quarta-feira, agosto 12, 2026

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Recorde vem aí? Conab indica produção de grãos 8,2% maior em 2024/25



A produção brasileira de grãos na safra 2024/25, em fase de plantio, deve alcançar 322,42 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 8,2%, ou seja, 24,48 milhões de t amais em comparação com a temporada anterior 2023/24 (297,94 milhões de toneladas). Caso o resultado seja confirmado, esta será a maior safra registrada na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os números fazem parte do terceiro levantamento da safra de grãos da estatal, divulgados nesta quinta-feira (12). Em comparação com a previsão anterior (322,53 milhões de t), do mês passado, o volume de produção ficou praticamente estável.

Já com relação à área, a expectativa é que sejam semeados 81,39 milhões de hectares na atual safra, somando todos os ciclos de produção, o que corresponde a uma adição de 1,45 milhão de hectares em relação à temporada anterior, ou aumento de 1,8%. A produtividade média deve crescer 6,3%, passando de 3.727 kg/ha em 2023/24 para 3.961 kg/ha na atual temporada.

O presidente da companhia, Edegar Pretto, disse em comunicado: “As chuvas ocorridas até o momento favorecem as lavouras nos principais estados produtores. Em alguns locais tivemos curtos períodos de falta de chuva, mas não o suficiente para influenciar na estimativa de um novo recorde na produção brasileira de grãos”.

Segundo a Conab, a semeadura da soja entra nos estágios finais e nesta semana o índice de plantio atingiu 94,1% dos 47,37 milhões de hectares destinados para a oleaginosa, como indica o Progresso de Safra publicado pela companhia.

“O clima tem contribuído para a instalação e o desenvolvimento da cultura em grande parte dos estados produtores, destacou. Em algumas regiões de Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí, Tocantins e Maranhão foram registrados curtos períodos de falta de chuva. Ainda assim, as condições climáticas são favoráveis e é esperada uma produção de 166,21 milhões de toneladas, uma alta 12,5% em relação ao volume colhido em 2023/24 (147,72 milhões de t)”, traz o informe.

Para o milho, a previsão é de uma produção total de 119,63 milhões de toneladas, 3,4% acima da safra anterior (115,70 milhões de t). Apenas no primeiro ciclo do cereal, é esperada uma colheita de 22,61 milhões de toneladas, queda de 1,5% ante 2023/24 (23 milhões de t). “A semeadura da primeira safra do cereal já ultrapassa 70% da área e as condições climáticas, nas principais regiões produtoras, favorecem as lavouras”, destacou. A segunda safra, que será plantada em 2025, deve atingir 94,63 milhões de t, aumento de 4,8% ante 2023/24 (90.26 milhões de t).

A Conab prevê, ainda, uma elevação de 3% na área destinada ao cultivo de algodão, com o plantio atingindo aproximadamente 2 milhões de hectares, o que resulta em uma estimativa de produção de pluma em 3,69 milhões de toneladas, leve queda de 0,2% ante a temporada anterior (3,70 milhões de t).

Com crescimento de 9,8% na área destinada para o arroz, estimada em 1,77 milhão de hectares, o plantio da cultura também avança e já chega a 86,6%. De acordo com o levantamento da Conab, é esperado um incremento de área tanto no cultivo do arroz de sequeiro quanto sob irrigação. Com isso, a produção está estimada em torno de 12,06 milhões de toneladas do grão (10,59 milhões de t em 2023/24).

No caso do feijão, é esperado um crescimento de 1,7% na área, estimada em 2,9 milhões de hectares. O maior incremento na área é esperado no primeiro ciclo de plantio da leguminosa, podendo chegar a 907 mil hectares, e a semeadura já atinge 60,5%. A produção total (são três safras a cada temporada) também deve crescer 3,5% com expectativa de atingir volume em torno de 3,36 milhões de toneladas (3,24 milhões de t em 023/24). A primeira safra de feijão pode alcançar 1,045 milhão de t ante 942,3 mil t na safra anterior.

