$ 5,00/@ para todas as categorias. O cenário reflete um escoamento lento da carne no mercado, embora a expectativa seja de melhora no consumo devido ao pagamento da primeira parcela do 13º salário e à proximidade dos salários mensais.

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Segundo o informado pela Scot Consultoria, na região Sul do Tocantins, a cotação do boi gordo recuou R$ 5,00/@, enquanto a novilha teve queda de R$ 3,00/@. Apenas o preço da vaca permaneceu estável. Já na região Norte, as ofertas de compra para boi gordo, vaca e novilha caíram uniformemente em R$ 3,00/@. O mercado do “boi China”, segmento destinado à exportação, também acompanhou a retração, com desvalorização de R$ 5,00/@.

Em Goiânia, o mercado local seguiu a mesma tendência de queda observada em outras regiões, com redução de R$ 5,00/@ nas cotações de todas as categorias pecuárias, marcando um dia de retração nos preços. Apesar do cenário atual, a perspectiva de aumento no consumo durante as próximas semanas pode influenciar positivamente o mercado, principalmente no varejo.





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Questão de vestibular associa agronegócio a trabalho escravo


Uma questão do vestibular 2025 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo, polemizou neste fim de semana ao associar o agronegócio ao trabalho análogo à escravidão.

O exame apresentava a charge abaixo e pedia para que o aluno respondesse perguntas a respeito:

charge Unicampo agro trabalho análogo à escravidão
Foto: Reprodução

Para o comentarista do Canal Rural Miguel Daoud, o mal-estar gerado pelo incidente não é algo isolado na história recente do país. “O que está por trás disso é uma intenção que existe por parte do governo na formação da mentalidade da sociedade”.

Ele também chama a atenção para outras questões no mesmo vestibular, que afirmam que o Congresso Nacional é, majoritariamente, composto por homens brancos heterossexuais, empresários e ruralistas.

“O governo quer mudar a mentalidade das pessoas para poder se perpetuar no poder. […] questões como essa induzem pensamentos e o vestibular não é para isso”, destaca o comentarista.

Outro lado

Em resposta ao Canal Rural, a Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) considera que a questão cobra interpretação de texto, sem qualquer inferência direta ou manifestação de concordância ou não com a charge.

E continua: “Os candidatos tinham que articular recursos linguísticos. A Comvest sabe que o setor do agronegócio é amplo e diverso. Sabemos de boas práticas e, infelizmente, também sabemos de práticas que desrespeitam normas e violam direitos, de acordo com Ministério Público do Trabalho. Todos nós nos empenhamos para que a sustentabilidade e os direitos básicos das pessoas sejam respeitadas. Esse é o perfil e comprometimento que esperamos de nossos candidatos”, finaliza a nota.



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Inmet emite alerta de tempestade para 7 estados; veja quais são



O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu aviso de tempestade para sete estados: Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná. O alerta tem grau de severidade classificado como perigo e segue em vigência até as 10h desta quarta-feira (4).

A previsão é de chuva entre 30 milímetros e 60 milímetros por hora (mm/h) ou entre 50 milímetros e 100 milímetros por dia (mm/dia), além de ventos intensos que podem variar de 60 quilômetros a 100 quilômetros por hora (km/h) e queda de granizo. Há também risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos.

As áreas afetadas incluem: Centro Goiano, Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Central Mineira, Norte Pioneiro Paranaense, Zona da Mata, Centro-Sul Mato-grossense, Sul Goiano, Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Metropolitana de Curitiba, Leste de Mato Grosso do Sul, Campinas, Oeste de Minas, Bauru, Piracicaba, Sul/Sudoeste de Minas, Itapetininga, Centro Norte de Mato Grosso do Sul, Campo das Vertentes, Ribeirão Preto, Araçatuba, Sudeste Mato-grossense, Noroeste Paranaense, Macro Metropolitana Paulista e Marília.

Outras regiões afetadas são: Metropolitana de Belo Horizonte, Norte Central Paranaense, Sudoeste de Mato Grosso do Sul, Araraquara, Pantanais Sul Mato-grossense, Sul Fluminense, Vale do Paraíba Paulista, Noroeste Fluminense, Noroeste Goiano, Nordeste Mato-grossense, Centro Oriental Paranaense, Sudoeste Mato-grossense, Baixadas, Centro Ocidental Paranaense, Centro Fluminense, Metropolitana de São Paulo, Assis, Oeste Paranaense, Litoral Sul Paulista, Metropolitana do Rio de Janeiro, Centro-Sul Paranaense, Norte Fluminense, Norte Mato-grossense, Noroeste de Minas e Sudeste Paranaense.

Em caso de rajadas de vento, o Inmet orienta que a população não se abrigue debaixo de árvores, diante do risco de queda e de descargas elétricas, e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

“Se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia. Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193)”, recomenda o Inmet.

Chuvas intensas

Outro alerta publicado pelo instituto é de chuvas intensas, válido para parte do país até as 10h desta quarta-feira. O alerta tem grau de severidade classificado como perigo potencial. A previsão é de chuva entre 20 mm/h e 30 mm/h ou de até 50 mm/dia, além de ventos intensos variando entre 40 km/h e 60 km/h. De acordo com o aviso, há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Para esse segundo alerta, as áreas afetadas incluem: Centro Goiano, Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Leste Goiano, Central Mineira, Sul Cearense, Norte Pioneiro Paranaense, Zona da Mata, Ocidental do Tocantins, Sudeste Piauiense, Sertões Cearenses, Centro-Sul Mato-grossense, Vale do Acre, Sul Goiano, Vale do Rio Doce, Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Metropolitana de Curitiba, Sertão Pernambucano, Central Espírito-santense, Centro-Norte Piauiense, Sudeste Paraense, Nordeste Mato-grossense, Sertão Paraibano, Leste de Mato Grosso do Sul, Noroeste Espírito-santense, Campinas, Oeste de Minas, Oeste Potiguar, Bauru, Piracicaba, Vale do Mucuri, Norte de Minas, Sul/Sudoeste de Minas, Itapetininga, Centro Norte de Mato Grosso do Sul, Sul Espírito-santense, Campo das Vertentes, Oriental do Tocantins, Jequitinhonha, Norte Mato-grossense, Leste Rondoniense e Sudoeste Paraense.

Outras regiões afetadas são: Ribeirão Preto, Araçatuba, Sudeste Mato-grossense, Norte Goiano, Noroeste Paranaense, Sul Maranhense, Jaguaribe, Macro Metropolitana Paulista, Centro Amazonense, Marília, Metropolitana de Belo Horizonte, Sudoeste Piauiense, Norte Central Paranaense, Sudoeste de Mato Grosso do Sul, Sudoeste Amazonense, Araraquara, Pantanais Sul Mato-grossense, Extremo Oeste Baiano, Sul Fluminense, Centro-Sul Cearense, Vale do Paraíba Paulista, Noroeste Fluminense, Sul Amazonense, Litoral Norte Espírito-santense, Noroeste Goiano, Centro Oriental Paranaense, Sudoeste Mato-grossense, Baixadas, Centro Ocidental Paranaense, Centro Fluminense, Noroeste de Minas, Metropolitana de São Paulo, Assis, Leste Maranhense, Norte Amazonense, Litoral Sul Paulista, Metropolitana do Rio de Janeiro, Distrito Federal, Vale São-Franciscano da Bahia, Madeira-Guaporé, Norte Fluminense, Vale do Juruá, Centro Maranhense, Oeste Maranhense, Centro Sul Baiano e Sul Baiano.



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