Inverno

A Conab ressaltou, ainda, que a colheita das lavouras de inverno da safra 2024 caminha para a sua finalização, com a conclusão prevista para meados deste mês. Para o trigo, principal produto cultivado, a estimativa é de uma colheita de 8,06 milhões de toneladas, redução de 0,4% do resultado obtido na safra anterior.

“Essa menor produção foi ocasionada, principalmente, pela redução de 14,1% na área de plantio dos Estados da Região Sul, que representam 85,4% da área ocupada com trigo no País, aliada ao comportamento climático desfavorável durante todo o ciclo da cultura no Paraná”, concluiu a estatal.



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Plantio de soja ultrapassa 60% na Argentina



A Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) divulgou que o plantio de soja na Argentina já atingiu 62% da área prevista para a safra 2024, um progresso considerável impulsionado por boas chuvas que, até o momento, não interromperam o ritmo das atividades no campo. Com o cenário favorável, a previsão de área plantada permanece em 17,9 milhões de hectares, e a produção é estimada entre 53 e 53,5 milhões de toneladas, um aumento expressivo em relação aos 50 milhões de toneladas da safra anterior.

O otimismo no setor agrícola argentino tem crescido, especialmente após as fortes chuvas acumuladas no mês de novembro, que ajudaram a manter a umidade do solo e garantiram boas condições para o desenvolvimento das lavouras. Além disso, as precipitações têm se mostrado eficazes semana após semana, o que contribui para a confiança de que a safra será produtiva.

Entretanto, o clima também tem apresentado desafios, com a ocorrência de tempestades fortes, ventos intensos e granizo, que representam riscos pontuais às lavouras. Apesar disso, a combinação de chuvas regulares e a adoção de tecnologias mais avançadas no setor têm reforçado a expectativa de uma colheita robusta.

A BCR ressaltou que o ritmo de plantio continua dentro do esperado, e se as condições climáticas favoráveis se mantiverem, a Argentina pode alcançar números expressivos na produção de soja, contribuindo para a oferta global do grão.

As informações são da Agência Latam News.



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Safra de 2025 será 7% maior do que a de 2024, diz IBGE


A safra agrícola de 2025 deve totalizar 314,8 milhões de toneladas, 20,5 milhões de toneladas a mais que o desempenho de 2024, o que significa aumento de 7%, conforme os dados do 2º Prognóstico para a Produção Agrícola divulgado nesta quinta-feira (12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao primeiro balanço, houve um aumento de 1,2% na estimativa de produção agrícola de 2025, o equivalente a 3,9 milhões de toneladas a mais.

Já o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de novembro aponta uma safra de 294,3 milhões de toneladas em 2024, 6,7% menor que a de 2023, ou seja, 21,1 milhões de toneladas a menos.

Soja impulsiona projeção

A expectativa de uma nova safra recorde de soja é o que tem impulsionado a projeção para a produção agrícola brasileira de 2025.

A colheita da oleaginosa deve totalizar um ápice de 163,5 milhões de toneladas no ano que vem, aumento de 12,9% em relação a 2024, 18,657 milhões de toneladas a mais.

O Prognóstico do IBGE mostra que, além da soja, são esperados aumentos em 2025 para:

  • Milho 1ª safra: alta de 9,3% ante 2024 ou 2,129 milhões de toneladas a mais;
  • Arroz: 6,5% ou 686,9 mil toneladas a mais; e
  • Feijão 1ª safra: (29% ou 262,2 mil toneladas a mais.

Culturas em redução

Qualidade, Bahia, pluma, oeste da Bahia, Luís Eduardo Magalhães, beneficiamento, fibra, exportaçãoQualidade, Bahia, pluma, oeste da Bahia, Luís Eduardo Magalhães, beneficiamento, fibra, exportação
Imagem: Maiara Luz/ Canal Rural BA

Em contrapartida, são previstas reduções para a produção das seguintes culturas:

  • Algodão herbáceo em caroço: -0,8% ou 40,9 mil toneladas a menos
  • Milho 2ª safra: -0,1% ou -136,3 mil toneladas;
  • Sorgo: -4,9% ou -199,6 mil toneladas; e
  • Trigo: -10,9% ou -891,1 mil toneladas.

“Prevemos um aumento da produção, sendo uma recuperação das perdas que tivemos em 2024. Embora o ano agrícola de 2025 esteja atrasado por conta da demora das chuvas nas unidades da federação produtoras de grãos, com a chegada destas chuvas, os produtores se mobilizaram e plantaram rapidamente estas lavouras e, agora, elas estão relativamente bem, o que aumenta a expectativa do aumento da safra para 2025”, afirmou Carlos Barradas, gerente do levantamento do IBGE, em nota.

Produção nos estados

O 2º Prognóstico do IBGE dá conta de que a safra deve crescer nos seguintes estados:

  • Mato Grosso (1,9%);
  • Paraná (11%);
  • Rio Grande do Sul (12,4%);
  • Mato Grosso do Sul (24,1%);
  • Minas Gerais (6,1%)
  • Goiás (5,0%);
  • Bahia (6,7%);
  • São Paulo (16,3%);
  • Tocantins (0,3%);
  • Santa Catarina (4,6%);
  • Piauí (2,3%); e
  • Rondônia (10,6%).

Contudo, as estimativas da produção são de safras menores para:

  • Maranhão (-0,2%);
  • Sergipe (-1,7%); e
  • Pará (-7,7%)

Área para 2025

A área total estimada para cultivo de cereais, leguminosas e oleaginosas é de 79,8 milhões de hectares em 2025, aumento de 0,8% em relação a 2024, de acordo com o IBGE.

Em relação ao ano anterior, a área prevista em 2025 é maior para o cultivo de arroz em casca (5,2%), feijão 1ª safra (7,1%), algodão herbáceo em caroço (1,0%), milho 2ª safra (0,9%) e soja (1,4%). Por outro lado, são estimadas reduções na área de milho 1ª safra (-1,9%), sorgo (-4,7%) e trigo (-3,9%).

O IBGE prevê aumentos na área a ser colhida em 2025 no Rio Grande do Sul (3,2%), Mato Grosso (1,4%), Paraná (0,1%), Tocantins (0,1%), Ceará (2,4%), Minas Gerais(2,0%), Bahia (2,7%) e Rondônia (12,5%). Há previsão de declínios em Goiás (-1,0%), Mato Grosso do Sul (-0,3%), São Paulo (-2,0%), Santa Catarina (-10,7%), Pará (-1,1%) e Maranhão (-1,2%).



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área de baixa pressão e frente fria provocam temporais no Brasil



Nesta sexta-feira (13), uma área de baixa pressão influenciará o tempo no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Após dias de chuva e temperaturas baixas em algumas regiões, o sol volta a predominar em grande parte de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

A frente fria que passou pelo Sul do país ainda provoca reflexos em estados como a Bahia e o Maranhão. Confira como ficará o clima em todas as regiões do Brasil, de acordo com a Climatempo.

Sul 

Um sistema de baixa pressão provoca temporais no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, com chuvas desde a madrugada.

No Paraná, o tempo segue estável, exceto no oeste e sudoeste, onde há chances de chuvas isoladas.

Sudeste 

As capitais São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte terão tempo estável. No Espírito Santo e Minas Gerais, a frente fria mantém a previsão de chuvas fortes e temporais pontuais.

Centro-Oeste 

As chuvas são generalizadas em Mato Grosso do Sul, enquanto em Goiás e Mato Grosso são mais isoladas, com possibilidade de raios e trovoadas.

Nordeste 

O avanço da frente fria provoca chuvas no interior e litoral da Bahia, assim como no sul do Maranhão e do Piauí.

Norte 

O calor e a umidade geram pancadas de chuva no Acre, Amazonas, sul de Roraima e oeste do Pará, mantendo o tempo abafado e quente.



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Chicago opera de forma mista e com demanda fraca



Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) apresentam um movimento misto, com os preços flutuando entre ganhos e perdas em um cenário de volatilidade. O mercado está oscilando em pequenos intervalos, refletindo incertezas sobre a demanda e a abundante oferta da oleaginosa.

A pressão sobre os preços vem principalmente das expectativas de grandes produções no Brasil e na Argentina, vistas como fatores que podem aumentar a oferta global e limitar a necessidade de importações. Além disso, as exportações semanais dos Estados Unidos, divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), ficaram abaixo das estimativas do mercado, gerando um clima de cautela entre os investidores.

Dados de exportações de soja

Na semana encerrada em 5 de dezembro, as exportações líquidas norte-americanas de soja para a temporada 2024/25 totalizaram 1.173.800 toneladas, com a China se destacando como principal importadora, com 705.000 toneladas.

Analistas esperavam exportações entre 900 mil e 2,2 milhões de toneladas, e os números divulgados não trouxeram grande entusiasmo para o mercado. O USDA também informou a venda de 334.000 toneladas de soja para destinos não revelados, a serem entregues ainda nesta temporada.

Contratos futuros

No cenário de preços, os contratos de soja com entrega em janeiro de 2025 estão sendo cotados a US$ 9,96 3/4 por bushel, registrando um pequeno avanço de 1,25 centavo de dólar (0,12%). Já os contratos de março de 2025 estão com alta de 0,50 centavo de dólar (0,04%), sendo negociados a US$ 10,03 1/4 por bushel.



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Polícia Rodoviária apreende 343 quilos de maconha em caixas de ovos



A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 343 quilos de maconha na noite da última terça-feira (10) em Santa Terezinha de Itaipu (PR). A droga estava escondida em embalagens de ovos.

O caso ocorreu na BR-277, sentido Foz do Iguaçu – Cascavel. Ao ser abordado pela fiscalização, o motorista, de 23 anos, contou aos agentes que o veículo estava vazio.

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Apesar do relato do condutor, segundo a PRF, o compartimento de carga do caminhão tinha um forte odor de maconha. Ao examinar a carroceria, os policiais encontraram vários tabletes de maconha dentro de caixas de uma marca de ovos.

Confira o momento em que os polícias retiram a droga do caminhão:

Preso em flagrante, o motorista assumiu que havia sido contratado para levar a droga até Cascável (PR). O homem responderá pelo crime de tráfico de droga e a ocorrência foi encaminhada para a Polícia Civil em Cascavel.



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Projeto autoriza investigados por crimes a comprar armas de fogo



A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que autoriza investigados por crimes a registrarem armas de fogo. O texto, aprovado nesta quarta-feira (11), altera pontos do Estatuto do Desarmamento, entre eles o que restringia a compra de arma de fogo a pessoas que estivessem respondendo a inquérito policial ou criminal.

O projeto, que ainda deverá ser analisada pelo Senado, define que as pessoas que estiverem respondendo a inquérito poderão comprar arma de fogo e registrá-la em seu nome, exceto se estiver respondendo aos seguintes crimes

  • crime doloso contra a vida;
  • crime qualificado como hediondo ou a este equiparado;
  • crime contra a dignidade sexual, tentado ou consumado;
  • crime tipificado na Lei Maria da Penha;
  • crime cometido contra o patrimônio com o uso de violência; ou
  • crime de ameaça ou cometido com grave ameaça.

Dessa forma, quem estiver respondendo por furto, por exemplo, poderá comprar uma arma.

Por outro lado, o texto deixa mais claro que, além de continuar a ter de fornecer certidões negativas de antecedentes criminais, o interessado não poderá ter sido condenado por sentença com trânsito em julgado e não poderá estar sob restrição por medida protetiva, como a relacionada a violência doméstica (manter distância da vítima).

Outras condições exigidas em lei não são alteradas, como comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo.

Registro de armas

O relator do projeto, deputado Ismael Alexandrino (PSD-GO), incluiu no texto a concessão de um novo prazo de um ano para os proprietários de arma de fogo pedirem o registro, devendo comprovar a posse lícita da mesma.

Segundo o texto, poderá ser regularizada qualquer arma em posse do interessado, mesmo antes da data prevista no Estatuto do Desarmamento, 31 de dezembro de 2008. Com a alteração, o proprietário da arma poderá pedir inclusive o registro provisório.

Alexandrino argumentou que o projeto resolve o problema do registro de armas de fogo sem registro. “Impossibilitar o registro não extinguirá a existência das armas, elas continuarão a existir, permanecendo na ilegalidade como armas frias, na clandestinidade, muitas vezes sendo usadas na criminalidade ou para esquentar supostos conflitos. O registro proporcionará a transparência e o controle necessários a uma política de segurança pública séria e exitosa”, justificou.

O projeto aumenta ainda de 3 para 5 anos o prazo para a renovação do certificado de registro da arma. Além disso, o texto define que o prazo começará a contar a partir da emissão do certificado anterior.

O projeto também altera o ponto do estatuto que trata do disparo de arma de fogo em público. A norma diz que essa prática é crime inafiançável, com reclusão de 2 anos a 4 anos para quem disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências, em via pública ou em direção a ela. Com a mudança, o ato deixará de ser crime inafiançável quando se tratar da legítima defesa ou de outra pessoa.

O projeto também altera o Estatuto do Desarmamento, no ponto em que trata de armas apreendidas, que determina que elas não poderão ser restituídas enquanto interessarem ao processo.

O novo texto diz que se os objetos já tiverem passado por exame pericial definitivo, deverão ser restituídos ou ter a destinação definida em lei. Pelo projeto, as armas, acessórios e munições poderão ser doadas, após passar por perícia do Exército, às Forças Armadas e aos órgãos de segurança pública, segundo o padrão de uso de cada instituição.

Será dada preferência para a doação, exceto para as armas de uso proibido ou de uso restrito, inicialmente para os órgãos de segurança pública do estado em que se deu a apreensão; órgão de segurança pública que tiver a menor relação de armas por integrante efetivo da instituição solicitante; órgão de segurança pública cuja sede se localize em área de maior criminalidade; guardas municipais; e Polícia Legislativa Federal.

No caso de arma de fogo apreendida sem número de série ou sem outros elementos de identificação, mas que estiver em perfeito estado de conservação e própria para uso, será renumerada pelo Comando do Exército, que providenciará novo registro para doação aos órgãos de segurança.

Segundo o deputado Alexandrino, um país com grandes dificuldades financeiras, como o Brasil, “não pode se dar ao luxo” de destruir armamento que pode ser empregado pelas forças de defesa e de segurança pública.

“Um país com grandes dificuldades financeiras e de equilíbrio fiscal como o nosso, com os inevitáveis reflexos que levam a carências nas diversas instituições públicas, não pode se dar ao luxo de destruir armamento caro e que pode ser empregado com vantagem pelas forças de defesa e de segurança pública”, defendeu.

*Com Agência Câmara Notícias



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Milho emenda sexta queda consecutiva e B3 atinge menores patamares em um mês…


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Nesta quinta-feira (21), s preços futuros do milho emendaram sua sexta sessão consecutiva de baixa na Bolsa Brasileira (B3) e atingiram o seu menor patamar em um mês, conforme aponta a Agrinvest.   

“O programa brasileiro de exportação continua lento, já que o Brasil está menos competitivo do que origens como os Estados Unidos, Argentina e Ucrânia. A safra de milho verão está se desenvolvendo bem e diante do recente fortalecimento dos preços, houve uma melhora nas margens do produtor, o que pode estimular a manutenção de área de cultivo da safra 2025”, dizem os analistas da consultoria.  

 O Consultor de Mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, destaca ainda que, as indústrias de ração animal no Brasil, que estavam demandando fortemente o grão e ajudando nas recentes altas de preços, começaram a desacelerar as compras nessa reta final de ano.  

 “A B3 deu aquela esfriada que a gente já estava esperando. O setor de ração parou de comprar, as grandes empresas do setor estão parando de comprar nessa semana e vão fazer férias coletivas e manutenção de equipamentos em dezembro”, diz Brandalizze.   

Na B3, o vencimento janeiro/25 foi cotado à R$ 72,37 com desvalorização de 0,84%, o março/25 valeu US$ 73,39 com perda de 0,76%, o maio/25 foi negociado por R$ 71,95 com queda de 0,44% e o julho/25 teve valor de R$ 67,80 com baixa de 0,59%. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira

Já no mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho registrou elevações neste penúltimo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização somente em Alto Garças/MT. Já as valorizações apareceram em Rondonópolis/MT, Primavera do Leste/MT, Itiquira/MT, Sorriso/MT, Machado/MG e Porto de Santos/SP. 

Mercado Externo 

Os preços internacionais do milho futuro também encerraram o pregão desta quinta-feira registrando movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT). 

De acordo com a análise da Agrinvest, um dólar mais forte, associado a quedas nos futuros da soja e do óleo, acabou trazendo pressão também ao milho e ao trigo nesta quinta-feira em Chicago. 

“Pela manhã, o trigo (e o milho) chegou a subir devido aos temores de conflitos no Mar Negro. A Ucrânia havia acusado a Rússia de ter lançado um míssil intercontinental contra Kiev, mas os russos negaram tal ataque”, destaca a consultoria.  

O vencimento dezembro/24 foi cotado à US$ 4,26 com perda de 3,50 pontos, o março/25 valeu US$ 4,36 com baixa de 3,75 pontos, o maio/25 foi negociado por US$ 4,43 com desvalorização de 3,75 pontos e o julho/25 teve valor de US$ 4,46 com queda de 3,50 pontos. 

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última quarta-feira (20), de 0,81% para o dezembro/24, de 0,85% para o março/25, de 0,84% para o maio/25 e de 0,78% para o julho/25. 





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Estudo revela potencial de R$ 4 bilhões anuais para impulsionar o agro paulista


A recomposição de vegetação nativa ao redor de cultivos agrícolas pode gerar um aumento na produção agrícola. É o que revela um estudo inédito, realizado grupo do projeto Biota Síntese, coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil) e a Universidade de São Paulo (USP). Segundo a pesquisa, a manutenção da vegetação nativa ao redor de cultivos agrícolas pode gerar um aumento de R$ 4,2 bilhões anuais à produção agrícola do estado em algumas culturas de cultivo.

Os agricultores podem ter ganhos bilionários com restauração ecológica a partir do plantio de vegetação nativa, que é a prática de plantar espécies originárias de uma determinada região ou ecossistema. O efeito de ganho vem da polinização gerada pelas abelhas.

Apenas com a produção de soja, laranja e café, seriam acrescentados respectivamente R$ 1,4 bilhão, R$ 1 bilhão e R$ 660 milhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do estado todos os anos. Outros cultivos permanentes, como goiaba, abacate e manga, teriam ganhos de R$ 280 milhões, enquanto lavouras temporárias, como tomate, amendoim e feijão, teriam acréscimo de R$ 820 milhões, totalizando assim cerca de R$ 4,2 bilhões de aumento total na produção.

A pesquisa destaca ainda que há aumento da qualidade e tamanho dos produtos, resultado da maior frequência de visitas de polinizadores às flores de plantas cultivadas quando há vegetação nativa por perto.

Pesquisadores e técnicos da Secretaria, além de outras instituições, apresentaram no Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema), os resultados de estudos realizados nos últimos dois anos.

Polinização

A metodologia usada na pesquisa indica que é possível aplicar individualmente a iniciativa em cada município. “Um exemplo são as abelhas que vivem nas matas nativas, saem para buscar alimento nas flores das lavouras, polinizando-as, gerando mais frutos e consequentemente maior produção”, informou Eduardo Moreira, pesquisador da USP e coautor do estudo.

abelhasabelhas
Foto: Katia Braga

“Os serviços ecossistêmicos são extremamente valiosos, mas nem sempre são adequadamente reconhecidos, já que são prestados silenciosamente pela biodiversidade, e o projeto ajuda a preencher esta lacuna”, observou Carlos Joly, professor emérito da Unicamp e coordenador do Biota Síntese.

Serviços Ambientais

Outro estudo apresentado foi na área de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA). A publicação reúne diretrizes para fortalecer programas recentes já com bons resultados, como os PSAs Juçara, Guardiões das Florestas e Mar sem Lixo, e aprendizados de casos consolidados de sucesso, como o Projeto Conexão Mata Atlântica e o Crédito Ambiental Paulista para as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (CAP/RPPN).

Ao compilar e discutir estas experiências de PSA do estado, o grupo concluiu que incentivar cada vez mais os ganhos deste tipo de política podem ir muito além do aumento das áreas conservadas.

“O PSA agrega ganhos sociais com o aumento efetivo de renda dos prestadores de serviços ambientais, maior participação destas pessoas nas ações de conservação ambiental e seguramente um ganho importante no relacionamento entre associações e comunidades com a gestão pública das Unidades de Conservação”, explicou Patrícia Ruggiero, pesquisadora da USP e coautora do estudo.

As pesquisas receberam investimentos de R$ 4,3 milhões pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho sobe na B3


Após  relatório USDA, os futuros de milho sobem na Bolsa de Chicago, e a Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) acompanha, segundo informações da TF Agroeconômica. “O boletim do USDA divulgado no dia de hoje trouxe, entre outras coisas, menores estoques finais norte-americanos”, comenta.

“De outro lado, exportações e uso para o etanol de milho, carrochefe do uso no país, foram revisados para cima. Houve também uma redução nos estoques finais e produção mundial do cereal. No Brasil, um ponto que merece atenção é o incremento do consumo, em 2,1 milhões de toneladas, em face da produção de etanol de milho”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam variações em alta no dia. “O vencimento de janeiro/25foi de R$ 75,92 apresentando alta de R$ 1.03 no dia, alta de R$ 3,59 na semana; março/25 fechou a R$ 74,17, alta de R$ 0,96 no dia, alta de R$ 2,28 na semana; o vencimento maio/25 fechou a R$ 73,13, alta de R$ 0,92 no dia e alta de R$ 1,69 na semana”, indica.

Em Chicago, então, o milho fechou em alta. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão,fechou em alta de 1,64 % ou $ 7,25 cents/bushel a $ 449,00. A cotação para maio, fechou em alta de 1,68 % ou $ 7,50 cents/bushel a $ 455,25”, informa.

“Com um relatório positivo para o cereal, as cotações voltaram ao mesmo patamar de 2 meses atrás. O corte no estoque final do milho americano foi o mais surpreendente para o mercado. Foram reduzidos 10,32% do saldo final, com maior consumo interno para a produção de etanol e exportações, que se concretizadas serão a segunda maior da história.

O ponto de atenção se deve ao fato de o USDA reduzir a demanda chinesa de milho, de 16 para 14 milhões de toneladas, volume 40,20% inferior ao importado em 2023. A manutenção dos robustos dados da safra no Brasil e Argentina também devem ser observados”, conclui.

 





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